Cancelado após completar 20 anos de exibição, seriado policial continua orfão
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O criador de Law & Order disse na sexta-feira que a série policial "entrou para os livros de história" por não ter conseguido encontrar um novo canal, depois de a NBC retirá-la do ar após 20 anos de exibição.
"Posso confirmar que ela entrou para os livros de história", disse Dick Wolf a roteiristas de TV numa conferência em Los Angeles. Meses atrás, ele afirmara que ainda tinha esperança de que outra rede aceitasse continuar produzindo Law & Order.
A audiência da série havia caído pela metade desde 2002, e o último episódio foi ao ar em maio. Mas seus vários subprodutos continuam, sendo que Law & Order: Los Angeles ainda está por estrear, em setembro.
Wolf se disse "extremamente desapontado" com o cancelamento de Law & Order, mas afirmou estar dedicado ao novo produto. "Assim é o negócio. Assim é a vida. Todo programa nasce sob uma sentença de morte, eles só não dizem a data da execução."
"Estamos aqui para falar do futuro", prosseguiu. "O passado é passado. Este é um novo programa", afirmou.
Os atores Terrence Howard e Alfred Molina serão os protagonistas de Law & Order: Los Angeles, que acompanha o modelo estabelecido pela série original - inspirada em notícias policiais reais, e mostrando sua investigação e o processo judicial.
Cidade em Ruínas recria detalhadamente a cidade após os ataques nazistas
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Visitantes do Museu do Levante de Varsóvia contarão agora com um filme em 3D para melhor entender a dimensão da devastação imposta à cidade pelas forças de Adolf Hitler na Segunda Guerra Mundial.
O regime nazista alemão reprimiu duramente o levante de 1944, reduzindo uma cidade elegante e fervilhante, com 1,3 milhão de habitantes, em uma ruína com menos de mil sobreviventes.
Cidade em Ruínas, de 6 minutos, simula o voo de um bombardeiro aliado B-25, aparelho que costumava lançar mantimentos para os insurgentes durante seus 63 dias de luta, que se tornaram um símbolo da resistência polonesa à tirania.
Com auxílio de imagens e registros históricos, o filme recria detalhadamente a cidade após o levante, mostrando as pontes destruídas sobre o rio Vístula e bairros inteiros arrasados, inclusive o Gueto judaico.
O lançamento do filme, que tem de ser visto com óculos 3D, coincide com o 66o aniversário do início do levante, em 1o de agosto.
Suso Cecchi d'Amico colaborou ao longo de sua carreira em mais de cem filmes com os cineastas mais importantes do cinema da Itália
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A roteirista italiana Suso Cecchi d'Amico, colaboradora favorita do cineasta Luchino Visconti e que deu forma às histórias do neo-realismo cinematográfico, morreu neste sábado em Roma aos 96 anos.
Os próprios filhos dela informaram neste sábado a morte de Giovanna Cecchi, quem conhecida como Suso Cecchi d'Amico e cujo funeral será realizado na próxima segunda-feira em Roma.
Nascida na capital italiana em 21 de julho de 1914 como filha do escritor Emilio Cecchi, colaborou ao longo de sua carreira em mais de cem filmes com os cineastas mais importantes do cinema da Itália, como Roberto Rosselini, Vittorio de Sica e Federico Fellini.
Agraciada em 1994 com o Leão de Ouro a toda uma carreira do Festival Internacional de Cinema de Veneza, Cecchi d'Amico é autora do roteiro de filmes como Roma, cidade aberta, Ladrão de bicicletas e O gatopardo.
Imagens do fotógrafo Fabio Knoll estão em cartaz na Estação Julio Prestes, no centro da capital paulista
Segundo informações da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), em 2009 existiam em São Paulo pouco mais de 127 mil cortiços. A maioria deles localiza-se em bairros da região central da cidade, como Campos Elíseos, Bela Vista, Cambuci, Liberdade e Brás, entre outros. Um pouco da história dessas habitações está contada no livro Cortiços: A Experiência de São Paulo, com fotos de Fabio Knoll. Trinta e seis imagens retiradas do livro também estão em cartaz, a partir desta sexta-feira, na Estação Julio Prestes, no centro da capital paulista.
Os primeiros registros conhecidos de cortiços em São Paulo são de 1870. Na época, havia notícias dessas moradias em Santa Ifigência e na Bela Vista. A partir do final do século 19, com a chegada de imigrantes estrangeiros atraídos pelo desenvolvimento industrial, seu número passou a crescer e tornou-se uma característica da São Paulo do século 20. Além das fotos feitas por Knoll em 2009, há imagens mais antigas no livro. Por exemplo, cenas de um cortiço localizado na hoje elegante Rua Oscar Freire, na década de 1930.
A exposição tem curadoria da fotográfa Maureen Bisilliat e fica em cartaz até o dia 31 de agosto na Estação Julio Prestes (Praça Julio Prestes, 148, Bom Retiro), das 4h à 0h. Para entrar, é preciso apenas pagar o valor de um bilhete de trem: R$ 2,65.
Com poucos deslizes, Todo Poderoso reúne depoimentos e imagens emocionantes da história do time
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?Um cara pode mudar tudo: de rosto, de casa, de família, de namorada, de religião, de Deus... Mas há uma coisa que não pode mudar. Não pode mudar de paixão?. A frase-chave do personagem Pablo Sandoval no argentino O Segredo dos Seus Olhos, vencedor neste ano do Oscar de melhor filme estrangeiro, serve perfeitamente para definir o mote de Todo Poderoso - O Filme, 100 anos de Timão, que chega nesta sexta-feira aos cinemas de São Paulo. A obra cumpre bem o papel de mostrar às gerações mais novas que paixão e sofrimento estão no DNA corintiano desde a sua fundação, no Bom Retiro, por cinco operários.
É um filme feito por apaixonados para apaixonados. Mas nem por isso os diretores Ricardo Aidar e André Garolli deixam de cumprir sua principal missão: contar a história do time de futebol que tem a segunda maior torcida do país de maneira clara, com fatos e depoimentos de pessoas que fizeram parte desta trajetória. Além dos principais ídolos, torcedores-símbolo também têm seu espaço, muitas vezes colocando boas pitadas de humor, como a folclórica Tia Dirce.
Risadas se misturam a lágrimas em entrevistas que respeitam a cronologia dos fatos. A narração linear do ator Dan Stulbach, corintiano, se intercala com depoimentos de jornalistas, como do entrevistador e corroteirista Celso Dario Unzelte (especialista na história corintiana, que ficou na frente e atrás das câmeras), e ídolos. Enquanto isso, gols e imagens marcantes são exibidos para deleite da torcida, ops, do público. Até Pelé e Ademir da Guia ? estrelas rivais, obviamente ? aparecem para atestar que a paixão do corintiano é diferente.
Registros raros, como o do time em campo em 1929, são um molho especial para o prato principal. Sócrates, Zé Maria, Casagrande, Wladimir, Biro-Biro, Palhinha, Basílio, Neto, Marcelinho, Ronaldo (o goleiro)... Dos ídolos vivos, estão quase todos lá, com exceção de Roberto Rivellino, que, embora não tenha nenhum título pelo clube, é um dos maiores expoentes de sua história e merecia um depoimento no documentário. Ronaldo, o Fenômeno, também poderia ter aparecido para falar um pouco.
Outro pequeno deslize é passar quase que batido pelo ex-presidente Vicente Matheus (morto em 1997, aos 88 anos), mandatário máximo corintiano nos títulos históricos de 1977 - o fim do jejum de 23 anos - e de 1990, primeiro Campeonato Brasileiro vencido pelo clube. Uma figura lendária por suas confusões com a língua portuguesa (ele era espanhol) e por ter colocado dinheiro do próprio bolso no clube. Se falta algo de um lado, sobra do outro: o lateral Roberto Carlos, com apenas seis meses de clube, ainda não escreveu seu nome na calçada da fama do Parque São Jorge para ter direito de estar no filme sobre o centenário da equipe alvinegra. Desnecessário.
Todo Poderoso - O Filme é a terceira, e a melhor, obra cinematográfica sobre o Corinthians lançada nos últimos 15 meses. Está anos-luz à frente de Fiel, o primeiro, registro da queda à Série B e o retorno à elite do Brasileiro de maneira enfadonha e quase sem emoção, e tem mais qualidade de edição e roteiro que 23 Anos em 7 Segundos, que narra de maneira emocionante o fim do jejum de títulos em 1977, mas peca por depoimentos repetitivos e uma perda de ritmo que provavelmente poderia ter sido evitada na montagem.
Todo Poderoso se destaca ainda mais pelo fato de ser o mais difícil de ser feito, editado e montado, justamente por conta da escolha de condensar 100 anos de história em 100 minutos. Prova disso é a quantidade de extras do DVD, que será lançado em 1º de setembro, dia do centésimo aniversário corintiano: 120 minutos de material inédito, inclusive com entrevistas que não entraram no corte final. O preço previsto é R$ 29,90, valor que não deve afastar os corintianos, que são conhecidos por não pouparem dinheiro para comprar camisas e ingressos bem mais caros. Afinal, como o filme conta, por uma paixão como esta, eles fazem loucuras.
Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura
Aposta da gravadora Som Livre, cantora revela forças e fraquezas na gravação de seu primeiro DVD
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Em julho de 2009, a gravadora Som Livre bolou para sua recém-contratada Maria Gadú um show pequeno, intimista, num bar barulhento de Paraty (RJ). O objetivo era apresentar a jovem cantora e compositora a ?formadores de opinião? presentes na Flip (Feira Literária Internacional de Paraty). O disco de estreia homônimo estava sendo lançado por aqueles dias, e quase ninguém sabia quem era aquela menina de visual levemente agressivo, que cantava com incrível suavidade, acompanhada apenas por seu violão e uma percussão.
Exatamente um ano depois, Gadú está instalada num palco gigante, no centro de um cenário pomposo e de uma banda numerosa, diante da plateia lotada do Credicard Hall, casa de shows de São Paulo com capacidade para mais de 7 mil pessoas. É a gravação de seu primeiro DVD, programado para lançamento em outubro, dentro da série televisiva Multishow ao Vivo. Tudo aconteceu rápido demais para essa menina paulistana de 23 anos de idade.
São inegáveis as qualidades artísticas de Gadú, assim como são as de tantos outros cantores e compositores da mesma geração, que dividem com ela um estreito e estrangulado cenário. O que a distingue e a fez girar do 8 ao 80 em 365 dias é menos o talento individual de Gadú, e mais a parafernália que se organizou em torno dela.
A Som Livre é a gravadora das Organizações Globo, que trabalham diuturnamente para transformar sua eleita num sucesso nacional. Nessa temporada, Maria esteve presente nas trilhas sonoras das novelas Viver a Vida e Cama de Gato e da série Cinquentinha, e regravou "Rapte-Me, Camaleoa", de Caetano Veloso, para a atual Ti Ti Ti. A rota de ascensão começou quando o meloso dramalhão Viver a Vida, de Manoel Carlos, serviu-se da grudenta balada "Shimbalaiê", composta por Gadú quando tinha 10 anos. Foi o primeiro passaporte para que o primeiro CD conseguisse ultrapassar a difícil marca das 100 mil cópias vendidas, segundo a Som Livre.
No palco, Gadú esbanja tímida simpatia, mas comporta-se como a menina que é, por vezes pequena demais para tamanho palco e tamanha responsabilidade. Suas doces composições soam imaturas, um tanto parecidas umas com as outras, mas se mostram eficazes e são cantadas em coro pela plateia ligada na semelhança das melodias ? e obediente aos comandos globais.
Como intérprete, ela exibe alguns de seus melhores dotes ao cantar "Lanterna dos Afogados", dos Paralamas do Sucesso, alongando suas sílabas e revelando-a ainda mais cativante do que já era. Inevitavelmente, faz lembrar uma de suas referências mais evidentes, Cássia Eller, que cantava uma versão bem mais áspera de "Lanterna dos Afogados". Mas mostra não ter uma identidade de intérprete plenamente definida, ao cantar "A História de Lily Braun", que quase todas as intérpretes brasileiras cantam, do modo como quase todas cantam. E o povão de classe média para cima do Credicard Hall bebe Chico Buarque pela garganta suave de Gadú.
O caos ameaça se instalar quando a menina cede vez para uma interminável equipe de intérpretes masculinos que formam seu time, sua turma, sua patota. Primeiro canta com eles, depois senta num inacreditável sofá para vê-los cantar, enquanto o show cria uma enorme barriga ? o público conversa, brigas ameaçam eclodir no meio da pista, adolescentes passam mal na fila do gargarejo. Alguém (as Organizações Globo?) parece ter ensinado a Gadú a ?arte? do compadrio sem limites, e o leve descontrole que se instala nesse momento mostra que a suave menina tem tudo para crescer quanto quiser, mas por enquanto ainda é pequena demais para tanta responsabilidade, tanta regra e tanta convenção.
Tema de documentário, dono da revista Playboy fala de conservadorismo político e objetificação das mulheres em entrevista
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Aos 84 anos de idade, Hugh Hefner, o fundador da Playboy, encarna o estilo de vida de liberdade sexual que sua revista masculina defende desde que foi fundada, em 1953, com uma foto de Marilyn Monroe nua em suas duas páginas centrais.
Mas existe outro lado desse homem que gosta de andar de pijama e é conhecido em todo o mundo por seu apelido, Hef. Ao lado da liberdade sexual, Hefner já defendeu os direitos civis, publicou matérias contestando o macartismo e a Guerra do Vietnã e foi defensor da causa gay e da legalização da maconha.
O documentário Hugh Hefner: Playboy, Activist and Rebel estreia nos cinemas na sexta-feira, mostrando ao público esse outro lado de Hefner, que concedeu uma entrevista à Reuters na mansão Playboy para falar do filme, o conservadorismo político de hoje e como ele gostaria de ser lembrado.
O sr. acha que essa parte específica de sua vida, o ativismo social, é pouco percebida em função da atenção voltada a seu estilo de vida?
Acho que não. Acho que Ray Bradbury expressou a coisa muito bem algum tempo atrás quando estava falando da revista e disse: "As pessoas não enxergam a floresta porque só veem as árvores." Em outras palavras, só veem o estilo de vida, as garotas bonitas, as modelos Playboy, etc. Isso é simplesmente tudo que atrai a atenção.
O documentário trata da ironia de seus dois lados: a vida despreocupada, por um lado, e o ativista político sério, por outro. O que há de comum entre os dois aspectos?
Não são exatamente a mesma coisa? Ou seja, a revolução sexual e a emancipação racial não foram a mesma coisa? Acho simplesmente que essas são áreas de nossa sociedade livre que não têm sido verdadeiramente livres e não têm recebido o tratamento adequado.
Muitas pessoas diriam que não, e que a liberdade sexual que o sr. advoga na realidade não passa da objetificação das mulheres.
Qualquer pessoa que pense que nós objetificamos as mulheres de maneira negativa tem uma agenda política própria. Isso vem diretamente de nossa herança puritana. A verdade pura e simples é que somos dois sexos diferentes. Somos atraídos um ao outro. Essa é a base da civilização. É o que faz o mundo girar. A ideia de negar o fato de que as mulheres são objetos de desejo sexual, em um sentido positivo, representa uma simples negação da realidade.
Qual é a diferença entre os homens jovens em 1953, na época em que a revista começou, e os homens jovens de hoje?
Naquela época eles eram um pouco mais sofisticados. Eles liam mais. As transformações tecnológicas mudaram os hábitos de leitura. Obter suas informações da Internet não é a mesma coisa. Houve um emburrecimento da América? É claro que sim. A Internet tem inúmeras virtudes, mas também tem seu lado negativo.
O sr. e a Playboy ajudaram a lançar a revolução sexual, que liberalizou nossa cultura. Na ausência da Playboy, alguma outra coisa ou pessoa teria surgido para promover a mesma transformação?
Penso que sim. É como qualquer outra invenção ou transformação social, etc. Acho que o fator principal que libertou as mulheres foi a pílula do controle de natalidade, que separou a procriação do sexo.
Em nossa cultura, hoje, parecemos ser mais liberais, com leis em favor do casamento gay e a legalização da maconha em alguns estados. Ao mesmo tempo, porém, a paisagem política parece estar mais conservadora desde as administrações Reagan e Bush. Estamos mais conservadores ou mais liberais?
No sentido mais amplo, estamos muito mais liberais. Mas houve uma reação contrária a aquela sociedade mais permissiva. A revolução sexual se deu plenamente em meados dos anos 1960 e ao longo dos anos 1970, e então, na década de 1980, houve uma reação contrária; politicamente, a direita religiosa ajudou Reagan a chegar à Casa Branca. A Aids chegou, e a correção política, que também influenciou a sexualidade.
Então a que se deve a desconexão atual entre políticos que são conservadores e o que parece estar acontecendo entre os americanos em uma sociedade mais liberal?
Os problemas que temos hoje com o conservadorismo não têm muita ligação com as leis. Quando eu era adolescente e jovem, a maior parte do comportamento sexual fora do casamento era ilegal. Jovens de classe média corretos e morais não podiam viver juntos nos anos 1950 antes de se casarem. Nesse sentido, portanto, é óbvio que estamos muito mais liberais. O conservadorismo se manifesta de outras maneiras. Há a correção política... Acho que uma parte do movimento feminista também influenciou o resto da sociedade com a noção de que, de alguma maneira, imagens de nudez e sexualidade constituem exploração, gerando uma atitude negativa em relação a coisas que, de outro modo, víamos como corriqueiras ou belas.
O sr. conheceu muitas pessoas ao longo dos anos, desde celebridades até astros dos esportes e dignitários. Muitos deles aqui na Mansão. Quem não esteve aqui que o sr. teria gostado que tivesse vindo?
Não faço ideia (risos). Obama seria bem-vindo, com certeza, mas não penso nisso.
No documentário há cenas do sr. com Sammy Davis, Jr. O que Sammy teria dito sobre Obama?
Provavelmente o mesmo que estou dizendo, ou seja, que eu gostaria que ele pusesse seus planos em prática. Todos tínhamos grandes esperanças.
Um conselho para homens como eu. Tenho 48 anos. O que é melhor para a vida sexual do homem, Viagra ou três namoradas ao mesmo tempo?
Três namoradas (risos). Porque, aos 48 anos, você não precisa de Viagra. Se bem que, com três namoradas, o Viagra ajuda.
Para terminar, o título do documentário é Hugh Hefner, Playboy, Activist and Rebel. Essa é uma maneira de recordar o sr., mas como o sr. mesmo gostaria de ser lembrado?
Gostaria de ser lembrado como alguém que exerceu algum impacto positivo na transformação dos valores sociais-sexuais de minha época. Quanto a isso, acho que tenho bastante certeza que o fiz.
Com dois brasileiros fora da disputa, evento busca prestígio com nomes conhecidos da indústria
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Lope, de Andrucha Waddington, fora de concurso, e o curta-metragem O Mundo É Belo, de Luiz Pretti, na mostra paralela Horizontes, são os únicos brasileiros no 67.º Festival de Veneza, que começa dia 1.º de setembro. O chileno Post Morten, de Pablo Larraín, é o único representante latino-americano entre os concorrentes ao Leão de Ouro do mais antigo festival de cinema do mundo. Todo o restante é formado por norte-americanos, europeus (italianos, sobretudo, com quatro concorrentes) e alguns asiáticos.
A mostra concentra esforços em alguns nomes conhecidos, que dão prestígio a um festival, como Sofia Coppola, filha de papa Francis Ford, que estará no Lido com seu Somewhere. Outro americano cult é Vincent Gallo, sempre promessa de polêmica e escândalo, que concorre com Promises Written in Water. Eles são a ponta talvez mais expressiva da alentada delegação americana, composta de cinco títulos apenas no concurso principal, que tem 22 concorrentes.
La Pecora Nera, de Ascanio Celestino, La Solitudine dei Numeri Primi, de Saverio Costanzo, Noi Credevamo, de Mario Martone, e La Passione, de Carlo Mazzacuratti, são os concorrentes locais.
O festival de Veneza 2010 chega com algo que pode, de fato, ser considerado inovador na estrutura da sua mostra Horizontes, da qual participa o brasileiro Luiz Pretti. Ela agora abriga "novas tendências" do cinema mundial, sem discriminação de formatos, suportes ou gêneros. Dela participam tanto longas quanto curtas-metragens, sejam documentários, obras de ficção ou animações.
Confira a lista de filmes concorrentes:
Black Swan: De Darren Aronofski (EUA)
La Pecora Nera: De Ascanio Celestino (Itália);
Somewhere: De Sofia Coppola (EUA);
Happy Few: De Antony Cordier (França);
La Solitudine dei Numeri Primi: De Saverio Costanzo (Itália);
Silent Souls: De Aleksei Fedorchenko (Rússia);
Promises Written in Water: De Vincent Gallo (EUA);
Route to Nowhere: De Monte Hellman (EUA);
Balada Triste de Trompeta: De Álex de la Iglesia (Espanha);
Venus Noire: De Abdellatif Kechiche (França);
Post Morten: De Pablo Larraín (Chile);
Barney's Version: De Richard J. Lewis (Canadá);
Noi Credevamo: De Mario Martone (Itália);
La Passione: De Carlo Mazzacuratti (Itália);
13 Assassins: De Takashi Miike (Japão);
Potiche: De François Ozon (França);
Meek's Cutoff: De Kelly Reichardt (EUA);
Miral: De Julian Schnabel (EUA, Canadá, Itália);
Norvegian Wood: De Ahn Hung Tran (Japão);
Attenberg: De Attina Rachel Tsangari (Grécia);
Detective Dee and the Mistery of the Phanton Flame: De Hark Tsui (China);
Banda é mais recente atração confirmada pelo festival SWU, que acontece no interior de São Paulo
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A banda americana Rage Against the Machine é a mais nova atração confirmada do festival Starts with You (SWU), que acontece de 9 a 11 de outubro em Itu, no interior de São Paulo. Seu nome foi anunciado nesta sexta-feira pela organização do evento. O grupo se apresentará no primeiro dia do festival, um sábado. Na mesma data, também vai tocar a veterana banda brasileira Mutantes.
Além do Rage Against the Machine, o SWU tem outros nomes confirmados. No domingo (10), tocam Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime, Capital Inicial e Jota Quest. Na segunda (11), as atrações são Pixies, Linkin Park, Incubus e Cavalera Conspiracy. Também estão escalados diversos DJs, incluindo Erol Alkan e Gui Boratto.
No total, o festival terá 60 atrações nacionais e internacionais, entre grupos e DJs, divididas em quatro palcos. A área total da fazenda em Itu é de 140 mil m². Haverá um camping com capacidade para oito mil barracas e um estacionamento para 30 mil carros. A organização prevê um público de 250 mil pessoas durante todo o evento, que forte consciência ecológica. O endereço do site oficial é www.swu.com.br.
O primeiro lote de ingressos já está à venda. Até esta sexta-feira (30), é possível comprar entradas para a pista por R$ 190 e para a pista vip por R$ 560. Os preços são para cada um dos três dias do festival. Depois, os preços sobem para R$ 240 (pista normal) e R$ 640 (pista vip). Estudantes pagam meia.
É possível comprar pessoalmente os bilhetes em São Paulo, Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba, Florianópolis, Joinville (SC), Belo Horizonte, Juiz de Fora (MG), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Brasília, Goiânia, Salvador, Lauro de Freitas (BA), Porto Alegre e Recife.
Diretor de animação japonês dá sua versão para história da Pequena Sereia
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O público brasileiro tem a partir desta sexta-feira a chance de conferir o novo trabalho do japonês Hayao Miyazaki, um dos mestres da animação contemporânea mundial, dono de imaginação ímpar. Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar, competiu há dois anos pelo Leão de Ouro no Festival de Veneza e, ao contrário das produções anteriores do diretor, é claramente voltado para crianças. O que não impede que jovens e adultos também se divirtam com as imagens e cenas que só a mente de Miyazaki poderia criar.
Baseado na fábula de A Pequena Sereia, de Hans Christian Andersen, o filme segue Ponyo, uma peixinha dourada mágica, filha de Fujimoto, humano que deixou sua vida para trás e se tornou um feiticeiro dos mares. Cansada de ficar dentro de um aquário no fundo do oceano, Ponyo consegue escapar e vai rumo à costa. Lá, acaba presa dentro de um pote de geléia e é salva por Sosuke, menino de cinco anos que adora brincar no mar. Os dois ficam amigos, mas as velhinhas do asilo onde a mãe do garoto trabalha advertem: "Peixes com rosto trazem tsunami", prevendo o rumo que a trama ia tomar. O pai de Ponyo resgata a filha, que só quer saber de voltar e se tornar humana. E, bem, ela consegue.
A trama, como se pode notar, não é nada convencional e é característica dos roteiros de Miyazaki, como Meu Vizinho Totoro, seu primeiro sucesso, e A Viagem de Chihiro, ganhador do Oscar de animação (batendo Era do Gelo e Lilo & Stitch). Eles seguem um eixo diferente da realidade, em que o bizarro e o fantástico se cruzam, tanto pelas escolhas dos personagens como pela presença constante de criaturas curiosas. Ponyo, por si só, já seria estranha, mas seu pai e sua mãe ? uma espécie de espírito do mar chamado Gran Mamare ? ganham fácil nesse quesito.
Nada disso, porém, prejudica a compreensão do filme, pelo contrário. Pode causar certo impacto na primeira vez, mas em pouco tempo o espanto dá lugar ao encantamento. Os desenhos, delicados, cuidadosos, são feitos através da animação convencional, sem produção de imagens no computador, utilizado apenas como ferramenta na arte-finalização ? Miyazaki chegou a traçar ele mesmo, à mão, os mar e as ondas. O mundo submarino surge, então, com cores e formas belíssimas, de deixar A Pequena Sereia da Disney com vergonha.
A história com fundo moral (ecologia, preconceito) não ofende a inteligência, ainda mais se pensarmos no público infantil, alvo claro do filme até na escolha da trilha sonora. No Brasil, Ponyo estreia nas principais capitais com cópias dubladas e legendadas para o áudio original ? a versão em inglês, produzida por John Lasseter, da Pixar, e com vozes de elenco estrelado, ficou de fora..
Assista ao trailer de Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar:
A transformação da garota-problema na mãe de família que todos querem assistir
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Um filme de ação com público majoritariamente feminino? Culpa de Angelina Jolie. Quando Salt entrou em cartaz nos Estados Unidos no último final de semana, 53% dos espectadores que correram às salas eram mulheres, e maiores de 25 anos, de acordo com informações da Sony. Que magia a senhora Brad Pitt exerce sobre universitárias, jovens profissionais e donas-de-casa para que elas se interessem em ver pancadaria, tiros e explosões? Só acompanhar o namorado não é motivo suficiente: Angelina serve como exemplo de beleza, redenção, sucesso e família.
Nem sempre foi assim. Adolescente rebelde, cresceu longe do pai, o ator John Voigt, com quem até hoje mantém uma relação conturbada. Fez tatuagens desde cedo e drogas nunca lhe faltaram ? "cocaína, heroína, ecstasy, LSD, experimentei de tudo", já disse. De beleza sobrenatural ? grandes olhos verdes, magra, lábios siliconados sem silicone ?, começou a trabalhar como modelo aos 14 anos, teve aulas de teatro e aos 18 fez seu primeiro filme como atriz profissional, Cyborg 2, ficção científica de baixo orçamento. A estreia em Hollywood aconteceu com Hackers (1995), onde ela conheceu seu primeiro marido, o ator inglês Jonny Lee Miller (Trainspotting). A cerimônia do casamento demonstrou a excentricidade do casal: ele de couro, ela com calças pretas de borracha e uma camiseta branca, na qual escreveu o nome do noivo com seu próprio sangue (Angelina gostava de se cortar, veja só).
Quatro anos e um divórcio depois, interpretou a mulher de Billy Bob Thorton no filme Alto Controle (1999) e os dois levaram a história para fora dos sets. História, aliás, estranhíssima: tatuaram seus nomes como prova de amor, além de andarem por aí com um frasco do sangue do outro pendurado no pescoço. Nessa época, a carreira de Jolie estava em disparada. Ganhou três Globos de Ouro consecutivos, pelos telefilmes George Wallace - O Homem que Vendeu sua Alma (1997), Gia - Fama & Destruição (1998) e, finalmente, pelo longa Garota, Interrompida (1999), que lhe valeu também o Oscar de atriz coadjuvante. Ao subir ao palco para pegar o prêmio, sem embarcar na guerra dos estilistas, mostrou um visual a la Morticia Adams, com vestido e longos cabelos negros, e fez um discurso ambíguo com relação ao irmão, com quem depois trocou beijos na boca.
A atriz dramática, então, começou a apostar também nos filmes de ação e se converteu na maior estrela do gênero atualmente. Até hoje, são oito produções, de 60 Segundos, passando pela Lara Croft dos filmes Tom Raider, até, enfim, Sr. & Sra. Smith (2005), quando conheceu Brad Pitt. Ali, ela conseguiu a façanha de roubar o marido da namoradinha da América, Jennifer Anniston, da série Friends. Um currículo desses não é, nem de longe, uma garantia de sucesso com o público, apesar de manter espaço cativo na imprensa de celebridades (com a qual a atriz sabe lidar muito bem). Nesse quesito, a tal fascinação com sangue e suas supostas relações homossexuais só ajudavam. A questão é que, desde que conheceu Pitt, Jolie sofreu uma transformação. Ao lado do homem mais bonito de Hollywood, passou a dar maior visibilidade para seu trabalho humanitário e aos filhos adotados em países subdesenvolvidos. Virou uma mulher de família, uma inversão de expectativas que fez sua popularidade subir ainda mais.
Embaixadora da boa vontade das Nações Unidas, Jolie volta e meia está voando para nações em risco. Haiti, Líbano, Bósnia, Iraque, Afeganistão... A lista de carimbos no passaporte da estrela é extensa. Foi nessas viagens que ela adotou três de seus filhos: Maddox, do Camboja, Zahara, da Etiópia, e Pax, do Vietnã. Completam a prole a menina Shiloh e os gêmeos Knox e Vivienne, da relação com Pitt. Tantas crianças fizeram com que ela ficasse mais tempo em casa e escolhesse melhor seus projetos ? nos últimos dois anos, foram apenas três filmes, uma animação (Kung Fu Panda), um drama aclamado pela crítica (A Troca) e dois filmes de ação, Procurado e, agora, Salt.
A ligação com o projeto começou com o telefonema de uma executiva da Sony Pictures, interessada em saber se Angelina queria ser uma Bond Girl, os famosos pares femininos do espião 007. A atriz disse não, mas que gostaria de interpretar Bond. Uma ano e meio depois, a oportunidade apareceu com Salt, escrito anteriormente para Tom Cruise. O personagem mudou de nome, de Edwin para Edwina, e de repente ganhou conotação feminista, uma espiã que bate, atira e mata como um homem. "O engraçado de ter crianças é que agora me sinto ainda mais motivada a fazer cenas de ação porque sei que elas adoram", declarou Jolie à Entertainment Weekly.
A família, portanto, move sua carreira, mas, ao mesmo tempo, será responsável por abreviá-la. Angelina não quer mais continuar apostando na roleta de Hollywood. Uma aposentadoria está nos planos para que ela possa construir um lar grande e feliz, coisa que não teve na infância. "Não amo tanto atuar a ponto de ficar com o coração partido se não pudesse mais fazer isso amanhã", afirmou a atriz à revista Vanity Fair. "[Brad e eu] faremos isso por mais alguns poucos anos e depois vamos fazer outra coisa. Isso não significa que nunca mais tentaremos fazer outro filme, mas será uma coisa diferente."
No tempo livre, estão previstas viagens a lugares distantes, inclusive aos países dos filhos, para aprender e mergulhar na cultura local. "Em qualquer momento que me sinto perdida, pego um mapa e olho, olho até me lembrar que a vida é uma aventura gigantesca, com muito a fazer, a ver", diz ela. Em Veneza, onde a família mora atualmente para Jolie filmar The Tourist ao lado de Johnny Depp, com direção do alemão Florian Henckel von Donnersmarck (A Vida dos Outros), a rotina, apesar dos paparazzi, é pacata. As crianças têm aulas com professores particulares, que viajam com o casal, e Pitt fica à vontade para construir móveis, esculpir e desenhar (ele é um entusiasta da arquitetura). Aos 35 anos, a maluca tatuada, ícone dos filmes de ação, está perto de concluir sua metamorfose. A simpatia do público, e das mulheres, isso ela já conquistou.
Apresentação acontece no dia 30/11 no Via Funchal, em São Paulo
Foto: Divulgação
A banda alemã Rammstein vai se apresentar no Brasil este ano. O grupo tem show agendado em São Paulo no dia 30 de novembro. Será o primeiro show da banda no país desde 1999, quando eles abriram as apresentações do Kiss em São Paulo e Porto Alegre. Em 2005, eles marcaram uma nova turnê no Brasil, mas ela foi cancelada porque o tecladista Christian Flake ficou doente.
O show faz parte da turnê internacional de lançamento do álbum Liebe ist für alle da, lançado no ano passado. A performance acontecerá no Via Funchal, na zona sul da capital paulista, com ingressos custando R$ 200 (pista), R$ 220 (mezanino) e R$ 300 (camarote). A venda começa no dia 07 de agosto, através do site www.viafunchal.com.br ou pelo telefone (11) 2144 5444.
29/07/2010 03:59 PM
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