A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examinará na terça-feira (2) uma pauta com 14 projetos, entre eles um que poderá beneficiar pessoas que trabalham para empresas sem qualquer registro. A proposta (PLS 584/07) concede anistia de multas previdenciárias e de FGTS, recolhidas pelo INSS e pela Caixa Econômica Federal quando o empregador que registra, com atraso, a contratação de um empregado.
Além da anistia, o empregador poderá parcelar em até 15 anos, com juros de 6% ao ano mais inflação, os recolhimentos atrasados. O projeto esteve na pauta da CAE do último dia 9, mas acabou não sendo examinado porque os senadores decidiram votar outras matérias. O PLS 584/07 foi apresentado pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), o qual argumenta que a anistia incentivará as empresas a legalizarem seus empregados.
Em sua tramitação, o projeto recebeu voto favorável do relator na CAE, senador João Vicente Claudino (PTB-PI), para quem a medida será benéfica não apenas para os empregados, que passam a contar com assistência previdenciária, seguro-desemprego e aposentadoria, mas também para o próprio governo, pois aumentará a arrecadação. Conforme o relator, cerca de 20 milhões de brasileiros trabalham informalmente, sem carteira assinada ou pagamento de INSS.Já o número de trabalhadores com carteira assinada está próximo de 33 milhões.
O projeto prevê que a anistia e o parcelamento dos débitos serão concedidos durante os 12 meses seguintes à aprovação e sanção presidencial do projeto. Depois da CAE, a matéria ainda será examinada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.
A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) examina, na próxima terça-feira (2), projeto de autoria do senador Osmar Dias (PDT-PR) que altera a lei que criou o Estatuto da Terra para substituição do termo "arrendador" por "arrendatário". O projeto é terminativo na comissão.
Osmar Dias explicou que a Lei 11.443/07, ao aprimorar o Estatuto da Terra, substituiu o termo "locatário" por "arrendador", em vez de "arrendatário".
O estatuto, ressaltou o autor, é orientado a prestigiar o aproveitamento econômico da terra e proteger quem a explora. Assim, observou, não faz sentido determinar que o contrato de arrendamento rural será considerado automaticamente renovado se o arrendador não manifestar interesse na desistência, como ficou estabelecido na lei. Na verdade, disse o senador, tal prerrogativa cabe ao arrendatário.
O relator da proposta (PLS 105/09) na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Eduardo Suplicy (PT-SP), destacou em seu voto favorável à matéria, que a alteração é pertinente e necessária para dar coerência à legislação.
A reunião da CRA terá início às 9h30, na sala 7 da Ala Senador Alexandre Costa.
Os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos planos de saúde privado poderão passar a dispor de um sistema de prontuário eletrônico do paciente. É o que estabelece projeto de iniciativa da ex-senadora Roseana Sarney, primeiro item da pauta da reunião da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), marcada para quarta-feira (3), às 8h30. O parecer do relator, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aconselha a aprovação da matéria.
O projeto (PLS 474/08) determina a informatização do registro, da comunicação, da transmissão e da autorização de procedimento ambulatorial e hospitalar, de internação hospitalar, de resultado e laudo de exame, de receita médica e das demais informações de saúde do paciente.
O projeto prevê, ainda, o envio por meio eletrônico, mediante o uso de assinatura eletrônica, de resultado, laudo, receita, guia, autorização, registro de internação e de procedimento ambulatorial e hospitalar, entre outros documentos utilizados no setor de saúde. Para que isso possa ocorrer, deverão ser criados cadastros nacionais de usuários, de profissionais de saúde e de unidades de saúde.
A intenção da senadora ao apresentar o projeto é que esses cadastros atinjam a totalidade dos cidadãos brasileiros, os profissionais de saúde em atividade no país e os serviços de saúde públicos e privados em funcionamento no território nacional. Cada cadastrado receberá um número nacional de identificação e será facultado meio de acesso aos sistemas.
Também está na pauta da CCT projeto (PLS 28/03) de iniciativa do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que transforma o Ministério da Educação em Ministério da Educação de Base. A matéria recebeu voto contrário do relator, senador Flávio Arns (PSDB-PR). Os outros 30 itens que poderão ser votados pela comissão na quarta-feira são de pareceres a respeito de autorização para funcionamento de rádios comunitárias, permissão para exploração de serviço de FM e a renovação de concessão outorgada à TV Atalaia, de Aracaju (SE).
Dos 11 projetos incluídos na pauta da reunião da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) marcada para a próxima terça-feira (2), às 11h30, dois se referem à fiscalização das atividades relacionadas ao abastecimento de combustíveis. O PLC 162/09 aumenta as punições a quem comercializar combustível adulterado. O PLS 291/09 torna obrigatória a fiscalização anual das empresas de distribuição e revenda de combustíveis. As duas proposições precisam ser votadas pelo Plenário.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examinará na terça-feira (2) projeto (PLS 437/08) que autoriza o parcelamento do pagamento do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT) para todas as categorias de veículos, da mesma forma que já é permitido para o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) decidiu convidar o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, para, em audiência pública, expor as razões do governo brasileiro para discordar da intenção dos Estados Unidos e de outros países, possivelmente com apoio do Conselho de Segurança da ONU, de impor sanções ao Irã por insistir em seu programa nuclear, conforme têm noticiado jornais de todo o mundo. De acordo com as notícias, os Estados Unidos suspeitam que o programa nuclear iraniano busca produzir bombas atômicas.
O Ministro da Defesa, Nelson Jobim, comparecerá à audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) na terça-feira (2) para discutir o decreto resultante do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos.
Em audiência pública nesta sexta-feira (26), em Belo Horizonte, a Comissão de Juristas instituída pelo Senado Federal para elaborar o anteprojeto de lei do novo Código de Processo Civil (CPC) colheu sugestões e ouviu críticas de desembargadores, juízes, advogados, defensores públicos, professores universitários, oficiais de Justiça, estudantes e representantes da sociedade. A audiência, que se estendeu por três horas, foi realizada no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A comissão de juristas encarregada pelo Senado de elaborar o anteprojeto de um novo Código de Processo Civil (CPC) iniciou, nesta sexta-feira (26), em Belo Horizonte (MG), uma série de audiências públicas destinadas a reunir, pelos próximos 60 dias, ideias capazes de apressar a prestação de justiça à população e de diminuir a infinidade de recursos que atrasam a ação do Judiciário.
A primeira reunião realizou-se, pela manhã, no auditório do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). Participaram o presidente da comissão, ministro Luiz Fux, o desembargador Elpídio Donizetti Nunes, o professor José Miguel Garcia Medina, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (Seção Minas Gerais), Luís Cláudio da Silva Chaves.
Na ocasião, Eduardo Azeredo disse que é natural esse movimento de revisão dos códigos, uma vez que a redemocratização do país data de pouco mais de 20 anos. Em sua opinião, as demandas da cidadania e do espaço democrático de direito serão refletidas nas normas mais recentes, que pouco a pouco estão sendo inseridas no ordenamento jurídico. Atualmente, o Senado Federal, discute, além do novo Código de Processo Civil, um novo o Código de Processo Penal - este já em fase final de tramitação.
De acordo com Fux, os princípios norteadores que inspiraram o trabalho da Comissão foram a construção de um texto que privilegie a simplicidade da linguagem e da ação processual, a celeridade do processo e a efetividade do resultado da ação, além do estímulo à inovação e à modernização de procedimentos como forma de se alcançar essas três metas e o respeito ao devido processo legal.
Segundo Fux, com essa reunião se inicia uma fase crucial para os trabalhos do grupo. Em sua opinião, a coleta de sugestões cria a oportunidade para que o trabalho que está sendo desenvolvido tenha um caráter participativo e democrático e que, ao mesmo tempo, possa ser corroborado e conhecido pelo maior número de pessoas.
A escolha do estado de Minas Gerais para o início dos debates, em sua opinião, é bastante significativo, uma vez que o processo eletrônico, prática que o grupo de juristas pretende fortalecer no novo texto, já está em pleno funcionamento nas 295 comarcas do estado, beneficiando e tornando a justiça mais ágil e segura para mais de 20 milhões de pessoas.
Depois de Minas Gerais, a comissão de juristas realizará audiências públicas nos estados do Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
Após audiência com integrantes da equipe da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que participou das discussões sobre a reforma administrativa do Senado, nesta quinta-feira (25), o relator da subcomissão temporária que analisa o projeto resultante (PRS 96/09), senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), classificou como "altamente qualificado" o trabalho já feito, mas assinalou que deseja inovações.
25/02/2010 04:59 PM
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