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iG Último Segundo: notícias de economia, política, educação, tecnologia, cultura e diversão em tempo real, blogs e opinião relevante.


PM inaugura mais uma UPP no morro da Formiga no Rio

Daniel Gonçalves, especial para o iG

Comunidade da Tijuca ganhará Unidade comandada por uma mulher

A Polícia Militar vai inaugurar nesta quinta-feira, às 15h, mais uma Unidade de Polícia
Pacificadora (UPP) no morro da Formiga, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, o comando ficará a cargo do Capitão PM Alessandra Veruska Carvalhaes. A militar atuava no 34º BPM (Magé) e tem 10 anos de serviço.

A UPP do morro da Formiga vai contar, inicialmente, com cerda de 50 PM?s. A Unidade será a terceira comandada por uma mulher. Na UPP da Ladeira dos Tabajaras quem atua é o Capitão PM Rosana e na UPP do morro Santa Marta o Capitão PM Priscilla. Esta será a nona Unidade de Polícia Pacificadora criada no Rio de Janeiro.
 

30/06/2010 12:53 PM

Transformadores de bueiro que explodiu foram trocados neste mês, diz Light

iG Rio de Janeiro

Acidente em Copacabana deixou turista americana com 80% do corpo queimado

Foto: Futura Press

Os dois transformadores localizados no bueiro que explodiu na terça-feira em Copacabana haviam sido trocados no início deste mês, segundo informou hoje a concessionária Light. De acordo com a empresa responsável pelo fornecimento de energia elétrica no Rio, a troca foi realizada no dia 8 de junho e os equipamentos estavam funcionando normalmente.

A Light informou ainda que a região onde ocorreu a explosão não sofreu com falta de luz nos últimos meses . Além dos transformadores, o ventilador localizado na galeria subterrânea também foram trocados em abril.

O acidente com o bueiro deixou um casal de turistas norte-americanos feridos no final da manhã de terça-feira. Sarah Nicole Lowry, de 28 anos, teve 80% do corpo queimado. Já David James Melaugheim, de 31, sofreu queimaduras em 30% do corpo. As vítimas foram encaminhadas para o Hospital Municipal Miguel Couto e, depois, transferidas para a Clínica São Vicente.

Segundo a unidade, os turistas estão internados no setor de queimados. O estado de Sarah é considerado grave e, o de David, inspira cuidados. Os pacientes devem ficar internados na clínica por, pelo menos um mês, de acordo com os médicos.

Viagem interrompida

Os turistas norte-americanos chegaram ao Rio na última segunda-feira em férias. De acordo com o relato de testemunhas, o acidente ocorreu por volta das 11h, na esquina da rua República do Peru com a avenida Nossa Senhora de Copacabana.

Com a explosão, a tampa do bueiro chegou a ser arremessada e Sarah caiu no chão com o corpo em chamas. Pessoas que passavam pelo local na hora ajudaram a apagar o fogo do corpo dela e chamaram o socorro.

O Consulado Americano foi acionado e já comunicou parentes do casal sobre o acidente. Segundo a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), o laudo que vai explicar as causas da explosão deve ficar pronto em 30 dias.

Em nota, a concessionária Light, responsável pelo fornecimento de energia elétrica, informou que a explosão foi causada por um deslocamento da tampa de uma das câmaras. A Light afirma que continuará trabalhando na galeria subterrânea, onde houve o deslocamento.

"A prioridade da empresa está sendo o apoio as duas pessoas feridas, que estão recebendo toda a assistência necessária. A apuração da responsabilidade do acidente está nas mãos de técnicos da perícia e do Corpo de Bombeiros. No entanto, a Light se antecipou para dar toda a atenção necessária aos feridos", informou a nota.

30/06/2010 12:47 PM

Baleias franca correm risco de extinção no Pacífico norte

AFP

A população de baleias da área está com apenas 28 indivíduos, o que a coloca em risco iminente

Foto: Getty Images

Uma pequena população de baleias franca, entre 28 e 31 cetáceos, foi recenseada no Pacífico norte por cientistas americanos, que destacam grande vulnerabilidade, diretamente vinculada à caça excessiva soviética dos anos 1960.

A equipe chefiada por Paul Wade, do Alaska Fishering Science Center, cujos trabalhos são publicados na revista científica Biology Letters, recenseou a população oriental de baleias franca do Pacífico Norte (Eubalaena japonica) e estimou que só restariam 20 machos e oito fêmeas.

O baixo número de fêmeas é o que torna incerto o futuro desta espécie.

Esta descoberta confirma o julgamento da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) que classificou esta população "em risco de extinção", isto é, que tem menos de 50 indivíduos.

Outra população de baleias francas vive a oeste do Pacífico norte. Também corre o risco e, segundo estimativas, conta com menos de 900 indivíduos. As duas populações não têm contato entre si, destacam os cientistas.

A baleia franca do Pacífico norte foi muito explorada na caça baleeira do século XIX e pelas pescas ilegais da União Soviética nos anos 60.

Estas baleias francas estão ameaçadas hoje em dia pelo tráfego marítimo, particularmente às colisões com embarcações.

30/06/2010 12:33 PM

PMDB e Fogaça condenados pelo TRE-RS por propaganda antecipada

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre

Elogios ao ex-prefeito de Porto Alegre em publicação interna do partido acarretaram em multa de R$ 5 mil, legenda vai recorrer

Foi confirmada nesta terça-feira, 29, a primeira multa por propaganda antecipada nas eleições gaúchas de 2010. Em maio, o TRE-RS condenou o candidato ao governo estadual José Fogaça e seu partido, o PMDB, a pagamento de multa de R$ 5 mil. Os condenados recorreram, mas na terça o recurso foi negado.

O que ocasionou a punição foi a edição de um jornal do diretório municipal de Porto Alegre que, em seu segundo número, elogiou medidas do então prefeito José Fogaça na área da saúde. Milton Cava, do departamento jurídico do partido, reclama: ?O governo do Estado pode divulgar suas obras, mas o PMDB não?, afirma, ressaltando que as propagandas de Yeda também são legais. ?O Fogaça era prefeito, filiado ao PMDB de Porto Alegre, e nada mais normal e evidente que se faça no jornal divulgação das atividades do partido enquanto agente político?, diz.

Segundo Cava, a publicação do jornal, que era um veículo de circulação interna, está suspensa, mas o PMDB ainda vai recorrer ao TSE para reverter a decisão.
 

30/06/2010 12:27 PM

Relator do Código Florestal diz que fará mudanças em texto

iG São Paulo

Deputado diz que deixará relatório mais claro sobre dispensa de reserva legal para as pequenas propriedades

O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto de lei que altera o Código Florestal, disse nesta segunda-feira que fará alterações em seu relatório. Segundo Aldo, ele deverá deixar mais claro que a dispensa de reserva legal para as pequenas propriedades com até quatro módulos rurais valerá apenas para a legalização de áreas já desmatadas e não para a derrubada de mata remanescentes e que as multas ambientais aplicadas até julho de 2008 tenham prazo de prescrição suspenso. No texto, apresentado no início de junho, o deputado propôs uma moratória de cinco anos para as multas por crimes ambientais.

De acordo com o texto, esse prazo era o tempo necessário para que o proprietário rural se enquadrasse às novas normas. ?Vou propor a suspensão do prazo de prescrição para que as pessoas que não regularizarem suas propriedades não se beneficiem com a prescrição?, disse.

Segundo Aldo, a dispensa de reserva legal para a pequena propriedade é exclusivamente para efeito de recomposição. Na sua opinião, o produtor não é obrigado a reflorestar o que não tem, mas é obrigado a manter o que ele tem de reserva. O deputado explicou que para recompor um hectare o custo pode chegar a R$ 15 mil, um dinheiro que o pequeno produtor não tem.

Censo

O relator explicou, ainda, que vai propor ao governo que seja feito um censo para saber qual é a composição atual das reservas legais nas pequenas propriedades para que se possa fiscalizar essas reservas e evitar mais desmatamentos. Em relação às grandes propriedades, o deputado disse que o controle já vem sendo feito por satélites.

Mesmo com a disposição do deputado Aldo Rebelo de votar o texto na próxima semana, há possibilidade da votação não ser realizada. Isso porque deputados da bancada ambientalista e também lideranças do governo entendem que o ideal é deixar a votação dessa matéria para depois das eleições, permitindo assim mais discussões e a busca de entendimento em torno do texto.

(*com informações da Agência Brasil)

30/06/2010 12:26 PM

Serra diz que, se eleito, 'o BC fica como está'

Agência Estado

Tucano afirmou que uma preocupação será 'estatizar o Estado' - que, segundo ele, foi privatizado e entregue a aliados do governo

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, disse ontem, em entrevista a Miriam Leitão, no canal a cabo GloboNews, que "o Banco Central vai ficar como está", caso ele seja o próximo presidente da República. Afirmou, também, que uma preocupação imediata, se eleito, será "estatizar o Estado" - que, segundo ele, foi privatizado e entregue a partidos e aliados do atual governo. Como exemplo, afirmou que os Correios "estão sendo destruídos pelo loteamento partidário".

Na questão do BC, o candidato tucano disse que ele só ficou independente, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "porque o (Henrique) Meirelles tinha um processo que poderia lhe trazer condenações e o Lula, para protegê-lo, deu-lhe status de ministro, para que isso só transitasse pelo STF". E arrematou: "Não foi nenhuma teoria econômica por trás disso."

Questionado sobre como enfrentar a candidata de um governo que vai muito bem na economia, afirmou que "às vezes a economia aponta pra um lado, depois para outro". E lembrou que Bill Clinton não conseguiu fazer seu sucessor, nos Estados Unidos, "mesmo em um momento em que ele era bem avaliado e quando a economia do país estava bombando". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

30/06/2010 12:10 PM

EUA aceitam ajuda internacional para conter vazamento no Golfo

AFP

Doze países irão ajudar os Estados Unidos no que está sendo considerado o pior desastre ambiental da história do país

Foto: AFP

Os Estados Unidos aceitarão a oferta de 12 países para ajudar a limpar e conter o vazamento de petróleo no Golfo do México, disseram funcionários do governo na terça-feira (29).

Os Estados Unidos aceitarão 22 "ofertas de ajuda de 12 países e organismos internacionais, inclusive dois separadores de óleo e água de alta velocidade e bóias de contenção de incêndio do Japão", informou o Departamento de Estado em um comunicado.

"Atualmente, estamos desenvolvendo as modalidades particulares de entrega da assistência oferecida", continuou o comunicado, acrescentando que detalhes estariam "disponíveis assim que estes ajustes estiverem concluídos".

Veja a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México no infográfico do iG




 

30/06/2010 12:08 PM

"Maníaco de Contagem" nega estupro e diz que vítima o agrediu

iG São Paulo

Marcos Antunes Trigueiro diz que vítima "aceitou" fazer sexo com ele. Acusado é julgado por homicídio e estupro em Minas Gerais

Foto: Futura Press

O pintor Marcos Antunes Trigueiro, de 32 anos, conhecido como "maníaco de Contagem", negou nesta quarta-feira durante julgamento em Minas Gerais que tenha estuprado e matado a empresária Ana Carolina Assunção, de 27 anos, em abril de 2009. De acordo com a assessoria do Fórum Lafayette, Trigueiro disse ao juiz Carlos Henrique Perpétuo Braga, presidente do 1º Tribunal do Júri, que propôs à vítima fazer sexo e ela aceitou.

No entanto, Trigueiro disse que depois ela começou a agredí-lo. O reú afirmou também que não teve a intenção de matar Ana Carolina e não sabe o que aconteceu. Além de estupro, ele é acusado de homicício triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel (asfixia), impossibilidade de defesa da vítima e para assegurar a execução, ocultação, impunidade ou vantagem de outro crime.

Segundo o Tribunal de Justiça, o julgamento começou por volta das 9h e acusação e defesa dispensaram todas as testemunhas. O interrogatório do reú começou por volta das 10h20 e durou pouco mais de 1h. O promotor de acusação Paulo Romero já fez a sua argumentação e, à tarde, será a vez do avdogado de defesa Rodrigo Bizzotto.

O crime

Ana Carolina Assunção foi encontrada estrangulada dentro do próprio carro no dia 16 de abril de 2009 no bairro Industrial, em Contagem (MG). O crime chocou os mineiros, pois, além da violenta morte, o filho da empresária, de apenas um ano, foi deixado ao lado do corpo da mãe.

Segundo a polícia, Trigueiro teria simulado um assalto para entrar no veículo. Ele mandou a empresária conduzir o carro para outro local, onde ela foi abusada e morta. Conforme a assessoria do TJ, o reú disse que o bebê foi colocado no banco da frente do carro pela própria vítima para que os dois pudessem fazer sexo no banco de trás.

Outros casos

Trigueiro, que desde de fevereiro está preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, é acusado de outros três estupros seguidos de morte na cidade. No dia 17 de setembro de 2009, Maria Helena Aguilar, de 49 anos, foi encontrada estrangulada dentro de seu carro. Em 11 de novembro último, a contadora Edna Cordeiro de Oliveira Freitas, de 35 anos, foi morta.

Exames realizados com o esperma encontrado nos corpos das vítimas comprovaram que eles pertenciam ao mesmo homem. À época do crime, Layanne Cordeiro de Freitas, de 15 anos, filha de Edna, conversou com o iG e disse que o maníaco sempre buscava mulheres bonitas e bem sucedidas.

Trigueiro já foi denunciado pela morte de Maria Helena, mas o julgamento ainda não foi marcado. Outras duas mortes com características semelhantes e sinais de estrangulamento também são investigadas pela polícia para saber se foram cometidas pelo pintor. São elas: Adina Feitor Porto, 34 anos, comerciante, assassinada em janeiro 2009, em Belo Horizonte, e da estudante de direito Natália Cristina de Almeida Paiva, de 27 anos, morta em outubro de 2009.
 

30/06/2010 11:57 AM

Bolsistas de medicina debatem ética e mercado de trabalho

iG Brasília

Estudantes beneficiados pelo ProUni vão discutir perspectivas profissionais para a área. Lula participa do encontro em Brasília

Um grupo de 230 bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) vai se reunir em Brasília nesta quarta-feira para discutir rumos para a carreira profissional. Eles participarão do seminário Perspectivas Profissionais na Área da Saúde, que termina nesta quinta-feira.

O encontro, que terá a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na solenidade de abertura, reunirá estudantes concluintes de cursos de medicina, que terão a oportunidade de debater com representantes dos ministérios da Educação e da Saúde as possibilidades de atuação profissional.

Entre os temas abordados estão a formação ética do profissional da saúde, as especialidades ligadas à saúde da família e comunidade, e as políticas de formação e atuação do médico no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi criado em 2005 e já beneficiou 704 mil estudantes com bolsas de estudo parciais e integrais. Desse total, 4,4 mil são bolsistas de medicina.

Participam do programa estudantes que tenham cursado o ensino médio em escola pública ou em escola particular na condição de bolsista integral e tenham renda familiar per capita de até três salários mínimos.

O encontro será aberto às 15h, com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Saúde, José Gomes Temporão.

* Com informações do Ministério da Educação

30/06/2010 11:50 AM

Curiosidades sobre supostos espiões russos começam a surgir

The New York Times

Acusados pelos EUA de espionar para Rússia, supostos agentes levavam vida comum nos subúrbios americanos

Foto: © AP

Uma delas explicou seu sotaque russo dizendo que era belga. Ela consultou uma paisagista que achou estranho o fato da sala da casa estar cheia de pilhas de madeira, mas pensou que o marido fosse carpinteiro e que faria algum móvel com o material.

Outro colocou um Papai Noel inflável sobre uma motocicleta no jardim da frente perto do Natal, um toque kitsch em um bairro de ruas íngremes majestosas, e mantinha dois schnauzers no quintal. O homem disse a um vizinho que os cães eram uma lembrança de seus anos na América do Sul, quando uma invasão domiciliar havia deixado sua mulher traumatizada.

Outra parecia pertencer à tribo do laptop-com-café, matando o tempo em um café de Manhattan, Nova York, - só que ao invés de escrever mais um capítulo do Grande Romance Americano, ela transmitia mensagens para uma van suspeita que transitava pela rua em frente. Mais tarde, quando comprou um celular, ela disse a um funcionário da loja da operadora Verizon que seu endereço era "Rua Falsa, 99".

Eles pareciam tão normais, comprando casas nos subúrbios, levando seus filhos ao ponto de ônibus na parte da manhã, trazendo flores para casa à noite, dizendo aos vizinhos que trabalhavam em indústrias da moda como a de serviços financeiros. Mas o Departamento de Justiça dos EUA diz que eles eram espiões russos disfarçados e que sua missão era entrar nos "círculos de decisão política" dos Estados Unidos.

Dois dias após a prisão dos supostos espiões, ainda não está claro quais segredos eles conseguiram descobrir. As acusações não incluem espionagem. Os 10 suspeitos foram acusados de não se registarem como agentes estrangeiros.

Thriller policial

A história tem todos os elementos de um thriller policial ou, considerando alguns dos detalhes descritos nos documentos judiciais, uma comédia sobre pessoas que tinham passaportes falsos e usavam linguagem em código.

Os suspeitos aprenderam gírias americanas para se comunicar - o suficiente, pelo menos, para começar com a frase "Tudo legal". Eles também aprenderam a recitar frases que apenas outro espião conseguiria reconhecer e responder, apesar de algumas terem sido infiltradas por um agente do FBI que fingia ser um funcionário do consulado russo em Nova York.

O agente secreto do FBI disse a uma das suspeitos, a russa Anna Chapman, que procurasse por alguém que falasse a frase "Desculpe, mas não nos encontramos na Califórnia no ano passado?", em um encontro a respeito de passaportes. "E você vai responder: 'Não, eu acho que foi em Hamptons'", instruiu o agente do FBI.

O governo americano afirmou que todos os suspeitos trabalhavam para a SVR, agência sucessora da KGB soviética. E apesar de tudo o que sabiam sobre a tecnologia de espionagem - e o Departamento de Justiça diz que sabiam muito - eles foram bem instruídos a evitar chamar atenção.

Eles usaram nomes comuns: Sra. Chapman, de Manhattan, Sr. e Sra. Foley, de Cambridge, Massachusetts, casal Murphy, de Montclair, Nova Jersey, onde jovens vizinhos perceberam que eles iriam colocá-los sob os holofotes. No Facebook, Joelle Capone, 12, escreveu: "Meus vizinhos foram detidos por espionarem para a Rússia!! Eu vou ficar famosa na TV!!!!"

Casal de latinos entre os suspeitos

E, na cidade de Yonkers, no Estado de Nova York, havia Vicky Pelaez e Juan Lázaro. Ela era colunista do El Diário-La Prensa, o jornal de língua espanhola de Nova York, e tinha recebido elogios em seu país natal, o Peru, como repórter de televisão. Um colega do El Diário-La Prensa, onde funcionários disseram que não estão autorizados a falar sobre o caso, disse que a Sra. Pelaez havia escrito comentários críticos sobre a política externa americana.

O Sr. Lázaro ministrava um curso de política da América Latina e Caribe na Faculdade Baruch e seus alunos disseram que ele era um professor como nenhum outro. O motivo? Sua denúncia apaixonada da política externa americana. Ele sustentava que as guerras no Iraque e Afeganistão foram uma manobra para fazer dinheiro para a América corporativa. Ele elogiava o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, e desacreditava o presidente Álvaro Uribe, da Colômbia, como peão usado por grupos paramilitares que têm amplo controle sobre o tráfico de drogas.

"Ele nos desafiava intelectualmente", disse um estudante que se formou em maio. "Ele criticava muito o que acontece nos Estados Unidos e é isso que eu acho que deixava algumas pessoas indignadas".

Alguém estava tão chateado que ele ou ela se queixou sobre o Sr. Lázaro, disseram os estudantes, acrescentando que ele foi demitido no final do semestre. Alguns alunos assinaram uma petição buscando a sua reintegração, mas não adiantou.

Thomas Halper, presidente do departamento de ciência política na Baruch, disse que o Sr. Lázaro tinha sido contratado como professor auxiliar "na última hora" para o ano letivo de 2008-09. Ele lecionou por um semestre, porque as suas aulas não estavam à altura da instituição, Dr. Halper disse. Ele acrescentou que não se lembrava de qualquer burburinho sobre a visão anti-americana do Sr. Lázaro ou de uma petição dos alunos para mantê-lo na faculdade.

"Nós pedimos que uma terceira pessoa observasse a sua aula e ela não achou que ele não fazia um trabalho muito bom", Dr. Halper disse, observando que todos os novos adjuntos são monitorados.

O El Diário citou o filho de 17 anos de idade do casal dizendo que os agentes federais que prenderam seus pais o tinham interrogado sobre suas filiações políticas e suas finanças - e sobre a possibilidade de haver esconderijos na casa.

"Eles sabiam meu apelido", ele disse ao El Diário. "Eles sabiam absolutamente tudo". Eles sabiam que ele é um aspirante a pianista que estava pensando em se inscrever em uma escola de música, disse, acrescentando: "Eles me perguntaram se eu tinha olhado conservatórios na Rússia, se eu falava russo ou alemão".

Um vizinho disse que eles nunca varriam as folhas do quintal, algo considerado ruim entre os suburbanos que se orgulham do paisagismo limpo. Mas eles tentavam agir direito quando havia problemas: um vizinho disse que quando um galho de uma das suas árvores caiu no seu quintal, a Sra. Pelaez passou para pedir desculpas e chegou a contratar alguém para remover o galho.

O Casal Murphy

O casal Murphy, de Montclair, também se encaixava direitinho no cotidiano suburbano americano. Quando eles se mudaram há mais de um ano, disseram às pessoas que tinham vivido em Hoboken, Nova Jersey. A mudança para Montclair, eles garantiram a seus chefes em Moscou, era "apenas uma progressão natural de nossa longa permanência aqui. Era uma maneira conveniente de resolver o problema habitacional, além de 'fazer como os romanos' em uma sociedade que valoriza a posse de imóveis".

Não que eles sejam os donos da casa: "Nós não esquecemos que a casa foi comprada em nomes fictícios", a denúncia judicial cita como uma conversa entre o casal e Moscou. O imóvel custou US$ 481 mil. O casal Murphy contratou Maria Chalek para projetar o paisagismo de seu quintal, mas depois de pagar pelos projetos preliminares eles contrataram outra pessoa, disse Chalek. A Sra. Murphy explicou a Chalek que sua família tinha incorrido em algumas despesas inesperadas enquanto reformava a casa.

Chalek disse que ela havia dito a Sra. Murphy, "Recebo muitas reclamações de pessoas porque eu cobro o que eu sinto que mereço". Segundo ela, a Sra. Murphy respondeu: "Eu tenho a mesma queixa o tempo todo das pessoas quando lhes digo a mesma coisa".

Chalek disse que perguntou a Sra. Murphy que ela fazia. A Sra. Murphy respondeu que trabalhava na indústria de serviços financeiros. Ela contou a mesma coisa a Elizabeth Lapin, que mora algumas portas rua abaixo. E a Sra. Lapin disse que na semana passada havia considerado pedir aconselhamento financeiro à Sra. Murphy.

"Mas o FBI chegou primeiro ", disse ela. "Para alguém que cresceu durante a Guerra Fria, isto me parece muito estranho. É como se de repente minha infância estivesse viva a quatro portas de distância".

Foi Chalek que viu a madeira na sala. Ela descreveu o resto da casa como algo "escasso". Ela disse que a Sra. Murphy usava roupas elegantes e pegava um ônibus todas as manhãs para Manhattan, retornando por volta das 19h30. Chalek disse que acreditava que o Sr. Murphy era um pai que ficava em casa porque ela o via levando os dois filhos em idade escolar até o ponto de ônibus.

"Nós falávamos sobre jardinagem e cães e crianças", disse Corine Jones, que mora nas proximidades. "Reclamávamos de empreiteiros porque nunca fazem o trabalho direito".

Os vizinhos disseram que o FBI tomou a casa - de 15 a 20 agentes em furgões pretos. O casal Murphy foi retirado em algemas e colocado em carros separados. Os vizinhos disseram que sua filha mais nova estava em casa e a mais velha, que entra no ensino médio no outono, estava na festa de aniversário de um amigo. Ela foi conduzida para casa por um amigo quando o incursão acontecia. Ela e sua irmã mais tarde deixaram a casa carregando sacos de dormir.

* Por James Barron

30/06/2010 11:47 AM

Bullying online causa desgaste em escolas americanas

The New York Times

Escolas se deparam com questões complexas sobre como lidar com o cyberbullying

Foto: The New York Times

Os pais da menina, com indignação e medo, mostraram ao diretor algumas mensagens de texto: uma dúzia de ameaças chocantes e sexualmente explícitas enviadas a sua filha na noite do sábado do telefone celular de um menino de 12 anos de idade. Ambas as crianças estudam na sexta série da Escola de Ensino Fundamental Benjamin Franklin em Ridgewood, Nova Jersey.

"Ele tem de ser punido", insistiam os pais.

"Eu disse: 'Isso aconteceu fora da escola, em um fim de semana'", lembrou o diretor Tony Orsini. "Nós não podemos discipliná-lo."

Ele perguntou se os pais do menino haviam sido contatados.

"Isso seria estranho demais", responderam. Os pais ensinam esportes juntos.

"E a polícia?", perguntou Orsini.

Os pais haviam decidido que uma investigação criminal seria prolongada e seu resultado era incerto. Eles queriam uma ação imediata.

Atualmente as escolas se deparam com questões complexas sobre se e como lidar com o cyberbullying, um rótulo impreciso para atividades online que variam de mensagens de textos a websites de assédio em grupo. É difícil quantificar a extensão do fenômeno.

Mas um estudo de 2010 do Centro de Pesquisas de Cyberbullying, um grupo think tank fundado por dois criminalistas que definiram este tipo de bullying como o "dano intencional e repetido" feito por meio de telefones e computadores, determinou que um em cada cinco estudantes do ensino médio é afetado.

Afrontados pela escalada da agressividade dos adolescentes no ciberespaço, muitos pais estão procurando nas escolas justiça, proteção e até mesmo vingança. Mas muitos educadores não se sentem preparados ou não querem agir como promotores e juízes.

Se a resolução de conflitos deve ser da responsabilidade da família, da polícia ou das escolas continua a ser uma questão em aberto, evoluindo junto com as definições do próprio cyberbullying.

No entanto, os administradores que decidem que devem ajudar os seus alunos muitas vezes enfrentam dificuldades pragmáticas e jurídicas.

De acordo com a Liga Anti-Difamação, embora 44 Estados tenham estatutos contra a prática de bullying, menos da metade oferece orientação sobre como as escolas podem intervir em questões envolvendo assédio moral "por meio de comunicações eletrônicas", que ocorre quase sempre fora da escola e mais gravemente nos finais de semana, quando as crianças têm mais tempo livre para socializar online.

Os cyber-detetives

Em abril, o fardo da resolução de tais problemas na Benjamin Franklin se tornou tão pesado que Orsini enviou um email exasperado aos pais que se tornou notícia nacional:

"Não há absolutamente NENHUMA razão para qualquer estudante do ensino médio fazer parte de um site de redes sociais", ele escreveu. Se as crianças foram atacadas por meio de sites ou mensagens de texto, ele acrescentou, "VÁ IMEDIATAMENTE À POLÍCIA!"

Essa não era a resposta que os pais da menina que tinha recebido a mensagem queriam ouvir.

Orsini cedeu. Afinal, os textos eram irritados e obscenos, os pais estavam horrorizados, a menina muito nervosa. "Nós podemos certamente falar com o menino", disse o diretor.

Investigar uma queixa pode ser difícil. O diretor-assistente Greg Wu, Orsini, um orientador, um agente social e um diretor de escola primária se depararam com isso: os alunos haviam "saído juntos" por uma semana, antes da menina romper o relacionamento. Os textos que ela recebeu na noite de sábado eram cada vez mais sarcásticos, gráficos e intimidantes.

Mas as trocas mostradas a Orsini estavam incompletas. Antes de entregar o telefone para seus pais, a menina apagou suas respostas.

O rapaz alegou que ser inocente, dizendo a Wu que havia perdido seu telefone celular no sábado.

O rapaz insistiu que o aparelho caiu quando ele andava de bicicleta à tarde com seu irmão e um amigo, ambos alunos da quinta série.

Além disso, o menino é um fraco aluno em gramática e linguagem, mas as mensagens de texto eram razoavelmente perfeitas. Wu ditou uma sentença básica para o menino escrever. Ela resultou cheia de erros.

Em seguida, um diretor de escola primária falou com os meninos da quinta série separadamente.

Na quinta-feira, Orsini telefonou para os pais da menina com sua conclusão inquietante: o menino nunca enviou as mensagens de texto, o telefone perdido foi encontrado por outra pessoa e usado para enviar as mensagens. Quem as escreveu?

A identidade provavelmente permanecerá desconhecida.

Desespero do ensino fundamental

Meredith Wearley, orientadora da sétima série da escola Benjamin Franklin, ficou chocada durante a primavera com os dramas criados na web: mensagens de texto que zombavam de "novas melhores" amizades, segredos contados com confiança e, em seguida, publicados no Facebook, meninas e meninos intimidados fazendo retaliações via online.

As meninas entram no seu escritório, deprimidas, chorando, surpresas, traídas. "Uma menina fica brava porque sua amiga é amiga de uma outra menina", disse Wearley.

Estudos mostram que o assédio online pode começar na quarta série. Até o ensino médio, os alunos pré-dispostos à crueldade no ciberespaço se tornam tecnologicamente mais sofisticados, mais capazes de esconder as suas impressões. Mas também é nesse período que os alunos mais velhos podem ser mais resistentes.

"No colegial, os jovens desenvolvem mais autoconfiança, entram para atividades extracurriculares e se concentram no futuro", disse Sameer Hinduja, professor da Universidade Florida Atlantic e autor do livro "Bullying Beyond the Schoolyard" (Bullying para Além do Pátio Escolar, em tradução livre).

Durante o ensino médio, ele disse: "A percepção dos colegas determina em grande parte a sua autoestima. Com a pele em erupção e corpos em mudança, muitos estudantes da sétima série têm dificuldade até mesmo em entrar na escola pela manhã".

As batalhas legais

Decisões em alguns casos de cyberbullying em todo o país dão sinais contrários. Algumas famílias conseguiram processar escolas por não protegerem seus filhos de agressores. Mas quando a Escola Beverly Vista de Beverly Hills, na Califórnia, disciplinou a filha de Evan S. Cohen da oitava série por cyberbullying ele levou a questão ao distrito escolar.

Depois da aula em um dia em maio de 2008, a filha de Cohen, conhecida nos documentos judiciais como JC, gravou as amigas em um café, falando mal e rindo de uma outra menina da oitava série, CC, chamando ela de "feia", "mimada" e "vagabunda".

J.C. postou o vídeo no YouTube. No dia seguinte, a escola a suspendeu por dois dias.

''O que me irritou ", disse Cohen, advogado da indústria sonora em Los Angeles, "é que essas pessoas suspenderam a minha filha por algo que aconteceu fora da escola". Em nome de sua filha, ele processou.

Em novembro passado, o juiz Stephen V. Wilson da Corte Distrital analisou se o vídeo tinha ligação com a escola. Em sua decisão legal, ele determinou que a punição poderia valer se o vídeo feito por JC tivesse causado grandes transtornos na escola. Mas o juiz Wilson decidiu em favor da jovem cinegrafista porque os problemas foram mínimos: os administradores lidaram com o assunto em silêncio e antes do recreio.

O distrito teve de pagar os custos de JC e honorários de seus advogados.

A Suprema Corte ainda não abordou o discurso dos estudantes online. Juízes de primeira instância em alguns distritos têm ficado do lado das escolas que têm disciplinado alunos por publicar vídeos ameaçadores sobre os educadores de seus computadores de casa.

Cuber-sábios

Que diferença alguns anos podem fazer na vida de um adolescente? No início deste mês, um grupo de meninas orgulhosas da oitava série da escola Benjamin Franklin entrou nas salas da sexta série. Centímetros mais altas do que os alunos de 12 anos de idade, elas irradiavam exuberância quando mexiam em seus longos cabelos. Elas queriam oferecer conselhos sobre os sites de redes sociais e o cyberbullying.

''Quantos de vocês discutiram a carta Orsini com seus pais", perguntou Annie Thurston, uma das estudantes da oitava série, referindo-se às advertências feitas sobre a atividade online. Pelo menos uma dúzia de alunos ergueu as mãos.

Em abril, uma mãe alertou Orsini sobre o FormSpring, um site em que os comentários podem ser enviados anonimamente para caixas de entrada de email e publicados a critério do recipiente. Muitos adultos parecem confundir o motivo pelo qual as meninas, em particular, optam por publicar perguntas atravessadas - algumas adolescentes dizem que fazem isso para retrucar contra meninas mais duras.

O diretor encontrou os nomes de alguns alunos da Benjamin Franklin no FormSpring. Orsini relatou depois que não conseguiria pronunciar nem mesmo uma versão higienizada das obscenidades que leu. Sua face ficou vermelha, lágrimas encheram seus olhos.

Aquilo o levou a escrever o email aos pais, no qual ele disse que nenhum estudante do ensino médio precisa estar em sites de redes sociais. Muitos pais concordaram. Mas outros disseram que as escolas e as famílias devem se esforçar mais para ensinar os alunos a responsabilidade digital.

As meninas da oitava série acham que Orsini tem razão: os alunos mais novos não devem estar no Facebook. Elas fizeram perguntas aos alunos da sexta série, quase todos eles disseram que têm telefones celulares. "Os seu pais leem suas mensagens de textos", perguntaram.

Apenas algumas mãos foram levantadas.

''Minha mãe continua ameaçando comprar um software para que possa monitorá-los", disse um rapaz, dando os ombros. "Mas ela nunca chega a isso."

Que impacto teve carta Orsini?

''Eu menti para meus pais", disse outro garoto. "Eu lhes disse que desativei minha página do Facebook. Mas, em dois dias, comecei de novo."

* Por Jan Hoffman

30/06/2010 11:45 AM

Osmar Dias fará anúncio da candidatura ao lado de Pessuti

Francisco Camargo, iG Paraná

Coligação no Paraná conta com Roberto Requião, do PMDB, e Gleisi Hoffmann, do PT, como nomes ao Senado; governador indicará o vice

O senador Osmar Dias (PDT) anuncia oficialmente nesta quarta-feira à tarde, em Curitiba, que irá concorrer ao governo do estado. Pela manhã, a assessoria ultimava os preparativos para a entrevista coletiva e não tinha ainda fixado o horário nem o local. A entrevista deverá contar com a presença do governador Orlando Pessuti (PMDB), a quem caberá a indicação do vice. O mais cotado é o deputado estadual Caíto Quintana (PMDB). A coligação contará ainda com o ex-governador Roberto Requião (PMDB) e Gelisi Hoffmann (PT), candidatos ao Senado.

Ao se decidir pela aliança com o PMDB, PT e PSC, o senador Osmar Dias colocou um fim a um longo período de indecisão, o que só ocorreu depois de três horas de reunião com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. Dias terá como coordenador da campanha o ex-governador Mário Pereira.

Convenção
O anúncio formal da candidatura de Osmar Dias deveria ocorrer hoje pela manhã, antes da abertura da convenção nacional do DEM, que poderá decidir o destino da aliança nacional com o PSDB, acabando com o impasse sobre a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB) como vice na chapa de José Serra.

Alvaro admitiu ao iG que sua candidatura à vice-presidente da República deverá ser encerrada nesta quarta-feira. A decisão de seu irmão, de concorrer ao governo do Paraná com o apoio do PT, inviabilizou sua indicação como vice de José Serra. ?Acho difícil manter minha candidatura a vice?, disse. Ele havia sido anunciado vice de Serra na sexta-feira, 25, após consulta a partidos aliados. O DEM, porém, vetou a composição.

30/06/2010 11:43 AM
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