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Cobertura completa das Eleições 2010: notícias, fotos e vídeos dos candidatos, pesquisas, guia do eleitor, apuração dos resultados da eleição e muito mais.


DEM suspende convenção, à espera da indicação de novo vice

Adriano Ceolin, iG Brasília

Candidatura de Alvaro Dias é dada como perdida; partido suspendeu convenção à espera de anúncio

O DEM abriu sua convenção e a suspendeu em seguida para esperar o resultado da reunião ocorrida entre o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), e o candidato tucano à Presidência da República, José Serra.

Os dois passaram a madrugada reunidos em São Paulo, para discutir quem será o vice na chapa presidencial encabeçada pelo PSDB, já que o DEM vetou o nome do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), indicado inicialmente.

Na convenção nacional do DEM, que seria aberta logo cedo, representantes da sigla chegaram a anunciar que Maia e Serra ainda estariam reunidos em São Paulo, junto com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE). Só que Guerra está em Brasília e, de acordo com auxiliares de Serra, não há nenhuma reunião em andamento.

Com mais de duas horas e meia de atraso, a convenção foi aberta pelo senador Jayme Campos (DEM-MT). Em seguida, o deputado ACM Neto (DEM-BA) tomou a palavra. ?Vamos suspender a convenção até as 13h30. O presidente Rodrigo Maia está em São Paulo para conversar com o candidato José Serra. Vamos esperar o retorno dele a Brasília?, afirmou.

O DEM quer que Serra escolha um integrante do partido como vice ou que o candidato permita aos demistas indicarem um tucano. Entre os cotados estão Valéria Franco (DEM-PA) e o ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB).

*Com colaboração de Nara Alves, iG São Paulo

30/06/2010 11:13 AM

Alvaro Dias se vê fora da chapa como vice de José Serra

Adriano Ceolin, iG Brasília

"Acho difícil manter minha candidatura a vice", disse ao iG. Candidatura de irmão no Paraná com apoio do PT inviablizou seu nome

Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado/Geraldo Magela

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) admitiu há pouco ao iG que sua candidatura à vice-presidente da República deverá ser encerrada nesta quarta-feira. A decisão do irmão dele, Osmar Dias (PDT), de se lançar ao governo do Paraná com o apoio do PT inviabilizou seu nome como vice na chapa de José Serra (PSDB) na disputa pelo Palácio do Planalto.

?Acho difícil manter minha candidatura a vice?, disse Alvaro Dias ao iG. ?Muita gente do PSDB me ligou, mas meu telefone estava desligado. Devo falar com o pessoal daqui a pouco?, completou o senador. Ele havia sido anunciado vice de Serra na sexta-feira após uma sondagem com os partidos aliados ao PSDB. O DEM, porém, vetou o nome de Alvaro.

Segundo o senador, Osmar Dias falou por telefone com o presidente do DEM, Rodrigo Maia, para comunicar a decisão de se lançar ao governo. ?Foi na reunião do DEM. O Alberto Lupion [deputado do DEM do Paraná] colocou o telefone no viva voz?, disse Dias, que preferiu não dizer que ficou magoado com o irmão.

Na noite desta terça-feira, a cúpula do DEM se reuniu em Brasília para discutir a aliança com o PSDB. O partido abriu uma crise com os tucanos após o lançamento de Alvaro Dias como vice na sexta-feira. Hoje ocorre a convenção do DEM para formalizar ou não o apoio a José Serra.

30/06/2010 09:17 AM

Coligações limitam o uso de candidatos em propaganda partidária

Agência Estado

TSE alegou que a lei estabelece que podem participar da propaganda pessoas filiadas ao mesmo partido político ou à mesma coligação

Um dia antes do fim do prazo para a realização das convenções partidárias, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) limitou na noite de ontem as possibilidades de apoio partidário no horário eleitoral gratuito. De acordo com os ministros do TSE, não pode ocorrer o uso da imagem e da voz de candidatos em programas que tenham coligações diferentes nas disputas nacionais e regionais.

O tribunal concluiu que não é possível o candidato a governador, por exemplo, contar com a participação na propaganda de um aspirante à Presidência se os partidos forem adversários na disputa nacional. Os ministros chegaram a essa conclusão ao analisar uma consulta do PPS. De acordo com eles, a legislação eleitoral estabelece que podem participar da propaganda pessoas filiadas ao mesmo partido político ou à mesma coligação.

Em outra decisão, o TSE concluiu que as coligações feitas pelos partidos para a disputa dos governos estaduais terão de ser reproduzidas na eleição para senador.
 

30/06/2010 08:51 AM

TSE suspende decisão e libera candidatura de Garotinho

Agência Estado

Liminar concedida pelo ministro vale até o julgamento final do recurso de Garotinho

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marcelo Ribeiro concedeu liminar na noite de ontem e suspendeu decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) que considerou inelegível o ex-governador do Estado Anthony Garotinho (PR) após condená-lo por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha para eleger sua mulher, Rosinha Garotinho, prefeita de Campos dos Goytacazes (RJ) no pleito de 2008. A liminar concedida pelo ministro vale até o julgamento final do recurso de Garotinho.

A decisão atende ao pedido do ex-governador, que recorreu ao TSE a fim de assegurar seu registro como candidato do governo do Rio. O PR pretende anunciar seu candidato hoje, em convenção partidária.

Garotinho tem usado seu blog na internet para se manifestar sobre o assunto. Ele acusa o atual governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), de influenciar a decisão da Justiça Eleitoral do Rio. Os dois eram aliados até o fim de 2006, mas brigaram depois da posse de Cabral, que até o momento não se manifestou sobre as críticas de Garotinho.
 

30/06/2010 08:29 AM

Corregedor veta vídeo do PSDB por propaganda a Serra

Agência Estado

O motivo é a inserção de frases como 'José Serra, que tem história, faz a diferença' e 'Quem compara, vai de Serra'

O corregedor-geral eleitoral Aldir Passarinho Junior proibiu hoje o PSDB de retransmitir uma inserção que foi veiculada no último sábado e que teria feito propaganda do pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. Segundo Passarinho, a inserção teve o objetivo exclusivo de promover Serra e suas realizações.

O ministro destacou frases veiculadas na inserção como "José Serra, que tem história, faz a diferença" e "Quem compara, vai de Serra".

30/06/2010 08:25 AM

Crise na vice provoca momento mais delicado da campanha de Serra

Adriano Ceolin, iG Brasília

Tucano tenta manter aliança com DEM, sofre desgaste com escolha de vice, deve perder PSC e vê Dilma subir nas pesquisas

O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, enfrenta nesta quarta-feira o momento mais delicado de sua campanha até agora. Principal aliado, o DEM escolhe em convenção se permanece ao seu lado. Tudo dependerá da mudança do vice na chapa tucana. O DEM vetou Alvaro Dias (PSDB-PR) e tenta emplacar um novo nome para substituí-lo.

Outro aliado, o PSC deve abandonar Serra e fechar com Dilma Rousseff (PT). Em maio passado, o partido havia firmado acordo com o tucano. O crescimento da petista nas últimas pesquisas eleitorais fez a cúpula do PSC rever sua posição. A sigla daria cerca de 22 segundos ao tucano no horário eleitoral gratuito. E é por causa do tempo de TV que Serra não quer perder o apoio do DEM.

As negociações com o partido adentraram a madrugada. Após a reunião da cúpula do DEM em Brasília, o presidente do sigla, Rodrigo Maia, viajou para São Paulo a fim de ter uma conversa decisiva com Serra. Com o argumento de que o irmão de Alvaro, Osmar Dias (PDT), disputará o governo do Paraná coligado com o PT, o DEM considerou inviável a manutenção do senador tucano como vice na chapa de Serra.

Desde que o nome de Alvaro foi anunciado na sexta-feira, o DEM trabalha contra ele. Em principio, acreditou-se que o partido cederia, mas a crise ganhou força no fim de semana. Após duas reuniões com os tucanos, o impasse não foi desfeito. Nem a ala mais moderada do DEM conseguiu viabilizar uma saída honrosa. Venceu a tese de Rodrigo Maia de que era necessário tirar Alvaro do posto de vice.

O episódio só serviu para fragilizar ainda mais a candidatura de Serra. Além de apoios regionais e estrutura partidária, o DEM soma minutos importantes no programa de TV no horário eleitoral gratuito. O partido garante a Serra 7min23 contra 10 minutos da petista Dilma Rousseff. Se o DEM não ficar na coligação, o tucano perde um terço do seu tempo e cerca de 60% seriam herdados pela adversária.

O presidente do DEM garantiu, no entanto, que o partido trabalhará por um acordo com o PSDB. ?Nós queremos construir uma aliança sólida?, disse. ?De sexta-feira para cá, houve muita coisa errada?, completou. Rodrigo reclamou, principalmente, do anúncio de Alvaro Dias como vice feito pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, por meio uma mensagem publicada no Twitter.

Luta por sobrevivência
Por trás da reivindicação da vaga de vice, o DEM luta por sua sobrevivência. Fundado em 1985 como Frente Liberal, o partido sempre esteve próximo do poder como uma espécie de coadjuvante necessário. A partir 2003, com a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi obrigado a se instalar na oposição e, a partir daí, começou a encolher. Perdeu deputados, senadores e hoje não tem nenhum governador de Estado.

Tinha até dezembro passado José Roberto Arruda no governo do Distrito Federal. No entanto, com a revelação de um esquema de distribuição de propina para aliados, deputados e secretários de Estado, ele saiu do partido e renunciou ao cargo. O então vice, Paulo Octávio _outro democrata envolvido nas denúncias_ não teve outra saída e tomou o mesmo caminho. Deixou o partido e renunciou ao cargo.

O esquema resvalou no presidente do DEM. Segundo o delator do esquema, o ex-delegado de polícia Durval Barbosa, ?Rodrigo acertava diretamente com Arruda? o recebimento de dinheiro. Até agora, no entanto, não surgiu nenhuma prova de que ele tenha sido beneficiado pelo esquema. ?O Ministério Público vai pegar?, disse Durval em entrevista ao jornal ?O Estado de S. Paulo? em maio deste ano.

Deputado em terceiro mandato e filho do ex-prefeito carioca Cesar Maia, Rodrigo Felinto Ibarra Epitácio Maia, 40 anos, foi alçado à Presidência do DEM com a função de mudar a imagem do partido, cuja origem a é a Arena (sigla que apoiou a ditadura nos anos 70). Ao mesmo tempo, o partido mudou de nome. Deixou de ser PFL (Partido da Frente Liberal) e virou DEM (Democratas), em 2007.

Atualmente, a sigla tem 56 deputados federais, 14 senadores, dois vice-governadores, 111 deputados estaduais, 497 prefeitos e 4811 vereadores espalhados pelo País. ?Nos últimos anos, o partido tentou abraçar a bandeira conservadora, mas acabou sofrendo uma série de problemas que o assolaram e diminuíram seu vigor?, resumiu o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).
 

30/06/2010 07:06 AM

Osmar abre caminho para DEM forçar saída de Alvaro

Adriano Ceolin, iG Brasília

Candidatura de irmão de Alvaro Dias ao governo do Paraná dá argumentos para o DEM convencer Serra trocar vice

O anúncio do lançamento da candidatura de Osmar Dias (PDT) ao governo do Paraná com o apoio do PT deu os argumentos que faltavam ao DEM para enterrar de vez a indicação do irmão dele, Alvaro Dias (PSDB-PR), como vice do tucano José Serra na disputa pela Presidência da República.

?São fatos novos que vão colaborar para um bom desfecho desta crise?, disse o presidente nacional do DEM, Rodrigo Maia (RJ). Ninguém vai se manifestar na linha do radicalismo. Nós queremos construir uma aliança sólida. Tenho certeza que vamos trabalhar a madrugada inteira?, completou.

A cúpula do DEM soube da decisão de Osmar no fim da noite desta terça-feira enquanto estava reunida na casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília. Imediatamente, Rodrigo Maia resolveu terminar o encontro e ir para São Paulo.

Na capital paulista, ele vai se reunir com Serra e fazer seguinte negociação: retirada de Dias da vice e escolha de um outro, que pode do DEM indicado pelo PSDB ou dos tucanos indicado pela cúpula dos democratas. Um cardeal do partido confirmou que Pimenta da Veiga, ex-ministro das Comunicações, é um dos tucanos cotados pelo DEM
 

30/06/2010 12:42 AM

Em meio a impasse, PDT reacende candidatura de Osmar Dias

Andréia Sadi e Adriano Ceolin, iG Brasília

Notícia foi repassada pelo presidente do partido, Carlos Lupi, a Dilma e Paulo Bernardo

Em meio ao impasse sobre a escolha do vice na chapa presidencial do tucano José Serra, a direção do PDT reacendeu na noite desta terça-feira a candidatura do senador Osmar Dias (PDT-PR) ao governo do Paraná. A notícia teria sido repassada pelo presidente nacional do partido, Carlos Lupi, ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e à candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, que tentam amarrar um palanque para a ex-ministra no Estado.

O anúncio da candidatura, entretanto, ficou acertado somente para as 7 horas da manhã de quarta-feira, antes da abertura da convenção nacional do DEM. A convenção pode decidir o destino da aliança nacional com o PSDB e pôr fim ao impasse sobre a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB) como vice na chapa de Serra.

A notícia chegou rapidamente à casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília, local escolhido pelo DEM para mais uma reunião sobre a escolha do vice de Serra. Ao chegar ao encontro, por volta das 23 horas, o líder do partido no Senado, José Agripino Maia, disse ter recebido diretamente de um ?cardeal? do PDT a informação de que Osmar Dias teria optado pela candidatura própria.

?Fui informado por um cardeal do PDT de que Osmar Dias será candidato ao governo. Acaba então o argumento de que Álvaro Dias resolveria o palanque no Paraná?, afirmou Agripino.

 

30/06/2010 12:04 AM

Pesquisa anima discurso petista de vitória no 1º turno

Ricardo Galhardo, iG São Paulo

Nos bastidores, membros da coordenação da campanha de Dilma Rousseff comemoram avanço no levantamento Vox Populi

A pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira ajudou a alimentar no interior da campanha presidencial petista o discurso sobre uma possível vitória da ex-ministra Dilma Rousseff sobre o candidato tucano, José Serra, já no primeiro turno. No início da noite, membros da coordenação da campanha de Dilma avaliavam que o fato de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda aparecer com 6% das intenções no levantamento significa que Dilma teria espaço para avançar dentro dessa fatia do eleitorado.

De acordo com o levantamento, Dilma chega às vésperas do início oficial da campanha com 40% das intenções de voto, acima do plano traçado originalmente por seu partido. Há aproximadamente um ano, o que se dizia no alto comando do PT era que se ela conseguisse largar na temporada oficial de campanha com mais de 30% das intenções de voto, já haveria motivo suficiente para otimismo. Pelo calendário da eleição, os candidatos só podem pedir votos abertamente e fazer propaganda a partir do dia 6 de julho.

Para integrantes da campanha, os dados refletem ao menos em parte a dificuldade do PSDB em definir o nome que irá compor a chapa de Serra na posição de vice. Petistas argumentam que esse quadro poderá inclusive ajudar a equipe de Dilma a selar acordos de última hora na montagem dos palanques regionais.

*Com iG São Paulo

29/06/2010 11:08 PM

DEM faz nova reunião para discutir aliança com PSDB

Adriano Ceolin, iG Brasília

Encontro ocorre na casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI) em Brasília. Convenção do partido está marcada para esta quarta

Integrantes das bancadas do DEM na Câmara e no Senado reúnem-se nesta terça-feira para discutir a indicação da vaga de vice na chapa do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. O encontro é realizado na casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em Brasília.

O principal objetivo é encontrar uma saída após a indicação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) como vice de Serra. O DEM foi informado da decisão após uma mensagem publicada no Twitter pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson.

Desde a noite desta segunda-feira, DEM e PSDB tentam encontrar uma solução para a crise. Pela manhã, houve uma reunião em São Paulo em que a cúpula do DEM oficializou seu veto a Alvaro Dias. O PSDB, porém, não deu abertura para a indicação de um outro nome.

Os dois partidos correm contra o tempo. O DEM marcou para esta quarta-feira, a partir das 8 horas, a convenção do partido que irá formalizar seu posicionamento para a eleições 2010. Em princípio, a cúpula do DEM marcou o encontro para indicar o nome do vice de Serra.
 

29/06/2010 10:20 PM

Vox Populi: Dilma lidera, mas ainda é menos conhecida que Serra

iG São Paulo

Número de eleitores que dizem conhecer bem a petista é menor que o contabilizado pelo tucano em todas as regiões

A pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto Vox Populi confirmou a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, à frente do tucano José Serra, com 40% das intenções de voto contra 35% do rival. Apesar do avanço, a petista continua menos conhecida do eleitorado na comparação com seu principal adversário.

Do total de entrevistados, 65% disseram conhecer bem Dilma ou possuir alguma informação sobre a ex-ministra, número inferior aos 78% que fizeram essas mesmas referências sobre o candidato tucano. Outros 30% afirmaram que conhecem Dilma apenas pelo nome, número que ficou em 20% no caso de Serra. Na amostra, 5% disseram desconhecer a candidata petista, enquanto 2% deram a mesma resposta em referência ao ex-governador tucano.

Em terceiro lugar na disputa presidencial, a senadora Marina Silva (PV-AC) é a menos conhecida dos eleitores, entre os principais candidatos. No total, 38% disseram conhecê-la bem e 39% disseram conhecê-la apenas pelo nome. Além disso, 23% afirmam desconhecer a senadora.

Para o diretor do Vox Populi, João Francisco Meira, os dados indicam que Dilma tem potencial para ampliar sua votação na fatia do eleitorado que ainda não a identifica como candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ? 19% dos entrevistados não souberam apontá-la como o nome escolhido pelo presidente para disputar sua sucessão.

Regiões

Dilma é menos conhecida que Serra em todas as regiões do País. No Nordeste, onde a campanha petista se esforça para transferir para a ex-ministra os votos de Lula, 55% dos eleitores dizem conhecer bem Dilma, enquanto 68% souberam identificar o tucano por esse mesmo critério. No Norte do País, a ex-ministra é conhecida por 67% do eleitorado, contra 79% de Serra. Na região Centro-Oeste, os valores alcançam 79% no caso da petista e 83% para o tucano.

No Sudeste do País, 67% dizem conhecer bem Dilma, número que alcança 85% quando o nome apresentado é o de Serra. Já no Sul do País, a fatia dos eleitores que dizem conhecer bem a ex-ministra chega a 65%, enquanto Serra vai a 78%.
 

29/06/2010 10:04 PM

Serra afirma que seu vice ainda não está definido

Samia Mazzucco, iG Rio de Janeiro

Em entrevista no Rio, candidato à Presidência pelo PSDB diz que escolha está ?mais difícil do que convocação da Seleção?

Após a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) como vice na chapa tucana à Presidência causar atritos com o aliado DEM, o tucano José Serra afirmou nesta terça-feira (29) que a legenda ainda não definiu quem será seu vice.

?Tem muitos (nomes), está mais difícil do que convocação da Seleção. Mas estou convencido de que vai ter uma boa solução, como sempre estive?, disse o candidato durante entrevista à jornalista Míriam Leitão, para o programa ?Espaço Aberto?, da GloboNews, exibido na noite desta terça-feira (29).

Questionado se a indicação do senador poderia significar o comprometimento da vitória nas eleições, como declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), Serra desconversou. ?Não ouvi a declaração, que me parece não estar bem clara. Às vezes, você faz um encaminhamento e, na prática, é outro resultado. Houve algum problema de desinformação, de aceleração das coisas, mas isso é normal na política.?

O candidato ressaltou que seu parceiro de chapa deve ser uma pessoa atuante. ?A ideia é agregar votos e a sugestão feita é uma que agregaria votos.?

Diante da insistência da jornalista em saber sobre a definição de um nome, Serra foi enfático.
?Estamos conversando e não estou levando isso (a escolha) diretamente. Não estou junto das pessoas agora e nem tenho informações mais recentes?, disse.

Promessas e campanha

Questionado se manterá ou não a autonomia do Banco Central caso eleito, Serra afirmou que ?vai ficar como está?. ?Vou escolher uma equipe que pense parecido em manter a inflação baixa, a estabilidade e o desenvolvimento do país?, afirmou.

Crítico da carga tributária brasileira, o tucano disse que pretende diminuí-la para o consumidor final. ?É possível, se os gastos públicos crescerem menos do que a economia?, disse. E voltou a citar a criação da nota fiscal brasileira, instituída durante sua gestão como governador de São Paulo, em que o consumidor pode reaver 30% do imposto pago em um produto.

Serra defendeu que o Estado seja ?estatizado?. ?A Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Agência Nacional de Saúde Suplementar, nos últimos anos, foram entregues a partidos e nomeações políticas. Foram estatizadas. O Correios e Telégrafos está sendo destruído?, afirmou, defendendo que cada gestão seja feita por especialistas nas áreas.

O presidenciável minimizou sua queda nas mais recentes pesquisas eleitorais, afirmando que os eleitores ?só formam a opinião muito mais adiante?. Mas reconheceu que esta será uma ?eleição disputada?.

 

29/06/2010 09:33 PM
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