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Chávez diz que "genocida" Israel será colocado em seu lugar

Reuters

Presidente venezuelano classifica Israel como "braço assassino" dos EUA. Declaração é dada durante visita de presidente da Síria

Foto: Reuters

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse no sábado que algum dia Israel será posto em seu lugar, depois de qualificar o país de "Estado genocida" que atua como um braço assassino do governo norte-americano.

Duro crítico dos Estados Unidos, Chávez rompeu relações com Israel depois de chamar de "holocausto" a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza em 2009. "Algum dia o Estado genocida de Israel será posto em seu lugar, o lugar que lhe cabe", disse Chávez durante a visita a Caracas do presidente da Síria, Bashar al-Assad.

No entanto, o presidente venezuelano não deu detalhes sobre as implicações de sua declaração. Ele acrescentou que Israel "se converteu no braço assassino do império ianque, que não se pode duvidar que é quem ameaça a todos."

Além disso, Chávez expressou apoio à luta pacífica para a devolução à Síria das Colinas de Golan, ocupadas por Israel desde 1967 e que o governo sírio quer de volta como parte de um acordo de paz. Chávez disse que as tentativas de Washington de isolar a Síria e mudar o Oriente Médio fracassaram e que Israel está ficando sem aliados.

Israel suavizou na semana passada o bloqueio terrestre que mantém contra a Faixa de Gaza, o que permitiu a entrada de produtos, com exceção de armas, depois de severas críticas internacionais pelo ataque israelense a um navio carregado com ajuda humanitária, durante o qual foram mortos nove ativistas estrangeiros.

Imagem resistente

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, que visita a Venezuela disse que Chávez mostrou a imagem "resistente" da Venezuela no contexto internacional, depois de afirmar que reforçará as relações com o país sul-americano.

Assad, que enfrenta uma queda na produção doméstica de petróleo e secas que afetaram a agricultura, começou uma visita na América Latina com a qual pretende ampliar os laços diplomáticos de Damasco. Ele também viajará à Argentina, ao Brasil e a Cuba.

"O presidente Chávez veio para impulsionar essa relação que foi construída ao longo de mais de 100 anos, primeiro porque há poucos políticos que são valentes, que dizem não quando é necessário dizer não", disse o presidente sírio por meio de um intérprete no Palácio de Miraflores.

O mandatário sírio acrescentou que Chávez "revelou a imagem da Venezuela resistente, que criou uma posição da Venezuela no mapa internacional".

Assad disse que a Venezuela, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), não se limitou a conservar e preservar a vida dos imigrantes sírios, mas também apoiou as causas de seu país.

"Estou muito feliz de cruzar o Atlântico pela primeira vez e começar minha visita aqui em Caracas e visitar ao mesmo tempo este país bonito e resistente", disse Assad.

Chávez qualificou como estratégica a aliança entre ambas as nações, depois de destacar que é a primeira vez que um presidente sírio visita Caracas.

27/06/2010 02:26 PM

Líder diz que nova Constituição foi aprovada no Quirguistão

Reuters

Comissão central eleitoral informou que 57,74% dos eleitores haviam votado

Foto: Reuters

A líder do governo interino do Quirguistão, Roza Otunbayeva, disse que o país embarcou no caminho de "estabelecer uma democracia de um verdadeiro povo" depois de aprovar uma nova Constituição no referendo deste domingo.

O Quirguistão foi às urnas para tentar criar a primeira democracia parlamentar na Ásia Central. Mais de metade dos eleitores compareceu às urnas, apesar da recente agitação política e confrontos étnicos sangrentos. "Acreditamos que o referendo é válido. A nova Constituição da República do Quirguistão foi aprovada", afirmou Roza em entrevista coletiva.

Segurança reforçada

Pelo menos 283 pessoas foram mortas neste mês na violência entre quirguizes e uzbeques no sul do Quirguistão, uma ex-república soviética que abriga bases militares russa e norte-americana e tem fronteira com a China.

A líder do governo interino votou sob forte esquema de segurança em uma universidade na cidade sulista de Osh, epicentro da violência. "Hoje nosso país está à beira de grande perigo, mas os resultados deste referendo vão mostrar que o país está unido e que o povo é apenas um. Vai permanecer forte pelos próprios pés e seguir adiante", disse Otunbayeva, após votar.

Os Estados Unidos e a Rússia disseram que darão apoio a um governo forte para impedir que a turbulência se espalhe pela Ásia Central, que antes estava sob controle dos soviéticos e faz fronteira com o Afeganistão. Todos os países da região são governados por presidentes autoritários.

Os eleitores tiveram de responder no referendo se apoiavam as mudanças na Constituição que transfeririam poder do presidente para um primeiro-ministro, abrindo caminho para eleições parlamentares em outubro e reconhecimento diplomático para o governo interino.

A comissão central eleitoral informou que 57,74% dos eleitores haviam votado. As urnas fecharam às 20h locais (11h no horário de Brasília) O país tem 5,3 milhões de habitantes.

Nova Carta

Pela nova Carta, Otunbayeva -- a primeira mulher a comandar um país na Ásia Central -- seria presidente interina até 2011. As eleições parlamentares seriam realizadas a cada cinco anos e o mandato presidencial, limitado a um período de seis anos.

Ex-embaixadora nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, Otunbayeva tomou o poder após uma revolta que derrubou em abril o presidente Kurmanbek Bakiyev. Embora ela seja do sul do país, vem lutando para controlar a região, um reduto da família de Bakiyev.

Bakiyev está exilado em Belarus, de onde afirmou não reconhecer o referendo nem o governo de Otunbayeva, dizendo que o comportamento dela foi "frívolo e irresponsável."

Os confrontos sangrentos aprofundaram as divisões entre as etnias quirguizes e uzbeques, que têm praticamente a mesma proporção na população no sul do país. Muitos uzbeques dizem ter sido o alvo da violência e relutam em apoiar o que veem como uma iniciativa quirguiz.

27/06/2010 02:09 PM

Polícia prende 480 pessoas nos protestos em Toronto contra o G20

iG São Paulo

Manifestantes destruíram viatura da polícia, carros e depredaram lojas e bancos no centro de Toronto, no Canadá

A polícia de Toronto prendeu 480 pessoas durante os atos violentos que marcaram os protestos contra as reuniões de cúpula do G8 e do G20 durante o sábado no Canadá. As autoridades se preparam para enfrentar provavelmente mais distúrbios neste domingo.

Em um dos casos mais graves registrados no sábado, os manifestantes colocaram fogo em uma viatura da polícia. Pelo menos outros quatro carros também foram danificados durante os incidentes.  Lojas e bancos também foram danificados durante os protestos.

A polícia respondeu usando gás lacrimogêneo e bolas de borracha e informou estar pronta para reagir caso os protestos pacíficos previstos para domingo se tornem violentos. "Se alguma coisa explodir, como ocorreu ontem, vamos reagir em conformidade", disse a porta-voz da polícia, Michelle Murphy.

Não há informações sobre quantos teriam ficado feridos. Os participantes do ato denunciaram o custo da cúpula e pediram a adoção de medidas para favorecer os países mais pobres. Em entrevista, o prefeito de Toronto, David Miller, chamou de criminosos os manifestantes. "Não são ativistas, são criminosos", afirmou.

(*com informações da Reuters e AFP)

27/06/2010 12:46 PM

Papa qualifica de 'deplorável' blitz na sede da Igreja na Bélgica

BBC Brasil

Pontífice expressa solidariedade a bispos da Bélgica, onde túmulos de dois ex-arcebispos também teriam sido violados

Foto: REUTERS/Newscom/SEAN YONG

O papa Bento 16 enviou neste domingo uma mensagem de solidariedade aos bispos da Bélgica, qualificando de "surpreendentes e deploráveis" as buscas realizadas pela polícia belga no Palácio do Arcebispo de Mechelen-Bruxelas, sede da Igreja Católica belga, e nos túmulos de dois arcebispos do país.

Endereçando sua comunicação ao presidente da Conferência dos Bispos da Bélgica, o arcebispo Andre Joseph Leonard, o papa disse que a operação - que faz parte de uma investigação de abuso sexual por parte de membros do clero - representa um "momento triste" para a Igreja.

"Neste momento triste, desejo exprimir minha proximidade e solidariedade para com o senhor e todos os Bispos da Bélgica, pela surpreendente e deplorável modalidade com que foram conduzidas as buscas", escreveu o papa. "Desejo que a Justiça faça seu curso a fim de garantir os direitos fundamentais das pessoas e das instituições, o respeito às vítimas, o reconhecimento dos que se empenham a colaborar com ela."

A operação de busca e apreensão foi realizada na sede do Palácio do Arcebispo e em outros dois locais. Um deles foi a cripta da catedral de Saint-Rombout, em Mechelen, onde os agentes procuraram dossiês sobre casos de pedofilia que teriam sido escondidos no túmulo de um arcebispo. O Vaticano afirmou que foram violados também os túmulos dos cardeais Jozef-Ernest Van Roey e Léon-Joseph Suenes, arcebispos falecidos de Bruxelas.

O episódio despertou a ira do Vaticano, que expressou na sexta-feira e no sábado o seu "espanto" pela forma como as investigações foram conduzidas.

Investigação

As autoridades belgas estariam procurando elementos que comprovem a cumplicidade da hierarquia da Igreja Católica nos casos de abusos cometidos por sacerdotes, ao impedir sistematicamente que os culpados fossem entregues à Justiça Civil.

De acordo com jornais da Bélgica, a Procuradoria de Bruxelas teria confirmado a abertura de um túmulo na cripta da catedral de Bruxelas. No mesmo comunicado em que criticou a ação da polícia, a Santa Sé também condena os abusos cometidos contra menores e reafirma o interesse em colaborar com a Justiça.

"A Secretaria de Estado confirma a total condenação de qualquer ato pecaminoso e criminoso de abuso de menores por parte de membros da Igreja, e a necessidade de enfrentar tais atos conforme as exigências da Justiça e os ensinamentos do Evangelho."

Além de criticar o método usado pela polícia, o Vaticano também lamentou que não foi respeitada a privacidade das vítimas. "Ao espanto por estas ações, se acrescenta o pesar por ter sido cometida infração do sigilo ao qual as vítimas têm direito", dizia a nota emitida pelo Vaticano.

27/06/2010 10:42 AM

Barcos batem e ferem 42 em festival na Tailândia; assista

BBC Brasil

Embarcações levavam principalmente estrangeiros para festa mensal em homenagem à lua cheia no sul do país

Dois barcos com turistas colidiram no golfo da Tailândia, ferindo 42 pessoas que participavam de um festival para homenagear a lua cheia. As embarcações se chocaram e viraram quando faziam o percurso entre a praia e a ilha de Koh Pha Ngan, no sul do país.

O site do jornal "The Nation" afirmou que pelo menos duas pessoas estão desaparecidas. O grupo é principalmente composto de turistas estrangeiros. Britânicos e australianos estão entre os feridos, de acordo com o jornal. Estima-se que 25 mil pessoas participem do evento da lua em Koh Pha Ngan a cada mês.


27/06/2010 10:16 AM

Estudo cria fórmula para prever idade da menopausa

BBC Brasil

Técnica, se comprovada em estudos futuros, poderá ajudar a mulher a planejar melhor o momento de ser mãe

Cientistas disseram ter chegado mais perto de estabelecer com precisão a idade na qual uma determinada mulher atingirá a menopausa. Um estudo iraniano realizado com 266 mulheres ao longo de 12 anos afirma que isto pode ser possível no futuro por meio da medição do hormônio AMH no sangue.

Se comprovada em estudos futuros, a técnica dará às mulheres mais informação - e portanto mais controle - sobre o melhor momento para começar a planejar a família. Os especialistas também afirmam que esta ciência pode ser particularmente útil para identificar mulheres que atingirão a menopausa precocemente.

O hormônio AMH controla o desenvolvimento dos folículos nos ovários, a partir dos quais os óvulos se desenvolvem. Medindo os níveis de AMH nas mulheres - que no experimento tinham entre 20 e 49 anos de idade - em intervalos de três anos, os cientistas criaram uma fórmula que relaciona os níveis desse hormônio no sangue à idade da menopausa. Os resultados foram apresentados na conferência da Sociedade Europeia para a Reprodução Humana e Embriologia, em Roma.

Durante o estudo, 63 mulheres atingiram a menopausa. Em média, a diferença entre a idade estimada e a idade real em que isto aconteceu foi de apenas um trimestre, com uma margem de erro máxima de três a quatro anos. Entretanto, apenas três das mulheres abaixo dos 45 anos chegaram à menopausa durante o estudo, levando os cientistas a afirmar que é preciso ampliar muito mais a base da pesquisa para ver se a fórmula se aplica a um grupo maior de mulheres.

Cautela

A ideia de acompanhar os níveis hormonais para predizer a fertilidade não é exatamente nova, mas esta é a primeira vez que os cientistas conseguem criar uma fórmula para descrever a relação entre as duas coisas. Em outros experimentos, a comunidade científica tem discutido uma "reserva ovariana" que indicaria se a menopausa é ou não iminente.

O coordenador do estudo, Fahimeh Ramezani Tehrani, da Universidade de Ciências Médicas Shahid Beheshti, de Teerã, disse que os resultados permitirão aos médicos traçar avaliações precisas do estado reprodutivo de uma mulher "muitos anos antes de elas atingirem a menopausa".

Para o principal cientista do Departamento Nuffield de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Oxford, Dagan Wells, a fórmula pode prover às mulheres mais informações para planejar a família. "Dado que as mulheres hoje em dia tendem a iniciar a família cada vez mais tarde, adiando essa decisão até terem uma carreira estabelecida ou até que apareça a 'pessoa certa', qualquer conhecimento prévio sobre a duração do período fértil as ajudaria a planejar com antecedência", disse.

Entretanto, ele notou que os níveis de fertilidade femininos decaem nos anos prévios à menopausa, o que leva à necessidade de mais pesquisas com os níveis de AMH para determinar exatamente em que ponto esses níveis decrescem.

Já um porta-voz da Sociedade Britânica para a Fertilidade aconselhou as pacientes a usar esse tipo de medição apenas como um "indicador" de fertilidade, mas não o único na qual basear decisões de postergar o início do planejamento familiar.

Stuart Lavery, que também é ginecologista consultor no hospital de Hammersmith, em Londres, disse que outras complicações do sistema reprodutivo, como cicatrizes nas trompas ou mesmo a qualidade do esperma dos parceiros, também podem ter um efeito decisivo na fertilidade. "Nossa preocupação é que as pessoas se sintam demasiado confiantes (na medição hormonal)", afirmou o médico.

27/06/2010 09:07 AM

Agressões sexuais aumentam desespero em meio às ruínas do Haiti

The New York Times

Violência contra as mulheres aumenta depois do terremoto de 12 de janeiro, dizem autoridades e ONGs

Foto: The New York Times

A mulher de 22 anos, usando um vestido azul transparente que colocou depois que foi libertada, falava com uma voz sussurrante. Talvez a pior parte de todo o calvário, disse, foi o lugar que seus sequestradores escolheram para mantê-la prisioneira.

O fato de eles a terem raptado foi aterrorizante. Assim como os estupros repetidos foram algo demasiado terrível para que ela pudesse absorver. Mas mantê-la presa nas ruínas de uma casa? Fazendo com que rastejasse por baixo de uma laje até uma casa destruída, onde a esconderam em um bolsão de entulho? Isso foi tortura, disse.

"Uma vez que não havia dormido sob qualquer telhado desde o terremoto, estava tão assustada que não conseguia respirar", disse a mulher, Rose, que pediu que seu nome completo não fosse divulgado.

Os sequestradores de Rose contataram seu cunhado, que entregou o resgate de cerca de US$ 2 mil, dizendo que a matariam se ela falasse. Ela não tinha nenhuma intenção de fazê-lo.

Mas investigadores da polícia apareceram na casa da família no bairro de Delmas 33 logo após sua libertação, e um repórter do The New York Times entrou em cena, mais tarde acompanhando Rose a uma clínica de saúde da mulher, a pedido da família.

Estar presente quando Rose e sua família lutavam com o horror de seu calvário ofereceu um vislumbre sobre a vulnerabilidade que muitos haitianos, especialmente as mulheres, sentem agora.

Obrigados a dormir em acampamentos, ruas e jardins, muitos se sentem à mercê não apenas da situação, mas daqueles que se aproveitam da miséria dos outros.

Assim, tantos casos de estupro passam sem registro aqui que as estatísticas contam apenas uma parte da história. Mas os números existentes, seja aqueles que são mantidos pela polícia ou por grupos de defesa das mulheres, indicam que a violência contra as mulheres aumentou nos meses após o terremoto de 12 de janeiro.

Os sequestros são raros, mas eles também têm aumentado, e "a ameaça é constante", disse Antoine Lerbours, um porta-voz da polícia nacional haitiana.

Malya Villard, diretor da Kofaviv, uma organização de base que apoia as vítimas de estupro, disse que a presença de milhares de prisioneiros que fugiram durante o terremoto agrava um ambiente onde a insegurança e desespero alimentam um ao outro. "É um clima ideal para o estupro", disse ela.

Desde o terremoto, os grupos de ajuda internacional manifestaram preocupação sobre a violência contra as mulheres, especialmente em acampamentos sob seus cuidados.

Iluminação deficiente ou inexistente, latrinas sem fechadura, chuveiros de homens e mulheres adjacentes e proteção policial inadequada causaram problemas.

Recentemente, a segurança em oito grandes acampamentos melhorou com a colocação de postos da polícia da ONU no Haiti. Cerca de 100 policiais de Bangladesh chegaram no mês passado para lidar com a violência contra mulheres em três deles.

Mas há cerca de 1,2 mil assentamentos em todo o Haiti, e os bairros da capital Porto Príncipe são amplamente deixados à sua própria defesa.

* Por Deborah Sontag

27/06/2010 08:33 AM

Diocese do Brooklyn busca canonização de padre local

The New York Times

Morto em 1940, Bernard Quinn defendeu a igualdade racial quando a discriminação era onipresente nos EUA e na igreja

Foto: The New York Times

Brooklyn, um bairro de igrejas e árvores, Walt Whitman e Woody Allen, Barbra Streisand e Mike Tyson, sempre teve pessoas distintas - exceto, talvez, em uma categoria. Ninguém do Brooklyn nunca se tornou santo.

Mas em uma missa especial em 24 de junho, o bispo Nicholas A. DiMarzio da Diocese Católica Romana do Brooklyn disse que planeja abrir algo conhecido como "inquérito canônico" para pedir a canonização de um padre do bairro, o monsenhor Bernard J. Quinn.

Quinn, que morreu em 1940 aos 52 anos, defendeu a igualdade racial no momento em que a discriminação contra os negros era onipresente na América, até mesmo dentro da Igreja Católica.

No auge da Depressão, era das transmissões de rádio antissemitas e pró-fascistas do reverendo Charles E. Coughlin, Quinn encontrou resistência acentuada de alguns colegas padres quando propôs ministrar a crescente população de negros do Brooklyn, muitos deles fugitivos da opressão do sul do país ou imigrantes de países pobres do Caribe.

O inquérito em nome de Quinn é o primeiro que a diocese do Brooklyn abre desde a sua criação em 1853, de acordo com o seu porta-voz, Monsenhor E. Kieran Harrington.

Seu objetivo é analisar o histórico de sacerdócio do candidato para determinar se ele foi moralmente apto para a santidade e se o seu ministério atraiu muitas novas pessoas para a igreja.

Se os registros de Quinn passarem nos testes, a diocese deve apresentar provas de pelo menos dois milagres atribuídos a ele após sua morte. O processo de verificação de tais milagres é realizada por uma delegação do Vaticano. O papa faz a decisão final sobre a canonização e quando ela deve ocorrer.

Em 1922, com o apoio da diocese, Quinn estabeleceu a primeira igreja para católicos negros no Brooklyn, a São Pedro Claver, que ainda existe e conta entre os diplomados da sua escola paroquial com a cantora e ativista de direitos humanos Lena Horne.

Em 1928, ele fundou o primeiro orfanato da diocese para crianças negras, em uma chácara convertida em Wading River, Long Island, que era então parte da diocese.

O orfanato foi destruído em um incêndio de verão, atribuído na época ao grupo Ku Klux Klan, que atuava na região leste de Long Island e havia se oposto abertamente ao prédio do orfanato. Depois de reconstruído, o orfanato foi incendiado uma segunda vez no mesmo ano.

Mas Quinn reconstruiu o prédio uma segunda vez, agora em concreto e tijolo. O edifício, conhecido como a Orfanato Pequena Flor em homenagem a sua padroeira, Santa Teresa, continua a ser a base de operações para a o projeto Pequena Flor para Crianças e Serviços Familiares da Diocese em Nova York.

Identificar os milagres atribuídos a Quinn será uma das tarefas da nova comissão diocesana. Mas, para seus defensores, os milagres já são evidentes.

"Basta pensar na sua vida", disse Veronica Quinn, sobrinha-neta do monsenhor, "a palavra 'milagre' parece estar ali, não é mesmo?"

* Por Paul Vitello

27/06/2010 08:25 AM

Insurgentes morrem em explosão de bombas que fabricavam no Afeganistão

EFE

Cabul, 27 jun (EFE).- Pelo menos 15 supostos insurgentes morreram na explosão de várias bombas que fabricavam em uma mesquita da província oriental afegã de Paktika, na fronteira com o Paquistão, informou hoje o Ministério do Interior afegão.

Cabul, 27 jun (EFE).- Pelo menos 15 supostos insurgentes morreram na explosão de várias bombas que fabricavam em uma mesquita da província oriental afegã de Paktika, na fronteira com o Paquistão, informou hoje o Ministério do Interior afegão. O fato aconteceu na sexta-feira passada no distrito de Yosuf Khel, quando os insurgentes estavam manipulando material explosivo e várias minas explodiram matando todos os presentes no templo, diz um comunicado. Entre os mortos há oito cidadãos de origem árabe, assim como cinco paquistaneses e dois afegãos. As minas e as bombas de fabricação caseira são uns dos métodos mais utilizados pelos insurgentes para atacar às tropas internacionais desdobradas no Afeganistão. Nas províncias orientais afegãs limítrofes com o Paquistão, as autoridades do país centro-asiático suspeitam que existem numerosos campos de treinamento da insurgência, que se beneficia da permeabilidade da fronteira entre os dois países. O movimento talibã afegão tem suas principais fortificações no sul e no leste do país. EFE lo-ilc/ma

27/06/2010 06:53 AM

Começam eleições na República da Guiné

EFE

Dacar, 27 jun (EFE).- Os colégios eleitorais abriram hoje na República da Guiné com longas filas de eleitores, que esperavam para emitir seu voto nas primeiras eleições democráticas realizadas em mais de 50 anos de independência.

Dacar, 27 jun (EFE).- Os colégios eleitorais abriram hoje na República da Guiné com longas filas de eleitores, que esperavam para emitir seu voto nas primeiras eleições democráticas realizadas em mais de 50 anos de independência. Os cidadãos, submetidos a regimes autoritários e militares desde a independência do país, em 1958, esperavam desde as primeiras horas da madrugada nas portas dos centros de votação, onde homens e mulheres formam longas filas, informou uma rádio privada senegalesa. As votações demoraram para começar em alguns centros por causa do atraso dos representantes dos candidatos ou dos agentes eleitorais, diz a mesma fonte, corroborando as informações de outras emissoras de rádio regionais captadas em Dacar. No total, 8.424 colégios permanecerão abertos até as 18h (horário local) para recolher os votos de 4,2 milhões de eleitores chamados às urnas. Mais de cem mil guineanos que vivem no estrangeiro poderão também votar em centenas de colégios abertos em 17 países africanos, europeus e nos Estados Unidos. Vinte e quatro candidatos aspiram à Presidência, entre os quais se destacam o veterano opositor Alpha Condé e quatro ex-primeiros-ministros: Cellou Dalein Diallo, Sidya Touré, Lansana Kouyaté e François Louseni Fall. Os candidatos finalizaram na sexta-feira um mês de campanha eleitoral, que aproveitaram para tentar convencer os eleitores sobre sua capacidade de realizar os sonhos de mudança e um futuro melhor dos guineanos. A campanha eleitoral transcorreu com tranquilidade até a quinta-feira passada, dia no qual uma série de confrontos entre seguidores de Diallo e Tour causou entre quatro e seis mortos, segundo informou a imprensa local. A Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), organismo encarregado da organização das votações, assegurou que tudo está sob controle para o desenvolvimento de um pleito livre e transparente. As Forças Armadas, que controlam o país, garantiram sua total neutralidade nestas eleições. EFE st/ma

27/06/2010 06:46 AM

Começa plebiscito para abolir regime presidencialista no Quirguistão

EFE

Quirguistão, república ex-soviética de Ásia Central foi palco de violentos confrontos há duas semanas, mas plebiscito corre bem

Plebiscito para abolir o regime presidencialista no Quirguistão, república ex-soviética de Ásia Central que foi palco de violentos confrontos há duas semanas, começou com normalidade.

"A participação é boa", declarou à imprensa Akylbek Sariev, chefe da Comissão Eleitoral Central (CEC), ao explicar que na primeira hora de votação tinha acudido às urnas 5,43% dos 2,3 milhões de cidadãos com direito a voto.

A votação transcorre também com normalidade no sul do país, onde os violentos confrontos étnicos de meados do mês causaram pelo menos 275 mortos.

A presidente interina do Quirguistão, Rosa Otunbayeva, foi votar esta manhã em um colégio na cidade de Osh, um dos principais focos de violência e onde até ontem não tinha sido cancelado o toque de recolher.

Tanto no sul do Quirguistão como na capital foram tomadas medidas especiais de segurança, a cargo de cerca de 8.000 policiais, 7.500 milicianos e 2.000 militares.

27/06/2010 06:18 AM

David Cameron visitará a China em novembro

EFE

O político conservador britânico aproveitará a viagem à próxima reunião do G20 que será realizada em novembro na Coreia do Sul para visitar também a China

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, visitará a China em novembro, segundo confirmaram fontes de seu escritório oficial de Downing Street.

Cameron responderá assim a um convite que foi feito pelo presidente da China, Hu Jintao, na reunião que tiveram no sábado à margem da Cúpula do Grupo dos 20 (G20, países industrializados e principais emergentes) em Toronto (Canadá), informou a "BBC".

O político conservador britânico aproveitará a viagem à próxima reunião do G20 que será realizada em novembro na Coreia do Sul para visitar também a China.

Em sua reunião, que durou meia hora, Hu e Cameron se mostraram de acordo na conveniência de aumentar o comércio bilateral e concluir as negociações de comércio da Rodada de Doha.

O presidente da China disse à imprensa em Toronto que Cameron tinha ligado para ele no dia seguinte que chegou a Downing Street para expressar-lhe sua disposição de reforçar os laços com Pequim.

Segundo a "BBC", Cameron ressaltou sua decisão de "melhorar as relações com a China, fundadas em vibrantes laços econômicos e comerciais".

27/06/2010 06:10 AM
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