A China ultrapassou os Estados Unidos em 2009 se tornando o maior investidor em tecnologia de energias renováveis, segundo um relatório divulgado nos Estados Unidos. Os pesquisadores do instituto americano Pew calculam que a China investiu US$ 34 bilhões (cerca de R$ 62 bi) em energia limpa no ano passado, quase o dobro do investimento realizado nos Estados Unidos.O Brasil ficou em quinto lugar na lista entre os países do G20, tendo investido aproximadamente R$ 13,2 bilhões, atrás da China, EUA, Grã-Bretanha e Espanha.
O crescimento mais espetacular ocorreu na Coreia do Sul, onde a capacidade instalada cresceu 250% nos últimos cinco anos.
Globalmente, o investimento mais do que dobrou nos últimos cinco anos, afirma o Pew, que concluiu que a recente crise econômica provocou apenas uma pequena queda nesses investimentos.
"Mesmo em meio a uma recessão global, o mercado de energia limpa passou por um crescimento impressionante", afirma Phyllis Cuttino, diretora da campanha sobre mudanças climáticas da instituição.
"Os países estão disputando a liderança", disse ela.
"Eles sabem que o investimento em energia limpa pode renovar suas bases manufatureiras e criar oportunidades de exportação, empregos e negócios." Os Estados Unidos ainda mantêm uma pequena liderança na capacidade total instalada, mas se a tendência continuar em 2010, a China deverá ultrapassar o país ainda neste ano.
Diversificando A meta do governo chinês de ter 30GW de capacidade de energia renovável instalados até 2020 está para ser cumprida em breve com o uso apenas de energia eólica (do vento), e novas metas já estão sendo estabelecidas.
"O governo tomou a decisão estratégica de que diversificar suas fontes de energia deveria ser uma prioridade nacional", comentou Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), que não participou da análise do Pew.
"Ela é agora líder na fabricação de células fotovoltaicas (de energia solar), e são fabricadas mais turbinas eólicas na China do que em qualquer outro país." Mas o uso de combustíveis fósseis na China também está em rápida expansão.
Até agora, as renováveis respondem por uma pequena parcela da energia consumida na China, mas a meta do país é que 15% de sua energia venham de fontes limpas até 2020.
A energia eólica foi o setor dominante na maioria dos países que realizaram altos investimentos em energias renováveis, com exceção da Espanha, Alemanha e Itália, onde a energia solar foi a campeã de investimentos.
Já os investimentos nos Estados Unidos caíram em 40% de 2008 para 2009.
O investimento da Espanha também caiu, por causa da recessão, depois de vários anos de rápido crescimento, motivado pelo desejo de diminuir as emissões dos gases causadores do efeito estufa para atingir as metas estabelecidas no Protocolo de Kyoto.
O Pew baseou sua análise com base nos dados da Bloomberg New Energy Finance, o grupo internacional de consultoria e análise.
A taxa de crescimento da economia dos Estados Unidos no último trimestre de 2009 foi revisada para baixo - de 5,7% para 5,6% -, nesta sexta-feira, pelo Departamento de Comércio americano. Esta é a terceira e última estimativa do órgão sobre a atividade econômica do período de outubro a dezembro do ano passado, em relação ao trimestre anterior.O primeiro cálculo, divulgado em 29 de janeiro, colocava a taxa em 5,7%. Em fevereiro, ela chegou a ser estimada em 5,9%. No trimestre anterior, ao Produto Interno Bruto (PIB) americano havia crescido 2,2%.
Apesar da ligeira queda, esta ainda é a maior aceleração desde o último trimestre de 2003.
A estimativa para a taxa anual não se alterou: em relação ao último trimestre de 2008, a taxa do Produto Interno Bruto (PIB) registrou contração de 2,4%, o pior resultado desde 1946.
Ritmo diminuído Os números do Departamento de Comércio americano reforçam a avaliação de que a maior economia do mundo está saindo rapidamente da recessão.
Mas muitos analistas também acreditam que o crescimento dos Estados Unidos diminuiu de ritmo neste atual trimestre.
A revisão do PIB foi um reflexo na revisão de fatores como o investimento privado, exportações, importações e gastos do consumidor.
Após a divulgação do novo número, as bolsas americanas seguiram operando sem alterações significativas.
Os fotógrafos britânicos David e Debi Henshaw capturaram o show de cores e formas inusitadas de várias espécies de lesmas marinhas nos mares da Indonésia e das Filipinas, em duas viagens separadas, realizadas em abril e novembro do ano passado.
Em entrevista à BBC Brasil, Debi contou que "é divertido caçá-las e de fato é difícil encontrá-las".
As cores funcionam como defesa das lesmas (Imagem/BBC)
"Mas depois que as encontramos, é fácil tirar a foto, porque elas quase não se movem ou se movem muito devagar", completou.
Os casal britânico começou a fotografar a vida marinha há cerca de oito anos. De acordo com Debi, este é "um hobby levado muito a sério" por eles, tanto que agora suas viagens são financiadas com o dinheiro ganho em diferentes prêmios de fotografia.
De acordo com os fotógrafos, é muito difícil encontrá-las (Imagem/BBC)
Além da região asiática, o casal já registrou em suas imagens a vida marinha do Caribe.
David e Debi moram atualmente na ilha de Minorca, arquipélago das Ilhas Baleares, território espanhol.
Existem mais de 3 mil espécies de lesmas marinhas (Imagem/BBC)
Um cientista britânico entrou nesta semana com uma ação contra o jornal The Sunday Times por causa de uma reportagem publicada em janeiro com contestações a dados do painel da ONU para o clima sobre as consequências das mudanças climáticas para a floresta amazônica. A ação é o último desdobramento de uma grande polêmica entre cientistas sobre os dados publicados no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).
O IPCC tem sido criticado por supostamente ter publicado informações incorretas no relatório divulgado em 2007.
Muitos cientistas, porém, afirmam que as incorreções não alteram as conclusões gerais sobre as consequências das mudanças climáticas e acusam os críticos de tentar minar o consenso de que as mudanças no clima são consequência da ação humana e sobre a necessidade de se conter o aquecimento global.
A reportagem publicada em janeiro pelo Sunday Times afirmava que o relatório do IPCC havia cometido um erro ao afirmar que 40% da floresta amazônica poderia se transformar em vegetação de savana caso houvesse uma redução na quantidade de chuvas na região em consequência das mudanças climáticas.
O jornal observava que o dado havia sido retirado de um relatório de autoria de dois ativistas da ONG ambientalista WWF, supostamente sem base científica.
Duas semanas antes, o jornal já havia levado o IPCC a se desculpar por ter se baseado também em um relatório do WWF para afirmar que as geleiras do Himalaia poderiam desaparecer até 2035.
Crítica O cientista Simon Lewis, da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, diz que decidiu entrar com uma ação contra o Sunday Times na Comissão de Queixas contra a Imprensa após reclamar diretamente ao jornal, sem sucesso, por ter sido citado na reportagem com declarações que supostamente apoiavam a tese de que a informação do relatório do IPCC estava incorreta.
"A verdade é que a informação do IPCC é correta, a Amazônia é vulnerável a reduções na quantidade de chuvas, mas o IPCC cometeu um erro ao fazer referência a um relatório de uma ONG ambiental em lugar do estudo científico original", disse Lewis em entrevista por e-mail à BBC Brasil.
Para ele, "alguns pequenos erros no relatório de 3.000 páginas do IPCC não mudam os fatos básicos sobre as mudanças climáticas, de que os humanos estão provocando um impacto sobre o sistema climático e que mais mudanças podem provocar graves problemas sociais, econômicos e ambientais para muitas pessoas no mundo".
Lewis diz acreditar que esses pequenos erros têm sido usados por pessoas que se opõem aos consensos científicos para atacar o IPCC.
A BBC Brasil entrou em contato com o Sunday Times para perguntar a posição do jornal em relação às reclamações de Lewis, mas não obteve uma resposta até o fechamento deste texto.
Polêmica reforçada A polêmica em relação às informações do relatório do IPCC sobre as consequências das mudanças climáticas para a Amazônia foi reforçada no início de março com a publicação de um estudo da Universidade de Boston, encomendado pela Nasa, a agência espacial americana, sustentando que a floresta amazônica é mais resistente à seca do que indicavam estudos anteriores.
A pesquisa, publicada na revista especializada Geophysical Research Letters, supostamente reforçava as ideias contrárias à tese da savanização da Amazônia, ao afirmar que imagens de satélites não haviam mostrado diferenças na intensidade do verde da floresta entre períodos de seca e de chuvas mais intensa.
Em resposta, um grupo de 19 cientistas, especialistas em clima e floresta amazônica, publicou uma carta de contestação na qual afirmavam que as imagens de satélite não necessariamente tinham relação com o que estava realmente acontecendo com as árvores no solo.
Os cientistas dizem que a pesquisa da Universidade de Boston é útil para ajudar no entendimento do comportamento da floresta, mas argumentam que ela foi utilizada de maneira incorreta para tentar contestar as conclusões do IPCC.
A denúncia de mais um caso de abuso sexual de menores por padres da Igreja Católica - desta vez nos Estados Unidos - contribuiu para aumentar a pressão sobre o papa Bento 16. Aqui, um resumo dos escândalos mais recentes em vários países.
ESTADOS UNIDOS Na quinta-feira, o jornal The New York Times trouxe a notícia de que, em 1996, o cardeal Joseph Ratzinger, que veio a se tornar o papa Bento XVI em 2005, não respondeu a cartas vindas de clérigos americanos acusando um padre do Estado de Winsconsin de abusar sexualmente de menores.
O padre Lawrence Murphy, que morreu em 1998, é suspeito de ter abusado de até 200 meninos em uma escola para surdos entre 1950 e 1974. Uma das supostas vítimas disse à BBC que o papa sabia das acusações há anos, mas não tomou nenhuma atitude.
Nas duas últimas décadas, a Igreja Católica dos Estados Unidos - principalmente a Arquidiocese de Boston - esteve envolvida em uma série de escândalos de abuso sexual infantil.
Um dos que mais chocaram a população veio à tona há alguns anos, quando foi revelado que os padres Paul Shanley e John Geoghande, de Boston, estavam envolvidos em casos de abuso nos anos 90 e foram supostamente acobertados por líderes da Igreja, que os transferiam de paróquia em paróquia.
Em 2002, o então papa João Paulo II convocou uma reunião de emergência com cardeais americanos, mas novos escândalos surgiram.
O arcebispo Bernard Law acabou renunciando ao posto no fim daquele ano, e, em 2003, a Arquidiocese de Boston concordou em pagar US$ 85 milhões depois de receber mais de 500 processos por abuso e omissão.
Um relatório encomendado pela Igreja em 2004 concluiu que mais de 4 mil padres americanos enfrentaram acusações de abuso sexual nos últimos 50 anos, em casos envolvendo mais de 10 mil crianças - principalmente meninos.
Em 2008, em uma visita aos Estados Unidos, Bento XVI se encontrou com vítimas dos abusos e falou "da dor e dos danos" provocados.
ALEMANHA Desde o início de 2010, pelo menos 300 pessoas acusaram padres católicos da Alemanha de abuso sexual ou físico. As alegações estão sendo investigadas em 18 das 27 dioceses da Igreja Católica no país natal do papa Bento XVI.
Entre as acusações, está o abuso de mais de 170 crianças por padres em escolas jesuítas, além de casos dentro de um coral de meninos dirigido durante 30 anos pelo monsenhor Georg Ratzinger, irmão do papa.
Em março, o padre Peter Hullermann, que foi condenado por molestar crianças quando servia na Arquidiocese de Munique e Freising, foi suspenso de suas funções após violar uma proibição de trabalhar com menores.
No último dia 22, a diocese de Regensburg confirmou novas acusações contra quatro padres e duas freiras, em casos que teriam ocorrido nos anos 70. O governo alemão anunciou em seguida que vai formar uma comissão de especialistas para investigar todas as acusações.
IRLANDA No ano passado, dois documentos que examinaram acusações de pedofilia entre clérigos irlandeses relevaram a profundidade do problema no país, com casos de abuso, acobertamentos e falhas hierárquicas envolvendo milhares de vítimas durante várias décadas.
Um dos documentos mostrou que quatro arcebispos de Dublin fizeram vista grossa para casos de abuso ocorridos entre 1975 e 2004.
Quatro bispos renunciaram e toda a hierarquia da Igreja irlandesa foi convocada ao Vaticano para depor pessoalmente diante do papa Bento XVI.
Em meio a isso, um novo escândalo veio à tona neste mês de março com a informação de que o chefe da Igreja Católica Irlandesa, cardeal Sean Brady, estava presente em reuniões realizadas em 1975, quando crianças fizeram um voto de silêncio sobre reclamações contra um padre pedófilo, Brendan Smyth.
Dias depois, em 20 de março, o papa Bento XVI se desculpou a vítimas de abuso sexual por clérigos da Irlanda, mas não mencionou denúncias em outros países.
HOLANDA Ainda neste mês de março, bispos da Holanda pediram uma investigação independente diante de mais de 200 acusações de abuso sexual de crianças por padres, além de três casos ocorridos entre 1950 e 1970.
Inicialmente, as acusações envolviam a escola do mosteiro de Don Rua, no leste da Holanda. O escândalo fez surgir dezenas de novas alegações de supostas vítimas em outras instituições do país.
ITÁLIA Em janeiro de 2009, vários homens deficientes auditivos vieram a público para dizer que foram abusados quando eram crianças no Instituto para Surdos Antonio Provolo, na cidade de Verona, entre 1950 e 1980.
No fim do ano passado, a agência de notícias Associated Press obteve uma declaração por escrito de 67 ex-alunos da escola nomeando 24 padres e outros religiosos a quem acusavam de abuso sexual, pedofilia e castigos físicos.
A diocese de Verona disse que pretendia entrevistar as vítimas, depois de uma solicitação do Vaticano.
ÁUSTRIA Acusações independentes de abuso sexual infantil por padres surgiram em várias regiões do país. Após um dos escândalos, cinco padres de um mosteiro em Kremsmuesnter foram suspensos.
Em Salzburgo, o chefe de um mosteiro local renunciou ao cargo após confessar ter abusado de um menino há 40 anos, quando ele era monge.
SUÍÇA Uma comissão formada pela Conferência dos Bispos da Suíça em 2002 vem investigando acusações de abuso envolvendo religiosos do país.
Este mês, um membro da comissão, o abade Martin Werlen, disse em uma entrevista que cerca de 60 pessoas fizeram acusações sobre casos que teriam ocorrido nos últimos 15 anos.
Um padre do cantão de Thurgau foi preso no último dia 19 sob suspeita de abuso sexual de menores.
Os jornais britânicos The Times e Sunday Times vão começar a cobrar pelo acesso ao seu site na internet a partir de junho de acordo com a companhia proprietária dos jornais, a News International. Os usuários terão que pagar uma libra por dia (cerca de R$ 2,66) ou então 2 libras (aproximadamente R$ 5,30) por uma semana, que dará direito a acessar os dois jornais.Atualmente os dois jornais tem um site em conjunto, o Times Online mas, a partir de maio, cada um terá sua própria página na internet e os usuários que se registrarem poderão fazer um período de testes, de graça, antes de assinar.
De acordo com o correspondente da BBC para o setor de mídia Torin Douglas, a News International afirmou que seu novo sistema de cobrança é acessível e simples e os assinantes terão direito a novos aplicativos, além do conteúdo dos dois jornais.
James Harding, editor do The Times, disse à BBC que o jornal vai aproveitar mais vídeos, gráficos e comentários interativos, com conteúdo para telefones e outros dispositivos móveis.
Quedas No ano passado o magnata americano da mídia Rupert Murdoch anunciou que seus jornais iriam começar a cobrar pelo conteúdo online, mas a indústria ainda está dividida a respeito destas medidas.
Com a queda nas vendas de jornais, as companhias estão buscando um novo modelo de negócios para conseguir obter algum lucro com suas páginas na internet.
Mas, com tanto conteúdo de notícias online disponível de graça, a decisão da News International é vista como uma estratégia de alto risco.
James Harding admite que é uma medida arriscada. "Mas é menos arriscado do que simplesmente jogar fora nosso jornalismo e entregar tudo de graça", disse o editor à BBC.
Ele comparou a situação da indústria de notícias com a da indústria musical há quatro anos.
"As pessoas diziam que o jogo tinha acabado para a indústria musical, pois todo mundo estava baixando (músicas) de graça. Mas agora as pessoas estão comprando de lojas online", disse.
Já a presidente-executiva da News International, Rebekah Brooks afirmou que a decisão pela cobrança foi tomada "num momento de definição para o jornalismo... Temos orgulho de nosso jornalismo e não temos vergonha de dizer que acreditamos em seu valor".
"Este é apenas o começo. O The Times e o Sunday Times são os primeiros de nossos 40 títulos na Grã-Bretanha a tomar esta decisão. Vamos continuar a desenvolver nossos produtos digitais, investir e inovar para os nossos clientes", acrescentou.
Mas, segundo Tim Weber, editor de economia da BBC o novo modelo adotado pelo The Times e o Sunday Times está fadado ao fracasso por várias razões.
"Não há um sistema amplamente aceito de pequenos pagamentos online para os consumidores de notícias. E, especialmente na mídia em inglês, existem muitos competidores grátis - sites comerciais e serviços públicos como a BBC", afirmou.
No entanto, Weber afirma que as alternativas são poucas e, enquanto a tecnologia e o consumo de produtos de mídia evoluem, a indústria vai elaborar novas formas e modelos de cobrança pela assinatura.
O cientista amador britânico Robert Harrison tirou fotografias da curvatura da Terra que impressionaram até os técnicos da Nasa (agência espacial americana). Harrison usou uma câmera barata, que lançou ao céu dentro de uma caixa de isopor amarrada a um balão.
Um dispositivo eletrônico ajudou o entusiasta de astronomia a localizar a câmera.
(Imagem/BBC)
Com a altitude, o balão estourou e Harrison recuperou a câmera e as fotos.
Ele disse que o projeto custou o equivalente a US$ 700.
Um assassino condenado por um crime cometido em 1951 e fugitivo da Justiça desde 1971 foi preso nesta semana no Arizona, nos Estados Unidos, graças à ajuda do neto da vítima, nascido dois anos após o assassinato. Frank Dryman, de 78 anos, foi identificado vivendo sob a identidade falsa de Victor Houston na cidade do Arizona, onde possuía um cartório para casamentos.Em abril de 1951, Clarence Pellett foi morto a tiros em Montana após oferecer uma carona a Dryman, então com 19 anos.
O criminoso chegou a ser condenado à morte por enforcamento, mas teve a pena revista posteriormente para prisão perpétua.
Ele estava foragido da Justiça há quase quatro décadas, após sair da prisão em liberdade condicional e desaparecer.
Neto Dryman foi localizado graças ao cirurgião dentista Clem Pellett, neto de sua vítima.
Clem Pellett, cujas informações sobre o assassinato do avô se resumiam a recomendações de seu pai para nunca oferecer carona a ninguém, decidiu ir atrás do assassino após encontrar recortes de jornais sobre o crime ao limpar a casa que havia sido dos pais.
Após contatos com jornais locais e a Justiça de Montana, e com a ajuda de um detetive particular, Pellett recebeu a informação de que Dryman estava vivendo no Arizona sob identidade falsa. As tatuagens nas mãos ajudaram a identificá-lo.
Dryman deverá ser enviado novamente a Montana, onde a Justiça local decidirá se permite que ele receba novamente a liberdade condicional ou se ele será obrigado a cumprir sua pena de prisão perpétua em regime fechado.
Foi inaugurada nesta semana, em Viena, uma mostra com 38 trabalhos do fotógrafo suíço Michel Comte, conhecido por revelar facetas inusitadas de celebridades. A retrospectiva "The World of Michel Comte" ("O mundo de Michel Comte") traz imagens de gente famosa em poses atípicas e eróticas, produzidas desde 1979.
Divulgação
A top Gisele Bündchen foi clicada por Michel Comte em 1999
Todas estarão à venda. A obra mais cara é uma versão do famoso retrato em preto-e-branco da ex-modelo Carla Bruni nua, que custa 60 mil euros.
O mesmo instantâneo da atual primeira-dama francesa, produzido em 1993 para uma campanha anti-Aids, ficou conhecido mundialmente ao ser arrematado há dois anos por US$ 91 mil em um leilão da Christie's de Nova York, semanas depois de Bruni ter se casado com o presidente Nicolas Sarkozy.
Entre os trabalhos exibidos, também estão retratos ousados das brasileiras Gisele Bündchen, de 1999, e Sônia Braga, de 1991, à venda por até 9 mil euros, cada um.
Hotel Ritz
Nascido em Zurique em 1954, Comte começou sua carreira há 30 anos, após ser descoberto pelo estilista alemão Karl Lagerfeld. Auto-didata, realizou campanhas para marcas internacionais, como Armani e Dolce & Gabbana, trabalhando também para revistas importantes, como Vogue e Vanity Fair.
Divulgação
O cantor britânico Robbie Williams
Um dos destaques da exposição, uma foto da atriz britânica Charlotte Rampling, foi tirado para a edição brasileira da Vogue, assim como a foto de Sônia Braga.
Desde o começo de sua carreira, Comte se concentrou em um tema especial: a mulher. Suas fotografias as mostram em facetas diversas, glamourosas, íntimas, sensuais e alegres.
Desde 1990, Comte produz seus retratos com celebridades preferencialmente em sessões privadas na suíte 152 do Hotel Ritz de Paris. Frequentemente, ele mostra seus protagonistas fora de seu ambiente habitual, dando um toque inusitado a seus personagens.
Assim, ele revela um lado delicado do musculoso Sylvester Stallone, clicando o ator com pétalas de rosa nos olhos, enquanto o cantor Robbie Williams posa seminu para sua câmera, com a calça jeans aberta e a mão dentro da cueca.
Muitos dos famosos se tornaram amigos pessoais do fotógrafo, como a atriz Sophia Loren, o cantor Sting e o piloto alemão Michael Schumacher. Eles posam regularmente para as lentes de Michel Comte.
A mostra está em cartaz até dia 10 de maio na galeria photographerslimitededitions.com.
A polícia no Estado americano de Ohio afirma que dezenas de milhares de dólares desapareceram depois que um saco de dinheiro caiu de um caminhão blindado e dezenas de pessoas correram para recolher as notas. O incidente aconteceu na manhã de quarta-feira na cidade de Columbus.O saco caiu na rua e abriu-se, espalhando as notas de US$ 20 pelo chão. Não se sabe exatamente quanto dinheiro foi perdido, mas a polícia acredita que o valor supera US$ 200 mil.
Autoridades estão vendo vídeos feitos por telefones celulares e por câmeras de segurança para identificar quem pegou o dinheiro.
O sargento Dan Kelso disse ao jornal Columbus Dispatch que dez pessoas já devolveram cerca de US$ 12 mil por iniciativa própria.
As pessoas que forem pegas com o dinheiro serão processadas, disse o policial.
A polícia ainda não sabe como o saco de dinheiro caiu. Testemunhas disseram aos jornais locais que as pessoas estavam tentando juntar com as mãos o máximo de dinheiro que conseguiam carregar.
"Algumas estavam pulando de seus carros", disse uma testemunha. Outro disse que a rua parecia um mar de "piranhas".
Dois integrantes do grupo sueco Abba disseram em uma entrevista que considerariam um reencontro do grupo. Em entrevista ao jornal britânico The Times, os dois homens do conjunto - Benny Andersson e Björn Ulvaeus - não descartaram um novo show do Abba.Perguntado se o Abba poderia fazer um show único, talvez ao lado de uma orquestra, transmitido para todo o mundo, Andersson disse: "Sim, por que não?" "Eu não sei se as garotas ainda cantam. Eu sei que a Frida [a ex-integrante Anni-Frid Lyngstad] estava no estúdio." Em seguida, ele disse: "Não é uma má ideia, na verdade".
'The Way Old Folks Do' Ulvaeus fez uma brincadeira com uma das músicas do Abba para falar sobre o assunto.
"Nós poderíamos cantar 'The Way Old Folks Do' ('Do jeito que as pessoas velhas fazem')", disse.
O Abba foi um dos conjuntos mais populares dos anos 70, e emplacou vários sucessos mundiais, como Dancing Queen, Fernando e Mamma Mia.
Desde o fim do grupo, em 1982, os integrantes do Abba sempre foram veementes em rejeitar qualquer possibilidade de reencontro.
Segundo o The Times, eles chegaram a dispensar uma proposta de US$ 1 bilhão para voltar a fazer uma turnê.
Dois anos depois do fim do grupo, Ulvaeus havia dito: "Nós nunca mais apareceremos juntos no palco. Simplesmente não há motivação para voltar. Dinheiro não é um fator e nós gostaríamos de ser lembrados como éramos - jovens, exuberantes, cheios de energia e ambição." Andersson também havia dito que não via "nenhum motivo para voltar".
Recentemente o Abba tem voltado a fazer sucesso, em parte devido ao filme Mamma Mia, de 2008, um musical com canções do grupo. A vendagem de discos do Abba voltou a crescer.
Ulvaeus e Anderson estão promovendo agora um novo musical composto por ambos, Kristina, que estreia no Royal Albert Hall, de Londres, no dia 14 de abril.
O conjunto também é tema de uma exposição em Londres, com roupas antigas usadas pelos músicos.
Esta semana não foi brincadeira. Tacaram ficha pra cima de mim em matéria de me levar meu rico (no sentido figurado) e escasso (sentido literal) dinheirinho, que mais diminutivo não poderia ser.Primeiro lugar, foi dia do último Orçamento do Partido Trabalhista, o Labour, antes das eleições gerais que terão de ocorrer em maio. Orçamento. Fui de maiúsculas por ele assim ser tratado pelo país e toda sua imprensa. The Budget. Dia em que o governo, através de seu ministro das Finanças, anuncia as medidas orçamentárias para o próximo ano fiscal, que, como sabemos, tem seu início naquele mês, abril, que o poeta T.S. Eliot, com toda razão e sensibilidade, chamou de "o mais cruel dos meses". Sem dúvida.
Dia de Budget (fiquemos numa das poucas tradições que ainda restam no país) é dia de farra, ou, melhor dizendo, de grande alvoroço, não só nos meios jornalísticos como também, e principalmente, na City e na mente de cada cidadão na Grã-Bretanha residente. Mente voltada para o próprio bolso. Claro.
Todo mundo colado na televisão. Para saber como é que o governo vai lidar com essa enrascada. Sempre foi e sempre será essa coisa doce e antiquada a que chamamos um dia de "enrascada". Enrascada é saber como ficam as bonificações dadas às pequenas firmas, o preço da gasolina, os bônus pagos aos tão amados banqueiros, os impostos, as isenções, os aumentos inevitáveis no preço das bebidas alcoólicas (este ano a cidra passou a ser taxada) e dos cigarros e por aí afora.
Eu disse enrascada e disse-o bem. A economia não é uma ciência exata, a não ser para os grandes embusteiros - e esses, minha Nossa, como os há... e tudo livre e sendo bonificado.
O dinheiro é a origem de todos os males, sentenciei um dia e meu bon mot pegou. Principalmente, a falta de dinheiro. Que é o meu caso. Para todos os efeitos eu sou zero à esquerda aqui em matéria de cidadania. Menos na hora de pagar os impostos e pegar no armazém da esquina minha garrafinha de cifra. Aí mandam brasa em mim.
Não bastasse o Budget e seus protocolos formais (a caixa vermelha em que o orçamento é transportado pelo ministro das Finanças até o Parlamento é mais fotografada, junto com seu portador, do que a Kate Moss e a Naomi Campbell juntas e peladas), a semana que passou trouxe também o dia em que o Council Tax foi distribuído a todos os residentes do país.
Council Tax. Imposto Municipal, o quanto você paga para as autoridades locais que cuidam dos serviços a nós prestados. Meu distrito, Kensington & Chelsea, tradicionalmente dos mais ligados, ou subordinados, ao Partido Conservador, é bem administrado, sou obrigado a admitir, mesmo não sendo eleitor deles, no caso mais do que hipotético se eu pudesse votar. Não houve aumento. Perto de 1.300 libras por ano divididas em 10 prestações. Sai direto, por ordem minha, da conta bancária. Sem filas ou envelopes na jogada.
Levando-se em conta a coleta do lixo, a distribuição de sacos plásticos para tudo que for reciclável, a quantidade de bibliotecas e isso e mais aquilo outro, até que não é muito. O que me sai caro mesmo são os dois jardins a que tenho chave e direito de acesso: um na frente da casa onde moro, outro atrás. São mais bem tratados do que - e volto a elas - a Kate Moss e a Naomi Campbell, dessa vez podem estar vestidas. Lindos de morrer. Fico na janela da frente e depois na de trás só olhando.
Por falar nisso, sou capaz de passar desta para melhor, se deixarem, num deles. Se pudesse até ser enterrado no da frente, o chamado Bolton Gardens. Que é uma graça. Em escala menor, dá um banho em Versalhes e uma lavagem na Praça Paris. Mas esse privilégio me custa 792 libras por ano. Já os frequentei mais. De um e de outro, ficava sentado no banco de boa madeira, vendo passar as pessoas destituídas de jardim exclusivo. Coitados, dizia eu para as árvores, o balanço e um esquilo marrom, que os cinzentos são daninhos.
De vez em quando, do Brasil, por e-mail, me pedem, por isso ou aquilo outro, meu CPF. Não me chateiem, respondo sempre. Tenho mais o que fazer. Ficar estudando, por exemplo, o mais recente Budget ou Council Tax no jardim. Da frente. O Bolton.
26/03/2010 05:41 AM
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