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Perguntas e respostas sobre a queda do voo 447

Queda do Airbus da Air France é um dos acidentes mais misteriosos da história da aviação mundial

Muitas perguntas sobre o acidente com o voo AF 447 ficaram sem respostas. Sem as caixas-pretas, a investigação sobre as causas da queda do avião podem durar anos e, ainda assim, não ser conclusivas.

Confira abaixo algumas questões sobre o acidente com a aeronave da Air France, que deixou o Rio de Janeiro na noite de 31 de maio de 2009 com 228 pessoas a bordo.

Quantos corpos foram resgatados?

Dos 228 passageiros e tripulantes a bordo, apenas 50 corpos foram resgatados. Entre as vítimas reconhecidas estavam 20 brasileiros (12 homens e 8 mulheres) e 30 estrangeiros (13 homens e 17 mulheres).

Havia tempestades naquela região?

Sim. Nessa época do ano, é comum a formação de tempestades na área, conhecida como Zona de Convergência Intertropical. Imagens de satélite mostram uma intensa atividade climática ao norte de Fernando de Noronha na noite de domingo, com até 18 quilômetros. Nessa altitude, é comum a formação de gelo (granizos), em vez de chuva.

Aeronaves como o Airbus podem "perceber" uma tempestade com até 30 minutos de antecedência. Mas segundo especialistas, o equipamento identifica a água, e não o gelo. Por isso, é possível que os pilotos não tenham tido tempo de fugir da tempestade.

Essa pode ser a principal causa do acidente?

A tempestade e os fatores climáticos são fatores importantes e são considerados pelos investigadores. No entanto, especialistas afirmam que um avião do porte do Airbus dificilmente cai em função de uma tempestade, ainda que seja atingido por um raio.

De acordo com a Aviation Safety Network, desde 1973 apenas 73 acidentes tiveram suas causas ligadas a fortes turbulências. O ideal, segundo pilotos, é tentar escapar da área de tempestade. Para isso, podem fazer desvios, mudar a velocidade ou a altitude da aeronave.

Que outras possíveis causas já foram levantadas?

Além da forte tempestade, diversos outros fatores e possibilidades são considerados. Uma delas é de que a pane elétrica tenha sido causada por uma falha na aeronave. O mesmo modelo de aeronave, operado por outra companhia, já havia sofrido duas panes elétricas.

Esta hipótese, segundo a investigação, indica que as sondas pitot - que são sensores de velocidade - falharam depois de expostos a fortes precipitações, combinadas com baixas temperaturas, levando à ?incoerência da velocidade aferida? e ao desligamento automático dos sistemas eletrônicos de navegação. A BEA afirma que com os atuais dados disponíveis não pode garantir que essa foi a causa da queda, mas pode ter sido um dos elementos.

A hipótese de um atentado foi levantada por um piloto da Air France ao jornal francês "Le Figaro". A companhia aérea confirmou ter recebido um falso alerta de bomba no dia 27 de maio, que estaria localizada em um vôo entre Paris e Buenos Aires. Mas autoridades consideram essa hipótese "improvável".

Os pilotos informaram algum tipo de problema durante o vôo?

Não. Segundo o Comando da Aeronáutica, não há registro de mensagens de alerta entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo brasileiro. A comunicação seguia normal e, inclusive, houve um contato às 22h33, por rádio, com o Centro de Controle (Cindacta 3). No entanto, às 23h20, a aeronave deveria fazer mais um contato, o que não aconteceu.

Pouco antes, às 23h10, o avião começou a enviar uma série de mensagens automáticas à companhia aérea. Áreas muito distantes das costas em geral não são cobertas por radar. Mas os pilotos podem fazer a comunicação por rádio. Há ainda uma outra possibilidade, que é transmissão de um sinal para outras aeronaves, que estejam trafegando pela região.

No entanto, nenhuma das duas possibilidades foi utilizada pelos pilotos, o que pode sugerir, por exemplo, que os pilotos não tiveram tempo ou que algo não funcionou.

O que já foi resgatado até o momento?

Durante as buscas iniciais foram recuperados 50 corpos e mais de uma centena de pedaços do avião. Mas grupos de busca internacionais, que usaram submarinos especiais e robôs, não conseguiram encontrar as caixas-pretas e os gravadores de voz e de dados do avião.

Entre os pedaçoes do avião que foram identificados estão boias, poltronas, peças metálicas e objetos brancos, que correspondem à parte interna da aeronave. Os objetos encontravam-se até 150 quilômetros distantes uns dos outros. Segundo a Aeronáutica, tudo que foi coletado foi entregue ao governo francês.

Quais as chances de se encontrar a caixa-preta?

Até agora, todos os trabalhos de busca para a recuperação dos registros de vôos fracassaram. A terceira operação de busca pelos restos do Airbus 330, cujo custo foi de 13 milhões de euros (US$ 15,8 milhões), foi encerrada no último mês.

A caixa-preta armazena informações que podem decifrar o mistério do acidente, como por exemplo as conversas na cabine de comando. As autoridades francesas disseram ser "quase impossível" encontrá-la, em função da profundidade do mar, da extensão da região e da irregularidade do terreno.

* com informações da BBC Brasil 

31/05/2010 06:00 AM

Air France homenageia vítimas em cerimônia privada

Para evento em homenagem às 228 vítimas, que ocorre terça-feira em Paris, são esperadas pelo menos mil pessoas

Apesar de já ter se passado um ano desde o acidente com um avião que fazia o voo 447 da Air France e caiu no Atlântico, em 31 de maio pelo horário brasileiro e 1º de junho no horário francês, pilotos e a fabricante continuam sem conseguir explicar as razões da tragédia.

Nesta terça-feira, exatamente 12 meses depois da catástrofe com o Airbus A330, a companhia organizará em Paris uma cerimônia privada em homenagem às 228 vítimas, seguida pela inauguração de uma placa no cemitério de Père Lachaise.

São esperadas de 1 mil a 1,2 mil pessoas, parentes das vítimas, que consideram que não foram investigadas todas as pistas. "Não conseguimos entender por que encontraram apenas 3% ou 4% do avião, é inimaginável", afirma o presidente da Associação Ajuda e Solidariedade AF447, Jean-Baptiste Audousset.

Quando anunciou o fim da terceira fase de buscas, Jean-Paul Troadec, o diretor do BEA (Birô de Investigações e Análises), encarregado das investigações técnicas, foi mais claro: "sem as caixas-pretas", que registraram os parâmetros do voo, "será difícil ter uma investigação conclusiva".

Como não encontraram muitos restos, os órgãos de aeronáutica sugerem com prudência que o avião deve ter se deslocado no momento do impacto com a água, como ocorreu com outro A330 da companhia líbia Al-Afriqiyah, quando aterrissou em Trípoli em meados de maio. Uma pista não descartada pela Airbus, diferentemente da BEA. "Se o avião não tivesse ficado intacto, não teríamos encontrado restos distribuídos de uma forma tão simétrica", afirma Troadec.

Por enquanto, a única certeza é que as sondas Pitot que medem a velocidade da aeronave, fabricadas pelo grupo Thales, são "um elemento que contribuiu para o acidente". "O ponto de partida é a deficiência das sondas, mas há um grande vazio entre esse fato (...) e a queda", resume Eric Derivry, porta-voz do SNPL, o principal sindicato de pilotos da Air France.

O BEA repetiu reiteradas vezes que esse elemento não bastava para explicar a catástrofe, a tal ponto que levantou questionamentos entre as famílias sobre sua maneira de levar a investigação adiante. "Esse acidente é um drama e um mistério para a comunidade aeronáutica inteira", afirma Michel Guérard, um dos responsáveis pela segurança do Airbus. "Definitivamente queremos saber as causas do acidente e seu desencadeamento", completou.

Vários especialistas destacam que o congelamento das sondas, que ficaram inoperantes no AF447, também ocorreu em outros aviões, sem que se produzisse acidente semelhante, o que faz pensar que há outras causas.

"Pode se tratar de erro de pilotagem, de incidentes técnicos adicionais, mas as mensagens Acars (emitidas pela aeronave) não revelaram. E ninguém tem informações sobre o comportamento da tripulação", explica um especialista da Airbus.

Daí a importância de se encontrar as caixas-pretas. Espera-se que elas possam ser exploradas, mesmo depois de um ano submersas. Já foram realizadas três operações de buscas, em vão, o que provocou a frustração de pilotos e famílias das vítimas, que querem que os investigadores continuem procurando. Essas operações já custaram 20 milhões de euros. 

31/05/2010 06:00 AM

Lista oficial de passageiros brasileiros do voo 447

Relação tem nomes de 53 dos 58 brasileiros, pois as famílias dos demais passageiros não autorizaram a divulgação de seus nomes

1- Adriana Henriques, 27 anos, turismóloga
2- Adriana Sluijs, assessora de imprensa da Petrobrás
3- Ana Carolina Rodrigues da Silva, 28 anos, socióloga
4- Ana Luisa Rey Neves Goulart Curty
5- Angela Cristina de Oliveira Silva, 51 anos, integrante do Centro Internacional de Orientação e Defesa da Mulher Estrangeira (Ciods)
6- Antônio Augusto Gueiros, diretor de Informática da Michelin
7- Bianca Cotta, médica, recém casada com Carlos Eduardo
8- Bruno Pelajo
9- Carlos Mateus
10- Carlos Eduardo de Mello, advogado, recém casado com Bianca Cotta
11- Deise Possamai, fiscal de tributos da prefeitura de Criciuma, em Santa Catarina
12- Eduardo Moreno, gerente da Petrobras no Irã
13- Ferdinand Porcaro, 79 anos, médico oftalmologista aposentado
14- Francisco Vale, diretor da transportadora de combustíveis TLW
15- Gustavo Mattos, 30 anos, advogado da petrolífera StatoilHydro
16- Izabela Maria Furtado Kestler, professora da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
17- Jean Claude Lozouet, integrante da Câmara de Comércio França-Brasil
18- João Marques Silva, gerente do Estaleiro Atlântico Sul 
19- Jose Ronnel Amorim de Souza, 35 anos, dentista
20- José Gregório Marques, advogado e juiz federal aposentado
21- José Roberto Gomes da Silva, professor da PUC-Rio
22- Julia Chaves de Miranda Schmidt, 27 anos, advogada
23- Juliana de Aquino, 29 anos, cantora
24- Leonardo Dardengo, oceanógrafo, doutorando da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
25- Leonardo Pereira Leite
26- Letícia Chem, gerente de roaming internacional da operadora Oi, filha de Roberto e Vera Chem
27- Luciana Sebá, psicóloga, mulher de Paulo Vale e nora de Francisco Eudes Mesquita Vale e Maria Vale
28- Luis Roberto Anastácio, presidente da Michelin para a América do Sul
29- Luiz Cláudio Monlevade, gerente de Qualidade da empresa Saint-Gobain
30- Marcela Pellizzon, 29 anos, geóloga, executiva da StatoilHydro
31- Marcelo Parente de Oliveira, 38 anos, chefe de gabiente de Eduardo Paes
32- Márcia Mosconde Faria, funcionária da Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Rio de Janeiro
33- Marco Mendonça, diretor da área de manganês e ligas da Companhia Vale do Rio Doce
34- Maria Vale, arquiteta, mulher de Franscisco Vale e mãe de Paulo Vale 
35- Maria Teresa Marques, 69 anos, advogada 
36- Mateus Antunes, 3 anos, filho de Patrícia e Octávio Antunes
37- Nelson Marinho, 40 anos, mecânico de engrenagens
38- Octávio Antunes, professor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
39- Patrícia Antunes, mulher de Octávio Antunes e funcionária da Anvisa
40- Paulo Vale, empresário, marido de Luciana Sebá e filho de Maria e Francisco Vale
41- Pedro Luiz de Orleans e Bragança, herdeiro da família real brasileira
42- Roberto Chem, cirurgião plástico, diretor do Banco de Peles da Santa Casa de Porto Alegre, marido de Vera Chem
43- Silvio Barbato, maestro, ex-diretor artístico da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro
44- Simone Elias, funcionária da Vara da Infância, Juventude e Idoso na Praça Onze, no Rio de Janeiro
45- Soluwellington Vieira de Sá, 40 anos, comandante de embarcação
46- Sonia Ferreira
47- Sônia Maria Cordeiro Porcaro, 67 anos, mulher de Ferdinand Porcaro
48- Tadeu Moraes, 65 anos, fiscal de renda aposentado
49- Valnizia Betzler, 44 anos, casada com um alemão, morava em Munique
50- Vanderleia Carraro
51- Vera Chem, psicóloga, mulher de Roberto Chem
52- Veronica Ivanovitch, 57 anos, consultora
53- Walter Carrilho Junior

Tripulação

Em comunicado, a Air France deu informações sobre seus funcionários que estavam no voo, mas sem mencionar nomes.

Comandante de bordo - francês, 58 anos e ingressou na companhia em 1988. Foi habilitado para pilotar o Airbus A330 e o A340 em fevereiro de 2007. Possui 11 mil horas de voo, das quais 1700 em Airbus 330/340.

Dois copilotos - são franceses. Um deles tem 37 anos e entrou na companhia em 1999. Adquiriu sua habilitação para voar em Airbus A330 e A340 em abril de 2002 e conta com 6600 horas de voo, sendo 2600 horas no A330.

O segundo copiloto, de 32 anos, entrou na empresa em 2004 e foi qualificado a voar no modelo em junho de 2008. Tem 3 mil horas de voo, das quais 800 no Air Bus A330 e A340.

Chefe dos comissários de bordo - francês, 49 anos e está na companhia desde 1985.

Subchefes dos comissários - franceses. Um tem 54 e entrou na companhia em 1981 e outro tem 46 anos e está desde 1989.

Comissários de bordo - seis são franceses e há o brasileiro Lucas Gagriano Juca, de 24 anos. As idades dos demais variam entre 24 e 44 anos. 

31/05/2010 06:00 AM

Parentes viajam para homenagear vítimas do voo 447

"Eu não vou a Paris para participar de nenhuma cerimônia. Vou para protestar", disse um dos parentes da vítimas

Parentes de passageiros brasileiros do voo 447 da Air France, que caiu há um ano no Oceano Atlântico, embarcaram neste domingo no Aeroporto do Galeão, no Rio, para participar de uma cerimônia de homenagem às vítimas do acidente em Paris. As despesas da viagem serão pagas pela companhia aérea, que organizou as homenagens na França. 

Antes de embarcar, no entanto, o presidente da Associação de Familiares das Vítimas do Voo 447 (AFVV447), Nelson Marinho, que perdeu o filho na tragédia, criticou os detalhes da oferta feita pela empresa, que considerou "de mau gosto". As famílias foram acomodadas em dois voos: o 443, às 16h20, e o 445, às 19h05 - mesmo horário de partida do voo que se acidentou. 

"A Air France nos ofereceu lugares no voo noturno, mas a maioria pediu que fosse trocado. Mesmo assim, algumas pessoas vão nesse voo. É algo de muito mau gosto", afirmou. A companhia aérea não se manifestou sobre o assunto e informou que, segundo a legislação francesa, não pode fazer declarações envolvendo o acidente enquanto a investigação estiver em curso. 

De acordo com a associação, 138 parentes de vítimas brasileiras embarcariam nos dois voos do Rio para participar, ao lado de parentes das vítimas de outras nacionalidades, das cerimônias. O primeiro evento será um ato ecumênico, com a leitura de textos sagrados de diversas religiões, seguido da inauguração de um monumento para lembrar as 228 vítimas do acidente. 

Marinho também demonstrou insatisfação com o local escolhido para o monumento, que, segundo ele, é um cemitério. "Está todo mundo indignado com isso. A Air France faz suas programações com imposição, sem consultar as famílias que perderam seus entes queridos. Eu não vou a Paris para participar de nenhuma cerimônia. Vou para protestar", disse. 

31/05/2010 06:00 AM

Veja a cronologia da queda do Airbus da Air France

Acompanhe abaixo a sequência de fatos que envolvem o acidente e as buscas realizadas pela Marinha e Força Aérea brasileiras

31/05

19h03 - O voo 447 da Air France decola do Rio de Janeiro com destino a Paris. A aeronave, um Airbus A330-200, levava 12 tripulantes e 216 passageiros e deveria pousar no aeroporto Charles De Gaulle por volta de 11h10 (horário local).

22h33 - O piloto faz o último contato com o Cindacta 3, em Recife. O avião está a 565 km de Natal, no Rio Grande do Norte (posição INTOL) e está prestes a sair do campo de alcance de radar. O piloto informa que entraria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal, a 1.228 km de Natal (posição TASIL),  por volta de 23h20.

22h48 - A aeronave sai da cobertura do Cindacta 3, na altura de Fernando de Noronha. As informações indicam que a aeronave voa normalmente a 35.000 pés (11 km) de altitude e a uma velocidade de 453 KT (840 km/h).

23h - A aeronave atravessa uma zona de tempestade com fortes turbulências.

23h10 - O computador de bordo do avião envia a primeira mensagem automática indicando que o piloto automático foi desconectado. Outra mensagem informa que o sistema de comando por computador das superfícies móveis do A330 passou para o regime "alternative law". Isso significa que um regime de potência elétrica foi acionado automaticamente pelo avião por haver múltiplas falhas nos provedores de eletricidade. Um alarme é ligado.

23h12 - Chegam mensagens automáticas de falhas em dois equipamentos fundamentais: "Adiru" e "Isis". Eles auxiliam com dados sobre velocidade, altitude e direção.

23h13 - Alertas indicam falhas elétricas nos sistemas PRIM1 e SEC1, que auxiliam o computador principal e o comando os spoilers, partes móveis das asas que mantém a estabilidade da aeronave e auxiliam na subida e descida. Há equipamentos que podem suprir essa falha no Airbus, mas aparentemente eles não funcionaram.

23h14 - A equipe recebe a última mensagem indicando perda de pressurização na cabine, ou seja, entrada de ar do exterior no avião.

23h20 - O avião não efetua o contato rádio previsto com o Cindacta 3. A informação é repassada ao controle de Dakar, que inicia a busca por rádio da aeronave.

2h30  - O Salvaero de Recife aciona a Força Aérea Brasileira. Uma aeronave C-130 Hércules, um  P-95 Bandeirante de patrulha marítima e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento dão início às buscas do Airbus.

8h30 - A Air France informa ao Cindacta 3, que a aproximadamente 100 km da posição TASIL, o voo AF 447 enviou uma mensagem para a companhia alertando para  problemas técnicos na aeronave (perda de pressurização e falha no sistema elétrico).

Neste dia, a Air France repassa ao Bureau de Investigação e Análises para a Segurança de Aviação Civil, organismo responsavél na França pelas investigações técnicas sobre acidentes e incidentes da aviação civil, e para a Airbus os dados  que tem em seu poder após o desaparecimento do voo AF 447.

À tarde, as buscas se intensificam. A Aeronáutica desloca mais aeronaves para Natal e Fernando de Noronha: três Hercules (C-130), um helicóptero Blackhawk (H-60), um Bandeirante SR (SC-95), uma aeronave Amazonas (SC-105) de busca e resgate, outro Super Puma (H-34). A Marinha envia o navio patrulha Grajaú, a Fragata "Constituição" e a Corveta "Caboclo".

02/06

A Aeronáutica informa que uma aeronave da TAM comunicou ter vistos "pontos luminosos" sobre o mar na rota inversa do voo AF 447, ainda no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

No entanto, o  navio mercante Douce France realiza  busca na área informada pelo avião da TAM, sem identificar qualquer vestígio do voo 447.

Por volta de 9h20, a Aeronáutica informa que a aeronave R-99 6751, que utiliza radares, identificou, por volta de 1h, materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano. As posições dos objetos foram marcadas por coordenadas geográficas.

A busca é replanejada e concentrada a aproximadamente 650 km a nordeste de Fernando de Noronha-PE.

A aeronáutica comunica que a tripulação do Hércules C-130 avistou, por volta de 6h49, materiais em dois pontos distantes cerca de 60 quilômetros. Dentre eles, uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos, uma bóia laranja, um tambor, além de vestígios de óleo e querosene.

Às 12h20, a cerca de 700 km a nordeste de Fernando de Noronha, são localizados mais destroços (peças brancas e fiação) e manchas de óleo dispersas em linha por cerca de 5 km.

Dois investigadores do Bureau de Investigação e Análises para a Segurança de Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) chegam ao Brasil para participar das buscas em coordenação com o Centro Nacional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirma que os destroços visualizados pelas equipes da Aeronáutica são da aeronave da Air France. "Não há a menor dúvida que os destroços são do avião da Air France", afirma.

03/06

Uma aeronave R-99  identifica, às 3h40 (horário de Brasília), mais quatro pontos de destroços, a 90 km ao sul da região inicialmente coberta pelas aeronaves da FAB. Há vários objetos espalhados numa área circular de 5 km de raio; um objeto de 7m de diâmetro; dez objetos, sendo alguns metálicos; e outra mancha de óleo com extensão de 20 km.

A revista "Time" divulga reportagem revelando que um avião A330 da companhia australiana Qantas fez um mergulho que durou 20 segundos. O incidente ocorreu em outubro do ano passado. Após a terceira hora de voo, o piloto automático da aeronave sofreu uma pane e fez com que o avião mergulhasse abruptamente. O piloto conseguiu retomar o controle da aeronave e fez um pouso de emergência. Mais de 100 pessoas ficaram feridas. Naquele dia, o tempo estava bom.

A Air France informa ter recebido uma ameaça de bomba no último dia 27 de um voo que seguia de Buenos Aires para Paris. Após checagem, descobriu-se que era uma ameaça falsa e o avião pode seguir seu destino.

Os aviões militares completam uma área de cobertura equivalente a
176.984,37 km², o que corresponde a cerca de duas vezes o estado de Pernambuco. Os militares continuam a informar terem avistado destroços.

Só neste dia chegam às áreas dois navios da Marinha: o Grajaú e o Caboclo.

Nelson Jobim afirma que a existência de manchas de óleo no oceano deixadas pelo avião da Air France pode descartar a possibilidade de explosão da aeronave.


04/06

O BEA afirma que o avião estava em perfeitas condições técnicas antes de decolar.

A Aeronáutica volta a comunicar ter visualizado mais destroços. A tripulação do R-99 identificou novos pontos de destroços à sudoeste dos penedos de São Pedro e São Paulo.

O Comando da Aeronáutica informa que a Fragata Constituição resgatou por volta das 13h um suporte utilizado para acomodação de cargas em aviões (Pallet), de aproximadamente 2,5 m2, e duas bóias.

No fim do dia, no entanto, a Aeronáutica informa que o suporte não pertencia ao voo AF 447 e que a mancha no mar não era querosene de aviação e sim óleo de navio.

05/06

O jornal "Le Monde" publica reportagem informando que o avião da Air France viajava a uma velocidade incorreta antes do acidente.

O jornal espanhol "El Mundo" também traz reportagem sobre o acidente informando que um piloto da companhia espanhola Air Comet, que fazia o trajeto Lima Madri, informou em relatório ter visto um "clarão forte e intenso de luz branca, em trajetória descendente e vertical" na mesma noite e rota em que o Airbus A330 desaparaeceu. Segundo o jornal, o co-piloto e uma passageira também teriam visto o clarão.

A Airbus envia às companhias que utilizam todos os tipos de aviões
Airbus, e não apenas o A330, um documento para lembrar das
recomendações que elas devem seguir quando ocorrer um caso de incoerência no registro de velocidades de voo  como o que teria ocorrido com a aeronave do voo 447. Segundo o BEA, que autorizou a recomendação, é apenas uma precaução.

No comunicado, a Airbus confirma que o A330 enfrentava turbulências extremas, que enviou várias mensagens de falhas ao centro de manutenção da Air France e que havia uma incoerência das velocidades medidas pelos instrumentos da aeronave.

O ministro francês da Defesa, Hervé Morink, informa que a hipótese de um ataque terrorista não está descartada.

A companhia espanhola Iberia divulga que um de seus aviões que seguia a apenas 10 minutos de distância do voo 477 desviou seu trajeto para evitar a tempestade que pode ter causado a turbulência e a queda do Airbus da Air France.  Avisado das circunstâncias meteorológicas que encontraria durante o vôo, o piloto solicitou mais combustível para fazer o desvio. Após o desvio, o piloto informou não registrar mais em seu radar o avião da Air France.

O tribunal de Paris abre uma investigação por "homicídio involuntário"
em relação ao desaparecimento do avião da Air France.

Uma missa em homenagem aos passageiros do voo reúne 150 pessoas no centro do Rio de Janeiro no início da noite, na igreja de Nossa Senhora do Carmo.

06/06

Representantes do Centro de Investigações e Análises de Acidentes Aéreos da França (BEA, na sigla em francês) afirmam que o Airbus emitiu 24 mensagens automáticas de erros nos sistemas em quatro minutos, antes de desaparecer dos radares.

Destas, 14 foram transmitidas logo no primeiro minuto, entre 23h10m e 23h11m, no horário de Brasília. Os sinais teriam acusado a inoperância do piloto automático, que poderia ter sido desligado pelos pilotos ou automaticamente, por perda de velocidade.

No Brasil, a Aeronáutica e a Marinha anunciam ter resgatados os primeiros dois corpos de pessoas que estavam a bordo da aeronave, além de peças e destroços. Os corpos foram identificados como sendo do sexo masculino.

07/06

Pela manhã, a Aeronáutica e a Marinha anunciam o resgate de mais três corpos. À tarde são divulgadas imagens de destroços encontrados pelas equipes de busca, entre elas uma parte do avião em que se lê o nome da companhia Air France.

Em coletiva de imprensa realizada à noite, a Aeronáutica e a Marinha anunciam ter encontrado mais 12 corpos, elevando para 17 o total de corpos resgatados.

08/06

O diretor-operacional da Airbus, John Leahy, afirma que o A330 é uma aeronave "muito confiável" e se recusa a comentar possível motivos do acidente com o voo 447, preferindo esperar a continuação das investigações.

Na França, o sindicato de pilotos da Air France disse ter pedido a seus associados que não voem enquanto a companhia não trocar os sensores de velocidade dos Aibus A330 e A340, dispositivos considerados uma das possíveis causas do acidente.

Em coletiva de imprensa, a Marinha e a Aeronáutica retificam informação dada no dia anterior, sobre terem resgatado 17 corpos. Segundo as equipes de busca, a Fragata Ventose, da Marinha Francesa, recolheu sete e não oito corpos, totalizando 16. Além disso, foram divulgadas imagens da cauda do avião, também encontrada.

No início da noite, as equipes de busca informaram ter encontrado mais oito corpos, elevando para 24 o total de resgatados.

Ainda nesta segunda-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, falou sobre o desencontro de informações a respeito dos destroços encontrados na terça-feira (02/06). Ele negou ter se precipitado ao dizer que os destroços eram do avião e afirmou que optou "pela angústia das famílias" ao fazer o anúncio.

09/06

Pela manhã, os corpos de 16 pessoas que estavam a bordo do avião da Air France chegam a Fernando de Noronha, para depois serem levados a Recife para identificação.

A Marinha e a Aeronáutica anunciam o resgate de mais quatro corpos, elevando o total para 28. À noite, as equipes de busca informam que mais 13 corpos foram retirados do mar, de modo que o total passa para 41.

A Air France apresenta um calendário de substituição "em alguns dias" das sondas de controle de velocidade dos Airbus A330 e A340, de acordo com o principal sindicato de pilotos da companhia. Uma fonte sindical informou, ainda, que todas as aeronaves destes dois modelos voarão com pelo menos duas novas sondas.

Uma determinação judicial, com base no inquérito instaurado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, determina que as companhias aéreas TAM e Air France têm seis meses, contados a partir da terça-feira (09/06) para substituir os sensores de velocidade de ...

31/05/2010 06:00 AM

Um ano depois, queda do AF 447 segue sem respostas

Mesmo com um ano de investigações, muitas perguntas sobre acidente que matou 228 pessoas em maio de 2009 seguem sem respostas

Um ano após o acidente, mais perguntas do que certezas restaram do desastre do voo AF 447 Rio-Paris, da Air France. que desapareceu no Oceano Atlântico e matou 228 passageiros e tripulantes. O Escritório de Investigações e Análises (BEA, na sigla em inglês), que investiga o acidente, ainda não sabe os motivos da queda do Airbus.

Sem as caixas-pretas, o escritório francês diz que não pode esclarecer o que causou o acidente, mas sabe que não houve "despressurização durante o voo" e que a aeronave provavelmente estava inteira antes de cair no mar. Além disso, a aeronave tocou o oceano em posição horizontal e com o bico ligeiramente apontado para cima, em uma indicação de que poderia estar tentando aterrissar no mar.

O BEA também pôs em dúvida a confiabilidade dos sensores de velocidade, chamadas de sondas pitot, mas alega que isso não significa que tenham sido os responsáveis pelo acidente. Em seu relatório, o órgão francês recomenda que sejam determinados novos padrões para testes destes sensores, pois eles podem sofrer alterações em altitudes elevadas, caso haja acúmulo de gelo.

A Airbus, construtora do A330 que caiu, identificou 32 acidentes, entre 12 de novembro de 2003 e junho de 2009, nos quais dois ou mais dos sensores de velocidade haviam acumulado gelo. Quando os pitots são bloqueados pelo gelo, eles enviam falsas medições de velocidade para os computadores do próprio avião, como no caso do voo 447, já que aeronave enviou várias mensagens automáticas de erro antes de cair.

Investigações paralelas, como a do ex-comandante de A330, Henri Marnet-Cornus, e de Gérard Arnoux, também comandante de Airbus e presidente do sindicato União Francesa de Pilotos de Linha, são mais incisivas que o BEA. Para eles, como para dezenas de pilotos comerciais da Air France, não há dúvidas: o congelamento dos pitots está na origem de uma sequência de falhas eletrônicas que forçaram o capitão da aeronave, Marc Dubois, ou o copiloto, Pierre-Cédric Bonin, a tomar decisões de urgência, potencialmente erradas.

Para o escritório francês, sem as caixas-pretas ou novos dados sobre o acidente não será possivel determinar com precisão a causa da queda, "A falta de dados dos registros do voo, de elementos essenciais do avião e de testemunhas, as circunstâncias exatas do acidente e suas causas seguem sem ser determinadas", diz o último relatório.

Denúncias

Os pilotos da Air France-KLM acusaram os investigadores de acidentes da companhia de tentar encobrir a causa da queda do Airbus que fazia o voo 447. "Eles estão tentando culpar os pilotos. Eles não querem a verdade", afirmou Gerard Arnoux.

Segundo Arnoux, as famílias das vítimas e os sindicatos dos pilotos estão preocupados com o que consideram uma tentativa do BEA e da Air France de causar confusão sobre o que causou o acidente. O porta-voz do sindicato, comandante de Airbus, disse que o BEA está tentando esconder seu fracasso anterior em agir sobre as conhecidas falhas dos pitot nos aviões da Airbus.

As famílias acusaram a Air France e o BEA de desonestidade. Christophe Guillot-Noël, que preside uma associação de familiares das vítimas, disse que o presidente da companhia aérea, Pierre-Henri Gourgeon, estava reservadamente culpando os pilotos. O relatório da BEA foi influenciado por políticos, disse Guillot-Noël.

No fim do ano passado, o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian, criticou os pilotos dizendo que há décadas as tripulações vinham aprendendo a lidar com falhas nas leituras de velocidade dos aviões. No caso do avião da Air France, "algumas destas flutuações nos dados de velocidade talvez não tenham sido suficientemente levadas em conta no treinamento dos pilotos", afirmou.

"A Face Oculta da Air France"

Um livro lançado neste mês na França, escrito por um jornalista do "Le Figaro", aponta falhas na política de segurança da Air France e sugere que o acidente com o voo AF 447, poderia ter sido evitado se a empresa tivesse equipado seus aviões com um sistema de pilotagem de emergência, como havia feito sua concorrente Lufthansa em 2008.

No livro "La Face Cachée d'Air France" (literalmente "A Face Oculta da Air France", mas ainda sem previsão de título em português), o jornalista Fabrice Amedeo, especialista do setor de transportes do "Le Figaro", afirma que a direção da empresa deve realizar "uma verdadeira revolução cultural para evitar um novo acidente que representaria o seu fim".

"A Air France enfrenta um paradoxo. Ela possui uma frota de aviões ultramoderna, pilotos e um sistema de manutenção que estão entre os melhores do mundo, mas estatísticas de segurança de uma companhia de segunda categoria", diz o autor do livro.

Em um comunicado, a Air France afirma que "respeita todas as regulamentações nacionais e internacionais em vigor" e acrescenta que a segurança da companhia "corresponde aos padrões mais exigentes da indústria aeronáutica mundial". 

* com informações da EFE, Agência Estado e BBC Brasil

31/05/2010 06:00 AM

Veja fotos e vídeos sobre acidente da Air France

Um ano depois, muitas dúvidas ainda pairam sobre a queda do Airbus da Air France

 

 

 

 

 




















Veja outros vídeos e imagens da tragédia que completa um ano

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31/05/2010 06:00 AM

Cratera bloqueia Oscar Freire, em SP

Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ainda não sabe o motivo pelo qual o asfalto cedeu

Uma cratera de dois metros de profundidade por seis metros de diâmetro se formou, na noite de hoje, na Rua Oscar Freire junto à pista sentido bairro da Avenida Rebouças, região sudoeste de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), não se sabe ainda o motivo pelo qual o asfalto cedeu. A princípio, não houve estouro de adutora no local. Um engenheiro da Subprefeitura de Pinheiros irá avaliar a causa do solapamento entre a madrugada de hoje e a manhã desta segunda-feira .

Desvios - O motorista que está na Oscar Freire e quer descer a Avenida Rebouças em direção ao bairro é obrigado a entrar à direita na Rua Artur de Azevedo, atravessar a Rua Capote Valente e entrar à esquerda na Rua Alves Guimarães.

Já quem está na Oscar Freire e quer subir a Avenida Rebouças deve, antes de chegar à esquina com a Artur de Azevedo, entrar à direita na Rua Cardeal Arcoverde, descê-la, atravessar a Rua Henrique Schaumann e entrar à esquerda na Rua Cônego Eugênio, que cruza a Avenida Rebouças.

31/05/2010 01:10 AM

Cratera bloqueia Oscar Freire, em SP

Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ainda não sabe o motivo pelo qual o asfalto cedeu

Uma cratera de dois metros de profundidade por seis metros de diâmetro se formou, na noite de hoje, na Rua Oscar Freire junto à pista sentido bairro da Avenida Rebouças, região sudoeste de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), não se sabe ainda o motivo pelo qual o asfalto cedeu. A princípio, não houve estouro de adutora no local. Um engenheiro da Subprefeitura de Pinheiros irá avaliar a causa do solapamento entre a madrugada de hoje e a manhã desta segunda-feira .

Desvios - O motorista que está na Oscar Freire e quer descer a Avenida Rebouças em direção ao bairro é obrigado a entrar à direita na Rua Artur de Azevedo, atravessar a Rua Capote Valente e entrar à esquerda na Rua Alves Guimarães.

Já quem está na Oscar Freire e quer subir a Avenida Rebouças deve, antes de chegar à esquina com a Artur de Azevedo, entrar à direita na Rua Cardeal Arcoverde, descê-la, atravessar a Rua Henrique Schaumann e entrar à esquerda na Rua Cônego Eugênio, que cruza a Avenida Rebouças.

Uma cratera de dois metros de profundidade por seis metros de diâmetro se formou, na noite de hoje, na Rua Oscar Freire junto à pista sentido bairro da Avenida Rebouças, região sudoeste de São Paulo.

Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), não se sabe ainda o motivo pelo qual o asfalto cedeu. A princípio, não houve estouro de adutora no local. Um engenheiro da Subprefeitura de Pinheiros irá avaliar a causa do solapamento entre a madrugada de hoje e a manhã desta segunda-feira .

Desvios - O motorista que está na Oscar Freire e quer descer a Avenida Rebouças em direção ao bairro é obrigado a entrar à direita na Rua Artur de Azevedo, atravessar a Rua Capote Valente e entrar à esquerda na Rua Alves Guimarães.

Já quem está na Oscar Freire e quer subir a Avenida Rebouças deve, antes de chegar à esquina com a Artur de Azevedo, entrar à direita na Rua Cardeal Arcoverde, descê-la, atravessar a Rua Henrique Schaumann e entrar à esquerda na Rua Cônego Eugênio, que cruza a Avenida Rebouças.

30/05/2010 10:52 PM

Choque entre carros e manada de búfalos deixa 1 morto

Três carros que passavam por rodovia se chocaram contra sete animais que haviam fugido de uma fazenda

Uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na madrugada deste domingo, após um acidente entre três carros e uma manada de búfalos no quilômetro 415 da BR-386, no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, 12 búfalos escaparam de uma fazenda que fica às margens da estrada e invadiram a pista. Três carros que passavam pelo local se chocaram contra sete animais.

O veículo mais danificado foi um Gol, com placa de Montenegro, que bateu em quatro búfalos. O passageiro Alexandro Ferreira Pacheco, de 33 anos, morreu na hora. Já o motorista, Antônio Pedro Ferreira Cavalheiro, de 47, sofreu ferimentos graves e foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro do município. As outras vítimas tiveram lesões leves. Os sete búfalos morreram.

30/05/2010 08:47 PM

Empresário acusado de mandar matar filho é indiciado

Superintendente da Federação das Indústrias do MT briga com o filho na Justiça por um prêmio de mais de R$ 28 milhões da Mega-Sena

O empresário e ex-superintendente da Federação das Indústrias de Mato Grosso, Francisco Serafim de Barros, e seu filho caçula, Fabiano Leão de Barros, foram indiciados neste domingo por formação de quadrilha, crime previsto no artigo 288 parágrafo único do Código Penal.

Foram indiciados pelo mesmo delito Florenço Rodrigues de Oliveira Neto, José Gonçalves de Moraes, Ademar Oliveira da Silva e Maxuel Silva dos Santos. Com exceção de Fabiano, que também responde por posse de armas, os outros indiciados foram dispensados neste domingo e responderão o crime em liberdade. 

Os últimos quatro homens chegaram a ser contratados pelo empresário para matar Fábio Leão de Barros, também filho do ex-superintendente. O motivo seria a disputa de bens imóveis comprados com o dinheiro de um prêmio de R$ 29 milhões da Mega Sena, cujo ganhador foi Fábio, que acabou envolvendo o pai nos negócios. 

Os apontados como "pistoleiros", a exemplo dos mandantes, conforme está no inquérito, negaram a intenção de concluir a pistolagem. Segundo o delegado Ivan Barreira, encarregado do caso, "de acordo com as provas colhidas, ficou caracterizado como crime apenas a formação de quadrilha".

30/05/2010 08:18 PM

Jovem é morta a facadas em Bragança Paulista

A suspeita é de que o namorado da vítima seja o autor do crime

Uma balconista de 23 anos morreu na madrugada deste domingo após ser esfaqueada na rua Carlos Chagas, no bairro Vila Esperança, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. 

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, Ana Carla Camargo de Oliveira foi encontrada pelos vizinhos com marcas de golpes de faca no peito. A polícia está investigando o caso. A suspeita é de que o namorado da vítima seja o autor do crime. 

Ana Carla foi encaminhada ao Hospital Universitário São Francisco, mas não resistiu aos ferimentos. O avô de Ana Carla contou à polícia que o namorado da vítima passou procurando por ela e, posteriormente, os vizinhos o informaram que ela estava caída com ferimentos no abdome provocados por faca.

30/05/2010 05:53 PM
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