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BBC


Obama liga para Bachelet oferecendo ajuda após terremoto

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, entrou em contato com a presidente chilena Michelle Bachelet, depois do terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o país neste sábado. Em um telefonema de Washington, Obama afirmou que os Estados Unidos podem enviar recursos para ajudar o Chile, caso o governo do país precise.Obama elogiou Bachelet pela reação do governo chileno ao desastre e falou sobre a capacidade e especialização dos serviços do país para lidar com terremotos. O presidente ainda insistiu que os Estados Unidos estão prontos para ajudar nos trabalhos de resgate e recuperação do país.

Bachelet por sua vez agradeceu ao presidente americano e afirmou que voltará a falar com Obama caso o Chile precise de ajuda.

O terremoto no Chile também gerou um alerta de tsunami para vários países do Pacífico, do Japão à Nova Zelândia e também o Havaí. Com isso, Obama pediu aos americanos que moram na ilha que sigam as orientações de evacuação das áreas mais vulneráveis.

O primeiro-ministro britânico Gordon Brown afirmou que a Grã-Bretanha vai fazer tudo o possível para ajudar o governo do Chile.

França e Argentina também já ofereceram ajuda ao Chile e a Suíça informou que está enviando uma pequena equipe de avaliação da situação.

ONU
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, está "monitorando com atenção os acontecimentos, incluindo o risco de tsunamis, depois do grande terremoto no Chile", de acordo com uma declaração de seu gabinete.

De acordo com porta-voz da ONU, Martin Nesirky, o secretário-geral da organização também ofereceu ajuda ao governo chileno e está tentando entrar em contato com a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e Caribe (CEPAL), que tem sua sede em Santiago, para obter uma avaliação do impacto do terremoto e também a situação dos funcionários da organização.

Na tarde deste sábado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da base aérea de Brasília levando o ministro da Justiça chileno, Jorge Toledo, que estava em Brasília para um congresso da Organização dos Estados Americanos (OEA), de volta para Santiago.

Segundo a FAB, a previsão é de pouso em Santiago mesmo com o aeroporto da capital chilena fechado devido ao tremor. Ainda não há informações sobre o retorno de brasileiros que estão no Chile com este avião, mas a FAB informou que a aeronave tem capacidade para transportar 12 passageiros.

E equipes de ajuda estão sendo enviadas ao Chile por instituições de caridade britânicas. A Oxfam está enviando uma equipe de engenheiros hidráulicos e outra especializada em logística que estão na Colômbia e também está tentando entrar em contato com outras organizações no Chile para acelerar a ajuda.

"O Chile é um país desenvolvido com um governo muito capacitado e é improvável que este desastre seja tão grave como o que vimos no mês passado no Haiti, mas queremos estar no lugar certo para ajudar o mais rápido possível", afirmou Jeremy Loveless, vice-diretor de ajuda humanitária da organização.

A organização Save de Children também informou que está avaliando a situação no Chile para mobilizar equipes e enviar ao país.

A Cruz Vermelha da Grã-Bretanha já liberou 50 mil libras (quase R$ 138 mil) de seu Fundo de Desastres para a Cruz Vermelha chilena.

"A Cruz Vermelha chilena tem experiência na resposta a desastres naturais e estamos fazendo esta liberação imediata de verbas para apoiar seus esforços de ajuda", afirmou Pete Garratt, gerente de ajuda em desastres da organização britânica.

27/02/2010 06:35 PM

Pelo menos 120 morrem em tremor de magnitude 8,8 no Chile

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o centro-sul do Chile neste sábado, matando pelo menos 120 pessoas de acordo com o presidente eleito do país Sebastián Piñera. Piñera, que deve assumir a presidência em março, afirmou que este número pode aumentar.Canais de televisão chilenos informaram que a estimativa é de que pelo menos 150 pessoas foram mortas.

De acordo com o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e 91 quilômetros ao norte de Concepción.

O USGS também registrou outros oito tremores depois do primeiro. O mais forte dele alcançou magnitude de 6,9, o que levou as autoridades chilenas a pedir aos moradores que permaneçam em casa.

A presidente chilena Michelle Bachelet declarou "estado de catástrofe" em cinco regiões do país, incluindo a capital, Santiago.

"Não estamos falando de estado de catástrofe como estado constitucional. Estamos falando de zonas afetadas por catástrofe", o que não significa um estado de exceção, segundo a presidente, mas mais "facilidades institucionais para responder à crise (...) recursos extraordinários e atribuições extraordinárias", afirmou a presidente.

"Há uma enorme quantidade de danos, não sabemos sua dimensão exata, que está sendo avaliada", acrescentou Bachelet.

Em uma entrevista coletiva na tarde desta sábado, Bachelet pediu paciência às pessoas e afirmou que há problemas de fornecimento de eletricidade "que não serão resolvidos de um dia para outro". Segundo ela, regiões que ainda contam com abastecimento de água poderão ajudar as regiões cujo fornecimento foi interrompido.

O terremoto deste sábado é o maior a atingir o Chile nos últimos 50 anos.

Tsunami
Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que os Estados Unidos estão monitorando a situação. "Estamos prontos para ajudar nesta hora de necessidade", afirmou.

Um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida.

O alerta de tsunami também foi estendido para mais países no Oceano Pacífico, do Japão à Nova Zelândia. Sirenes de alerta foram disparadas para que as pessoas fossem para terrenos mais altos na Polinésia Francesa e no Havaí.

Michelle Bachelet informou que "uma onda de grandes proporções" atingiu o arquipélago de Juan Fernandez, chegando a uma área não habitada. Três pessoas estariam desaparecidas, de acordo com a imprensa local.

A presidente, que havia planejado com antecedência uma viagem para a região de Bio Bio neste sábado, afirmou que equipamentos seriam enviados de Santiago para as províncias do sul para restabelecer as comunicações interrompidas.

'Interminável'
Imagens de televisão mostraram uma grande ponte na cidade de Concepción desabou no rio Bio Bio. Equipes de resgate estão tendo dificuldades para chegar a Concepción devido aos danos à infraestrutura da região, de acordo com relatos da televisão chilena.

De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, na região de Araucanía, onde houve vítimas, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e eletricidade.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.

Entretanto, lembrou a jornalista, ainda é cedo para fazer uma avaliação dos prejuízos.

Segundo o USGS, os efeitos do tremor foram percebidos no mar de Valparaíso, na costa a oeste de Santiago.

Na capital chilena, Santiago, o tremor foi sentido durante um minuto e várias áreas ficaram sem eletricidade. O aeroporto de Santiago também sofreu danos devido ao terremoto e deve permanecer fechado por, pelo menos, 72 horas, com voos desviados para Mendoza, na Argentina.

A imprensa local relatou que há estradas destruídas e bloqueadas e muitas pessoas estão acampadas nas ruas. Vários hospitais tiveram que ser evacuados por terem sofrido danos em suas estruturas.

Graciela Martín, de Mendoza, no lado argentino da fronteira andina, afirmou que "deste lado da fronteira, sentimos um tremor de cerca de um minuto."
Há inclusive depoimentos de pessoas que dizem ter sentido os efeitos no Brasil. A Defesa Civil de São Paulo confirmou os relatos, mas disse que não há danos ou vítimas.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco".

"Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", precisou o especialista.

27/02/2010 03:49 PM

Terremoto de magnitude 8,8 atinge o Chile

A cidade de Concepción, no Chile, amanheceu sob escombros depois que um terremoto de magnitude 8.8 atingiu diversas partes do país. Dezenas de pessoas morreram e o temor é que o número de vítimas continue aumentando.


O terremoto de um minuto e meio ocorreu por volta das 3h30 da manhã no horário local. O epicentro foi registrado a 35 quilômetros de profundidade, a cerca de 91 quilômetros de Concepción, na região de Bio Bio, centro-sul do país.

Mas cientistas acreditam que tremores fortes tenham sido sentidos ao longo de 300 quilômetros de costa, incluindo centros urbanos importantes do Chile.


Como o terremoto ocorreu sob o leito do mar, também há risco de tsunamis, por isso o alerta não apenas para a costa chilena, mas para toda a região do Pacífico. Na Ilha da Páscoa, que pertence ao Chile, moradores foram evacuados.

Na capital, Santiago, os tremores também foram sentidos. Muitos moradores passaram o resto da madrugada na rua, com medo de desabamentos.

A empresa de energia Chilectra disse que 2 milhões de clientes estão sem luz, e fez um apelo para que os usuários evitem o desperdício de energia, para usar esse recurso de forma mais eficiente.

Leia mais sobre: terremoto

27/02/2010 02:45 PM

Para geólogo, tremor 'preenche lacuna sísmica' na região e era 'previsível'

O tremor de magnitude 8,8 que atingiu a costa do Chile na madrugada deste sábado era "previsível", segundo cientistas, porque "preenche uma lacuna sísmica" deixada por dois outros tremores devastadores no passado. O epicentro do tremor desta madrugada se localizou a uma profundidade de 35 quilômetros, na costa da região de Bio Bio e a cerca de 90 quilômetros de Concepción.Este ponto fica a uma distância de 230 quilômetros ao norte do foco de um outro tremor, registrado em maio de 1960, que foi o maior já mensurado por instrumentos até hoje no mundo.

Aquele incidente chegou a uma magnitude de 9,5 e deixou mais de 1,6 mil mortos.

Por sua vez, o epicentro está cerca de 900 quilômetros ao sul do foco do terremoto de 1922, que alcançou uma intensidade de 8,5 e fez centenas de vítimas.

Geofísicos explicam que o evento deste sábado preenche, portanto, uma espécie de lacuna entre dois outros eventos de grande escala do passado.

"Este terremoto preenche uma lacuna sísmica identificável", explicou o sismólogo Roger Musson, da agência geológica britânica, a British Geological Survey.

"Nenhum grande terremoto ocorreu nesta área desde 1835, quando um grande terremoto foi observado pelo (cientista britânico) Charles Darwin. Desde então, estima-se que havia um potencial acumulado de 10 metros de deslocamento."
Em um estudo recente, sismólogos franceses e chilenos analisaram a forma como a terra se move na zona em resposta à tensão acumulada por colisões tectônicas.

A pesquisa sugeriu que a região estava propensa a um tremor.

Comparações com o Haiti
O Chile se encontra no "círculo de fogo", uma linha de terremotos e erupções vulcânicas frequentes que afetam praticamente toda a bacia do Pacífico.

O evento deste sábado ocorreu na divisa entre as placas tectônicas de Nazca e Sul-americana, que se movimentam verticalmente, uma em relação à outra, a uma velocidade de 80 mm por ano.

A placa de Nazca, uma espécie de "chão" do Pacífico na região, está sendo empurrada para baixo, sob a costa da América do Sul. Isto torna a região uma das mais ativas, em termos sísmicos, do planeta.

Desde 1973, foram registrados 13 eventos com magnitude igual ou maior que 7.

Mas o terremoto deste sábado foi quase mil vezes mais potente que o que atingiu recentemente a capital haitiana, Porto Príncipe. Foi o maior evento no mundo desde o tsunami que atingiu Sumatra em 2004, segundo Roger Musson.

É natural que surjam preocupações a partir do fato de que o tremor em Porto Príncipe devastou a cidade e deixou cerca de 230 mil mortos, segundo as estimativas.

A questão é que força não é sempre um indicador do provável número de mortos de um terremoto. Um fator que limitará o número de vítimas no caso chileno são os níveis preparação para um evento deste tipo, maiores que no caso haitiano.

O Escritório Nacional de Emergências do país, Onemi na sigla em espanhol, é responsável por coordenar a resposta de serviços como bombeiros, médicos e defesa civil, em níveis nacionais, regionais e locais.

"O Chile é um país sísmico. Portanto, devemos estar preparados!", é a mensagem do Onemi, que provê informações sobre como se preparar para terremotos e outros desastres, e como se comportar diante deles.

Tanto as autoridades chilenas quanto os chilenos em geral têm mais informação para lidar com este tipo de emergência.

Efeitos
Cientistas afirmam que é provável que tremores fortes tenham sido sentidos ao longo de 300 quilômetros de costa, incluindo centros urbanos importantes do Chile, como Arauco, Lota e Constitución.

Como era de se esperar, a região foi atingida por diversos tremores secundários. Em duas horas e meia, a agência americana de geologia, US Geological Survey, registrou 11 tremores, dos quais cinco com magnitude igual ou maior que 6.

Como o terremoto ocorreu sob o leito do mar, também há risco de tsunamis, por isso o alerta não apenas para a costa chilena, mas para a região do Pacífico em geral.

A cidade mais próxima do epicentro, Concepción, fica a 100 quilômetros de distância. Concepción forma parte da segunda maior região metropolitana do país, com uma população de cerca de um milhão de habitantes.

Danos, como prédios destruídos, são inevitáveis.

A história de Concepción está marcada por terremotos. Após um grande tremor, em 1751, a cidade foi mudada do seu local original, onde hoje fica a localidade de Penco, para um ponto mais longe do mar, no vale do Mocha.

27/02/2010 12:08 PM

Pelo menos 82 morrem em tremor de magnitude 8,8 no Chile

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o centro-sul do Chile neste sábado, o maior tremor no país em 25 anos. Pelo menos 82 pessoas morreram no tremor, segundo o ministro chileno do Interior, Edmundo Perez Yoma."A cifra oficial é de 82 mortos e esperamos que não aumente mais", disse Perez Yoma, que desde o início da manhã vem divulgando números crescentes de vítimas.

De acordo com o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e 91 quilômetros ao norte de Concepción.

Horas depois do primeiro tremor, a região foi atingida por um segundo, de magnitude 6,2.

"Quero pedir calma", disse Bachelet, ao convocar uma reunião de emergência para discutir as medidas após o tremor às cinco da manhã no horário local.

Um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida.

A agência meteorológica do Japão alertou para possíveis tsunamis na região do Pacífico.

Mas Bachelet descartou a possibilidade de tsunami no Chile. Ela disse que é normal que as ondas fiquem mais altas após um terremoto, mas que não há previsão de onda gigantes.

'Interminável'
De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, na região de Araucanía, onde houve vítimas, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e electricidade.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.

Entretanto, lembrou a jornalista, ainda é cedo para fazer uma avaliação dos prejuízos.

Segundo o USGS, os efeitos do tremor foram percebidos no mar de Valparaíso, na costa a oeste de Santiago.

O leitor Mark Winstanley, que contatou a BBC em Viña del Mar, um balneário próximo de Valparaíso, afirmou que os prédios haviam tremido, mas que ele não havia visto ainda sinais de destruição. Telefones e eletricidade estavam cortados, disse Winstanley.

Na capital chilena, relatos dão conta de que os prédios tremeram entre 10 segundos e 30 segundos.

Um professor da universidade de Santiago, Cristian Bonacic, disse que o terremoto havia sido forte, mas que a cidade parecia ter resistido bem. Comunicações via internet estavam funcionando, mas não os telefones celulares.

Um jornalista que falou à TV chilena da cidade de Temuco, 600 km ao sul da capital, disse que muitas pessoas haviam deixado suas residências com medo de desabamentos. Muitas, em prantos.

Depois do terremoto, tremores de intensidade variável foram registrados em todo o país, levando as autoridades chilenas a pedir aos moradores que permaneçam em casa.

Graciela Martín, de Mendoza, no lado argentino da fronteira andina, afirmou que "deste lado da fronteira, sentimos um tremor de cerca de um minuto."
Há inclusive depoimentos de pessoas que dizem ter sentido os efeitos no Brasil. A Defesa Civil de São Paulo confirmou os relatos, mas disse que não há danos ou vítimas.

Bachelet
Ao convocar a reunião de emergência, a presidente Michelle Bachelet, que havia planejado com antecedência uma viagem para a região de Bio Bio neste sábado, afirmou que equipamentos seriam enviados de Santiago para as províncias do sul para restabelecer as comunicações interrompidas.

"Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse a presidente chilena.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco".

"Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", precisou o especialista.

27/02/2010 11:53 AM

Pelo menos 78 morrem em tremor de magnitude 8,8 no Chile

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o centro-sul do Chile neste sábado, o maior tremor no país em 25 anos. Pelo menos 78 pessoas morreram no tremor, segundo disse na televisão a presidente chilena, Michelle Bachelet.De acordo com o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e 91 quilômetros ao norte de Concepción.

Horas depois do primeiro tremor, a região foi atingida por um segundo, de magnitude 6,2.

"Quero pedir calma", disse Bachelet, ao convocar uma reunião de emergência para discutir as medidas após o tremor às cinco da manhã no horário local.

Um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida.

A agência meteorológica do Japão alertou para possíveis tsunamis na região do Pacífico.

Mas Bachelet descartou a possibilidade de tsunami no Chile. Ela disse que é normal que as ondas fiquem mais altas após um terremoto, mas que não há previsão de onda gigantes.

'Interminável'
De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, na região de Araucanía, onde houve vítimas, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e electricidade.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.

Entretanto, lembrou a jornalista, ainda é cedo para fazer uma avaliação dos prejuízos.

Segundo o USGS, os efeitos do tremor foram percebidos no mar de Valparaíso, na costa a oeste de Santiago.

O leitor Mark Winstanley, que contatou a BBC em Viña del Mar, um balneário próximo de Valparaíso, afirmou que os prédios haviam tremido, mas que ele não havia visto ainda sinais de destruição. Telefones e eletricidade estavam cortados, disse Winstanley.

Na capital chilena, relatos dão conta de que os prédios tremeram entre 10 segundos e 30 segundos.

Um professor da universidade de Santiago, Cristian Bonacic, disse que o terremoto havia sido forte, mas que a cidade parecia ter resistido bem. Comunicações via internet estavam funcionando, mas não os telefones celulares.

Um jornalista que falou à TV chilena da cidade de Temuco, 600 km ao sul da capital, disse que muitas pessoas haviam deixado suas residências com medo de desabamentos. Muitas, em prantos.

Depois do terremoto, tremores de intensidade variável foram registrados em todo o país, levando as autoridades chilenas a pedir aos moradores que permaneçam em casa.

Graciela Martín, de Mendoza, no lado argentino da fronteira andina, afirmou que "deste lado da fronteira, sentimos um tremor de cerca de um minuto."
Há inclusive depoimentos de pessoas que dizem ter sentido os efeitos no Brasil. A Defesa Civil de São Paulo confirmou os relatos, mas disse que não há danos ou vítimas.

Bachelet
Ao convocar a reunião de emergência, a presidente Michelle Bachelet, que havia planejado com antecedência uma viagem para a região de Bio Bio neste sábado, afirmou que equipamentos seriam enviados de Santiago para as províncias do sul para restabelecer as comunicações interrompidas.

"Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse a presidente chilena.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco".

"Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", precisou o especialista.

27/02/2010 11:48 AM

Turistas brasileiros sofrem com tremor em Santiago

O terremoto de 8,8 graus que atingiu o Chile neste sábado foi sentido por turistas brasileiros no país. Um casal de paulistas e uma mulher também brasileira disseram em entrevista à TV Chile (TVN) que viveram momentos de "pânico" e que querem deixar o país, mas não podem porque o aeroporto de Santiago está fechado.

 

"Foi um verdadeiro pânico. Tudo começou a tremer forte, faltou luz e tivemos que sair do quarto, no escuro, com garrafas de champagne quebradas no chão. Não havia nenhuma sinalização e não sabíamos como sair do hotel", disse o brasileiro.

Ao seu lado, uma das duas mulheres completou: "Infelizmente temos que estar aqui na rua e esperar porque aeroporto de Santiago continua fechado e a nossa única opção é esperar. Tudo tremeu. Foi horrível".

Os turistas brasileiros começaram a se acumular nas ruas, sentados, junto com outros hospedes e moradores de Santiago, desde 3h30 (horário local), quando saíram do hotel Principado de Astúrias, no parque Bustamante, em Santiago.

Apresentadores da TVN, a principal do país, afirmaram que o terremoto deste sábado "pode ter sido mais intenso" em algumas regiões do país do que os que foram registrados em 1964 e 1985 - os piores já registrados no Chile.

Falta de luz

Em vários pontos, como no centro de Santiago e na cidade de Concepción, às margens do oceano Pacífico, não há luz e água, o asfalto das estradas se rompeu, pontes antigas caíram e vários carros, estacionados nas ruas, foram atingidos por postes, tijolos ou pedras.

As comunicações telefônicas também foram interrompidas ou ficaram extremamente difíceis. Equipes de bombeiros foram chamadas para apagar incêndios em postos de gasolina. O chefe do aeroporto de Santiago, Eduardo del Canto, confirmou que todos os vôos estão cancelados e que o aeroporto não será reaberto pelo menos nos próximos três dias.

"O dano maior está no prédio do aeroporto (portas de vidros quebradas e paredes rachadas), mas sem este prédio não podemos operar o aeroporto. As pistas não foram abaladas, mas o terminal está paralisado e continuará fechado", disse.

Vários passageiros, com suas bagagens, estão sentados em frente ao aeroporto. Del Canto disse que não pode garantir que os voos serão retomados na semana que vem, quando está prevista a realização do Congresso Internacional de Língua Espanhola, na região de Valparaíso, que tem entre os convidados o Rei da Espanha, Juan Carlo, e a rainha Sofia.

A expectativa é que o aeroporto esteja funcionando no dia 11 de março, data da posse do presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, quando são aguardadas comitivas internacionais. O Ministério dos Transportes informou que os ônibus e metrôs também não estão funcionando. Ou por precaução ou porque algum setor foi abalado pelos tremores.

No bairro antigo da capital chilena, chamado Santiago Centro, cerca de 40 casas históricas foram afetadas, segundo as autoridades locais. Também nessa área, próxima ao palácio presidencial La Moneda, que não teria sido atingido, os moradores estão nas ruas. Muitos deles de pijamas e abraçados a cobertores. O bairro também está sem luz.

O porta-voz da empresa de energia Chilectra, Juan Pablo Larraín, disse que 2 milhões de clientes estão sem luz e fez um apelo: "Por favor, evitem o desperdício de energia. O sistema elétrico foi fortemente atingido e temos que poupar energia neste momento".

 

Leia mais sobre: terremoto

27/02/2010 11:43 AM

Terremoto de 8,8 na escala Richter deixa pelo menos 47 mortos no Chile

SANTIAGO DO CHILE - Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu neste sábado o centro-sul do Chile e matou pelo menos 47 pessoas, segundo autoridades locais. Este foi o maior terremoto dos últimos 25 anos no país.

Segundo o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), o terremoto teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e 91 quilômetros ao norte de Concepción.

Horas depois do primeiro tremor, a região foi atingida por um segundo tremos, de magnitude 6,2. A presidente chilena, Michelle Bachelet, convocou uma reunião de emergência para discutir as medidas após o tremor.

Em razão do tremos, um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida. A agência meteorológica do Japão alertou para possíveis tsunamis na região do Pacífico.

'Interminável'

De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, na região de Araucanía, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e electricidade.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.
Segundo o USGS, os efeitos do tremor foram percebidos no mar de Valparaíso, na costa a oeste de Santiago.

Na capital chilena, relatos dão conta de que os prédios tremeram entre 10 e 30 segundos.

Um professor da universidade de Santiago, Cristian Bonacic, disse que o terremoto foi forte, mas que a cidade parecia ter resistido bem. Comunicações via internet estavam funcionando, mas não os telefones celulares.

Um jornalista que falou à TV chilena da cidade de Temuco, 600 km ao sul da capital, afirmou  que muitas pessoas haviam deixado suas residências com medo de desabamentos.

Depois do terremoto, tremores de intensidade variável foram registrados em todo o país, levando as autoridades chilenas a pedir aos moradores que permaneçam em casa.

Graciela Martín, de Mendoza, no lado argentino da fronteira andina, afirmou que "deste lado da fronteira, sentimos um tremor de cerca de um minuto."

Há inclusive depoimentos de pessoas que dizem ter sentido os efeitos no Brasil. A Defesa Civil de São Paulo confirmou os relatos, mas disse que não há danos ou vítimas.

Bachelet

Ao convocar a reunião de emergência, a presidente Michelle Bachelet, que havia planejado com antecedência uma viagem para a região de Bio Bio neste sábado, afirmou que equipamentos seriam enviados de Santiago para as províncias do sul para restabelecer as comunicações interrompidas.

"Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse a presidente chilena.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco". "Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", acrescentou.

Leia mais sobre: terremoto

27/02/2010 07:45 AM

Terremoto de magnitude 8,8 atinge Chile

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu no sábado o centro-sul do Chile, o maior tremor no país em 25 anos. Pelo menos seis pessoas morreram no tremor que, segundo o United States Geological Service (USGS, por sua sigla em Inglês), teve seu epicentro a 35 quilômetros de profundidade, na região de Bio Bio, a cerca de 320 quilômetros ao sul da capital chilena, Santiago, e 91 quilômetros ao norte de Concepción.Horas depois, um segundo tremor de magnitude 6,2 atingiu a mesma região.

"Quero pedir calma", disse a presidente chilena, Michelle Bachelet, ao convocar uma reunião de emergência para discutir as medidas após o tremor às cinco da manhã locais.

Um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica e Antártida.

A agência meteorológica do Japão alertou para possíveis tsunamis na região do Pacífico.

'Interminável'
De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, as primeiras informações oficiais proveniente da região de Araucania dão conta de que uma pessoa morreu após o desabamento de um muro. Também estão sendo relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e electricidade.

Na região de Maule, cinco pessoas teriam morrido.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.

Entretanto, lembrou a jornalista, ainda é cedo para fazer uma avaliação dos prejuízo.

Segundo o USGS, os efeitos do tremor foram percebidos no mar de Valparaíso, na costa a oeste de Santiago.

O leitor Mark Winstanley, que contatou a BBC em Viña del Mar, um balneário próximo de Valparaíso, afirmou que os prédios haviam tremido, mas que ele não havia visto ainda sinais de destruição. Telefones e eletricidade estavam cortados, disse Winstanley.

Na capital chilena, relatos dão conta de que os prédios tremeram entre 10 segundos e 30 segundos.

Um professor da universidade de Santiago, Cristian Bonacic, disse que o terremoto havia sido forte, mas que a cidade parecia ter resistido bem. Comunicações via internet estavam funcionando, mas não os telefones celulares.

Um jornalista que falou à TV chilena da cidade de Temuco, 600 km ao sul da capital, disse que muitas pessoas haviam deixado suas residências com medo de desabamentos. Muitas, em prantos.

Depois do terremoto, tremores de intensidade variável foram registrados em todo o país, levando as autoridades chilenas a pedir aos moradores que permaneçam em casa.

Graciela Martín, de Mendoza, no lado argentino da fronteira andina, afirmou que "deste lado da fronteira, sentimos um tremor de cerca de um minuto."
Bachelet
Ao convocar a reunião de emergência, a presidente Michelle Bachelet, que havia planejado com antecedência uma viagem para a região de Bio Bio neste sábado, afirmou que equipamentos seriam enviados de Santiago para as províncias do sul para restabelecer as comunicações interrompidas.

"Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse a presidente chilena.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco".

"Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", precisou o especialista.

27/02/2010 07:05 AM

Justiça da Colômbia veta segunda reeleição de Uribe

A Corte Constitucional da Colômbia declarou como inconstitucional, nesta sexta-feira, o projeto de referendo que permitiria ao presidente colombiano Álvaro Uribe concorrer a um terceiro mandato nas eleições presidenciais de maio. Com 7 votos contra e 2 a favor, a Corte determinou que o projeto não cumpriu com os procedimentos legais que sustentassem uma reforma constitucional que abriria caminho a uma segunda reeleição presidencial.Considerada como uma decisão histórica, o parecer é visto como uma derrota política para Uribe, que de acordo com pesquisas poderia ser reeleito com facilidade ainda no primeiro turno.

Entre outros aspectos, a Corte considerou como irregulares o financiamento da campanha de arrecadação das assinaturas e a mudança feita por parlamentares da frase que constava no abaixo assinado, que inicialmente não dizia se a disputa ao terceiro mandato seria imediata ou somente para as eleições de 2014.

Reação
"Não se trata de meras irregularidades formais e sim de violações substanciais do princípio democrático", diz o parecer lido por Mauricio González , presidente da Corte Constitucional.

A Corte qualificou como "inexecutável" o referendo. Os magistrados consideraram também que uma segunda reeleição imediata "atenta" contra os princípios da Constituição.

Minutos depois do pronunciamento da Corte, Uribe discursou, acatando a decisão.

"Tenho um desejo de poder servir a Colômbia em qualquer circunstância, em qualquer trincheira, até o último dia da vida", disse Uribe, ao acrescentar. "Me anima uma ilusão. Que nossa democracia melhore o rumo, mas que não perca o rumo".

Para o senador Armando Benedetti, da bancada oficialista, o "círculo íntimo" de Uribe foi o responsável pelo fracasso da iniciativa que coloca um ponto final na era Uribe.

"Quem tem a culpa é o círculo íntimo do governo. Estúpido o que fez a pergunta, o que arrecadou o dinheiro, o mal desempenho da bancada (aliada)", disse Benedetti.

Campanha
A decisão da Corte também dá início a campanha presidencial no país. Com a saída de Uribe do campo eleitoral, o ex-ministro de Defesa, Juan Manuel Santos, é visto como o possível candidato oficialista à sucessão.

"Juan Manuel Santos é o homem mais feliz do país por esta decisão", disse o opositor Gustavo Petro, candidato presidencial pelo partido Pólo Democrático.

Santos foi um dos responsáveis pela aplicação da controvertida política de Segurança Democrática.

Carro chefe da administração Uribe, essa política estabelece, entre outros aspectos, a saída militar e não negociada para o conflito armado colombiano, determina o acirramento do combate contra as guerrilhas e o incremento da militarização do país.

Histórico do projeto
Em agosto de 2008, mais de cinco milhões de assinaturas foram entregues ao organismo eleitoral da Colômbia solicitando a realização de um referendo.

Em seguida, o projeto foi levado ao Congresso.

A tramitação do projeto, que se arrastou durante meses, foi marcada por polêmicas, como supostas irregularidades na arrecadação dos fundos para a promoção da iniciativa e depoimentos de chefes dos cartéis do narcotráfico que dizem ter apoiado a reeleição do presidente colombiano.

Apesar da controvérsia, em agosto do ano passado os congressistas aprovaram por maioria absoluta a iniciativa, abrindo caminho para Uribe - principal aliado dos Estados Unidos na região - disputar um terceiro mandato.

Eleito em 2002, Uribe só pôde ser reeleito, em 2006, depois da aprovação de uma controvertida emenda constitucional promovida pela base aliada no Congresso.

No ano passado, veio à tona o escandalo conhecido como "yidispolítica", que revelou a compra de votos de parlamentares para aprovação da emenda.

A parlamentar Yidis Medina admitiu ter vendido seu voto em troca de "favores" de "altos funcionários do governo", voto que teria sido determinante para aprovação do projeto de reeleição.

Ela foi condenada a 47 meses de prisão pela Corte Suprema.

O mandato de Álvaro Uribe terminará em agosto de 2010.

26/02/2010 10:11 PM

Lula diz que só "presta contas" sobre visita ao Irã ao povo brasileiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta sexta-feira, que não tem de prestar contas sobre sua visita ao Irã, prevista para maio, "a não ser ao povo brasileiro". "Não vejo nenhum problema em eu visitar o Irã e não terei de prestar contas a ninguém, a não ser ao povo brasileiro", disse o presidente, durante visita a El Salvador.O presidente havia sido questionado sobre o encontro que terá, na próxima semana em Brasília, com a secretária de Estado americano, Hillary Clinton - e se essa reunião poderia resultar numa mudança de postura do governo brasileiro em relação ao Irã.

Segundo o presidente, a relação com os Estados Unidos é "soberana".

"A relação americana é uma relação soberana. Eles visitam quem querem e eu visito quem eu quero dentro do respeito soberano de cada país", acrescentou Lula.

Acordo
O presidente Lula disse, no entanto, que "não concordará" com o governo iraniano, caso este decida ampliar seu programa nuclear para um enriquecimento de urânio acima de 20%.

"O Irã estará rompendo com o tratado que é feito por todos nós, nas Nações Unidas. E eu não poderia concordar", disse Lula.

Há duas semanas o governo iraniano deu início a um processo de enriquecimento de urânio a 20%, ponto a partir do qual a criação de uma arma nuclear torna-se mais próxima.

Desde então, diversos países, entre eles Estados Unidos e França, vêm defendendo uma nova rodada de sanções econômicas a Teerã.

O governo brasileiro tem declarado ser contrário à idéia, com o argumento de que a medida dificultaria o diálogo com o Irã, resultando em um maior isolamento do país. O tema deverá se discutido durante a visita de Hillary ao Brasil.

Experiência brasileira
Considerado um discípulo de Lula em função da proximidade entre os dois governantes, Mauricio Funes ouviu de Lula uma série de sugestões sobre como replicar em El Salvador a "experiência brasileira".

Lula disse que seu governo "assumiu o compromisso" de que, para construir casas populares, "tem de ter subsídio, sim" e anunciou a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida para 1 milhão de novas casas.

Segundo o presidente, o anúncio oficial será feito no final de março, durante o lançamento da 2ª versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Ao lado de Lula, Funes se disse "preocupado" com o fato de que o presidente brasileiro não estará à frente do governo a partir de 2011.

"Estou torcendo para que a candidata do PT, Dilma Roussef, ganhe as eleições", disse o presidente salvadorenho.

26/02/2010 09:15 PM

EUA querem incentivar Brasil a pressionar Irã, diz Valenzuela

O Secretário-assistente dos Estados Unidos para a América Latina, Arturo Valenzuela, afirmou nesta sexta-feira que seu país pretende encorajar o governo brasileiro a ter influência positiva sobre o Irã.


Durante conversa com jornalistas sobre a viagem da secretária de Estado, Hillary Clinton, à América Latina, na próxima semana, ele disse esperar que o Brasil estimule o Irã a reconquistar a confiança da comunidade internacional.

"O que nós queremos tentar dizer aos brasileiros é: se vocês têm compromisso com o Irã, realmente queremos enconrajá-los a usar o envolvimento de uma forma que leve os iranianos a cumprir suas obrigações internacionais fundamentais", assinalou. "Se você não fizer isso, ficaremos desapontados. Se fizer, seria um passo importante."

Apoio na ONU

Tanto as visitas ao Brasil de Hillary, quanto a do subsecretário de Estado para Assuntos Políticos dos EUA, William Bruns - que está em Brasília nesta sexta-feira -, representam um esforço diplomático do governo de Barack Obama em reunir aliados para pressionar o Irã a por um fim ao seu programa de enriquecimento de urânio.

O governo americano confirmou que Burns e Clinton tentarão convencer o Brasil a mudar sua posição quanto à aprovação de sanções contra o país islâmico no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

"Não poderia negar que o Irã estará entre as principais questões a serem discutidas com o Brasil", confirmou Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado na última quinta-feira.

"Estou certo de que o subsecretário Burns vai levar aos brasileiros as informações mais atualizadas sobre o processo P5+1 e que a secretária Clinton fará o mesmo nas reuniões que terá com o presidente e o ministro do Exterior brasileiros na próxima semana."

Responsável por consultas entre o P5+1 - o grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) mais a Alemanha para lidar com a questão nuclear iraniana -, Burns deverá tentar aproximar o Brasil da posição defendida pelos americanos.

Como o Brasil ocupa, atualmente, uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, o apoio do país é considerado importante para sustentar a posição dos EUA de que o Irã seja penalizado por se recusar a dar explicações mais detalhadas sobe seu programa nuclear.

O Brasil é um dos dez membros rotativos do Conselho e há algum tempo tem se manifestado contra a imposição de sanções contra o país islâmico.

Posição brasileira

Durante viagem a Cancún, no México, Lula defendeu a relação do Brasil com o Irã, afirmando que o objetivo é não encurralar e isolar o país. "Nós queremos construir a possibilidade de ter a paz no mundo", disse. "Se queremos paz no mundo, não podemos deixar ninguém isolado."

O governo brasileiro defende o direito dos iranianos de desenvolver um programa nuclear próprio, desde que seja para fins pacíficos. Lula é favorável que a ONU busque o diálogo com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.

Na ocasião, o presidente disse que o Brasil exporta US$ 1 bilhão e não compra nada dos iranianos. Lula assinalou que vistará o país em maio para fechar acordos comerciais.

Por outro lado, os EUA e alguns de seus aliados são contrários a iniciativa de Ahmadinejah de incluir no programa nuclear do país a produção de urânio enriquecido a um nível de 20%. Eles acreditam que a decisão disfarçaria a produção de armas nucleares.

Os iranianos, no entanto, garantem que o projeto tem finalidades pacíficas e está de acordo com as normas do Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual é signatário.

Hillary

AP
Hillary virá ao Brasil em 3 de março
Hillary virá ao Brasil em 3 de março
Hillary Clinton inicia turnê pela América Latina no domingo. Além do Brasil, ela visitará o Uruguai, o Chile, a Costa Rica e a Guatemala.

Na segunda-feira, ela participa da solenidade de posse do presidente uruguaio, José Mujica. Depois, estará com a presidente chilena, Michelle Bachelet, e o presidente eleito, Sebastian Piñera.

Na quinta-feira, após a visita ao Brasil, participa de encontros com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e a presidente eleita, Laura Chinchilla.

A última parada é na Guatemala, onde encontrará o presidente Álvaro Colom e participará de encontros com líderes da América Central e República Dominicana.

De acordo com Valenzuela, Hillary discutirá três temas principais com os líderes latino-americanos: como aumentar a competitividade dos países da região, segurança pública e qualidade de vida da população.

As viagens de Hillary e Burns antecedem a visita de Obama à região, que deverá ocorrer em meados do segundo semestre deste ano.

Leia mais sobre América Latina

26/02/2010 07:23 PM
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