Vagas serão preenchidas por meio de vestibular tradicional e pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação
A Universidade Federal Fluminense (UFF) inicia a partir de 3 de agosto, até o dia 31 do mesmo mês, o período de inscrições de seu vestibular 2011. A universidade oferecerá neste 7.812 vagas, das quais 6.273 serão preenchidas pelo vestibular tradicional e 1.539 serão disponibilizadas pelo Sistema de Seleção Unificado(SiSu), do Ministério da Educação (MEC).
A inscrição deve ser feita exclusivamente pela internet. A taxa de inscrição de R$ 115 deve ser paga em qualquer agência bancária, ou pela internet.
A prova da primeira fase será aplicada no dia 14 de novembro e será composta por 75 questões objetivas, comum a todos os candidatos. Em 19 de dezembro acontece a prova da segunda fase, que tem duas disciplinas específicas, mais a prova de redação, comum a todos os cursos. A prova de Expressão Plástica, somente para candidatos ao curso de Arquitetura e Urbanismo, será realizada dia 21 de dezembro de 2010.
Neste ano, a UFF oferece três novos cursos em Niterói: Ciências Atuariais, Desenho Industrial e Sistemas de Informação. Já no interior, serão seis as novas opções de cursos: Direito (Volta Redonda), Física ? Licenciatura (Santo Antônio de Pádua), História ? Licenciatura e/ou Bacharelado (Campos dos Goytacazes), Psicologia (Volta Redonda) e Química com ênfase em Química Tecnológica ? Bacharelado (Volta Redonda). Em Miracema, o curso de Ciências Contábeis volta a ser oferecido a partir de 2011.
Os cursos de Arquitetura e Urbanismo e Letras?Português/Francês serão oferecidos exclusivamente para o vestibular tradicional, pois as provas específicas para o ingresso nestes cursos não são abordados pelo Enem.
As provas serão realizadas em Minas Gerais (Juiz de Fora, Governador Valadares, Barbacena, Viçosa e Pouso Alegre), São Paulo (Taubaté), Espírito Santo (Vitória) e Brasília (DF), além dos municípios do Estado do Rio de Janeiro onde a universidade atua.
Em 13 estados, 35 mil docentes vão participar dos cursos de graduação financiados pelo Ministério da Educação
Com a adesão de 32 instituições públicas de ensino superior, o Procampo, programa do Ministério da Educação para a qualificação de professores sem licenciatura que trabalham em escolas rurais, iniciou a formação de profissionais em 13 unidades da Federação. Serão oferecidos cursos de graduação a cerca de 35 mil educadores em atividade na área rural. Em 15 delas, a formação atende 1.363 educadores. Até o fim do ano, as 32 instituições terão matriculado 3.178 professores.
Segundo o diretor de educação para a diversidade da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) do MEC, Armênio Schmidt, o Procampo tem como prioridade o atendimento a professores das redes públicas estaduais e municipais em atividade, mas sem licenciatura; jovens que vivem na área rural que desejam seguir o magistério e educadores dos movimentos sociais do campo.
O curso tem a carga horária e o tempo de duração de uma licenciatura, mas é diferente no formato para atender professores que precisam estudar e trabalhar. De acordo com Schmidt, é oferecido em regime de alternância ? aulas presenciais intensivas (tempo-escola) nas férias escolares ou em períodos determinados pelas universidades, combinadas com etapas no local em que o professor leciona (tempo-comunidade). Na comunidade, ele pesquisa, estuda e aplica o que aprende.
A licenciatura é multidisciplinar, com a abordagem de quatro áreas: linguagens e códigos (para lecionar português, literatura e artes); ciências da natureza e matemática (matemática, química, física e biologia); ciências humanas e sociais (filosofia, sociologia, história e geografia); e ciências agrárias.
Projeto em expansão
A oferta de cursos de licenciatura específicos para a qualificação dos professores do campo começou em 2006, com um projeto-piloto desenvolvido pelas universidades federais de Minas Gerais (UFMG), da Bahia (UFBA) e de Sergipe (UFSE) e da Universidade de Brasília (UnB). Hoje, o Procampo tem a adesão de 32 instituições.
Este ano, segundo Schmidt, o programa vai se tornar política pública, com oferta de cursos de licenciatura regulares pelas universidades ? até 2009, essa oferta era definida por edital. O MEC vai desenvolver o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) Diversidade, que abrangerá a formação de professores das áreas rural e indígena. O Pibid Diversidade será administrado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
O diretor da Secad salienta que o novo modelo permitirá às instituições de educação superior organizar a oferta anual de cursos sem depender de editais. Elas poderão também garantir recursos para os quatro anos de cada licenciatura. Schmidt observa ainda que os educadores, com vagas anuais de ingresso, ganharão a oportunidade de fazer cursos de formação e que o MEC terá a possibilidade concreta de aumentar o número de cursos e de vagas, além de reunir cerca de 35 mil professores com licenciatura e diploma de nível superior obtidos em cursos de qualidade.
O MEC repassa às instituições de ensino recursos de R$ 4 mil por aluno ao ano, durante quatro anos. Elas têm autonomia para organizar o formato dos cursos.
Universidade Cidade de São Paulo descumpriu acordo para sanar falhas apresentadas pelas graduações e ainda pode recorrer
A Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação instaurou um processo administrativo contra a Universidade Cidade de São Paulo. De acordo com portaria publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, a instituição apresentou deficiências na oferta de cursos superiores a distância.
Em junho, um termo de correção das falhas apresentadas foi assinado pela instituição e pelo Ministério da Educação. Segundo a portaria, o acordo não foi cumprido. A penalidade para a faculdade será o descredenciamento para oferta de cursos a distância. A universidade terá 15 dias para apresentar defesa ao MEC.
Anúncio foi feito pelo ministro de Ciência e Tecnologia em abertura da reunião anual da SBPC
A abertura da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) neste domingo foi marcada pelo anúncio de editais no valor de R$ 865 milhões para o financiamento de pesquisas. O ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, assinou documento autorizando a abertura dos editais pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Do montante total, a maior parte, cerca de R$ 500 milhões, vai financiar pesquisas em empresas privadas. Mais R$ 30 milhões serão destinados à criação de, pelo menos, dois institutos focados nas ciências do mar ? tema principal da reunião da SBPC. O lançamento dos editais deve ocorrer no prazo de 40 a 60 dias.
Rezende aposta que o Brasil está perto de integrar o grupo dos maiores produtores de conhecimento científico, o que tem despertado o interesse de multinacionais de trazer seus centros de pesquisa para o país. Em 2008, os pesquisadores brasileiros publicaram 30 mil artigos científicos. Atualmente, o país ocupa o 13º lugar na publicação de material científico ? ficando na frente de países como Rússia e Holanda. ?Estamos perdendo o complexo de vira-lata?, afirmou o ministro.
O presidente de SBPC, Marco Antônio Raupp, apontou como desafio a realização de pesquisas capazes de atender às demandas da sociedade e do setor industrial ? a exemplo do que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) faz para tornar o agronegócio brasileiro competitivo. ?Precisamos de uma Embrapa para o mar, para a floresta amazônica e para a indústria?, disse o cientista.
Na abertura do encontro, pesquisadores, professores e cientistas prestaram uma homenagem ao paulista Aziz Ab Saber ? considerado um dos geógrafos mais renomados do mundo e referência em trabalhos sobre o meio ambiente e o impacto ambiental da atividade humana.
Um dos eventos científicos mais importantes do país, a reunião da SBPC vai até sexta-feira em Natal. A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) será a sede das conferências, simpósios, mesas-redondas e outras atividades programadas ? a maioria relacionada ao cenário atual e a perspectivas para as pesquisas marinhas.
Haverá ainda espaço para debater as eleições de outubro. Estão previstos encontros com os presidenciáveis que lideram as pesquisas eleitorais. De acordo com os organizadores, foi confirmada a presença das candidatas à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV). Mais de 10 mil pessoas devem participar dos seis dias de reunião.
A afirmação foi feita pelo presidente Lula nesta segunda-feira. A instituição vai integrar alunos africanos e de países parceiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que a criação da Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) é uma espécie de pagamento de tributos aos povos africanos. A lei que cria a instituição foi sancionada na semana passada.
?É o Brasil assumindo a sua grandeza, assumindo a condição de um país que, a vida inteira, foi receptor e, agora, é um país doador. Nós queremos ajudar os outros a se desenvolverem?, disse, em seu programa semanal Café com o Presidente.
Lula citou o exemplo de Cuba que, apesar de pobre e com uma população de cerca de 11 milhões de habitantes, possui universidades que atendem estudantes de todo o mundo. ?E um país do tamanho do Brasil não pode ter??, perguntou o presidente.
O objetivo da Unilab é promover atividades de cooperação internacional com os países da África por meio de acordos, convênios e programas de cooperação internacional, além de contribuir para a formação acadêmica de estudantes dos países parceiros.
A nova universidade será localizada no município de Redenção, a 66 km de Fortaleza. De acordo com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a previsão é que as obras do campus comecem em meados de 2011. As atividades acadêmicas terão início este ano em instalações provisórias, em prédios cedidos pela prefeitura local.
Mais de 10% dos candidatos inscritos não compareceram aos locais de prova, que foi aplicada neste domingo
A Fuvest divulgou o gabarito do exame de transferência, aplicado neste domingo. Dos 1955 inscritos, 205 (10,48%) não fizeram a prova para concorrer a uma vaga na Universidade de São Paulo (USP).
O exame foi aplicado para estudantes que já estão matriculados e cursando o ensino superior em outras universidades, mas querem concorrer a uma vaga na USP. Estão sendo oferecidas neste ano 792 vagas de transferência.
A Fuvest divulgará no dia 7 de agosto, a lista de convocados para a segunda etapa. Os candidatos classificados deverão entregar entre 19 e 20 de agosto a documentação na seção de alunos das unidades em que funcionam os cursos a que concorrem a uma vaga. Nesta data, o candidato será informado sobre as avaliações (datas e formas) da segunda etapa de provas.
A afirmação é do consultor Don Tapscott, autor de ?A Hora da Geração digital?, que pesquisa de que forma os jovens nascidos na era da internet estão mudando o mundo
Foto: Reuters
A geração atual já nasceu em frente a uma tela de computador, foi alfabetizada com auxílio das novas tecnologias e, por isso mesmo, é classificada como a geração dos ?jovens multifuncionais?. São os que trocam mensagens, estudam, falam ao telefone, namoram, fazem upload de vídeos, navegam no twitter, trocam fotos e apóiam candidatos à presidência. Tudo ao mesmo tempo e pela internet.
Para o pesquisador canadense Don Tapscott, autor do recém-lançado livro ?A Hora da Geração Digital (Ed. Agir), a educação digital provocou uma reviravolta na forma do aprendizado. Por isso mesmo, aqueles que não têm acesso a computadores vão disputar de forma desigual um espaço no mercado de trabalho e na sociedade. ?Eles terão que aprender essas ferramentas em uma fase posterior da vida, e vão estar em desvantagem. Os jovens que crescem sem as tecnologias digitais estão na mesma desvantagem que os imigrantes digitais, como eu?, diz Tapscott, que é presidente da empresa de pesquisa e consultoria nGenera Innovation Network, professor da Universidade de Toronto e autor de mais de dez livros sobre internet, entre eles o Best-seller ?Wikinomics? (sobre a cultura da realidade virtual).
Em conversa com iG, Tapscott defendeu o uso escolar de pesquisas online. ?Não acho que, automaticamente, o Google faz as pessoas mais inteligentes, mas certamente ajudam as pessoas a tomarem decisões mais informadas. Nas escolas, por exemplo, por ter esse corpo enorme de informações em um dos dedos, é menos importante memorizar os fatos. Isso libera o tempo dos alunos a concentrar-se em conceitos mais importantes?, analisa.
A seguir, a entrevista.
iG: É muito comum os estudantes copiarem trabalhos disponíveis na internet. A ?geração digital? pode fortalecer o plágio? TAPSCOTT: Sim, é fácil de copiar informações da Internet. Os alunos devem ser informados que o plágio não é tolerado. Se os alunos receberem instruções claras quanto ao que constitui plágio e escolherem ignorá-las, devem estar preparados para as conseqüências.
iG: Por que você acredita que o Google faz as pessoas mais inteligentes? TAPSCOTT: Não acho que, automaticamente, o Google faz as pessoas mais inteligentes, mas certamente ajudam as pessoas a tomarem decisões mais informadas. Nas escolas, por exemplo, por ter esse corpo enorme de informações em um dos dedos, é menos importante para memorizar os fatos, o que os professores fariam em muito mais tempo. Em termos de história, o aluno deve estar ciente das principais forças que influenciam o desenvolvimento de um país, mas não acho que é essencial memorizar datas de batalhas. Quanto à necessidade de memorização de informações, isso libera o tempo dos alunos a concentrar-se em conceitos mais importantes.
iG: Em seu livro, você diz: "é mais difícil de ensinar a cães velhos truques novos." As pessoas de outras gerações não poderão acompanhar as mudanças? TAPSCOTT: Os mais velhos podem acompanhar as mudanças, mas para eles é muito mais difícil. Os jovens de hoje são a primeira geração de nativos digitais. Eu sou um imigrante digital, ou seja, tive que aprender a língua e cultura digitais. Para os jovens é como o ar. Eles são os primeiros a entrar na era digital com uma orientação global, acesso ao conhecimento, espírito de colaboração e pensamento inovador que a minha geração só poderia invejar.
iG: Um jovem, entre 15 e 20, que nunca teve acesso às novas tecnologias, como em muitos casos no Brasil, por exemplo, ainda pode se inserir na ?geração digital?? Ou já está competindo de forma desigual? TAPSCOTT: Os jovens que não têm acesso às tecnologias digitais não têm as habilidades de computador que a Geração Net apresenta. Como os imigrantes digitais que eu falei anteriormente, estes jovens terão que aprender essas ferramentas em uma fase posterior da vida, e eles vão estar em desvantagem. Os jovens que crescem sem as tecnologias digitais estão na mesma desvantagem que os imigrantes digitais, como eu.
iG: Que conseqüências podem sofrer estes ?excluídos? em uma sociedade altamente digital? TAPSCOTT: A participação delas na sociedade será mais difícil, sem dúvidas. Garantir que os cidadãos tenham igual acesso às tecnologias digitais deve ser uma alta prioridade para qualquer país que quer competir na economia global.
iG: Você afirma que ?a geração internet é a antítese da geração TV?. Por quê?
TAPSCOTT: Ao invés de apenas sentar em frente da TV como a minha geração fez, os jovens de hoje cresceram interagindo, buscando, autenticando, lembrando, colaborando, compondo os seus pensamentos, organizando a informação. Ao invés de serem receptores passivos dos meios de comunicação, eles são uma geração de usuários, agentes, promotores.
iG: O que a ?geração digital? significa para o futuro da democracia?
TAPSCOTT: Coisas boas. Atualmente, os especialistas políticos e assessores do setor público mal podem manter o ritmo com a definição dos problemas, sem falar em soluções artesanais. O governo não pode começar a acumular os conhecimentos internos para lidar com a multiplicidade de desafios que surgem. Precisam criar oportunidades para um diálogo sustentado entre os eleitores e os eleitos. A geração net irá responder a isto.
iG: Como as novas tecnologias podem auxiliar a democracia? TAPSCOTT: Posso ver um novo modelo, onde os cidadãos estão mais envolvidos. Por muito tempo, temos vivido no que tenho chamado de democracia de transmissão. Eleitores só agiam durante o período eleitoral. Eles tinham pouca ou nenhuma influência entre as eleições, quando os legisladores e formadores de opinião eram responsáveis e os cidadãos apenas personagens passivos. Até recentemente, o modelo que imperava era o do "você vota, eu mando". O sistema carece de mecanismos que permitam ao governo se beneficiar da sabedoria e do discernimento que uma nação pode oferecer coletivamente.
iG: Como isso seria possível? TAPSCOTT: Não estou propondo uma espécie de democracia direta, onde os cidadãos votariam online todas as noites após o noticiário da TV. Isso equivaleria a uma multidão digital. Como primeiro passo, devemos usar tecnologias de Web 2.0 para permitir a voz aos cidadãos, a fim deles poderem contribuir com ideias para o processo de tomada de decisão ? tornando-os engajados na vida pública. Quando os cidadãos se tornam ativos, boas coisas podem acontecer. Nós todos aprendemos uns com os outros. As pessoas se tornam ativas na melhoria das suas comunidades, do País e do mundo.
iG: Por que a eleição de Obama, nos Estados Unidos, é um exemplo da importância de "geração digital"?
TAPSCOTT: Os que compõem a geração net são mais espertos, mais rápidos e mais tolerantes com a diversidade do que seus antecessores. Eles se preocupam fortemente com a justiça e os problemas enfrentados por sua sociedade e são geralmente envolvidos em algum tipo de atividade cívica na escola, no trabalho ou em suas comunidades. Nos Estados Unidos, centenas de milhares deles foram estimulados a apoiar Barack Obama para a presidência. E se envolveram na política pela primeira vez. Esta geração está envolvida politicamente, e vê a democracia e o governo como instrumentos essenciais para melhorar o mundo.
iG: Qual é a diferença dos jovens politizados na era digital em relação à geração anterior? TAPSCOTT: Na década de 1980 e 1990, esse grupo etário foi amplamente antigoverno, eles sonhavam com o dia que o governo poderia "sair do caminho." Nas palavras de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, o governo era o problema, não a solução. Mas os jovens já não pensam dessa maneira. Eles viram as limitações e os excessos do setor privado, e acreditam que o setor público é fundamental para resolver grande parte dos males que afligem a sociedade. Eles querem o equilíbrio.
iG: Muitos jovens usam a internet sem se preocupar com a privacidade. Como isso afetará as suas vidas no futuro?
TAPSCOTT: Tenho medo da quantidade e do tipo de informação que são casualmente colocadas online. As lições de sites como o Facebook ou MySpace são claras. Os jovens devem utilizar as redes sociais com o senso comum e cuidado e, acima de tudo, ser vigilantes. Depois que uma pequena informação está na Internet, ela não pode ser removido, não importa o quanto se tente.
iG: Você diz que a ?geração internet? tem mentalidade comunitária. Isto é correto mesmo quando se diz que os jovens estão mais tempo em casa, em seus computadores, do que no ?mundo real?? TAPSCOTT: Sim. Esta geração tem um tremendo potencial para melhorar o mundo e todos nós devemos trabalhar juntos para ajudá-los com isso. Os jovens de hoje já estão no local de trabalho, no mercado em cada nicho da sociedade. Eles estão trazendo com eles sua inteligência de mídia, o poder de compra, os novos modelos de colaboração e de paternidade (quem é o dono de conteúdos online), empreendedorismo e poder político. Eles têm fortes valores e se preocupam profundamente com o nosso planeta. Em muitos países, o voluntariado dos jovens está em crescente expansão, como nunca antes.
iG: Você consegue pensar o que virá após a ?geração digital??
TAPSCOTT: Uma geração ainda mais digital. Aguarde, por exemplo, quando todos nós teremos uma conexão sem fio permanente de alta velocidade com acesso à Internet, não importa onde estaremos. A vida vai ser interessante.
Novo campus da Universidade Federal será construído em terreno de 175,5 mil m² que era uma propriedade particular
Um terreno na Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste da capital paulista, foi desapropriado pelo prefeito Gilberto Kassab para a construção de um novo campus da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O Decreto de Utilidade Pública (DUP), que oficializou a desapropriação, foi assinado hoje.
O terreno de 175,5 mil m² era propriedade particular, das indústrias Gazarra. A futura Unifesp Leste integra um conjunto de intervenções para a região, dos quais fazem parte também o Pólo Institucional da Zona Leste, que prevê diversos equipamentos públicos, tais como um Centro de Convenções e Eventos, uma Faculdade de Tecnologia (Fatec), um Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e uma rodoviária.
"Agora, com o processo de desapropriação, cabe à Unifesp iniciar um projeto para que eles possam o mais rápido possível começar as obras", disse Kassab. Segundo a Prefeitura, um dos principais objetivos dos investimentos é reduzir a necessidade de deslocamentos pela cidade.
Desempenho no Enem comprova que há pouca variação entre notas das escolas e diferenças de até 720% nos valores pagos pelos pais
Na hora de escolher uma escola, os pais ponderam questões práticas como localização e preços, mas encaram o desafio de reconhecer nos estabelecimentos indícios de que o ensino oferecido por eles é de qualidade. A estrutura do colégio, a fama dele na cidade, a recomendação de amigos e, cada vez mais, os resultados de avaliações têm influenciado as decisões das famílias sobre onde matricular os filhos.
O iG levantou quanto custam as mensalidades das 50 escolas privadas que mais se destacaram no Enem em 2009. Elas estão concentradas em dez Estados brasileiros: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Um terço delas está fora das capitais. A variação entre as notas é de apenas 50,98 pontos, mas, entre as mensalidades cobradas, chega a 720% (veja tabela no final da reportagem).
A mais cara entre as melhores do ranking elaborado a partir das médias globais ? que consideram as notas das provas objetivas mais a redação e só foram calculadas para quem teve mais de dez alunos participantes no Enem ? é o Vértice, em São Paulo, que lidera a lista das tops. Os R$ 2.756 cobrados mensalmente dos alunos contrasta com a segunda colocada, o Instituto Dom Barreto, de Teresina (PI). Lá, a mensalidade é R$ 640, quatro vezes menor.
A mais barata, por sua vez, está na cidade de São João del Rei, em Minas Gerais. Há 200 km de distância da capital mineira, Belo Horizonte, a cidade de cerca de 180 mil habitantes se destacou no Enem com o Centro Educacional Frei Seráfico. O colégio ligado à Rede Pitágoras de ensino cobra R$ 382 mensais dos 46 estudantes matriculados no 3º ano do ensino médio. Do total, 42 participaram do exame e obtiveram média 699,22, ficando em 48º lugar geral.
Apesar de o Vértice cobrar 720% a mais que o Frei Seráfico, as notas dos dois não são distantes. Cinquenta pontos os separam no ranking apenas. O que provoca tantas diferenças de preços é localização, custo para manutenção da escola, salários dos professores e funcionários, tempo de aulas, atividades oferecidas. São Paulo é o Estado com mais colégios entre cinco mais caras do ranking das 50 melhores. São quatro. Todas na capital.
O Colégio Bandeirantes, o Mobile e o Santa Cruz também estão na ?liderança? dos preços das escolas com melhor desempenho nacional no Enem. No Bandeirantes, a mensalidade está em R$ 1.908. Os pais também têm de pagar uma taxa de R$ 2 mil para comprar as apostilas usadas ao longo do ano pelos estudantes do 3º ano do ensino médio. O Mobile cobra R$ 1,9 mil mensais e o Santa Cruz, R$ 1.790.
Entre regiões
A diferença entre a capital e o interior do Estado é grande. Na amostra das 50 primeiras entre as privadas, há 11 colégios paulistas. Além das que estão na capital, o mais caro está em Sorocaba. O Colégio Uirapuru cobra R$ 1.404,25 ao mês. Depois, dois da cidade de Campinas aparecem na lista, a Escola Comunitária de Campinas, cuja mensalidade é R$ 1.164, e o Colégio Integral de Alphaville, R$ 1.020 ao mês. O Alphaville ficou na quarta colocação geral dos melhores do País e cobra R$ 1,5 mil a menos que o primeiro da capital. Em Itapira, o mais barato entre os melhores colégios privados de São Paulo, a mensalidade é R$ 633.
O Rio de Janeiro aparece na sequência dos estados que mais cobra caro pelo ensino na última série da educação básica. Dos 16 que aparecem na amostra analisada pelo iG, apenas dois cobram menos de R$ 1 mil por mês: o Colégio Ipiranga, de Petrópolis, e o Marília Mattoso, de Niterói. Nos outros, as mensalidades estão acima de R$ 1,2 mil.
O Colégio de São Bento, terceiro colocado no ranking de desempenho das privadas, tem a segunda mensalidade mais cara da amostra. A mensalidade é R$ 1.917,64. Depois, aparecem o Colégio Israelita Brasileiro A. Liessin Scholem Aleichem (R$ 1.740), o Teresiano (R$ 1.575), o Andrews e o Santo Inácio (R$ 1.508), o Cruzeiro ? Centro (R$ 1.479,41) e o Franco Brasileiro (R$ 1.452) como os mais caros.
Entre os dez primeiros colocados, apenas dois cobram menos de R$ 1 mil. O Instituto Dom Barreto, de Teresina, e o Bernoulli, de Belo Horizonte. Como já citado, o primeiro cobra R$ 640. Como a maioria dos primeiros colocados, oferece aulas em tempo integral. As mensalidades no Bernoulli são de R$ 988.
Perfil familiar
O presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), José Augusto Lourenço, diz que as diferenças de preços entre escolas existem em todas as cidades e níveis de ensino. Segundo ele, o que determina essas variações é o tempo de aulas, a quantidade de atividades oferecidas pelo colégio, os equipamentos colocados à disposição dos alunos, a qualificação dos profissionais que atuam nos estabelecimentos.
?Outros itens também influenciam os preços cobrados e têm a ver com a região onde está localizada a escola, por exemplo. Uma escola em bairro nobre paga muito mais IPTU do que a que está na periferia. Isso tudo entra no orçamento da escola, assim como a segurança oferecida aos alunos, por exemplo?, ressalta.
Para ele, definir escolas com qualidade é algo muito subjetivo. ?Tudo depende do que a família quer para o filho. Infelizmente, com o Enem se tornando obrigatório para conseguir vagas em tantas universidades públicas, muitas escolas vão prepará-los só para isso, como já acontece com o vestibular. Muitas vezes motivadas exclusivamente pelo marketing?, critica.
Remi Castioni, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), ressalta que o Enem deveria mostrar o que considera o mais importante: o quanto as escolas contribuíram para o sucesso escolar do aluno. ?Tenho certeza de que o efeito-escola nas particulares é quase nulo. Esses jovens vêm de famílias escolarizadas, com boas condições financeiras, que estimularam essas crianças a aprender?, afirma.
De acordo com o professor, os pais jamais devem escolher um colégio pelo preço. Ele defende que os pais priorizem escolas em que os conteúdos sejam repassados de forma integrada e articulada. José Augusto aconselha que os pais analisem com cuidado as propostas pedagógicas das escolas, visitem todos os ambientes do colégio antes da matrícula e levem os filhos às escolas. ?Se eles não se sentirem bem no local, não vão conseguir aprender?, diz.
Lições estrangeiras
É bom lembrar que no ranking das melhores escolas, apesar de haver algumas das mais caras do País, não estão todas. As escolas internacionais, como as americanas e britânicas, cobram um preço alto dos pais. A Escola Americana do Rio de Janeiro, por exemplo, tem mensalidades que variam entre 2,2 mil na pré-escola e R$ 5 mil no ensino médio. Além disso, os ingressantes precisam pagar uma cota única de US$ 6,5 mil, que vai para um fundo da escola. Na Escola Britânica da capital carioca, as mensalidades estão em R$ 3,5 mil.
Em São Paulo, a Graded ? The American School of São Paulo está entre as mais caras da cidade. Para estudar na instituição, as famílias pagam taxa de entrada no valor de R$ 28.350 e as mensalidades do ensino médio custam R$ 5 mil. A Alphaville International School e o Colégio Santo Américo também cobram mais de R$ 2 mil por mês dos matriculados na última etapa da educação básica. A primeira, R$ 2.464,86. A segunda, R$ 2.526,00. No Distrito Federal, a Escola Americana de Brasília desponta entre as mais caras: R$ 3.393 ao mês.
Esses colégios nem aparecem nas listas do Enem. As propostas são diferenciadas e estão mais adequadas aos programas dados nos países de origem das instituições do que aos programas brasileiros. ?São escolas biligues, com projetos pedagógicos distintos. Os pais têm de matricular os filhos sabendo o que querem com a experiência de aprender outra língua desde cedo, conviver com estudantes de outros países?, ressalta José Augusto Lourenço, da Fenep.
Meta do governo é conectar todas as escolas urbanas até o final do ano
O Ministério das Comunicações divulgou nesta sexta-feira que 72,75% das escolas públicas urbanas do País já tem acesso à internet de alta velocidade. No total, são 47.204 estabelecimentos municipais, estaduais e federais localizados em zona urbana no país. A meta do programa Banda Larga nas Escolas, lançado em 2008, é conectar todas as 64.879 escolas urbanas até o fim deste ano.
O levantamento de dados, feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostra que no primeiro semestre de 2010 foram incluídas 4.206 escolas no programa. São Paulo, Minas Gerais, Maranhão e Bahia são os estados que receberam o maior número de conexões e os estados da Região Norte foram os menos beneficiados. Segundo a Anatel, isso ocorre por causa das dificuldades de acesso das operadoras à região.
O Programa Banda Larga nas Escolas estabelece que as concessionárias de telefonia fixa devem levar aos municípios infraestrutura de rede para a conexão das escolas públicas urbanas em banda larga. De acordo com o compromisso assumido pelas empresas, mesmo as novas escolas que surgirem durante a execução do programa serão conectadas até o fim de 2010.
Estudantes de outras universidade que tentam uma vaga na instituição farão a prova da primeira fase do processo seletivo
A Fundação para o Vestibular da Universidade de São Paulo (Fuvest) realizará, no próximo domingo, 25, a primeira fase do exame de transferência para estudantes de outras universidades ingressarem em 2011 na USP. Estão inscritos 1955 candidatos para as 792 vagas disponíveis nesse processo de seleção. A relação candidato/vaga está disponível no site.
A prova, com oitenta questões de múltipla escolha, tem a duração de quatro horas e começa às 13h. Para fazer o exame é necessário apresentar o documento de identidade.
Segunda fase
O gabarito será divulgado às 18h do dia 25 de julho no site da Fuvest. A lista de convocados para a segunda etapa de provas será publicada no dia 7 de agosto (sábado) e ela será realizada pelas unidades em que estão os cursos pretendidos pelos alunos aprovados.
Eles pedem reajuste de 38,7% nas bolsas pagas pelo governo, que estão em R$ 1.916,45 ao mês. Eles pedem ainda outros benefícios
Os mais de 17 mil futuros médicos do País podem cruzar os braços caso o reajuste de 38,7% no valor da bolsa, repassada pelo governo, não seja atendido. Os médicos-residentes, que recebem R$ 1.916,45 mensais, também reivindicam auxílio-moradia, auxílio-alimentação e a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses.
Segundo o presidente da Associação dos Médicos-Residentes, Nivio Lemos Moreira Junior, os profissionais pedem o aumento no valor da bolsa desde 2007. O documento com as reivindicações será entregue nesta sexta-feira aos ministérios da Educação e da Saúde. Nele, a entidade dá o prazo de 15 dias para o governo negociar com a categoria, caso não haja resposta os residentes de todo o país entrarão em greve.
?Quem tem mais tempo de residência se torna um profissional mais preparado. Ele também necessita de tempo livre para estudar. Isso melhora a qualidade de atendimento nas unidades de saúde?, disse.
O presidente da Associação Brasiliense de Médicos-Residentes do Distrito Federal, Cassio Rodrigues Borges, afirma que as condições de trabalho são precárias e isso reflete diretamente na saúde pública. ?Essa estrutura ruim atrapalha a profissão desses residentes e isso causa um impacto negativo.?
O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação ainda não têm informações sobre o documento, por isso não se pronunciaram sobre o assunto.
23/07/2010 03:37 PM
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