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Tire suas dúvidas sobre sexo e leia mais sobre amor, namoro, casamento e fidelidade na seção Amor e Sexo do iG Delas.




Alexandre Adoni, especial para o iG São Paulo

Veja os lugares para procurar um parceiro em potencial e comece o Ano Novo amando

Se uma de suas resoluções ? ou vontades ? para 2011 é encontrar um namorado, talvez seja a hora de tratar o assunto como uma questão estratégica. Às vezes, o amor é como uma meia: se encontrar o par é um problema, pode ser que você simplesmente não esteja procurando nos lugares certos. O Delas conversou com Ailton Amélio da Silva, doutor e professor de Psicologia da USP e autor do livro ?Relacionamento Amoroso Como Encontrar Sua Metade Ideal e Cuidar Dela? (Publifolha) para saber, afinal, onde procurar o amor.

Segundo pesquisa do especialista, 37% dos relacionamentos começaram de relações de amizade ou coleguismo. Ou seja, gente que já estava por ali, mas que não tinha se olhado direito. Uma boa pedida é aproveitar o clima festivo de fim de ano e socializar: ?Frequentar locais onde haja possíveis parceiros compatíveis, dispostos e disponíveis, como festas de amigos e locais onde as pessoas possam ser apresentadas umas às outras?, recomendou Ailton.

Aliás, socializar é apenas o primeiro passo. Se você faz a linha ?tímida?, vai ter que superar algumas travas: ?Tem que dar uma chance para o contato, falar com as pessoas?, aconselhou o professor, frisando que não adianta ir às festas e não fazer nada.

As baladas podem parecer o lugar ideal para quem quer se envolver com alguém, mas não é bem assim. De acordo com ele, apenas 20% dos casais se formaram em barzinhos e afins. Para quem procura algo sério, a chance de um compromisso verdadeiro é pequena.

Apesar da necessidade de superar a timidez e se entrosar, ele afirma que o autocontrole também é essencial para quem está na busca por parceiro. Quando perguntado sobre os erros mais comuns que as pessoas cometem, o psicólogo citou o ritmo de revelação, falar de menos e erros de aparência.
No mais, o especialista recomenda respeitar ao outro e a si mesmo, além de valorizar a conversa. Mas derruba o mito da atração entre opostos, lembrando que as chances de se engatar um relacionamento é mais alta entre indivíduos parecidos: ?A regra é ser similar ao outro, em nível educacional compatível, rendimentos, etc.?, diz.

Esqueça as simpatias e procure um pretendente no lugar certo:
37% dos casais já eram amigos e/ou colegas antes de engatarem o relacionamento amoroso
32% foram apresentados por terceiros
20% dos casais se formam em baladas (encontros em festas, bares e afins)
5% dos casais se formam de encontros acidentais (na fila do banco, açougue, cinema...)
Os demais se conheceram em situações variadas, especialmente pela Internet.
 

BBC Brasil

Casais que adiam as relações íntimas tenderiam a uma vida sexual satisfatória no casamento

Foto: Thinkstock/Getty Images

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

Religiosidade
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz ele.

"Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.

"Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."

 

 

Andrea Giusti e Carolina Garcia, iG São Paulo

Aprenda alguns rituais para encontrar um namorado em 2011

Foto: Tricia Vieira / Fotoarena

Fim de ano é época de renovar os pedidos e as esperanças, então aproveite para pular as sete ondinhas, comer lentinha e projetar novos desejos. E o namorado, que não veio em 2010, só precisa de um empurrãozinho para chegar no ano-novo. Consultamos os esotéricos Regina Maura, Kátia do Ogun e Daniel Atalla, que dão dicas de simpatias para atrair o amor. Veja também qual lingerie escolher para a noite da virada ? tudo vai depender da sua intenção.

Leia também: Seu signo e o amor - Monica Horta aponta o que o céu diz sobre sua vida amorosa no ano-novo. Confira!


Para atrair o amor

Você vai precisar de: uma calcinha cor-de-rosa.
Modo de fazer: Na passagem do ano, vista uma calcinha cor-de-rosa do avesso. Dessa forma, suas chances de encontrar um novo amor vão aumentar muito!

Para ser feliz no amor
Você vai precisar de: um vidrinho de água de flor de laranjeira + dois litros de água.
Modo de fazer: Misture um frasco de água de flor de laranjeira (facilmente encontrado em farmácias de manipulação) com dois litros de água e misture bem. Depois de tomar um banho normal, jogue essa poção da cabeça aos pés, pedindo felicidade para sua vida afetiva. Acredite: novas possibilidades surgirão.

Para encontrar um amor
Você vai precisar de: uma calcinha (de qualquer cor) e uma fitinha vermelha
Modo de fazer: Na passagem do ano, amarre uma fitinha vermelha do lado direito da sua calcinha ? capriche no laço! Em 2011, um amor se aproximará, mantenha os olhos bem abertos!

Ritual para o Amor
Você vai precisar de: uma pedra de quartzo rosa; uma pedra de ametista; uma pedra de quartzo branco; água e sal.
Modo de fazer: Deixe todas as pedras (quartzo rosa, ametista e quartzo branco) submersas em água e sal. No outro dia, depois de lavá-las com água corrente, deixe-as expostas ao sol durante uma hora. Passe a virada do ano com essas pedras bem próximas de você. No dia seguinte, coloque o quartzo rosa em sua gaveta de roupas íntimas ? ela deverá ficar lá durante todo o ano. A ametista deverá ser devolvida à natureza, como no pé de uma árvore ou nas ondas do mar. Dê o quartzo branco para uma pessoa querida e diga a ela que será um amuleto de sorte. A atração do amor aparecerá em pouco tempo.

Veja também: Oráculos apontam um ano de paz e casamentos. Veja o que eles dizem sobre Silvio, Xuxa e Neymar

Júlia Reis, iG São Paulo

Uniões depois do divórcio aumentaram no Brasil e psicólogos opinam sobre o sucesso desses relacionamentos

Foto: Getty Images

Casais sobem ao altar esperando que o amor e o casamento sejam eternos. Se a intenção é das melhores, nem sempre o ?felizes para sempre? acontece ? ou pelo menos não com aquele parceiro. Depois do divórcio, muitas pessoas dão uma segunda chance ao casamento em um próximo relacionamento. No Brasil esse tipo de matrimônio está mais popular: as uniões em que um dos cônjuges é divorciado ou viúvo passaram de 10,6%, em 1999, para 17,6%, em 2009, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a terapeuta de casais Marina Vasconcellos, o segundo casamento tem mais chance de dar certo principalmente em função da maturidade dos cônjuges. ?As pessoas estão mais certas do que querem, sabem a sua parcela de responsabilidade no relacionamento?, diz.

Expectativas mais realistas também são importantes para o sucesso do novo matrimônio. ?As pessoas já sabem que casamento não é fácil, que é preciso aguentar o humor do outro, lidar com dinheiro?, explica a especialista.

O psicólogo Alexandre Bez também vê vantagens em um segundo casamento. ?Quem entra nessa é pra dar certo, e tenta suprir deficiências da primeira relação?, aponta. Para ele, além de tentar não repetir erros anteriores, as pessoas que já estiveram em um relacionamento sério antes são, em geral, mais maduras e atentas aos próprios comportamentos.

A revisão das próprias atitudes pode ser estimulada pela dor da primeira separação. ?O divórcio faz as pessoas reverem suas características emocionais e passos que não deram certo?, explica Alexandre. Mas nem todo mundo chega melhor na próxima união. ?Tem gente casa quatro vezes e comete os mesmo erros. Aí não dá?, aponta Marina.

Os especialistas lembram que para o segundo, terceiro ou outro casamento funcionar é essencial que os parceiros estejam fortes e equilibrados para encarar um novo romance. ?Não é tapa buraco?, alerta a terapeuta. Ficar um tempo sozinho e olhar para si mesmo é a recomendação principal antes de encarar o altar novamente. Além disso, é recomendável que o casal tenha planos e objetivos em comum e saiba acolher bem os eventuais filhos de uma união anterior. E Alexandre deixa o recado: ?Príncipe e princesa só existe na Disney?.

Leia mais:
Etapas para retomar a vida depois da separação
O fim do casamento na maturidade
Casamento não é comercial de margarina

Júlia Reis, iG São Paulo

Psiquiatra na novela e na vida real, ele fala ao iG sobre a escolha de parceiros e vida sexual

Foto: Eduardo Knapp

Flávio Gikovate é psiquiatra há mais de 40 anos. Acompanhou nesse período a consolidação do consumo das pílulas anticoncepcionais e os movimentos em torno da emancipação sexual. Mas não é um entusiasta. Para ele, o movimento de libertação não tornou as pessoas necessariamente mais felizes e competentes para amar: mulheres e homens ainda escolhem mal os parceiros e não separam bem o amor do sexo.

No papel do psicoterapeuta de Gerson Gouveia (Marcello Anthony) na novela Passione, trama veiculada no horário nobre pela Rede Globo, Gikovate trata de sexo analisando as fantasias sexuais do personagem e as marcas de um abuso sofrido na infância. Fora das telas, o psiquiatra lança seu trigésimo livro, ?Sexo? (MG Editores), no qual reflete a respeito da sexualidade humana e a satisfação (ou não) nos relacionamentos amorosos.

Em entrevista exclusiva ao iG, Flávio Gikovate fala sobre a tendência que temos em escolher parceiros errados ? com potencial erótico alto e afinidades emocionais mínimas ?, e avisa: ?Chega de namorar ou casar com inimigo!?

iG: No livro você fala sobre a inversão de valores na hora de procurar um parceiro. No caso das mulheres, a escolha é geralmente feita pelo aspecto erótico ou sentimental?
Flávio Gikovate: Temos evoluído pouco no aspecto sentimental. As pessoas continuam buscando parceiros com os quais não têm afinidades intelectuais, de caráter, projetos e estilo de vida. E escolher um parceiro tomando por base o encantamento erótico inicial é perigoso porque quase sempre o fascínio erótico te direciona para cafajestes.

As mulheres são confusas a respeito do homem ideal para elas. Até poucas décadas atrás, ele deveria ser o protetor e o provedor. Hoje deve ser companheiro, participar das atividades familiares, ser mais carinhoso e moralmente confiável.

iG: Você reforça a importância da escolha de parceiros por afinidade. Mas ao mesmo tempo pessoas são menos atraídas sexualmente por esse tipo de parceiro mais amigo. Isso leva a relacionamentos frustrados?
Flávio Gikovate:
O erotismo costuma direcionar para a busca de parceiros mais egoístas, pouco confiáveis e difíceis de provocar envolvimentos de qualidade. Assim, a maioria dos casais ainda é formado por uma criatura mais generosa e outra mais egoísta. Isso resulta em uma relação incompleta que, com os anos, acaba levando à separação. Os casais se separam pela mesma razão que se casam: as diferenças de temperamento e de caráter. O que funciona bem é o encontro de criaturas afins.

iG: E o que faz uma união estável e feliz?
Flávio Gikovate:
Defendo que a união tem de acontecer entre pessoas semelhantes, com os mesmos planos e projetos, e não entre opostos. É o que eu chamo de ?+amor?. É uma relação mais parecida com a amizade, a aproximação de duas pessoas inteiras e não de duas metades. Para isso é preciso poder ficar bem sozinho e superar extremos de egoísmo e a generosidade. O relacionamento é baseado em respeito mútuo e confiança recíproca. Chega de namorar ou casar com inimigo!

iG: Talvez parte das insatisfações são por conta da idealização da vida sexual? Ficamos frustrados com a vida comum, sem desempenhos incríveis?
Flávio Gikovate:
Homens e mulheres têm sido muito exigentes em todos os setores da vida e com o sexo não é diferente. O sexo se abastece mais facilmente do jogo de sedução e conquista, e acaba sendo mais difícil desejar alguém em quem confiamos e que é leal ? mas não é impossível, contudo os casais que atestam isso são minoria.

É preciso entender que o sexo e o amor não fazem parte do mesmo instinto. O sexo compete com a ternura e tem que ser tratado como um instinto mais vulgar e grosseiro. Assim, na hora do sexo é importante abandonar o contexto mais sentimental e buscar outro clima, mais voltado para a baixaria.

iG: Amor é amor e sexo é sexo. Mas será que as mulheres já conseguem expor e assumir isso claramente nas suas relações?
Flávio Gikovate:
As mulheres têm uma fisiologia sexual diferente da masculina. Após o orgasmo, a regra é que sobre uma excitação. Isso faz com que o sexo casual não pareça tão interessante para elas, assim como a masturbação. Aliás, cerca de 50% das mulheres não se interessam pela masturbação porque podem terminar a prática mais excitadas. Elas preferem o sexo com um parceiro fixo e conhecido, com quem possam negociar aquilo que mais gostam.

iG: E o que as mulheres mais gostam na cama?
Flávio Gikovate:
Em geral, preferem a estimulação do clitóris com o objetivo orgástico. A penetração tem mais significado simbólico, relacionado com se sentir possuída.

Em síntese, a maior parte das mulheres aproveita plenamente o sexo quando conhece o próprio corpo e tem um parceiro estável, que não precisa ser objeto de grande envolvimento emocional, mas alguém conhecido e com quem ela goste de estar também fora da situação erótica. Procuram um homem que saiba como agradá-la, e que seja uma pessoa que não use o sexo apenas como instrumento de sedução e poder, mas também como fonte de curtição e prazer.

iG: O seu papel de psiquiatra na televisão faz algumas discussões ganharem notoriedade. A exemplo da abordagem do ?problema? do Gerson na novela, como essa sessão "pública" de terapia pode deixar as pessoas mais seguras ou à vontade com sua sexualidade e fantasias?
Flávio Gikovate:
É um dever compartilhar o conhecimento, sempre me insurgi contra qualquer modelo de elitismo intelectual. Tudo o que faço no rádio, em livros e na TV pode ajudar as pessoas a pensar um pouco mais nelas mesmas e fazerem uma autocrítica, que pode ser criativa e útil.

Não é obrigatório que se pense em termos de doença e de cura. O mais importante é poder ajudar a pessoa a avançar emocionalmente e, se possível, superar suas dificuldades.

iG: Como o sexo pelo computador afeta as relações entre pessoas e o comportamento sexual delas?
Flávio Gikovate: Cresce o número de pessoas enjoadas com o sexo casual e ao mesmo tempo é grande o número de pessoas que não estão vivenciando relacionamentos afetivos interessantes. E o sexo virtual é uma atividade em expansão e que apresenta vantagens: não se dá entre pessoas que beberam demais, no fim das madrugadas, depois de gastos significativos e com risco de doenças ou gestações.

Ou seja, o sexo virtual é um intermediário entre a masturbação e o sexo casual, que ocupará o espaço do sexo como fenômeno essencialmente pessoal, individual.

 

Verônica Mambrini, iG São Paulo

No filme ?De Pernas pro Ar?, a atriz vive uma mulher que descobre o orgasmo após anos de casamento

Foto: Mauro Kury

Para viver Alice, protagonista do filme ?De Pernas pro Ar?, que estreia em 1º de janeiro nos cinemas brasileiros, Ingrid Guimarães, 38 anos, não precisou elaborar muito a personagem. O momento das duas é parecido: a mulher apaixonada pela carreira, que tenta dar conta de mil coisas ao mesmo tempo e se atrapalha com as cobranças da família.

O longa-metragem aborda ainda a vida sexual de Alice, que tem seu primeiro orgasmo após anos de casamento. Ao perder o emprego na área de marketing em uma fábrica de brinquedos, ela decide usar a experiência adquirida para ajudar a vizinha a recuperar seu sex shop decadente. A partir disso, conhece um novo mundo, cheio de possibilidades interessantes.

Para viver o papel, a atriz investiu na pesquisa de brinquedos eróticos e acessórios sexuais, que foram incorporados até na sua vida real. Ao Delas, Ingrid fala com exclusividade sobre sexo e afirma: ?As mulheres não conhecem o próprio corpo?.

iG: Como foi a pesquisa e como você construiu essa mulher que não tem orgasmos?
Ingrid Guimarães: Conversei principalmente com a Tatiana Presser, psicóloga e educadora sexual. As mulheres não conhecem o próprio corpo, e o legal dos brinquedos sexuais é que eles ajudam nisso. A Alice só goza com o marido depois de gozar com o vibrador. Acho que levar os brinquedos sexuais para o casamento também é legal para quebrar o tédio.

iG: O que os sex shops trouxeram de novidade para você?
Ingrid Guimarães: Vibrador eu já conhecia. Aliás, o rabbit todo mundo já conhece, ele foi consagrado na série ?Sex and The City?. Mas existe um mundo além do vibrador, como os géis ? anestésicos e estimuladores, que esquentam, gelam ou incham ?, canetas que você usa no corpo e lambe depois, velas aromáticas que viram creme, as bolinhas tailandesas para fazer ginástica com os músculos da vagina.

iG: Algum desses produtos entrou para o seu cardápio sexual?
Ingrid Guimarães: Entrou! Estou com tantas coisas que, num amigo oculto, montei um kit para uma amiga que enlouqueceu! Essa disse: ?Não sabia que isso existia...?

iG: O filme foi rodado como ?SexDelícia?, mas depois de pesquisas com o público acabou mudando de nome e passou a se chamar ?De Pernas para o Ar?. Qual sua opinião isso?
Ingrid Guimarães:
Eu gostava muito de ?Sexdelícia?. Eu vivi o filme com esse título na cabeça e tenho até dificuldade em falar ?De Pernas pro Ar?. O Brasil está cada vez mais careta, a sociedade está ficando muito careta. Você vê pelas novelas, as pessoas estão mais conservadoras. Talvez pelo momento de violência, porque é uma forma de proteção. Pode ser que o nome ?Sexdelícia? limite um pouco o alcance do filme, que é para a família, não é pesado. Entendo que a mudança de título ajuda a passar essa ideia.

iG: O elenco teve que lidar com algum outro tipo de restrição?
Ingrid Guimarães: Só de alguns dos objetos eróticos, que são esdrúxulos. Tem cada coisa...

iG: Mas o filme mostra bastante coisa no interior do sex shop: vibradores, dildos e strap-ons
Ingrid Guimarães:
Mas mostra só uma vez. O vibrador não dá para não mostrar. Tinha um monte de coisas que eram feias, e então não mostramos.

iG: Você disse que o Brasil ainda é muito careta, mas falamos muito de sexo. Do ponto de vista feminino, qual é a sua visão sobre isso?
Ingrid Guimarães:
Tenho amigas que vivem na Europa e contam que o sexo é importante, mas não é tudo na relação. O homem brasileiro é muito sexual. Nós mulheres também somos, mas a mulher fica sobrecarregada e essa cobrança pesa. O assunto vende, mas às vezes se fala mais do que se faz.

iG: É difícil ser mulher e comediante no Brasil? Você sente uma cobrança por um corpo bonito?
Ingrid Guimarães: Eu acho comédia libertadora. Quem consegue envelhecer fazendo comédia se deu bem ? seu cartão de visita não é a beleza. Eu procuro estar sempre bem porque odeio o estereótipo da comediante feia, ou a mulher de biquíni, a Monique Evans de sutiã e calcinha. A Zezé Macedo, por exemplo, que fazia a personagem da feia. Sempre lutei contra esse estereótipo, porque a mulher comediante hoje faz seu trabalho em cima do dia a dia. É uma mulher possível. Eu acho libertador fazer comédia e poder envelhecer assim.

Leia também:
Orgasmocracia: você tem que gozar, muito!
"O amor está mudando", diz psicanalista sobre os relacionamentos
Somos tão felizes no sexo quanto dizemos que somos?
 

Redação, iG São Paulo

Teste avalia o comportamento da mulher diante da possibilidade de sexo sem compromisso

Teste elaborado com consultoria do psicólogo especializado em relacionamentos Thiago de Almeida

Faça outros testes do Delas:
Ele é um príncipe, sapo ou cinderela?
Qual é o perfil do seu príncipe?
Seu estilo de sedução é eficiente?
Como você escolhe seu par?

Júlia Reis, iG São Paulo

Especialista em relacionamentos fala ao Delas sobre a busca por um namoro feliz

Foto: Divulgação

Madeleine Lowe beijou muitos sapos. Assim como várias mulheres bonitas e inteligentes pelo mundo, ela se envolveu em uma série de relacionamentos fracassados durante a vida até conhecer seu atual marido ? o jardineiro que contratou para cortar a grama em sua casa. Com base na experiência, Lowe escreveu o livro ?Pare de beijas sapos?, recém chegado ao Brasil, no qual dá conselhos para quem deseja encontrar o cara certo e viver um relacionamento bem-sucedido.

Madeleine Lowe questiona por que mulheres ainda se prendem a homens ?asquerosos? e quais são os erros cometidos na escolha desses parceiros. Ela lista os tipos de sapos e as personalidades de príncipes, além das armadilhas que impedem as mulheres de enxergá-los.

Em entrevista para o iG por e-mail, a americana Madeleine Lowe dá alguns conselhos para quem deseja um final feliz.

iG: Em seu livro, você diz para as mulheres pararem de procurar homens em lagoas, onde só há sapos. Quais são essas lagoas no nosso dia a dia?
Madeleine Lowe:
Acredito que bares e boates não são os melhores lugares para encontrar parceiros em potencial. Como você pode conhecer alguém de verdade quando mal consegue ouvi-lo em função da música alta ou está muito bêbada para fazer um bom julgamento?

iG: Onde ir e como agir para encontrar um príncipe?
Madeleine Lowe:
Você precisa de uma abordagem como se estivesse conhecendo um amigo. Ir a lugares onde existam pessoas com algo em comum com você, de assuntos políticos à arte.

Também é bom interagir com alguém sem a pressão de estar em um encontro. Tente ir a clubes, cursos, cafés. E, claro, não se esqueça do seu ambiente de trabalho. Nós passamos mais tempo com colegas de profissão do que com nossa família. Não há ninguém na sua vida profissional que você gostaria de conhecer melhor?

iG: Paixão é muito importante para manter a relação. O que acontece com quem só sente isso pelos homens no estilo sapo?
Madeleine Lowe:
Paixão é importante em uma boa relação, mas não sustenta uma ruim. Muitas mulheres dizem que só sentem essa excitação com homens que as tratam mal. Até aí tudo bem, mas não esperem um final feliz. As pessoas têm que assumir responsabilidade pelas decisões que tomam. Se você continuar a sair com sapos, deve estar preparada para que as coisas não caminhem exatamente como você gostaria.

E se você gosta dos altos e baixos emocionais talvez seja hora de se perguntar por que mantém essa montanha russa na sua vida. Está entediada? Está repedindo padrões que você já viu em outros momentos da vida?

iG: Ficar procurando o príncipe encantado para sempre, por outro lado, pode ser irreal. Idealizar demais a relação ou o parceiro não parece garantir a felicidade.
Madeleine Lowe:
Exato. Espero que as mulheres levem a mensagem que não existe perfeição. Humanos erram, relacionamentos são falíveis. Mas isso não significa que devemos desistir da busca. A gente se alimenta de tantos mitos sobre relacionamentos, desde histórias de criança até filmes de Hollywood, que pode ser difícil aceitar a realidade da vida normal.

Relacionamentos reais podem ser difíceis, chatos e frustrantes, mas também podem ser enriquecedores e divertidos, cheios de amor e apoio. Somente estando preparado para olhar com clareza e honestidade para relações com altos e baixos, podemos viver felizes para sempre.

iG: Mas parar de beijar sapos não significa se conformar com qualquer companhia, certo?
Madeleine Lowe:
Isso nunca é uma opção. O mundo está cheio de homens maravilhosos e meu livro é um apelo para mulheres pararem de ir atrás das maças podres.

iG: Qual a coisa mais importante para um relacionamento dar certo?
Madeleine Lowe:
Não há uma única resposta para isso. Outro dia li uma frase que adorei, falando que a risada e o sexo são o coração e o pulmão de um relacionamento. Eles que o mantém vivo.

Mais testes:
Qual o perfil do seu príncipe?
Seu estilo de sedução é eficiente?

Leia também:

Homens revelam atitudes que esfriam o sexo
Como identificar que o relacionamento acabou

 

Redação, iG São Paulo

Atitudes e detalhes revelam se um homem é bom partido, problema ou apenas bom amigo

Com consultoria do psicólogo Thiago de Almeida e baseado no livro ?Cuidado! Seu príncipe pode ser uma Cinderela? (leia a matéria)

Veja também:
Pare de beijar sapos
Qual o perfil do seu príncipe?

Júnior Milério, iG São Paulo

Pela primeira vez em 37 edições, homens são protagonistas de fotos ousadas

Foto: Divulgação

As 37 edições do calendário Pirelli são facilmente encontradas em ambientes masculinos, e não é difícil entender o motivo: as mulheres mais bonitas do mundo costumam estampar suas páginas, de janeiro a dezembro. Para 2011, uma grata surpresa: pela primeira vez homens protagonizam fotos do ensaio - antes eles faziam poucas figurações.

Entre os 21 modelos clicados pelo estilista e fotógrafo alemão Karl Lagerfeld, cinco são masculinos, com destaque para o francês Baptiste Giabiconi, o Apolo, deus da beleza.

Sobre o tema ?Mythology?, Lagerfeld justificou em entrevista concedida à Frédéric Beigbeder: ?porque é a minha religião favorita: um deus para cada ocasião?. O ensaio, que foi realizado em seu estúdio, em Paris, teve joias e acessórios criados pelo estilista exclusivamente para a ocasião.

São 36 fotografias com representação de deuses, deusas, herois e heroínas da mitologia greco-romana. Todas as imagens são apresentadas em preto e branco e quatro destacam somente homens. Na edição de 1998, celebridades masculinas também ilustraram as folhas do calendário, os cantores BB King e Bono Vox e o ator John Malkovich estão entre as estrelas.


Leia também:
Dúvidas femininas  o prazer dos homens
Como se dar bem com os homens
 

The New York Times

Gene explicaria tendência para a traição e sexo descomprometido

Talvez a genética possa explicar porque algumas pessoas são mais propensas à infidelidade e promiscuidade, pelo menos é isso que aponta um novo estudo.

Pesquisadores analisaram o DNA de 181 adultos jovens, que forneceram um histórico completo de suas atividades sexuais e parceiros íntimos. A conclusão da equipe foi que o receptor D4 (DRD4, na sigla em inglês) de dopamina desempenha papel importante no comportamento sexual do indivíduo. Pesquisas anteriores ligam o gene, que exerce influências na química cerebral, às atividades de buscas de sensações.

?Indivíduos com determinada variante do gene DRD4 mostraram maior probabilidade de históricos de sexo descomprometido, incluindo encontros casuais de uma única noite e atos de infidelidade?, disse o líder do estudo Justin Garcia, do laboratório de antropologia e saúde evolucionária da Universidade de Binghamton, por meio de um comunicado.

?A motivação parece partir de um sistema de prazer e recompensa, que é onde ocorre a liberação de dopamina. No caso de sexo descomprometido, os riscos são altos, as recompensas substanciais e a motivação variável ? elementos que garantem uma descarga de dopamina?, explicou Garcia.

As descobertas, publicadas na última edição online da revista especializada PLoS One, não devem ser vistas como uma desculpa para a traição e a promiscuidade, ressaltou o especialista. ?Essas relações entre o comportamento e os genes são associativas, ou seja, nem todo mundo que tenha este genótipo terá sexo casual ou será infiel. Na verdade, muitas pessoas sem este genótipo têm tais comportamentos. O estudo meramente sugere haver uma proporção muito maior de pessoas com este tipo genético que são mais propensas a tais comportamentos?, disse ele.
 

Júlia Reis e Verônica Mambrini, iG São Paulo

Como identificar que o relacionamento acabou e tomar coragem de terminá-lo

Foto: Getty Images

Os carinhos diminuíram, assim como as risadas. O sexo esfriou e as brigas são constantes. Sintomas de uma relação em crise são facilmente identificáveis. A parte difícil é perceber se tudo isso significa mais que uma fase ruim: será o fim de uma história de amor?

Para a psicóloga e terapeuta sexual Margareth dos Reis, os sinais da mudança no clima do relacionamento podem ser sutis no início, mas a distância entre o casal aparece inevitavelmente. ?Fica claro quando os dois têm mais frustrações e decepções que alegrias. Eles deixam de cumprir o que imaginavam fazer quando começaram a vida juntos?, aponta.

?A gente não transava mais, não se beijava. Perdemos o pique dos passeios legais?, conta Laura Sobenes, fotógrafa, 23 anos. Ela terminou seu namoro de dois anos quando percebeu que as expectativas e a convivência não eram as mesmas do começo. Ela gostava de balada, ele era caseiro. Ela queria sair com os amigos, ele passava bastante tempo na casa da avó. As tentativas de equilíbrio deram certo por algum tempo. ?Ele tentou se doar um pouco, me acompanhar, eu tentei maneirar na bebida e no cigarro?, conta ela. Mas as diferenças começaram a machucar: ?Relacionamento é construir coisas juntos, mas isso ia matar nossa vida?, diz.

Em tempos de crise profunda é comum que um dos lados perceba primeiro que não há mais jeito. No caso de Laura, foi o namorado que quebrou o silêncio e questionou o futuro dos dois. Ela concordou. Para Thiago de Almeida, psicólogo especialista em relacionamentos amorosos, quando uma relação chega ao fim, as expectativas e planejamentos se esgotam. ?Acaba o que dava vontade de estar ao lado daquela pessoa?, diz.

Termômetros da relação
Segundo Thiago, quando o sentimento e o amor estão no fim, há sinais específicos do distanciamento emocional. ?Fui percebendo que ele virou meu amigo?, conta Laura. Na fase final do namoro, o casal se encontrava apenas uma vez por semana e a rotina tomou conta do dia a dia. A diminuição dos beijos na boca, demonstração constante de casais apaixonados, serve de alerta. ?O afastamento começa nessa parte e se estende ao restante do contato físico?, aponta Thiago.

As questões cotidianas também ganham um peso maior quando há conflitos emocionais. Os pequenos defeitos do outro parecem enormes, por exemplo. ?Para os homens, o que era visto como bondade passa a ser visto como falta de assertividade na companheira?, aponta Thiago. Nesse clima se percebe a perda da admiração pelo outro. Assim, queixas objetivas, como as financeiras, viram motivo da discórdia e as reclamações específicas se transformam em críticas à pessoa.

Um sintoma claro de crise é questionar a exclusividade sexual. Quando o desejo de sair com outras pessoas é forte e constante, a crise provavelmente está batendo na porta.

Separar ou dar uma chance?
Se um relacionamento caminha para o fim, não quer dizer que já está enterrado. Por um lado o término é a resposta para todas as frustrações, mas há o receio da precipitação. ?Às vezes as pessoas só enxergam o caminho do fim e não testam outras possibilidades?, diz Margareth. Segundo ela, o que determina se a relação tem condições de continuar é a disposição do casal em tomar atitudes e dialogar sobre as insatisfações. Sem essa renovação, a tendência é que a união ?empobreça e morra?, como define a psicóloga.

Thiago concorda. Para ele, o que diferencia os casais bem sucedidos dos interrompidos é a capacidade de enfrentar e solucionar problemas.

Para dar uma chance ao amor, é preciso renovar a relação e rever projetos a dois. Segundo Lilian Gattaz, psicanalista, o fim do relacionando, em geral, não é equivalente ao fim do sentimento. Mas se o esforço para salvar um casamento ou namoro é grande demais, é possível que mesmo amando uma das partes desista de tentar. ?Vale resgatar até o último segundo, mas às vezes você põe todas as suas forças e não tem salvação?, diz. E com o esgotamento, a relação não tem volta.

Leia também:

Até que a morte do amor os separe
Histórias de casais que se amaram, separaram e voltaram
Homens revelam atitudes que esfriam o sexo
Eu te amo, mas...

 


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