O crescimento acelerado do deficit em transações correntes (soma de comércio exterior, juros da dívida externa, viagens internacionais, remessa de lucros de empresas) causa preocupação em quem acompanha a economia brasileira. Nessa situação, o país fica cada vez mais dependente do cenário financeiro internacional para bancar o saldo negativo, avaliam especialistas.
No ano passado, o deficit ficou em US$ 24,334 bilhões, equivalente a 1,54% do PIB (Produto Interno Bruto), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Neste ano, a previsão do Banco Central é de deficit de US$ 49 bilhões (2,53% do PIB). Trata-se de um cenário bem diferente do ano de 2006, quando o Brasil teve saldo positivo de US$ 13,984 bilhões.
O risco está num corte abrupto de financiamento externo, deixando o Brasil sem recursos suficientes para bancar o deficit corrente, como ocorreu nas crises de 1998 e de 2002. Para o economista Ricardo Carneiro, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o financiamento com investimentos em ações na Bolsa de Valores e títulos públicos não é seguro. "No mundo com tal volatilidade, como o de hoje, é um risco grande entrar numa posição dessa."
Leia mais (28/03/2010 - 13h17)
As micro e pequenas empresas que optaram pelo Simples Nacional devem entregar a declaração de 2010 até a próxima quarta-feira (31). A DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) contém informações socioeconômicas e fiscais da empresa referentes a 2009.
O documento deve ser enviado à Receita Federal por meio do portal do Simples Nacional, na página da Receita na internet, no endereço www.receita.fazenda.gov.br. Caso a entrega não seja feita no prazo, a multa mínima será de R$ 200.
Os microempreendedores individuais também têm até quarta-feira para entregar uma declaração própria. O atraso acarreta multa mínima de R$ 50. O prazo, que originalmente venceria em 29 de janeiro, foi prorrogado para o fim do mês.
Leia mais (28/03/2010 - 12h18)
A montadora sueca de carros de luxo Volvo Cars foi vendida neste domingo pela americana Ford para o grupo chinês Geely, anunciou o diretor financeiro da Ford, Lewis Booth. O acordo foi assinado hoje em Gotemburgo, na Suécia, e incide também sobre direitos imateriais e desenvolvimento tecnológico.
Booth confirmou que a venda foi de US$ 1,8 bilhão, menos de um terço dos US$ 6,4 bilhões que a Ford pagou em 1999 para adquirir a Volvo Cars. O negócio será efetivo a partir do terceiro trimestre deste ano.
Na entrevista coletiva, o presidente da Geely, Li Shufu, disse que a Volvo Cars continuará sendo uma companhia independente dentro do grupo chinês e com sede em Gotemburgo, mas terá nova direção.
Leia mais (28/03/2010 - 11h14)
Agentes de microcrédito e agentes indígenas de saneamento são ocupações que entraram na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) no ano passado. Nessa última atualização, há variedade: musicoterapeuta, tecnólogo em telecomunicações e gestor em segurança, entre outras.
A incorporação de profissões à classificação brasileira, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, não tem efeitos imediatos no mercado de trabalho. "Mas é mais um elemento de reconhecimento", opina Eno Dias de Castro Filho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, referindo-se à inclusão de médico de saúde da família na lista de 2009.
Conheça, a seguir, o dia a dia e os desafios de profissionais de cinco ocupações que foram incluídas na CBO no ano passado.
Leia mais (28/03/2010 - 10h06)
Chefe de cozinha, médico de saúde da família e outras 45 atividades foram incluídas na CBO (Classificação Brasileira de Ocupações), do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). A lista, concluída no fim do ano passado, foi obtida com exclusividade pela Folha.
Trata-se de uma relação de 2.511 ocupações, reunidas em 607 famílias, 192 subgrupos, 48 subgrupos principais e dez grandes grupos. Ela serve como base para cadastrar a população economicamente ativa.
"Também ajuda a elaborar políticas públicas, analisar a evolução do mercado e identificar riscos de desemprego, doenças ocupacionais e acidentes de trabalho", esclarece Claudio Dedecca, professor do Instituto de Economia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Leia mais (28/03/2010 - 10h05)
Por uma taxa de serviço que varia de US$ 150 a US$ 350, empresas que pertencem a brasileiros e estão sediadas nos Estados Unidos oferecem o envio de produtos novos para o Brasil sem o pagamento de impostos, o que é proibido pela lei. A informação é de reportagem de Fátima Fernandes e Claudia Rolli publicada neste domingo pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Para isso, essas empresas de transporte simulam que computadores, eletroeletrônicos, roupas e brinquedos comprados por turistas nos EUA -ou até mesmo pela internet, por quem está no Brasil- são artigos de uso pessoal que fazem parte de mudança de pessoas que residiam fora e estão retornando ao país. Pelas normas da Receita Federal, itens que fazem parte de mudança (bagagem desacompanhada) são isentos de tributos.
Quem opta por esse serviço recebe até orientação para retirar as embalagens dos produtos para não parecerem novos, antes de colocá-los em caixas que serão enviadas ao Brasil.
Leia mais (28/03/2010 - 10h03)
A recente crise mundial alçou o Brasil à condição de oitava maior economia do mundo em 2009. É a primeira vez desde 1998 que o pais ocupa essa posição no ranking global com o PIB (Produto Interno Bruto) medido em dólares. A informação é de Érica Fraga, editora sênior da consultoria britânica EIU (Economist Intelligence Unit), em reportagem especial para a Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Empresas de brasileiros nos EUA "maquiam" compra de turista Brasil tem 47 "novas" ocupações em lista do governo Ford anuncia acordo de venda da Volvo Cars para grupo chinês
Segundo o texto, a crise econômica no mundo desenvolvido, a fortaleza do real e políticas anticíclicas bem sucedidas adotadas pelo governo contribuíram para esse resultado. "Mas por trás da performance brasileira há também deficiências, como uma economia ainda fechada, que se travestiram de vantagem durante a crise, mas que no longo prazo tendem a voltar a pesar negativamente na trajetória do país", detalha.
Leia mais (28/03/2010 - 09h43)
Membros de Bancos Centrais podem continuar aliviando suas políticas monetárias ainda mais, mesmo com as taxas de juros a zero por cento, e devem fazê-lo caso sintam qualquer ameaça de deflação, afirmou neste sábado um membro do conselho do BCE (Banco Central Europeu).
Athanasios Orphanides, que também atua como diretor do Banco Central de Chipre, disse em comentários preparados para uma conferência monetária --patrocinada pelo Fed (Federal Reserve, o Banco Central norte-americano), e o BCE-- que o nível nominal das taxas de juros não significam nada se os formuladores de política ignorarem o núcleo dos preços na economia.
"O nível de alívio da política monetária deve ser associado ao nível das taxas de juros reais, não ao das taxas de juros nominais", disse Orphanides.
Leia mais (27/03/2010 - 14h49)
A montadora GM (General Motors) decidiu retirar do mercado 5.000 vans novas nos Estados Unidos e suspendeu a produção e venda desses modelos até que encontre uma forma de consertar uma falha no alternador, informou em comunicado.
O recall é válido para os modelos GMC Savana e Chevrolet Express fabricados fevereiro e março.
A companhia solicita aos proprietários que parem de dirigir os veículos, deixem-os em locais isolados e, se possível, desliguem os cabos da bateria.
Leia mais (27/03/2010 - 13h45)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na próxima segunda-feira em Brasília o presidente do Uruguai, José Mujica, e analisará assuntos relacionados a energia e comércio.
Mujica partirá amanhã para o Brasil dentro de sua segunda viagem oficial ao exterior desde que assumiu o cargo, em 1º de março. A primeira havia sido para Chile e Bolívia.
"Falaremos de questões de energia e alguns acordos pendentes", antecipou Mujica em declarações à imprensa local, sem dar mais detalhes.
Leia mais (27/03/2010 - 12h48)
Chega ao fim na próxima quarta a redução do IPI sobre os carros, com campanhas intensivas das montadoras para aproveitar a demanda aquecida na reta final do benefício.
Com o imposto reduzido, os preços dos veículos têm um abatimento médio de 4%. Segundo as montadoras, não será possível absorver nos custos o aumento da carga tributária, o que levará ao repasse do IPI tão logo o benefício chegue ao fim.
"Essa alíquota terá de ser repassada integralmente ao consumidor. Esse é um entendimento de todas as montadoras", disse o gerente de marketing regional da Chevrolet, Rodrigo Rumi.
Leia mais (27/03/2010 - 10h16)
A Cemig, estatal mineira de energia, quer garantir sua presença na usina de Belo Monte, no Pará, independentemente de quem ganhar o leilão. Para isso, a companhia não vai se associar a nenhum dos consórcios que disputam a hidrelétrica, mas oferecer participação de 10% ao ganhador do leilão.
A informação, dada pelo diretor de relações com investidores da companhia, Luiz Fernando Rolla, a analistas do mercado, foi confirmada por sua assessoria de imprensa.
O edital de venda de Belo Monte, que permite a entrada de sócios estratégicos após o resultado do leilão, foi costurado pelo governo para permitir que a Eletrobras adotasse a estratégia. O plano inicial vislumbrava a associação da holding ao consórcio vencedor após a licitação, sem necessidade de desmembramento da estatal nos consórcios por meio das subsidiárias. A estratégia foi apelidada de "modelo noiva".
Leia mais (27/03/2010 - 09h18)
28/03/2010 05:42 PM
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