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Umidade amazônica provoca desastre no Rio Grande do Sul

Maria Fernanda Ziegler, iG São Paulo

Alta umidade no ar, topografia da região e chegada de frente fria foram os fatores responsáveis pelo vendaval na serra gaúcha

Foto: Divulgação

Ventos fortíssimos, de 124km/h, destruíram mais de 200 casas na Serra Gaúcha, na noite de quarta-feira (21/07). Embora o poder de destruição tenha sido muito forte, não se trata de um tornado. Márcia Seabra, chefe da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), explica que não houveram sinais típicos do fenômeno, como árvores retorcidas e nem rastro de destruição pelo chão.

Também está descartada a possibilidade de que um tornado ainda se forme, pois os ventos mais intensos já ocorreram. Um vendaval como o de ontem é atípico para esta época do ano, sendo mais comum no verão. ?O Rio Grande do Sul tem uma condição mais favorável para tempo severo?, diz Márcia.

O vendaval de ontem foi causado por uma série de fatores. Ventos na parte mais alta da atmosfera transportaram umidade da Amazônia para a região. De acordo com medições do Inmet , na terça-feira (20/07) o nível de umidade em Canela (medido por um índice chamado temperatura do ponto de orvalho) era de 2º. No dia seguinte, dia do vendaval, o índice era de 13°.

Vendaval danifica mais de 300 casas na serra gaúcha

Ocorreu também um forte aquecimento no ar um dia antes da chegada da frente fria vinda do Sul. A temperatura em Gramado e Canela subiu muito, de 14ºC foi para 24ºC, de um dia para o outro. O outro fator está relacionado com a topografia da região. Por estar na parte alta do Estado, ocorre o que os meteorologistas chamam de ?levantamento do vento?, que vem do litoral e leva toda a umidade do mar para a Serra. ?O vento acaba condensando?, explica.

A previsão do tempo indica chuva e vento forte mais ao sul do estado, na região que faz fronteira com o Uruguai, a partir de domingo.

(colaborou Alessandro Greco, especial para o iG)

22/07/2010 04:00 PM

Infográfico: evolução da mancha do Golfo

iG São Paulo

Acompanhe no mapa abaixo a evolução do vazamento de petróleo no Golfo do México

Desde 22 de abril um poço de petróleo no Golfo do México está vazando sem controle a 1500 metros de profundidade. Veja abaixo como o óleo se espalhou pelo mar, em que pontos da praia ele chegou e o volume do vazamento:
 

22/07/2010 03:12 PM

Vazamento do Golfo do México completa três meses

iG São Paulo

Após 90 dias, investigações sobre o que ocasionou o maior desastre ambiental dos EUA continuam inconclusivas

Um acidente na plataforma de petróleo Deepwater Horizon no dia 20 de abril iniciou o maior desastre ambiental dos Estados Unidos. Três meses depois, pouca coisa está clara e quase nada ainda foi comprovado. Até agora a BP, empresa responsável pela plataforma, já gastou cerca de US$ 4 bilhões para tentar extinguir o vazamento, limpar a região e pagar indenizações. Onze funcionários da plataforma morreram e mais de cem tiveram que ser resgatados.

A maré negra atingiu todos os estados americanos banhados pelo Golfo do México. O óleo chegou ao delta do Rio Mississipi e as áreas de conservação dos pântanos da Lousiania foram atingidas, assim com as praias da Flórida, Alabama e Nova Orleans.

As vítimas
A dramática imagem de animais cobertos por petróleo se tornou comum nos noticiários. Milhares de animais foram encontrados mortos. Até agora, é impossível mensurar o que se perde em um desastre deste tamanho, entre perdas econômicas e ambientais. Veja, na galeria abaixo, alguns dos animais vítimas do vazamento e os esforços para salvá-los.



Leia mais:
O maior desastre da história
O que teria acontecido
As sucessivas tentativas de conter o vazamento
Infográfico: Veja a evolução da mancha de óleo no Golfo do México
Leia a cobertura completa do iG

O maior desastre da história

O maior desastre ambiental americano surpreende em números. Primeiramente o vazamento foi estimado em mil barris de petróleo por dia. No dia 28 de abril, oficiais do governo falaram que o poço apresentava três vazamentos e que estava derramando mais de 5 mil barris por dia (um barril equivale a 42 litros). Mas logo cientistas e grupos ambientalistas começaram a questionar as estimativas.

No dia 27 de maio, cientistas governamentais apresentaram um novo número: vazamento variava de 12 mil a 25 mil barris por dia. Logo depois, a estimativa cresceu de 25 mil para 30 mil barris ao dia. Em 15 de junho, o governo americano declarou que o desastre correspondia a mais de 60 mil barris por dia que jorravam pelo Golfo do México.

O que teria acontecido
Três meses depois do acidente, as autoridades americanas ainda investigam os reais motivos do desastre. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre o que realmente causou a explosão e o vazamento.

Segundo documento anônimo que circulou pelo meio petrolífero logo após o acidente, e ao qual o iG teve acesso, o vazamento de petróleo ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano. Óleo ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação do poço, e a tripulação teria demorado a acionar os equipamentos de segurança, que impediriam o erro que acabou por provocar o incêndio.

Investigadores do Congresso Americano afirmaram que a BP teve três sinais de problemas na plataforma uma hora antes do acidente. Testemunhas afirmaram que o poço estava jorrando líquido e testes de pressão indicaram que uma ?anormalidade muito grande? estava acontecendo na plataforma.

O poço soltou fluido por três vezes nos 51 minutos antes do incêndio e a pressão no cano de perfuração ?cresceu inesperadamente? antes da explosão, de acordo com o memorando divulgado pela Comissão de Energia e Comércio do Congresso Americano. A investigação da BP também levantou suspeitas sobre as condições do blowout preventer, um equipamento de segurança que não conseguiu fechar a cabeça do poço.

Em entrevista à BBC, no dia 25 de maio, Tyrone Benton, funcionário da plataforma, afirmou que, apesar do aviso de vazamento dado pelo equipamento de segurança, os responsáveis pela plataforma decidiram simplesmente desligar o aparelho de segurança em vez de consertá-lo. Um segundo equipamento foi acionado.

Outro funcionário da BP, disse em depoimento, no dia 19 de julho que a empresa usou uma forma incomum de testar o dispositivo crítico de emergência que falhou no dia da explosão.

O especialista em perfuração líquida, Leo T. Lindner, disse em audiência governamental, que a BP deu a ele a permissão de usar um montante exagerado do fluido, chamado ?spacer?, durante procedimento dos testes do blowout preventer (equipamento de segurança usado para fechar o poço).

22/07/2010 01:43 PM

As sucessivas tentativas de conter o vazamento

iG São Paulo

As semanas se arrastavam e a BP continuava a falhar repetitivamente em todas as operações que tentavam acabar com o desastre

Normalmente, vazamentos em poços de petróleo são bloqueados antes de causarem tragédias por equipamentos chamados blowout preventers. No poço da BP o blowout preventer pode não ter sido acionado a tempo de evitar a explosão e as tentativas de utilização de veículos submersíveis para ativá-lo também podem ter falhado.

Em maio, a empresa, construiu uma tampa de contenção de 90 toneladas, que poderia canalizar o petróleo para cima, por meio de uma tubulação. Porém a tampa ficou entupida de gelo. Outra tentativa com o mesmo método fracassou.

Um mês depois da explosão, no dia 17 de maio, funcionários da BP anunciaram ter conseguido desviar mais de mil barris por dia, ao inserir outra tubulação no vazamento. Pela primeira vez relatam sucesso em uma operação, ainda que parcial.

Em 26 de maio, os engenheiros iniciaram uma técnica chamada de ?top kill' que bombeou cimento a 1,5 mil metros de profundidade após injetar uma carga de fluidos pesados.

A técnica de bombear cimento não funcionou e o petróleo continuou a vazar. A empresa, então retornou a utilizar as tampas de contenção. Desta vez, adaptadas para evitar congelamento. Nenhuma delas obteve sucesso.

Pausa forçada
O Furacão Alex chega ao Golfo do México e faz com que o petróleo se espalhe ainda mais pela região.

No dia 4 de julho, BP instalou mais um funil de contenção. O resultado não foi satisfatório, o petróleo continuava a vazar. No dia 14, um novo funil foi instalado. Robôs submarinos operam a cerca de 1.500 metros de profundidade para retirar o antigo funil do ponto do vazamento, e instalar o novo, de 75 toneladas. O processo dura uma semana.

O antigo funil recuperava 25 mil barris de petróleo em média por dia, dos 35 a 60 mil que escapam do poço da plataforma. O novo sistema também pode ser conectado e desconectado, para o caso de furacão.

Até então, todas as medidas adotadas para resolver o problema eram temporárias. A BP informou que os poços paralelos que estavam sendo perfurados para deter definitivamente o vazamento poderão entrar em funcionamento no final de julho, apesar de o período mais provável ser meados de agosto.

No dia 15, pela primeira vez desde o desastre, o petróleo parou de vazar. Mais ainda havia uma preocupação, que a pressão danificasse os dutos.

No dia 19, os EUA exigiram um plano de urgência à companhia: acredita-se que a tampa de que conteve o derramamento estivesse causando infiltração. A falta de pressão nos dutos levou à desconfiança de que o poço tenha causado infiltrações no solo marinho. Um dia depois, a BP estuda a possibilidade de injetar lama pesada na boca do poço em nova tentativa de cessar o vazamento.

22/07/2010 12:32 PM

O que teria acontecido

iG São Paulo

Causas do acidente ainda não foram comprovadas, mas acredita-se que houve uma combinação de falha técnica e erro humano

Três meses depois do acidente, as autoridades americanas ainda investigam os reais motivos do desastre. Ainda não se chegou a uma conclusão sobre o que realmente causou a explosão e o vazamento.

Segundo documento anônimo que circulou pelo meio petrolífero logo após o acidente, e ao qual o iG teve acesso, o vazamento de petróleo ocorreu devido a uma falha técnica associada a erro humano. Óleo ou gás teriam entrado no revestimento da tubulação do poço, e a tripulação teria demorado a acionar os equipamentos de segurança, que impediriam o erro que acabou por provocar o incêndio.

Investigadores do Congresso Americano afirmaram que a BP teve três sinais de problemas na plataforma uma hora antes do acidente. Testemunhas afirmaram que o poço estava jorrando líquido e testes de pressão indicaram que uma ?anormalidade muito grande? estava acontecendo na plataforma.

O poço soltou fluido por três vezes nos 51 minutos antes do incêndio e a pressão no cano de perfuração ?cresceu inesperadamente? antes da explosão, de acordo com o memorando divulgado pela Comissão de Energia e Comércio do Congresso Americano. A investigação da BP também levantou suspeitas sobre as condições do blowout preventer, um equipamento de segurança que não conseguiu fechar a cabeça do poço.

Em entrevista à BBC, no dia 25 de maio, Tyrone Benton, funcionário da plataforma, afirmou que, apesar do aviso de vazamento dado pelo equipamento de segurança, os responsáveis pela plataforma decidiram simplesmente desligar o aparelho de segurança em vez de consertá-lo. Um segundo equipamento foi acionado.

Outro funcionário da BP, disse em depoimento, no dia 19 de julho que a empresa usou uma forma incomum de testar o dispositivo crítico de emergência que falhou no dia da explosão.

O especialista em perfuração líquida, Leo T. Lindner, disse em audiência governamental, que a BP deu a ele a permissão de usar um montante exagerado do fluido, chamado ?spacer?, durante procedimento dos testes do blowout preventer (equipamento de segurança usado para fechar o poço).

22/07/2010 12:29 PM

O maior desastre da história

iG São Paulo

A estimativas da quantidade de petróleo vazado aumentaram ao longo do tempo. Poço chegou a jorrar 60 mil barris por dia

O maior desastre ambiental americano surpreende em números. Primeiramente o vazamento foi estimado em mil barris de petróleo por dia. No dia 28 de abril, oficiais do governo falaram que o poço apresentava três vazamentos e que estava derramando mais de 5 mil barris por dia (um barril equivale a 42 litros). Mas logo cientistas e grupos ambientalistas começaram a questionar as estimativas.

No dia 27 de maio, cientistas governamentais apresentaram um novo número: vazamento variava de 12 mil a 25 mil barris por dia. Logo depois, a estimativa cresceu de 25 mil para 30 mil barris ao dia. Em 15 de junho, o governo americano declarou que o desastre correspondia a mais de 60 mil barris por dia que jorravam pelo Golfo do México.
 

22/07/2010 12:29 PM

Caixões biodegradáveis viram solução para problema funerário da China

EFE

Urnas que se desintegram são a solução para falta de espaço e desmatamento provocados por 10 milhões de mortes por ano no país

Mãos com luvas imaculadas levam as urnas biodegradáveis, criadas por uma empresa espanhola com base na China, que devolverão os corpos à sua origem para cumprir o que disse o sábio chinês Confúcio: "O homem vem da terra e descansa quando retorna à terra".

Com passo decidido, coordenado, olhar e gesto respeitoso, 13 duplas de operários fúnebres enterraram com suas próprias mãos em um cemitério da província nortista de Tianjin 251 urnas ovais e fizeram submergir em água outras 30 com forma de flor de lótus.

O segredo destes caixões, fabricados com areia e proteínas naturais, é que não ocupam espaço, não poluem e não é necessário cortar árvores para fabricá-los, já que são biodegradáveis: os que são enterrados se desintegram em um período de seis a nove meses, e os que submergem em 45 minutos ou uma hora.

A cerimônia em massa, ou "enterro coletivo", nome dado pelos criadores desta ideia, os espanhóis Xavier Miquel e Tutti de Cominges, organizada na última terça-feira em Tiajin, é a quarta realizada pelo cemitério Yongan desde que contratou os serviços da empresa Shengtai.

Miquel, o presidente da Shengtai, e Tutti, diretora geral para a Ásia, vendem urnas biodegradáveis há três anos na China, onde é proibido enterrar corpos inteiros desde 1991. Assim, o Governo chinês obriga os familiares a cremá-los, assumindo os custos do processo, para depois deixá-los descansar em columbários (câmaras para depósito de cinzas) por 20 anos ou enterrar por cerca dez mil iuanes (US$ 1.475).

A proibição nasce como medida para combater os problemas que surgem no país asiático, com 10 milhões de mortes anuais: a falta de espaço nos cemitérios e a poluição e o desmatamento provocados pela produção de caixões de madeira. O conceito que a Shengtai quer expandir na China é totalmente revolucionário, já que os chineses, como assinalou Tutti à agência Efe, se espantam com o conceito biodegradável, pois a tradição é venerar os corpos de pessoas mortas, e se eles se misturarem com a terra ou a água, deixarão de existir fisicamente.

Os familiares conservam as cinzas em urnas, pois não têm dinheiro para enterrá-los ou, no caso do falecimento do membro de um casal, por exemplo, o que fica vivo espera a morte para que sejam enterrados juntos.

O marido de Xhu Xian, de 76 anos, que faleceu no último dia 8, descansava nesta terça em uma urna biodegradável, a seu próprio pedido, segundo explicou à EFE. "Quando estava doente, vimos na televisão um anúncio destas urnas, e ele disse que queria ser enterrado assim", lembrou Xian, que afirma que parece uma "boa ideia" para economizar espaço.

As 281 cinzas desta terça procediam de diferentes urnas da localidade de Peicheng, cujos proprietários se decidiram a enterrar os restos de seus familiares, aproveitando que o cemitério de Yongan oferecia de graça a cerimônia e as urnas biodegradáveis como promoção.

"Mas no futuro será cobrado", disse Tutti, acrescentando: "os cemitérios com os quais trabalhamos promovem esta ideia convencendo o cliente que quem contratar este serviço será um bom cidadão, pois ajudará a combater os problemas de falta de espaço, poluição e desmatamento".

A Shengtai já trabalha em 15 províncias chinesas graças ao respaldo oferecido pelas autoridades locais, que estão entre as principais beneficiárias do projeto. A ideia da Shengtai, com fábrica na localidade de Yixing, uma cidade da província de Jiangsu (leste), surgiu há 13 anos, e desde 2008 a empresa trabalha na China, com uma venda de dez mil urnas neste período, e também na Europa, com um mínimo de 25 mil unidades por ano.

Os cemitérios e empresas funerárias dos Estados Unidos também são um público alvo, onde começaram a operar este ano com uma venda mínima de 20 mil unidades. O preço oscila entre 200 e 500 iuanes (US$ 29 e US$ 74) e há cemitérios como o de Nanjing, também cidade de Jiangsu, o primeiro que contratou os serviços de Shangti, que oferecem por 999 iuanes (US$ 148) a urna e a cerimônia de enterro.

As famílias das pessoas que são enterradas segundo esse processo poderiam pensar que nunca mais poderão homenagear seus entes queridos, mas não será assim. A tradição chinesa se modernizará, e poderá seguir havendo homenagens através das telas e muros de mensagens personalizados e fotos, entre outras ideias, que os cemitérios de Tianjin e Nanjing vão inaugurar para honrar os que retornaram definitivamente às suas origens.

22/07/2010 12:15 PM

Cientistas descobrem novo círculo em Stonehenge

BBC Brasil

Monumento paralelo fica a 900 metros das pedras de Stonehenge e teria sido demarcado com postes de madeira

Arqueólogos descobriram um segundo círculo próximo ao célebre monumento milenar Stonehenge, na Grã-Bretanha.

O achado vem sendo considerado o mais importante dos últimos 50 anos na região. Em vez de usar pedras, os limites do círculo, escavado na terra, teriam sido demarcados com postes de madeira, já que foram encontradas dezenas de buracos com cerca de um metro de profundidade.

A descoberta faz parte de um projeto milionário de arqueologia na região de Wiltshire. O coordenador do projeto, o professor Vince Gaffney, da Universidade de Birmingham, classificou o achado de "excepcional".

O "monumento" circular data do perído Neolítico e da Idade do Bronze. Ele fica distante 900 metros das enormes pedras de Stonehenge. Veja o vídeo:
 

 

22/07/2010 11:24 AM

Foto do dia: bicudo risonho

National Geographic

O kookaburra é uma ave australiana de bico longo cujo pio lembra uma risada

Foto: National Geographic

Chegando a 46 centímetros de comprimento, o australiano kookaburra é o maior membro da família dos pássaros guarda-rios. Seu bico pode chegar a 10 centímetros. Eles se comunicam por vocalizações ruidosas que parecem gargalhadas.

22/07/2010 10:28 AM

Molécula antioxidante pode aperfeiçoar tratamento da leucemia

AFP

Segundo estudo ela seria capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor

Uma molécula com propriedades antioxidantes naturais, a quercetina, pode ser empregada como complemento de medicamentos utilizados nos tratamentos contra a leucemia, intensificando seus efeitos, anunciou nesta quinta-feira o Conselho Nacional de Pesquisa italiano (CNR).

"A molécula é capaz de bloquear o processo de transformação de uma célula normal em um tumor, ou de inverter se ele já estiver em curso", explicou Gian Luigi Russo, pesquisador responsável pelo estudo, citado no comunicado do CNR sobre estas pesquisas do Instituto de Ciências da Alimentação de Avellino (sul da Itália).

A quercetina é uma molécula antioxidante natural, normalmente presente em alimentos como as alcaparras, a maçã, o vinho tinto, o chá verde, a cebola e o aipo.

"É um grupo de moléculas de origem vegetal com uma atividade químio-preventiva. Pela primeira vez, demonstramos que a quercetina é eficaz contra as células tumorosas de pacientes que sofrem de leucemia linfóide crônica", disse Russo.

"A molécula é bem tolerada, mesmo em doses elevadas", explicou o pesquisador, que, no entanto, fez um alerta: "Doses massivas de antioxidantes, incluindo a quercetina, absorvidas livremente sob a forma de suplementos dietéticos por pessoas saudáveis e sem controle médico, podem se tornar perigosas para a saúde".

A leucemia linfóide crônica, que atinge em média de 1 a 6 pessoas em 100.000, é a forma mais frequente de leucemia entre adultos.

22/07/2010 10:14 AM

Piranha é pescada em rio da Croácia

EFE

Acredita-se que o peixe amazônico deva ser um animal de estimação abandonado, embora pescador disse ter visto um cardume inteiro

Um pescador croata pescou no rio Drava, no nordeste da Croácia, uma piranha, peixe natural do rio Amazonas, informou a imprensa do país europeu.

O presidente da Associação de pescadores esportivos de Osijek, Josip Dimnjasevic, confirmou que o peixe de 26 centímetros se trata de uma piranha autêntica, segundo o jornal "Jutarnji list". O exemplar foi examinado pelo inspetor de pesca de Osijek.

"É um peixe que vive nas águas da América do Sul, na Amazônia. O mais provável é que tenha sido o animal de estimação de alguém e que, quando cresceu, o proprietário o jogou no rio", disse Dimnjasevic ao jornal. No entanto, o pescador assegura ter visto nas águas do Drava um cardume destes peixes, e o "Jutarnji list" afirma que outros pescadores disseram ter visto piranhas no mesmo rio.

22/07/2010 09:45 AM

Donos de pets aderem a "onda verde"

Reuters

Produtos ecologicamente corretos para animais de estimação fazem sucesso

Foto: Reprodução

Os donos dos animais de estimação também podem ser ecologicamente corretos, seja com rações orgânicas, brinquedos ecológicos, coleiras de bambu ou cânhamo ou camas fabricadas com material reciclável.

Ainda é possível encontrar coleiras de diamantes ou de pele de cobra por 3 mil dólares, personal trainers para os animais mais atarracados e suítes em hotéis para cachorros, mas cada vez mais os amantes dos animais trocam o luxo excessivo pelo pensamento verde.

"No último ano e meio temos visto mais do que nunca os produtos ecológicos", disse Charlotte Reed, especialista em produtos para animais de estimação baseada em Nova York. "Mais pessoas estão se voltando para essa direção."

E elas estão percebendo que o cachorro ou o gato delas pode ajudar a reduzir a pegada de carbono.

"Observamos mais produtos que farão o seu cachorro saudável, produtos naturais e bons para o pelo e para o bem-estar dele ou dela", disse Reed.

Stephanie Volo, do Planet Dog, com sede no Maine, fornece brinquedos recicláveis e produtos para os bichos de estimação fabricados com materiais sustentáveis há mais de uma década. Ela está convencida de que agora os donos dos animais estão mais preocupados com o ambiente e mostram isso através do tipo de produtos que compram.

"Observamos uma demanda crescente por produtos que são bons para você, para o seu cachorro e para a Terra", explicou ela. "Definitivamente, é uma tendência."

Os bichinhos, no entanto, não precisam sacrificar o estilo para serem ecologicamente corretos. Além de os produtos para enfeites portarem etiquetas orgânicas, havia uma série de roupas estilosas numa feira de produtos para animais de estimação em Nova York.

Se uma coleira de cachorro normal não for o suficiente, a Weizhi Inc, de Los Angeles, tem muitas variedades de coleiras de prata ou ouro 18 quilates. Uma coleira de prata e sua corrente, por exemplo, saía por 30 mil dólares.

"Esta é para as pessoas que buscam por algo exclusivo", disse Yoko Okuaki, gerente da empresa.

Também não faltavam casacos de inverno e suéteres confortáveis, fantasias de Halloween e vestidos de festas para todas as ocasiões para os cachorros fashion.

21/07/2010 08:25 PM
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