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O Correio do Brasil é um jornal diário completo, editado na internet e na versão impressa, vespertina, no Rio de Janeiro.


Eslováquia vence e Itália fracassa na Copa do Mundo

Em uma das campanhas mais decepcionantes da atual Copa do Mundo, ao lado da França, a campeã mundial Itália viu encerrar com um triste fim a sua participação na África do Sul. Em uma derrota para a Eslováquia, por 3 a 2, nesta quinta-feira, o time comandado por Marcello Lippi terminou a competição sem uma vitória sequer e com o vexame de empatar com a inexpressiva Nova Zelândia e perder da seleção eslovaca.

Apontado como herói por levar a seleção italiana ao título em 2006, na Alemanha, Marcello Lippi sai como vilão da atual Copa do Mundo. Criticado pela imprensa do seu país por levar um time formado por jogadores muito velhos, o treinador viu sua defesa, elogiada há quatro anos na Alemanha, cometer algumas falhas ao longo do torneio e o ataque se mostrar inexpressivo, com poucas opções de jogada e movimentação pífia de Iaquinta e Di Natale.

As contusões de Pirlo e Buffon também prejudicaram a participação da Azzurra. O goleiro saiu lesionado da primeira partida contra o Paraguai e ficou de fora dos duelos contra Nova Zelândia e Eslováquia. Já Pirlo entrou apenas em campo na derrota desta quinta-feira, contra Eslováquia, durante a segunda etapa. O meia até deu um ânimo extra para os italianos, mas não conseguiu impedir a derrota.

Sem se importar com a trágica campanha da Itália, a seleção da Eslováquia comemora a classificação para as oitavas de final, em segundo lugar no grupo, apenas atrás do Paraguai. O grande herói da vitória foi o atacante Vittek, artilheiro da equipe na competição, que marcou os dois gols da partida e desestabilizou a experiente zaga italiana formada pelo capitão Cannavaro e por Chiellini.

Na próxima fase, a Eslováquia, estreante neste Mundial como nação independente, enfrentará provavelmente a Holanda, que na tarde desta quinta-feira deve confirmar a primeira posição do Grupo E - Dinamarca e Japão correm por fora na chave. O próximo compromisso dos eslovacos será em Durban, na segunda-feira, às 11h (de Brasília).

A partida ainda teve dois lances bastante polêmicos, o que fez os italianos protestarem contra a arbitragem do inglês Howard Webb. Skrtel impediu gol de Quagliarella em cima da linha e não houve nenhum replay conclusivo. Já na reta final, novamente Quagliarella chegou a marcar, mas o gol foi corretamete anulado por impedimento.

A Itália não se despedia da primeira fase de um Mundial desde 1974. Então vice-campeã do mundo naquela ocasião, a seleção italiana bateu o Haiti na estreia, mas foi prematuramente eliminada após empatar com a Argentina e cair diante da Polônia.

O jogo

Atrás da primeira vitória na Copa do Mundo, a Itália teve um primeiro tempo bastante decepcionante no Ellis Park. Marcello Lippi mexeu novamente na equipe, promovendo a estreia de Gattuso no lugar de Marchisio e ainda optando por Di Natale no posto antes ocupado por Gilardino. Os eslovacos lançaram o jovem Stoch e também Kucka.

As alterações da Eslováquia foram mais felizes e a Itália encerrou os 45 minutos iniciais sem sequer acertar uma finalização na meta defendida por Mucha. As principais chances, bastante discretas, foram em chute que Di Natale arriscou de longe, mas passou por cima, e em perigoso desvio de Skrtel contra o próprio gol. Mais uma vez, porém, a bola saiu acima da meta.

A Eslováquia jogou sob o ritmo de Hamsik, do Napoli. Bastante criticado por suas atuações nos dois primeiros jogos, o meia articulou bem e ajudou sua seleção a encontrar boas oportunidades.

A Itália foi ameaçada em chutes de longe do próprio Hamsik e de Strba, e acabou vazada aos 25min: De Rossi saiu jogando errado, Kucka recuperou e serviu Vittek, que deslocou Marchetti e fez seu segundo gol na Copa.

Por pouco, a Eslováquia não fez o segundo e dificultou ainda mais as coisas para a Itália. Aos 48min, Vittek fez jogada de pivô e serviu o volante Kucka: de primeira, ele chutou forte e ainda viu a bola chacoalhar a rede pelo lado de fora, calando o Ellis Park.

Com a igualdade parcial entre Paraguai e Nova Zelândia, a Itália seguia dependendo apenas de um empate para se classificar. Insatisfeito com a produção do time, Lippi colocou dois jogadores do Napoli: Maggio, lateral direito, substitiu Criscito, empurrando Zambrotta para a esquerda. Quagliarella, atacante, entrou no posto do veterano Gattuso.

A Itália só realmente pressionou a partir da entrada de Pirlo. Mesmo sem as condições físicas ideais, ele saiu do banco aos 12min e os italianos partiram para cima. Di Natale, duas vezes, e Iaquinta, em outra oportunidade, assustaram os eslovacos.

O gol de empate italiano por pouco não saiu aos 22min, no primeiro lance polêmico do jogo: depois de escanteio, Quagliarella recolheu e acertou chute preciso. Em cima da linha, Skrtel tirou a bola, mas nenhum replay da jogada foi capaz de confirmar se houve o gol.

Em cima da Eslováquia, a Itália sofreu seu segundo gol e se viu em situação muito delicada. Aos 28min, depois de escanteio, Hamsik recolheu na ponta direita e recolocou a bola na área. Vittek, o carrasco italiano, se antecipou a Chiellini e finalizou sem chances para Marchetti.

O gol não abateu os italianos, que foram ainda mais ao ataque em busca de dois gols que lhes dariam a classificação. Com muita raça, Quagliarella invadiu a área, tabelou com Iaquinta e chutou a gol - no rebote, Di Natale empurrou para o gol vazio e conseguiu metade do objetivo.

Os italianos tiveram um gol anulado aos 40min no segundo lance polêmico do confronto. Após jogada de Di Natale pela esquerda, Quagliarella empurrou para dentro da pequena área, mas o lance foi corretamente anulado por impedimento.

A Itália foi para cima, mas levou um gol de Kopunek no contra-ataque, aos 44min. Lançado, ele tocou por cima de Marchetti e praticamente assegurou a classificação da debutante Eslováquia.

Ainda houve tempo para Quagliarella diminuir aos 47min, se aproveitando de jogada de Di Natale. O gol encheu os italianos de esperança e, no último lance, Pepe quase fez da entrada da pequena área. A bola foi para fora e também a chance de classificação da atual campeã mundial, apesar dos seis minutos de acréscimo.

FICHA TÉCNICA

Eslováquia 3 x 2 Itália

Gols
Eslováquia: Vittek, aos 25min do 1º tempo, Vittek aos 28min do 2º tempo e Kopunek aos 44min do 2º tempo
Itália: Di Natale, aos 36min do 2º tempo e Quagliarella aos 47min do 2º tempo

Ponto Forte da Eslováquia
Espírito vitorioso e toque de bola inteligente

Ponto Forte da Itália
Disposição até o último minuto

Ponto Fraco da Eslováquia
Recuo no fim

Ponto Fraco da Itália
Defensivismo no prímeiro tempo

Personagem do jogo
Vittek, que marcou duas vezes e foi o carrasco italiano

Esquema Tático da Eslováquia
4-2-3-1
Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik; Kucka e Strba (Kopunek); Stoch, Hamsik e Jendrisek (Petras); Vittek (Sestak)
Técnico: Vladimir Weiss

Esquema Tático da Itália
4-3-3
Marchetti; Zambrotta, Cannavaro, Chiellini e Criscito (Maggio); De Rossi; Gattuso (Quagliarella) e Montolivo (Pirlo); Pepe, Iaquinta e Di Natale
Técnico: Marcello Lippi

Cartões amarelos
Eslováquia: Vittek, Strba, Mucha e Pekarik
Itália: Cannavaro, Chiellini, Pepe e Quagliarella

Árbitro
Howard Webb (Inglaterra)

Local
Ellis Park, em Johannesburgo

24/06/2010 10:34 PM

Cerimônia do Oscar terá data antecipada

Os organizadores do Oscar estudam a possibilidade de adiantar a data da premiação mais importante do cinema mundial em 2012, o que poderia acelerar a temporada de premiações em Hollywood e criar desafios para outros programas e para estúdios de cinema.

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas disse em comunicado na quarta-feira que começou a estudar uma possível data anterior à atual, em fevereiro, mas que ainda não foi tomada nenhuma decisão.

Nos últimos anos, a entrega dos Oscar aconteceu no último domingo de fevereiro, mas em alguns anos aconteceu em março. A Academia disse que o Oscar 2011 ainda está marcado para 27 de fevereiro.

A mudança proposta, discutida em reunião do conselho de direção da Academia esta semana, pode ter impacto tanto positivo quanto negativo sobre a indústria cinematográfica e a transmissão televisiva do evento, disseram especialistas.

Todos os anos a entrega do Oscar é o segundo programa de maior audiência da TV americana e é acompanhada por dezenas de milhões de pessoas no mundo. Este ano cerca de 41,3 milhões de americanos acompanharam a transmissão para ver se o blockbuster Avatar receberia um tesouro de prêmios, mas o Oscar de melhor filme ficou com Guerra ao Terror.

A cifra representou 5 milhões de espectadores mais que no ano anterior, contrariando a tendência dos últimos anos de encolhimento da audiência, que começou quando outros grupos do setor, como o Sindicato de Atores, começaram a transmitir na TV suas próprias cerimônias de premiação.

O adiantamento daria ao Oscar a chance de ser a primeira grande cerimônia de premiação, com grandes astros e estrelas percorrendo o tapete vermelho e recebendo troféus com discursos emotivos.

Outras cerimônias, como a entrega dos Globos de Ouro, geralmente acontecem antes do Oscar, na esperança de influir sobre a corrida ao Oscar e atrair mais espectadores. Se a cerimônia do Oscar acontecesse em janeiro, por exemplo, as outras teriam que ser comprimidas em um período mais curto.

Mas isso poderia causar turbulência na temporada de premiações e prejudicar a bilheteria de alguns filmes de pequeno orçamento, como o ganhador passado de Oscar Quem Quer Ser Um Milionário, que dependem de prêmios para atrair o público para os cinemas.

? O adiantamento do Oscar seria catastrófico para o sucesso financeiro dos filmes, porque reduziria seu tempo nos cinemas ?, disse o veterano analista de premiações Tom O'Neil, da TheEnvelope.com.

? Do jeito como está, já não há quase tempo de assistir aos dez candidatos a melhor filme, depois de serem anunciadas as indicações.

24/06/2010 10:34 PM

Força Nacional vai combater saques em Alagoas e Pernambuco

Policiais da Força Nacional de Segurança Pública farão o policiamento das áreas atingidas pelas chuvas em Pernambuco e Alagoas. Os policiais vão participar também do trabalho de socorro, resgate e localização das vítimas das chuvas que atingiram os dois Estados.

A ajuda foi solicitada pelos dois Estados, que temem uma onda de saques nas cidades destruídas. Além dos 40 policiais, outros 37 bombeiros especializados em resgate em enchentes foram enviados para o caso de novos temporais.

Os Estados da Bahia, Maranhão e do Distrito Federal e a Força Nacional também cederam helicópteros que devem ser usados nos trabalhos de resgate.

Em Alagoas e em Pernambuco, foram confirmadas 45 mortes causadas pela chuva. Mais de 160 mil pessoas saíram de suas casas nos dois Estados.

Bombeiros e policiais militares de São Paulo, Rio de Janeiro e Sergipe foram enviados a Alagoas para participar do socorro às vítimas. O presidente Lula viajou até o Nordeste nesta quinta para sobrevoar as regiões mais atingidas.

24/06/2010 10:34 PM

Como andam nossas contas externas?

De forma geral, a abordagem do senso comum a respeito do desempenho nas contas externas de um país tende a valorizar o superávit comercial. Quanto maior a superioridade das exportações sobre as importações, mais forte seria a economia nacional considerada.

Desse ponto de vista mais simplista, a situação brasileira atual não mereceria maiores preocupações. Nossa performance exportadora tem registrado valores bastante expressivos ao longo da última década. Desde 2001, a balança comercial tem apresentado resultados superavitários anuais. Saindo de US$ 2,6 bilhões em 2002, passa para uma média anual de US$ 34 bi para o período 2003/09. Parece não haver dúvida de que o principal responsável por tal resultado tem sido o aumento das exportações, que saíram de uma média anual de US$ 52 bi no período 1995/2002 para uma média anual de US$ 134 bi para o período 2003/09. Em meados de 2004 atingimos a meta carregada de forte simbologia: US$ 100 bi anuais!

Já o comportamento das importações também foi de crescimento. Para os mesmos períodos acima, a evolução foi de média anual de US$ 54 bi no período 1995/2002 para uma média anual de US$ 100 bi para o período 2003/09. Um dos fatores de tal aumento foi, sem dúvida, a retomada do ritmo de crescimento da nossa economia, uma vez que aumenta também a demanda por todo tipo de produto fabricado no exterior, desde matérias-primas até equipamentos, passando por bens de consumo.

No entanto, não basta apenas comemorar o saldo positivo e crescente da balança comercial. Faz-se necessário verificar quais são os principais componentes das exportações e das importações, para se ter uma avaliação mais apurada dos impactos econômicos da tal desempenho. Isso porque qualquer resultado de superávit provoca conseqüências positivas no curto prazo, mas nem sempre um valor total de exportações superior ao das importações é benéfico no longo prazo. Senão, vejamos.

Todos sabemos que um dos fatores mais importantes para a consolidação da Inglaterra como potência hegemônica a partir dos séculos XVIII e XIX foi exatamente a sua capacidade de influenciar a maioria dos países do mundo, à época, das idéias do livre-comércio nas relações entre as nações. O elemento que fazia a diferença era o fato das exportações inglesas para o resto do mundo serem constituídas de produtos industrializados, ao passo que esses mesmos países exportavam para Inglaterra matérias-primas, sejam elas de natureza mineral ou agrícola.

É o fenômeno que os economistas chamamos de ?capacidade de agregação de valor? aos produtos. Apresentar continuados resultados superavitários apenas por uma contabilidade em que as exportações são constituídas de matérias-primas e as importações são constituídas de produtos industrializados é, na verdade, uma estratégia que corresponde a não oferecer futuro de desenvolvimento ao país considerado. Isso porque exportam-se bens com baixo valor agregado e importam-se mercadorias de alto valor agregado. Com isso, os efeitos econômicos de tal mecanismo implicam a venda para o mercado externo de produtos cuja produção envolveu baixo nível tecnológico, salários relativos também reduzidos e baixo nível de investimento necessário para a sua produção.

No sentido contrário, na importação pagamos ao país fabricante por produtos que envolveram processos de maior sofisticação tecnológica e que estão, em geral, mais à frente na cadeia produtiva. Trata-se da repetição de uma versão contemporânea da velha divisão internacional do trabalho, em que os países atrasados/dependentes/em desenvolvimento/subdesenvolvidos ou o carimbo que preferirmos adotar entram em desvantagem na relação comercial com os países mais evoluídos em termos tecnológicos e de agregação de valor.

No caso brasileiro, ainda não conseguimos dar o famoso salto à frente, no sentido de aprimorar nosso perfil exportador. Ao longo da última década, o avanço no volume de exportações não alterou de forma significativa a participação de produtos primários e de baixa intensidade tecnológica ? o que muitas vezes a classificação chama de produtos primários e semi-manufaturados. Em geral, a participação média desses itens no valor total da pauta exportadora foi de 50%, tendo chegado a atingir 60% em 2009. Aqui pesam, fundamentalmente, produtos como soja, suco de laranja, minério de ferro, café, açúcar, álcool, combustíveis, entre outros.

Com relação aos bens importados, a nossa pauta é bastante carregada por itens de densidade tecnológica mais elevada, tais como bens de capital, bens duráveis e componentes de alto valor agregado, que chegaram a representar mais de 50% ao longo da última década. Em 2009, em particular, esse mesmo subconjunto participou em 58% do valor total das importações realizadas pelo Brasil.

Numa tentativa de síntese ? um pouco simplificadora, é verdade, mas carregada de significado simbólico ? esse modelo tende a perpetuar um Brasil ancorado na grande plantação de soja e na exploração de minas de ferro concedidas à Vale, enquanto continuamos a importar equipamentos de maior densidade tecnológica e da fronteira da inovação tecnológica produzidos no além mar.

Outra abordagem interessante de se fazer é aquela relativa à participação do Brasil no fluxo internacional de comércio, que vem a ser a soma total de exportações e importações mundiais. Apesar do crescimento da importância de nossa economia nos últimos anos, a presença de nossas exportações e importações ainda é bastante reduzida. Em 2000, o comércio internacional brasileiro representava 0,9% do total mundial. Esse índice subiu para 1,1% em 2009. A título de comparação, podemos buscar as informações dos demais parceiros do famoso grupo de países, o BRIC. Para o mesmo período, a Índia saiu de 0,7% e alcançou 1,6%. A Rússia detinha 1,1% e chegou a 2,0%. Já a China saltou de 3,6% para 8,8% no total do fluxo internacional. Ou seja, além de ter a menor participação entre os países desse grupo, o Brasil foi o que menos cresceu nesse quesito ao longo da última década. Enquanto o crescimento da participação do Brasil no fluxo internacional de comércio ao longo da década foi de 30%, os demais cresceram de 90% a 144%.

O comportamento do componente chamado ?reservas internacionais? é também bastante relevante para avaliação das contas externas de um país. As reservas funcionam como uma conta de acumulação que os países realizam por meio dos superávits comerciais que realizam com o resto do mundo. Dessa forma, quanto mais recursos ingressam no país face ao volume de recursos que deixam as suas fronteiras, maior é o volume de reservas internacionais acumulados. No passado, como a referência das trocas internacionais era o ouro, o valor das reservas era mensurado em unidades de peso daquele mineral precioso. Com o processo crescente de monetarização e financeirização econômicas, e em função da ruptura unilateral do governo norte-americano do dólar com o padrão-ouro na década de 1970, os países passaram a acumular reservas em moedas e títulos considerados estáveis em termos de manutenção de seu poder de compra no mundo.

Nesse aspecto, pode-se afirmar que a situação brasileira é bastante confortável. Nosso nível de reservas internacionais saltou de uma média de US$ 35 bilhões entre 1990 e 2000 para uma média de US$ 117 bi para a década atual. Hoje em dia, o valor acumulado das reservas atingiu o recorde histórico de US$ 250 bi. Esse volume corresponde a quase 18 meses de importações, quando nos passados variava entre 6 meses e 1 ano de capacidade importadora. Esse índice é visto como fator de redução de riscos em termos do setor externo de uma economia.

Porém, as contas externas de um país envolvem, para além do resultado de exportações e importações da Balança Comercial, o sensível equilíbrio do chamado Balanço de Pagamentos. E aqui são anotados todos os tipos de entradas e saídas de recursos do país ? e não apenas os relativos à compra e venda de bens e serviços. Nessa contabilidade entram itens como a existência de estoque de dívida externa, o pagamento de juros a credores externos, o envio de lucros e dividendos, os investimentos estrangeiros diretos, entre outros.

A avaliação das contas por esse ângulo revela a necessidade de maior cautela face ao otimismo normalmente empregado. O saldo do Balanço de Pagamentos iniciou nos anos mais recentes um movimento de déficit significativo. Para o período 2002 a 2005, o saldo de entrada e saída de recursos ficou praticamente equilibrado. Porém, a partir de então, o comportamento começou a preocupar, com uma média anual de déficit superior a US$ 60 bilhões nos últimos 3 anos. Com o pagamento de juros ao estrangeiro, os valores da última década se mantiveram na média de US$16 bilhões anuais. Já as remessas relativas ao pagamento de lucros e dividendos para o exterior passaram de uma média de US5 bilhões na primeira metade da década para uma média de US 24 bilhões por ano para o período 2006/09.

Assim, o que se percebe é que a economia brasileira ainda apresenta algum grau de fragilidade em relação às suas contas externas. Em termos estratégicos, há que se alterar de forma profunda o perfil exportador, no sentido de incorporar produtos de maior valor agregado à pauta das vendas para o resto do mundo. Num horizonte de mais curto prazo, há que se promover uma mudança na política cambial, com o objetivo de inverter a tendência à sobrevalorização do real em relação às demais moedas do mercado internacional. Além disso, é urgente o estabelecimento de um maior controle sobre as contas de capitais, de maneira a exigir que o capital financeiro especulativo estrangeiro - que vem para cá em busca de rentabilidade extraordinária oferecida pela elevada taxa de juros patrocinada pelo Banco Central ? se comprometa com prazo mais longo de permanência e se dirija mais para o setor real da nossa economia.

Paulo Kliass é Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal e doutor em Economia pela Universidade de Paris 10.

24/06/2010 10:34 PM

Secretário da Receita Federal abre sindicância sobre vazamento de dados

O secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, determinou à Corregedoria-Geral do órgão a instauração de sindicância para apurar o vazamento de informações da declaração do Imposto de Renda de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB. Segundo nota divulgada nesta quinta-feira, se comprovado o acesso imotivado às informações, o responsável estará sujeito a penalidade de advertência ou suspensão de até 90 dias.

Caso seja comprovada a quebra do sigilo, o responsável estará sujeito a demissão e o caso será encaminhado ao Ministério Público Federal para adoção das medidas necessárias na esfera criminal.

?A Política de Segurança da Informação da Secretaria da Receita Federal do Brasil tem como pressuposto a garantia da confidencialidade, integridade e disponibilidade dos ativos de informação. Está em conformidade com as normas nacionais e internacionais de segurança?, informa a nota.

A Receita enfatiza que as informações são protegidas contra ações intencionais ou acidentais que impliquem perda, destruição, inserção, cópia, extração, alteração, uso e exposição indevidos, além de uso de redes isoladas e criptografia (códigos difíceis de serem decifrados) em todo tráfego de informações. A nota foi elaborada na área responsável pela tecnologia da informação da Receita, junto com o secretário, com o objetivo de tranquilizar os contribuintes e informa que o acesso aos bancos de dados e demais sistemas é restrito às pessoas autorizadas, com o uso de senha e de certificação digital, de acordo com o tipo de perfil de acesso, em função das atribuições exercidas pelos servidores.

A Receita esclareceu que todo o acesso é monitorado e controlado e que são registrados nos sistemas informatizados os dados do servidor, data, hora, sistemas acessados, rotinas executadas e máquina usada. Apenas em casos previstos em lei, as informações protegidas por sigilo fiscal saem do ambiente da Receita, mesmo assim, com documentos e protocolo de segurança específicos.

A Receita informou também que o acesso imotivado a informações, que devem ser mantidas sob sigilo, e sua divulgação constituem infrações que sujeitam o servidor a responsabilização administrativa, penal e civil. Na véspera, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou um convite para que o secretário da Receita Federal, Otacílio Cartaxo, dê explicações sobre a supostas quebra de sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e do candidato a vice pelo PV, Guilherme Leal.

24/06/2010 10:34 PM

Professores estão entre profissionais que têm maior credibilidade

Os professores de ensino fundamental e médio estão entre os profissionais que têm maior credibilidade junto à população.

Um estudo da empresa alemã GfK mostra que 87% dos brasileiros confiam nos docentes, que ficaram em terceiro lugar numa lista de 18 profissões e organizações, atrás apenas dos bombeiros (98%) e carteiros (92%).

Em comparação com o ano passado, os professores subiram uma posição no ranking de confiabilidade, empatando com os médicos.

O último lugar foi ocupado pelos políticos, que têm a confiança de apenas 11% da população ? no ano passado eles tinham 16% de credibilidade.

No âmbito internacional, os professores ultrapassam os carteiros e ficam em segundo lugar no ranking, mas os políticos continuam na última posição.

24/06/2010 10:34 PM

Dilma segue em viagem por Estados nordestinos e constrói mais alianças

A candidata do PT, Dilma Rousseff, participou do encontro estadual do partido em Sergipe, nesta quinta-feira. A reunião serviu para formalizar a indicação do governador petista, Marcelo Déda, à convenção da legenda para concorrer à reeleição. Além de Déda, a chapa majoritária no Sergipe deve contar com o deputado federal Jackson Barreto (PMDB) como vice, o deputado federal Eduardo Amorim (PSC) e o senador Antônio Carlos Valadares (PSB) concorrendo ao Senado.

Dilma chega a Aracaju, no dia de São João, por volta das 17 horas. A capital sergipana, assim como a maioria das cidades nordestinas, está cheia de turistas por conta das festas juninas. A candidata do PT participaria da Forró Caju, festa junina de Aracaju, mas decidiu cancelar o compromisso, conforme nota divulgada na terça-feira, após os estragos causados pelas chuvas em várias cidades do Nordeste.

24/06/2010 10:34 PM

Câmara e Senado adiam votações por causa do ano eleitoral

A Câmara dos Deputados pretende tratar do reajuste de 56% no salário dos servidores do Judiciário somente após as eleições de outubro. A decisão já foi acertada com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), de acordo com o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). O parlamentar acrescentou que tanto os aumentos dos servidores do Congresso quanto os do Judiciário sofrerão ajustes. Vaccarezza afirmou que nos dois casos há o entendimento de que, com uma inflação de 4%, é inviável conceder reajustes muito acima desse percentual.

? Nesses casos, tem que se olhar o tempo que os servidores estão sem reajustes e, com base nesse critério, fazer a correção ? disse.

O líder destacou que o governo federal é contra esses aumentos exagerados. Mesmo aprovado pela Comissão de Trabalho, a matéria tramitará em outras comissões, o que possibilitará deixar a votação para depois de outubro. Cândido Vaccarezza disse que o correto seria o parlamento promover uma reforma administrativa que acabasse com esse tipo de problema.

? Temos que promover a reforma administrativa porque existem muitos problemas no Judiciário, no Executivo e no Legislativo ? afirmou.

Código florestal

Por se tratar de um tema polêmico, segundo o líder Vaccarezza acredita que as mudanças no Código Florestal Brasileiro somente serão analisadas pela Câmara depois das eleições. Ele disse que já também acertou esta agenda com o presidente da Casa. Para ele, as mudanças propostas pelo relator Aldo Rebelo (PcdoB/SP) ?têm muitas divergências e incompreensões?.

A partir das eleições, o assunto poderá ser analisado. Até lá, Vaccarezza pretende promover debates e audiências públicas para esclarecer os pontos polêmicos do código, como as regras para a obrigatoriedade da reserva legal de matas nativas. O líder do governo acredita que, com os debates, pode-se chegar a um ?grande acordo? que permita votar a matéria.

Cândido Vaccarezza também acertou com Temer de não pautar qualquer votação na próxima semana. O argumento é de que a Casa estará esvaziada por conta de inúmeras convenções partidárias que serão realizadas nos estados.

? Por conta das eleições, dificilmente teremos quórum ? previu.

Nova ordem

Na noite passada, a Câmara dos Deputados aprovou, em votação simbólica, projeto de lei que muda a ordem de exibição dos candidatos na urna eletrônica para as eleições de outubro próximo. A proposta altera resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que estabelece que o eleitor deverá votar primeiro no candidato a deputado estadual ou distrital e, em segundo lugar, no candidato a deputado federal.

A resolução do TSE mudou a ordem de votação que vinha vigorando nas últimas eleições, quando o eleitor votava primeiro no candidato a deputado federal e em seguida no estadual. Para os parlamentares, a ordem estabelecida pelo tribunal poderia confundir os eleitores que estão habituados a marcar primeiro o número do candidato a deputado federal.

Por causa da insatisfação dos deputados, os líderes partidários decidiram acelerar a votação de proposta revogando a resolução do TSE. O deputado Milton Monti (PR-SP) elaborou e apresentou projeto na tarde de hoje (23), na Câmara, mudando a regra do tribunal. No plenário, os deputados aprovaram a urgência para a votação do projeto e, em seguida, aprovaram também o mérito da matéria.

O projeto será agora encaminhado à apreciação do Senado Federal e, se aprovado, vai à sanção presidencial. Pela proposta, a ordem de exibição dos candidatos para a votação, em 3 de outubro, será a seguinte: deputado federal, deputado estadual ou distrital, senador (primeira e segunda vaga), governador e presidente da República.

Processo Penal

No Senado também houve adiamento de decisões que não conseguem sair da pauta. Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Cezar Peluso, que enviou um ofício ao presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-MA), pediu que fosse adiada a votação do projeto que reforma o Código de Processo Penal (CPP), que tramita na Casa desde 2009.

?Consulto Vossa Excelência sobre a possibilidade de esta Casa Legislativa autorizar a prorrogação do prazo de apreciação do Projeto de Lei do Senado nº 156, de 2009, que dispõe sobre a reforma do Código de Processo Penal?, diz o documento.

Peluso argumenta que o objetivo do adiamento é dar mais tempo para que a Corte possa examinar o texto e dar sua colaboração. Ele acredita que a nova lei trará impactos à Justiça brasileira. ?Além disso, poderá ser analisada a aderência do projeto à jurisprudência dos tribunais superiores, conferindo maior efetividade ao novo código?, acrescentou.

Estava prevista para esta quinta-feira mais uma sessão de discussão do projeto no Senado, mas foi adiada devido à falta de quórum. O senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator do projeto de lei, está tentando marcar a última das três sessões de discussão, exigidas para alteração de um código, para a próxima semana.

Casagrande disse não saber o que incomoda o Supremo no texto, já que a questão do habeas corpus, segundo ele, foi resolvida. Recentemente, o relator voltou atrás na proposta de restringir as possibilidades de uso do recurso. ?Não sei o que o Peluso quer com o adiamento, mas vou procurá-lo para saber?, disse Casagrande. O relator acredita que ainda há tempo para essa conversa, já que a votação do projeto de alteração do CPP em plenário está agendada para o dia 7 de julho.

24/06/2010 10:34 PM

Agência nuclear defende adoção do modelo de Angra 3 em usinas no Nordeste

O diretor da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (Abacc), Lothário Deppe, defendeu nesta quinta-feira no Rio a adoção do mesmo modelo da Usina Angra 3 na construção das centrais nucleares no Nordeste, adaptando o projeto às condições da região, principalmente quanto ao solo e à temperatura.

Engenheiro nuclear com formação nos Estados Unidos e com 30 anos de serviço na área de projetos e construção de centrais nucleares na Nuclen/Eletronuclear, Deppe considerou que seria ?um desperdício? a abertura de licitação internacional para as novas usinas no Nordeste.

Ele participou do simpósio anual da Seção Latino-Americana da Sociedade Nuclear Americana (LAS-ANS), onde ressaltou que o Brasil tem tecnologia, experiência e pessoal capacitado para aplicar nas novas centrais nucleares o projeto de Angra 3, o que irá garantir que as novas unidades sejam 100% nacionais.

Deppe disse que isso permitirá que as obras fiquem entre 30% e 40% mais baratas, além de representar ?a maximização e otimização da participação nacional?. As estimativas iniciais indicam que as usinas do Nordeste poderão custar entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões.

Segundo o diretor da Abacc, será usada tecnologia nacional, que já foi transferida ao Brasil pela Alemanha graças ao acordo bilateral firmado em 27 de junho de 1975. O tratado completa 35 anos no próximo domingo.

24/06/2010 10:34 PM

Cresce o volume de materiais de construção em todo o país

As vendas domésticas de materiais de construção cresceram 21,29% em maio na comparação com igual mês do ano passado, no sétimo resultado positivo consecutivo após 12 meses de baixa. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela associação que representa o setor no país (Abramat). Em relação a abril, as vendas dos insumos avançaram 5,88% e, nos cinco primeiros meses do ano, acumulam alta de 20,54% sobre o mesmo intervalo em 2009.

De acordo com a instituição, a recuperação vista no varejo de materiais é sustentada principalmente pela maior oferta de crédito imobiliário e pela desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prorrogada até 31 de dezembro. Em maio, as vendas internas de materiais básicos foram 23,7% maiores na relação anual, superando aquelas de itens de acabamento, que aumentaram 16,76%.

A associação informou ainda que, no mês passado, o nível de empregos na indústria de materiais teve alta de 10,07% comparado ao mesmo período em 2009.

"Esses números são uma clara indicação de que a indústria de materiais retomou o nível de crescimento pré-crise. Pelo lado da oferta de produtos, a indústria está atuando de modo a suprir a necessidade, e há fortes intenções de investimentos na capacidade produtiva, já para os próximos meses", afirmou o presidente da Abramat, Melvyn Fox, em nota. A Abramat estima crescimento de 15% para a indústria de materiais de construção em 2010.

24/06/2010 10:34 PM

Desigualdade econômica tende a diminuir, prevê ministro

O Brasil será ?um país melhor de se viver? em 2022, quando vai comemorar 200 anos de independência. A previsão é do ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, que participou nesta quinta-feira de uma entrevista para emissoras de rádio de todo o país. Segundo Pinheiro Guimarães, o país será, daqui a 12 anos, menos desigual e terá eliminado a miséria. Conforme prevê o Plano Brasil 2022, o fim da pobreza extrema se dará, entre outras formas, pela inclusão educacional: a erradicação do analfabetismo e a universalização do atendimento escolar, em horário integral, para crianças e adolescentes de de 4 a 17 anos.

O ministro disse às emissoras de rádio que o ensino integral retira as crianças da rua, diminui a ?exposição excessiva? à TV comercial, à internet e ao vídeo-game e reduz a vulnerabilidade dos jovens à violência. A universalização se dará com a melhoria da qualidade do ensino, a ser equiparada à dos países desenvolvidos, e com o aumento da população universitária para 10 milhões de pessoas, cerca do dobro atual.

A melhoria do perfil educacional é estratégica para Pinheiro Guimarães, que imagina que o país precisará, por exemplo, triplicar o número de engenheiros civis formados.

? Para cada R$ 1 milhão investidos, é preciso um engenheiro ? calculou o ministro.

O plano tem diversas metas que vão demandar investimentos em infraestrutura, como dobrar o consumo per capita de energia, metade fornecida por fontes renováveis (como hidrelétricas) além de quatro novas usinas nucleares. Para o ministro de Assuntos Estratégicos, o país precisa aumentar o conhecimento geológico sobre as riquezas minerais e mapear em 12 anos 60% do território da Amazônia e 100% do restante do território nacional.

O Plano Brasil 2022 prevê crescimento econômico anual de 7%. Para Pinheiro Guimarães, essa é a ?taxa necessária para reduzir a distância do Brasil com os países desenvolvidos?. O ministro acredita que a meta será cumprida por meio de investimentos estrangeiros e nacionais, inclusive para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.

As metas para o Plano Brasil 2022, apresentadas em abril, ainda estão em processo de consulta e elaboração. A Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) enviou o plano para 20 mil entidades da sociedade civil, para os ex-ministros da Fazenda e ex-presidentes da República (José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso).

Samuel Pinheiro Guimarães informou que qualquer pessoa pode entrar no site da SAE, acessar o Plano Brasil 2022 e fazer sugestões e comentários. O ministro disse às rádios que vai sugerir ao presidente Lula que o plano seja encaminhado após as consultas, para aprovação no Congresso Nacional. ?Não é um plano deste governo, mas um plano de Estado, do Brasil?, disse o ministro, informando que o documento será útil para a elaboração de futuros  planos plurianuais e para a elaboração dos orçamentos federais.

24/06/2010 10:34 PM

Desemprego chega à menor taxa desde 2002

A taxa de desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país foi de 7,5% em maio deste ano. Trata-se da menor taxa para os meses de maio registrada desde 2002, conforme divulgou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em abril, o desemprego atingiu 7,3% da população economicamente ativa e, em relação a maio do ano passado, houve recuo de 1,3 ponto percentual.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE, o contingente de desocupados em maio, de 1,8 milhão de pessoas, se manteve praticamente estável em relação a abril, mas recuou 13,4% na comparação com maio de 2009. A população ocupada, de 21,9 milhões de pessoas, aumentou 4,3% em relação ao mesmo mês do ano passado, com o acréscimo de 894 mil postos de trabalho. Em relação a abril, não houve variação significativa.

A pesquisa também mostra que em relação a maio de 2009, houve aumento de 7,4% no emprego formal, com mais 698 mil trabalhadores com carteira assinada. Na comparação com maio do ano passado, os trabalhadores tiveram um ganho de 2,5% no rendimento médio mensal, com o salário passando de R$ 1.383,36 para R$ 1.417,30. Em relação a abril deste ano, a pesquisa registrou queda de 0,9% no rendimento.

A Pesquisa Mensal de Emprego é feita nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Maior procura

O número de desempregados em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Porto Alegre atingiu em maio deste ano o menor nível para esses meses desde 2002. Em São Paulo, que concentra cerca de 40% das indústrias brasileiras, a queda na população desocupada foi de 23,8% em relação a maio do ano passado. Em Porto Alegre, o recuo foi de 15,7% na mesma comparação, segundo dados divulgados hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em Recife e em Salvador a taxa de desemprego em maio deste ano também foi inferior à registrada em maio de 2009. Já em relação a abril do ano passado, as taxas de desemprego permaneceram praticamente estáveis em todas as seis regiões metropolitanas analisadas pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE.

Ainda em relação a maio do ano passado, a pesquisa registrou aumento da ocupação na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (6,3%); na construção (11,4%); nos serviços prestados às empresas, aluguéis, nas atividades imobiliárias e na intermediação financeira (4,7%); e na educação, saúde, administração pública, defesa e seguridade social (4,3%).

Na mesma base de comparação, houve aumento para os empregados com Carteira de Trabalho assinada no setor privado (1,1%) e para trabalhadores informais (7,7%). Já em relação a abril deste ano, houve queda de 0,8% para os empregados com carteira assinada no setor privado e de 2,8% para os trabalhadores informais.

24/06/2010 10:34 PM
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