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BBC


FBI prende oito supostos membros de milícia cristã

O FBI (a polícia federal americana) prendeu, nesta segunda-feira, oito supostos membros de uma milícia radical cristã, acusados de conspiração para matar um policial e travar guerra contra os Estados Unidos. As detenções foram feitas após uma operação em três Estados no final de semana - Ohio, Indiana e Michigan.As autoridades acreditavam que o grupo estaria preparando um exercício de reconhecimento.

Segundo o FBI, eles planejavam matar um policial no Michigan e depois realizar um novo ataque durante o funeral, usando minas terrestres e bombas, para atingir outras autoridades.

"O indiciamento revela um plano pérfido por extremistas antigovernistas para matar um oficial da lei para enganar policiais de todo país para um funeral onde eles seriam atacados com dispositivos explosivos", disse o procurador geral Eric Holder.

Além dos oito detidos, a polícia continua procurando um nono suspeito, também acusado de envolvimento no suposto plano de ataque.

De acordo com o FBI, os detidos fariam parte de um grupo conhecido como Hutaree.

Um website que traz o nome do grupo afirma que os membros estariam se preparando para se defenderem "da chegada do Anticristo".

A página traz ainda um vídeo com treinamentos semelhantes a exercícios militares que descreve os membros do grupo como "guerreiros cristãos".

No indiciamento, no entanto, o grupo é classificado como uma "organização extremista antigovernista" que prega a violência contra a polícia.

29/03/2010 08:31 PM

Assistente de padre é preso por abuso de crianças na Itália

Um assistente de padre que trabalhava com coroinhas em uma paróquia da cidade de Varna, no norte da Itália, foi preso nesta segunda-feira acusado de cometer abusos sexuais contra crianças e produzir material pornográfico. O acusado, cujo nome não foi divulgado pela polícia de Bolzano (província italiana onde fica Varna), tem 28 anos e não pertence ao clero.Ele teria abusado de quatro crianças de 11 e 14 anos entre 2006 e 2009.

As investigações começaram em dezembro de 2009, após denúncias feitas pelas mães das vítimas.

Na casa do assistente, os agentes encontraram material pornográfico envolvendo crianças. As imagens encontradas no computador do acusado teriam sido realizadas durante passeios e viagens com os coroinhas, patrocinados pela paróquia.

Além do trabalho com os coroinhas, o assistente da paróquia trabalhava ainda como voluntário em um grupo de bombeiros, colaborava com a seção juvenil de um clube e com a organização pastoral Caritas.

Os investigadores acreditam que outras crianças podem ter sido vítimas do pedófilo e fizeram um apelo para que as famílias denunciem possíveis novos casos de abuso.

'Vergonha'
Em um comunicado, a Cúria de Bolzano disse sentir "vergonha" pelos abusos contra os menores envolvendo o assistente de um sacerdote.

"Estamos profundamente chocados pela notícia dos supostos abusos contra crianças da paróquia de Varna por parte de um responsável pelos coroinhas. Sentimos vergonha por estes abusos sexuais e condenamos este grave crime", diz a nota publicada no site da entidade.

A Cúria informou que pretende colaborar com a Justiça para esclarecer o caso e reconquistar a confiança dos fieis.

Recentemente, em meio aos casos de pedofilia envolvendo sacerdotes em diversos países da Europa, o bispo da cidade de Bolzano, Karl Golser, pediu aos fiéis que assinalem casos de abusos sexuais diretamente no site da Cúria, numa iniciativa sem precedentes na Itália.

"Criamos um fórum no site da diocese para examinar eventuais casos de abusos e garantimos que toda denúncia será logo verificada", afirma um texto no website da Cúria.

Segundo a imprensa local, dezenas de casos já teriam sido denunciados desde a criação do fórum.

29/03/2010 07:14 PM

Argentina investiga suspeita de corrupção em compra de aviões Embraer

A polícia argentina realizou nesta segunda-feira uma operação para apreensão de computadores e documentos na sede da companhia aérea Aerolíneas Argentinas, em Buenos Aires, como parte de investigações sobre supostas irregularidades na compra de vinte aviões da empresa brasileira Embraer em maio do ano passado. O caso começou a ser investigado em setembro, quando surgiram denúncias de superfaturamento de cerca de 10% na compra das aeronaves E-190, que custaram US$ 690 milhões (cerca de R$1,2 bi) ao todo.A compra dos aviões pela Aerolíneas - reestatizada em 2008 - recebeu financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A batida na sede da empresa foi autorizada pelo juiz Sérgio Torres nesta segunda-feira após novas denúncias de que teria havido pagamento de propinas para que o negócio fosse concretizado.

"Se houve superfaturamento, o que estamos investigando, não podemos descartar o pagamento de propinas. Por isso, determinamos a batida policial, porque queremos saber como foram as negociações antes do contrato", afirmou à BBC Brasil uma fonte da Justiça ligada ao juiz.

Ainda segundo esta fonte, as investigações inicialmente se concentrarão nos atos do ex-secretário de Transportes do governo da presidente Cristina Kirchner, Ricardo Jaime, além de funcionários da secretaria e da companhia aérea. A convocação de representantes da empresa brasileira ainda está sendo avaliada.

"Será uma investigação longa e ela só está começando. Primeiro, ouviremos todos os envolvidos aqui para depois sabermos que medidas adotar", disse a fonte.

Denúncias
As denúncias sobre o suposto pagamento de propinas na transação foram feitas à Justiça por um informante anônimo e publicadas na edição desta segunda-feira do jornal La Nación.

De acordo com as denúncias citadas na reportagem, um representante do ex-secretário de Transportes Ricardo Jaime, Manuel Vázquez, seria responsável "por cobrar comissões da Embraer pela venda dos aviões a Aerolíneas e dividi-las".

Procurada pela BBC Brasil, a Embraer negou, por meio de sua assessoria de imprensa, irregularidades na condução da transação.

"A Embraer não comenta preços e condições comerciais constantes em seus contratos que estão protegidos por cláusulas de confidencialidade. A Embraer repudia veementemente especulações sobre a ocorrência de superfaturamento na condução de seus negócios".

O atual secretário de Transportes da Argentina, Juan Pablo Schiavi, também descartou qualquer irregularidade.

"Quero ratificar que em uma operação país-país não há lugar para suspeitas", disse Schiavi à agência de notícias estatal Telam. Segundo ele, "os aviões foram comprados a preço de mercado".

29/03/2010 06:58 PM

Cardeal diz que João Paulo 2° impediu investigação sobre pedofilia

O cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, disse nesta segunda-feira que o papa Bento 16 não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo 2º.


Schönborn afirmou que Joseph Ratzinger - que foi prefeito da Congregação da Doutrina da Fé entre 1981 e 2005 - pretendia, em 1990, investigar as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-arcebispo de Viena, Hans Hermann Groër. Mas, segundo ele, isso não foi possível porque o papa não autorizou o início das investigações.

De acordo com o arcebispo, essa informação comprovaria que Bento 16 tem feito mais do que qualquer outro pontífice no combate contra abusos sexuais na Igreja e indicaria que as alegações de abusos contra Bento 16 são exageradas.

No domingo, Schönborn criou uma comissão especial para investigar as denúncias de abusos por parte de padres contra menores na Áustria.

Acusação

O caso do ex-arcebispo Hans Hermann Groër ficou conhecido em 1995 com a publicação de uma entrevista na qual um ex-aluno de Groër no seminário Hollabrumm disse que foi submetido a abusos pelo então professor na década de 70.

Na época, a Cúria de Viena colocou em dúvida a credibilidade da suposta vítima, questionando o fato de o aluno ter denunciado os abusos muitos anos após eles terem ocorrido.

Segundo a imprensa da época, foi por conta dessa posição que o então papa João Paulo 2° não teria sido informado ou não teria considerado que as denúncias tivessem fundamento, o que o levou a nomear Groër como cardeal.

Mas a primeira denúncia foi seguida de outras e acompanhada por uma grande campanha da imprensa austríaca. O caso então se transformou na maior crise da Igreja Católica na Áustria no pós-guerra, o que levou o cardeal a pedir afastamento do cargo.

Apesar da demissão, as acusações de abusos cometidos por Hans Hermann Groër continuaram e três anos depois, em 1998, João Paulo 2º finalmente enviou um inspetor para investigar o caso no país.

Após as investigações do inspetor do Vaticano, Groër foi obrigado a deixar a Áustria e impedido de se apresentar novamente como bispo ou cardeal.

Em abril de 1998, o ex-arcebispo de Viena pediu perdão "a Deus e aos homens", mas não admitiu ser culpado pelos abusos. Groër ficou exilado na Suécia e morreu em 2003, aos 83 anos.

Mudança

Segundo o atual arcebispo de Viena, atualmente a política da Igreja está mudada e sacerdotes que cometem abusos sexuais são imediatamente suspensos e destituídos do sacerdócio.

"Infelizmente, no passado preferiu-se, injustamente, proteger os carrascos e não as vitimas, enquanto que a preocupação com estas deve estar em primeiro lugar", disse Schönborn em entrevista à televisão austríaca no começo de março, logo após a reunião da Conferência Episcopal da Áustria.

O cardeal Schönborn é amigo do papa Bento 16 e considerado um clérigo aberto ao diálogo.

Ele declarou recentemente que a Igreja Católica deveria promover um debate a respeito do celibato - o que, segundo ele, seria uma das causas dos abusos cometidos por sacerdotes contra crianças. A afirmação foi posteriormente desmentida pelo porta-voz da Arquidiocese de Viena.

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29/03/2010 05:45 PM

Governo dos EUA venderá US$ 33 bi em ações do Citigroup

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira que pretende vender sua participação no banco Citigroup, correspondente a 27% das ações da empresa - no que promete ser uma das maiores operações do tipo em toda a história. Os papéis foram cedidos ao Tesouro americano pela instituição em 2008 durante a crise financeira global e se valorizaram.Estima-se que, atualmente, as ações custem cerca de US$ 33 bilhões.

Se o valor delas continuar nesse patamar, a expectativa é de que a venda dos papéis se reverta em um lucro de aproximadamente US$ 8 bilhões para o contribuinte americano.

De acordo com o Departamento do Tesouro, as cerca de 7,7 bilhões de ações serão vendidas em parcelas ao longo de 2010.

US$ 25 bilhões
No total, o Citigroup recebeu US$ 45 bilhões do governo pelo Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), adotado durante a crise.

Desse total, US$ 25 bilhões foram trocados por ações. Os demais US$ 20 bilhões foram devolvidos ao governo pelo banco no final de 2009.

Uma declaração do Tesouro americano afirma que "pretende vender suas ações comuns do Citigroup no mercado por meio de diferentes canais e de uma forma ponderada e ordenada".

Acredita-se que a venda das ações do Citigroup comece no próximo mês, depois que o banco publique um balanço.

Pagamentos
Quase 700 bancos foram beneficiados pelo Tarp e a maioria deles devolveu o dinheiro rapidamente ao governo porque o empréstimo estabelecia várias restrições - incluindo a limitação no pagamento de bônus aos seus executivos.

Muitos dos maiores bancos já pagaram o empréstimo do governo americano. O Citigroup, por exemplo, segue outras instituições como o Goldman Sachs e o Bank of America, que já pagaram o investimento do governo dos Estados Unidos.

De acordo com o comentarista de economia da BBC Andrew Walker, apesar de os empréstimos aos bancos agora parecerem extremamente rentáveis, a ajuda concedida a outras instituições provavelmente não irá representar lucros para o contribuinte americano.

Esse seria o caso dos empréstimos à seguradora AIG e às montadoras General Motors e Chrysler, disse Walker.

As últimas informações oficiais a respeito do Tarp, divulgadas no final de 2009, indicavam que 67 instituições que receberam o dinheiro já pagaram todos ou parte dos empréstimos, num total de US$ 165,2 bilhões.

29/03/2010 04:50 PM

Britânico que matou filha a facadas é condenado à prisão perpétua

Um britânico que matou a própria filha adolescente a facadas em agosto de 2009 foi condenado à prisão perpétua nesta segunda-feira. Gary Fisher, de 48 anos, matou a filha Chanelle Sasha Jones, de 17 anos, em um estacionamento de um pub em Cardigan, no País de Gales.Durante o julgamento na corte de Swansea, Fisher alegou que matou a filha devido a um pacto suicida.

O pai da adolescente afirmou que sua filha queria morrer depois de um suposto estupro ocorrido em 2006. A adolescente foi encontrada morta no carro de seu pai com 22 ferimentos.

Depois de esfaquear a filha, Fisher cobriu o corpo de Chanelle com um saco de dormir e reclinou o banco onde ela estava, viajando com o corpo da filha durante dez horas, inclusive passando em frente à casa onda a adolescente morava com a mãe, Jayne Jones.

Discussão
Antes do assassinato da filha, Fisher discutiu com Chanelle, pois ela queria ficar com o namorado ao invés de ficar com o pai.

Os jurados demoraram apenas uma hora para decidir que Fisher era culpado da morte da filha.

"Você foi condenado por assassinar sua filha (...). Uma morte sem sentido que deixará uma sombra para sempre nas vidas da família e amigos dela e a consciência do que você fez deve envergonhá-lo para o resto de sua vida", disse o juiz do caso, Lloyd Jones.

Jones determinou que Fisher terá que cumprir pelo menos 20 anos de prisão antes de poder solicitar liberdade condicional.

Fisher tinha três filhos - entre eles Chanelle - com Jayne Jones, de quem se separou. Há cinco anos ele voltou a fazer contato com os filhos.

29/03/2010 04:19 PM

Petróleo das Malvinas pode ser economicamente inviável, diz empresa

O valor das ações da companhia petrolífera que está perfurando um poço nas ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) caiu quase pela metade nesta segunda-feira depois que a empresa declarou que o petróleo da região pode não ser economicamente viável. O poço é o primeiro a ser perfurado na região em uma década e desencadeou uma crise diplomática entre Grã-Bretanha e Argentina.As Malvinas pertencem à Grã-Bretanha, mas elas ficam geograficamente próximas do litoral da Argentina, que reivindica a soberania sobre a região desde o século 19.

A Argentina invadiu o arquipélago em abril de 1982, iniciando uma guerra com a Grã-Bretanha. A vitória britânica, em junho do mesmo ano, não impediu Buenos Aires de continuar aspirando ao controle sobre as ilhas.

A exploração de petróleo pela companhia britânica reacendeu a polêmica. No entanto, em um anúncio durante o pregão desta segunda-feira, a companhia petrolífera Desire Petroleum afirmou que, segundo resultados iniciais obtidos com a perfuração na bacia norte das ilhas, as quantidades de petróleo encontradas podem ser pequenas ou de baixa qualidade.

Com o anúncio, o valor das ações da Desire fechou em queda de 49,5% na bolsa de Londres nesta segunda-feira.

A companhia afirmou que vai divulgar uma declaração mais detalhada a respeito das operações nas Malvinas até o final da semana. É possível que a Desire tenha que perfurar um poço ainda mais profundo para encontrar quantidades maiores de petróleo e gás.

Até que outros testes sejam realizados "não será possível determinar a importância dos hidrocarbonetos encontrados e se o poço necessitará ser perfurado mais profundamente, submetido a mais testes ou fechado e abandonado", afirmou a companhia.

Crise diplomática
O início da perfuração de poços de petróleo nas Malvinas, em fevereiro, levou a Argentina a ameaçar tomar "medidas adequadas" para paralisar a exploração de petróleo nas águas em volta das ilhas e a buscar o apoio de outros países da América Latina.

A presidente argentina Cristina Kirchner pediu até a intervenção dos EUA diante da Grã-Bretanha para que se possa discutir sobre as Malvinas.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse, no início de março, que os EUA podem "encaminhar as negociações" e "estimular o diálogo" entre Argentina e Grã-Bretanha pela soberania das Malvinas.

O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, se reuniu em fevereiro com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Nova York, para pedir a ajuda da entidade para convencer a Grã-Bretanha a rediscutir a soberania sobre as ilhas.

29/03/2010 03:42 PM

Governo lança PAC 2 com foco em energia e habitação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira, juntamente com a pré-candidata do PT à Presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2, em uma cerimônia para cerca de 1,2 mil convidados em Brasília. A festa aconteceu poucos dias antes do prazo final para a desincompatibilização de Dilma do cargo, no próximo dia 2 de abril.A partir desta data, Dilma não poderá comparecer a eventos oficiais e inaugurações.

A nova fase do programa prevê investimentos da ordem de R$ 1,59 trilhão, sendo que R$ 958,9 bilhões devem ser gastos entre 2011 e 2014, período do mandato do próximo presidente.

Os projetos relacionados à energia serão prioridade e devem consumir R$ 1,092 trilhão do orçamento previsto para o programa.

Deste total, R$ 879 bilhões devem ser gastos com projetos relacionados a petróleo e gás, e outros R$ 136,6 bilhões em energia elétrica. O governo prevê a construção de 54 usinas hidrelétricas como parte do programa.

A área da habitação será a segunda maior prioridade, recebendo um total de recursos de R$ 278 bilhões, sendo que R$ 176 bilhões serão destinados ao financiamento de imóveis e R$ 71,7 bilhões devem ser aplicados no programa Minha Casa, Minha Vida.

No total, segundo o governo, devem ser construídas cerca de 2 milhões de casas até 2014, sendo que 60% delas serão destinadas a famílias com renda de até R$ 1.395.

As obras de saneamento básico devem consumir R$ 22,1 bilhões e as de mobilidade urbana R$ 18 bilhões. O PAC 2 ainda prevê R$ 7,6 bilhões para a construção de creches e pré-escolas.

Metas
O lançamento da segunda fase do PAC acontece em um momento em que as iniciativas já concluídas da primeira fase do programa consumiram menos da metade (40,3%) do orçamento total previsto, de acordo com o último balanço divulgado pelo governo, que abrange dados até dezembro de 2009.

Um levantamento da ONG Contas Abertas, no entanto, aponta que, levando-se em conta o andamento dos projetos e não o orçamento comprometido, a porcentagem de conclusão da primeira fase do PAC é ainda menor.

Segundo o levantamento, feito a partir dos relatórios estaduais do comitê gestor do PAC, apenas 1.378 projetos foram concluídos nos três anos do programa, o que representa 11,3% do total de 12.163 obras previstas.

Ainda de acordo com a ONG, 46% dos projetos previstos no PAC 1 estão em andamento ou já foram entregues, enquanto 54% ainda não saíram do papel.

O levantamento não inclui cerca de mil projetos em Goiás, Piauí e Rondônia, Estados que ainda não tiveram seus balanços divulgados.

Campanha
O lançamento do PAC 2 deve ser o último grande evento do governo que contará com a presença de Dilma Rousseff como ministra da Casa Civil. Ela deve deixar o cargo na próxima quarta-feira (31) para poder concorrer à Presidência.

Dilma, que foi chamada pelo presidente Lula de "a mãe do PAC" e não tem experiência em cargos eletivos, deve usar os resultados do programa durante a campanha como vitrine de sua capacidade de gestão.

Segundo pesquisa feita pelo instituto Datafolha entre os dias 25 e 26 de março, a pré-candidata do PT à Presidência está em segundo lugar na preferência do eleitorado, com 27% das intenções de votos.

O governador de São Paulo, José Serra, que deve ser o candidato do PSDB, aparece em primeiro lugar, com 36% das intenções. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

29/03/2010 02:13 PM

Mulheres-bomba provocam duplo ataque no metrô de Moscou

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, prometeu que os responsáveis pelos atentados que mataram 38 pessoas nesta segunda-feira no sistema de metrô de Moscou serão "destruídos". "Como se sabe, hoje foi cometido um crime com consequências horríveis e de natureza atroz contra os cidadãos pacíficos de Moscou", disse Putin, que voltou às pressas de uma viagem à Sibéria depois de receber a notícia das explosões."Dezenas de pessoas morreram no metrô. Estou confiante de que as agências de cumprimento da lei vão fazer tudo para rastrear e punir os criminosos. Os terroristas serão destruídos."
Segundo as autoridades russas, os atentados desta segunda-feira de manhã foram cometidos por duas mulheres-bomba, na hora do rush.

Vinte e quatro pessoas teriam morrido na primeira explosão, às 07h56 (hora local, 0h56 hora de Brasília), quando um trem parou na estação de Lubyanka, próximo aos escritórios do Serviço Federal de Segurança (FSB), no centro da cidade.

Cerca de 40 minutos depois, outra explosão destruiu um trem na estação de Park Kultury, causando a morte de outras 14 pessoas.

Mais de 60 pessoas ficaram feridas nas duas explosões, 30 delas gravemente, segundo as autoridades.

Chechênia
O FSB acredita que os atentados foram provavelmente planejados por rebeldes do Cáucaso, onde fica a Chechênia.

Segundo o correspondente da BBC em Moscou Richard Galpin, até agora nenhum grupo assumiu a autoria do atentado, mas no passado, outros ataques na capital foram realizados ou atribuídos a rebeldes islâmicos que lutam pela independência chechena.

Em Fevereiro, o líder rebelde checheno Doku Umarov havia declarado que "a zona de operações militares será estendida para o território da Rússia... a guerra está chegando à cidade deles".

Nas últimas semanas, as forças de segurança russas realizaram algumas operações militares contra rebeldes do Norte do Cáucaso com sucesso. Em Fevereiro, pelo menos 20 insurgentes foram mortos em uma ação na Inguchétia.

Suspeitas
Em uma reunião com o presidente Dmitry Medvedev, o chefe do FSB, Alexander Bortnikov afirmou que seus investigadores acreditam que os atentados foram cometidos por "grupos terroristas relacionados ao Norte do Cáucaso".

"Esta provavelmente será nossa principal conclusão, porque fragmentos dos corpos de duas mulheres-bomba foram encontrados mais cedo no local dos incidentes e os exames mostram que esses indivíduos vieram do Norte do Cáucaso", disse ele.

Citando um relatório forense preliminar, Bortnikov acrescentou que as bombas foram fabricadas com um poderoso explosivo, hexogênio, comumente conhecido como RDX.

A bomba que explodiu na estação de Lubyanka tinha força equivalente a até quatro quilos de TNT, enquanto a bomba de Park Kultury tinha potência equivalente a 1,5 a dois quilos de TNT. Os artefatos estavam recheados com pedaços de metal, para aumentar o poder de destruição.

A promotoria federal já abriu investigação sobre o que chamou de "suspeitos atos de terrorismo".

Crime
O metro de Moscou é um dos mais movimentados do mundo, transportando cerca de 5,5 milhões de passageiros por dia.

Partes do sistema foram fechadas como precaução depois das explosões e 700 soldados foram enviados para as ruas.

"A cidade toda está uma bagunça, as pessoas estão telefonando umas para as outras, as operadoras não conseguem lidar com tantas ligações ao mesmo tempo", disse Olga, uma internauta da BBC em Moscou. "Aqueles que testemunharam a tragédia não conseguem superar o choque."
O presidente Medvedev pediu às autoridades que aumentem a segurança no serviço de transporte em toda a Rússia. "O que estava sendo feito tem que ser substancialmente fortalecido", disse ele. "Olhem este problema na escala do Estado, não apenas em relação a um único tipo de transporte em uma cidade em particular."
O presidente americano Barack Obama condenou os atos e disse que os americanos estão unidos com os russos em oposição ao extremismo violento.

A União Europeia também condenou os atentados e ofereceu "solidariedade às autoridades russas". O secretário-geral da Otan, Andes Fogh Rasmussen reiterou seu compromisso de lutar junto à Rússia contra o terrorismo.

Histórico
Os ataques coordenados foram os que causaram mais vítimas em Moscou desde Fevereiro de 2004, quando 40 pessoas foram mortas em uma explosão num trem de metrô lotado que se aproximava da estação de Paveletskaya.

Seis meses depois, uma extremista suicida explodiu outra bomba do lado de fora de outra estação, matando dez pessoas. Os dois atentados foram atribuídos a rebeldes chechenos.

Em Novembro, o líder rebelde checheno Doku Umarov afirmou que sua milícia havia cometido um atentado a bomba causando a morte de 26 pessoas em um trem expresso que viajava entre Moscou e São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.

O atentado ocorreu seis meses depois de o presidente Medvedev ter declarado o fim das "operações contra o terrorismo" na Chechênia, em uma tentativa de "normalizar a situação" depois de 15 anos do conflito que causou a morte de mais de 100 mil pessoas e deixou a região em ruínas.

Apesar disso, muitas repúblicas autônomas continuam sendo palco de violência na região e nos últimos dois anos, militantes islâmicos aumentaram o número de ataques nas vizinhas Inguchétia e Daguestão.

29/03/2010 02:01 PM

Trabalhadores ficam presos em mina inundada na China

Pelo menos 153 trabalhadores ficaram presos em uma mina de carvão do norte da China depois que o local foi atingido por uma inundação, segundo informações da agência de notícias estatal do país, Xinhua. A agência informou que cerca de 261 pessoas estavam na mina inacabada quando a inundação começou e 108 conseguiram escapar.Equipes de resgate foram enviadas ao local para salvar os mineradores, que já estão presos há mais de 24 horas.

29/03/2010 01:59 PM

Empresários do Brasil são os mais otimistas sobre economia global, diz pesquisa

Os empresários brasileiros são os mais otimistas quanto ao comportamento da economia global no próximo ano, indica uma pesquisa feita em 17 das principais economias do mundo pela consultoria internacional KPMG. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, mostra um aumento generalizado do otimismo em relação à recuperação econômica global, principalmente nos Estados Unidos e nos países do grupo BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).Esta é a segunda vez seguida que a pesquisa, realizada de quatro em quatro meses, apresenta um crescimento do otimismo em vários itens como atividade econômica, receitas e lucros.

Segundo a KPMG, os empresários brasileiros são os mais otimistas nos dois setores avaliados pelo levantamento - indústrias e serviços.

Perspectivas
A pesquisa ouviu cerca de 11 mil empresários de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Itália, Espanha, Irlanda, Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca, Polônia, Brasil, Rússia, Índia e China sobre suas perspectivas para os 12 meses seguintes.

Para cada item pesquisado, é atribuída uma nota entre -100 e +100, obtida com a subtração da porcentagem de empresários que esperam uma deterioração nas condições para o próximo período da porcentagem daqueles que esperam uma melhoria.

No geral, a pesquisa mostrou um aumento no otimismo entre os 17 países pesquisados sobre a atividade econômica no setor industrial, com uma variação do índice de +42,9 para +50,9 entre o levantamento anterior, de outubro de 2009, e a pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

No setor de serviços, com apenas 12 países pesquisados (Áustria, Holanda, Grécia, República Tcheca e Polônia ficaram de fora), o índice de otimismo registrou uma leve variação negativa no mesmo período - de +46,5 para +44,0.

Índices maiores
O índice de otimismo no Brasil ficou em +84,2 para o setor industrial e +78,3 para o setor de serviços. Quando considerados em conjunto os países do grupo BRIC, os índices de otimismo foram de +63,4 e +58,3 nos dois setores, respectivamente.

Os Estados Unidos, que tiveram índices de +65,7 e +60,3, apresentaram a segunda maior taxa de otimismo entre o empresariado, superior até mesmo à média dos países BRIC.

Na China, cuja economia continuou registrando altos índices de crescimento mesmo durante a crise econômica global, os índices de otimismo foram de +63,5 e +59,9.

A Grécia, país que enfrenta graves problemas econômicos e a ameaça de um calote de sua dívida, foi o único entre os 17 países pesquisados em que o pessimismo superou o otimismo, com um índice de -25,2 no setor industrial (o país não entrou na pesquisa para o setor de serviços).

Após a Grécia, a República Tcheca (+8,9 no setor industrial) e o Japão (+25,9 no setor industrial e +3,9 no setor de serviços) foram os países com o empresariado menos otimista em relação ao comportamento da economia no próximo ano.

Recuperação
Para Alan Buckle, diretor global de consultoria na KPMG, os resultados da pesquisa são mais uma indicação de que a crise global parece ter sido superada, mas mostram os países em três diferentes níveis em relação à recuperação.

"No primeiro nível estão os países BRIC - cheios de confiança e preocupados apenas com inflação ou questões externas sobre as quais eles não têm controle", diz.

No segundo nível, segundo ele, estão os Estados Unidos e as economias europeias mais fortes, que mostram um otimismo cauteloso, com dúvidas ainda sobre a sustentabilidade da recuperação depois que os pacotes de estímulo forem retirados.

"No terceiro nível estão países como a Grécia, nos quais a confiança empresarial inexiste por razões óbvias. Países nesse nível têm resultados nas pesquisas bem atrás dos demais, servindo como uma lição salutar para os outros de que nada pode ser considerado como garantido neste estágio mais delicado da recuperação", complementa Buckle.

Brasil
Os dados da pesquisa para o Brasil indicam ainda um otimismo em relação a lucros (+80,1 no setor industrial e +75,6 no setor de serviços), novos pedidos (+85,3 na indústria e +78,4 em serviços) e nível de empregos (+76,8 e +69,1).

O levantamento detalhado indica ainda uma preocupação um pouco maior do empresariado brasileiro com inflação, com índices abaixo da média para itens como preços de insumos, preços de venda e custos com serviços.

Para Oscar Caipo, chefe de consultoria da KPMG para a América Latina, "o Brasil parece estar cumprindo verdadeiramente a promessa de crescimento dos BRIC", com os maiores níveis de otimismo entre todos os países pesquisados.

"Esse otimismo pode ser atribuído à forte demanda, tanto interna quanto externa, pelos produtos e serviços brasileiros", afirma Caipo.

29/03/2010 12:38 PM

Detentos saem em turnê com peça no México

Onze prisioneiros considerados de alta periculosidade na Cidade do México terão a rara oportunidade de deixar a cadeia por alguns dias. Eles fazem parte de um grupo de teatro chamado Cabaré do Pânico.Os prisioneiros, com idades entre 28 e 60 anos, todos cumprindo longas penas, receberam autorização para exibir sua peça em outras prisões da cidade.

O Cabaré do Pânico é baseado no método do dramaturgo e filósofo Alejandro Jodorowsky, que mistura rituais, teatro e psicanálise.

29/03/2010 12:16 PM
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