Na véspera da Operação Caixa de Pandora, José Roberto Arruda já conhecia em detalhes 200 páginas do inquérito que a Polícia Federal havia preparado sobre o mensalão do DEM, informa a reportagem de Hudson Corrêa, Lucas Ferraz e Fernando Odilla publicada nesta quinta-feira (25) pela Folha (íntegra disponível para assinantes da Folha e do UOL).
A Folha apurou que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) liberou a papelada para advogados do então governador do Distrito Federal no dia 26 de novembro. A PF, que havia se programado para efetuar a busca de provas no dia 1º de dezembro, teve de se antecipar.
Não se sabe que prejuízos a liberação pode ter causado à operação. A PF encontrou cópias dos documentos liberados pelo STJ na casa do então chefe de gabinete de Arruda. Eram planilhas de gastos e notas fiscais do suposto caixa dois da campanha eleitoral de 2006. Estavam em um envelope com o timbre do tribunal.
Leia mais (25/02/2010 - 03h31)
Definitivamente, eu estou me tornando um populista. Pela segunda semana consecutiva, deixo-me pautar por apelos de leitores. Assim, a pedidos, comento hoje a soltura de um dos assassinos do garoto João Hélio, brutalmente morto durante um assalto no Rio de Janeiro três anos atrás. As circunstâncias do caso, para quem não se lembra, foram as piores possíveis.
Na noite da quarta-feira 7 de fevereiro de 2007, João Hélio estava no carro com sua mãe, a irmã e uma amiga da família, quando foram abordados por três bandidos, que, armados, ordenaram ao grupo que abandonasse o veículo. Antes que a mãe pudesse desafivelar o cinto de segurança do garoto para retirá-lo, os assaltantes aceleraram. João Hélio foi arrastado por sete quilômetros. Durante a fuga, motoristas e passantes alertavam desesperadamente os criminosos por meio de gestos e sinais para o fato de que o menino estava sendo esfolado vivo. Os ladrões, entretanto, segundo relato que um deles teria depois feito à polícia, debochavam, dizendo que o que estava sendo arrastado não era uma criança, mas um mero "boneco de Judas". Após cruzar vários bairros do Rio, os assassinos acabaram abandonando o carro. O corpo de João Hélio já era uma massa amorfa, sem dedos, joelhos e cabeça.
Como não poderia deixar de ser, a libertação de um dos bandidos, após apenas três anos de medida socioeducativa (o rapaz era menor de 18 anos na época do crime), causa revolta. No que muitos consideram uma provocação, a ONG Projeto Legal, que trabalha com menores infratores, ainda requereu e por alguns dias conseguiu que o jovem fosse inscrito no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (Ppcaam), o que lhe daria direito a uma nova identidade e auxílio material do poder público.
Leia mais (25/02/2010 - 00h59)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, em Havana, que lamenta "profundamente" a morte do preso político cubano Orlando Zapata, morto ontem (23) após dois meses e meio de greve de fome. "Lamento profundamente que uma pessoa tenha morrido por greve de fome", disse Lula à agência de notícias France Presse quando ia do hotel para o Palácio da Revolução, para se reunir com o presidente cubano, Raúl Castro.
Ricardo Stuckert/Efe/PR
O presidente Lula aparece sorrindo ao lado do ex-ditador cubano Fidel Castro em foto de fonte oficial; ele negou ignorar dissidência
Lula garantiu não ter recebido nenhuma carta pedindo sua intervenção na libertação de presos políticos cubanos, e lamentou a versão de que obteve uma "carta impressa" neste sentido. "Se as pessoas se dirigissem à embaixada brasileira [...], se tentassem entrar em contato comigo, jamais deixaria de atendê-las. O que não posso é chegar a um país e me reunir com um grupo de pessoas que disseram que falaram comigo quando não falaram", afirmou o presidente brasileiro.
Leia mais (24/02/2010 - 22h18)
Dono de dois prêmios Jabuti, Eduardo Giannetti nasceu em Belo Horizonte, em 1957
O economista e escritor Eduardo Giannetti da Fonseca vai ajudar a preparar o plano de governo da pré-candidata do PV (Partido Verde) à Presidência, a senadora Marina Silva (AC), 52.
Ele é professor da faculdade Ibmec/SP e Ph.D em economia pela Universidade de Cambridge. A elevada carga tributária no país é uma de suas principais críticas ao governo Lula.
Leia mais (24/02/2010 - 22h07)
O governo sofreu uma derrota nesta quarta-feira na votação do projeto que cria o fundo social que receberá os recursos da exploração do petróleo da camada pré-sal, e poderá ser obrigado a destinar parte desse dinheiro para a recomposição da remuneração dos aposentados se não mudar essa regra durante a tramitação da matéria.
O dispositivo consta de emenda apresentada pelo deputado Márcio França (PSB-SP), da base aliada, que destina para um fundo específico pelo menos 5% dos recursos a serem aplicados no combate à pobreza para a "recomposição da diferença entre o que foi recolhido em salários mínimos e efetivamente pago pela Previdência Social a seus segurados". O destaque foi aprovado por 356 votos a um.
O fundo deve ser gerido pelo Ministério da Previdência Social. No entanto, governistas alertaram que a iniciativa, se não for alterada no Senado, deverá ser vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Leia mais (24/02/2010 - 20h50)
O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Felix Fischer negou ação cautelar apresentada pelo PRB do Rio Grande do Sul que pretendia suspender uma decisão que decretou a perda do mandato do deputado estadual Antônio Carlos Gomes da Silva (PRB), por infidelidade partidária.
No início do mês, o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio Grande do Sul decretou a perda do mandato do parlamentar alegando que Silva não apresentou justa causa para se desfiliar do PPS.
Com a ação, o PRB pretendia suspender a decisão da Corte Regional até o julgamento pelo TSE de eventual recurso especial sobre o caso. Segundo o partido, Silva se desligou do PPS em 30 de setembro de 2009 para organizar o PRB no Rio Grande do Sul, efetivando sua filiação na nova legenda em 3 de outubro de 2009.
Leia mais (24/02/2010 - 20h35)
No primeiro dia de trabalho, o novo governador interino do Distrito Federal, Wilson Lima (PR), determinou nesta quarta-feira a suspensão dos contratos firmados com empresas investigadas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) por suposta participação no esquema de arrecadação e pagamento de propina que envolve o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido).
Lima ainda encaminhou um ofício ao Tribunal de Contas local pedindo celeridade nas auditorias realizadas nos convênios com estas empresas para evitar o prejuízo na prestação de serviços à sociedade.
A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal) deflagrou movimento contra a intervenção da União no governo do Distrito Federal. Na sexta-feira, a entidade vai apresentar ao STF (Supremo Tribunal Federal) argumentos contrários à intervenção na tentativa de convencer o tribunal a manter a permanência do atual governador Wilson Lima (PR), que assumiu o cargo após a renúncia do governador interino Paulo Octávio (sem partido). Presidente da Câmara Legislativa do DF, Lima era o terceiro na linha sucessória do DF.
"A OAB objetivamente ingressará nos autos do pedido de intervenção justificando, juridicamente, essa postura contrária à intervenção federal. Temos várias razões jurídicas para embasar esse nosso posicionamento", disse o presidente da OAB-DF, Francisco Caputo.
A entidade se mostra contrária à intervenção por considerar que o governo do DF tem legitimidade para administrar Brasília, com o pleno funcionamento das instituições. "Apesar da perplexidade que o escândalo do mensalão do DEM causou, não houve ruptura institucional dos serviços públicos oferecidos pelo Executivo, nem mesmo a paralisação pelo Legislativo. Não tivemos problemas de segurança pública, os hospitais estão funcionando", disse.
Leia mais (24/02/2010 - 19h50)
A Justiça Eleitoral de São Paulo suspendeu nesta quarta-feira a cassação de outros três vereadores acusados de receberem doações ilegais na campanha em 2008. Com isso, os vereadores garantem a permanência no cargo até o julgamento do processo no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral).
A decisão é do juiz Aloísio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, que acolheu os recursos dos vereadores Gilberto Natalini (PSDB), José Police Neto (PSDB) e Marco Aurélio Cunha (DEM).
Ontem, o juiz já havia suspendido a cassação dos vereadores Antonio Donato (PT), Arselino Tatto (PT), José Américo (PT) e Juliana Cardoso (PT). Segundo o TRE-SP, a decisão não inclui o vereador Italo Cardoso (PT), que também foi cassado mas entrou com outro tipo de recurso (embargos de declaração) que ainda não foi apreciado. Apesar disso, ele permanece no cargo até a apreciação do recurso.
Leia mais (24/02/2010 - 18h48)