Cientistas vão rastrear os movimentos dos animais no Ártico para descobrir como eles estão sendo afetados pelo aquecimento global
Uma expedição russa pretende colocar colares de monitoramento em ao menos 18 espécimes de ursos polares para identificar seus novos caminhos diante do desaparecimento progressivo das placas de gelo.
Os pesquisadores querem saber detalhes como o local onde os ursos dormem, quanto tempo eles passam na água e em terra firme ou se ocorrem mudanças em sua alimentação. Eles pretendem encontrar respostas para essas perguntas com as informações que serão registradas através de um satélite.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que se o Brasil tivesse sido o responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México já teria sido objeto de diversas críticas por parte dos países desenvolvidos.
"Acho engraçado como a imprensa trata uma coisa dessas. Imagina se fosse a Petrobras. Imagina se fosse aqui na Baía de Guanabara, o escândalo que o mundo desenvolvido teria feito contra nós. Imagina quantas matérias contra o Brasil", afirmou o presidente.
A Petrobras, que também opera no Golfo do México, extrai mais de 90% do petróleo brasileiro de áreas marinhas e é uma das empresas com a tecnologia mais avançada no mundo em operações em águas profundas.
Em janeiro de 2000 a estatal foi responsável por um derrame de perto de 1.292 toneladas de petróleo na baía de Guanabara, que provocou uma grave tragédia ambiental no Rio de Janeiro e deixou milhares de pescadores sem ter como trabalhar.
O acidente foi causado pela ruptura de um encanamento submarino que alimentava a refinaria de Duque de Caxias, que a Petrobras opera nos arredores do Rio de Janeiro.
Na época o vazamento foi considerado a maior tragédia ambiental em muitos anos no Brasil e transformou a Petrobras em alvo de diversas críticas nacionais e internacionais.
O vazamento de petróleo no Golfo do México, que começou no dia 20 de abril e ainda não foi controlado, é de responsabilidade da companhia petrolífera britânica British Petroleum (BP).
As autoridades americanas o qualificaram como "possivelmente o pior desastre ecológico" na história do país.
Os especialistas calculam que a fuga de petróleo do poço da BP fique entre os 12 mil e os 19 mil barris diários.
A empresa informou que colocará uma tampa em cima da tubulação quebrada
Os engenheiros da British Petroleum preparam nesta segunda-feira outro arriscado plano para deter o vazamento de petróleo que está devastando o Golfo do México, mas muitos temem que não consigam pará-lo até o mês de agosto.
Depois de reconhecer o fracasso de suas tentativas de tapar a tubulação com lodo e produtos químicos, os responsáveis da empresa anunciaram que, em uma semana, colocarão uma tampa sobre a tubulação quebrada.
"Neste momento, nos dirigimos para uma operação de contenção", disse o diretor da BP, Bob Dudley, em um programa dominical da CNN.
"Tomaremos o tempo necessário, já que isto se realizará a uma profundidade de 1.500 metros com robôs e é preciso ser muito cauteloso. Para o fim de semana teremos tudo preparado", disse Dudley.
Mas, apesar dessa nova tentativa, cresce a impressão de que o derramamento continuará até o mês de agosto, data em que estarão prontas duas tubulações de drenagem que a BP está escavando atualmente no local do desastre.
A conselheira do meio-ambiente do presidente Obama, Carol Browner, reconheceu no domingo que é muito possível que o petróleo "continue saindo do poço até agosto e (até) a construção de poços secundários".
Browner afirmou que os Estados Unidos enfrentam a "pior maré negra" da história.
O poço está derramando petróleo no mar do Golfo do México há 42 dias
Funcionários do governo dos EUA e da empresa petrolífera BP alertam que o vazamento de petróleo no golfo do México pode durar até agosto. A BP prepara um novo método para tentar tapar o poço petrolífero que jorra há 42 dias, no maior desastre com petróleo na história dos EUA, e possivelmente a maior catástrofe ambiental do país.
No fim de semana, a BP anunciou o fracasso na tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. "Não há dúvida de que a solução final está no poço auxiliar, em agosto," disse um representante da empresa no domingo ao visitar a localidade pesqueira de Venice, na Louisiana, praticamente deserta por causa do acidente.
A BP começou neste mês a escavar dois poços auxiliares, a partir dos quais será possível consertar o poço, a 1.600 metros de profundidade, de onde o óleo vaza desde 20 de abril, quando uma plataforma de perfuração no local explodiu e afundou, deixando 11 mortos. A escavação dos novos poços é uma operação custosa e demorada, mas com maior chance de sucesso.
Hayward disse que, enquanto esses poços são escavados, a BP manterá "uma mentalidade de contenção submarina, contenção na superfície e defesa da costa, de modo muito agressivo."
O vazamento na costa sul dos EUA já supera o desastre de 1989 com o navio Exxon Valdez no Alasca. Estima-se que haja um vazamento de entre 1,9 milhão e 3 milhões de litros diários de óleo no mar, o que causa graves prejuízos ambientais e econômicos no sul dos EUA.
A BP agora prepara uma nova contenção para ser colocada por cima de uma válvula, na boca do poço, que apresentou a falha que tornou possível a explosão da plataforma.
A Casa Branca disse que a empresa vai começar na segunda ou terça-feira a cortar um cano que vá da boca do poço à superfície.
A expectativa da BP é de bombear ao menos parte do óleo para a superfície. A empresa vai saber ainda nesta semana se a operação funciona.
Mas até mesmo o governo de Barack Obama, muito criticado pela suposta demora em reagir à crise, já trabalha com a hipótese de o vazamento só terminar em agosto, quando os poços auxiliares estiverem prontos.
A preguiça é o mamífero mais lento do mundo. O animal é tão sedentário que algas crescem em seus pelos que dão um tom esverdeado e ajudam eles a se camuflarem nas árvores. Bem adaptada à vida arbórea, garras longas a preguiça de três dedos de dificultar a sua mobilidade no solo, deixando-o vulnerável aos predadores. A preguiça é encontrada na América do Sul e Central.
Apesar de petroleira britânica ter sérias preocupações sobre instalação, não respeitou sua própria política de segurança, diz NYT
Apesar de a petroleira britânica BP ter sérias preocupações quanto à plataforma que explodiu e afundou, causando um vazamento de petróleo no Golfo do México, não respeitou sua própria política de segurança, afirmou neste domingo o jornal The New York Times, citando documentos internos da companhia.
Os documentos também mostram que a BP estava preocupada com a segurança de sua plataforma muito antes do que assinalou ao Congresso na audiência da semana passada.
Em 22 de junho de 2009, os engenheiros expressaram sua preocupação de que o revestimento de metal que a BP queria usar no poço pudesse sofrer um colapso sob altas pressões, afirma o New York Times. "Seria o pior dos cenários possíveis", afirmou Mark Hafle, engenheiro de perfurações da BP, em um relatório interno citado pelo jornal. "Já vi esse tipo de coisa acontecer, ou seja, pode acontecer", alertou.
No entanto, a companhia seguiu adiante depois de obter uma permissão especial, que violava suas próprias políticas de segurança e padrões de projeção, acrescenta o documento. Os informes internos não explicam, no entanto, por que a companhia permitiu essa exceção.
Na véspera, a BP admitiu que a arriscada operação para conter um vazamento de petróleo fracassou, acrescentando que se buscará uma nova estratégia. "Depois de três dias inteiros tentando selar o vazamento, fomos incapazes de conter o fluxo" de petróleo, disse o chefe de operações da BP, Doug Suttles, em uma entrevista coletiva à imprensa.
"Tomamos a decisão de passar para uma nova opção" nos esforços para obter êxito na operação, acrescentou. Questionado sobre o que falhou na última operação, batizada 'Top kill', Suttles disse que não sabe. "Não temos claro", explicou. "Não fomos capazes de conter permanentemente o fluxo", acrescentou.
A guarda costeira americana disse estar decepcionada com o anúncio. "Obviamente estamos muito decepcionados com o anúncio, e sei que todos vocês estão muito ansiosos para ver esse poço tapado", disse a oficial da Guarda Costeira, Mary Landry.
Agora os esforços ficarão concentrados em cortar canos danificados que estão no fundo do oceano, para que depois seja instalado um receptáculo ou contêiner para acumular o petróleo despejado, para depois bombeá-lo para a superfície.
A BP e a Guarda Costeira estimaram que levará entre quatro e sete dias para que o artefato - batizado "Lower Marine Riser Package" (LMRP) - possa ser instalado. A operação frustrada, altamente delicada e sem precedentes na profundidade de 1,5 mil metros, consistia em jogar no vazamento uma mistura de água e de materiais sólidos.
A BP, que explorava uma plataforma que afundou no dia 22 de abril e causou a catástrofe, também injetou destroços para facilitar o trabalho de contenção. O petróleo se espalhou pelo golfo a um ritmo de 2 a 3 milhões de litros por dia depois do naufrágio da plataforma Deepwater Horizon, segundo especialistas a serviço do governo americano.
Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu "continuar fazendo tudo o que for necessário para que os americanos e seus meios de vida fiquem a salvo do vazamento".
Viaje pelos quatro cantos do mundo na galeria da National Geographic
Conheça o caranguejo-ermitão, veja do alto o templo que guarda cabelos do Buda, espie o ritual de acasalamento de dois passarinhos e acompanhe rituais zulus. Tudo isso e mais nas fotos da National Geographic:
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Eles fingem que há predadores por perto para evitar que as fêmeas saiam do território
Esta é uma história sobre trapaça e sexo nas planícies selvagens do Quênia.
Trapaça de antílopes, para ser preciso, tendo o sexo como finalidade.
Durante o período de acasalamento, antílopes da espécie topi tentam evitar que as fêmeas deixem seu território ao fingir que existe um predador por perto, segundo um estudo que aparecerá na edição de julho do ?The American Naturalist?.
Quando uma fêmea parece estar indo embora, o macho corre à sua frente, congela no lugar, olha fixamente na direção onde ela estava indo e emite um alto urro. Geralmente, esse urro significa que um leão ou guepardo foi avistado ? mas neste caso, o macho está fingindo.
?Ele não olha para a fêmea. Ele assume uma postura rígida, exatamente como se houvesse um predador ali?, disse Jakob Bro-Jorgensen, colega pesquisador da Universidade de Liverpool, que comandou o estudo. Bro-Jorgensen, que estudou o comportamento de centenas de antílopes topi na Reserva Nacional Masai Mara, explicou que os machos agiam dessa forma com o tempo.
Embora cientistas tenham observado machos enganando outros machos para ganhar acesso às fêmeas, esta foi a primeira descoberta de um macho ludibriando seu próprio parceiro sexual, disse Bro-Jorgensen.
Ouvindo o urro, a antílope-fêmea geralmente recua para o território do macho, onde ele tentará acasalar-se com ela no mesmo instante. As fêmeas acasalam com muitos machos durante cada estação, e pode parecer que elas até entendem a trapaça após algum tempo. Mas ser enganado não parece ser uma grande desvantagem, já que ignorar uma possível advertência verdadeira seria fatal.
?Correr esse risco é perigoso demais?, disse Bro-Jorgensen. Questionado se esse tipo de comportamento pode ocorrer com seres humanos, Bro-Jorgensen afirmou não saber, mas disse: ?Somos mestres na indução, então é claro que se pode especular?.
Estudo mostrou que o gosto por determinadas combinações de notas está ligado ao tempo em que uma pessoa aprendeu um instrumento
Acadêmicos nunca chegaram a um acordo sobre por que certas combinações de notas soam agradáveis, enquanto outras arranham os nossos ouvidos.
Agora, um novo estudo mostra que a consonância de um intervalo musical ? o quão agradável ele soa ? pode variar, de acordo com o nível de estudo musical do ouvinte.
No estudo, pesquisadores analisaram as preferências musicais de mais de 250 estudantes universitários da Universidade de Minnesota.
Havia uma forte preferência por notas harmonicamente relacionadas, aquelas que correspondem a múltiplos da mesma frequência. A ocorrência de tais frequências é comum em músicas ocidentais, populares e clássicas.
Para surpresa dos pesquisadores, a preferência por essas frequências também está correlacionada ao período de tempo em que uma pessoa tocou um instrumento musical, levando à ideia de que o fato de uma música soar agradável pode ser um fenômeno aprendido.
?Minha suspeita é que a coisa toda possa ser aprendida, mas não podemos realmente concluir isso a partir dos dados?, disse Josh McDermott, principal autor do estudo e pesquisador da Universidade de Nova York.
Uma forma de compreender melhor o efeito do estudo musical é conduzir o mesmo estudo em outras partes do mundo, especialmente onde as tradições musicais são distintas ? como na Europa Oriental, disse McDermott.
?Também seria interessante pegar algumas dessas percepções e aplicá-las a estudos de desenvolvimento em bebês?, acrescentou ele.
O estudo está publicado na edição de 20 de maio do ?Current Biology? e foi conduzido enquanto McDermott era pesquisador de pós-doutorado da Universidade de Minnesota.
O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada"
O vazamento de petróleo no Golfo do México, que a British Petroleum (BP) admitiu hoje que não conseguiu deter com uma injeção de lodo pesado, é "tão enfurecedor quanto doloroso", afirmou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Em comunicado depois que a companhia petrolífera admitiu seu fracasso e declarou que começará agora um método diferente para tentar deter o vazamento, Obama disse que "está claro que não funcionou" a injeção de lodo e as autoridades federais ordenaram à companhia o fim dessa operação.
O presidente americano adverte que o método que vai ser usado agora "não tem riscos, mas ainda nunca foi tentada". Esse método, que demorará quatro dias para ser posto em funcionamento, consiste em serrar com submarinos-robô os encanamentos.
O procedimento, destacou Obama, será "difícil e demorará vários dias" para poder ser aplicado, sem que também não tenha garantias de sucesso.
No entanto, assegurou, as autoridades federais "não retrocederão" até ter conseguido a completa limpeza da maré negra e o fim do vazamento. Qualquer solução à qual se chegue por enquanto seria temporária.
A solução definitiva só vai vir daqui a dois meses mais, os necessários para concluir a perfuração, já em andamento, de um novo poço para substituir o estragado. Enquanto isso, os especialistas do Governo calculam que já vazaram no golfo no mínimo 68 milhões de litros de petróleo.
British Petroleum anunciou que vai tomar uma nova medida para conter vazamento de petróleo - a de cobrir o poço com uma cúpula
O pior vazamento de petróleo da história dos Estados Unidos chegou ao seu 40º dia neste sábado. E as notícias não são boas. A companhia British Petroleum (BP), responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México, anunciou que a operação para fechar o poço por meio da injeção de fluidos pesados, como lama, não obteve sucesso, e que passará a tentar um novo método.
Em entrevista coletiva, o diretor de operações da BP, Doug Suttles, disse que a decisão da adoção de uma nova medida - a de cobrir o poço com uma cúpula - foi tomada após consultas com as autoridades federais.
A operação para tentar conter o vazamento começou na quarta-feira e se consistia em colocar materiais sólidos, como tiras de borracha e bolas de golfe, para tentar "entupir" o poço. A lama jogada desde quarta-feira não conteve o vazamento, mas em alguns momentos reduziu o fluxo.
"Eu não acho que o volume de petróleo que está saindo tenha mudado", disse ele em entrevista à imprensa. "Só de observar, não acreditamos que tenha mudado".
O presidente Barack Obama e o diretor-executivo da BP, Tony Hatward, visitaram seperadamante a região costeira do Golfo na sexta-feira, tentando lidar com uma crise que afeta a credibilidade tanto do governo norte-americano quanto da BP.
Obama enfrenta críticas às quais responde vagarosamente em relação à catástrofe ambiental no Golfo do México e garantiu aos moradores da região durante sua visita de cinco horas que eles "não vão ser deixados para trás".
Hayward visitou o local da explosão em 20 de abril que matou 11 trabalhadores e provocou o vazamento de petróleo, e disse que a gigante de energia precisa de até mais dois dias para determinar se a operação vai conter o fluxo de uma vez por todas.
* com informações da EFE e da Reuters
29/05/2010 07:46 PM
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