O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, aceitou a renúncia do vice-presidente e ministro da Defesa do país, Ramón Carrizález, que alegou razões "estritamente pessoais" para deixar o cargo. Em um breve comunicado transmitido pelo canal estatal, a ministra da Comunicação, Blanca Eekhout, disse que Chávez "aceitou a renúncia", reiterando que a decisão do ministro foi motivada por questões pessoais."Aproveitamos a oportunidade (...) para agradecer e reconhecer publicamente o esforço e compromisso que manteve durante toda a sua gestão o vice-presidente Executivo", disse Eekhout.
A renúncia de Carrizález e de sua esposa, a ministra do Meio Ambiente, Yubirí Ortega, foi anunciada horas antes por meio de um comunicado difundido pela imprensa local.
No comunicado, Carrizalez se desvinculou de qualquer mal-estar entre ele e o governo, ao afirmar que sua renuncia não corresponde a "nenhuma discrepância com o Executivo e que qualquer outra versão sobre o caso é falsa e tendenciosa".
O nome do novo vice-presidente ainda não foi anunciado. De acordo com a Constituição do país, no caso de ausência do presidente venezuelano, a presidente do Congresso, Cília Flores, assume o cargo interinamente.
De acordo com o jornal venezuelano El Universal, de Caracas, o general Carlos Mata Figueroa seria o substituto de Carrizález no Ministério.
Explicações Fontes próximas ao Palácio de Miraflores disseram à BBC Brasil que duas hipóteses estão sendo consideradas para explicar a saída de Carrizález.
Uma delas é que ele teria discutido com um ministro durante reunião de gabinete, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, teria dado razão ao ministro, desautorizando o vice-presidente.
Outro rumor é de que Yubirí Ortega teria tido uma dura discussão com Chávez, o que teria motivado a renúncia do casal.
Coronel retirado do Exército, Carrizález foi nomeado vice-presidente em 2008, logo após a derrota do governo no referendo que propunha uma ampla reforma constitucional. Na época, analistas consideraram que a nomeação de Carrizález representava um giro conservador no gabinete de Chávez.
A renúncia de Carrizález ocorre em meio a um momento de crise interna para o governo Chávez, provocada pela crise energética e de fornecimento de água que pode comprometer o desempenho dos candidatos do partido governista nas eleições legislativas de setembro.
Além disso, a oposição voltou a sair às ruas em protesto contra a saída do ar do canal RCTV, que junto a outras quatro emissoras, teve seu sinal cortado no domingo, por desacato a uma nova normativa que regulamenta os canais nacionais de tevê a cabo.
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta segunda-feira que a ajuda ao Haiti deve ser coordenada pela ONU. "As Nações Unidas são a moldura que dá a necessária legitimidade ao conjunto de esforços internacionais em favor dos haitianos", disse o ministro em uma conferência para discutir a reconstrução do país em Montréal, no Canadá."A ajuda ao país pode e deve ser coordenada pelas Nações Unidas, com base em mandatos claros e adaptados às circunstâncias, que conciliem as dimensões de segurança e desenvolvimento", afirmou Amorim.
O ministro também afirmou que a ajuda internacional deve responder às prioridades do povo e do governo haitiano.
"Não estamos aqui para substituir as autoridades legítimas do Haiti", disse.
Durante o encontro, o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse que seu país tem condições de liderar o trabalho de reconstrução "O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam", disse Bellerive.
Conferência O encontro no Canadá reuniu os ministros do Exterior e delegados de 20 países doadores, além de representantes da ONU, do FMI e do Banco Mundial, e discutiu também os esforços de ajuda às vítimas do terremoto que devastou o Haiti e deixou mais de 150 mil mortos.
Ao final da reunião, foi definida a realização de uma conferência de doadores em março, liderada pelos EUA na sede da ONU em Nova York, para discutir mais detalhadamente questões relacionadas à reconstrução do país.
Segundo o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, anfitrião do encontro em Montréal, o trabalho de reconstrução do Haiti deve levar pelo menos 10 anos.
Dois primos na Malásia foram condenados a dez anos de prisão por terem espancado até a morte os pais de um deles em um ritual de purificação no qual as vítimas deveriam supostamente ter "ressuscitado". Os primos, de 23 e 21 anos, alegaram ter cometido o crime sob ordens de uma terceira pessoa, Muhammad Ilyas Abdul Razek, que disse acreditar que teria poderes mágicos e seria capaz de ressuscitar mortos.Mas a corte na Malásia julgou que Razek, que é irmão de um dos condenados, teria estado mentalmente incapacitado no momento do crime, em uma reunião familiar de outubro de 2008.
Em seu testemunho, Razek disse acreditar que havia recebido estes poderes especiais do líder de um culto proibido.
A Justiça decidiu que ele deve ser mantido em um hospital psiquiátrico.
Os dois primos foram condenados pela morte de cada uma das vítimas, mas cumprirão as sentenças ao mesmo tempo, devendo ficar no total uma década cada na prisão.
Os homens atacaram o casal com vassouras e capacetes de motocicleta no ataque, que tinha o objetivo de expulsar demônios e livrar as vítimas do vício do cigarro, entre outros males.
Outros familiares também foram espancados no ritual.
O vice-presidente e ministro da Defesa da Venezuela, Ramón Carrizález, renunciou ao cargo, segundo informações da imprensa local nesta segunda-feira. Carrizález teria afirmado que a decisão foi tomada por razões "estritamente pessoais".De acordo com o jornal venezuelano El Universal, de Caracas, o general Carlos Mata Figueroa seria o substituto de Carrizález no Ministério. O nome do novo vice-presidente, no entanto, ainda não foi anunciado.
O jornal afirma ainda que a renúncia de Carrizález e também de sua esposa, a ministra do Meio Ambiente, Yubirí Ortega, teriam sido apresentadas ao governo de Hugo Chávez no último sábado.
O jornal El Tiempo, da Colômbia, diz que o vice-presidente teria afirmado que sua saída não está relacionada com as recentes decisões do governo venezuelano e que qualquer outra versão diferente sobre sua renúncia seria "falsa e tendenciosa".
Explicações De acordo com fontes próximas ao Palácio de Miraflores, duas hipóteses estão sendo consideradas para explicar a saída de Carrizález.
Uma delas é que ele teria discutido com um ministro durante reunião de gabinete, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, teria dado razão ao ministro, desautorizando o vice-presidente.
Outro rumor é de que Yubirí Ortega teria tido uma dura discussão com Chávez, o que teria motivado a renuncia do casal.
Enquanto o novo vice-presidente não for nomeado, no caso de ausência do presidente venezuelano, a presidente do Congresso, Cília Flores, assume o cargo interinamente.
Colaborou Claudia Jardim, de Caracas para a BBC Brasil
As fortes chuvas que atingem a região de Cuzco, no Peru, bloquearam a ferrovia que dá acesso ao sítio arqueológico de Machu Picchu, deixando 2 mil turistas presos em Águas Calientes, cidade próxima ao local. Segundo o Itamaraty, há relatos de que brasileiros estejam entre os turistas presos.
O ministro do Comércio e Turismo, Martin Perez, afirmou nesta segunda-feira que os turistas, vindos também da Europa, dos Estados Unidos e de outros países da América Latina, serão removidos por helicóptero. Eles serão levados para a cidade de Ollantaytambo.
Na operação de resgate, serão usados seis helicópteros policiais e militares, e as crianças e idosos terão prioridade de embarque.
Perez disse que os turistas estão "presos em hotéis, pousadas e na estação de trem em Águas Calientes" após os deslizamentos de terra causados pela chuva.
Chuvas
O acesso a Machu Picchu, principal destino turístico do Peru, está bloqueado desde sábado. A companhia ferroviária responsável pela via de acesso à antiga cidade inca, PeruRail, suspendeu os serviços entre Cuzco e Águas Calientes, e os voos comerciais entre Lima e Cuzco também foram cancelados.
De acordo com a porta-voz da Peru Rail, Soledad Caparo, a empresa já está trabalhando para limpar o trecho afetado da ferrovia e retirar a lama que cobre os trilhos.
Centenas de caminhões e ônibus ficaram parados em duas das principais estradas da região.
Nos último três dias, as chuvas que transbordaram os rios Vilcanota e Rio Blanco provocaram duas mortes, causaram inundações em cerca de 50 casas da região e destruíram centenas de hectares de plantações de milho.
As chuvas danificaram as ruínas de diversos sítios arqueológicos do Peru.
Dois dias antes de proferir seu primeiro discurso do Estado da União, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas de apoio à classe média. Entre as propostas está o aumento de benefícios fiscais para assistência infantil, destinado a famílias com renda de até US$ 85 mil (R$ 155 mil) anuais.Também estão previstas medidas de apoio à aposentadoria. Pela proposta, empresas que não oferecem planos de previdência a seus funcionários deverão cadastrá-los em contas de depósito direto para aposentadoria.
As medidas também beneficiam estudantes, limitando o pagamento de empréstimos do crédito educativo federal a 10% de sua renda.
Força-tarefa As propostas foram elaboradas por uma força-tarefa liderada pelo vice-presidente americano, Joe Biden, que esteve presente no anúncio.
Segundo Obama, muitos americanos sentiram na pele os efeitos da recessão antes mesmo de ela ser anunciada pelos economistas.
"Nenhuma dessas medidas irá resolver sozinha todos os desafios enfrentados pela classe média", afirmou o presidente. "Mas esperamos que algumas dessas ações restabeleçam um pouco da segurança que foi perdida nos últimos anos." O anúncio desta segunda-feira ocorre poucos dias depois de o presidente ter proposto uma série de medidas para limitar o tamanho e os riscos assumidos pelos grandes bancos americanos.
Ocorre também depois de o partido de Obama, o Democrata, ter sofrido uma derrota histórica na eleição para uma vaga no Senado, no que analistas afirmam ser um sinal da perda de apoio da classe média.
Com uma taxa de desemprego em 10%, analistas afirmam que a classe média americana está cada vez mais descontente com os rumos da economia americana.
Hassan al-Majid, figura chave durante o governo de Saddam Hussein no Iraque, foi executado por enforcamento. Ele foi sentenciado à morte quatro vezes por vários crimes, entre eles, crimes contra a humanidade e genocídio.Primo do ex-líder iraquiano pelo lado paterno, Al-Majid era conhecido como "Ali Químico" por ordenar ataques com gás letal contra a população curda no norte do Iraque em 1988.
Sua influência se estendia sobre dois pilares do governo de Saddam: a família do ex-líder e o partido Baath.
Antes da queda de Saddam Hussein, a imprensa árabe descrevia Al-Majid como uma figura manipuladora, que alimentava a rivalidade entre os filhos de Saddam, Qusay e Uday, na disputa para suceder o pai na presidência.
Em 1987, depois de vários anos sem uma posição ministerial, al-Majid deixou os bastidores do poder e foi nomeado governador da região norte do Iraque.
Iniciou-se, então, a ofensiva das tropas iraquianas contra a população curda em uma série de ataques que, segundo entidades curdas, constituíram genocídio.
Um decreto assinado por al-Majid com data do dia 3 de julho de 1987 dizia: "Dentro de sua jurisdição, as forças armadas devem matar qualquer ser humano ou animal presente nessas áreas".
Militantes pelos direitos homanos dizem que o Exército iraquiano iníciou a matança de dezenas de milhares de civis curdos em ataques com gás e execuções.
'Governador do Kuwait' A invasão do Kuwait pelo Iraque encerrou as atividades de al-Majid no norte.
Após a anexação do país pelo governo iraquiano em agosto de 1990, al-Majid tornou-se oficialmente o governador do país do Golfo, que passou a ser considerado a 19ª província do Iraque.
Em fevereiro de 1991, o Kuwait foi libertado por uma força multinacional liderada pelos Estados Unidos.
Em março de 1991, al-Majid foi nomeado ministro do Interior do Iraque, e depois de uma temporada como ministro da Defesa - entre 1991 e 1995 - deixou de ocupar posições ministeriais.
Ele continuou, entretanto, a ocupar cargos importantes no partido do governo, Baath Party.
Desertores da Família A posição de al-Majid foi ameaçada em 1995, quando dois de seus sobrinhos (e genros de Saddam Hussein), Hussein Kamil al-Majid e Saddam Kamil al-Majid, fugiram para a Jordânia com suas famílias.
Al-Majid liderou pessoalmente uma operação que resultou no assassinato dos dois irmãos, seu pai (seu próprio irmão) e de várias outras pessoas, acusadas de traição.
Brigas familiares em períodos de paz não impediram que, em tempos de guerra, Saddam Hussein se voltasse a familiares em busca de apoio.
Novos ataques pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha contra o Iraque em dezembro de 1998 fizeram com que al-Majid retornasse à fronteira com o Kuwait.
Ele foi nomeado comandante de uma recém-criada região no sul do país - um papel que ele viria a ocupar novamente em 2003, com a iminência da guerra que resultou na deposição de Saddam Hussein.
Em março de 2003, quando a guerra começou, al-Majid era um entre quatro comandantes respondendo diretamente ao presidente.
Um mês mais tarde, oficiais britânicos disseram que achavam que ele tinha sido morto em ataques aéreos contra a cidade de Basra.
Porém, em junho, o secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld, disse que não sabia se al-Majid estava vivo ou morto.
Dois meses mais tarde, militares americanos anunciaram que o temido Ali Hassan al-Majid, ou Ali Químico, havia sido capturado.
Um estudo de uma entidade britânica, divulgado nesta segunda-feira, defende que a única forma de controlar o aquecimento global é que os países ricos interrompam seu crescimento econômico. A tese defendida pela Fundação Nova Economia (NEF, na sigla em inglês) é de que, mesmo com expansão econômica reduzida, não será possível atingir a meta de aquecimento global abaixo dos 2º C, como almejado pela comunidade internacional.No relatório Crescimento não é possível: porque as nações ricas precisam de uma nova direção econômica, Andrew Simms, diretor da NEF, explica que "o crescimento econômico incessante está consumindo a biosfera do planeta além de seus limites".
Em sua visão, o custo dessa expansão aparece no "comprometimento da segurança alimentar global, nas mudanças drásticas do clima, na instabilidade econômica e nas ameaças ao bem-estar social".
Por isso, o mundo precisa de uma nova economia que respeite o orçamento ambiental, diz o estudo.
"Não há um banco central global do meio ambiente para nos salvar se formos à falência ecológica", conclui.
Gases causadores do efeito estufa O relatório da NEF explica que, segundo a Nasa, a agência espacial americana, a concentração máxima de gás carbônico na atmosfera para manter o aquecimento global dentro dos 2º C deveria ser de 350 ppm (partículas por milhão).
Para atingir essa meta até 2050, porém, a humanidade teria de reduzir sua intensidade de carbono na economia (quantidade de CO2 necessária para gerar expansão econômica) em 95%.
O problema é que a intensidade vem aumentando ao longo desta década.
Para reverter essa tendência, o estudo destaca que seria necessário um esforço político muito superior ao apresentado durante a Conferência de Mudança Climática em Copenhague, em dezembro do ano passado.
Justamente por isso o estudo classifica essa drástica redução na intensidade de carbono na economia como "sem precedente e, provavelmente, impossível", reforçando a defesa pela estagnação econômica.
Alternativas inviáveis O estudo também confronta a posição de muitos líderes globais de que o uso de biocombustíveis é uma opção viável para controlar o aquecimento global.
O primeiro problema é que esses combustíveis consomem uma área agrícola essencial para a produção de alimentos.
Se o Reino Unido, por exemplo, quisesse substituir seu consumo de petróleo por biocombustíveis à base de soja ou milho, precisaria de 36 milhões de hectares, ou seja, uma área 650% superior às terras aráveis do país, diz o estudo.
No caso do etanol produzido à base de cana-de-açúcar, o relatório admite que é possível produzir o combustível com o bagaço da cana, mantendo o suco voltado para a produção de alimentos.
Mas o etanol à base do bagaço "ainda precisa de substancial pesquisa e ainda não é comercialmente viável", diz o estudo.
Com base em todas as possíveis alternativas analisadas pela NEF, o estudo concluiu que não pode haver controle do aquecimento global sem controle do crescimento econômico.
"Isso significa que, para permitir um crescimento econômico em países com baixa renda per capita (...), será necessária uma redução na expansão econômica dos países ricos", conclui o relatório.
O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, disse nesta segunda-feira que seu país está em condições de liderar o trabalho de reconstrução após o terremoto do dia 12 de janeiro, que pode ter matado mais de 150 mil pessoas no país caribenho. "O governo haitiano está trabalhando em condições precárias, mas pode fornecer a liderança que as pessoas esperam", disse Bellerive durante uma conferência em Montreal, no Canadá, que discute a reconstrução do Haiti."A principal prioridade agora é atender às necessidades vitais das vítimas, como comida e água, abrigo e assistência médica." "O Haiti precisa de apoio maciço de seus parceiros na comunidade internacional no médio e longo prazo. O tamanho da tarefa exige que nós façamos mais, que façamos melhor e, sem dúvida, que trabalhemos de maneira diferente", acrescentou o primeiro-ministro haitiano.
Dez anos A conferência de Montreal foi convocada para avaliar o trabalho de reconstrução e o trabalho de ajuda às vítimas.
No evento, Bellerive ressaltou que será necessário um esforço "colossal" para reerguer o Haiti, e pediu o "apoio maciço" da comunidade internacional.
Por sua vez, o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, disse que serão necessários pelo menos dez anos para reconstruir o país.
Além de Harper e Bellerive, participam da conferência a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, assim como delegados de 20 países e representantes das Nações Unidas e do Banco Mundial.
O ministro do Exterior do Canadá, Lawrence Cannon, disse que seria discutida em Montreal a realização de uma conferência mais ampla sobre a reconstrução haitiana - um evento em que será prometida ajuda financeira.
Dívidas A ONG britânica Oxfam pediu à comunidade internacional que cancele as dívidas do Haiti.
Segundo a Oxfam, o país deve US$ 900 milhões a Nações Unidas, Banco Mundial e a vários países.
O Banco Mundial já anunciou que está abrindo mão do pagamento de dívidas do Haiti pelos próximos cinco anos e que está estudando cancelar o restante do débito.
Na semana passada, o Clube de Paris (de governos credores), que inclui Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha, pediu a outras nações que sigam o seu exemplo e cancelem a dívida do Haiti.
Venezuela e Taiwan estão entre os maiores credores do país.
Uma americana condenada a pagar uma indenização de quase US$ 2 milhões (R$ 3,6 mi) à indústria fonográfica por ter compartilhado 24 músicas pela internet teve a multa reduzida para US$ 54 mil (R$ 98 mil). O juiz anunciou a sentença após Jammie Thomas-Rasset, de 32 anos, ter entrado com um recurso afirmando que a quantia milionária exigida pela Associação da Indústria Fonográfica Americana (RIAA, na sigla em inglês) era "monstruosa".Thomas disse que seus advogados estão tentando reduzir a multa ainda mais.
"Seja US$ 2 milhões ou US$ 54 mil, sou uma mãe com quatro filhos e uma só fonte de renda. Não estamos com essa bola toda neste momento", afirmou ela.
Legislação A primeira vez que a RIAA entrou com um processo contra Thomas foi em 2007, acusando-a de ter pirateado quase 2 mil músicas. Mas as gravadoras pediram indenização apenas para 24 delas.
Entre as faixas pirateadas estavam canções de nomes como Aerosmith, Def Leppard, Green Day e Gloria Estefan.
Thomas foi condenada a pagar indenização de US$ 200 mil (R$ 364 mil) por danos.
Em 2009, por causa de erros realizados durante o primeiro julgamento, ela foi novamente levada ao banco dos réus e condenada a pagar US$ 1,92 milhão.
A legislação americana permite que as gravadoras peçam indenizações entre US$ 750 (R$ 1,3 mil) e US$ 30 (R$55) mil para cada música baixada ilegalmente. Mas o júri pode aumentar este valor a até US$ 150 mil (R$ 273 mil) se considerar que a pirataria foi deliberada.
O juiz do caso negou o pedido de Thomas por um novo julgamento e deu à RIAA sete dias para aceitar a mudança ou pedir um novo julgamento.
A RIAA disse que está "analisando" a decisão do juiz e vai responder quando possível.
O atacante paraguaio Salvador Cabañas, 29 anos, encontra-se em estado grave após ter sido baleado na cabeça na madrugada desta segunda-feira em um bar na capital mexicana. Falando à rede de TV Televisa, o presidente do clube onde atua o jogador, o América do México, disse que Cabañas chegou consciente a um hospital da Cidade do México."Ele estava um pouco confuso sem saber o que lhe tinha acontecido e perguntando para onde o estavam levando", disse Michel Bauer.
"As primeiras notícias indicam que a bala entrou na cabeça e não saiu", disse o promotor público da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, também à Televisa.
Assalto ou discussão? Não está claro se Cabañas foi atingido no banheiro do bar, pouco antes do amanhecer, por causa de um assalto ou uma discussão.
O paraguaio, que joga no México desde 2003, tinha ido ao bar com sua esposa.
A polícia mexicana afirmou ter prendido dois suspeitos.
Cabañas é titular da equipe paraguaia que disputa a primeira fase do Mundial 2010 na África do Sul no mesmo grupo que Itália, Nova Zelândia e Eslováquia.
Eleito o melhor jogador sul-americano pelo jornal uruguaio El Pais em 2007, o atacante marcou gols contra o Brasil nas duas partidas disputadas pelas eliminatórias da Copa da África do Sul.
A Suprema Corte dos Estados Undiso rejeitou nesta segunda-feira o recurso do ex-presidente do Panamá, Manuel Noriega, e ele deverá ser extraditado para a França pela acusação de lavagem de dinheiro. Noriega está nos Estados Unidos depois de cumprir pena pela acusação de tráfico de drogas desde 1992, mas também foi condenado na França por lavagem de dinheiro em um julgamento sem a presença dele, em 1999, por usar os bancos franceses no processo.A Justiça francesa já garantiu que ele poderá ter um novo julgamento.
Noriega queria ser enviado de volta ao Panamá assim que completasse a pena nos Estados Unidos. Mas, em abril uma corte americana determinou que ele poderia ser extraditado. Agora, a Suprema Corte rejeitou o recurso do ex-presidente panamenho.
Noriega tem mais de 70 anos e liderou o Panamá do meio até o final dos anos 80. Ele já foi um dos principais aliados de Washington na América Latina e tinha laços estreitos com os então presidentes americanos Ronald Reagan e George Bush (pai do ex-presidente George W. Bush).
Aliado O líder militar panamenho era visto pelo governo americano como um aliado na luta contra o comunismo e o tráfico de drogas na região.
No entanto, em 1988, um tribunal na Flórida acusou Noriega de ajudar traficantes de drogas colombianos a enviar toneladas de cocaína para os Estados Unidos.
A Casa Branca, então, acrescentou àquela acusação outras duas, de fraude eleitoral e violação dos direitos humanos.
Os Estados Unidos acabaram invadindo o Panamá em 1989, em um conflito que matou, segundo algumas estimativas, cerca de 4 mil civis panamenhos.
Manuel Noriega foi transformado em prisioneiro de guerra durante a invasão e levado para os Estados Unidos, para julgamento.
Defesa Os advogados de Noriega argumentam que as leis internacionais requerem que ele seja enviado de volta ao Panamá.
Eles afirmam que, como ex-prisioneiro de guerra depois da invasão americana no país, a Convenção de Genebra proíbe sua extradição para um terceiro país.
Nos Estados Unidos, Noriega foi condenado a 30 anos de prisão em 1990, pena que foi reduzida para 17 anos por bom comportamento. No entanto, ele permanece sob custódia nos Estados Unidos desde que completou esta pena, pois aguardava o resultado de seu recurso contra a extradição para a França.
Mas, no Panamá, Noriega poderá ter que cumprir uma pena de 20 anos de prisão por ser o mandante do assassinato, em 1985, de seu então opositor, Hugo Spadafora.
25/01/2010 05:11 PM
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