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Cobertura completa das Eleições 2010: notícias, fotos e vídeos dos candidatos, pesquisas, guia do eleitor, apuração dos resultados da eleição e muito mais.


PTB confirma senador Romeu Tuma como candidato à releeição

Agência Brasil

Em convenção estadual, a legenda manifestou apoio informal ao candidato tucano Geraldo Alckmin

O diretório regional do PTB confirmou, neste sábado, o nome do senador Romeu Tuma como candidato do partido à reeleição nas eleições de outubro. Em convenção estadual, a legenda oficializou também as chapas que vão disputar as eleições para deputados estaduais e federais.

Durante o encontro na Assembleia Legislativa, os petebistas também manifestaram apoio informal ao candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, que esteve na convenção. O presidente estadual do PTB e secretário-geral da executiva nacional do partido, deputado Campos Machado, reiterou o apoio ao candidato do PSDB, embora o PTB esteja fora da coligação formalizada pelos tucanos.

De acordo com o parlamentar, o PTB paulista terá três desafios nesta campanha: reeleger Romeu Tuma no Senado, apoiar a candidatura de Alckmin e convencer os eleitores a votar na legenda do partido, o 14.

27/06/2010 01:25 PM

União e Estado fazem duelo de máquina pública em São Paulo

Agência Estado

O PSDB se escora na influência de Geraldo Alckmin como ex-governador, o PT aposta no poder de sedução do presidente Lula

O duelo entre tucanos e petistas pelo governo de São Paulo refletirá a queda de braço entre as máquinas do Estado e da União. Repasse de verbas a prefeitos, nomeações e investimentos em publicidade, atos rotineiros de administrações públicas, tornam-se ingredientes fundamentais da mais acirrada disputa entre PT e PSDB.

Enraizado no poder há 16 anos em São Paulo, o PSDB se escora na influência de Geraldo Alckmin como ex-governador à espera de uma vitória. Para o PT, o poder de sedução do presidente Lula sobre prefeitos é arma poderosa do senador Aloizio Mercadante - além da inédita coesão da sigla no Estado.

Prefeitos da oposição admitem que, sob Lula, a distribuição de verbas não privilegiou só aliados. Há petistas que reconhecem que também Serra adotou critérios "republicanos" na distribuição de verbas, como o prefeito de Osasco, Emídio de Souza, coordenador político da campanha de Mercadante: "Ele foi correto comigo". O líder do PT na Assembleia, Antonio Mentor, contesta e afirma que o PSDB fez repasses "monstruosamente menores para a oposição".

O total gasto pelo Estado com convênios foi de R$ 775 milhões em 2008, cerca de R$ 795 milhões em 2009, e há um montante de repasses empenhado (comprometido) até o momento de R$ 491 milhões. O PT argumenta que o gasto per capita (soma de populações governadas pelo PT e pelo PSDB) evidencia o tratamento diferenciado. Em 2009, por exemplo, o PSDB teve repasse per capita de R$ 17,26 e o PT de R$ 3,24. O governo estadual nega e rejeita esse critério de análise do PT.

Segundo o Portal Transparência, do governo federal, o volume total de investimentos da União em municípios de São Paulo, considerando transferências obrigatórias e convênios, está em linha ascendente. No primeiro ano do segundo mandato de Lula, o governo federal destinou R$ 10,8 bilhões ao Estado, valor que alcançou quase R$ 16 bilhões em 2009. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

27/06/2010 12:45 PM

Cid Gomes escolhe presidente da Assembleia para vice

Lauriberto Braga, iG Ceará

O governador do Ceará anunciou a escolha, na madrugada de hoje, pelo twitter

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) anunciou, na madrugada de hoje, pelo twitter (www.twitter.com/cidfgomes) que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Domingos Filho (PMDB) é o seu candidato a vice, na campanha pela reeleição.

Por meio de uma nota Cid qualifica Domingos Filho como sério e competente: ?Está comigo na luta por acelerar o progresso do Ceará desde a primeira hora?, destacou.

Segundo o candiato à reeleição, o companheiro de chata contribui para as ações de governo no interior do Estado "aonde ainda se concentram os maiores problemas de pobreza.? Com a escolha do vice, Cid Gomes pretende também prestigiar a Assembleia Legislativa como poder importante para a sustenção do governo.

Ainda na nota, o governador agradece aos 16 partidos políticos que formam a coligação que dá apoio a sua tentativa de reeleição lhe confiando a escolha do vice. A coligação batizada de ?Um Ceará Melhor para Todos? tem convenção conjunta hoje, em Fortaleza.

Os 16 partidos da coligação são: PSB, PMDB, PT, PCdoB, PDT, PTB, PP, PRB, PHS, PSL, PSDC, PTdoB, PRTB, PTN, PSC e PMN. Em relação à aliança de 2006 que elegeu Cid governador, saiu o PV e entraram oito partidos:PDT, PTB, PSDC, PTdoB, PTN, PRTB, PSL e PSL.

Formam a chapa majoritária da coligação Cid Gomes (PSB) ? governador; Domingos Filho (PMDB) - vice-governador; Eunício Oliveira (PMDB) ? senador; e José Pimentel (PT) - senador.
 

27/06/2010 12:12 PM

PT e PSDB temem 'poder midiático' de Russomanno

Agência Estado

O deputado chegou a ser cortejado por petistas e tucanos durante a pré-campanha

PT e PSDB avaliam com preocupação a candidatura do deputado Celso Russomanno (PP) ao governo do Estado. Mesmo contando com exíguo tempo de TV, ele é favorecido, na visão de tucanos e petistas, pela facilidade de exposição midiática - o deputado tem um programa na TV com foco na defesa dos direitos do consumidor - e pelo apoio do deputado Paulo Maluf (PP).

Mesmo sem alianças, Russomanno já atingiu 12% das intenções de voto em sondagem feita em maio pelo instituto Vox Populi. O deputado chegou a ser cortejado por petistas e tucanos durante a pré-campanha, mas se consolidou e teve a candidatura bancada pelo PP. "Sou o recheio do sanduíche", brincou.

Já o ex-deputado Fábio Feldmann relutou em sair candidato pelo PV ao Palácio dos Bandeirantes. As intenções de voto envolvendo seu nome oscilam entre 1% e 2%. A seu favor, empresas preocupadas com sustentabilidade e entidades ambientais. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

27/06/2010 11:52 AM

PT convoca 'tropa' para apoiar eventual governo de Dilma

Agência Estado

O partido concentra esforços para aumentar a bancada de senadores, com candidatos da confiança pessoal do presidente Lula

Calejado pelas derrotas no Senado, e pressionado pelas faturas cobradas pelos aliados, o PT concentra esforços para aumentar - se possível, dobrar - a bancada de senadores em outubro. O objetivo é formar uma tropa de senadores da confiança pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incumbidos da defesa de um eventual governo Dilma Rousseff (PT).

Um peemedebista, com trânsito no comando da campanha presidencial petista, relatou que Lula empenha-se, pessoalmente, em formar uma "guarda pretoriana de senadores" - a tropa pretoriana era um corpo militar de elite, criado na Roma Antiga pelo imperador Otávio Augusto para sua proteção pessoal. Notabilizou-se pela combatividade e lealdade aos imperadores.

"É fato que durante os oito anos de governo Lula nunca conseguimos formar uma maioria consistente no Senado", admitiu o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. O dirigente rechaça a expressão "tropa pretoriana", mas confirma os esforços para formar uma maioria sólida no Senado na próxima legislatura.

Ele trabalha com a possibilidade de eleger de 15 a 18 senadores e lembra que quadros importantes do partido foram destacados para esta eleição, como Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

27/06/2010 11:45 AM

Sem a presença do candidato, PPS formaliza apoio a Serra

Agência Brasil

A aliança nacional à candidatura é composta também por PTB e PSC

O Partido Popular Socialista (PPS) formalizou apoio ao candidato pelo PSDB, José Serra, à Presidência da República nas eleições de outubro. Cerca de 500 integrantes da legenda participaram ontem (26) da Convenção Nacional. Serra não compareceu.

?O Serra lamentou não poder vir ao Rio, mas disse que está firme?, disse o presidente nacional do PPS, Roberto Freire.

?Esse é o melhor [candidato] e pronto", completou Freire sobre a notícia da escolha do PSDB de lançar o senador Álvaro Dias como candidato a vice presidente de Serra, que gerou uma crise com o aliado Partido Democrata (DEM). Freire completou dizendo que o assunto não devia ser transformado num ?cavalo de batalha?.

O presidente do partido DEM, Rodrigo Maia, também era aguardado e não apareceu no encontro como protesto. O DEM ainda pretende definir o vice na chapa de Serra e deve pressionar o PSDB na Convenção Nacional do partido marcada para o dia 30.

A aliança nacional à candidatura é composta também por PTB e PSC. Estiveram presentes o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Verde (PV), Fernando Gabeira.

Nesta manhã (27), o PMDB oficializa candidatura do governador do Rio, Sérgio Cabral, à reeleição, na Fundição Progresso, Centro do Rio.

27/06/2010 11:20 AM

Roberto Freire critica oposição do DEM a Alvaro Dias

Agência Estado

Para o presidente nacional do PPS, o assunto não deve ser "transformado em cavalo de batalha".

Foto: Agência Estado

Ao chegar à convenção nacional do partido que oficializou o apoio ao candidato tucano José Serra, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou a resistência do DEM à escolha do senador Alvaro Dias (PSDB-Paraná) como candidato à vice na chapa. Freire disse que o assunto não deve ser "transformado em cavalo de batalha".

"Acho que aqueles que querem criar impasse estão laborando em equívoco", afirmou o presidente.

Freire também considerou um erro a reação do DEM ao fato de o nome de Dias ter sido anunciado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo Twitter. "Alvaro Dias é uma figura que representa o pensamento democrático, competente e combativo líder da oposição. O importante para o vice é não tirar votos", afirmou o presidente do PPS.

27/06/2010 10:43 AM

Parte do DEM cogita fim da aliança com o PSDB

Severino Motta, iG Brasília

Excluídos da chapa presidencial, membros do DEM ameaçam romper aliança com Serra; tucanos perderiam dois minutos de televisão

Com a decisão do PSDB, de colocar o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) como vice de José Serra na disputa pela presidência da República, lideranças do DEM já defendem o rompimento da aliança nacional com os tucanos. Se no próximo dia 30 essa for a decisão do partido em sua convenção nacional, Serra perderia quase um terço de seu tempo na televisão.

De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), não faria sentido para seu partido estar coligado com o PSDB sem ter a vaga de vice. ?Se eles não querem estar com o DEM, não há motivo para o DEM ficar com eles. Assim sairíamos da aliança formal e não apoiaríamos oficialmente ninguém, como acontece com outros partidos?, disse.

Demóstenes ainda lembrou que o DEM vem apoiando o PSDB desde o início das articulações para as eleições, quando Serra era líder isolado nas pesquisas de intenção de votos. Hoje, atrás de Dilma segundo a última Ibope, o Democrata alegou que a candidatura tucana ?não é nenhuma Ferrari?.

?Se o vice fosse uma unanimidade nacional, como Dom Paulo Evaristo Arns, até poderíamos aceitar. Mas um nome como o de Alvaro, que é querido por todos nós, mas que com o seu perfil há vários no DEM, não há razão para ficarmos sem a vaga. Não queremos ficar só com o ônus da aliança, ainda mais hoje que a candidatura não é nenhuma Ferrari?, disse.

O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), por sua vez, disse que há um grupo reagindo a o que chamou de ?rasteira? do PSDB. Segundo ele, caso o PSDB insista com Alvaro o partido pode sair da aliança nacional e investir seus esforços e tempo de TV na eleição de uma bancada parlamentar.

?Eles se acostumaram com um DEM que chia e depois se acomoda, dessa vez não vamos deixar isso assim. Ou reagimos ou a sigla acaba como partido, vira subalterna, e não parceira do PSDB?, disse.

Tempo de TV

O DEM conta com dois minutos e nove segundos de tempo para a candidatura presidencial na televisão. Se estiver numa aliança formal com Serra, a coligação DEM, PSDB, PPS e PSC ficaria com seis minutos e 46 segundos. Sem o DEM, o candidato tucano teria quatro minutos e 38 segundos para promover a candidatura presidencial. Praticamente a metade dos cerca de oito minutos que a candidato do PT, Dilma Rousseff, deverá dispor.

26/06/2010 07:20 PM

Presidente do PT diz achar irrevelante a escolha do vice de Serra

Lauriberto Braga, iG Ceará

José Eduardo Dutra afirmou que esse é um assunto dos tucanos e que o PT deve se preocupar apenas com a campanha de Dilma Rousseff

O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje em Fortaleza que a dificuldade na escolha do vice na chapa do candidato José Serra (PSDB) é irrelevante para o PT. "Isso é assunto deles e estamos preocupados com a nossa campanha", afirmou, no encerramento do Encontro Estadual do PT.

Para Dutra, a campanha de Dilma deve seguir o "projeto de continuidade com mudança para melhor do presidente Lula". Ele esteve hoje pela manhã em João Pessoa (PB) e à noite vai para Maceió (AL) divulgar as propostas de Dilma em encontros petistas.

"Vamos esquecer o outro lado e cuidar de nossa campanha. Porque não dá para vacilar", disse Dutra ao lado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) e dos candidatos ao Senado, os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).

Para o presidente nacional do PT, a campanha é difícil, "mas temos que fazer barba, cabelo e bigode". Segundo ele, Dilma Rousseff "não pode sofrer o que o Lulinha sofreu no Senado, fazendo senadores comprometidos com o projeto do PT".

Dutra revelou que Dilma já telefonou para o deputado federal Ciro Gomes (PSB) para ele se engajar na campanha. "Esperamos que isso aconteça, pois Ciro tem muito a dar para a futura presidenta do Brasil". Ciro, que foi rejeitado pelo PSB na intenção de se candidatar este ano a presidente, ainda não respondeu se estará na campanha de Dilma.

26/06/2010 06:02 PM

Dilma reforça estratégia de se associar à imagem de Lula

AE

"A minha turma é a do Lula, é a do Zé Alencar, é a de vocês", discursou ela, durante convenção do PRB

Foto: Agência Estado

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, reforçou a estratégia de associar a imagem dela à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na convenção nacional do PRB, que formalizou o apoio da sigla à sua candidatura. "A minha turma é a do Lula, é a do Zé Alencar, é a de vocês", discursou, num dos poucos momentos em que empolgou a plateia.

Abusando do discurso técnico, pontuado por números e dados da administração Lula, a candidata reafirmou que dará prosseguimento às ações e programas do atual governo. "Eu tenho uma missão. É continuar esse processo, seguindo em frente, avançando", afirmou ao prometer percorrer todo o País mostrando que esse governo "sabe fazer e tem de continuar fazendo".

Dilma também reforçou a retórica de que chegou a hora de uma mulher comandar o País. "Se Deus quiser e o povo também, serei a responsável mor pelas mulheres desse País. Qualquer menininha vai poder falar, como os meninos falam, que quando crescer, quero ser presidente da República".

A maioria da plateia, de cerca de 700 pessoas, era formada por jovens do programa "Força Jovem Brasil", projeto mantido pela Igreja Universal, que tem como principal representante no Congresso o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), presente na convenção. "Eu nem sabia que ela vinha. Eu vim para ver o Crivella", disse uma das jovens presentes. Muitos sequer haviam tirado o título de eleitor.

Ao afirmar que o governo petista trocou a "tradição da miséria pelo desenvolvimento", incorreu numa gafe, sugerindo que, em seu eventual governo, milhões de brasileiros seriam eliminados. "Hoje são 53 milhões de brasileiros para serem resgatados da pobreza. Vamos eliminar os 19 milhões que vivem com um quarto do salário mínimo per capita", e logo, corrigiu: "Não digo eliminar os brasileiros, mas eliminar a pobreza dos brasileiros".

Vice tucano

O PT e os aliados comemoraram a crise deflagrada na campanha do presidenciável tucano José Serra. Na avaliação dos partidários da candidata Dilma, a confusão desencadeada entre PSDB e DEM com a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB) como vice na chapa do tucano acabará beneficiando indiretamente a petista. "Ele (Serra) disse que ia unificar o País e não consegue nem unificar os aliados em torno de sua candidatura", argumentou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).

Na avaliação do secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), a crise na campanha tucana mostra que "os adversários estão bastante atrapalhados". "Eles não só não conseguiram encontrar um discurso como também não se entendem para formar a chapa para a presidência. Eles vivem um clima bem diferente do nosso, que é de coesão total", disse Cardozo.

Para o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a falta de unidade dos aliados de Serra acabará levando ao crescimento da candidatura de Dilma Rousseff. "O PSDB está tratando o DEM com desdém. Isso é ótimo para a campanha da Dilma", afirmou Valadares, que disputa a reeleição para o Senado. Presente ao encontro, o vice-presidente José Alencar, presidente de honra do PRB, evitou o tema. "Isso não é coisa nossa".
 

26/06/2010 05:44 PM

Cid Gomes diz ter a força do He-Man para se reeleger

Lauriberto Braga, iG Ceará

O governador do Ceará enalteceu a aliança com o PT no Estado em uma coligação que pode chegar a 16 partidos

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) afirmou hoje no encerramento do Encontro do PT, em Fortaleza, ter a força de um super-herói na sua campanha à reeleição. "Eu tenho a força do He-Man para me reeleger governador, porque tenho parceiros como o PT". Para Cid, a aliança com o PT não é de agora e não está pautada em cima de falsas promessas. Cid Gomes será homologado amanhã candidato à reeleição durante convenção conjunta de 15 e que pode chegar a 16 partidos.

Cid Gomes se comprometeu a fazer uma campanha em cima de mais propostas e que não vai responder as acusações do senador Tasso Jereissati (PSDB) de que o Estado no Governo Cid "parou". Mas em sua fala para os petistas Cid deu uma alfinetada em Tasso: "Eu não tenho negócio, nem empresa, não que isso seja ruim, mas me dedico exclusivamente ao Governo".

O governador se comprometeu a eleger a candidata do PT, Dilma Roussef presidenta do Brasil ainda no primeiro turno. Disse que não guarda nenhum ressentimento da exclusão do irmão Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial.

A chapa completa dos 15 partidos que apoiam Cid será anunciada amanhã.
Falta definir o vice de Cid. O atual Francisco Pinheiro (PT) será candidato a deputado estadual, pois o PT abriu mão da vaga para ter o apoio de Cid a candidatura do deputado federal José Pimentel (PT) ao Senado ao lado do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), outro candidato da aliança para o Senado Federal. Há uma possibilidade da vaga de vice ser preenchida pelo PDT e um nome falado é da senadora Patrícia Saboya.
 

26/06/2010 05:43 PM

Aécio Neves cobra compromisso do DEM com aliança

AE

Ao comentar a reação do principal partido aliado com escolha de Alvaro Dias para vice, mineiro diz que "norte" deve ser unidade

O ex-governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), cobrou neste sábado do DEM o compromisso com as mudanças propostas pela aliança oposicionista. Ao comentar a reação irritada do principal partido aliado com a escolha do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para vice na chapa encabeçada pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, Aécio disse que o "norte" que deve ser buscado é o da unidade.

O DEM resiste à chapa puro-sangue do PSDB, afirmando que só abriria mão da indicação em favor de Aécio - que não se rendeu aos apelos e será candidato ao Senado.

"O que aproxima o DEM do PSDB é a nossa visão de País, é o nosso compromisso com os avanços, é o nosso compromisso com algumas mudanças, com um governo que privilegia a meritocracia e não o aparelhamento da máquina pública", afirmou Aécio, ao chegar para a convenção do DEM-MG.

Antes, durante a convenção do PPS-MG, o ex-governador mineiro disse que confia num entendimento que mire a unidade da oposição. "Não tenho dúvidas de que o Democratas tem, acima das preferências pessoais por nomes, um compromisso com o País, com as mudanças, com os avanços e é isso que vai prevalecer", insistiu, afirmando que no momento de decisão é natural que surjam "algumas insatisfações".

Confuso

Embora publicamente tenha procurado minimizar o impasse, Aécio manifestou a interlocutores preocupação com os rumos da campanha presidencial. "Está confuso lá o negócio."

Nas entrevistas, o ex-governador evitou se estender sobre o assunto, preferindo tratar da sucessão estadual. Também não demonstrou entusiasmo com o nome de Dias. "Respeito a decisão, é um senador atuante, importante. Se for essa a decisão temos todos de estar ao lado dela", disse. "Tenho muita confiança que a liderança do governador Serra prevalecerá."

Aécio participou no início da tarde da convenção do PPS, que formalizou a candidatura de Itamar Franco ao Senado. O ex-presidente - que chegou a ser cogitado como possível vice de Serra e depois passou a atacar a estratégia presidencial do candidato tucano, de poupar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, chegou ao evento dizendo que estava apenas "empenhado" na candidatura do governador Antonio Anastasia (PSDB), que disputará a reeleição, e na de Aécio. "No momento estou pensando só em Minas", disse, lamentando mais uma vez o fato de Aécio ter sido preterido na disputa interna com Serra. "Deixei de analisar o processo nacional porque acho que ele se apresentou, digamos, com muitas incógnitas e com poucas equações. Matematicamente isso não se resolve."

No seu discurso, o ex-governador prometeu uma campanha vinculada com os dois aliados. "O meu nome, a partir desse instante é Aécio Anastasia Franco." Pouco depois, ele voltou a dizer que está "plenamente confiante" de que Anastasia vencerá a eleição no primeiro turno. "E vamos eleger os dois senadores."

Vice

O PSDB-MG realiza amanhã sua convenção, mas o anúncio do vice na chapa encabeçada por Anastasia será feito apenas na quinta-feira, em um ato com todos partidos aliados. A exemplo da aliança nacional, o DEM reivindica o posto - e já indicou os deputados federais Carlos Melles e Marcos Montes -, mas nos bastidores é dado como certo o nome do presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Alberto Pinto Coelho (PP). O PDT, com o deputado estadual Zezé Perralla, e PSB, com o ex-embaixador do Brasil em Cuba e ex-petista Tilden Santiago, também pleiteiam a vaga. Porém, com poucas chances.

Ao chegar para a convenção dos Democratas, Aécio, ao lado de Melles - presidente do diretório estadual -, chamou o partido de "irmão siamês" do PSDB no Estado. O deputado aproveitou para mais vez reivindicar a vaga de vice. O mais provável, contudo, é que o DEM fique com a primeira suplência de Aécio - que deverá ser candidato em 2014. "Não vejo que esses problemas que estão surgindo em nível nacional e que serão solucionados possam ter qualquer tipo de influência aqui", salientou o ex-governador.
 

26/06/2010 05:40 PM
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