Bruno Folli, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Ter candidíase uma vez é chato. Ter candidíase por meses seguidos, com recidivas constantes, é de tirar qualquer mulher do sério. A doença figura entre as mais frequentes no Hospital Pérola Byington, referência em atendimento à mulher na capital paulista, e deve se tornar ainda mais constante com a temporada de calor e praia em alta. No primeiro semestre, cerca de 60% dos atendimentos foram queixas de sintomas da candidíase e quase 80% dos casos recebem o diagnóstico da doença. As recidivas geralmente acontecem por questões ligadas ao sistema imunológico, mas o verão também pesa bastante na equação. O uso prolongado de biquíni molhado é um dos fatores. ?O fungo causador da candidíase é favorecido pela umidade?, explica Elisabeth Leão, ginecologista do Hospital Beneficência Portuguesa. As roupas apertadas e roupas íntimas de tecido sintético também são prejudiciais. Não é improvável a mulher, em algum momento da vida, ter candidíase porque a doença surge a partir de fungos da flora vaginal. Eles permanecem lá, em equilíbrio com o ambiente, mas podem se proliferar em algumas situações. ?O uso de antibióticos, por exemplo, é feito contra alguma bactéria danosa ao organismo, mas também atinge bactérias da vagina e desequilibra a região?, conta a médica. Como os fungos da candidíase são muito mais resistentes, eles sobrevivem ao antibiótico e passar a se proliferar descontroladamente. O resultado disso são coceiras, corrimento esbranquiçado e feridas pequenas. A mulher pode ainda sentir dor nas relações sexuais e ao urinar. Quando os sintomas têm baixa intensidade, os ginecologistas acreditam que muitas mulheres sequer procurem apoio médico. Assim, é bem provável que as estatísticas da doença, já altas, sejam ainda maiores. Quando o incômodo é grande e a mulher procura um médico, o tratamento imediato é feito com medicação oral, geralmente em dose única, e local. Existem pomadas para o interior da vagina, aplicadas diariamente por cerca de 10 dias. O processo é desconfortável e pode causar ainda mais ardência no momento da aplicação, mas os sintomas tendem a sumir em poucos dias. O problema é que muitas mulheres voltam a ter os mesmo sintomas pouco tempo depois, em questão de semanas. ?A causa geralmente está em fatores imunológicos?, aponta a ginecologista. A queda nas defesas naturais do organismo pode acontecer pó inúmeros motivos, o que requer uma investigação médica aprofundada. O estresse, por exemplo, pode ser uma das causas. Estresse causa esgotamento emocional, podendo atingir até um quadro de depressão. Mas muito antes disso ele já pode provocar outras alterações metabólicas e danos ao organismo. Alimentação e diabetes Um dos primeiros passos para compensar quadros de baixa imunológica é com alimentação. Além de verificar se ela está adequada, com quantidade necessária de todos os grupos nutricionais, é preciso dar ênfase aos alimentos ricos em vitamina C, como acerola e laranja. Os alimentos ricos em açúcar devem ser evitados ou ter o consumo reduzido, pois eles podem alterar o pH da mucosa vaginal. ?Mulheres diabéticas também possuem a mucosa vaginal com excesso de glicose?, alerta Elisabeth. E isso favorece desequilíbrios na região. O mesmo vale para ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Quando as recidivas da candidíase são muito frequentes, a mulher pode urinar com menos frequência para evitar a constante ardência na vagina. Isso acaba provocando infecção urinária e reduz ainda mais as defesas naturais do organismo. Sexo e sabonete íntimo ?Embora a candidíase não seja considerada uma doença sexualmente transmissível (DST), ela pode ser transmitida pelo sexo?, alerta a ginecologista. Por isso, quando a mulher sexualmente ativa recebe o diagnóstico da doença, seu parceiro também deve receber tratamento. Geralmente, um antifúngico de uso oral já resolve. Além disso, é importante para a mulher manter a higiene da vagina com produtos que respeitem seu pH, que é diferenciado. Os sabonetes íntimos são uma alternativa mais interessante que os sabonetes normais. ?Eles não agridem as glândulas sudoríparas?, afirma a médica. Isso previne a evolução da candidíase para quadros de feridas na vagina, que aumentam a sensação de ardência e coceira. Como os fungos causadores da candidíase são muito resistentes, eles facilmente podem desencadear infestações, mas também servem de alerta para alterações sutis no organismo e princípio de doenças crônicas.
A escolha adequada do sabonete íntimo pode ser realizada com auxílio de um médico e, além disso, é fundamental que qualquer recidiva da doença seja notificada, para que novas estratégias de tratamento sejam adotadas.
31/12/2010 11:30 AM
Juliana Guimarães, especial para o iG Foto: Divulgação 2010 já se despede e os planos para 2011 começam a ser postos em prática. O regime que nunca sai do papel, a decisão de viajar, descansar, mudar de emprego, enfim, o momento é propício para sonhar e pensar em coisas novas. Dentro de casa, essa história não poderia ser diferente. Pode ser um bom motivo para renovar os ambientes e comprar o sofá que tanto gosta, trocar as cortinas ou investir em um papel de parede. Para acertar, entre em sintonia com as tendências para o próximo ano. 
Sustentabilidade
A principal aposta de decoradores e arquitetos continua a ser a preocupação com a natureza. Móveis, revestimentos e técnicas construtivas que não agridem o meio ambiente estão no topo da lista de tendências. ?Criações que valorizam a eficiência energética e a reciclagem terão cada vez mais expressão?, diz a arquiteta Gislene Lopes.
Projetos inteligentes
Funcionalidade é a palavra de ordem para 2011. Nada de divisões internas que não prezem pelo conforto. Salas amplas integradas a cozinhas gourmet são sempre boas soluções para reunir a família e os amigos. Móveis com dupla função também se encaixam nesse quesito. ?Na cozinha, por exemplo, a geladeira pode estar embutida no armário, assim como o micro-ondas e a cafeteira?, afirma a arquiteta e designer de interiores Maite Maiani.
Vintage
Ponto para quem tem uma peça antiga em casa e deseja repaginá-la. Essa técnica vem com tudo. ?A ideia é resgatar itens de família e transformá-los de acordo com as tendências contemporâneas?, comenta Maite. Segundo ela, vale reformar uma cadeira clássica e aplicar laca brilhante e colorida ? uma das maiores apostas para o ano-novo.
Arte em casa
Para Gislene, a arte está sempre associada à decoração. ?Portanto, não deixe de ter uma obra bem legal em casa?, afirma. Invista em peças que combinem com a proposta dos ambientes e, principalmente, com sua personalidade.
Papéis de parede
O revestimento continua em alta e é ótima alternativa para quem deseja dar vida aos ambientes. ?Os modelos com desenhos geométricos e muito brilho devem aparecer entre os mais pedidos?, afirma Maite. Praticidade também não pode faltar. ?Os laváveis serão muito usados?, completa Gislene.
Pink, sim
Na opinião de Maite, a cor chega com força total e promete estampar paredes, móveis e detalhes. ?O tom está em alta e é uma boa pedida para levar feminilidade aos projetos?, diz. No entanto, é importante saber combiná-la. ?Escolha tons pastel, verde-maçã ou cinza ? não há risco de errar?, ressalta.
Viva os mosaicos
Há uma infinidade de materiais para criá-los. Os azulejos continuam entre os preferidos ? vale escolher peças com estampas diferentes e saber misturá-las. Os de mármore são boas opções para quem deseja um ambiente sofisticado. ?Existem também aqueles feitos com materiais mais inusitados, como madrepérola?, diz Maite.
O charme do acrílico
Este material promete atrair muitos adeptos em 2011. Possui cores variadas, que vão desde as neutras até as mais vibrantes, e pode ser usado para compor móveis, divisórias de ambientes, lustres e até revestimento.
Mix de estampas
Assim como na moda, misturar cores e desenhos variados pode deixar sua casa ainda mais alegre. A proposta é ousar. ?Mas não esqueça de deixar sua personalidade transparecer nas escolhas?, ressalta a arquiteta Monique Granja.
Serviço:
Gislene Lopes
Rua Timbiras, 138 ? Belo Horizonte (MG)
Tel: (31) 3281-4133
Maite Maiani
Avenida Brigadeiro Faria Lima, 2128, conjunto 1002 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3031-4400
Monique Granja
Tel: (21) 9624-3563
31/12/2010 07:58 AM
Calcule, planeje, avalie e seja feliz com as novas direções a tomar em 2011 As boas perspectivas anunciadas para 2011 deverão manter a confiança do consumidor e dos empresários em alta. No momento atual enfrentamos o problema da valorização do Real, que tem causado sérias dificuldades para a indústria nacional com relação às exportações. Apesar dessa preocupação legítima, o que paira no ar são os planos de crescimento do país e das empresas, estimulados principalmente pelos grandes eventos esportivos que o Brasil irá receber nos próximos anos. Os empresários mostram-se entusiasmados diante do cenário promissor, enquanto uma onda de novos candidatos a empreendedor surge no mercado. Como as coisas são muito rápidas no mundo dos negócios, quem tem uma ideia e a coloca em prática primeiro ganha méritos pela inovação e normalmente colhe bons frutos no mercado. Tenho visto muitos novos candidatos a empresário entre meu grupo de amigos, quase todos já na fase dos 45 anos de idade. Quando converso com eles sobre a confiança no futuro e sobre novos planos, tenho me surpreendido com o que ouço. A decisão de mudar de vida e iniciar um empreendimento próprio se repete nos relatos sobre os planos para o futuro próximo. A maioria quer fazer algo diferente, pretende deixar o emprego para abrir um negócio próprio, e como se isso já não fosse um enorme desafio, desejam sair de São Paulo. Talvez seja por isso que as cidades do interior vêm apresentando um boom de crescimento nunca visto antes. O ritmo alucinado da cidade de São Paulo, a falta de segurança nesta e em outras grandes cidades, aliado ao excesso de ofertas no mercado levam à conclusão de que pode ser o melhor momento para desbravar outros territórios com mais oportunidades e qualidade de vida. Tomara essa visão de um futuro melhor se concretize. Afinal, a qualidade de vida existirá se de fato a pessoa sentir-se mais feliz e realizada com suas escolhas. Nem todos gostam da vida mais pacata que algumas cidades do interior oferecem, onde o tempo anda mais devagar, as atividades culturais são mais restritas, o ensino da escola das crianças pode ter grau de qualidade diferente daquela que encontramos nas capitais, só para exemplificar alguns dos contrastes. Nos meus planos de mudança existem metas semelhantes às dos meus amigos, mas pretendo experimentar aos poucos esse novo estilo de vida. Quem sabe alugar uma casa no interior por um ano e procurar viver mais de perto os costumes, sentir o ares do lugar e ver se realmente haverá ganhos substanciais na sensação de felicidade interna. A hora de mudar é sempre. O que mudar, no entanto, é que pode ser dimensionado na medida particular de cada um.
30/12/2010 01:55 PM
Andrea Giusti, iG São Paulo Usar perfume durante os dias quentes é uma tarefa que exige cuidado. Além do produto evaporar com mais facilidade, também há a possibilidade de reagir sob o sol causando vermelhidão e outros problemas de pele. Pensando no frescor do verão, algumas marcas lançaram fragrâncias leves e refrescantes que entram no clima da temporada. Aromas mais cítricos, amadeirados, florais ou de frutas tornam-se mais olfativo nesta época, até mesmo para quem está usando. Notas de bergamota, limão, sândalo, cedro, folhas verdes e lavanda são as grandes apostas. As novidades também surgem em forma de body splash ou colônia, trazendo uma concentração menor e uma consistência mais aguada que o perfume comum. Deixe de lado aquele vidrinho da prateleira e veja algumas sugestões de aromas suaves que combinam com o verão: Leia também
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30/12/2010 01:00 PM
Reuters Health Foto: Getty Images O número de cesarianas vem aumentando em um ritmo constante nos países desenvolvidos nos últimos 30 anos. Entretanto, uma nova análise de dados de pesquisas envolvendo quase 20.000 mulheres em todo o mundo sugere que a opção por esse tipo de parto não ocorre por solicitação delas: apenas 16% das mulheres participantes da revisão da pesquisa disseram preferir o parto cesariano ao vaginal. Essa foi a constatação da médica Agustina Mazzoni, do Instituto de Efetividade Clínica e Sanitária de Buenos Aires, e de sua equipe. Esta foi a primeira meta-análise a avaliar as preferências das mulheres, ressaltaram Mazzoni e sua equipe na revista do Royal College of Obstetrician and Gynecologists (BJOG). Os pesquisadores analisaram literatura médica e identificaram 38 estudos ? incluindo 19.403 mulheres originárias das Américas, Ásia, Europa, África e Austrália. Um aumento no número de cesarianas, principalmente nos países de poder aquisitivo médio e alto, é frequentemente atribuído à solicitação das mulheres pelo procedimento. Nos Estados Unidos, por exemplo, aproximadamente 4,5% dos partos realizados em 1965 foram cesarianas, enquanto que em 2007 este número foi de 32,9%, segundo dados do Centro de Controle de e Prevenção de Doenças daquele país. Entretanto, os pesquisadores descobriram que um número consideravelmente menor de mulheres disse preferir o parto por cesariana. No total, 15,6% das participantes da meta-análise disseram preferir a cesariana ao parto vaginal. Aproximadamente um quarto das latino-americanas disse ter escolhido a cesariana, comparado a aproximadamente 17% das norte-americanas. Aproximadamente 22% das mulheres de países de renda média disseram preferir cesarianas, comparados aos 12% das mulheres de países de alto poder aquisitivo. Dentre as mulheres que já tiveram partos por cesariana, 29% disseram preferir ter o próximo parto da mesma forma, comparados aos 10% das mulheres que nunca tinham realizado uma cesariana. Mães de muitos filhos também apresentaram maior probabilidade de preferir a cesariana em relação às mulheres na primeira gestação (17,5% contra 10%). Como o estudo analisou as preferências das mulheres, e não o fato delas terem ou não solicitado o parto por cesariana na ocasião, os índices reais de cesarianas resultantes das solicitações das mães não pode ser inferido a partir dos dados, escreveram Mazzoni e sua equipe. Entretanto, os pesquisadores complementaram que ?embora os partos por cesariana sob demanda sejam apontados como fator relevante do crescente número de partos deste tipo, parece improvável que isto explique os altos índices de cesarianas realizados em alguns países e regiões?, complementou a equipe. Os pesquisadores apontam que na América Latina, ?onde a maioria das mulheres prefere o parto vaginal, e também onde a maioria delas não tem autonomia para decidir o tipo de parto, aproximadamente 29% dos partos são cesáreos?.
30/12/2010 11:04 AM
Camila de Lira, iG São Paulo Foto: Getty Images Mais do que entreter, o ato de contar histórias na hora de dormir pode ser mais saudável para seus filhos do que você imagina. Na verdade, as histórias podem exercer um fator de cura, fazendo com que as crianças entendam seus próprios sentimentos e aprendam a lidar com as dificuldades da vida adulta. É o que defende Renate Meyer Sanches, autora de ?Conta de novo, mãe ? Histórias que ajudam a crescer? (Editora Escuta; leia trecho). Para ela, criar para seu filho histórias personalizadas, que representem os desafios do momento para a criança, é uma maneira valiosa de ajudá-la a lidar com sofrimentos e superar as fases mais difíceis do desenvolvimento infantil. Confira a entrevista com a psicóloga. iG: Qual a importância de se contar histórias para uma criança? Renata Sanches: O fato de você colocar sentimentos em palavras nomeia aquilo pelo que a criança passa e que, para ela, não tem nome ? o que gera muitas angústias. Além disso, o sentimento passa a ser compartilhado com o personagem da narrativa e com quem está contando a história. A criança acha que só ela sente o que sente, por isso é importante compartilhar. O final feliz assegura para a criança que ela vai ser ajudada, dá tranquilidade para ela. E isso tudo é uma sabedoria dos contos de fadas e cantigas de ninar que vêm de séculos atrás. iG: E quando os pais ou educadores mudam estas histórias clássicas para torná-las menos ?agressiva? ou mais politicamente correta? Renata Sanches: Isso vai na direção errada. É nas figuras feias e ?malvadas? que as crianças projetam as coisas delas. O lobo, por exemplo, significa a agressividade oral da criança. Descrever o lobo bonzinho não adianta em nada. Atrapalha porque a deixa sozinha, sem ser compreendida nas angústias que ela sente. iG: As histórias clássicas não podem tornar a criança mais agressiva? Renata Sanches: A agressividade é um recurso do ser humano, é algo que todos nós temos. A questão é o que estamos fazendo com isso. Sempre comparo com uma panela de pressão: a agressividade é como a pressão, se você souber abrir a válvula em momentos certos, a pressão é ótima, te ajuda a cozinhar; se você não souber abrir, vai estourar. Esse estouro psíquico pode acontecer para fora, em crises de agressividade, ou pode estourar para dentro, em depressão, pânico ou somatizações. As histórias, o brincar, as músicas são válvulas de escape da agressividade para a criança. O brincar é fundamental: o fato de a criança ter brincadeiras agressivas não promove agressividade. A função do educador não é anular a agressividade, mas canalizá-la. Renata Sanches: O momento tem que ser determinado pela relação de quem conta a história. Não precisa ser necessariamente na hora de dormir. Contei uma história para meu neto de quatro anos, por exemplo, num jardim, sentada numa pedra com ele no meu colo. O adulto vai perceber qual o momento bom. Às vezes a criança parece que não está prestando atenção, mas no fundo ela está muito ligada. Não é preciso fazer como na escola; não tem que necessariamente fazer a criança prestar atenção em cada letra. Quando ela está entretida com um brinquedo, por exemplo, não quer dizer que ela não esteja ouvindo. Mas é lógico que não dá para contar quando ela está brincando com os amiguinhos ou muito entretida em algum programa de televisão, por exemplo. iG: Qual a melhor maneira de se contar uma história? Renata Sanches: O melhor é usar um objeto para representar a criança. Se ela for pequena, não precisa de muita criatividade. Conta-se uma situação de acordo com o que a criança está passando e se inclui o sentimento dela na situação. Fala-se ?então o ursinho sentiu vontade de fazer isso ou aquilo?, de acordo com o que a criança está sentindo. No final da história, tudo tem que dar certo. Se você seguir isso não tem como a criança entender errado. Como se tratam de questões mais afetivas que cognitivas, a criança irá entender como os adultos. Afetivamente, a criança é parecida conosco, cognitivamente não. iG: Como funcionam os sentimentos das crianças? Renata Sanches: Elas sentem angústias intensas. A criança pequena sente tudo que os adultos sentem: raiva, ódio, inveja. Isso é uma constituição do ser humano. A ideia de que a criança nasce anjo não tem nada a ver. Além disso, a criança é absolutamente egocêntrica, acha que tudo que acontece com o mundo tem a ver com ela. Esse funcionamento cognitivo traz problemas afetivos: qualquer coisa ruim que acontece no ambiente, ela acha que foi culpa dela. Para os pais, conhecer esse tipo de funcionamento ajuda a tranquilizá-la. E é preciso ter cuidado para não entrar no julgamento moral: egocentrismo não é egoísmo. São fases da criança, e ela vai passar disso. iG: Como os pais conseguem observar tais angústias? Renata Sanches: Os pais devem dar espaço para a criança brincar ? e observar a brincadeira. Eles devem ter alguma noção de quais são as questões e conflitos da criança. Para poder oferecer um desenvolvimento saudável para o filho, o principal é estar aberto para os sinais que ele dá: sonhos, olhares... iG: Entre as ?histórias prontas?, como as dos contos de fada, há algum preferido pelas crianças? Meninos e meninas preferem contos diferentes? Quais? Renata Sanches: Cada conto de fada tem uma temática central. As crianças vão gostar de uma determinada história dependendo do que estiverem vivendo. João e Maria, por exemplo, trata de abandono. Crianças que se sentem ameaçadas de abandono ou crianças que estão em abrigos vão adorar a história. A criança vai pedir para você repetir quando gostar. Não se acanhe: a cada vez que você contar, de alguma forma, a criança estará elaborando sentimentos difíceis. E ela vai pedir para repetir até quando a história fizer sentido para ela. Hoje em dia é difícil generalizar sobre a questão do gênero, mas, por exemplo, as histórias da Branca de Neve e da Cinderela lidam com lugares femininos. Quando o herói é mais forte e tem luta, as histórias são mais masculinas. Mas isso não significa que os meninos não gostem de Cinderela, afinal, todos temos lados femininos e masculinos que devem ser desenvolvidos. Ambos são úteis e bons. iG: E qual a importância da criança contar suas próprias histórias? Trecho do livro ?Conta de novo, mãe ? Histórias que ajudam a crescer? ?Assim, quando o fato da separação é contado à criança, de forma direta ou indireta (numa história projetada), é importante que os adultos assumam o que é deles. Não é uma tarefa fácil. É um momento em que eles próprios estão sofrendo. Mas conseguir se colocar no lugar da criança para ajudar esses pais, pois descobrem que sua capacidade de ser mãe/pai continua preservada Era uma vez um macaquinho chamado Manoel. Ele morava com o macaco-pai e com a macaca-mãe numa arvora, no meio da floresta, perto de outras famílias de macacos. Manoel tinha muitos amiguinhos macacos, e eles gostavam de pular de uma árvore para a outra.
iG: Qual o melhor momento para se contar a história?
Renata Sanches: Para a criança, ser o narrador da história é como brincar. É uma forma de expressão, de dar um significado e um formato para questões que são delas. Isso é saudável porque mostra que as angústias delas podem ser ouvidas, podem ter nomes e, portanto, que ela não está só.
Mas quando Manoel voltava para casa ele percebia que alguma coisa estava errada. A mamãe-macaca não tinha terminado o jantar, e estava chorando no canto. O papai-macaco não queria brincar com o Manoel, e preferiu sair e encontrar seus amigos. Manoel pensou: ?Por que mamãe e papai estão tão bravos, tão tristes? O que foi que eu fiz? Será que é porque eu quebrei aquele galho que o papai gostava tanto? Ou porque eu não comi o mingau que a mamãe fez??. E Manoel foi ficando com muito medo de papai e mamãe não gostarem mais dele.
Noutro dia, quando Manoel chegou em casa, papai e mamãe o chamaram e o papai falou: ?Manoel, nós precisamos te contar uma coisa. Sua mamãe e eu casamos porque a gente gostava muito um do outro. Tivemos você porque queríamos muito ter um filhinho e estamos muito, muito felizes por ter você.
Mas nós dois achamos que não é mais bom para nós vivermos juntos, continuar sendo um casal. Por isso, vamos nos separar. Não vamos mais ser marido e mulher, mas vamos continuar sendo seu papai e sua mamãe.?
30/12/2010 08:40 AM
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Para atrair boas energias em 2011 é importante prestar atenção, logo no começo do ano, a alguns elementos que podem influir nas vibrações da casa. Caso da disposição dos móveis, das cores e até mesmo do acabamento. ?Escolhe-los corretamente pode tornar os ambientes mais aconchegantes, além de estimular e preparar a cena para o sucesso dos moradores?, afirma a decoradora Adriana Scartaris. O primeiro passo, de acordo com o arquiteto Sérgio Carillo, é realizar uma limpeza completa. ?Para atrair energias positivas é fundamental eliminar o excesso de coisas paradas e sem uso. Doe o que não serve mais, conserte o que está quebrado e, principalmente, mantenha sua casa limpa para a chegada de 2011.? Cristais e aromas variados também são bem-vindos. ?Eles ajudam a purificar os ambientes e elevam a energia?, completa. Mais uma sugestão especial: aposte em uma decoração com flores, fotos de momentos felizes e objetos trazidos de viagens, que simbolizam boas recordações. Vale ainda posicionar um pote de vidro com sal grosso na entrada da casa para atrair o mau-olhado e impedir que vibrações negativas entrem pela porta, criar enfeites com canela ou pimenta ou mesmo pegar um sino comum e sair tocando pela casa. ?O som do metal ajuda na purificação?, sugere a terapeuta e arquiteta Aline Mendes. Outros grandes aliados na busca por bem-estar são os conceitos do Feng Shui. ?A técnica tem um papel importante, pois a energia flui pelos espaços vazios e fica acumulada nos objetos. É fundamental haver um equilíbrio?, diz Alin. Mas de nada adianta preparar a casa se a energia pessoal não estiver em dia. ?Pense positivo sempre e aproveite a festa?, recomenda Adriana.
Serviço:
Adriana Scartaris
Tel: (11) 3955-1661
Aline Mendes
Tel: (21) 2258-7658
Sérgio Carillo
Tel: (11) 4206-2325
30/12/2010 07:58 AM
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo Serviço: Bali Express Benedixt Blue Gardênia Cecilia Dale Espaço Til Etna Hits Marché Arte de Vie Riva Tok&Stok Unique Décor Zona Criativa
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 863 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3083-4681
Rua Haddock Lobo, 1584 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3081- 5606
Avenida Washington Luiz, 425 ? Santos (SP)
Tel: (13) 3877-6400
Rua Doutor Melo Alves, 513 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3372-3900
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 689 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3063-5603
0800-285-0066
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 958 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 3083-3989
Alameda Gabriel Monteiro da Silva, 1606 ? São Paulo (SP)
Rua Abel Postali, 445 ? Caxias do Sul (RS)
Tel: (54) 3227-1200
Tel: 0800-7010161
Alameda Gabriel Monteiro das Silva, 1970 ? São Paulo (SP)
Tel: (11) 6386-3608
Tel: (11) 2958-7795
30/12/2010 07:58 AM
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images Para começar o ano com pé direito, uma boa dica é planejar a casa de acordo com os ensinamentos do Feng Shui (feng significa vento e shui, água), no qual a energia que circula pela morada (ch?i) é considerada vital. A técnica milenar chinesa orienta o fluxo do ch?i com diversos métodos que vêm de três escolas: Forma, Bússola e Chapéu Negro. Esta última possui uma ferramenta muito usada na decoração, o Ba-guá, que deve ser aplicado na planta da casa para identificar os lugares que correspondem a diferentes áreas da vida (trabalho, espiritualidade, prosperidade, sucesso, relacionamentos, criatividade e amigos). ?Cada lar tem um mapa específico, chama-se mapa natal. É preciso verificar a planta e a data da construção para identificar quais padrões energéticos estão presentes nas oito direções?, afirma a arquiteta e especialista no assunto Aline Mendes. As cores também são importantes nesse contexto. ?Os tons de 2011 são prata e dourado. Não tenha medo de usar nos tecidos e nos arranjos de mesa?, sugere o arquiteto Sérgio Carillo. Confira como atrair boas energias para os ambientes do seu lar: Na sala: não coloque sofás de costas para a entrada. Vale ter uma pequena fonte perto da porta ou um vaso com plantas e flores. Pendure um ba-guá com espelho acima da porta social pelo lado de fora, pois rebate a entrada de energias negativas. Dormitórios: a cama não deve ficar de costas para entrada. Uma boa dica é pendurar um pequeno cristal multifacetado para trair boas energias. Evite colocar espelhos que reflitam a cama. Banheiros: mantenha a porta, o tampo do vaso sanitário e o ralo sempre fechados. Pendure um pequeno cristal multifacetado no batente da porta do banheiro pelo lado de fora para neutralizar as energias vindas dos esgotos. É importante também ter acessórios que lembram o mar, pois mantêm a prosperidade na casa. Varandas: escolha espécies com formas arredondadas, como o buxinho. 
Na cozinha: é importante ter sempre boa iluminação e potes de vidro com mantimentos à vista. Entre a pia e o fogão recomenda-se a escolha de algum acessório de madeira para estimular o sucesso dos moradores da casa.
30/12/2010 07:58 AM
Juliana Guimarães, especial para o iG São Paulo Foto: Getty Images De acordo com o horóscopo chinês, no dia 2 de fevereiro daremos adeus ao ano do tigre e as boas-vindas ao do coelho. Pela crença, os próximos dias serão tranquilos, serenos e irão favorecer a família, o amor e as artes. ?Aposte no verde durante essa época, use tons diferentes. Convide a natureza a entrar e faça ambientações com espécies variadas?, diz a decoradora Adriana Scartaris. É importante criar atmosferas aconchegantes com elementos naturais, como tecidos de algodão e objetos de madeira ou cerâmica. ?Também dê preferência a formas cilíndricas e arredondadas?, completa. 
30/12/2010 07:58 AM
Alessandro Guimarães, especial para o iG É impossível falar de Réveillon e não pensar em roupas brancas. Quando o assunto são as flores que irão enfeitar a casa, a regra é a mesma. ?A rosa ou o lírio, por exemplo, representam a paz e a pureza, desejo de todos nessa época de festas?, diz a florista Bia Valente. Veja outras espécies indicadas. Segundo o florista Batista Reis, os tons de amarelo também são muito utilizados e indicados para quem deseja atrair prosperidade. ?Escolha espécies como gladíolo, orquídea e gérbera.? Já nos arranjos, os complementos podem ter diversas tonalidades, principalmente prata, dourado e o verde das folhagens. ?Além das fitas, vale optar por folhas de antúrio, papiro e tuias, que significam esperança?, afirma Bia. Também é possível deixar a imaginação correr solta e lançar mão de outros materiais. ?Arames de artesão, vimes pintados de branco ou na cor natural e água em vidro são algumas delas?, indica Reis. Mas não é preciso uma infinidade de combinações para criar algo bonito, como sempre, a simplicidade funciona muito bem. Reaproveite as pinhas e as bolinhas de Natal para compor arranjos cheios de charme. Acerte na escolha Antes de selecionar as espécies é fundamental saber onde elas serão dispostas. ?Se a ideia é deixá-las na mesa da ceia, opte por exemplares sem perfume, pois não atrapalharão o paladar ou causarão desconforto?, explica a florista Tânia Santos. Seja qual for a escolha, é importante seguir algumas recomendações simples para manter a criação cheia de vida na hora da virada. ?Posicione os vasos longe da luz solar direta, troque a água diariamente e escolha um local ventilado?, indica. Para garantir uma bela composição, busque as flores com, no máximo, dois dias antes da comemoração. Para a florista Maria Aparecida, da Cissi Art Flor, a flor do ano-novo não deve ser simplesmente bonita ou extravagante, deve conter algo a mais. ?As espécies ajudam a purificar os ambientes e dão alegria à festa.? Antúrio Batista Reis Bia Valente Cissi Art Flor Tânia Santos
Àqueles que preferem o branco somente nas roupas e na toalha de mesa, boas opções são as plantas tropicais. Helicônias, alpínias e estrelítzias adicionam um colorido especial e tem tudo a ver com o verão.
Flores para o Réveillon
Boca-de-leão
Copo-de-leite
Estrelítzia
Frésia
Junco
Gérbera
Gladíolo
Helicônia
Lírio
Lisianto
Orquídea
Pândano
Papiro
Rosa
Tango
Tuia
Serviço:
Tel: (61) 3397-2903
Tel: (11) 2589-7748
Tel: (11) 4436-7435
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29/12/2010 03:57 PM
Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo Se uma de suas resoluções ? ou vontades ? para 2011 é encontrar um namorado, talvez seja a hora de tratar o assunto como uma questão estratégica. Às vezes, o amor é como uma meia: se encontrar o par é um problema, pode ser que você simplesmente não esteja procurando nos lugares certos. O Delas conversou com Ailton Amélio da Silva, doutor e professor de Psicologia da USP e autor do livro ?Relacionamento Amoroso Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela? (Publifolha) para saber, afinal, onde procurar o amor. Segundo pesquisa do especialista, 37% dos relacionamentos começaram de relações de amizade ou coleguismo. Ou seja, gente que já estava por ali, mas que não tinha se olhado direito. Uma boa pedida é aproveitar o clima festivo de fim de ano e socializar: ?Frequentar locais onde haja possíveis parceiros compatíveis, dispostos e disponíveis, como festas de amigos e locais onde as pessoas possam ser apresentadas umas às outras?, recomendou Ailton. Aliás, socializar é apenas o primeiro passo. Se você faz a linha ?tímida?, vai ter que superar algumas travas: ?Tem que dar uma chance para o contato, falar com as pessoas?, aconselhou o professor, frisando que não adianta ir às festas e não fazer nada. As baladas podem parecer o lugar ideal para quem quer se envolver com alguém, mas não é bem assim. De acordo com ele, apenas 20% dos casais se formaram em barzinhos e afins. Para quem procura algo sério, a chance de um compromisso verdadeiro é pequena. Apesar da necessidade de superar a timidez e se entrosar, ele afirma que o autocontrole também é essencial para quem está na busca por parceiro. Quando perguntado sobre os erros mais comuns que as pessoas cometem, o psicólogo citou o ritmo de revelação, falar de menos e erros de aparência. Esqueça as simpatias e procure um pretendente no lugar certo:
No mais, o especialista recomenda respeitar ao outro e a si mesmo, além de valorizar a conversa. Mas derruba o mito da atração entre opostos, lembrando que as chances de se engatar um relacionamento é mais alta entre indivíduos parecidos: ?A regra é ser similar ao outro, em nível educacional compatível, rendimentos, etc.?, diz.
37% dos casais já eram amigos e/ou colegas antes de engatarem o relacionamento amoroso
32% foram apresentados por terceiros
20% dos casais se formam em baladas (encontros em festas, bares e afins)
5% dos casais se formam de encontros acidentais (na fila do banco, açougue, cinema...)
Os demais se conheceram em situações variadas, especialmente pela Internet.
29/12/2010 01:47 PM


