A baleia orca que atacou e matou sua treinadora no Sea World, em Orlando, no Estado americano da Flórida, vai permanecer no parque. A diretoria do Sea World informou ainda que o animal, um macho batizado de Tillikum, vai continuar interagindo com os funcionários do local.O parque suspendeu temporariamente todas as apresentações com orcas e disse que vai rever seus procedimentos de segurança.
A treinadora Dawn Brancheau, de 40 anos, morreu no final de um show, quando a orca a agarrou pela cintura e a levou para debaixo d'água.
"Vamos fazer todas as mudanças necessárias para que isso não volte a acontecer", disse Chuck Tompkins, chefe de treinamento dos parques Sea World.
Sete fêmeas Tompkins rechaçou os apelos para que a baleia fosse devolvida a seu habitat natural ou sacrificada.
Segundo ele, a orca não sobreviveria nos oceanos porque passou muitos anos em cativeiro.
O treinador explicou que Tillikum tem um papel importante no programa de reprodução do Sea World e que atualmente é parceiro de sete baleias fêmeas do parque.
Nesta sexta-feira, uma família que assistia ao show de Tillikum e Brancheau divulgou imagens dos dois momentos antes da tragédia.
Imagens feitas por uma família que assistia ao show das orcas no parque SeaWorld, em Orlando, no Estado americano da Flórida, mostram a treinadora Dawn Brancheau se apresentando com a orca Tillikum momentos antes de ser morta pelo animal, na quarta-feira.
Assista ao vídeo:
Ao final daquele show, a orca agarrou Brancheau pela cintura e a arrastou
para a água. Apesar dos esforços dos funcionários do parque, que tentaram
resgatar a treinadora, ela acabou morrendo.
Na quinta-feira, o SeaWorld afirmou que vai manter Tillikum, negando apelos
para que o animal fosse libertado ou sacrificado.
Corpo
da treinadora é visto ao lado do tanque das orcas / AP
A polícia britânica divulgou nesta semana a foto de um homem desmemoriado que foi encontrado há duas semanas desacordado numa praia em Brighton, sul da Grã-Bretanha. Com a divulgação do caso, as autoridades locais esperam conseguir desvendar o mistério que cerca o rapaz de cerca de 30 anos, que não consegue lembrar-se nem do próprio nome.No dia 12 de fevereiro, paramédicos o encontraram deitado inconsciente e com hipotermia na praia. No entanto, ele não apresentava qualquer ferimento. Desde então, ele permanece em um hospital, onde vem registrando "uma boa recuperação física", segundo comunicado da polícia.
Os policiais passaram as duas últimas semanas tentando descobrir quem é esse homem que sofre de amnésia. Sua foto e sua descrição física circularam pelos postos de polícia de todo o país, além de organizações de busca por pessoas perdidas. Mas sem resultado.
O inspetor de polícia Roy Apps declarou que "não há razão para acreditar que isso não seja um genuino caso de perda de memória".
"Nós estamos esperando que alguém veja a foto dele e sua descrição e nos ligue para dizer quem ele é", disse.
O rapaz tem 1,83 metro de altura, é magro e tem cabelos escuros. Quando foi encontrado, ele estava bem vestido, com um terno cinza e camisa preta. A polícia informa que ele carregava alguns objetos pessoais, mas nada que pudesse identificá-lo.
Sua nacionalidade ainda não foi especificada, mas seu inglês é bom e não apresenta nenhum sotaque. Ele também parece ter bom conhecimento sobre a região sudeste da Grã-Bretanha, porém nada muito específico.
Ele apresentou dois nomes, no entanto, as autoridades acreditam que sejam mero fruto de sua imaginação.
Um grupo de cientistas japoneses desenvolveram um programa de computador capaz de analisar o choro dos bebês. Por enquanto, o sistema consegue diferenciar o choro decorrente de alguma dor dos demais tipos.Os pesquisadores acreditam que, em breve, o tradutor do choro dos bebês poderá dizer aos pais se seus filhos então com sono, fome, precisando trocar de fralda ou com dor.
Nos resultados divulgados na mais recente edição do International Journal of Biometrics, os japoneses afirmam que conseguiram um índice de 100% de acerto em seus testes para diferenciar quando o bebê chora porque está com dor de quando chora por outras razões.
Para conseguir isso, o sistema desenvolvido analisa a frequência e a potência do choro para classificá-lo.
Apesar de estarem usando uma grande estrutura de computadores para realizar a análise, os cientistas acreditam que a técnica poderá ser implantada em monitores portáteis ou até mesmo aparelhos de celular.
A empresa te tecnologia espanhola Biloop já havia lançado em novembro do ano passado um ("Tradutor de choro", em inglês). Segundo a empresa, os testes teriam comprovado que o programa acerta 96% das vezes, mas nem todos os consumidores concordaram.
Tomomasa Nagashima, professor do Instituto de Tecnologia Muroran, em Hokkaido, no Japão, e um dos líderes do projeto, diz que a tentativa de ajudar os pais a interpretar o choros dos bebês realmente não é nova, mas que os monitores do futuro poderão traduzir o choro dos bebês para que os pais saibam o que significa com absoluta certeza".
Num esforço diplomático do governo de Barack Obama em reunir aliados para pressionar o Irã a por um fim ao seu programa de enriquecimento de urânio, William Burns estará em Brasília cinco dias antes da chegada da secretária de Estado, Hillary Clinton, que tem encontro marcado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na próxima quarta-feira.
O governo americano confirmou que Burns e Clinton tentarão convencer o governo brasileiro a mudar sua posição quanto à aprovação de sanções contra o país islâmico no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Burns deve se encontrar com o ministro Amorim.
"Não poderia negar que o Irã estará entre as principais questões a serem discutidas com o Brasil", confirmou Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado.
"Estou certo de que o subsecretário Burns vai levar aos brasileiros as informações mais atualizadas sobre o processo P5+1 e que a secretária Clinton fará o mesmo nas reuniões que terá com o presidente e o ministro do Exterior brasileiros na próxima semana", disse Crowley.
Responsável por consultas entre o P5+1 - o grupo formado pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, Reino Unido e França) mais a Alemanha para lidar com a questão nuclear iraniana -, Burns deverá tentar aproximar o Brasil da posição defendida pelos americanos.
Como o Brasil ocupa, atualmente, uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU, o apoio do país é considerado importante para sustentar a posição dos EUA de que o Irã seja penalizado por se recusar a dar explicações mais detalhadas sobe seu programa nuclear.
Isolamento
O Brasil é um dos dez membros rotativos do Conselho e há algum tempo tem se manifestado contra a imposição de sanções contra o país islâmico.
Durante viagem a Cancún, no México, Lula defendeu a relação do Brasil com o Irã, afirmando que o objetivo é não encurralar e isolar o país.
"Nós queremos construir a possibilidade de ter a paz no mundo", disse. "Se queremos paz no mundo, não podemos deixar ninguém isolado." O governo brasileiro defende o direito dos iranianos de desenvolver um programa nuclear próprio, desde que seja para fins pacíficos. Lula é favorável que a ONU busque o diálogo com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad.
Na ocasião, o presidente disse que o Brasil exporta US$ 1 bilhão e não compra nada dos iranianos. Lula assinalou que vistará o país em maio para fechar acordos comerciais.
Por outro lado, os EUA e alguns de seus aliados são contrários a iniciativa de Ahmadinejah de incluir no programa nuclear do país a produção de urânio enriquecido a um nível de 20%. Eles acreditam que a decisão disfarçaria a produção de armas nucleares.
Os iranianos, no entanto, garantem que o projeto tem finalidades pacíficas e está de acordo com as normas do Tratado de Não Proliferação Nuclear, do qual é signatário.
Burns também vai falar com altos funcionários do Itamaray sobre diversos assuntos, além de ajudar a preparar a visita da secretária de Estado.
"Acredito que as mudanças climáticas também estarão na lista, mas a ocasião será dedicada a um aprofundamento das relações e a vários assuntos bilaterais", afirmou Crowley. "Mas, claramente, o Brasil é uma potência emergente com um aumento de influência na região e ao redor do mundo. Nós acreditamos que junto com essa influência vem a responsabilidade".
Visita de Hillary Clinton
Hillary Clinton inicia turnê pela América Latina no domingo. Além do Brasil, ela visitará o Uruguai, o Chile, a Costa Rica e a Guatemala.
Na segunda-feira, ela participa da solenidade de posse do presidente uruguaio, José Mujica. Depois, estará com a presidente chilena, Michelle Bachelet, e o presidente eleito, Sebastian Piñera.
Na quinta-feira, após a visita ao Brasil, participa de encontros com o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e a presidente eleita, Laura Chinchilla.
A última parada é na Guatemala, onde encontrará o presidente Álvaro Colom e participará de encontros com líderes da América Central e República Dominicana.
As viagens de Hillary e Burns antecedem a visita de Obama à região, que deverá ocorrer em meados do segundo semestre deste ano.
Os restos fossilizados de um tubarão de dez metros de comprimento foram encontrados por cientistas americanos no Estado do Kansas.
Os pesquisadores desenterraram um pedaço do osso da mandíbula, dentes e escamas do tubarão que teria vivido há cerca de 89 milhões de anos.
Paleontologistas já sabiam da existência do predador, mas a descoberta sugere que ele era muito maior do que o previsto anteriormente.
Na semana passada os cientistas também divulgaram detalhes de outra descoberta, um peixe gigante que comia apenas plâncton e viveu há cerca de cem milhões de anos.
Mas, este novo peixe, o Ptychodus mortoni, era maior e mais feroz, e seu alimento era carne. O predador pode ter sido o maior animal consumidor de moluscos que já habitou a Terra.
Kenshu Shimada, da Universidade DePaul, de Chicago, encontrou os fósseis e afirma que o pedaço do osso da mandíbula é gigantesco.
"Apesar de representar apenas uma parte do corpo do tubarão, os fragmentos do osso da mandíbula são gigantescos. Estima-se que o comprimento da mandíbula era de quase um metro, e isso sugere que tubarão poderia chegar pelo menos aos dez metros de comprimento", afirmou o cientista.
A nova descoberta foi publicada na revista especializada Cretaceous Research.
Tubarão lixa
Devido à falta de um esqueleto completo, é difícil visualizar a aparência do tubarão. Mas, Shimada suspeita que o corpo do predador era muito parecido com o corpo do tubarão-lixa (Ginglymostoma cirratum), com sua cabeça larga e arredondada e o corpo robusto.
No entanto, os dentes e o estilo de vida do tubarão pré-histórico seriam muito diferentes do tubarão moderno.
Centenas de dentes fortes estariam alinhados nas partes de baixo e de cima da boca do tubarão pré-histórico, o que permitiria que o predador fosse capaz de esmagar moluscos.
"Isto, por sua vez, sugere que o P. mortoni provavelmente era um tubarão que vive no fundo do mar, vagaroso, ao invés de ser um nadador rápido e ágil", afirmou o pesquisador. No entanto, ainda não se sabe a razão do predador ser tão grande.
"O aparecimento de de grandes ptychodontids coincide aproximadamente com a época em que muitos outros tipos de organismos, incluindo moluscos e tubarões e outros peixes, ficaram maiores", disse Shimada.
"Claramente, os recursos alimentícios devem ter sido abundantes no ecossistema marinho para alimentar estes organismos tão grandes."
Mar interior
Kenshu Shimada e seus colegas encontraram os restos fossilizados do tubarão em rochas calcárias do Estado do Kansas. "Naquela época o Kansas estava no meio de um mar interior (...) que se estendia na direção norte-sul pela América do Norte", afirmou.
A equipe do cientista já tinha anunciado na semana passada, na revista Science, os detalhes de como toda uma dinastia de grandes peixes consumidores de plâncton vagou pelos oceanos entre 66 e 172 milhões de anos atrás. Estes peixes foram extintos junto com os dinossauros.
Depois do desaparecimento destes peixes do ecossistema marinho, mamíferos cartilaginosos como as grandes arraias, tubarões gigantes e tubarões-baleia começaram a se adaptar para assumir o papel ecológico semelhante ao dos peixes gigantes pré-históricos.
Escrever é a arte de cortar palavras", sentenciou sabiamente de certa feita o magnífico poeta Carlos Drummond de Andrade. E aí está uma frase que é um perfeito exemplo de várias coisas erradas em matéria de se escrever, se não bem, ao menos direitinho.Primeiro lugar, basta Drummond. O resto do nome todo mundo conhece e o contexto esclarece. Segundo, ele não qualificou como "arte" a tarefa. Enxuto como era, tanto o homem quanto seu estilo, foi direto ao assunto. Terceiro, o verbo empregado: sentenciar. É "disse" ou "escreveu" ou não é nada. Terceiro lugar, aquele "sabiamente". Advérbio? Próximo a Drummond? Além do mais, advérbio em "mente"? Nunquinhas. "De certa feita" esclarece o quê? Por quê adjetivar o homem e sua profissão com "magnífico poeta"? Cortemos, pois, conforme aconselhados. "Escrever é cortar palavras", disse Drummond. Ponto. Parágrafo.
Veio-me à mente a recomendação de nosso poeta porque andei lendo de novo as "Dez Regras Para se Escrever", conforme Elmore Leonard, escritor americano de romances de faroeste e policiais de alto cacife estilístico não só entre seus leitores, entre os quais me encontro, como também de escritores de qualquer gênero, mesmo os ditos "sérios".
Escrever é botar (nunca "colocar") uma palavra depois da outra. Disso sabemos. Mas há outros mandamentos que fogem a um rigor específico. Arrumar um bom contador, abster-se do sexo e do uso indevido dos símiles, são três coisas que já vi dando sopa por aí. Por hoje, limito-me a mais ou menos catar e adaptar alguns dos dez mandamentos de Elmore Leonard, escritor bastante publicado no Brasil, onde - e espero que ele não saiba disso - deu o azar de ter romance traduzido como "Freaky Deaky, A Dança Frenética". A uma versão Reader's Digest, pois, das tábuas da lei de Elmore Leonard.
*** Nunca começar um livro descrevendo o tempo. O leitor tende a passar por cima em busca de gente. Evitar prólogos: eles dão nos nervos, principalmente quando vêm após uma introdução que se segue a um prefácio. John Steinbeck escreveu um prólogo para seu Doce Quinta-feira, mas aí tudo bem, uma vez que uma personagem do livro deixa claro que gosta de muita conversa nos livros que lê e odeia que lhe digam como é o homem ou a mulher que está falando, já que prefere ver como é que as pessoas são pelo modo como falam.
Nunca usar outro verbo que não seja "disse" para levar adiante um diálogo. Diálogo é a personalidade do personagem, verbo é o escritor se metendo no papo. Nada de "exclamou", "interveio", "murmurou" e em especial "obtemperou". Nunca usar advérbio para modificar o verbo "disse". Assim usado, advérbio é pecado mortal.
(Num de seus romances, Elmore Leonard bota na boca de um personagem a frase de que determinada senhora costumava escrever romances históricos cheios de "estupros e advérbios".) Continuando: nunca usar "de repente" ou o equivalente a "e aí foi um Deus nos acuda". Limite-se a contar. Tomar o maior cuidado com o emprego de dialetos regionalistas. Evite descrever personagens. No conto Elefantes Como Colinas Brancas, Hemingway não vai além de adiantar que a mulher usava chapéu. Só. Nenhuma descrição física de ninguém. (O conto, que é só diálogo, entre um homem e uma mulher, tem ainda algo extraordinário que Elmore Leonard não menciona. A uma certa altura, a mulher pede para que o homem se cale. No original, são sete please sem vírgulas. Uma firula antológica datada de 1927.) Uma descrição pode impedir o fluxo de uma narrativa, paralisar a ação.
Os pontos de exclamação devem ser controlados ao extremo. Um escritor tem direito a apenas dois ou três a cada 100 mil palavras de prosa. A não ser que você seja o Tom Wolfe e tenha perfeito comando dessa pontuação.
E, por fim, uma coisinha importante: tentar deixar de fora as partes que os leitores pulam. Basta pensar no que você passa por cima quando lê um romance: aqueles parágrafos estourando de tanta prosa (atenção, José Saramago!).
Elmore Leonard diz que sua regra mais importante é uma que resume todas dez: se soa a coisa escrita, ele vai e reescreve tudo.
O presidente da Venezuela Hugo Chávez anunciou, nesta quinta-feira, a saída de seu país da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ao qualificar como "infame e indizível " um relatório da organização publicado na véspera com duras críticas ao governo. "(A Venezuela) vai denunciar o acordo através do qual se inscreveu (...) nessa nefasta Comissão Interamericana de Direitos Humanos, e sairemos daí então", disse o presidente em entrevista coletiva na sede do governo.
Chávez voltou a acusar a CIDH de ter apoiado o fracassado golpe de abril de 2002 contra ele.
"Essa é a mesma comissão que respaldou a (Pedro) Carmona aqui em 2002. É a ameaça permanente, a tentativa de nos isolar, mas ai estão os resultados", afirmou Chávez, ao fazer referência à decisão dos países da região de levar à Caracas a próxima Cúpula da recém criada Comunidade de Estados Latinoamericanos e Caribe (Celac) que será realizada no próximo ano.
Estados Unidos O presidente venezuelano disse que a CIDH é "uma máfia", um "corpo politizado", que é utilizado "pelo império para agredir" aos demais governos da região.
Chávez afirmou que as críticas a seu país são parte de uma articulação internacional.
"As agressões contra a Venezuela correspondem a um plano, não tenho a menos dúvida e isso coincide com a visita da doutora (Hillary) Clinton pela América Latina, a do chefe da CIA em Bogotá e a provocação (discussão com Álvaro Uribe) lá em Cancún", afirmou.
Na véspera, um relatório da CIDH, que pertence à Organização de Estados Americanos (OEA), disse que na Venezuela ocorrem "sérias restrições" aos direitos humanos. O critica o que consideram como "intolerância política", "falta de independência dos poderes de Estado", "restrições" à liberdade de expressão, violência e impunidade.
Apesar das críticas, a CIDH também destacou os avanções sociais e econômicos registrados no país nos últimos anos.
"A prioridade dada pelo Estado aos direitos econômicos, sociais e culturais (...) constitui uma base importante para a manutenção da estabilidade democrática", diz o documento da CIDH O relatório da comissão foi elaborado sem que seus membros visitassem o país. O governo da Venezuela veta a entrada da CIDH ao país por não ter reconhecido a tentativa de derrocamento de Chávez como um golpe de Estado.
Horas depois do anúncio da disfiliação, Chávez criticou a OEA, ao afirmar que a organização chegará a seu fim, porém, que sua extinção "não se decreta, será fruto do processo histórico", disse Chávez.
Os deputados franceses aprovaram nesta quinta-feira por unanimidade um projeto de lei para combater a violência conjugal que prevê que maridos considerados violentos usem uma pulseira eletrônica equipada com um GPS. Os trajetos percorridos pelos maridos acusados de violência doméstica serão monitorados em tempo real pela polícia, que poderá verificar se eles se aproximam dos locais frequentados por suas esposas.A ministra francesa da Justiça, Michèle Alliot-Marie, disse que a pulseira eletrônica poderá ser utilizada antes do julgamento dos acusados de atos de violência e até mesmo em casos apenas de ameaças feitas contra a mulher.
O texto aprovado pelos deputados será examinado pelo senado francês a partir do final de março.
Estatísticas A legislação foi aprovada dez dias após o assassinato a facadas de Tanja Pozgaj, de 26 anos, por seu ex-companheiro, na periferia de Paris.
Ela havia solicitado inúmeras vezes, sem resultado, proteção da polícia, da Justiça e das autoridades municipais após receber várias ameaças de morte. O caso teve grande repercussão no país.
Fato raro na política francesa, o projeto de lei aprovado é uma iniciativa "de consenso", apresentada em conjunto por partidos da oposição (socialista) e do governo, o UMP.
Segundo estatísticas do Ministério francês do Interior, quase 20% do total de homícidios no país, nos casos em que o autor foi identificado, são cometidos por cônjuges. Mais de um terço desses assassinatos estão ligados à separação do casal.
Em média, uma mulher morre a cada três dias na França em razão da violência doméstica.
Em 2008, 157 mulheres foram mortas por seus companheiros.
Violência psicológica Outra novidade prevista no projeto de lei é a definição do delito de "assédio psicológico", que terá penas severas de até três anos de prisão e multa de 75 mil euros.
O texto define como violência psicológica vivida por um dos membros do casal "os atos e palavras repetidas que resultam na degradação das condições de vida da vítima e que podem afetar sua saúde físical ou mental".
Para criar o artigo sobre a "violência psicológica", os deputados se basearam no conceito do assédio moral, até então aplicado somente às questões trabalhistas.
"Esse novo delito visa levar melhor em conta situações, vividas por um casal, que não resultam obrigatoriamente em violências físicas, mas que podem ter consequências graves para as vítimas", afirmam os deputados na exposição de motivos do texto.
Segundo a ministra da Família, Nadine Morano, 84% das 80 mil ligações telefônicas recebidas anualmente pelos serviços que auxiliam vítimas de violências domésticas se referem justamente a humilhações e insultos constantes do marido ou companheiro, "que destroem psicologicamente a mulher", diz a ministra.
Mas alguns juristas levantam dúvidas sobre a possibilidade de distinguir o assédio psicológico das tensões normais ou brigas que podem existir entre o casal.
"Ser desagradável de maneira constante, criticar sua companheira o tempo todo seria uma violência psicológica do ponto de vista penal?", questiona Christophe Vivet, secretário nacional da União Sindical dos Magistrados.
O texto aprovado pelos deputados será examinado pelo senado francês a partir do final de março.
A nova camisa amarela com a qual o Brasil vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul foi apresentada na noite desta quinta-feira em um evento da CBF e da Nike em Londres. A grande novidade do lançamento, segundo a fabricante, é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET.Oito garrafas são necessárias para fabricar cada peça.
A camiseta também está 15% mais leve, porque muitas partes que antes eram costuradas agora são coladas, como nos macacões de Fórmula 1. Além disso, a camisa tem orifícios cortados a laser, para facilitar a evaporação do suor e deixar o jogador mais confortável e menos pesado.
No geral, como afirmou à BBC Brasil o representante da Nike junto à CBF, Mário Andrada e Silva, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".
A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros. Na frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.
O slogan da Nike para a Seleção - "Nascido para Jogar Futebol" - também reaparece no uniforme, bordado na nova camisa.
O evento foi realizado em Londres, onde o Brasil enfrenta a Irlanda na próxima terça-feira, e contou com a participação do jogador Alexandre Pato, 20, que joga no Milan, da Itália.
Pato, que não foi convocado para o jogo contra a Irlanda, disse que dará o melhor de si para usar a nova camiseta na África do Sul. E brincou, afirmando que, embora a tecnologia tenha deixado a camiseta mais leve, na hora em que a bola rola a canarinho ainda é um dos uniformes de maior peso entre as seleções internacionais.
"É a camiseta de uma seleção campeã, uma seleção que já ganhou muitos títulos, uma seleção que aeu tenho certeza que vai muito forte pra Copa do Mundo", afirmou.
A nova camisa amarela com a qual o Brasil vai disputar a Copa do Mundo na África do Sul foi apresentada na noite desta quinta-feira em um evento da CBF e da Nike em Londres. A grande novidade do lançamento, segundo a fabricante, é que a camisa é feita com plástico reciclado de garrafas PET.Oito garrafas são necessárias para fabricar cada peça.
A camiseta também está 15% mais leve, porque muitas partes que antes eram costuradas agora são coladas, como nos macacões de Fórmula 1. Além disso, a camisa tem orifícios cortados a laser, para facilitar a evaporação do suor e deixar o jogador mais confortável e menos pesado.
No geral, como afirmou à BBC Brasil o representante da Nike junto à CBF, Mário Andrada e Silva, "a CBF fez questão de manter o design clássico com um visual simples, sem muitos detalhes para não descaracterizar a camisa consagrada mundialmente".
A camisa tem gola careca verde de onde saem duas listras verdes por cima dos ombros. Na frente, permanecem as cinco estrelas acima do escudo, simbolizando as cinco Copas do Mundo conquistadas pela Seleção, o logo da fabricante e o número de cada jogador.
O slogan da Nike para a Seleção - "Nascido para Jogar Futebol" - também reaparece no uniforme, bordado na nova camisa.
O evento foi realizado em Londres, onde o Brasil enfrenta a Irlanda na próxima terça-feira, e contou com a participação do jogador Alexandre Pato, 20, que joga no Milan, da Itália.
Pato, que não foi convocado para o jogo contra a Irlanda, disse que dará o melhor de si para usar a nova camiseta na África do Sul. E brincou, afirmando que, embora a tecnologia tenha deixado a camiseta mais leve, na hora em que a bola rola a canarinho ainda é um dos uniformes de maior peso entre as seleções internacionais.
"É a camiseta de uma seleção campeã, uma seleção que já ganhou muitos títulos, uma seleção que aeu tenho certeza que vai muito forte pra Copa do Mundo", afirmou.
O técnico da seleção da Inglaterra de futebol, Fabio Capello, disse que o lateral esquerdo Wayne Bridge, que anunciou nesta quinta-feira sua decisão de não disputar a Copa de 2010, pode voltar à equipe se mudar de ideia. Recentemente Bridge se viu envolto em um escândalo quando surgiu a notícia de que o zagueiro John Terry teve um caso extra-marital com a então namorada do lateral esquerdo."As portas estão sempre abertas para ele. Ainda temos tempo, três meses, até decidir a equipe para a África do Sul", disse o técnico Fabio Capello.
"Espero que Wayne Bridge esteja conosco no Mundial, mas respeito sua decisão", completou.
Comunicado Mais cedo, Bridge, que era companheiro e amigo de Terry tanto no Chelsea como na seleção inglesa, divulgou um comunicado no qual diz que renunciava à uma vaga no time.
"Acredito que minha situação na equipe é insustentável e potencialmente, pode produzir divisões. Lamentavelmente, pelo bem da equipe, decidi renunciar à seleção", disse ele.
O escândalo já havia custado a à Terry.
A modelo francesa Perroncel (pivô do escândalo) afirmou que não comentaria o caso.
"Tenho um filho de três anos de idade (com Bridge) e ele é minha principal preocupação. Não acredito que falar com jornais ou a imprensa seria do seu interesse ou do meu", disse ela por meio de um comunicado.
25/02/2010 08:12 PM
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