Não há informação sobre feridos ou as causas do acidente
Um incêndio destruiu uma fábrica de produtos plásticos, nesta madrugada, no bairro Laranjal, em São Gonçalo, no Rio. Vizinhos do estabelecimento viram quando o fogo, às 2h, e acionaram os bombeiros.
Segundo o Corpo de Bombeiros, equipes de quatro quartéis - São Gonçalo, Niterói, Itaboraí e do Quartel Central - trabalharam no local e o fogo foi controlado por volta das 5h. Em torno das 11h30, as unidades ainda realizavam o rescaldo do incêndio. Não há informação sobre feridos ou as causas do acidente. O local passará por perícia.
Casamento estava marcada para o dia 17, mas houve um desentendimento entre o casal na véspera e a cerimônia não foi realizada
Foto: Agência Estado
Depois de uma briga e do registro de um boletim de ocorrência de roubo na delegacia, a professora Sueli Casarotti, de 49 anos, e o pedreiro Antônio Mondim, de 47 anos, se casaram neste sábado, 31, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
A união estava marcada para o dia 17, mas houve um desentendimento entre o casal na véspera e a cerimônia não foi realizada. Sueli chegou a registrar boletim de ocorrência no 3º Distrito Policial da cidade, alegando que o noivo havia fugido com R$ 19 mil, um carro e uma moto que pertenceriam a ela.
Mondim se apresentou no dia 21, afirmando que parte dos bens é dele. Ele negou ter sumido. Depois, o casal se entendeu e remarcou o casamento. O casamento civil ocorreu no 2º Cartório, localizado na Vila Tibério.
Sistema de travessia de balsas ficou interrompido durante a madrugada e voltou a operar por volta das 8 horas
Um navio de bandeira panamenha atingiu o atracadouro de balsas da travessia entre Santos e Guarujá às 2h deste sábado. O sistema de travessia de balsas ficou interrompido durante a madrugada e voltou a operar por volta das 8 horas. No momento, não há tempo de espera em nenhum dos lados para travessia.
O acidente aconteceu no lado do Guarujá, quando a operação estava paralisada por causa de forte neblina. O cargueiro panamenho, chamado Nena A, deixava o Porto de Santos e atingiu uma das gavetas (a vaga do estacionamento das balsas) do embarcadouro. A balsa FB 23, que estava dentro do atracadouro no momento da colisão, não foi atingida. Ninguém ficou ferido.
No final desta manhã, seis embarcações, inclusive a FB 23, já estavam em operação. Apenas a gaveta atingida pelo navio está fora de operação. Com isso, funcionam apenas os outros dois atracadouros do lado do Guarujá.
De acordo com o diretor de operações da Dersa, Nelson El Hage, a companhia está avaliando os prejuízos causados pelo acidente desta madrugada. "Acho que na próxima semana já saberemos quanto vai custar essa reforma e quando ficará pronta", disse o diretor.
A capitania dos portos informou que instaurou inquérito para apurar as causas do acidente e já está realizando inspeções no navio, que se encontra fundeado (ancorado) na barra do Porto de Santos. O navio panamenho, moderno e de casco duplo, transportava metanol.
A gaveta atingida foi inaugurada em dezembro do ano passado, após ampliação e reforma dos atracadouros do lado do Guarujá, ao custo de R$ 36 milhões. A obra foi necessária para consertar os estragos causados por um navio chinês, que atingiu o atracadouro e uma balsa no mesmo local, no ano passado.
Caminhão da Era Técnica estava a serviço da Subprefeitura de M'Boi Mirim e foi flagrada jogando entulho em um córrego da capital
A empresa Era Técnica, flagrada na quinta-feira por fiscais da Prefeitura de São Paulo jogando entulho em um córrego de Campo Limpo, na zona sul, tem contratos com três secretarias municipais e 23 subprefeituras. Entre 2009 e este ano, segundo o portal De Olho Nas Contas, pelo qual o Executivo divulga os gastos municipais, a empresa recebeu R$ 69,43 milhões. A maioria dos serviços prestados são relacionados a zeladoria, como manutenção de vias e logradouros e até limpeza de córregos e piscinões. Só neste ano, foram pagos R$ 23,42 milhões.
O caminhão da Era Técnica estava a serviço da Subprefeitura de M'Boi Mirim na hora do flagrante. O veículo foi apreendido em blitz contra despejo irregular de lixo. O motorista e o ajudante foram levados a uma delegacia e multados em R$ 12 mil. Além deles, um funcionário concursado da Subprefeitura de Campo Limpo que estava no local foi afastado até conclusão de um processo administrativo sobre o fato.
Segundo a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, a empresa receberá sanções previstas no contrato, que podem ser advertências ou multas. A Era Técnica foi procurada por telefone e por e-mail pela reportagem, mas não respondeu.
A blitz de descarte irregular de lixo começou na quarta-feira. Até agora, resultou em apreensões de 11 veículos e quatro caçambas e aplicação de 11 multas. A fiscalização ocorre nas 31 subprefeituras. Desde segunda-feira, a multa para quem joga lixo em lugares impróprios passou de R$ 500 para R$ 12 mil.
O Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb) afirmou intenção de buscar ajuda dos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) para fiscalizar a coleta de lixo em São Paulo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Depois de dois assaltos, Shopping Cidade Jardim tem segurança reforçada com unidade móvel da Polícia Militar
A segurança do Shopping Cidade Jardim, complexo de luxo na zona sul de São Paulo, que conta com grifes internacionais e nove edifícios residenciais, ganhou um reforço nas últimas semanas. Depois de dois assaltos no endereço, em maio e em junho, uma base móvel da Polícia Militar agora permanece estacionada logo ao lado do shopping, na entrada dos clientes.
A base foi colocada pelo 16.º Batalhão da Polícia Militar, responsável pelo policiamento na área. A reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" flagrou o veículo por duas semanas seguidas na esquina do shopping, quase em cima da calçada do estabelecimento, tanto durante o dia quanto a noite. Em algumas ocasiões, policiais da Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas (Rocam) também estavam no local, conversando com os outros policiais da base. No entorno, além do Cidade Jardim, há apenas algumas lojas, um supermercado e casas de alto padrão. Áreas consideradas perigosas e com grande ocorrência de furtos e roubos no bairro, como duas favelas ou as avenidas Morumbi e Giovanni Gronchi, estão a um quilômetro e meio de distância.
A administração do Cidade Jardim confirmou que pediu o reforço policial depois dos assaltos. "O shopping reforçou sua parceria com a Polícia Militar para ampliar o efetivo de segurança pública nas imediações do centro comercial, a exemplo do que se verifica em outras localidades da cidade", afirmou a assessoria de imprensa, por meio de nota oficial. Para o coronel da reserva da PM e ex-secretário nacional de Segurança Pública José Vicente da Silva, a situação é "absurda". "Não pode parecer que a PM está privilegiando um determinado estabelecimento", diz.
O complexo do Shopping Cidade Jardim é um dos mais luxuosos de São Paulo. Seis meses antes da entrega das chaves das unidades residenciais, 80% dos imóveis de alto padrão já haviam sido vendidos, com valores que iam de R$ 2 milhões a R$ 18 milhões. Tanto luxo chamou a atenção de quadrilhas. O primeiro assalto ocorreu em maio, na joalheria Tiffany; 22 dias depois, o shopping voltou a ser alvo de assaltantes, que entraram na loja da Rolex. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
Osasco, Santana de Parnaíba e Barueri, e toda a cidade de Carapicuíba, ficarão sem água no fim de semana
Boa parte dos moradores das cidades de Osasco, Santana de Parnaíba e Barueri, e toda a cidade de Carapicuíba, municípios localizados na região oeste da Grande São Paulo, sofrerão corte no abastecimento de água neste domingo (1/08), entre 7h e 17h.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que o procedimento será necessário para a instalação de um transformador de energia e substituição de válvulas da estação elevatória que atende a região. O retorno do fornecimento será gradual, com normalização total prevista para ocorrer entre o final da tarde de segunda-feira (2/08).
Já na próxima terça-feira (3/08) será a vez de moradores da região de Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, entre 8h e 18h, devido aos trabalhos de lavagem de um reservatório na localidade. A previsão de normalização é para até o final da noite do mesmo dia.
Em protesto, estudantes pediam: "Arroz, feijão, maconha e educação".
Estudantes e professores universitários organizaram nesta sexta-feira uma marcha pela liberação da maconha no Rio Grande do Norte. Cerca de 500 pessoas participaram do evento. A manifestação ocorreu em torno do campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, exatamente no último dia da reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). No protesto, os participantes gritavam frases como: "Arroz, feijão, maconha e educação".
O evento foi organizado pelo Coletivo Cannabis Ativa, criado no Estado potiguar para defender a descriminalização da droga. Leilane Assunção, uma das organizadoras da Marcha da Maconha, argumentou que "a proibição fortalece o crime". "Existe muito preconceito contra quem fuma. Estudos já mostraram que não há nenhum dano ao cérebro", disse a estudante.
A Marcha da Maconha foi acompanhada de perto por policiais militares que estavam atentos a não permitir o uso, porte, venda ou apologia à droga. Policiais civis, descaracterizados, também foram identificados no movimento. Nos dias que antecederam o evento, a polícia ainda chegou a anunciar que não permitiria o movimento, mas depois foi decidido que a marcha seria realizada com os militares acompanhando de perto.
Segundo veterinário, filho de onça parda tem cerca de 15 dias
Agentes da 3ª Companhia da Polícia Ambiental de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, resgataram nesta quinta-feira à noite uma onça parda de apenas 15 dias. O animal foi encontrado andando às margens de uma estrada municipal que dá acesso ao município de Narandiba.
Os policiais resgataram o filhote e o levaram para a sede da unidade, onde ele recebeu os primeiros cuidados, permanecendo lá até a manhã desta sexta-feira. Depois, foi conduzido à Associação Protetora de Animais Silvestres (Apass), de Assis - que presta auxílio às entidades que se dedicam à pesquisa, fiscalização e preservação das espécies animais e vegetais.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Danilo Peiti, veterinário da associação, examinou o filhote e confirmou que se tratava mesmo de uma onça parda (Puma Concolor Capricornienses). O filhote foi medicado, alimentado e, segundo o responsável pela Apass, Aguinaldo Marinho de Godoy, permanecerá na associação e será acompanhado por profissionais até estar apto a ser solto em seu habitat natural.
Regra vale para as operadoras que assinaram um termo de compromisso com a ANS
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou nesta sexta-feira o reajuste máximo para planos individuais antigos, cujos contratos foram assinados antes da entrada em vigor da Lei nº 9.656/98. A regra vale para as operadoras que assinaram um termo de compromisso com a ANS, segundo comunicado do órgão.
As operadoras de medicina de grupo - Amil Assistência Médica Internacional e Golden Cross - foram autorizadas a reajustarem seus contratos em até 7,30%. As seguradoras especializadas em saúde - Sul América, Bradesco Saúde e Itaúseg Saúde - poderão aplicar um índice de até 10,91%. O universo de beneficiários atingidos por esses índices corresponde a 1,06% do total de usuários da saúde suplementar do Brasil.
O reajuste está autorizado para aplicação, a partir de julho de 2010, aos contratos com data de aniversário entre junho de 2010 e maio de 2011 para a operadora Amil, e entre julho de 2010 e junho de 2011 para as demais. A ANS informa que não poderá haver cobrança retroativa ao período anterior a julho de 2010. Além disso, deve ser respeitado o princípio da anualidade dos contratos.
Caso haja defasagem de até dois meses entre a aplicação do reajuste e o mês de aniversário do contrato, será permitida cobrança retroativa a ser diluída pelo mesmo número de meses, diz o comunicado.
Projeto que institui a chamada lei seca está sendo preparado pela prefeitura e deve ser enviado à Câmara este mês
Bares, restaurantes e estabelecimentos que servem bebidas alcoólicas podem ter de fechar às 23 horas a partir de janeiro, em Sorocaba, no interior de São Paulo. Projeto que institui a chamada lei seca para reduzir a criminalidade está sendo preparado pela prefeitura e deve ser enviado à Câmara este mês. Convencido de que os índices de violência estão relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas, o prefeito Vitor Lippi (PSDB) já discutiu o assunto com a Câmara e órgãos da Segurança Pública.
Já ficou definido que a lei não será inflexível: donos de estabelecimentos que desejarem funcionar após as 23 horas terão de requerer um alvará especial. Os pedidos serão analisados por uma comissão criada pela administração. Para receber o alvará, a empresa terá de atender exigências como não permitir a menores o acesso a bebidas e cigarros, oferecer segurança privada aos frequentadores e possuir sistema acústico para controle do barulho. O alvará será cassado se houver descumprimento e em caso de ocorrências policiais envolvendo o estabelecimento.
O cumprimento à lei seca será fiscalizado por equipes volantes da prefeitura. O prefeito baseou os estudos numa lei que vigora há oito anos em Diadema, na Grande São Paulo, onde os bares não podem abrir das 23h às 4h. Pesquisa divulgada pela Secretaria de Defesa Social daquela cidade mostrou que, em cinco anos, o índice de homicídios caiu 80% e o de acidentes de trânsito, 30%. O comando da Polícia Militar em Sorocaba informou que o projeto pode ser benéfico para aumentar a segurança coletiva. O Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Sorocaba e Região só vai se manifestar depois que a proposta for enviada à Câmara.
O verão em Salvador deve ser marcado por uma grande mudança na paisagem da orla da cidade
Foto: Agência Estado
O verão em Salvador deve ser marcado por uma grande mudança na paisagem da orla da cidade. O juiz da 13ª Vara Cível Federal, Carlos D'Ávila Teixeira determinou a demolição completa e imediata de todas as barracas de praia da cidade, tanto as do continente quanto as das ilhas. Não cabe recurso à decisão.
Os proprietários das 352 barracas do município têm dez dias, a partir do recebimento das intimações, para providenciar a retirada de materiais e equipamentos das instalações. As intimações já começaram a ser distribuídas. A comercialização de bebidas e alimentos com a utilização de caixas de isopor ou de barracas improvisadas com toldos nas praias também está proibida.
A decisão de Teixeira, baseada na falta de anuência prévia da União para a construção das unidades à beira-mar - como determina o Artigo 225 da Constituição - e para a exploração comercial dos espaços, encerra uma disputa judicial, entre Ministério Público Federal, Prefeitura e empresários, que se arrastava na cidade desde 2006.
Apesar de não contar com autorização do governo federal, os empresários têm autorização da administração municipal para manter os estabelecimentos - e o juiz atacou explicitamente a prefeitura em sua decisão. "Desastrosas permissões de uso, outorgadas pelo Executivo local, reduziram as praias da cidade, outrora belas, no mais horrendo e bizarro trecho do litoral das capitais brasileiras", diz trecho da sentença.
Nove meses é período máximo para evitar sequelas. Falta de profissionais e centros de atendimento aumentam a fila do SUS
Há oito anos o Sistema Único de Saúde (SUS) não realiza uma cirurgia de prótese para articulação da mão, fundamental para melhorar a qualidade de vida de pacientes com artrite reumatóide. O gargalo, nesse caso, é sentindo principalmente pelas mulheres, que são as mais afetadas pela doença.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, o dado representa uma realidade nacional, provocada por fatores múltiplos. Além da falta de profissionais gabaritados, há um disparate entre o preço estipulado pelo Ministério da Saúde para o pagamento das próteses e o real custo delas.
?No caso da artrite reumatóide, não conseguimos comprar a prótese. Não fazemos esse tipo de cirurgia porque o governo paga 300 reais pelo material. Nem o fornecedor nacional mais barato consegue oferecer esse preço?, pontua Sergio Yoshimasa Okane, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) e médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.
À incompatibilidade entre a tabela estipulada pelo governo e custo dos materiais, soma-se a carência de centros de atendimento. A inexistência de próteses para o tratamento da artrite reumatóide reflete um problema muito mais profundo de saúde pública no País.
A grande maioria dos casos de acidentes de trânsito, trabalho e doenças congênitas compromete às mãos. Segundo Flavio Fallopa, professor titular da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), mais de 30% dos acidentes de trabalho exige procedimentos cirúrgicos, enquanto 49% são ortopédicos.
No Brasil, o número de profissionais é muito aquém do estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A baixa remuneração e valorização do profissional justificam a lacuna. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão apontam que o País possui apenas 495 especialistas na área.
A matemática é simples. O tempo de estudo e formação é longo. Para estar habilitado, o médico precisa ter feito seis anos de medicina, três de ortopedia e dois anos de especialização em cirurgia da mão. ?São 11 anos de estudo. A remuneração atual não compensa, não há qualidade e reconhecimento para a realização do trabalho?, assevera Rames Matta Junior, diretor do Centro de Referência em Cirurgia da Mão do Hospital das Clínicas de São Paulo.
O ideal, segundo preconiza a OMS, é que tenha uma equipe capacitada nesse tipo de cirurgia e microcirurgias reconstrutivas para cada dois milhões de habitantes. ?Só em São Paulo temos mais de 11 milhões e apenas um centro específico, ligado ao HC e inaugurado há um mês, que funciona 24 horas para atender a demanda?, calcula Matta.
A espiral do problema
A logística de atendimento público sobrecarrega os hospitais universitários nas grandes capitais, os poucos a capacitarem médicos para tais procedimentos. ?Hoje, se uma pessoa tem a mão amputada e precisa reimplantá-la, só conseguirá ser atendida por um profissional especializado no Hospital das Clínicas. E ainda assim as chances são ínfimas, pois a fila de espera é grande.?
A demanda reprimida retroalimenta as filas. Luiz Koiti Kimura, cirurgião da mão do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor da Universidade de São Paulo (USP), explica que o atendimento emergencial sem capacitação eleva o número de pacientes aguardando atendimento nos centros especializados. ?Muitas lesões são agravadas devido ao tempo de espera e a burocracia na aprovação dos procedimentos.?
Para elucidar o problema, o especialista exemplifica: ?No caso de uma lesão que comprometa os nervos dos ombros, comum em acidentes com motociclistas, o HC realiza 48 cirurgias por ano. Hoje, há 78 pacientes na fila. O tempo médio que um paciente com essa lesão pode esperar é de no máximo nove meses, mas ele fica quase 20 meses aguardando para ser tratado.?
30/07/2010 06:30 PM
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