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BBC


Polícia filma resgate de refém na Colômbia

A polícia colombiana divulgou imagens de uma operação para resgatar um cidadão americano mantido refém por dois dias na cidade de Cali. Segundo a polícia, a quadrilha seguiu a vítima e realizou seqüestro no momento em que o homem, que não foi identificado, saía de um banco.Doze pessoas, inclusive quatro mulheres, foram presas, e também foram apreendidos celulares e armas de fogo.

24/02/2010 03:16 PM

Pai e filho se conhecem depois de 32 anos

Um argentino cuja mulher foi presa pelo regime militar quando estava com quatro meses de gravidez finalmente conheceu seu filho, depois de 32 anos. Abel Madariaga, que é secretário da organização Avós da Praça de Maio, fugiu para o exílio assim que a mulher foi levada, mas ao voltar à Argentina, dedicou sua vida a saber notícias dela e do bebê.Na semana passada, um teste de DNA realizado em um jovem que procurou ajuda da entidade após ter descoberto que havia sido adotado revelou que ele era o filho desaparecido de Madariaga.

O encontro ocorreu na terça-feira, em Buenos Aires.

'Vazio'
"Ele se parece com a mãe, mas o coitadinho infelizmente herdou uns traços meus", bricou Madariaga. "Assim que entrou pela porta, nos reconhecemos imediatamente."
O rapaz, Francisco, disse sentir que recuperou sua identidade. "Eu sentia um vazio muito grande, que agora desapareceu", afirmou.

Segundo as Avós da Praça de Maio, o oficial do Exército que tinha levado Francisco para casa foi preso na última sexta-feira.

O grupo já encontrou cem jovens que nasceram na prisão de mães perseguidas pelo regime militar e foram criados por famílias de militares.

24/02/2010 02:52 PM

Cão recebe medalha por ação no Afeganistão

Treo, um cachorro da raça labrador, receberá nesta quarta-feira a mais alta condecoração concedida a animais no Reino Unido por sua atuação na guerra do Afeganistão. A medalha "Dickin" é equivalente à "Victoria Cross", a mais alta homenagem oferecida a militares britânicos.Treo, agora aposentado, serviu como farejador no Exército britânico no Afeganistão, onde por duas vezes encontrou bombas escondidas na província de Helmand.

Sessenta e três animais já receberam a condecoração no país, sendo 26 cachorros, 32 pombos-correio usados na Segunda-Guerra Mundial, três cavalos e um gato.

O sargento Dave Heyhoe, encarregado por Troe ao longo de cinco anos, também estará presente na cerimônia de entrega da medalha, no Museu da Guerra em Londres. A cerimônia deverá ser apresentada por um membro da família real britânica, a princesa Alexandra.

"É muito importante. Nós somos parte do elemento de busca. Não somos a última resposta , mas somos uma ajuda na busca", afirmou o sargento Heyhoe. Treo era um dos 25 cachorros a serviço do Exército britânico no Afeganistão.

Em setembro de 2008, Treo encontrou duas cadeias de bombas escondidas feitas de diversos explosivos conectados. Segundo o sargento Heyhoe, o trabalho de detetive do cão salvou a vida de muitos soldados.

"Todo mundo diz que ele é somente um cão que faz serviço militar. Sim, ele é, mas ele também é um grande amigo meu. Nós cuidamos um do outro", disse o militar.

Hoje, Treo vive como cachorro de estimação de uma família.

24/02/2010 02:47 PM

Malvinas reacende patriotismo argentino, mas não é prioridade

A nova escalada de tensões entre Argentina e Grã-Bretanha na disputa pelas ilhas Malvinas (Falklands, para os britânicos) reacendeu o patriotismo dos argentinos, embora ainda divida as atenções com outras preocupações, como economia e segurança. Nesta quarta-feira, por exemplo, a questão da soberania sobre as ilhas teve lugar nos principais jornais, emissoras de rádio e televisão do país, mas dividiu espaço com a alta nos preços e a utilização das reservas do Banco Central pelo governo."Hoje, as principais preocupações dos argentinos são inflação e segurança pública", diz a analista política Graciela Romer, que, assim como outras personalidades argentinas ouvidas pela BBC Brasil, defende que as ilhas deveriam pertencer ao país.

"Todos aqui sabemos que as ilhas Malvinas são argentinas", afirma Romer.

A soberania argentina sobre as ilhas está na Constituição do país e é ensinada às crianças nos bancos escolares.

Outro argentino, o cartunista Rep, do jornal Página 12, também defende a soberania argentina sobre o arquipélago que, em 1982, foi motivo de uma guerra entre o país e a Grã-Bretanha, que atualmente controla as ilhas.

"As ilhas são nossas. E isso está no coração dos argentinos", disse Rep.

Política
A senadora Norma Morandini, do opositor Partido Nuevo, afirma que as Malvinas fazem parte da "identidade" e da "história" da Argentina.

"A busca da soberania das ilhas Malvinas é uma reivindicação legítima, que forma parte da nossa identidade, que está ligada à nossa história", diz Morandini.

A senadora, no entanto, afirma que o fato de a questão das Malvinas ter sido levantada em um momento de baixa popularidade da presidente Cristina Kirchner deixa a sociedade "cautelosa".

"Este é um governo com baixa credibilidade, e as pessoas suspeitam que a questão Malvinas possa ter uma utilização política", disse a senadora.

Esta opinião é dividida pelo analista político Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, que afirma que a "posição firme do governo" em relação às Malvinas tem o objetivo de gerar um fato de unidade política", em um momento em que o governo perdeu a maioria no Congresso Nacional e que seu índice de aprovação está abaixo dos 30%.

Outros, no entanto, concordam com as reações da presidente Cristina Kirchner ao anúncio de que os britânicos vão explorar petróleo na região do arquipélago.

"Estou orgulhoso, apoio e respeito a defesa da soberania das nossas ilhas. As ilhas são argentinas porque estão a 200 milhas da costa, dentro de território argentino. E eu acredito na via diplomática para encontrarmos uma solução", disse o cantor Victor Heredia, conhecido por suas canções de protesto gravadas por nomes como Mercedes Sosa.

Para ele, a busca de petróleo "confirmou" o motivo que leva os britânicos a defenderem sua soberania sobre as ilhas.

Já o taxista Julio Herrera também diz apoiar "a via diplomática" para que a "soberania" das ilhas seja dos argentinos, mas diz que "o problema' é que o país "não soube defender as Malvinas".

24/02/2010 02:43 PM

Polícia de Dubai identifica mais 15 suspeitos pela morte de líder do Hamas

A polícia de Dubai anunciou nesta quarta-feira ter identificado mais 15 suspeitos de envolvimento na morte de um líder do grupo militante palestino Hamas no mês passado. Seis dos novos suspeitos pela morte de Mahmoud al-Mabhouh têm passaporte britânico.Os outros têm documentos irlandeses, franceses e australianos.

Segundo a polícia de Dubai, Israel estaria por trás do crime, mas o governo israelense tem se recusado a negar ou confirmar o envolvimento no assassinato.

Um dos fundadores do braço armado do Hamas, as Brigadas Izz al-Din Qassam, Mabhouh foi encontrado morto em um quarto de hotel em Dubai no último dia 20 de janeiro.

Um exame post-mortem revelou que o integrante do Hamas foi eletrocutado e depois sufocado.

Passaportes
No início deste mês, as autoridades de Dubai revelaram os nomes e fotografias de 11 "agentes com passaporte europeu" - seis britânicos, três irlandeses, um francês e um alemão.

Em um comunicado nesta quarta-feira, a polícia de Dubai disse ter identificado um total de 26 pessoas suspeitas de envolvimento na morte de Mabhouh.

"Os suspeitos se reuniram em Dubai e se espalharam por várias localidades antes de se reunirem de novo em pequenos grupos e partirem para outros destinos", diz o comunicado.

Os investigadores também descobriram que 14 dos suspeitos usaram cartões de crédito emitidos pelo MetaBank, sediado nos Estados Unidos.

"Os cartões foram usados para reservar quartos de hotel e pagar viagens aéreas", informou a polícia.

O Ministério do Exterior britânico afirmou que está examinando as informações de que mais passaportes britânicos falsos podem ter sido usados, mas não confirmou os números divulgados pelas autoridades de Dubai.

24/02/2010 02:32 PM

Argentina recorre à ONU para rediscutir soberania das Malvinas

O ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, tem nesta quarta-feira uma reunião com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com o objetivo de conseguir a ajuda da entidade para convencer a Grã-Bretanha a rediscutir a soberania sobre as Ilhas Malvinas.


A Argentina alega que a exploração de petróleo por parte de uma empresa britânica a cerca de cem quilômetros do arquipélago, iniciada na última segunda-feira, desrespeita uma resolução da ONU que proíbe atividades em águas sob disputa internacional.

Por isso, o governo argentino impôs restrições à navegação no entorno das ilhas. Pelo decreto aprovado, todas as embarcações com destino às Malvinas ficaram obrigadas a pedir uma autorização do governo para navegar em águas argentinas.

O governo britânico, porém, defende que sua ação é completamente legítima. "A soberania britânica com relação às Falklands (como os britânicos chamam as Malvinas) é absolutamente clara na legislação internacional", disse o ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband.

Em entrevista à BBC Mundo, o secretário para a América Latina e Europa da chancelaria britânica, Chrys Bryant, enfatizou também o direito à autodeterminação dos moradores das Malvinas.

"Não temos nenhuma dúvida sobre essa soberania, Nós acreditamos na autodeterminação dos moradores da ilha para decidir seu futuro. Eles querem ser britânicos", disse Bryant.

Apoio latino-americano

O governo da presidente Cristina Kirchner conquistou importante apoio nos últimos dias à sua causa durante encontro da Cúpula da América Latina e Caribe, em Cancún.

"Nós aprovamos uma declaração em que os líderes dos países e governos aqui presentes reafirmam seu apoio ao direito legítimo da Argentina em sua disputa com o Reino Unido sobre sua soberania", declarou o presidente mexicano, Felipe Calderón.

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva foi um dos que defendeu a posição defendida pela Argentina.

"Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância?", questionou o presidente.

Markus Schultze-Kraft, diretor para a América Latina e o Caribe do International Crisis Group, instituto especializado em análise política, compara o apoio atual ao que ocorreu em 1982.

"Esse apoio à Argentina demonstrado no episódio atual contrasta com o que ocorreu durante a Guerra das Malvinas nos anos 80. Naquela ocasião, alguns países, como o Chile, apoiaram a Grã-Bretanha, enquanto outros se mantiveram neutros", disse em entrevista à BBC Brasil.

"Decisão unilateral"

"Considerando que a Argentina nunca interrompeu seus esforços diplomáticos para recuperar a soberania sobre as Malvinas e que houve uma guerra entre os dois países por causa da ilha, o certo teria sido o governo britânico ter procurado o governo argentino para conversar, ao invés de tomar essa decisão unilateral de explorar petróleo lá", disse Schultze-Kraft à BBC Brasil.

Na visão da presidente argentina, a atitude britânica não envolve apenas uma questão de soberania. "Isso tem a ver com a história da região e do mundo ao longo dos últimos dois ou três séculos", declarou Kirchner, referindo-se ao histórico de colonialismo europeu na América Latina.

A colunista do diário britânico The Times Bronwen Maddox entende que essa referência ao colonialismo tende a tornar difícil para o governo britânico defender sua posição na região. "É fácil retratar as Falklands como uma anomalia antiquada", escreveu em coluna publicada nesta quarta-feira.

Apesar do teor e do calor dos debates entre argentinos e britânicos, ninguém imagina que uma nova Guerra das Malvinas possa ocorrer.

"Não acredito que essa situação possa deteriorar a ponto de gerar um novo confronto militar entre a Argentina e o Reino Unido. O governo argentino já deixou claro que não tem intenção alguma de levar essa questão além da arena diplomática", analisou Schultze-Kraft.

Histórico

As Malvinas pertencem à Grã-Bretanha, mas elas ficam geograficamente próximas do litoral da Argentina, que reivindica a soberania sobre a região desde o século 19.

A Argentina invadiu o arquipélago em abril de 1982, iniciando uma guerra com a Grã-Bretanha. A vitória britânica, em junho do mesmo ano, não impediu Buenos Aires de continuar aspirando ao controle sobre as ilhas.

Os argentinos acreditam que herdaram o território dos colonizadores espanhóis, que disputaram a soberania sobre o arquipélago no século 18 com os britânicos.

Grã-Bretanha e Espanha chegaram a estabelecer colônias simultâneas nas ilhas, mas os britânicos abandonaram o assentamento, abrindo caminho para a presença de colonos argentinos - que, depois, foram expulsos pelos britânicos.

O principal argumento britânico para manter a soberania sobre as Malvinas é que, hoje, a população local é britânica e prefere manter os laços coloniais. No conflito de 1982, mais de 900 pessoas morreram, sendo que dois terços das vítimas eram da Argentina.

Leia mais sobre Ilhas Malvinas

24/02/2010 01:22 PM

Áudio 'da morte de Michael Jackson' é revelado na internet

Uma gravação em áudio do seria o momento em que paramédicos de Los Angeles dão a notícia da morte de Michael Jackson para um funcionário de um hospital foi revelada na internet. De acordo com o tabloide britânico The Sun, a gravação seria da voz de um funcionário do setor médico dos Bombeiros de Los Angeles ligando para o Hospital da Universidade de Los Angeles."O paciente é o popstar Michael Jackson, o cantor. Não há pulso, não há respiração. Sem reação. Tentei ressuscitá-lo. Sem sucesso", afirma a voz na gravação.

"Fizemos tudo o que pudemos. Devemos chegar em cinco minutos. Não parece bem. Não parece bem.", continua a gravação.

Um porta-voz do serviço de Bombeiros de Los Angeles não confirmou se a gravação era realmente de um dos paramédicos.

"Não posso confirmar que seja um de nossos funcionários (...). Eles se referem ao 'popstar Michael Jackson', mas não costumamos citar nomes."
A gravação surgiu em um fórum na internet voltado para funcionários de serviços de ambulâncias.

Prova
Se for confirmado que a gravação é verdadeira, ela poderá ser usada como prova no processo contra o médico particular do cantor Michael Jackson, Conrad Murray, que foi indiciado no início de fevereiro por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) involuntário pela morte do astro.

O cardiologista, que estava ao lado de Jackson no dia da morte, em 25 de junho de 2009, pode pegar até quatro anos de prisão caso seja considerado culpado.

A gravação entraria em contradição com uma declaração do médico, de que Jackson ainda estava quente e tinha pulso quando foi colocado na ambulância.

Murray é acusado de ter intoxicado o cantor com uma overdose de anestésico propofol e do sedativo lorazepam.

24/02/2010 12:24 PM

UE pede explicações a Google por acusações de prejudicar concorrência

A Comissão Europeia (CE), órgão Executivo da União Europeia, confirmou nesta quarta-feira que enviou uma carta à empresa Google pedindo esclarecimentos sobre o funcionamento de seu serviço de buscas e publicidade online por suspeitas de que ela estaria prejudicando concorrentes deliberadamente.

 

Com base nas respostas que receber da Google, Bruxelas decidirá se é necessário abrir uma investigação formal para resolver o caso, explicou a CE em um comunicado, afirmando não poder dar mais informações neste momento.

Essa seria a primeira investigação do tipo já enfrentada pela companhia, que detém 90% do mercado europeu de buscas e publicidade na internet, segundo dados da CE.

De acordo com o jornal Daily Telegraph, o caso teria iniciado a partir de denúncias de três empresas: os sites de comparação de preços Foundem, de busca de asuntos legais e investigações francês eJustice e de compras on line Ciao!.

As empresas acusam Google de prejudicá-las na classificação de sua lista de buscas por ser concorrentes diretos e devido à relação que têm com seu maior rival, a Microsoft.

Ciao! pertence à Microsoft, enquanto que Foundem é membro de ICOMP, um lobby de internet que recebe contribuições financeiras da multinacional americana.

As empresas acusam Google de prejudicá-las na classificação de sua lista de buscas devido à relação que têm com seu maior rival.

"Google sempre usou filtros para eliminar por completo determinados sites de seus resultados de busca e situá-los tão longe que nunca possam ser encontrados", afirmou o britânico Foundem em uma nota publicada em agosto passado em sua página web oficial.

Google confirmou ter recebido o pedido de explicações do Executivo europeu e minimizou sua importância.

"Devido ao crescimento da Google, não estamos surpresos por ter que responder a perguntas sobre nosso papel no sistema publicitário. Esse tipo de questionamento é normal quando se é uma grande empresa", afirma uma nota publicada no blog da empresa.

Sobre as acusações de abuso de posição dominante, a nota diz que a companhia "sempre trabalhou duro para se assegurar que nosso sucesso é conseguido de maneira correta, por meio da inovação tecnológica e de bons produtos, em vez da criação de barreiras artificiais".

Leia mais sobre Google

24/02/2010 10:14 AM

Cadela é resgatada após cair em precipício; assista ao vídeo

Um cão foi resgatado em Seaford, na costa da Grã-Bretanha, após sobreviver a uma queda de 90 metros de um precipício.

Poppy, uma fêmea de springer spaniel inglês, estava perseguindo uma gaivota quando perdeu o equilíbrio e caiu no mar.

A cadela conseguiu nadar até a terra firme e se abrigar debaixo das rochas, onde foi resgatada por uma equipe de salvamento. Ela estava assustada e com frio.

Poppy sofreu ferimentos no pulmão, mas conseguiu se recuperar totalmente.

Assista ao vídeo:

Leia mais sobre cachorros

24/02/2010 10:03 AM

Turquia acusa sete chefes militares de planejar golpe

A Justiça turca indiciou nesta quarta-feira sete chefes militares do país acusados de terem planejado um golpe de Estado em 2003 para derrubar o governo do primeiro-ministro Tyyip Erdogan. Na segunda-feira, mais de 40 oficiais turcos haviam sido presos por envolvimento na suposta conspiração.

 

O grupo de sete chefes militares processados é composto por quatro almirantes, dois deles já aposentados, um general também fora da ativa e dois coronéis. Outros seis oficiais foram soltos, mas não foi explicado se eles ainda aguardam algum tipo de julgamento.


Policiais turcos ficam de prontidão ao redor de
tribunal durante audiência com militares / AP

Segundo a acusação, o plano da suposta conspiração iniciada em 2003 era fomentar tensão e caos no país para justificar um golpe militar.

Entre as supostas ações planejadas para criar clima de tensão no país estavam ataques a bomba contra duas mesquitas e tentar provocar um conflito com a Grécia usando jatos turcos. Os acusados também teriam planejado transformar estádios em prisões a céu aberto para deter todos aqueles que se opusessem ao golpe.

O Exército turco admitiu a existência desses planos mas disse que eles faziam parte de um exercício de planejamento em um seminário militar.

Secularismo

As Forças Armadas turcas são tidas como responsáveis pela derrubada de quatro governos entre 1960 e 1997.

Elas são tradicionalmente vistas como guardiãs da Constituição secular do país, e as relações com o governo do partido de Erdogan, o AKP, de orientação islâmica, têm sido tensas.

O poder dos militares tem sido reduzido nos últimos anos, à medida que a Turquia realiza reformas para conseguir tornar-se país membro da União Europeia.

A suposta conspiração se assemelha a outro caso, conhecido como conspiração Ergenekon, que resultou no indiciamento de várias outras pessoas, entre militares, jornalistas e acadêmicos, todos também acusados de planejar um golpe militar.

A oposição acusa o governo de intimidação e de tentar transformar a Turquia em um Estado islâmico.

O governo defende os indiciamentos. O vice-premiê Bulent Arinc afirmou no início da semana que "nunca poderíamos sonhar com isso que acontece agora". "As coisas melhoram quando aqueles que nunca responderam por seus atos começam a responder", disse.

As prisões do início da semana e a abertura de processo judicial contra os oficiais tende a aumentar a tensão entre oposição e governo no país.

Deniz Baykal, líder do principal partido oposicionista Partido Popular Republicano, questionou a decisão da Justiça de prender e processar os oficiais. "Por que vocês esperaram sete anos?", indagou.

Leia mais sobre Turquia

24/02/2010 09:50 AM

EUA revelam nova embaixada "ultra-segura" em Londres

Os Estados Unidos revelaram o projeto do prédio que abrigará a embaixada do país em Londres a partir de 2017.  Orçado em cerca de US$ 1 bilhão, o novo edifício foi projetado para dar mais segurança aos funcionários.

Ele ficará fora do centro, na margem sul do rio Tâmisa, e em frente ao prédio do serviço secreto britânico, o MI-6.

Em vez de grades e muros altos, a nova embaixada será cercada por um jardim com fossos e canais.

"Os elementos de segurança estarão presentes em todo o perímetro, mas não serão aparentes", explicou à BBC o arquiteto autor do projeto, James Timberlake, que bateu outros 36 escritórios de arquitetura em um concurso.

Assista ao vídeo:

Ataques

A atual embaixada americana fica em Grosvenor Square, no sofisticado bairro de Mayfair, na região central de Londres. O local assistiu a grandes protestos, como um contra a Guerra do Vietnã, em 1968.

Segundo o embaixador Louis Susman, o prédio está muito vulnerável a ataques. "A ideia mudança partiu da necessidade de proteger nossos funcionários em uma era de potencial extremismo", afirmou à BBC.

Em 1998, um duplo ataque coordenado deixou mais de 200 mortos nas embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia. Desde então, os Estados Unidos reconstruíram ou mudaram 67 prédios de seus órgãos governamentais no exterior.

Leia mais sobre embaixada dos EUA

24/02/2010 09:46 AM

Cachorro recebe medalha na Grã-Bretanha por ação no Afeganistão

Treo, um cachorro da raça labrador, receberá nesta quarta-feira a mais alta condecoração concedida a animais no Reino Unido por sua atuação na guerra do Afeganistão.

A medalha "Dickin" é equivalente à "Victoria Cross", a mais alta homenagem oferecida a militares britânicos. Treo, agora aposentado, serviu como farejador no Exército britânico no Afeganistão, onde por duas vezes encontrou bombas escondidas na Província de Helmand.


Treo é visto durante ação no Afeganistão ao lado
do sargento Dave Heyhoe / Foto: Ministério da Defesa britânico
 

Sessenta e três animais já receberam a condecoração no país, sendo 26 cachorros, 32 pombos-correio usados na Segunda-Guerra Mundial, três cavalos e um gato.

O sargento Dave Heyhoe, encarregado por Troe ao longo de cinco anos, também estará presente na cerimônia de entrega da medalha, no Museu da Guerra em Londres. A cerimônia deverá ser apresentada por um membro da família real britânica, a princesa Alexandra.

"É muito importante. Nós somos parte do elemento de busca. Não somos a última resposta, mas somos uma ajuda na busca", afirmou o sargento Heyhoe. Treo era um dos 25 cachorros a serviço do Exército britânico no Afeganistão.

Em setembro de 2008, Treo encontrou duas cadeias de bombas escondidas feitas de diversos explosivos conectados. Segundo o sargento Heyhoe, o trabalho de detetive do cão salvou a vida de muitos soldados.

"Todo mundo diz que ele é somente um cão que faz serviço militar. Sim, ele é, mas ele também é um grande amigo meu. Nós cuidamos um do outro", disse o militar.

Hoje, Treo vive como cachorro de estimação de uma família.

Leia mais sobre Grã-Bretanha

24/02/2010 09:21 AM
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