Coalizão de cientistas e ativistas encontra forma de fazer por animais agredidos o que o sistema penal fez por vítimas humanas
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Cientistas e defensores dos direitos dos animais passaram a usar DNA como prova para fazer pelo melhor amigo do homem o que o sistema judicial tem feito há muito tempo por vítimas humanas.
Eles criaram o primeiro banco de DNA de cães de briga do país, que acreditam que ajudará os investigadores criminais a estabelecer o histórico do animal agredido ao remontar os laços entre criadores, donos, proprietários de centros de luta e os próprios animais.
Chamado de Codis Canino, o banco de dados é semelhante ao arquivo digital do FBI que contém os perfis de DNA de criminosos. Os cientistas dizem que, ao analisar a saliva de um cão, serão capazes de determinar se o animal provém de uma das várias linhagens conhecidas de cães de briga.
"Geralmente as pessoas não compram qualquer pitbull para brigar - esses cães são de linhagens estabelecidas", disse Tim Rickey, diretor sênior de pesquisas de campo e de resposta para a Sociedade Americana para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (Aspca, na sigla em inglês). "E se um cão suspeito coincidir com uma das linhagens, isso seria uma prova essencial."
O banco de dados, um esforço conjunto da Aspca, Sociedade Protetora dos Animais da Louisiana, a Sociedade Humanizadora do Missouri e pesquisadores do Laboratório de Genética Veterinária da Universidade da Califórnia, foi desenvolvido durante uma investigação em julho passado, que resultou em 26 prisões e a apreensão de mais de 400 cães.
A investigação, que se estendeu por sete Estados, do Iowa ao Texas, resultou na maior ação contra a briga de cães na história dos Estados Unidos, segundo as autoridades.
"Analisamos o DNA para ver se podíamos conectar centenas de cenas de crimes e 400 cães diferentes, o que foi possível faser", disse Melinda Merck, veterinária forense da Aspca. "Muitas vezes os réus não só afirmam que não realizam brigas de cães, mas também que estão apenas reproduzindo os animais e não conhecem uns aos outros."
O DNA mostrou o contrário, indicando que muitos dos cães tinham parentesco. A ação de julho resultou em pelo menos 17 declarações de culpa, e, embora o DNA não tenha provado conclusivamente uma relação entre os réus, certamente sugere sua existência.
Os investigadores advertem que a evidência de DNA por si só raramente determina um caso, apesar de muitos júris aceitarem os exames como prova. "Há definitivamente um efeito CSI", segundo Merck. "Os jurados querem saber se você fez todos os exames possíveis. O DNA é apenas mais uma ferramenta no nosso arsenal que pode reforçar os casos". Ela acrescentou: "Acho que é algo que vai assustar quem vive no submundo das brigas de cães."
Ilegal em todos os 50 Estados americano, a luta de cães chegou à fama em 2007 quando Michael Vick, jogador de futebol americano pelo Atlanta Falcons, declarou-se culpado de acusações federais de conspiração para a criação de cães de briga e serviu 21 meses na prisão.
Investigadores dizem que a indústria multimilionária é frequentemente associada a outras atividades ilícitas como o tráfico de drogas e jogos de azar. Mas o dinheiro vem da reprodução dos animais, que os investigadores dizem que pode custar até US$ 50 mil para um lutador campeão. "Há muito dinheiro a ser feita nas luta e nas bolsas de apostas laterais, mas o objetivo para quem cria essa raça de combatentes é gerar um campeão", disse Rickey.
Para vizinhos, presos eram a "personificação do subúrbio"; adolescente duvida que mulher era espiã por cuidar bem de hortênsias
Foto: The New York Times
Eles viveram em cidades e subúrbios americanos, de Seattle a Nova York, por mais de uma década, onde pareciam ser casais comuns trabalhando em empregos comuns, conversando com os vizinhos sobre as escolas locais e pedindo desculpas pelo barulho feito pelos adolescentes.
Na segunda-feira, no entanto, procuradores federais acusaram 11 pessoas de fazer parte de uma cadeia de espionagem russa, vivendo com nomes falsos e escondidos em um esquema armado com paciência para penetrar o que uma mensagem codificada chamou de "círculos de decisão política".
Uma investigação do FBI, que começou há anos culminou com a detenção de 10 pessoas em Yonkers, Boston e norte da Virgínia no domingo. Nesta segunda-feira, o 11º suspeito foi preso no Chipre.
Documentos detalharam o que as autoridades chamaram de "Programa de Ilegais", um esforço ambicioso e em longo prazo estabelecido pela SVR, agência sucessora da KGB soviética, para posicionar espiões russos nos EUA para recolher informações e recrutar mais agentes.
Os supostos agentes foram orientados a recolher informações sobre armas nucleares, a política americana em relação ao Irã, a liderança da CIA, a política do Congresso e muitos outros temas, de acordo com os procuradores. Os espiões russos fizeram contato com uma ex-autoridade de alto escalão americano e um pesquisador de armas nucleares, entre outros.
Depois de anos de vigilância do FBI, os investigadores decidiram fazer as prisões na semana passada, logo após uma visita otimista do presidente russo, Dmitri Medvedev, ao presidente Barack Obama, disse uma autoridade do governo. Obama não ficou feliz com o momento escolhido, mas os investigadores temiam que alguns acusados pudessem fugir, disse.
As acusações apresentadas em tribunais distritais americanos na segunda-feira tinham semelhanças com romances antiquados sobre a Guerra Fria: espiões trocam bolsas laranjas idênticas ao se cruzar em escadarias da estações ferroviárias, identidade é roubada de canadense morto, passaportes falsos, mensagens enviadas por transmissão de ondas curtas ou em tinta invisível, recompensa em dinheiro enterrada durante anos em um terreno no norte de Nova York.
Mas a rede dos chamados ilegais - espiões que operam sob nomes falsos fora da cobertura diplomática comum - também utilizou a tecnologia da era cibernética, de acordo com as acusações. Eles incorporaram textos codificados em imagens aparentemente comuns publicadas na internet e se comunicavam através de dois agentes com laptops contendo um software especial que transmitiam mensagens entre si.
Vizinhos do casal de Montclair, Nova Jersey, que se chamavam Richard e Cynthia Murphy ficaram surpresos quando uma equipe de agentes do FBI apareceu na noite de domingo e levou o casal algemado. Uma pessoa que vive nas proximidades disse que eles eram a própria "personificação do subúrbio", dizendo que eles pediram conselhos às pessoas sobre as escolas locais. Outros ficaram mais preocupados com as filhas do casal Murphy, que foram levadas por um amigo da família.
Jessie Gugigi, de 15 anos, afirmou que não podia acreditar nas acusações, principalmente contra Cynthia Murphy, que era uma ótima jardineira. "Eles não podem ser espiões", Gugigi disse, brincando. "Olha como ela cuidava bem das hortênsias."
Especialistas em inteligência russa manifestaram espanto com a dimensão, longevidade e dedicação do programa. Eles notaram que Vladimir V. Putin, o primeiro-ministro russo e ex-presidente e chefe de espionagem do país, trabalhou para restaurar o prestígio e financiamento da espionagem russa e a imagem sombria da KGB depois do colapso da União Soviética.
"A magnitude e o fato de que muitos ilegais estiveram envolvidos foram um choque para mim", disse Oleg D. Kalugin, ex-general da KGB que trabalhou como espião soviético nos Estados Unidos nos anos 1960 e 1970 sob um disfarce "legal" como diplomata e correspondente da Rádio Moscou. "É um retorno aos velhos tempos, mas, mesmo nos piores anos da Guerra Fria, acho que não havia mais de dez ilegais nos Estados Unidos, talvez menos."
Kalugin, agora cidadão americano que vive em Washington, disse que ficou impressionado com a penetração do FBI na cadeia de espionagem. As acusações estão cheias de detalhes vívidos reunidos ao longo de anos de vigilância discreta - incluindo o monitoramento de telefones e emails, com a colocação de microfones secretos nas casas dos supostos agentes russos e realização de numerosas buscas clandestinas.
As autoridades também seguiram um grupo de agentes com base em Yonkers em viagens a um país sul-americano não identificado, onde foram filmados recebendo sacos de dinheiro e passando mensagens escritas com tinta invisível para manipuladores russos em um parque público, de acordo com as acusações.
Os promotores disseram que o "Programa de Ilegais" se espalha por outros países ao redor do mundo. Usando documentos falsos, segundo as acusações, os espiões "assumem identidades como cidadãos ou residentes legais dos países nos quais são implantados, incluindo os EUA".
''Os ilegais, muitas vezes, obtêm diplomas de universidades do país onde atuam, conseguem um emprego e juntam-se às associações profissionais relevantes" para dar credibilidade à sua identidade falsa.
Uma mensagem enviada pelos chefes de Moscou, em Inglês incipiente, deu conta da tarefa mais reveladora dos agentes. ''Você foi enviado aos EUA para uma viagem de serviço em longo prazo", dizia. "Sua educação, contas bancárias, carro, casa e etc. - tudo isto serve a um objetivo: cumprir sua missão principal, ou seja, buscar e desenvolver laços em círculos de decisão política e enviar relatórios de inteligência para a Central".
Não ficou claro o que continham os relatórios de inteligência, embora um agente tenha sido descrito como tendo realizado uma reunião com uma autoridade do governo americano que trabalha no programa nuclear. Os réus foram acusados de conspiração, não por cometer espionagem, mas pela lavagem de dinheiro e por não se registrarem como agentes de um governo estrangeiro, crimes com sentenças de 5 a 20 anos de prisão. Eles não foram acusados da obtenção de documentos confidenciais.
Desvio de finalidade
Também há indícios de que os chefes de espionagem russos temem que seus agentes possam estar se desviando de sua finalidade oficial. Agentes em Boston apresentaram um relatório de despesas com itens vagos como "viagem para encontro" por US$1.125 e "educação" por US$ 3,6 mil. Em Montclair, quando o casal Murphy tentou comprar uma casa em seu nome, "Moscou Central", ou "C", a sede SVR, foi contra.
''Temos a impressão de que C. vê a propriedade de uma casa como um desvio da finalidade original de nossa missão", o casal da Nova Jersey escreveu em uma mensagem codificada. "Do nosso ponto de vista, a compra da casa é apenas uma evolução natural da nossa estada prolongada aqui. É uma maneira conveniente para resolver o problema habitacional, além de 'fazer como os romanos' em uma sociedade que valoriza a propriedade imobiliária.".
Grande parte da atividade da cadeia de espionagem - e da vigilância do FBI - aconteceu em Nova York e suas redondezas. Os supostos agentes foram vistos em uma livraria em Lower Manhattan, um banco perto da entrada do Central Park e um restaurante em Sunnyside, Queens. Intercâmbios secretos foram feitos em locais movimentados como a estação ferroviária de Long Island, em Forest Hills, Queens, onde observadores do FBI, em 2004, avistaram o réu que foi preso nesta segunda-feira no Chipre.
As prisões fizeram estardalhaço nos bairros de todo o país, enquanto equipes do FBI passaram a noite de domingo realizando buscas em casas e carros, fazendo uso de lanternas e confiscando evidências.
Em Cambridge, Massachusetts, o casal conhecido como Donald Heathfield e Tracey Foley, que têm cerca de 40 anos e dois filhos adolescentes, vivia em um prédio em uma rua residencial onde moram alguns professores e alunos de Harvard.
''Ela era muito gentil, muito boa", Montse Monne-Corbero, que mora no apartamento ao lado, disse sobre Tracey Foley. Os filhos removiam neve para ela no inverno, Monne-Corbero disse, mas eles também faziam "festas barulhentas".
Lila Hexner, que mora no prédio ao lado, disse que Tracey Foley lhe contou que trabalhava em um negócio imobiliário. ''Ela disse que eles eram do Canadá", Hexner contou.
Outro acusado, Mikhail Semenko, que segundo as autoridades usou seu nome real, era um homem elegante de quase 30 anos de idade, que dirigia um Mercedes S-500, disse Tatyana Day, que vive na casa em frente a dele em Arlington, Virgínia. Ele tinha uma namorada morena e eles falavam em russo e "eram reservados", disse.
Dissidente Guillermo Fariñas começou sua greve de fome depois da morte do preso político Orlando Zapata Tamayo
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O estado de saúde do dissidente cubano Guillermo Fariñas, em greve de fome e sede há mais de quatro meses, se complicou com o diagnóstico de uma "trombose na veia jugular", disseram nesta terça-feira fontes de sua família.
Alicia Hernández, mãe de Fariñas, afirmou que o estado de seu filho se mantém "grave", com um quadro que inclui problemas hepáticos, uma infecção causada por uma bactéria estafilococo e a confirmação médica de um coágulo na jugular.
A mãe do dissidente disse que a equipe médica já começou a fornecer um anticoagulante para tratar o trombo e recomendou que Fariñas permaneça em repouso absoluto para evitar que o coágulo se desloque.
O jornalista independente e psicólogo de 48 anos está consciente e recebe tratamento com antibióticos e soro para se hidratar, mas há poucos dias o cateter utilizado para sua nutrição parenteral foi retirado devido à suspeita de trombose.
Fariñas começou sua greve de fome no dia 24 de fevereiro, depois da morte do preso político Orlando Zapata Tamayo, para exigir do governo de Raúl Castro a libertação de 26 opositores presos que estão doentes.
Desde o dia 11 de março, ele está internado em um hospital na cidade de Santa Clara, situada a 270 quilômetros a leste de Havana.
Até o momento o governo cubano libertou somente Ariel Sigler, um dissidente preso que estava muito doente, e transferiu outros 12 para penitenciárias localizadas em suas províncias de origem.
Aldrich Ames, ex-analista que trabalhou durante 31 anos para a Agência Central de Inteligência americana (CIA), é condenado a prisão perpétua pela venda de informações a Moscou por 2,5 milhões de dólares. Por sua traição, teriam morrido 12 agentes duplos que trabalhavam para os Estados Unidos .
1996-1997 - Estados Unidos:
Harold James Nicholson, agente da CIA do mais alto escalão é acusado de espionagem e condenado em junho de 1997 a 23 anos de prisão nos Estados Unidos por ter vendido informações aos russos.
1997 - Rússia:
Moise Finkel, cidadão russo, é condenado em Moscou a 12 anos de prisão por ter entregado aos Estados Unidos informações sobre os submarinos russos.
1998 - Estados Unidos:
David Sheldon Boone, ex-militar americano que trabalhava para a Agência de Segurança Nacional (NSA), é acusado em novembro de espionagem e de complô contra os Estados Unidos por suas atividades em benefício da KGB e da sua sucessora FSB.
1999 - Estados Unidos:
Stanislav Goussev, segundo secretário da embaixada da Rússia em Washington, é preso em dezembro nas imediações do Departamento de Estado americano e acusado de espionagem antes de ser expulso.
2000 - Rússia:
Edmond Pope, ex-oficial dos serviços secretos do Exército americano é acusado em abril pela justiça russa de espionagem e divulgação de segredos de Estado. É condenado a 20 anos de reclusão e perdoado pelo presidente russo Vladimir Putin.
2000 - Estados Unidos:
George Trofimoff, oficial aposentado dos serviços secretos do Exército americano é preso em junho na Flórida por espionagem em favor da ex-URSS. É condenado à prisão perpétua em setembro de 2001.
2001 - Estados Unidos:
Robert Hanssen, alto dirigente da contraespionagem americana - o birô Federal de Investigações (FBI) - é acusado em fevereiro de espionagem em favor da Rússia e condenado à prisão perpétua.
2002 - Rússia:
Oleg Kaluguin, general da KGB, exilado nos Estados Unidos desde 1995, é condenado em junho à revelia, por alta traição, a 15 anos de reclusão por um tribunal de Moscou. Dirigiu nos EUA a rede de espiões soviéticos durante a Guerra Fria.
Alexander Sypatchev, coronel dos serviços de inteligência russos, é condenado em novembro a oito anos de prisão por um tribunal militar de Moscou por ter tentado transmitir à CIA segredos de Estado.
2003 - Rússia:
Alexander Zaporojski, ex-agente da inteligência russa, é condenado em junho a 18 anos de prisão por espionagem em favor de Washington. Entregou à CIA informações sobre as atividades dos serviços secretos russos no exterior.
2004 - Rússia:
O russo Igor Sutiaguin acusado de espionagem a favor dos Estados Unidos e condenado em abril a 15 anos de prisão por ter transmitido informações sobre o sistema de defesa nuclear russo.
2010 - Estados Unidos:
Guennadi Sipatchev é condenado em maio a 4 anos de prisão por entregar ao Departamento de Defesa americano cartografia que permitiria aos Estados Unidos dirigir seus mísseis contra bases militares na Rússia.
O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira ao ex-presidente dos EUA Bill Clinton, de visita a Moscou, esperar que o episódio relacionado a uma suposta rede de espionagem da Rússia nos EUA não prejudique as relações entre os dois países num momento em que elas são retomadas, informaram as agências russas.
"A polícia foi um pouco longe e pôs as pessoas na prisão", declarou Putin ao receber Clinton em sua residência, nos arredores de Moscou.
Na semana passada, os presidentes russo, Dmitri Medvedev, e americano, Barack Obama, celebraram a nova fase das relações em um encontro em Washington, onde comeram hambúrguer em uma lanchonete e propuseram trocar o telefone vermelho da Guerra Fria pelo Twitter.
As declarações de Putin foram feitas depois de a diplomacia russa, em comunicado publicado nesta terça-feira, negar que os supostos espiões russos detidos nos EUA tenham agido contra interesses americanos. "Em relação às acusações feitas pelos EUA sobre um grupo de pessoas suspeitas de espionagem para a Rússia, informamos que diz respeito a cidadãos russos que estavam em território americano em momentos diferentes", indicou o Ministério das Relações Exteriores russo.
Volta à Guerra Fria
No comunicado, a chancelaria russa também pediu explicações sobre o episódio. "Em nossa opinião, tais ações não têm qualquer fundamento e são mal intencionadas", disse a diplomacia russa em comunicado. "Não entendemos as causas que levaram o Ministério da Justiça americano a fazer declarações públicas no espírito de 'histórias de espiões' do tempo da Guerra Fria", afirmou o ministério russo.
O chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, pediu explicações e ironizou o anúncio das prisões que aconteceram poucos dias depois da visita de Medvedev. "O momento do ocorrido foi escolhido com especial delicadeza", disse.
Cinco das dez pessoas detidas no domingo, nos Estados Unidos, compareceram na segunda-feira perante um juiz federal em Nova York, que ordenou que continuassem em prisão preventiva. Uma pessoa conseguiu escapar durante a operação.
Os detidos dizem ser de nacionalidade americana, canadenses e peruana, segundo as duas queixas apresentadas contra eles pela Justiça americana, mas a informação não foi confirmada.
Todos foram acusados de atuar como agentes de um governo estrangeiro, o que envolve uma pena máxima de cinco anos de prisão. Além disso, nove estão sendo incriminados por participação em um esquema de lavagem de dinheiro, cada um podendo pegar uma pena máxima de 20 anos de cadeia.
A Grã-Bretanha e a Irlanda informaram nesta terça-feira que investigam informações sobre uma possível utilização de passaportes britânicos e irlandeses falsos por alguns dos suspeitos do caso.
O Serviço Russo de Inteligência Externa (SVR), primeiro na lista dos acusados das autoridades americanas, não quis fazer comentários. Segundo a Justiça americana, os suspeitos foram formados pela SVR para "obter informações", "infiltrando-se nos círculos políticos americanos". O desmantelamento da rede é o resultado de dez anos de investigação do FBI.
Os investigadores descobriram um arsenal de meios de comunicação, como uma técnica de codificação de dados em fotografias publicadas em páginas da web de pouca visibilidade e ainda rádios de ondas curtas para entrar em contato diretamente com Moscou.
O caso reúne todos os elementos de um romance de espionagem: mensagens codificadas, dinheiro em espécie entregue por emissários russos durante estadas em países latino-americanos, idas e vindas a Moscou através de Roma, passaportes falsos, transporte e entrega de computadores portáteis.
A SVR é sucessora da KGB, Serviço de Inteligência da União Soviética, onde trabalhou o premiê Putin. Desde a dissolução da URSS, a contra-espionagem e a inteligência interna são da responsabilidade do Serviço Federal de Segurança (FSB), dirigido por Putin de 1998 a 1999.
Putin se reunirá nesta terça-feira em Moscou com o ex-presidente americano Bill Clinton, mas eles não devem abordar o caso de espionagem, segundo o porta-voz do primeiro-ministro, Dmitri Peskov, citado pela agência Ria Novosti.
Após o fim da União Soviética, os serviços de espionagem da Rússia ficaram por conta do Serviço de Inteligência Exterior (SVR)
O Serviço de Inteligência Exterior (SVR) da Rússia é o órgão sucessor da mítica KGB, o serviço de espionagem soviético no qual o primeiro-ministro russo Vladmir Putin trabalhou.
Quando a União Soviética desapareceu, as atividades da KGB foram confiadas a duas instituições diferentes: o SVR (Serviço de Inteligência Exterior) e o FSB (Serviço Federal de Segurança), responsável pela informações de inteligência na Rússia, como a contraespionagem.
"O SVR é parte integrante das forças responsáveis pela segurança e está preparado para defender a segurança dos indivíduos, da sociedade e do Estado contra as ameaças exteriores", explica em seu site o serviço, que completa 90 anos em 2010. A agência tem por objetivo informar o Kremlin para ajudá-lo a tomar decisões nos temas político, econômico, militar-estratégico, científico e ecológico.
O primeiro serviço soviético de inteligência para o exterior, fundado em 1920, era o "Departamento estrangeiro" do NKVD, a Delegacia do Povo para Assuntos Exteriores. A organização mudou regularmente seu acrônimo na era soviética. Em 1954 passou a ser a Primeira Direção Geral da KGB, nome que guardaria até o fim da União Soviética, em 1991.
O SVR indica que suas atividades mudaram amplamente desde o fim da era soviética. Acabou sua política "global" da Guerra Fria, consistente em instalar espiões em todos os países onde existiam agentes ocidentais, e trabalha agora "onde a Rússia tem interesses autênticos, e não imaginários". "O SVR considera que não há adversários principais ou de segunda ordem", informa em seu site.
O presidente russo nomeia o diretor do SVR, que atua diretamente sob suas ordens. Desde 2007, trata-se de Mikhail Fradkov, um ex-primeiro-ministro.
Segundo um informe do ministério alemão do Interior, publicado em 21 de junho, o SVR contra com 13 mil funcionários e segue ativo na Alemanha, com agentes que atuam disfarçados com empregos de diplomatas e jornalistas.
Indicado para comandar soldados dos EUA e da Otan no país asiático, David Petraeus participa de audiência de confirmação
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O general David Petraeus, nomeado chefe das operações dos Estados Unidos no Afeganistão, afirmou nesta terça-feira, no Senado americano, que o compromisso de Washington com o país é "duradouro" e que levará anos para que as tropas afegãs possam assumir o controle das tarefas de segurança.
Petraeus afirmou em seu discurso, assim como fez na semana passada em outra audiência, que o plano para a retirada das tropas americanas no Afeganistão, em julho de 2011, não representará uma saída precipitada do país.
O general acrescentou que o compromisso dos EUA no Afeganistão é "duradouro", mas alertou que, apesar dos progressos em certas áreas, levará anos para que as forças afegãs possam assumir o controle total das tarefas de segurança em seu país.
Segundo ele, a data é apenas o início de uma "fase de transição na qual o governo afegão assumirá cada vez mais a responsabilidade sobre sua própria segurança".
Petraeus é respeitado tanto por democratas quanto por republicanos, principalmente por sua atuação como comandante das forças americanas no Iraque, e a expectativa é de que seja confirmado no cargo.
Exame facilitará o diagnóstico precoce de alguns casos da doença
Uma universidade japonesa e outra americana desenvolveram uma técnica que consegue detectar com rapidez certos tipos de câncer realizando um teste de saliva, informaram os pesquisadores nesta terça-feira.
Esta tecnologia, desenvolvida pela Universidade japonesa de Keio e a Universidade da Califórnia permite detectar altas probabilidades de câncer de pâncreas, de mama ou de boca.
Os pesquisadores analisaram amostras de saliva de 215 pessoas diferentes, entre as quais havia pacientes com câncer, e identificaram 54 substâncias cuja presença permite detectar a doenca.
Depois de proceder a outros exames, conseguiu-se detectar 99% dos casos de câncer de pâncreas existentes, 95% dos de mama e 80% dos de boca, acrescentou.
A realização deste teste levaria, no máximo, meio dia, segundo os pesquisadores.
Esta nova tecnologia é capaz de detectar até 500 substâncias diferentes presentes na saliva ao mesmo tempo, afirmou o professor Tomoyoshi Soga, da Keio University.
O pesquisador enfatizou que esta nova tecnologia permitirá detectar com muito mais facilidade o câncer de pâncreas e de boca.
"As taxas de sobrevivência do câncer de pâncreas e de boca são particularmente baixas porque os sintomas não são muito claros na fase inicial, e por isso se demora mais em descobrir a enfermidade", indicou o comunicado.
"A saliva é mais fácil de examinar que o sangue ou as matérias fecais", indicou o chefe da equipe de pesquisas de Keio, Masaru Tomita, segundo o comunicado.
"Gostaríamos de usar essa tecnologia para tentar detectar outras enfermidades também", acrescentou.
Educadores e diretores debatem sobre a escolha dos estudantes que discursam na formatura do ensino médio
Não haverá discurso de despedida na formatura da Escola de Ensino Médio Jericho no domingo. Com sete formandos em primeiro lugar, reivindicando a honra com médias A, ninguém queria ouvir mais uma sólida meia hora de citações inspiradoras e lembranças bobas.
Ao invés disso, os sete irão realizar um esquete de 10 minutos intitulado "2010: Uma Odisséia na Jericho", sobre sua experiência coletiva nesta escola de ótimos alunos em Long Island, concluindo com 30 segundos para que cada um diga algo aos seus colegas e suas famílias.
"Quando começamos a determinar que apenas uma pessoa merecia a honra de ser o orador da turma?", questiona o diretor da escola Joe Prisinzano.
Em escolas de todo o país o discurso de formatura, uma tradição adorada, está rapidamente perdendo seu significado conforme os admistradores entregam a honra a qualquer aluno nota A ao invés de escolher o melhor entre eles.
Os diretores dizem que conceder o discurso de formatura a inúmeros bons alunos reduz a pressão e a competição entre os estudantes e é uma forma mais equilibrada de homenagear as realizações individuais, particularmente quando um e outro aluno são separados por apenas uma fração da nota de ciência do segundo ano.
Mas alguns estudiosos e pais criticam o aumento no número de oradores, com os professores relutantes em prejudicar as oportunidades dos alunos mais inteligentes de serem aceitos em faculdades de primeira linha.
"É a inflação da honra", disse Chris Healy, professor adjunto da Universidade Furman, que disse que celebrar tantos alunos como o melhor pode deixá-los malpreparados para a concorrência na universidade e fora dela.
Mas não na formatura da Escola de Ensino Médio Stratford nos subúrbios de Houston, no entanto, onde 30 alunos foram condecorados - cerca de 6,5% do total dos formandos - como oradores.
William R. Fitzsimmons, diretor de admissões de Harvard, disse ter ficado sabendo de escolas com mais de 100 condecorados e alunos que estudam em casa eleitos como Nº 1 o que tem ajudado a diminuir a importância da distinção.
"Eu acho, honestamente, que tem um pouco de um anacronismo", disse. "Esta tem sido uma longa tradição, mas no mundo das admissões para a faculdade não faz nenhuma diferença real".
Ainda assim, ser escolhido como o número um da sala e honrado com o discurso de formatura repercute profundamente.
"Eu sinto que quando se consegue essa honra, não importa quantos outros também conseguiram", disse Yvette Leung, uma das sete alunas da Jericho, que irá estudar em Harvard. "Ser escolhido como orador é uma honra e uma prova de como nos dedicamos."
Advogado da Guatemala teria encomendado a própria morte para incriminar o presidente do país
Dois irmãos suspeitos de ter ajudado um proeminente advogado que organizou a própria morte - com o objetivo de incriminar o presidente do país ? se entregaram à polícia na Guatemala. Francisco e Jose Valdes Paiz, que estavam foragidos há meses, são acusados de ter contratado um assassino de aluguel para matar o advogado, Rodrigo Rosenberg.
Em janeiro passado, uma comissão internacional de investigação concluiu que Rosenberg havia organizado o próprio assassinato com a intenção de chamar a atenção para o alto número de crimes não solucionados na Guatemala.
Antes de ter sido morto a tiros, em maio de 2009, o advogado alertou em uma mensagem gravada em vídeo que seria assassinado por ordem do presidente, Álvaro Colom. Posteriormente, o presidente foi inocentado.
A polícia procura os dois irmãos desde dezembro, quando eles foram relacionados ao crime pela primeira vez.
'Artimanha da chantagem'
A investigação liderada por uma comissão das Nações Unidas concluiu que Rosenberg disse aos irmãos Valdes Paiz, seus primos, que ele estava sendo chantageado e precisava de sua ajuda para contratar um assassino para matar o chantagista.
Os irmãos são acusados de terem contratado o assassino e, seguindo as instruções do advogado, ter dito a ele onde e quando ele poderia matar o suposto chantagista. Mas foi o próprio Rosenberg que compareceu ao local indicado, sendo morto a tiros, concluiu a investigação.
Falando em janeiro passado, o diretor da comissão da ONU, Carlos Castresana, disse acreditar que Rosenberg sofria de depressão e que queria chamar a atenção para os milhares de assassinatos que não são solucionados e cujos responsáveis não são punidos na Guatemala, a cada ano.
Segundo a correspondente da BBC Mundo na Guatemala Julie Lopez, as acusações de Rosenberg contra o presidente causaram uma profunda crise política no governo.
Apesar de o presidente Colom ter sido inocentado de qualquer envolvimento no assassinato do advogado, as alegações provocaram uma grande divisão no país já que, segundo a correspondente, muitos guatemaltecos acreditam que os irmãos são inocentes e que as acusações contra eles são falsas.
A comissão da ONU informou que os suspeitos se entregaram voluntariamente. Uma audiência foi marcada para o próximo dia 5.
Departamento de Justiça dos EUA diz que acusados viveram durante anos no país em um programa secreto de espionagem
Foto: AP
Um representante do Ministério do Exterior russo declarou que as alegações de que uma rede de espiões atuava nos Estados Unidos para a Rússia não tem base e representam uma regressão aos tempos da Guerra Fria. Segundo o representante, as acusações prejudicam as recentes tentativas do presidente Barack Obama de restabelecer ligações com Moscou.
O comentário foi feito um dia depois de o Departamento de Justiça americano anunciar a prisão de 10 pessoas nos Estados Unidos sob suspeita de espionar para a Rússia.
Elas foram acusadas de conspiração pela sua ação como agentes de um governo estrangeiro, o que pode levar a uma pena máxima de cinco anos de prisão.
Mais cedo, o ministro do Exterior russo, Sergei Lavrov, tinha dito em Jerusalém que Moscou aguarda uma explicação de Washington. "Eles (os americanos) não explicaram de que assunto se trata. Espero que expliquem" disse o ministro.
Os suspeitos detidos, aparentemente, viviam como cidadãos normais, alguns deles fingindo ser um casal, havia vários anos.
Um 11º suspeito foi preso nesta terça-feira no aeroporto de Larnaca , no Chipre, quando tentava embarcar para Budapest, na Hungria. Ele deve ser extraditado para os Estados Unidos.
Nove dos detidos também enfrentam acusações de conspiração para lavagem de dinheiro, cuja pena máxima de prisão chega a 20 anos. O Departamento de Justiça americano informou que ainda há um que permanece foragido.
'Fineza especial'
Em uma nota divulgada nesta terça-feira, o oficial do ministério do Exterior da Rússia diz: "Em nossa opinião, essas ações não têm base. É deplorável que tudo isso esteja acontecendo num momento de busca por novos laços entre Estados Unidos e Rússia".
Comentando o anúncio das prisões nos Estados Unidos com jornalistas em Jerusalém nesta terça-feira, Lavrov disse que "o momento para fazê-lo foi escolhido com especial fineza". Em seguida, o ministro se recusou a falar mais sobre o caso.
Para o correspondente da BBC em Moscou Rupert Wingfield-Hayes, Lavrov pode estar insinuando que algum grupo dentro da estrutura de poder americana esteja tentando minar as recentes tentativas de reaproximação com a Rússia promovidas pelo presidente americano, Barack Obama.
Na semana passada, o presidente russo Dmitri Medvedev esteve em Washington, onde almoçou hambúrguer com batatas fritas com o presidente Obama, em um gesto visto amplamente visto como sinal de uma reaproximação entre os dois governos.
Segundo um acadêmico russo entrevistado pelo correspondente da BBC em Moscou, o caso serviria como uma advertência ao presidente Barack Obama para que não confie na Rússia nem tente se aproximar do Kremlin.
Um alto representante do governo russo, disse à BBC por sua vez que o caso não deve afetar as relações entre os dois países.
Disfarce
Supostas mensagens interceptadas descritas em documentos da Promotoria sugerem que os 10 suspeitos presos nos EUA tinham como missão descobrir informações sobre assuntos como armas nucleares, posição de controle de armas americanas, Irã, rumores na Casa Branca, mudanças na liderança da CIA e partidos políticos.
Oito pessoas foram detidas no domingo sob acusação de supostamente realizar "missões de longo prazo e infiltração profunda nos Estados Unidos em nome da Federação Russa", informou o Departamento de Justiça.
Elas foram supostamente treinadas pelo Serviço de Inteligência Estrangeiro Russo (SVR), para infiltrar círculos de pessoas influentes politicamente e recolher informações, segundo os documentos apresentados à corte americana no distrito sul de Nova York.
Eles teriam sido instruídos a forjar amizades com autoridades americanas e enviar informações a agentes do governo russo usando vários métodos.
O Departamento de Justiça americano afirma que os suspeitos foram detidos depois de uma investigação de durou vários anos em que agentes do FBI se fingiram de agentes russos e colheram informações de dois dos suspeitos.
Tinta invisível
Segundo os investigadores, alguns dos suspeitos viviam sob identidades falsas desde o início dos anos 90, usando códigos e avançadas operações por computador, como o envio de fotos aparentemente inocentes com mensagens de texto escondidas. De acordo com o FBI, os supostos espiões também usavam técnicas mais antigas, como mensagens enviadas com tinta invisível e troca de pastas idênticas em parques.
"Você foi enviado aos Estados Unidos para uma longa viagem a trabalho", diz uma das mensagens enviada a dois suspeitos e interceptada pela Inteligência americana. "Sua educação, suas contas bancárias, carro, casa etc - todos eles têm um objetivo: cumprir sua missão principal, ou seja, procurar e desenvolver ligações com pessoas nos círculos de influência política nos Estados Unidos e enviar informações".
A tarefa dos suspeitos, em geral, era se "americanizar" para conseguir se infiltrar. Alguns deles chegaram a se inscrever em universidades, trabalhar e se unir a associações profissionais relevantes, afirmam os documentos apresentados à corte.
As informações são de que o grupo teria conseguido se aproximar de um cientista que estaria desenvolvendo uma bomba para explodir bunkers e de um alto oficial da Inteligência. Há vários detalhes sobre como a rede operava, mas pouca coisa sobre as informações que os agentes conseguiram apurar, afirma o correspondente da BBC em Washington, Paul Adams.
Corte
Cinco dos suspeitos compareceram a uma corte federal em Manhattan na segunda-feira - entre eles a jornalista peruana Vicky Peláez e seu marido, de origem uruguaia, Juan Lázaro - onde um juiz ordenou que sejam mantidos na prisão até a audiência preliminar marcada para o próximo dia 27 de julho.
Além deles, estariam um casal conhecido como Richard Murphy e Cynthia Murphy, presos em Montclair, Nova Jérsei, e Anna Chapman, detida em Manhattan. Outros três suspeitos - Mikhail Semenko e um casal conhecido como Michael Zottoli e Patricia Mills - compareceram a uma corte federal em Alexandria, na Virgínia, depois de terem sido detidos em Arlington, no mesmo Estado.
Os últimos dois suspeitos, Donald Howard Heathfield e Tracey Lee Ann Foley, foram presos em Boston, Massachussets. Todos os suspeitos, com exceção de Anna Chapman e Mikhail Semenko também foram acusados de conspiração para lavagem de dinheiro.
Trabalhadores chineses começam a exigir mais direitos e movimento pode aumentar preço de produtos exportados pelo país
Revoltados com os salários que recebem, trabalhadores de fábrica foram às ruas na China e entraram em confronto com seguranças. Em média, os funcionários ganham o equivalente a cerca de R$ 300 por mês e praticamente não têm direito a folgas.
Um funcionário que preferiu não se identificar afirmou à BBC que "não se incomoda de trabalhar muito, mas também quer poder aproveitar a vida".
Assista ao vídeo:
Neste ano, uma onda de greves se alastrou pelas fábricas chinesas. O milagroso crescimento econômico chinês se baseou em grande parte na fartura de mão-de-obra barata no país. Os movimentos grevistas são uma ameaça não só ao modelo econômico chinês, já que a competitividade do país depende diretamente do baixo custo do trabalho, como ao próprio governo.
Agora, trabalhadores chineses começam a exigir uma fatia maior da riqueza que catapultou a economia chinesa às alturas. O que pode significar preços mais altos para consumidores em todo o mundo e mais greves na China.
Mas a organização de qualquer movimento de trabalhadores ainda é muito difícil em um país em que milhares de pessoas desembarcam diariamente nas grandes cidades em busca de emprego.
29/06/2010 11:55 AM
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