A formação de engenheiros, técnicos e operários para a exploração de petróleo e gás é o grande desafio brasileiro para o aproveitamento das novas reservas descobertas na camada pré-sal . Esta foi a principal conclusão dos participantes da audiência pública realizada pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) na noite desta segunda-feira (29).
A audiência foi o 5º painel do ciclo de debates Agenda Desafio 2009-2015 - Recursos Humanos para Inovação e Competitividade, proposta pelo presidente da Comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL). O painel teve como título "Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos para exploração, refino e distribuição dos produtos existentes nas reservas petrolíferas do pré-sal".
O primeiro a se manifestar foi o presidente da BR Distribuidora, José Lima de Andrade Neto. Ele afirmou que a metodologia utilizada pelo governo brasileiro para a formação dos recursos humanos necessários à exploração do petróleo do pré-sal é diferente da usual. Segundo ele, a partir do projeto estabelecido, o país tem procurado adequar a formação da mão de obra necessária, em tempo hábil.
Lima Neto também salientou a necessidade de se reforçar a expertise de empresas de engenharia no Brasil. Ele disse que o país já teve grandes e competentes empresas de engenharia, mas a atuação e competência dessas empresas foram diminuindo ao longo dos anos.
Em seguida falou Marcelo Taulois, diretor-presidente da Aker Solutions do Brasil, uma multinacional de origem norueguesa. Ele falou da grande dificuldade da empresa em obter mão de obra qualificada. Segundo ele, um engenheiro recém-formado leva cinco anos para ser preparado para atuar neste mercado.
A empresa, que tinha 350 funcionários em 2007, hoje conta com 850 e pretende chegar a pelo menos 1,2 mil em 2012. Taulois afirmou que 4% dos custos com funcionários da empresa no Brasil é gasto em treinamento, fato sem similar em suas filiais em outros países.
- A demanda é muito maior do que qualquer pessoa aqui imagina - sentenciou, estimando que 200 mil novos profissionais terão de ser qualificados nos próximos dois anos.
Outro problema enfatizado por Taulois diz respeito aos fornecedores. Segundo ele, a Aker Solutions do Brasil tem um grupo de 16 engenheiros para ensinar aos fornecedores - são 78 no total - como elaborar os produtos necessários à empresa, que fabrica, entre outras coisas, a máquina que fica no fundo do mar abrindo e fechando válvulas dos diversos postos explorados.
Gestores
O presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon), Luiz Fernando Santos Reis, salientou a necessidade de se formar gestores. Segundo ele, falta capacidade gerencial em todos os níveis.
De acordo com Santos Reis, o Brasil forma anualmente 23 mil engenheiros, contra 80 mil na Coreia do Sul e 200 mil na India. Enquanto no Brasil há seis engenheiros para cad
A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) realiza, nesta segunda-feira (29), a quinta reunião do ciclo de audiências públicas "Recursos Humanos para Inovação e Competitividade". Este painel tratará dos "Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos para exploração, refino e distribuição dos produtos existentes nas reservas petrolíferas do pré-sal "
Para isso, foram convidados: José Lima de Andrade Neto, presidente da BR Distribuidora; Nelson Narciso Filho, diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP); Marcelo Taulois, diretor-presidente da Aker Solutions do Brasil; Luiz Fernando Santos Reis, presidente do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon).
A audiência ocorrerá a partir das 18h, na sala 13 da ala Alexandre Costa.
Painéis
Outras nove reuniões estão agendadas para debater questões atinentes ao desenvolvimento e infraestrutura no Brasil durante todo o primeiro semestre. São elas:
- Painel 6, dia 12 de abril: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos para prospecção e exploração mineral.
- Painel 7, dia 19 de abril: Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas em 2016. Demandas das cidades que sediarão os dois eventos. Necessidade de infraestrutura e de formação e capacitação da mão de obra necessária.
- Painel 8, dia 26 de abril: Desafios, necessidades e perspectivas de recursos humanos na formação e capacitação para a exploração e comercialização de gás e da área de petroquímica.
- Painel 9, dia 3 de maio: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos na exploração de recursos energéticos e geração de energia.
- Painel 10, em 10 de maio: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos na área das telecomunicações.
- Painel 11, dia 17 de maio: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos na exploração de recursos hídricos.
- Painel 12, dia 24 de maio: Desafios, necessidades e perspectivas da formação e capacitação de recursos humanos na área de transportes terrestres.
- Painel 13, dia 31 de maio: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos na área de transportes aquáticos.
- painel 14, dia 7 de junho: Desafios, necessidades e perspectivas na formação e capacitação de recursos humanos na área aeronáutica.
Está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) uma proposta que permite às pessoas com idade igual ou superior a 65 anos o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Hoje, esse saque é permitido para idosos com idade a partir de 70 anos. O projeto também permite, aos aposentados que continuam ou voltam a trabalhar, movimentar os recursos do FGTS a cada 12 meses.
Essa proposta foi elaborada a partir de três projetos de lei: o PLS 255/07, do senador Neuto de Conto (PMDB-SC); o PLS 263/07, do senador Paulo Paim (PT-RS); e o PLS 55/09, do senador Raimundo Colombo (DEM-SC).
A proposta daí resultante foi apresentada pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), relator dos três textos.Devido às alterações feitas por ele, a matéria terá de passar por duas votações na comissão - cuja decisão será terminativa.
Uma das modificações feitas por Azeredo foi a inclusão da medida que prevê a redução da idade mínima para o uso do FGTS - que não estava prevista nas propostas originais. No ano passado, o Senado aprovou outro projeto de lei que também reduz a idade mínima para o FGTS: o PLS 322/06, que atualmente tramita na Câmara.
Uso do FGTS
Em seu relatório, Eduardo Azeredo ressalta que os três projetos analisados por ele se fundamentam em uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual se avaliou que, em alguns casos, a concessão de aposentadoria não resulta em rompimento "concorrente e imediato" do contrato de trabalho.
Neuto de Conto, por exemplo, ao apresentar sua proposta, em 2007, ressaltou que a Caixa Econômica Federal já havia reconhecido o direito à movimentação do FGTS para aqueles que, após a aposentadoria, continuavam a trabalhar na mesma empresa. Mas ele observa que, até aquela época, ainda não havia sido reconhecido o direito daqueles que passaram a trabalhar em outra empresa - daí a sua iniciativa. Os outros dois projetos também abordam essa questão.
Azeredo, porém, eliminou a previsão de que os recursos do FGTS pudessem ser sacados mensalmente (ele afirmou que isso provocaria "custos excessivos ao fundo" e o transformaria em "ponto de passagem de recursos"). Ele substituiu essa medida pela possibilidade de saques a cada 12 meses.
Se for aprovada, a matéria seguirá sua tramitação sob a forma de substitutivo ao PLS 255/07 - que é o mais antigo dos três projetos.
A Comissão de Assuntos Sociais se reúne para votar matérias nesta quarta-feira (31), a partir das 11 horas, na sala 9 da Ala Alexandre Costa.
Veja a pauta completa da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).
Os cartórios de registro civil poderão passar a ser obrigados a comunicar os óbitos registrados à Secretaria de Segurança Pública da unidade da federação que tenha emitido o documento de identidade. A obrigatoriedade está prevista em projeto que deverá ser analisado nesta quarta-feira (31) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
Na opinião do autor do projeto (PLC 26/08), deputado Celso Russomanno (PP-SP), "muitas fraudes serão evitadas com essa simples providência". Já a relatora da matéria, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), ao elogiar a proposta, lembrou que o projeto vai evitar, entre várias fraudes, a "continuidade do pagamento indevido de proventos de aposentadoria e pensões após a morte do beneficiário".
A proposta original previa a comunicação do óbito também à Receita Federal. No entanto, Lúcia Vânia decidiu, por meio de emenda, excluir a Receita Federal da matéria, para evitar "vício de injuridicidade". Isso porque, segundo explicou, a Lei 8.212/91, que dispõe sobre a Organização da Seguridade Social, já prevê, no artigo 68, que o titular do Cartório de Registro Civil seja obrigado a comunicar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) os registros de óbitos ocorridos.
"Já existe norma disciplinando o tema em questão, especialmente após a unificação das receitas previdenciárias e federal sob a forma da Receita Federal do Brasil", explicou a senadora por Goiás.
A contratação de escolta especializada com pelo menos dois vigilantes poderá ser tornar obrigatória no transporte intermunicipal de dinheiro, com o objetivo de conter o crescente número de assaltos a carros-fortes. A determinação está prevista em proposta que está na pauta de votações da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (31).
Para o autor do autor do projeto (PLS 418/05), senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), a lei que dispõe sobre segurança em estabelecimentos financeiros (Lei 7.102/83) não prevê escolta quando de deslocamento de valores entre municípios. "A lei não faz qualquer menção à obrigatoriedade de escolta em deslocamentos de longas distâncias, em que os veículos transportadores ficam mais vulneráveis", observa ele. Conforme o senador, "o projeto vem suprir essa falta e contribuir para que ações criminosas desse tipo não voltem a acontecer".
Ao apresentar voto favorável ao projeto, que tramita na CCJ em caráter terminativo, o relator, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), argumentou que a proposta vai evitar a ocorrência de novos assaltos dessa natureza por falta de estratégia e de segurança para o transporte de numerários e valores em longas distâncias.
"Estamos convencidos de que a escolta obrigatória em caso de transporte intermunicipal de numerário desestimulará a atuação do crime organizado e, por conseguinte, o seu funcionamento", afirmou Valadares.
A União poderá ser obrigada a compensar os estados, o Distrito Federal e os municípios por perdas na arrecadação decorrentes de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), bem como devido a redução de base de cálculo e demais medidas relativas ao Imposto de Renda (IR).
A determinação, que abrange todos os benefícios tributários concedidos pela União a partir de 1º de janeiro de 2009, está prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 9/09, que integra a pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (31)
Ao justificarem a necessidade da alteração na Constituição, os 31 senadores que subscreveram a proposta explicam que o IR e o IPI servem de base para os fundos de participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Esses recursos, importantes para a manutenção das contas desses entes, têm sofrido reduções pela concessão de benefícios tributários pela União.
"A aprovação da proposta corrigiria essa injustiça, pois, quando a União concede tais benefícios tributários, está prejudicando indevidamente os estados e municípios", afirma o senador José Agripino (DEM-RN), primeiro a assinar a matéria. Como a proposta abrange benefícios concedidos a partir de janeiro de 2009, os senadores calculam que a aprovação do projeto devolveria a governadores e prefeitos, de imediato, R$ 29 bilhões retirados em 2009.
A PEC acrescenta três incisos ao artigo 159 da Constituição, para prever a compensação aos estados e municípios. O relator na CCJ, Antônio Carlos Junior (DEM-BA), que também é um dos subscritores da PEC, lembrou que estados e municípios também vêm perdendo arrecadação em função da crise da economia ocorrida desde o último trimestre de 2008.
"A conseqüência da queda na arrecadação com IR e IPI foi uma redução no volume de recursos repassados ao FPE e ao FPM, o que causa maior prejuízo aos estados e municípios, principalmente aqueles localizados em áreas menos desenvolvidas, que não possuem uma base produtiva que se beneficie dos incentivos fiscais", alegou o relator.
Em seu voto, Antônio Carlos Junior apresentou duas emendas, remetendo parte do novo texto ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Para evitar que aposentados e pensionistas paguem taxas de juros mais altas que os trabalhadores da ativa em empréstimos com desconto em folha, conhecidos como empréstimos consignados, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou um projeto de lei -PLS 565/07 - que está na pauta da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS). A matéria será votada em decisão terminativa.
Quando apresentou o projeto, em 2007, Paim argumentou que a cobrança de taxas de juros mais altas para aposentados e pensionistas caracterizaria discriminação contra os idosos, infração prevista no Estatuto do Idoso (Lei 10.471/03).
Sua proposta acrescenta um parágrafo à Lei 10.820, de 17 de dezembro de 2003. Essa lei trata da autorização para desconto de prestações em folha de pagamento.
Risco menor
Antes de tramitar na CAS, a matéria passou pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde o relator foi o senador João Tenório (PSDB-AL). Ao defender a aprovação do texto, ele afirmou que, em termos econômicos, as operações com desconto em folha "têm risco de inadimplência quase nulo".
Segundo João Tenório, "o risco de empréstimos para aposentados e pensionistas é até menor que para trabalhadores da ativa, pois estes podem perder o emprego, o que inviabilizaria o desconto em folha e aumentaria o risco de não pagamento, enquanto aposentados e pensionistas têm renda garantida até o fim da vida".
O relator na Comissão de Assuntos Sociais é o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), que em seu relatório também defende a aprovação do projeto. Essa comissão se reúne para votar matérias nesta quarta-feira (31), a partir das 11 horas, na sala 9 da Ala Alexandre Costa.
Veja a pauta completa da Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS).
A regulamentação da prática de esportes radicais ou de aventura continua como primeiro item da pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) desta terça-feira (30). O projeto, que define regras para empresas que ofertam essa prática esportiva e normas para o acesso a equipamentos utilizados, está sendo examinado em caráter terminativo.
Os senadores vão examinar um texto substitutivo apresentado pelo relator, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), ao projeto (PLS 403/05) do senador Efraim Morais (DEM-PB). Conforme justificação para a apresentação da matéria, o projeto visa oferecer "solução oportuna e adequada às práticas inseguras, às vezes irresponsáveis, detectadas na oferta desses esportes em todo o país".
No texto que será votado, Raimundo Colombo apresenta definições para o esporte de aventura e o esporte radical, seguindo recomendações da Resolução nº 18 de 2007, do Conselho Nacional do Esporte.
Estabelece que a prestação de serviços que ofereçam a prática desses esportes ficará condicionada à comprovação, na entidade de administração do desporto, de qualificação específica de instrutores e profissionais responsáveis pela preparação de locais e operação de equipamentos. Após ouvir vários representantes desses esportes em audiência pública, o relator buscou uma solução segundo a qual o Estado não viole o princípio de autonomia dessas entidades. Pelo projeto original, a comprovação deveria ser feita junto aos órgãos públicos competentes.
As regras para a certificação de qualificação e para a renovação desse documento, contudo, segundo o substitutivo, serão definidas em regulamento, de modo a permitir a interação entre o Ministério do Esporte, o Conselho Nacional do Esporte e as entidades de administração do desporto.
Ainda de acordo com o substitutivo, os equipamentos a serem utilizados na prática desses esportes deverão seguir normas de segurança definidas pela entidade nacional de administração do desporto. O relator também incluiu artigo para prever a incidência de sanções civis e penais para os prestadores de serviços relacionados a esporte de aventura ou radical, em caso de descumprimento da lei.
Drogas
A CE deve examinar também projeto (PLS 363/03) do então senador Paulo Octávio, que torna obrigatória a inserção de mensagens sobre os danos decorrentes do consumo de drogas nas páginas da internet. A matéria seguirá depois para exame da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) apresentou voto favorável à proposição. Conforme observou, a medida, de simples aplicação e de baixo custo, aproveita o poder de comunicação da internet para divulgar informações e alertas sobre os efeitos danosos do uso de drogas.
Alfabetização
Outro projeto na pauta da comissão assegura, sem qualquer ônus, a utilização de salas de aula de instituições federais de educação básica, superior e profissional para a realização de cursos de alfabetização de jovens e adultos. A propo
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) vota nesta terça-feira (30/03) requerimento do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) propondo a interrupção da análise do projeto que cria a Petro-Sal (PLS 309/09) até que seja votado o PLC 16/10, que estabelece o regime de partilha e trata da distribuição dos royalties do petróleo.O relator do requerimento na CAE, senador Gim Argello (PTB-DF), apresentou voto contrário à proposta de Jereissati.
Com o objetivo de discutir as perícias médicas em idosos realizadas pelo Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) promove nesta terça-feira (30) uma audiência pública a partir das 9h.
O debate foi solicitado pelos senadores Paulo Paim (PT-SP) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Paim é autor do PLS 302/07, projeto de lei que isenta dos exames médico-periciais os aposentados por invalidez com mais de 60 anos. Esses exames são exigidos para a manutenção dos benefícios de aposentadoria ou pensão. Para o senador, tal exigência não apenas prejudica os idosos inválidos, como é "um dos exemplos mais revoltantes de violência contra eles".
O conteúdo desse projeto será um dos itens a serem abordados durante a audiência na CAS, para a qual foram convidados:
- José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores;
- José Augusto da Silva Filho, coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores;
- Moacyr Roberto Tesch Auersvald, diretor-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh);
- Rejane Guimarães Pitanga, presidente da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF);
- Chico Vigilante, ex-deputado federal.
Prontuário eletrônico
Na quarta-feira (31), a CAS realiza sua reunião semanal para votação de matérias. O primeiro item da pauta é o PLS 474/08, projeto de lei que prevê o uso de prontuário eletrônico para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o texto exige que o SUS crie um cadastro nacional de usuários e profissionais do setor, incluindo as unidades de saúde públicas ou privadas.
O Brasil pode ter uma nova lei de sigilo bancário, mais flexível e, ao mesmo tempo, mais rigorosa com os agentes públicos que têm acesso a dados de pessoas investigadas. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) deve analisar nesta terça-feira (30) projetos apresentados pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), em 2003, e pelo então senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), em 2005, com o objetivo de alterar a Lei Complementar 105/01.
A flexibilização do sigilo bancário é uma recomendação da Financial Action Tark Force (FATF), força-tarefa que congrega 31 países, incluindo o Brasil, com o objetivo de combater, em nível global, a lavagem de dinheiro. A experiência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Banestado (CPMI do Banestado), que tinha por objetivo apurar a evasão de divisas e lavagem de dinheiro entre 1996 e 2002, mostrou também a necessidade de se alterar o tratamento jurídico do sigilo bancário.
Acesso automático
O senador Gerson Camata (PMDB-ES), relator das duas propostas (PLS 418/03 e PLS 49/05), apresentou um substitutivo que consolida as ideias sugeridas pelos autores. O principal ponto da proposta é atribuir a todos os órgãos públicos de fiscalização e investigação o acesso automático a dados sigilosos, uma vez concedida a autorização judicial. Claro que dentro da competência desses órgãos, que são listados na proposta.
A ordem judicial, conforme o projeto, será concedida a toda a operação de investigação. Com isso, não é necessária a renovação do pedido quando da operação surgirem novos suspeitos ou novos bens, direitos ou valores que mereçam investigação própria. A única exigência aos órgãos de investigação é formalizar uma comunicação ao juiz competente.
Definição
O projeto, que será analisado também pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), define o que é dado protegido ou não por sigilo. Caso seja aprovado, deixariam de ser sigilosos, por exemplo, os dados que informem se a pessoa possui ou não capacidade financeira ou patrimonial para realizar determinadas operações ou transações com certas quantias.
Perderiam também a proteção os valores globais, com a respectiva identificação da pessoa física ou jurídica, correspondente a operações financeiras como lançamento a débito em contas correntes de depósito ou em contas de depósito de poupança. A matéria consta da pauta da CAE desde a semana passada, mas, com o cancelamento da reunião da última terça-feira (23), deve ser votada na reunião de amanhã.
O eleitor deve ter o direito a dois votos distintos para eleger deputados federais, estaduais e vereadores, como previsto em proposta de emenda constitucional (PEC 61/07) que pode ser analisada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na próxima quarta-feira (31). Um desses votos servirá para a escolha de um representante distrital e o outro para o partido da preferência do eleitor, já que metade das vagas em cada casa legislativa seria ocupada por políticos que integrem uma lista fechada de candidatos definida pelos partidos.
O novo modelo de escolha de parlamentares foi apresentado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), com o apoio de mais 43 senadores. A ideia é substituir o atual sistema, baseado apenas no voto proporcional, por um sistema misto que junte essa alternativa, mas com lista fechada de candidatos, ao voto majoritário destinado a eleger para cada uma das casas parlamentares também um representante originário dos chamados distritos - zonas territoriais de cada estado ou município, criada para fins eleitorais.
Pelo texto, as regras devem valer para todas as casas legislativas: Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas, Câmara Distrital (do Distrito Federal) e Câmaras dos Vereadores. Metade dos integrantes (ou o número inteiro mais próximo) seria eleita pelo voto da maioria nos distritos. A outra metade sairia das listas partidárias, de forma proporcional. Nesse caso, como se faz hoje, primeiro é necessário apurar o número de votos correspondente a cada cadeira, para se saber qual o número de vagas de cada partido. As cadeiras ficam com os candidatos que estão no alto da lista, até o limite das vagas conquistadas pelos partidos, isoladamente.
Modelo atual enfraquece partidos
Na justificação da proposta, Valadares observa que, desde a instituição da República, o país discute a reforma política de forma repetida. Segundo ele, os diagnósticos "sempre corretos" indicam que o modelo vigente conduz "a personalização da política, ao enfraquecimento dos partidos e à construção de um ambiente eleitoral que torna os pleitos excessivamente caros, com desmesurada influência do poder econômico".
Conforme o senador, mesmo diante desse diagnóstico as tentativas de mudança acabam arquivadas porque esbarram numa dificuldade: as forças que defendem as reformas são insuficientes para fazer frente às que se mostram satisfeitas com as regras vigentes. Enquanto os efeitos das crises políticas sobre a opinião pública "empurram" o tema para a agenda política, afirma o senador, o receio dos parlamentares frente a regras ainda desconhecidas e o medo de que os partidos fiquem demasiadamente fortes trabalham contra as mudanças.
Apoio do relator
O relator da PEC, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), defende a aprovação da matéria. Na análise, ele lembra que desde 1946 o Brasil vem praticando o voto proporcional com listas abertas, onde as vagas de cada partido são ocupadas pelos candidatos que conquistam mais votos. Segundo ele, o Brasil foi o primeiro país a adotar esse modelo que hoje é alvo de intensas críticas, entre outros motivos pela desigualdade de oportunidade de competição entre os candidatos - muitas vezes, são favorecidos os que mobilizam mais recursos nas campanhas.
Colombo atribuiu o insucesso da última tentativa de reforma eleitoral, no ano passado, à "insis
26/03/2010 04:55 PM
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