Especialistas afirmam que isolamento é ruim para a saúde
WASHINGTON - Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista PLoS Medicine.
Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".
Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daquelas que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes. Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.
Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais. Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.
Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado de Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".
Esses resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo.
"A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.
Hayward, que deixará o cargo em outubro, teria reclamado de ter sido "demonizado" por causa do vazamento de petróleo no Golfo
A Casa Branca refutou hoje a afirmação do executivo-chefe da BP, Tony Hayward, de que vai deixar o cargo em outubro depois de ter sido "vilipendiado" e "demonizado" por causa do vazamento de petróleo no Golfo do México.
"A vida não é justa", disse Hayward hoje, quando a BP confirmou que ele será substituído por Bob Dudley, atualmente o responsável por supervisionar a atuação da empresa contra o vazamento, a partir do dia 1º de outubro.
Para o Governo dos EUA, entretanto, "o que não é justo é o que aconteceu no Golfo" do México, disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em sua entrevista coletiva diária. Gibbs disse que o presidente americano, Barack Obama, conversou ontem com diretores da BP sobre a mudança de comando na empresa, mas não deu detalhes sobre a conversa.
Segundo o porta-voz, "a preocupação (da Casa Branca) não é quem comanda a BP". "O importante é que a BP não pode e não deve abandonar o Golfo", afirmou Gibbs.
Para o almirante da Guarda Costeira Thad Allen, que dirige a resposta do Governo americano ao vazamento, as mudanças não diminuirão a resposta da BP no Golfo. Allen acrescentou que a BP prevê realizar na próxima segunda-feira a operação conhecida como 'static kill', um dos procedimentos com os quais espera vedar de forma definitiva o poço de onde vaza petróleo desde abril e atualmente fechado de forma temporária.
A operação envolve a injeção de lodo pesado na boca do poço desde a superfície marinha, um procedimento que será seguido pela vedação na parte mais profunda do poço, sob o solo marinho, por meio a construção de um poço auxiliar.
Allen afirmou que a pressão no poço desde 15 de julho, quando foi vedado de forma temporária, indica que está em bom estado apesar da explosão que deu origem ao vazamento na plataforma, em 20 de abril.
Para o ambientalista, o código ignora ciência, valoriza interesses ruralistas, e parece escrito por quem nunca esteve na Amazônia
Entremeando histórias pessoais, conselho aos alunos de graduação e críticas a Novo Código Florestal, o geógrafo Aziz Nacib Ab?Sáber concedeu palestra hoje na reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal e anunciou ter escrito uma carta ao relator do Novo Código, o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP).
O geógrafo de 85 anos, que é um dos maiores especialistas brasileiros em impactos ambientais por atividade humana, chama as mudanças no código de ?estapafúrdias? na carta ?Do Código Florestal para o código da Biodiversidade? e alega que elas foram realizadas sem embasamento científico e sem levar em conta as especificidades ecológicas das diferentes regiões do país. ?Todo código antigo precisa de revisão, mas não para favorecer os que têm mais dinheiro,? afirmou durante sua palestra.
Outra crítica de Ab?Sáber é sobre a proteção da vegetação a sete metros e meio da margem dos rios. ?Imagine que para o rio Amazonas, a exigência protetora fosse apenas sete metros, enquanto para a maioria dos ribeirões e córregos também fosse aplicada a mesma exigência. Trata-se de desconhecimento entristecedor sobre a ordem de grandeza das redes hidrográficas do território? escreve na carta e argumenta que para esta medida evidencia que os relatores nunca estiveram na Amazônia.
Nas 11 páginas da carta, ele pontua a questão da taxa de proteção interna de vegetação florestal em 20%. ?Para eles [os interessados em terras amazônicas], se em regiões do centro-sul brasileiro a taxa de proteção interna da vegetação florestal é de 20%, porque na Amazônia a lei exige 80%. Mas ninguém tem a coragem de analisar o que aconteceu nos espaços ecológicos de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais com o percentual de 20%?.
Outro ponto criticado foi a parte do texto do novo Código que cita que as áreas desmatadas e degradadas poderiam ficar sujeitas a (re)florestamento por espécies homogêneas. ?uma prova muito de sua grande ignorância, pois não sabe a menor diferença entre reflorestamento e florestamento, o que reflete um fato exclusivamente de interesse econômico?.
Leia na íntegra a carta ?Do Código Florestal para o código da Biodiversidade?, de Aziz Nacib Ab?Sáber aqui.
Um barco chocou-se contra um poço de petróleo na Louisiana (sul dos Estados Unidos), provocando um novo vazamento de óleo na região do Golfo do México, informou a guarda costeira nesta terça-feira.
O poço, localizado a 104 km ao sul de Nova Orleans, ficou danificado depois de se chocar com o barco Captain Buford, que era rebocado pelo Pere Ana C, completaram as autoridades, endossando que o incidente não tem nada a ver com o da plataforma "Deepwater Horizon", da britânica BP, que provocou o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.
Testemunhas afirmaram ter visto o petróleo vazar a 6 metros de altura a partir da base do poço - instalada 2 metros abaixo da água - depois do choque.
No entanto, a guarda costeira minimizou a importância do vazamento, declarando que apenas se vê uma fina camada de petróleo na superfície.
"Há vapores de gás e água que sobem à superfície", além de uma pequena quantidade de petróleo, disse o almirante Thad Allen, encarregado pelo governo de combater a mancha de óleo provocada pela BP.
Uma equipe da guarda costeira e um helicóptero de Nova Orleans com um inspetor de contaminação foram enviados ao local.
Pesquisadores do instituto descobriram que as hemorragias nas vítimas são causadas por uma toxina específica da espécie
O Instituto Butantan descobriu a forma como atua o veneno da cobra jararaca, que provoca hemorragias nas vítimas de mordidas do animal.
A descoberta permitirá o futuro desenvolvimento de um antídoto que possa inibir o efeito do veneno da cobra e evitar medidas como amputações de membros das vítimas, informou hoje, em comunicado, o Instituto Butantan.
A jararaca (Bothrops jararaca) é uma cobra venenosa comum em Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai e é considerada uma das mais perigosas da região.
Segundo o Butantan, a jararaca é a causadora de cerca de 90% dos ataques de ofídios no Brasil e tem um veneno altamente letal. De acordo com os pesquisadores, o veneno da jararaca tem uma toxina conhecida como jararagina, que provoca hemorragias nas pessoas mordidas pelo animal.
Os novos estudos permitiram estabelecer que a toxina se fixa próxima aos vasos sanguíneos e compromete seu funcionamento, induzindo ao sangramento local. "O soro antiofídico produzido em cavalos é capaz de neutralizar os efeitos sistêmicos, impedindo a morte do paciente, mas não consegue reverter os efeitos locais tais como a hemorragia", explica a pesquisadora Ana Maria Moura, uma das autoras do estudo, citada no comunicado.
Segundo a especialista, a hemorragia não controlada pode deixar sequelas graves e chegar a levar à amputação do membro afetado. Moura acrescentou que o possível desenvolvimento de um soro que iniba a ação da jararagina exigirá novas pesquisas e um prolongado período de testes.
Os resultados do estudo do Instituto Butantan, no qual também participaram pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de San Diego, no estado americano da Califórnia, foram destacados em um artigo publicado na última edição da revista científica "PLoS Neglected Tropical Diseases".
Uma expedição que começa dentro de um mês vai elaborar um mapa tridimensional do navio "Titanic", cujo naufrágio está perto de completar um século, informou hoje a imprensa americana. A empresa RMS Titanic, que pagará pela expedição submarina, anunciou que a empreitada irá durar 20 dias e levará os equipamentos de tomada de imagens a mais de três mil metros de profundidade.
O naufrágio do luxuoso transatlântico - anunciado como "insubmergível" em sua partida, no dia 10 de abril de 1912 em Southampton, Inglaterra - ocorreu após sua colisão com um iceberg durante sua viagem inaugural, matando 1.522 pessoas.
Com as imagens recolhidas no local da tragédia, descoberto há 25 anos, a equipe criará um mapa tridimensional da embarcação que, eventualmente, será mostrado ao público. A expedição usará câmeras e sonares para inspecionar uma área de quase 16 quilômetros quadrados na qual estão dispersos os restos do navio. A equipe começará suas tarefas no dia 18 de agosto, dia em que sairão da cidade canadense de St. John.
Há três semanas, o cineasta James Cameron afirmou que a versão 3D do filme "Titanic" (1997), dirigido por ele e vencedor de 11 Oscars, estará pronto no centenário do naufrágio, em 2012. Cameron fez o anúncio durante a comemoração dos 100 anos da atriz Gloria Stuart, narradora da história de amor do filme.
Empresas e governo dos EUA voltam a apostar no uso das algas como fonte renovável de energia
Foto: Getty Images
Elas são abundantes no mar e nos rios e parte importante da cadeia alimentar. Mas em breve elas podem estar no tanque de carros, caminhões e até aviões, no que depender do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês). No fim de junho, a entidade publicou um relatório no qual reafirma seu incentivo e interesse no uso de algas para fazer biocombustíveis.
Os conceitos básicos do uso de algas como uma fonte de alternativa e renovável de energia são estudados pelo DOE há mais de 30 anos, mas uma tecnologia sustentável e comercialmente viável ainda precisa ser criada. ?Provavelmente serão necessários muitos anos de ciência e engenharia básica e aplicada para alcançar uma produção comercial sustentável de combustíveis feitos de alga?, afirma o documento que destrincha o estado da arte da tecnologia atual e aponta caminhos a serem seguidos.
O termo algas refere-se aqui, na verdade, a três tipos diferentes de seres aquáticos: microalgas, macroalgas e ?algas azuis? (reclassificadas modernamente como cianobacterias). Em certas condições, que incluem modificação genética, exposição solar e alimentação em ambientes de escuridão total, elas produzem uma grande quantidade de lipídios (moléculas compostas de ccarbono, hidrogênio e oxigênio) que podem então ser transformadas em biodiesel, gasolina e combustível de aviação. O processo de conversão é feito através de reações químicas.
Vantagens e obstáculos
As vantagens são diversas. Primeiro, a produtividade por área é alta. Segundo, não há competição por espaço com outras culturas que servem de alimento, como é o caso da cana de açúcar. Terceiro, pode-se usar a diversos tipos de água para cultivar as algas. Quarto, além de biocombustíveis pode-se produzir outros produtos, por exemplo, para alimentação animal e corantes naturais. E quinto, mas não menos importante, potencial de reciclagem de dióxido de carbono (comsumido pelas algas, que por sua vez liberam oxigênio na atmosfera)
Todo o potencial teórico das algas esbarra em questões complexas, embora equacionáveis. Uma delas é como produzi-las em escala comercial. A solução, segundo o relatório, será usar uma combinação, com a criação das novas tecnologias necessárias, dos três processos atuais (químico, bioquímico e termoquímico).
Investimentos
Os desafios, no entanto, não desanimam o DOE -- nem as empresas. No mesmo dia da publicação do relatório, que ficou um ano em consulta pública, o DOE anunciou que irá investir US$ 24 milhões em três consórcios de pesquisa público-privados. Cada um irá trabalhar em uma área específica da cadeia de produção necessária para transformar algas em biocombustíveis.
O primeiro, The Sustainable Algal Biofuels Consortium, será liderado pela Universidade do Estado do Arizona para testar bicombustíveis de algas como substitutos para produtos derivados de petróleo. O segundo, The Consortium for Algal Biofuels Commercialization, terá como líder a Universidade da California em San Diego, e irá estudar algas como matéria-prima. E o terceiro, com liderança da empresa Cellana, uma joint-venture da Shell e da HR BioPetroleum, irá pesquisar o crescimento de microalgas em larga escala em água do mar no Havaí.
Uma das conclusões do relatório do DOE é que o uso de algas como biocombustíveis depende não apenas de uma tecnologia, mas de um conjunto delas que precisa ser integrada em um processo de produção em escala para que possa se concretizar.
Do lado puramente privado, os números mostram o tamanho do interesse na área. Segundo estimativas da Associação das Indústrias de Biotecnologia (BIO, na sigla em inglês) mais de US$ 1 bilhão em investimentos privados foram alocados na pesquisa com algas nos últimos anos, inclusive um negócio de US$ 600 milhões feito pela ExxonMobil em parceria com a Synthetic Genomics, fundada por Craig Venter.
O link para o pdf do relatório (em inglês) está aqui.
Praque nacional em North Dakota já teve mais de 60 milhões dos animais
Foto: National Geographic
Um pouco de cor no céu que aguarda uma tempestade na Pradaria Nacional Little Missouri, no estado de North Dakota, nos Estados Unidos. Cerca de 60 milhões de bisões (animais da mesma família dos búfalos) pastavam nestas terras. Hoje, restam apenas vinte mil.
Com o vazamento de petróleo do Golfo de México sob controle, a atenção do problema agora se desloca para a limpeza da superfície marinha e a pergunta que todos fazem é: para onde foi todo o óleo que vazou durante três meses?
Durante três longos meses uma imensa maré negra ameaçou o litoral da Louisiana e de outros estados do sul dos Estados Unidos, enquanto a BP recorria a todos os métodos possíveis para tentar deter o vazamento poluente.
Um tampão deteve o fluxo no dia 15 de julho depois do derramamento de 2,8 a 4,5 milhões de barris no Golfo. Apenas um quarto dessa quantidade foi capturada pela BP em navios contêineres e outros sistemas de armazenamento.
Mas graças aos frenéticos esforços para recolher e queimar o óleo na superfície - foram recuperados cerca de 132 milhões de litros de uma mistura de petróleo e água e foram realizadas 411 queimadas - a verdadeira dificuldade agora é encontrar os rastros do petróleo para que possam ser limpos.
Dezenas de aviões de reconhecimento saem constantemente da Flórida e do Texas para localizar manchas de petróleo, ao mesmo tempo em que barcos de fundo plano buscam nos pântanos os restos maiores da maré, que são difíceis de biodegradar-se.
"O que temos são centenas de milhares de manchas de petróleo e o desafio consiste em descobrir onde se encontram precisamente agora, porque se dispersaram numa grande superfície", explica o chefe da operação organizada para deter a maré, o almirante Thad Allen.
Allen assegura que talvez seja inexato de sua parte chamar essa quantidades de mancha. "O que estamos vendo são bolsões, unidades com volume, pequenas concentrações muito difíceis de detectar", afirma.
"O que tentamos descobrir é onde está todo o petróleo e o que podemos fazer a respeito", acrescenta.
As cifras falam por si mesmas. Antes de colocarem o funil para tampar o vazamento do poço avariado, eram recolhidos cerca de 25.000 barris diários de petróleo de uma densa e concentrada maré negra, perto da zona do poço.
Quando chegou a tempestade tropical Bonnie na semana passada, a recuperação diminuiu para uns insignificantes 56 barris diários, suscitando a pergunta sobre o que fazer com os 800 navios coletores, muitos deles conduzidos por pescadores entediados.
A respeito de onde foi parar o petróleo que não foi recolhido ou queimado, as opiniões variam: alguns especialistas dizem que os micróbios e outros elementos do oceano o decompuseram naturalmente, enquanto que outros temem que possa estar depositado sem ser detectado nas profundezas do Golfo.
Apenas algumas semanas atrás, a maré negra era uma força implacável, que não podia ser mantida à distância das costas que lentamente asfixiava os indefesos pelicanos. Agora o óleo é um inimigo escorregadio, que precisa ser urgentemente localizado.
O último boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) sobre a maré identifica apenas sete manchas de petróleo de alguma consideração flutuando na superfície marinha.
A etapa seguinte consistirá principalmente num minucioso trabalho de avaliação dos danos causados pelo petróleo nas áreas ribeirinhas. Mais de 1.000 km de litoral foram contaminados pelo petróleo.
A limpeza das praias demandará esforços mínimos, mas a eliminação do óleo dos pântanos implicará um grande quebra-cabeça para as autoridades.
O geólogo Ed Owens, contratado pela BP para ajudar a organizar a proteção do litoral, rejeita qualquer alarmismo. Ele acha que os pântanos, que abriga uma variada fauna, se recuperarão em alguns meses, já que apenas um escasso volume de petróleo penetrou neles.
Mais de dez mil fazendeiros da província de Mpumalanga buscam o animal
Um grande movimento está sendo realizado na manhã desta terça-feira (29) no leste da África do Sul, numa tentativa de capturar um tigre doméstico fujão, que se aproveitou de uma saída em viatura para escapar, segundo a encarregada da busca.
"O tigre conseguiu fugir na província de Mpumalanga", declarou à AFP Brenda Santon, da Sociedade de Prevenção da Crueldade contra os Animais (SPCA) responsável pela caçada.
"Recomendamos à população para se manter afastada do animal", acrescentou, destacando sua periculosidade. "Não é correto manter tigres como animais domésticos. Eles devem viver na selva", destacou.
Mais de 10.000 fazendeiros das redondezas, com a ajuda de um helicóptero, participam junto com a SPCA da busca, segundo a rádio privada 702.
Os tigres não são uma espécie endêmica no continente negro, mas a África do Sul abriga centros de proteção e de reprodução desses grandes felinos.
Apesar das advertências da SPCA, a proprietária do animal chamado Panjo, de 17 meses, aconselha pela rádio a qualquer pessoa que cruze com o felino em seu caminho para falar com ele "como se fosse um cão", mostrando-lhe um bastão e dizendo um "NÃO severo".
Em reunião da SBPC foram debatidas a pouca importância e a falta de unidade na pesquisa oceanográfica brasileira
Cientistas brasileiros querem a criação de um centro de pesquisa aos moldes do Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe), para os estudos do mar. A ideia é promover o desenvolvimento contínuo da área, assim como os estudos espaciais se desenvolveram no Brasil, a partir dos anos 60, e hoje têm um instituto que é referência internacional. O assunto foi debatido ontem em um encontro aberto durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Natal.
Coordenado por Paulo Nobre, do Centro de Previsão do tempo e Mudanças Climática INPE/CPTEC, o encontro teve a participação de pesquisadores de várias universidades brasileira e da Marinha. ?Não se trata do custo de fazer, mas do custo de não fazer?, disse Nobre.
O encontro concluiu que a maior nação banhada pelo Atlântico Sul pouco sabe de seus oito mil quilômetros de costa e principalmente, tem pouca unidade em seus estudos. ?Eu acredito que a questão da articulação seja importante. Como podemos valorizar aquilo que não conhecemos? Sabemos pouco mais de 1% do fundo marítimo?, disse Lúcia Siqueira Campos, da UFRJ.
Pesquisadores pontuaram a falta de navios oceanográficos para as pesquisas e de uma instituição que cuidasse de sua manutenção. Outro problema é a falta de conhecimento sobre o que está sendo feito de pesquisa científica sobre o tema no País. "É preciso, ter maior sinergia entre empresas e institutos de pesquisa e universidade. Não se sabe o Brasil está fazendo de pesquisa científica sobre o assunto. As instituições de pesquisa agem de maneira descoordenada?, disse.
Imagens captadas pela sonda Mars Odyssey foram montadas em um mapa de definição de 100 metros por pixel
Foto: NASA
A Nasa (agência espacial americana) conseguiu mostrar Marte com a maior precisão na história graças à câmera da sonda Mars Odyssey, que mostra o planeta vermelho ao público com a melhor definição vista até o momento.
O mapa foi construído com cerca de 21 mil imagens tiradas pelo Sistema Térmico da Imagem Latente da Emissão, o Themis, uma câmera com radiação infravermelha carregada pela sonda espacial. Os pesquisadores do Centro de Voo Espacial de Marte da Universidade Estadual do Arizona, na cidade de Tempe, em colaboração com o Laboratório de Jato-Propulsão da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, apresentaram ao público o mapa que começaram a elaborar há oito anos.
A câmera fotografou detalhes do planeta vermelho e os cientistas trataram as imagens para conseguir a máxima nitidez possível. As imagens foram suavizadas, misturadas e organizadas cartograficamente em um mapa interativo que a Nasa disponibilizou em seu site.
"A equipe do Themis elaborou um produto espetacular, um mapa que os pesquisadores de Marte utilizarão como base durante muitos anos", disse Jeffrey Plaut, cientista do projeto Mars Odyssey. O mapa estabelece o marco para estudos globais de propriedades como a composição mineral e a natureza física dos materiais da superfície de Marte, segundo ele.
O objetivo "é fazer com que a exploração de Marte seja fácil e atrativa para todos", disse o principal pesquisador do Themis, Philip Christensen. "Estamos tratando de criar uma interface fácil de usar entre o público e o sistema de dados planetários da Nasa, que faz um trabalho excelente de recolher, validar e arquivar os dados", afirmou.
27/07/2010 12:46 PM
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