Cobertura completa das Eleições 2010: notícias, fotos e vídeos dos candidatos, pesquisas, guia do eleitor, apuração dos resultados da eleição e muito mais.
A aliança nacional à candidatura é composta também por PTB e PSC
O Partido Popular Socialista (PPS) formalizou apoio ao candidato pelo PSDB, José Serra, à Presidência da República nas eleições de outubro. Cerca de 500 integrantes da legenda participaram ontem (26) da Convenção Nacional. Serra não compareceu.
?O Serra lamentou não poder vir ao Rio, mas disse que está firme?, disse o presidente nacional do PPS, Roberto Freire.
?Esse é o melhor [candidato] e pronto", completou Freire sobre a notícia da escolha do PSDB de lançar o senador Álvaro Dias como candidato a vice presidente de Serra, que gerou uma crise com o aliado Partido Democrata (DEM). Freire completou dizendo que o assunto não devia ser transformado num ?cavalo de batalha?.
O presidente do partido DEM, Rodrigo Maia, também era aguardado e não apareceu no encontro como protesto. O DEM ainda pretende definir o vice na chapa de Serra e deve pressionar o PSDB na Convenção Nacional do partido marcada para o dia 30.
A aliança nacional à candidatura é composta também por PTB e PSC. Estiveram presentes o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, e o candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Verde (PV), Fernando Gabeira.
Nesta manhã (27), o PMDB oficializa candidatura do governador do Rio, Sérgio Cabral, à reeleição, na Fundição Progresso, Centro do Rio.
Para o presidente nacional do PPS, o assunto não deve ser "transformado em cavalo de batalha".
Foto: Agência Estado
Ao chegar à convenção nacional do partido que oficializou o apoio ao candidato tucano José Serra, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, criticou a resistência do DEM à escolha do senador Alvaro Dias (PSDB-Paraná) como candidato à vice na chapa. Freire disse que o assunto não deve ser "transformado em cavalo de batalha".
"Acho que aqueles que querem criar impasse estão laborando em equívoco", afirmou o presidente.
Freire também considerou um erro a reação do DEM ao fato de o nome de Dias ter sido anunciado pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo Twitter. "Alvaro Dias é uma figura que representa o pensamento democrático, competente e combativo líder da oposição. O importante para o vice é não tirar votos", afirmou o presidente do PPS.
Excluídos da chapa presidencial, membros do DEM ameaçam romper aliança com Serra; tucanos perderiam dois minutos de televisão
Com a decisão do PSDB, de colocar o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) como vice de José Serra na disputa pela presidência da República, lideranças do DEM já defendem o rompimento da aliança nacional com os tucanos. Se no próximo dia 30 essa for a decisão do partido em sua convenção nacional, Serra perderia quase um terço de seu tempo na televisão.
De acordo com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), não faria sentido para seu partido estar coligado com o PSDB sem ter a vaga de vice. ?Se eles não querem estar com o DEM, não há motivo para o DEM ficar com eles. Assim sairíamos da aliança formal e não apoiaríamos oficialmente ninguém, como acontece com outros partidos?, disse.
Demóstenes ainda lembrou que o DEM vem apoiando o PSDB desde o início das articulações para as eleições, quando Serra era líder isolado nas pesquisas de intenção de votos. Hoje, atrás de Dilma segundo a última Ibope, o Democrata alegou que a candidatura tucana ?não é nenhuma Ferrari?.
?Se o vice fosse uma unanimidade nacional, como Dom Paulo Evaristo Arns, até poderíamos aceitar. Mas um nome como o de Alvaro, que é querido por todos nós, mas que com o seu perfil há vários no DEM, não há razão para ficarmos sem a vaga. Não queremos ficar só com o ônus da aliança, ainda mais hoje que a candidatura não é nenhuma Ferrari?, disse.
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), por sua vez, disse que há um grupo reagindo a o que chamou de ?rasteira? do PSDB. Segundo ele, caso o PSDB insista com Alvaro o partido pode sair da aliança nacional e investir seus esforços e tempo de TV na eleição de uma bancada parlamentar.
?Eles se acostumaram com um DEM que chia e depois se acomoda, dessa vez não vamos deixar isso assim. Ou reagimos ou a sigla acaba como partido, vira subalterna, e não parceira do PSDB?, disse.
Tempo de TV
O DEM conta com dois minutos e nove segundos de tempo para a candidatura presidencial na televisão. Se estiver numa aliança formal com Serra, a coligação DEM, PSDB, PPS e PSC ficaria com seis minutos e 46 segundos. Sem o DEM, o candidato tucano teria quatro minutos e 38 segundos para promover a candidatura presidencial. Praticamente a metade dos cerca de oito minutos que a candidato do PT, Dilma Rousseff, deverá dispor.
José Eduardo Dutra afirmou que esse é um assunto dos tucanos e que o PT deve se preocupar apenas com a campanha de Dilma Rousseff
O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje em Fortaleza que a dificuldade na escolha do vice na chapa do candidato José Serra (PSDB) é irrelevante para o PT. "Isso é assunto deles e estamos preocupados com a nossa campanha", afirmou, no encerramento do Encontro Estadual do PT.
Para Dutra, a campanha de Dilma deve seguir o "projeto de continuidade com mudança para melhor do presidente Lula". Ele esteve hoje pela manhã em João Pessoa (PB) e à noite vai para Maceió (AL) divulgar as propostas de Dilma em encontros petistas.
"Vamos esquecer o outro lado e cuidar de nossa campanha. Porque não dá para vacilar", disse Dutra ao lado do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) e dos candidatos ao Senado, os deputados federais Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).
Para o presidente nacional do PT, a campanha é difícil, "mas temos que fazer barba, cabelo e bigode". Segundo ele, Dilma Rousseff "não pode sofrer o que o Lulinha sofreu no Senado, fazendo senadores comprometidos com o projeto do PT".
Dutra revelou que Dilma já telefonou para o deputado federal Ciro Gomes (PSB) para ele se engajar na campanha. "Esperamos que isso aconteça, pois Ciro tem muito a dar para a futura presidenta do Brasil". Ciro, que foi rejeitado pelo PSB na intenção de se candidatar este ano a presidente, ainda não respondeu se estará na campanha de Dilma.
"A minha turma é a do Lula, é a do Zé Alencar, é a de vocês", discursou ela, durante convenção do PRB
Foto: Agência Estado
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, reforçou a estratégia de associar a imagem dela à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na convenção nacional do PRB, que formalizou o apoio da sigla à sua candidatura. "A minha turma é a do Lula, é a do Zé Alencar, é a de vocês", discursou, num dos poucos momentos em que empolgou a plateia.
Abusando do discurso técnico, pontuado por números e dados da administração Lula, a candidata reafirmou que dará prosseguimento às ações e programas do atual governo. "Eu tenho uma missão. É continuar esse processo, seguindo em frente, avançando", afirmou ao prometer percorrer todo o País mostrando que esse governo "sabe fazer e tem de continuar fazendo".
Dilma também reforçou a retórica de que chegou a hora de uma mulher comandar o País. "Se Deus quiser e o povo também, serei a responsável mor pelas mulheres desse País. Qualquer menininha vai poder falar, como os meninos falam, que quando crescer, quero ser presidente da República".
A maioria da plateia, de cerca de 700 pessoas, era formada por jovens do programa "Força Jovem Brasil", projeto mantido pela Igreja Universal, que tem como principal representante no Congresso o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), presente na convenção. "Eu nem sabia que ela vinha. Eu vim para ver o Crivella", disse uma das jovens presentes. Muitos sequer haviam tirado o título de eleitor.
Ao afirmar que o governo petista trocou a "tradição da miséria pelo desenvolvimento", incorreu numa gafe, sugerindo que, em seu eventual governo, milhões de brasileiros seriam eliminados. "Hoje são 53 milhões de brasileiros para serem resgatados da pobreza. Vamos eliminar os 19 milhões que vivem com um quarto do salário mínimo per capita", e logo, corrigiu: "Não digo eliminar os brasileiros, mas eliminar a pobreza dos brasileiros".
Vice tucano
O PT e os aliados comemoraram a crise deflagrada na campanha do presidenciável tucano José Serra. Na avaliação dos partidários da candidata Dilma, a confusão desencadeada entre PSDB e DEM com a indicação do senador Álvaro Dias (PSDB) como vice na chapa do tucano acabará beneficiando indiretamente a petista. "Ele (Serra) disse que ia unificar o País e não consegue nem unificar os aliados em torno de sua candidatura", argumentou o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP).
Na avaliação do secretário-geral do PT, deputado José Eduardo Cardozo (SP), a crise na campanha tucana mostra que "os adversários estão bastante atrapalhados". "Eles não só não conseguiram encontrar um discurso como também não se entendem para formar a chapa para a presidência. Eles vivem um clima bem diferente do nosso, que é de coesão total", disse Cardozo.
Para o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a falta de unidade dos aliados de Serra acabará levando ao crescimento da candidatura de Dilma Rousseff. "O PSDB está tratando o DEM com desdém. Isso é ótimo para a campanha da Dilma", afirmou Valadares, que disputa a reeleição para o Senado. Presente ao encontro, o vice-presidente José Alencar, presidente de honra do PRB, evitou o tema. "Isso não é coisa nossa".
O governador do Ceará enalteceu a aliança com o PT no Estado em uma coligação que pode chegar a 16 partidos
O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) afirmou hoje no encerramento do Encontro do PT, em Fortaleza, ter a força de um super-herói na sua campanha à reeleição. "Eu tenho a força do He-Man para me reeleger governador, porque tenho parceiros como o PT". Para Cid, a aliança com o PT não é de agora e não está pautada em cima de falsas promessas. Cid Gomes será homologado amanhã candidato à reeleição durante convenção conjunta de 15 e que pode chegar a 16 partidos.
Cid Gomes se comprometeu a fazer uma campanha em cima de mais propostas e que não vai responder as acusações do senador Tasso Jereissati (PSDB) de que o Estado no Governo Cid "parou". Mas em sua fala para os petistas Cid deu uma alfinetada em Tasso: "Eu não tenho negócio, nem empresa, não que isso seja ruim, mas me dedico exclusivamente ao Governo".
O governador se comprometeu a eleger a candidata do PT, Dilma Roussef presidenta do Brasil ainda no primeiro turno. Disse que não guarda nenhum ressentimento da exclusão do irmão Ciro Gomes (PSB) da disputa presidencial.
A chapa completa dos 15 partidos que apoiam Cid será anunciada amanhã.
Falta definir o vice de Cid. O atual Francisco Pinheiro (PT) será candidato a deputado estadual, pois o PT abriu mão da vaga para ter o apoio de Cid a candidatura do deputado federal José Pimentel (PT) ao Senado ao lado do deputado federal Eunício Oliveira (PMDB), outro candidato da aliança para o Senado Federal. Há uma possibilidade da vaga de vice ser preenchida pelo PDT e um nome falado é da senadora Patrícia Saboya.
Ao comentar a reação do principal partido aliado com escolha de Alvaro Dias para vice, mineiro diz que "norte" deve ser unidade
O ex-governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), cobrou neste sábado do DEM o compromisso com as mudanças propostas pela aliança oposicionista. Ao comentar a reação irritada do principal partido aliado com a escolha do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) para vice na chapa encabeçada pelo candidato tucano à Presidência, José Serra, Aécio disse que o "norte" que deve ser buscado é o da unidade.
O DEM resiste à chapa puro-sangue do PSDB, afirmando que só abriria mão da indicação em favor de Aécio - que não se rendeu aos apelos e será candidato ao Senado.
"O que aproxima o DEM do PSDB é a nossa visão de País, é o nosso compromisso com os avanços, é o nosso compromisso com algumas mudanças, com um governo que privilegia a meritocracia e não o aparelhamento da máquina pública", afirmou Aécio, ao chegar para a convenção do DEM-MG.
Antes, durante a convenção do PPS-MG, o ex-governador mineiro disse que confia num entendimento que mire a unidade da oposição. "Não tenho dúvidas de que o Democratas tem, acima das preferências pessoais por nomes, um compromisso com o País, com as mudanças, com os avanços e é isso que vai prevalecer", insistiu, afirmando que no momento de decisão é natural que surjam "algumas insatisfações".
Confuso
Embora publicamente tenha procurado minimizar o impasse, Aécio manifestou a interlocutores preocupação com os rumos da campanha presidencial. "Está confuso lá o negócio."
Nas entrevistas, o ex-governador evitou se estender sobre o assunto, preferindo tratar da sucessão estadual. Também não demonstrou entusiasmo com o nome de Dias. "Respeito a decisão, é um senador atuante, importante. Se for essa a decisão temos todos de estar ao lado dela", disse. "Tenho muita confiança que a liderança do governador Serra prevalecerá."
Aécio participou no início da tarde da convenção do PPS, que formalizou a candidatura de Itamar Franco ao Senado. O ex-presidente - que chegou a ser cogitado como possível vice de Serra e depois passou a atacar a estratégia presidencial do candidato tucano, de poupar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva -, chegou ao evento dizendo que estava apenas "empenhado" na candidatura do governador Antonio Anastasia (PSDB), que disputará a reeleição, e na de Aécio. "No momento estou pensando só em Minas", disse, lamentando mais uma vez o fato de Aécio ter sido preterido na disputa interna com Serra. "Deixei de analisar o processo nacional porque acho que ele se apresentou, digamos, com muitas incógnitas e com poucas equações. Matematicamente isso não se resolve."
No seu discurso, o ex-governador prometeu uma campanha vinculada com os dois aliados. "O meu nome, a partir desse instante é Aécio Anastasia Franco." Pouco depois, ele voltou a dizer que está "plenamente confiante" de que Anastasia vencerá a eleição no primeiro turno. "E vamos eleger os dois senadores."
Vice
O PSDB-MG realiza amanhã sua convenção, mas o anúncio do vice na chapa encabeçada por Anastasia será feito apenas na quinta-feira, em um ato com todos partidos aliados. A exemplo da aliança nacional, o DEM reivindica o posto - e já indicou os deputados federais Carlos Melles e Marcos Montes -, mas nos bastidores é dado como certo o nome do presidente da Assembleia Legislativa do estado, deputado Alberto Pinto Coelho (PP). O PDT, com o deputado estadual Zezé Perralla, e PSB, com o ex-embaixador do Brasil em Cuba e ex-petista Tilden Santiago, também pleiteiam a vaga. Porém, com poucas chances.
Ao chegar para a convenção dos Democratas, Aécio, ao lado de Melles - presidente do diretório estadual -, chamou o partido de "irmão siamês" do PSDB no Estado. O deputado aproveitou para mais vez reivindicar a vaga de vice. O mais provável, contudo, é que o DEM fique com a primeira suplência de Aécio - que deverá ser candidato em 2014. "Não vejo que esses problemas que estão surgindo em nível nacional e que serão solucionados possam ter qualquer tipo de influência aqui", salientou o ex-governador.
"Tenho recebido recomendação do partido e do Serra. Já me sinto em campanha", diz senador
Assumindo a postura de candidato, o senador paranaense, Álvaro Dias, candidato a vice na chapa do José Serra (PSDB) a Presidente da República, endureceu o discurso contra o governo Lula, neste sábado, durante a convenção do partido em Cuiabá (MT) que homologou o nome de Wilson Santos (PSDB) candidato a governo de Estado. "Tenho recebido recomendação do partido e do Serra. Já me sinto em campanha", disse ele.
Álvaro Dias disse também que o endurecimento adotado durante discurso de críticas ao governo Lula já faz parte de sua postura no Parlamento. "Mas vou seguir o tom do Serra. Ele é que vai comandar. Cada campanha tem a estratégia que deve ser obedecida. E serei leal e absolutamente fiel ao Serra. Estarei como coadjuvante como tantos outros no Brasil dando suporte a esse projeto", acrescentou.
Em Cuiabá, Álvaro Dias voltou a afirmar que continua candidato a vice na chapa do José Serra apesar da posição do DEM. "Isso valoriza o DEM. É parte do jogo democrático. O DEM é um partido importante na aliança. É legítimo que postule a indicação de um nome, mas certamente a prioridade é o projeto maior. Isso é que vai motivar o DEM a aceitar eventuais ponderações que possam ser feitas pelo PSDB, pelo candidato José Serra e o Sérgio Guerra".
O senador disse que acredita em um entendimento. "O DEM estará como está hoje inteiramente alinhado ao projeto de nação comandado pelo José Serra ". Sobre uma possível saída da condição de vice por ameaça da aliança com a saída do DEM, o senador paranaense, disse que "na verdade foi advertido pela Executiva do partido". O senador declarou na sexta-feira em Cuiabá que caso o DEM se mantenha irresistível quanto á iniciação do seu nome preferia ceder a vaga do que perder a sigla democrata no arco de alianças. "Se o DEM tiver que sair, saio eu".
Neste sábado, o senador disse que o cargo de vice não foi postulado e reivindicado por ele portanto ele não pode sair. "Não advoguei em causa própria. Fui convocado. Aceitei e, portanto, não tenho direito de abrir mão ou ser intransigente. Minha posição é a do PSDB e principalmente do José Serra. Já está determinado deste forma e desta forma deve caminhar. Não sai eu e nem o DEM", disse.
Segundo ele, na reunião com os democratas de Mato Grosso teria percebido que a rejeição não é unanimidade dentro do DEM. "Tenho ouvido estímulos de democratas. Não há uma intransigência do DEM. Como houve recuo do Aécio Neves, o DEM voltou a postular a vice na chapa do Serra. É democrático eles postularem a vaga de vice. Mas acredito no entendimento".
Durante o discurso, o senador paranaense disse que o "governo Lula usa a mentira como a arma para esconder suas falcatruas". Ainda segundo ele, "o governo Lula alimenta a si próprio com o dinheiro do povo". Para encerrar, o senador afirmou que o que se tem hoje tem que ser remetido ao passado: "a estabilidade econômica se deve ao Real do governo do PSDB. A semente foi implantada pelo PSDB".
Principal bandeira de candidatura é a estatização de bancos e de grandes empresas
Com a decisão dos partidos de extrema esquerda de lançar cada um seu próprio candidato à Presidência, o PSTU homologou hoje o nome do veterano Zé Maria para a disputa. Sua principal bandeira é a estatização de bancos e de grandes empresas.
Para ele, o crescimento econômico dos últimos anos "entregou uma parte mínima aos trabalhadores".
Em 2006, o PSTU aliou-se ao PCB e ao PSOL para lançar Heloísa Helena na corrida presidencial. Neste ano, porém, não houve consenso entre os três partidos. "Nós não queríamos aceitar doações de empresas e de setores ligados à burguesia", conta Zé Maria. "Acreditamos que uma candidatura socialista tem que propor mudanças estruturais na economia do País." Ele afirma que não tem a preocupação de se diferenciar dos outros candidatos da esquerda. "Quero debater com as grandes candidaturas de José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV)", diz.
Esta será a terceira campanha presidencial de Zé Maria, que participou das eleições de 1998 e 2002. Ele reconhece que continua tendo poucas chances de vitória. "Não é só para ganhar que a gente está concorrendo", explica. "Queremos levar nossas ideias e projetos aos trabalhadores e estudantes do Brasil." Zé Maria dividirá espaço no campo ideológico com Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Ivan Pinheiro (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO). Com 13 candidatos no total, 2010 terá a corrida presidencial com o maior número de pleiteantes ao cargo desde 1989.
Segundo candidato ao governo de SP, no entanto, decisão cabe a José Serra e à aliança
Se depender do otimismo do candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o seu partido não precisará rever a decisão de ter escolhido o senador tucano Álvaro Dias (Paraná) para candidato a vice-presidente, na chapa que concorre à Presidência da República, liderada pelo ex-governador José Serra.
Alckmin disse que a decisão cabe a Serra e à aliança, mas afirmou estar confiante na coesão e na força dos dois partidos.
"O DEM tem o compromisso com o Brasil, e nós vamos estar juntos, todos unidos, trabalhando pelo País", disse Alckmin.
O PSDB escolheu ontem Álvaro Dias para vice na chapa do presidenciável José Serra e a decisão não agradou ao DEM, que mantém aliança histórica com os tucanos e não quer abrir mão de indicar o posto.
A indicação do senador Álvaro Dias para compor a chapa tucana puro-sangue com Serra foi uma decisão política para evitar que um curto-circuito no Paraná ameace sua liderança no Estado, única região em que o ex-governador de São Paulo bate a candidata do PT, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto.
O impasse como DEM terá de ser solucionado até o próximo dia 30, quando acontecerá a convenção dos democratas.
Participação do PTB
Alckmin participou neste sábado da convenção do PTB na Assembleia Legislativa de São Paulo, que oficializou a candidatura à reeleição do senador Romeu Tuma e o apoio à candidatura do tucano ao governo do Estado. Segundo Alckmin, ainda há dúvidas quanto à participação do partido em sua campanha. É que, segundo ele, o PTB tomou a decisão de se coligar a Serra no âmbito nacional, o que vai dar ao presidenciável mais tempo na televisão, mas ainda deve definir se vai se coligar com o PSDB em São Paulo ou apenas apoiá-lo.
Se houver a coligação no âmbito estadual, os candidatos a Senado do PSDB não poderão fazer coligações com o PTB nessas eleições.
Mas, de acordo com Alckmin, foi feita uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser respondida nos próximos dias. Se o TSE permitir que cada partido mantenha as suas candidaturas ao Senado mesmo com a coligação estadual, ela será confirmada; caso contrário, permanecerá apenas o apoio recebido hoje. "O que já é muito importante, porque o PTB tem presença em todo Estado", disse Alckmin.
Propostas
Entre as propostas do ex-governador Geraldo Alckmin para o seu eventual governo está a mudança na jornada de trabalho e aumento de R$ 1 mil nos salários da polícia paulista. Segundo ele, a ideia é fazer com que os policiais passem a trabalhar oito horas por dia e deixem de cumprir o turno de 12 por 36 - trabalho por 12 horas seguidas e folga nas 36 seguintes. O candidato chamou esse programa de "atividade delegada".
Por trás dessa proposta está a intenção de impedir que o policial faça "bicos" no período de folga, no qual ocorre a maioria dos crimes envolvendo morte de policiais. Para convencer o efetivo a não trabalhar em suas horas de folga, o candidato disse que pretende elevar o salário atual de R$ 2,4 mil para R$ 3,4 mil mensais. Nas delegacias, Alckmin diz que quer melhorar a qualidade do atendimento, usando como parâmetro o padrão de atendimento do Poupa Tempo.
No campo da saúde, o candidato reconheceu que já houve muitos avanços, mas que há muito a melhorar. Ele afirmou também que pretende avançar no atendimento gratuito aos pacientes e investir no tratamento da saúde mental e de dependentes químicos. Segundo Alckmin, quase todas as famílias sofrem com algum usuário de drogas e com a dificuldade de internar um parente. Disse ainda que vai ampliar a rede de ambulatórios para os serviços de saúde específicos.
O senador disse que a definição do vice de Serra sai até terça e que aposta em Alvaro Dias
O senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) defendeu hoje em Fortaleza a candidatura do senador tucano Alvaro Dias (PR) para vice na chapa presidencial de José Serra (PSDB-SP). "O Alvaro está preparado para esta missão, é um grande senador, foi um grande governador e o DEM tem que compreender que acima de nomes está o nosso projeto para governar o Brasil", disse.
Tasso fez a afirmação tão logo chegou à convenção estadual que homologou a chapa pura tucana para o Governo do Ceará: deputado estadual Marcos Cals como candidato a governador e o jovem empresário (30 anos) Pedro Fiúza para vice governador.
Sobre a definição do vice de Serra, Tasso revelou que ela sai até terça-feira. "O Serra está resolvendo isso e aposto em Alvaro Dias", destacou. Segundo o senador, José Serra, que estava previsto para a convenção cearense hoje, não veio exatamente para resolver a questão do vice.
Sobre as eleições estaduais, Tasso destacou em seu discurso na convenção que o "Ceará pode muito mais", fazendo uma referência ao slogan de campanha e uma comparação ao slogan de Serra: "O Brasil pode mais". Criticou o atual governador Cid Gomes (PSB), que tenta reeleição. "Ele está praticando os mesmos vícios do passado, de loteamento de cargos. E a candidatura tucana representa o novo e não está ligada aos vícios que estão acontecendo hoje".
Tasso disse que a campanha será difícil, pois Cid é governador e está apoiado por uma coligação de 14 partidos como PSB, PMDB, PT e PDT. "É uma luta desigual, mas nós confiamos no povo. Acreditamos que o povo está querendo mudar. Não quer essa acomodação. Não quer o Ceará totalmente parado, como está agora".
O senador disse que o rompimento com Cid acontece "porque era o momento. Estava na hora de acabar e estamos olhando para o futuro por isso apresentamos o novo", finalizou.
Apesar da entrada em campo de "bombeiros" de ambos os lados, Rodrigo Maia insiste na indicação de um democrata para ocupar a vice
Mesmo diante das ameaças do DEM de retirar seu apoio formal à candidatura do presidenciável tucano José Serra, o comando nacional da campanha do PSDB permanecia irredutível na indicação do nome senador Alvaro Dias (PR) como candidato à vice-presidência. Coordenador da campanha tucana e presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE) passou parte do dia em negociações com o DEM.
A convenção do democratas está marcada para esta quarta-feira, dia 30, quando o partido deverá formalizar o apoio a Serra e, com isso, dar mais três minutos de TV para o tucano ao longo dos 45 dias do programa eleitoral gratuito.
Os tucanos tentarão convencer os democratas a aceitar o nome de Dias e, dessa forma, pôr um ponto final na crise deflagrada entre as duas legendas. "Não é a primeira vez que essas diferenças acontecem. Sugerimos o nome de Alvaro Dias. Ponto. O DEM tem a posição dele", afirmou Guerra, que deverá se reunir no domingo ou segunda-feira com os partidos que integram a campanha de Serra. "O DEM reivindica que a vice tem que ser do partido. Vamos deixar o processo andar", disse o deputado Jutahy Magalhães (PSDB-BA).
Mas, apesar da entrada em campo de "bombeiros" de ambos os lados, o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), insiste na indicação de um democrata para ocupar o cargo de vice na chapa de Serra. Um dos argumentos foi o de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "sacrificou" vários aliados nos Estados em prol da candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência da República. E citou os casos dos ex-prefeitos Fernando Pimentel (PT-MG) e Lindberg Farias (PT-RJ), que tiveram que abrir mão de suas candidaturas ao governo estadual para o PMDB.
"Mas PSDB não quer sacrificar ninguém", observou Maia. Seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia foi na mesma linha. "Nenhum presidente da República eleito depois de 1945 tinha chapa de um só partido. Será agora? O PT sacrifica seus interesses regionais a favor da candidatura nacional. O PSDB faz exatamente o contrário", escreveu Cesar em seu twitter. Ele concluiu a mensagem com ironia: "Foi lançado em São Paulo o livro 'Estratégias de como Perder uma Eleição'. Editora Labirinto".
Rodrigo Maia ficou particularmente irritado com o anúncio do nome de Dias para o cargo pelo twitter do presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), durante o intervalo do jogo de ontem da seleção brasileira. O vazamento da escolha por um aliado, sem o prévio conhecimento do DEM, foi considerado pelos democratas uma trapalhada muito grande dos tucanos. Ainda mais porque Maia havia enviado um e-mail ao presidente do PSDB perguntando sobre a vaga de vice-presidente e não obteve nenhuma resposta. Com a confusão, Maia acabou ganhando a adesão de todo o partido na defesa da tese de que o DEM tem de ocupar a posição de vice de Serra.
"Rodrigo Maia tem o apoio de 100% da bancada federal. O DEM fala unido pela voz de seu presidente", escreveu em seu twitter o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC). "Seria muita falta de respeito o PSDB ter a petulância de não indicar o vice do DEM. Isso é uma afronta ao seu maior apoio", emendou o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) também no twitter. "Se o PSDB não zerar o jogo, tem grandes chances de perder o nosso apoio dia 30 na convenção nacional", ameaçou Caiado. "Tenho conversado com lideranças dos democratas. Cresce o sentimento para decidirmos pelo fim da aliança com o PSDB na convenção", disse o deputado Efraim Filho (DEM-PB).
26/06/2010 05:26 PM
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