O Pentágono informou nesta sexta-feira ao Congresso americano a intenção sobre uma proposta de venda de armas para Taiwan no valor de US$ 6 bilhões. Segundo uma nota divulgada pela Agência de Cooperação de Defesa e Segurança, o governo dos EUA pretende vender 60 helicópteros Black Hawk, 14 mísseis Patriot e equipamentos de controle e comunicação para a frota taiwanesa de aeronaves F-16.A notificação da intenção de venda ao Congresso é exigida por lei, mas não significa que o acordo tenha sido fechado.
Os congressistas têm agora 30 dias para analisar e comentar a proposta. Caso não haja objeções, a negociação pode ser concluída.
Reação O governo da China manifestou oposição à proposta de venda para Taiwan.
O vice-ministro das Relações Exteriores, He Yafei, disse que a negociação teria "um impacto negativo grave" na cooperação entre os EUA e a China.
Em comentários publicados no website do ministério, He afirmou que o governo chinês estava "profundamente indignado" com a proposta de venda de armas.
Taiwan tem um governo próprio e se separou de Pequim em 1949, mas a China continua considerando a ilha como uma província separatista.
O governo da China tem centenas de mísseis apontados para Taiwan e já ameaçou usar a força para retomar o controle do território.
Segundo o Pentágono, a proposta de venda iria "apoiar os esforços de Taiwan de modernizar as Forças Armadas e aprimorar a capacidade de defesa" Pequim já alertou os EUA a não seguir em frente com a venda de armas para Taiwan. As relações entre os dois países estão um pouco estremecidas por discussões nas áreas de comércio e da censura na internet.
O Itamaraty disse na sexta-feira que os últimos turistas brasileiros ainda ilhados na cidade peruana de Águas Calientes, na região de Machu Picchu, devem ser resgatados no mais tardar até este sábado. Dos mais de 300 brasileiros que estavam na área, restavam ainda mais de 68 nesta sexta-feira.Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) deve deixar a cidade de Cuzco no sábado. A aeronave é a mesma que levou 14 toneladas de alimentos doados pelo governo brasileiro às vítimas das cheias no Peru.
Segundo o Itamaraty, este avião tem capacidade para trazer de volta até 80 brasileiros que se encontrem impossibilitados de voltar por seus próprios meios.
O governo brasileiro havia oferecido quatro helicópteros e um avião para ajudar nas operações de resgate, mas o Peru declinou a oferta dizendo não ser necessário.
Ilhados Os turistas ficaram isolados na cidade de Águas Calientes, próxima às ruínas de Machu Picchu desde o domingo, quando as chuvas provocaram deslizamentos de terra, bloqueando o acesso por trem a principal via de acesso à região.
Cerca de 2,5 mil turistas já haviam sido retirados desde o início da semana e as autoridades esperam completar a evacuação neste fim de semana.
Os moradores locais, no entanto, continuam a sofrer com o mau tempo.
O governo local afirmou que são necessárias 60 toneladas de alimentos e disse ter enviado equipes de ajuda a algumas regiões de Cuzco, no sudeste peruano.
Mais de 80 mil pessoas foram afetadas pela chuva no Estado de Cuzco, e 14 mil hectares de terra cultivável foram perdidos, segundo o presidente regional, Hugo Gonzalez.
Essas foram as piores chuvas na região em 15 anos, e cerca de 5 mil casas ficaram totalmente inabitáveis. O governo local calcula prejuízos de US$ 180 milhões.
As ruínas de Machu Picchu, a principal atracão turística do Peru, vão permanecer fechadas por várias semanas.
O governo peruano diz que está preocupado com danos às ruínas da cidade inca e teme-se que várias de suas estruturas incas e coloniais corram o risco de desaparecer.
O governo sul-africano anunciou que investigará seis companhias aéreas acusadas de planejar um aumento abusivo de preços das passagens para voos locais durante a Copa do Mundo. As empresas investigadas são: Comair, South African Airways, 1time, Airlink, SA Express e Mango.Todas as companhias, com excessão da South African Airwyas, negaram a alegação.
A South African Airways já forneceu cópias de e-mails comprovando o esquema, esperando uma punição menor por sua colaboração com as investigações.
Visitantes A Fifa afirmou que menos visitantes do que o esperado devem comparecer ao evento que começa em 11 de junho.
Os cálculos iniciais estimavam cerca de 1 milhão de turistas, mas este número caiu para 450 mil pessoas.
Uma das razões apontadas é o alto custo dos voos até a África do Sul, um problema não relacionado com o escândalo dos voos internos.
A Fifa anunciou que trabalhará ao lado de associações locais para criar voos extras e pacotes para que fãs compareçam ao Mundial 2010.
Um evangélico americano que assumiu ter matado um médico que praticava abortos para salvar as vidas dos bebês foi condenado por assassinato de primeiro grau pela justiça do Estado do Kansas, nos Estados Unidos.
AP
Roeder deixa o tribunal nesta sexta-feira
Scott Roeder, de 51 anos, se declarou inocente da acusação de assassinato, alegando que havia cometido homicídio para prevenir males maiores.
Ele baleou o médico George Tiller, um dos poucos que praticava abortos em estágios avançados da gravidez no Kansas, em uma igreja na cidade de Wichita, em 31 de maio de 2009.
Roeder pode pegar prisão perpétua com possibilidade de liberdade condicional somente após 25 anos. Ele deve receber a sentença no dia 9 de março.
Os juizes levaram apenas 37 minutos para declará-lo culpado de assassinato em primeiro grau. Ele foi acusado ainda de agressão grave por ter apontado uma arma contra dois funcionários da igreja após balear Tiller.
Crime
Os advogados de Roeder esperavam que ele pudesse ser condenado por uma crime menor, de homicídio voluntário. Mas o juiz Warren Wilbert decidiu que essa acusação não poderia ser considerada porque o aborto, inclusive em estágio avançado, é permitido por lei no Kansas.
O juiz descartou ainda a possibilidade de acusá-lo por assassinato de segundo grau, que não envolve premeditação.
Na quinta-feira, Roeder disse ao Tribunal em Wichita que fez o que achava que era "necessário para proteger as crianças". "Eu atirei nele", disse Roeder. "Se eu não fizesse, os bebês morreriam no dia seguinte".
O correspondente da BBC em Washington Adam Brookes disse que Tiller vinha sendo alvo de muitos ativistas contra o aborto por muitos anos porque praticava abortos, especialmente em estágios avançados.
A clínica do médico era uma das três nos EUA que praticavam o aborto nesse estágio, ou seja, depois de 21 semanas de gravidez.
A segurança do estabelecimento foi reforçada após um ataque a bomba em 1986. O médico já havia sobrevivido a um ataque contra sua vida em 1993.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira em Davos, na Suíça, que a economia brasileira superou a crise econômica e não precisa mais de "estímulos" para combater a desaceleração. Ecoando as palavras do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que disse em Zurique que "a economia não precisa mais da ajuda do Estado", o presidente do BC disse que o país teve uma típica crise em formato de "V": "curta, mas de grande intensidade"."Hoje a economia brasileira volta à normalidade e não é necessário mais estímulos anticrise", disse Meirelles.
O discurso afinado da equipe econômica, que veio à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, é revelado no momento em que outros países discutem "estratégias de saída" da crise, no sentido de desvencilhar o Estado da vida econômica, pelo menos nos níveis em que se viu obrigado a se meter para salvar as empresas.
Mas, ressaltam os porta-vozes da economia brasileira, esse não é um problema do país, onde o que requer atenção é a possibilidade de superaquecimento.
Sobre esse tema, Mantega disse que não vê formação de nenhuma "bolha". Citou como exemplo a indústria, que deve encerrar o ano com queda de 5%, recuperando-se de uma retração de 20% no primeiro trimestre do ano, mas ainda com capacidade ociosa e necessidade de absorção de mão-de-obra para crescer em 2010.
Henrique Meirelles, cujas reações são minuciosamente estudadas pelo mercado para interpretar movimentos na taxa de juros, disse que "não está clara a necessidade de freio" na economia. "O que está clara é a necessidade de desacelerar." Investimentos e consumo O chefe da autoridade monetária disse que neste ano os investimentos devem superar o consumo interno como motor da economia, para gerar um crescimento de 5,8%.
"O crescimento do ano de 2009 foi liderado fortemente pelo consumo. (Em 2010) o consumo doméstico vai continuar forte, mas a liderança passa para o investimento, que vai crescer a dois dígitos esse ano", avaliou.
Em relação à questão fiscal, ele estima que o país mantenha neste ano o superávit primário de 3,3% e perceba uma queda na relação dívida/PIB.
"Continuando-se esse processo no próximo governo, o saldo primário sendo mantido para 2011, nós teremos a dívida pública caindo para os níveis pré-crise no final de 2011", afirmou.
Antes da crise, esta relação oscilava entre 40% e 41% do PIB - hoje, está em pouco mais de 43%.
Por essas razões, nem o ministro nem o presidente do BC vêem necessidade de prosseguir com os estímulos para evitar a crise.
Como ações concretas, Guido Mantega mencionou explicitamente o fim do IPI (imposto sobre produtos industrializados) reduzido para os eletrodomésticos de linha branca e o setor automotivo, que já estão na fase final do seu cronograma.
Além desses, Meirelles afirmou que o BC vem reduzindo os chamados empréstimos de reservas e o direcionamento do dinheiro dos compulsórios para setores da economia.
Estabilidade O que não quer dizer que a economia não precise da ação do Estado. Durante toda sua entrevista, na quinta-feira, Mantega disse e repetiu que a única razão para suspender os estímulos agora é que a estratégia de intervenção do Estado foi bem-sucedida.
Em uma simples analogia médica, se a economia fosse um corpo convalescente, Mantega e Meirelles estariam indicando que é hora de suspender a medicação e se preocupar mais com o "bem-estar geral" do paciente.
Para Meirelles, uma questão central nessa discussão é a manutenção do equilíbrio macroeconômico. "Durante muitas décadas, ou uma década e meia, o Brasil tentou crescer mais criando desequilibrios macroeconomicos. E o Brasil aprendeu que criar desequilíbrios macroeconômicos não é a maneira de crescer mais rápido", disse.
"A estabilização da economia, disciplina fiscal, inflação baixa, acúmulo de reservas, tudo isso dá a estabilidade necessária para que se ampliem os horizontes de planejamento e se aumente o investimento nacional e estrangeiro, e o país possa crescer e criar empregos, manter o poder de compra do trabalhador assalariado, do profissional liberal e daquele beneficiário dos programas sociais. Isto é inquestionável." Para ele, o sucesso dessa lógica e, mais que isso, dessa prática econômica no Brasil teria como reflexo uma maior estabilização no campo político, já que nenhum novo governo estaria disposto a - novamente nas palavras do ministro Mantega - "jogar fora uma estratégia de sucesso".
"Hoje, uma boa parte da aprovação do governo se dá em função do aumento na renda, da preservação do poder de compra em função da inflação baixa, do aumento da classe média, da criação de empregos formais", disse Meirelles, ecoando o ministro.
"Então existe muito pouco espaço político para uma mudança drástica de política econômica, seja lá qual for o candidato. Hoje, ao crontrário do passado, não existe mais esse dilema entre estabilidade e crescimento. Hoje em dia, temos crescimento com estabilidade."
O ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair disse nesta sexta-feira, em depoimento em um inquérito sobre a participação da Grã-Bretanha na Guerra no Iraque, que não se arrepende de ter ajudado a derrubar o governo de Saddam Hussein e que tomaria novamente a decisão de enviar tropas ao país.
"A decisão que tomei, e francamente tomaria de novo, foi que, se houvesse qualquer possibilidade de que ele (Saddam) pudesse desenvolver armas de destruição em massa, nós deveríamos impedi-lo", disse. Saddam era um "monstro e acredito que ele ameaçava não apenas a região, mas também o mundo", completou.
Após responder perguntas, por seis horas, Blair foi confrontado por membros do público que o criticaram.
Planejamento
Blair disse que acredita que o povo iraquiano "está melhor" hoje do que antes da invasão em 2003. Se Saddam não tivesse sido removido, "teríamos uma situação hoje onde o Iraque competiria com o Irã" tanto em termos de capacidade nuclear, mas também "no apoio a grupos terroristas", analisou.
O ex-premiê admitiu que a Grã-Bretanha subestimou as dificuldades do pós-guerra, especialmente a possibilidade de a rede extremista Al-Qaeda se organizar no país e o efeito desestabilizador do Irã. "Estávamos preparados para o que achávamos que aconteceria", disse.
George W. Bush
Blair negou que tivesse acertado um "acordo secreto" para invadir o Iraque com o ex-presidente americano George W. Bush durante uma visita ao rancho do líder americano em Crawford, no Texas.
O ex-premiê disse que concordou publicamente naquela ocasião em se juntar à ação militar que os Estados Unidos planejavam no Iraque e que foi "aberto" sobre isso.
Blair defendeu a ação militar de 2003 no Iraque dizendo que Saddam Hussein tinha passado a representar uma ameaça de novas dimensões após os ataques da Al-Qaeda em 11 de setembro de 2001.
Tony Blair depõe nesta sexta-feira em Londres / AP
"Depois do 11 de setembro, nossa visão e a dos Estados Unidos mudou" disse Blair, acrescentando que essa visão parecia não ser compartilhada por outros líderes ocidentais.
Blair disse que as sanções previstas pela ONU contra o Iraque já não serviam mais para conter as ambições de Saddam e que a nova resolução que estava sendo discutida nas Nações Unidas "era diluída".
Ele disse que na base da decisão de invadir o país estava a necessidade de passar a mensagem clara de que "se você é um regime engajado no desenvolvimento de armas de destruição, terá que parar".
"Não poderíamos correr o risco de permitir que o regime brutal e opressivo de Saddam desenvolvesse armas de destruição em massa", disse Blair.
Para Blair, Saddam "violou resoluções da ONU sobre armas de destruição de massa", e esse teria sido o motivo oficial da ação militar.
Ele negou que teria apoiado a invasão mesmo se acreditasse que Saddam não tinha armas de destruição em massa, como pareceu indicar em uma entrevista à BBC concedida no ano passado. Remover Saddam "sempre foi apenas uma opção entre várias", disse Blair.
Chilcot
Esta é a primeira vez que Blair responde em público a perguntas sobre os fatos que antecederam a ação militar liderada pelos Estados Unidos e em que a Grã-Bretanha desempenhou um papel de peso.
A participação de Blair no chamado inquérito Chilcot vinha sendo bastante esperada no país. Iniciado no final de novembro, o inquérito está analisando o período entre 2001 e 2009 e observar três pontos principais: a justificativa para a entrada no conflito, a preparação para a invasão do Iraque e as deficiências no planejamento para a reconstrução do país asiático.
Com membros nomeados pelo primeiro-ministro, Gordon Brown, o júri, presidido por John Chilcot, não vai estabelecer culpa ou determinar responsabilidade civil ou criminal, mas apenas emitir advertências e recomendações, para evitar que eventuais erros cometidos no episódio sejam repetidos no futuro. O relatório final será debatido no Parlamento.
Uma nova mensagem de áudio atribuída ao líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, acusa os Estados Unidos e outros grandes países industrializados de serem responsáveis pelo aquecimento global.
A gravação, exibida pela rede de televisão árabe Al-Jazeera, também faz um apelo por um boicote ao dólar "para libertar a humanidade da escravidão".
"Todas as nações industrializadas, principalmente as grandes, são responsáveis pela crise do aquecimento global", diz a voz. "Esta é uma mensagem para o mundo inteiro, sobre aqueles que estão provocando as mudanças climáticas, deliberadamente ou não, e sobre o que devemos fazer em relação a isso."
A gravação também critica o governo do ex-presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, por não ter ratificado o Protocolo de Kyoto.
"Bush filho e o Congresso diante dele rejeitaram este acordo apenas para satisfazer as grandes empresas", afirma a voz.
Outra fita
Há poucos dias, foi divulgada outra fita também supostamente gravada por Bin Laden, na qual a voz elogia a tentativa de ataque a um avião comercial nos Estados Unidos no último dia de Natal.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a mensagem indica o quão enfraquecido Osama Bin Laden se tornou.
"(O fato de) Bin Laden divulgar uma fita para endossar um estudante nigeriano que participou de um atentado frustrado é uma prova de como ele está enfraquecido, porque isso (a tentativa de ataque) não foi necessariamente orquestrado por ele", afirmou Obama.
A autenticidade das duas gravações ainda não foi confirmada. Mas o IntelCenter, grupo americano que monitora atividades de islâmicos, disse que a voz da primeira fita aparentemente é de fato de Bin Laden.
Moradores da região de Salt Lake City, no oeste dos Estados Unidos, estão empolgados com uma nova prática: esquiar no sofá. Vários deles se reuniram em uma colina com móveis velhos incrementados com esquis e se divertiram na neve deslizando colina abaixo.A reunião foi arranjada a partir de um convite no site de relacionamentos Facebook.
O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), voltou nesta sexta-feira a minimizar a possibilidade de que ocorram problemas de segurança no Rio durante os Jogos Olímpicos de 2016. Após encontro com representantes do comitê organizador da Olimpíada de Londres-2012, na capital britânica, Cabral lembrou do investimento dos governos federal, estadual e municipal de mais de R$ 1,8 bilhão na segurança do Rio.Ele também mencionou a criação, na última terça-feira, das Bolsas Copa e Olímpica, para reforçar os salários dos profissionais de segurança pública nas capitais que sediarão os eventos em 2014 (Copa do Mundo) e 2016.
"Eu não tenho a ilusão de acabar com o negócio das drogas. O que eu tenho é a certeza de que, com essa nossa política de Estado, nós vamos conseguir acabar com o poder paralelo, com o controle das armas nas comunidades do Rio", disse. "Hoje quase 200 mil pessoas vivem a paz de poder dormir sem o poder paralelo nessas comunidades." "O problema do tráfico de drogas é mundial. Em Londres, em Paris, em Nova York, em Lisboa, em Tóquio, as pessoas consomem drogas", concluiu.
O mesmo argumento foi usado pelo presidente do Comitê Olímpico Brasileiro e do comitê organizador da Rio-2016, Carlos Nuzman, que acompanhou Cabral em Londres.
"Segurança é um problema que acontece em todo o mundo. E nós não temos terrorismo", disse.
Tony Blair Nuzman, Cabral e o ministro dos Esportes, Orlando Silva, estão em Londres pela primeira vez desde que o Rio foi confirmado como a cidade-sede dos Jogos de 2016.
Os representantes brasileiros visitaram o Parque Olímpico que está sendo construído no leste da capital britânica e se encontraram com membros da Olympic Delivery Authority (ODA), órgão governamental responsável por desenvolver e construir as instalações e a infraestrutura dos Jogos - no que o Brasil pretende usar como modelo para a Autoridade Pública Olímpica (APO), que poderá ser presidida por Silva.
O trio deve ainda se encontrar, neste sábado, com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que estava no poder quando Londres se candidatou e foi anunciada como sede dos Jogos de 2012.
"Ele tem uma larga experiência a nos passar sobre toda a estratégia de Londres depois que ela levou a Olimpíada, em 2005, até o fim de seu mandato, em 2007. É exatamente nessa fase de planejamento que nós estamos agora, e ouvir, aprender, é muito importante", disse Cabral.
'Não-ansiedade' Segundo ele, a principal lição de Londres para os representantes da Rio-2016 é o profissionalismo.
"É muito importante notar a 'não-ansiedade' dos organizadores de Londres", disse. "É natural que a sociedade, a imprensa e as organizações façam cobranças. Mas Londres passou dois anos fazendo apenas planejamento, para depois começar a construir e isso foi muito importante." Nuzman anunciou ainda que a Rio-2016 contratou uma agência britânica para cuidar da contratação de diretores e executivos do comitê organizador. A mesma empresa foi responsável por montar os quadros dos Jogos de Londres e dos Jogos de Inverno de Vancouver.
"Vamos procurar pessoas no mercado brasileiro e internacional. Deve haver alguns estrangeiros pois vamos precisar de pessoa com experiência em Olimpíadas", afirmou.
Ginecologistas franceses reunidos nesta sexta-feira em uma conferência em Paris querem tentar provar a existência do "ponto G" feminino, contrariamente às conclusões de um recente estudo britânico. No início de janeiro, pesquisadores do King's College, de Londres, divulgaram uma pesquisa afirmando que a suposta zona erógena feminina, que provocaria elevados níveis de excitação sexual e orgasmos quando estimulada, mais conhecida como ponto G, não existe.Os cientistas britânicos analisaram mais de 1,8 mil mulheres e concluíram que o ponto G seria fruto da imaginação das mulheres.
Mas especialistas franceses pretendem contra-atacar os pesquisadores britânicos na conferência em Paris.
Para os médicos franceses, o estudo britânico "é uma abordagem totalitária da sexualidade feminina".
"O estudo do King's College mostra falta de respeito em relação ao que as mulheres dizem", afirma o cirurgião francês Pierre Foldès, co-autor de uma técnica para reparar os danos causados por excisões do clitóris.
"As conclusões estão completamente erradas porque foram baseadas somente em observações de ordem genética. É evidente que existem variabilidades na sexualidade feminina", diz Foldès.
Falsos pressupostos Segundo ele, o estudo britânico se baseou na ideia de que todos os pontos G seriam similares, o que estaria errado na sua avaliação.
"Se uma paciente me perguntar onde está seu ponto G, eu mostro. Qualquer que seja a maneira como chamamos essa zona sensível, G, M ou B, podemos estar certos de sua existência", diz o ginecologista Sylvain Mimoun, organizador da conferência em Paris.
De acordo com o médico francês, o ponto G estaria situado a uma distância de cerca de três centímetros da entrada da vagina.
Segundo ele, a pesquisa britânica foi iniciada a partir de falsos pressupostos.
"Existem três ideias falsas sobre o ponto G: pensar que ele está situado na mesma área em cada mulher, que ele teria o tamanho de uma moeda de 50 centavos e que ele sempre permite ter um orgasmo", diz o ginecologista.
Mimoun afirma que o ponto G é uma área que responde a um estímulo. De acordo com o especialista, não se trata de uma questão genética, mas sim de funcionalidade.
"Se uma mulher conhece intimamente sua vagina, ela pode descobrir coisas, incluindo a zona do ponto G. Se ela nunca é tocada, nunca acontecerá nada", diz ele.
Para os especialistas franceses, o ponto G seria uma área que as mulheres aprendem a conhecer no decorrer de suas experiências sexuais.
Segundo Mimoun, "é possível que todas as mulheres tenham um ponto G, mas apenas um terço delas conhece sua existência".
O ponto G foi identificado pela primeira vez em 1950 pelo médico alemão Ernst Gräfenberg.
Mesmo ausente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou, por meio do chanceler Celso Amorim um recado duro ao Fórum Econômico Mundial de Davos nesta sexta-feira, ao dizer que "não há sinais de que a crise tenha servido para repensarmos a ordem econômica mundial". O Fórum deste ano tem como mote a palavra de ordem "Repensar.Redesenhar. Recriar", refletindo a esperança de que o mundo possa emergir da crise econômica tendo aprendido como evitar os erros que precedem as bolhas financeiras - a última, a das hipotecas de alto risco (subprime), que trouxeram a economia mundial abaixo.
No entanto, disse Lula, a ordem econômica mundial, com "seus métodos, sua pobre ética, seus processos anacrônicos", continua a mesma. "Quantas hecatombes financeiras teremos de suportar até decidirmos fazer o que é mais óbvio e correto?" As palavras do presidente foram lidas pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para uma plateia relativamente vazia no principal auditório do Fórum Econômico Mundial, que concedeu a Lula o prêmio Estadista Global.
Receita Lula não ofereceu uma resposta direta ao seu desafio, mas, como o Brasil tem sido apontado como uma das vedetes do Fórum por resistir à crise e ainda exibir indicadores sociais animadores, ofereceu como exemplo as políticas de seu governo.
"O Brasil provou aos céticos que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza", disse. Mais adiante, repetiu a mesma nota em variação: "Na crise, ficou comprovado que são os pequenos que estão criando a economia de gigante do Brasil." Lula até evocou o período da Grande Depressão, nos anos 1930, superada nos Estados Unidos com um plano do então presidente Franklin Roosevelt de fortalecer a renda dos trabalhadores para movimentar a economia.
"O principal segredo do sucesso do Brasil é acreditar e apoiar o povo, os mais fracos e os pequenos", afirmou Lula, em sua analogia.
"Foi com a força motriz que Roosevelt recuperou a economia americana depois da Grande Crise de 1929, e foi com ela que o Brasil venceu, preventivamente, a última crise internacional." Prêmio Lula foi a primeira personalidade a receber do Fórum Econômico Mundial o prêmio de Estadista Global, uma homenagem que a organização concede pela primeira vez. Amorim recebeu a honraria das mãos do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.
O presidente do Fórum, Klaus Schwab, lamentou a ausência de Lula, mas ressaltou a participação de delegações de empresários, ONGs, organizações e do governo brasileiro nos eventos de Davos.
"Gostaríamos de dizer o quanto sentimos falta dele (Lula) aqui, mas, por outro lado, o Fórum tem sido privilegiado em sua longa tradição de receber uma forte liderança empresarial do Brasil e também de seu governo", disse Schwab.
A única vez que Lula compareceu ao Fórum de Davos foi em 2003. Tinha acabado de ser eleito e queria mostrar aos investidores estrangeiros que não era, como disse à época, um "bicho-papão" da extrema-esquerda.
Após aquela participação, chegou mesmo a brincar, dizendo a jornalistas que ter marcado presença em Davos não havia "tirado pedaço" dele nem dos participantes do Fórum.
Lula fez alusão a esse período em seu discurso. "(Em 2003) o mundo nos olhava mais com dúvida que com esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil, porque não sabia que rumo nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda radical." "Sete anos depois, posso olhar nos olhos de vocês e nos do meu povo e dizer que o Brasil fez a sua parte", disse Lula em seu discurso, enumerando a seguir alguns sucessos de seu governo, entre eles o de tirar milhões de brasileiros da pobreza absoluta e colocar o país no caminho de se tornar a quinta economia mundial.
"Sei que não é exatamente a mim que estão premiando, mas a mim e ao esforço do povo brasileiro", disse.
Para o presidente, é comum ler em jornais e publicações que "o Brasil está na moda". Lula disse que o termo é "simpático mas inapropriado".
"O modismo é coisa fugaz, passageiro, e o Brasil quer ser e será um ator permanente no cenário de um novo mundo." Cutucões O presidente também aproveitou a ocasião para cutucar, de forma vaga, os poderosos dentro e fora do país, acusados de elitismo.
"Historicamente, quase todos os governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga. Falavam em arrumar a casa, mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?" "Nós concluímos que só havia sentido governar se fosse para todos. E que aquilo que antes era estorvo era, na verdade, força, reserva, energia para crescer." Lula disse que, se por um lado, "ninguém pode negar que o Brasil melhorou", o mesmo não se pode dizer do mundo nos últimos sete anos.
"Podemos dizer que o mundo melhorou? Que houve diminuição das desigualdades, das tragédias, da pobreza, mais respeito ao ser humano e ao cidadão?", questionou "Posso imaginar a resposta que sai do coração de cada um, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos", disse, lembrando as guerras, a destruição do meio ambiente e o que chamou de "compaixão hipócrita" da humanidade assistindo a tragédias naturais e humanas.
O PIB dos Estados Unidos registrou no último trimestre do ano passado uma alta anualizada de 5,7%, ou 1,4% em relação ao trimestre anterior, informou nesta sexta-feira o governo americano. A cifra indica que a economia do país está crescendo no ritmo mais rápido em seis anos, deixando para trás a recessão associada à crise econômica global, iniciada em 2008.Mesmo com o crescimento, acima do previsto por analistas, o PIB americano fechou 2009 com uma retração de 2,4%, seu maior recuo desde 1946 e sua primeira queda desde 1991.
No trimestre anterior, a taxa de crescimento anualizada do PIB havia ficado em 2,2%.
Segundo o Escritório de Análise Econômica do governo americano, responsável pelos dados, o setor produtivo foi o que mais estimulou a alta do PIB no trimestre, com alta de 3,4% do crescimento no período.
Os números divulgados nesta sexta-feira ainda podem ser revisados pelo governo, mas a tendência do fim de 2009 foi recebida com otimismo por alguns analistas, que acreditam que a alta possa se repetir nos próximos trimestres.
Consumo em baixa Também nesta sexta-feira, o governo americano divulgou novos dados negativos sobre o trabalho no país.
O Departamento de Trabalho informou também que os gastos com salários e benefícios trabalhistas subiram em média 1,5% em 2009, sendo 0,5% apenas no último trimestre. O resultado foi o pior desde 1982.
Diante disso e de uma taxa desemprego em 10%, o gasto dos consumidores, que responde por 70% da economia americana, cresceu 2%, muito abaixo do que os economistas esperavam.
O que salvou os dados de consumo foi o comércio de equipamentos eletrônicos e softwares, que teve alta de 13% no trimestre, a mais expressiva expansão desde 2006.
Quem também contribuiu para a alta do PIB americano no trimestre foram as exportações, que subiram 18,1% no trimestre passado.
29/01/2010 03:30 PM
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