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Reuters

Na quarta-feira, cinco foram detidos por planejar atentado contra Jyllands-Posten, que publicou caricaturas de Maomé

Três suspeitos de planejar um ataque contra um jornal dinamarquês compareceram na quinta-feira a um tribunal, onde foram acusados por tentativa de ato de terrorismo e posse de armas, disseram autoridades.

A polícia deteve quatro homens na Dinamarca e um na Suécia na quarta-feira sob suspeita de tramar um ataque contra a redação do diário dinamarquês Jyllands-Posten, que enfureceu os muçulmanos em 2005 com caricaturas do profeta Maomé.

Os três - um tunisiano e dois cidadãos suecos - se disseram inocentes das acusações, disse Lykke Sorensen, do Serviço Dinamarquês de Segurança e Inteligência PET, a jornalistas no tribunal de Glostrup.

Na quarta-feira, o chefe da polícia dinamarquesa, Jakob Scharf, disse que as prisões haviam evitado um "iminente ataque de terror" destinado "a matar o máximo possível" de pessoas presentes nos escritórios do jornal em Copenhague. Scharf descreveu o plano como um ataque "ao estilo de Mumbai", referindo-se ao ataque de 2008 na cidade indiana, no qual paquistaneses mataram 166 pessoas numa ação coordenada de três dias contra pontos turísticos, incluindo dois hotéis e um centro judaico.

A polícia levou os três suspeitos para um tribunal de Glostrup, subúrbio de Copenhague, que ordenou que eles fiquem presos por quatro semanas enquanto as investigações prosseguem.

"As três pessoas agora ficarão sob custódia por quatro semanas, as duas primeiras em isolamento", disse Sorensen. "A investigação continuará em estreita cooperação entre a polícia, o PET e a (polícia sueca) Sapo."

Suspeitos

O quarto homem detido na Dinamarca, um iraquiano de 26 anos que busca asilo, foi liberado, mas permanece suspeito, embora a polícia não tenha evidência para mantê-lo preso, disse Sorensen. O quinto detido, um cidadão sueco de 37 anos, nascido na Tunísia, deveria comparecer a um tribunal na Suécia ainda na quinta-feira e também permanece sob custódia.

Os homens, que viajaram da Suécia para a Dinamarca na noite de 28 de dezembro, são suspeitos de planejar o ataque até 1º de janeiro contra um prédio de escritórios na praça da prefeitura de Copenhague, que abriga o Jyllands-Posten e outro jornal, afirmou a polícia.

Em conexão com as prisões, a polícia encontrou faixas de plástico que poderiam ser usadas como algemas, uma metralhadora, uma pistola e mais de 100 cartuchos.

O Jyllands-Posten foi o primeiro jornal a publicar as caricaturas de Maomé em 2005, provocando violentos protestos contra interesses dinamarqueses e europeus no Oriente Médio, na África e na Ásia, onde ao menos 50 pessoas morreram.

iG São Paulo

Líderes têm intensificado pressões para que Gbagbo renuncie em favor de Quattara; violência pós-eleição deixou mais de 170 mortos

Foto: AP

A turbulência política que se seguiu à eleição presidencial na Costa do Marfim colocou o país do oeste da África "à beira do genocídio", disse o novo embaixador marfinense na Organização das Nações Unidas (ONU).

Líderes mundiais têm intensificado as pressões para que Laurent Gbagbo renuncie em favor de Alassane Quattara, amplamente reconhecido como vencedor da eleição. Youssoufou Bamba, indicado embaixador na ONU pelo rival de Gbagbo, Alassane Quattara, no entanto, descreveu-o como líder legítimo da Costa do Marfim.

"Ele foi eleito em eleições livres, justas, transparentes e democráticas. O resultado foi declarado pela comissão eleitoral independente, certificada pela ONU", disse Bamba durante entrevista coletiva na quarta-feira. "Para mim o debate está encerrado, agora se está falando sobre como e quando o senhor Gbagbo vai deixar o poder", disse Bamba.

Ele disse que houve "uma violação em massa dos direitos humanos", com mais de 170 pessoas mortas durante protestos nas ruas da Costa do Marfim. "Deste modo, uma das mensagens que eu tento transmitir durante as conversações que conduzi até agora, é a de contar que estamos à beira do genocídio. Algo deve ser feito", disse Bamba a jornalistas.

Ele contou também que pretende se reunir com cada um dos membros do Conselho de Segurança. "Pretendo me encontrar com cada um dos 15 membros. Me reunirei com cada um deles para explicar a eles a gravidade da situação... Esperamos que as Nações Unidas tenham credibilidade e que as Nações Unidas impeçam violações e impeçam que a eleição seja roubada da população", disse Bamba.

Eleições

A eleição de 28 de novembro deveria representar a união da Costa do Marfim, maior produtor mundial de cacau, após uma guerra civil entre 2002 e 2003. Mas disputas sobre o resultado eleitoral provocaram confrontos nas ruas e ameaçam reabrir o conflito.

Na semana passada, a Assembleia Geral da ONU reconheceu Quattara como presidente legítimo da Costa do Marfim ao decidir por unanimidade que a lista de diplomatas entregue por ele à entidade fosse reconhecida como a dos únicos representantes oficiais da Costa do Marfim nas Nações Unidas.

Gbagbo acusou a ONU de se intrometer na política interna depois que a entidade mundial pediu que ele entregasse o poder ao seu rival. A ONU também desafiou o aviso do governo de Gbagbo para que saísse do país depois das polêmicas eleições. Em vez disso, a ONU adicionou seis meses à missão de seus 10 mil soldados no país.

A violência pós-eleitoral fez pelo menos 173 mortos de 16 a 21 de dezembro, segundo a ONU. Mais de 19 mil marfinenses fugiram para a vizinha Libéria para escapar da violência no país.

*Com Reuters

Reuters

Cortes entram em vigor em 1º de janeiro; governo anunciou que saúde e educação continuarão gratuitas, mas subsídios acabarão

Na tentativa de economizar e de desacostumar seus cidadãos dos subsídios dados pelo governo, Cuba anunciou na quarta-feira que retirará o sabão, a pasta de dente e o detergente da cesta básica mensal com comida e bens de consumo que entrega desde os primeiros dias da Revolução Cubana.

O corte mais recente na cesta básica, conhecida como "libreta", entra em vigor em 1º de janeiro, após resolução publicada no diário oficial do governo. Esses produtos serão vendidos em lojas a preços fixos, que vão de 5 pesos a 25 pesos (cerca de US$ 0,23 a US$ 1,13).

Os cubanos, que têm salário mensal médio de US$ 20, reclamam de sua situação econômica e têm mostrado preocupação com os cortes na cesta básica.

O governo comunista retirou anteriormente da cesta básica itens como batata e cigarro. A "libreta" foi criada para garantir que os cubanos não passassem fome após a revolução de 1959, que colocou Fidel Castro no poder, e após o embargo comercial imposto pelos Estados Unidos.

Atual presidente de Cuba, Raúl Castro - irmão mais novo de Fidel -, lançou uma campanha para reduzir os gastos governamentais e fazer os cubanos pagarem pelos seus próprios bens.

Ele anunciou também que a saúde e a educação na ilha continuarão sendo gratuitas, mas que outros subsídios serão cortados.

iG São Paulo

Tribunal de Moscou condenou ex-magnata do petróleo russo juntamente com o ex-sócio Platon Lebedev

Foto: AP

Um tribunal de Moscou condenou nesta quinta-feira o ex-magnata russo do petróleo Mikhail Khodorkovsky e seu ex-principal sócio, Platon Lebedev, a 14 anos de prisão pelo roubo de milhões de toneladas de petróleo e a lavagem de US$ 23,5 bilhões.

A Promotoria russa havia pedido uma pena de 14 anos de prisão para ambos os acusados pelo roubo de 218 milhões de toneladas de petróleo no valor de US$ 27 bilhões a sua própria companhia privada, Yukos, e de lavagem de dinheiro.

O magistrado Víctor Danilkin ordenou que, apesar de a nova condenação contar a partir de fevereiro de 2007, quando ambos os empresários foram processados pela segunda vez, seja contado o período que passaram em prisão desde 2003.

Os dois permanecerão na prisão até 2017, já que o tribunal levou em consideração a pena de oito anos a que foram condenados em 2005 - e que cumprem desde 2003 - após um primeiro processo de fraude fiscal, segundo o site dos defensores daquele que já foi o homem mais rico da Rússia, www.khodorkovsky.ru. "A pena de 14 anos começa a contar em 2003", precisa o site.

De acordo com o juiz Danilkin, "a única correção possível para Khodorkovsky e Lebedev é isolá-los da sociedade".

Dentro de uma cabine envidraçada, no tribunal, Khodorkovsky recebeu o anúncio da pena com um sorriso, após ter-se declarado culpado de fatos vivamente contestados pela defesa. Nosso exemplo mostra que na Rússia não há esperanças de proteção contra os burocratas", reagiu Khodorkovsky, em comunicado lido por um de seus advogados, à saída do tribunal.

Os dois detentos foram considerados culpados na segunda-feira, quando a sentença de 800 páginas começou a ser lida. Seus simpatizantes dizem que as acusações são motivadas por razões políticas. Khodorkosky entrou em rota de colisão com o ex-presidente e atual premiê russo, Vladimir Putin, por financiar partidos de oposição.

*Com AFP, BBC e EFE

iG São Paulo

Violência causou 3.976 mortes em 2010, de acordo com a ONG internacional Iraq Body Count

A violência no Iraque matou 3.976 civis em 2010, o menor balanço anual desde 2003, segundo um relatório preliminar divulgado pela ONG internacional Iraq Body Count (IBC), que tem sede na Grã-Bretanha. Balanço de 2009 feito pela mesma ONG informou que 4.680 civis tinham sido mortos no ano passado.

O número de 2010 é superior ao divulgado pelos ministérios iraquianos da Saúde, Interior e Defesa, que no início do mês anunciaram um balanço de 2.416 civis mortos nos 11 primeiros meses do ano.

A ONG aponta que o ritmo de diminuição anual do número de civis mortos está desacelerando. A queda do número de civis mortos foi de 15% na comparação entre 2010 e 2009. Porém, os índices registrados nos anos anteriores eram de 50% e 63%.

A organização, que desde 2003 conta o número de civis mortos a partir das informações divulgadas pela imprensa e pelas autoridades, destaca ainda o grave impacto em 2010 dos atentados de grandes proporções (com mais de 50 mortos).

No total, 567 civis morreram e 1.633 ficaram feridos em nove ataques deste tipo em 2010, indica a IBC, que registrou 675 atentados com bomba que deixaram um ou mais mortos entre a população civil iraquiana este ano.

A organização confirma ainda que Bagdá e Mossul são as cidades mais violentas do Iraque. A segunda, situada 350 km ao norte da capital, continua com a maior taxa de mortes violentas. Apenas cinco das 18 províncias do Iraque não registraram nenhum atentado em 2010.

Com AFP

iG São Paulo

Esqui na Suíça, preparações para o ano novo e mais...

AE

Não há camisinhas para todos, constata Programa das Nações Unidas para Aids

Centrada no acesso da população a medicamentos para controlar o vírus HIV, a luta contra a aids enfrenta agora outro desafio: a incapacidade mundial de produzir a quantidade necessária de preservativos. ?Não há camisinhas para todos?, afirma o representante do Programa das Nações Unidas para Aids (Unaids), Pedro Chequer.

Pelos cálculos da Unaids, se metade da população de 15 a 49 anos usasse camisinha uma vez por semana, seriam necessários 42,250 bilhões de preservativos por ano - quantia 2,7 vezes maior do que a produção mundial, de 15,35 bilhões anuais. ?É uma discussão que não podemos mais adiar?, defende

A dificuldade de governos para aquisição do produto já começa a ser sentida. Quando licitações envolvem grande quantidade de preservativos, há um número menor de empresas capacitadas para a disputa. O diretor da unidade de prevenção do Ministério da Saúde, Ivo Brito, afirma que o Brasil não enfrenta problemas para aquisição. Mas conta que o governo recusou a venda para países vizinhos interessados em comprar preservativos produzidos em Xapuri, no Acre.

A fábrica de Xapuri, embora considerada um marco, está longe de atender às necessidades do País. A unidade usa como matéria-prima borracha fornecida por seringueiros do Acre. ?Esse formato não permite aumentar muito a escala da produção?, diz Brito. Atualmente, a unidade fabrica 100 milhões de unidades por ano. Há potencial para que essa quantidade seja duplicada.

O problema é que, com elevação da procura e queda da oferta, a camisinha poderá ficar mais cara. ?Já é hora de se investir em fábricas no mundo?, afirma Brito. ?Uma eventual dificuldade de acesso poderia colocar em risco todo trabalho de convencimento para uso de preservativos.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BBC Brasil

Sentença de Jamie e Gladys Scott será suspensa por tempo indefinido para que transplante seja feito

Foto: AP

Duas irmãs americanas que foram condenadas à prisão perpétua por assalto a mão armada serão libertadas com a condição de que uma doe um rim para outra.

O governador do Estado americano do Mississippi, Haley Barbour, disse que suspenderá a sentença de Gladys Scott por tempo indefinido se ela oferecer um de seus rins para a irmã mais velha, Jamie.

Jamie será libertada da prisão no Mississippi, onde também está sua irmã, pois precisa de um transplante de rim. Aos 38 anos, ela sofre de falência renal e precisa fazer diálise diariamente.

De acordo com a repórter da BBC nos Estados Unidos Vanessa Buschschluter, o caso das irmãs Scott atraiu grande atenção no Mississippi, em grande parte pelo drama inusitado envolvendo duas irmãs presidiárias como também por revelar que elas tinham sido condenadas à prisão perpétua por um assalto à mão armada, uma pena considerada excessivamente severa.

Sem perdão

A repórter da BBC afirma que o governador do Mississippi, o republicano Haley Barbour, nega estar perdoando as duas irmãs. Barbour afirmou que está suspendendo a sentença por tempo indefinido pois as duas não apresentam mais risco à sociedade. No entanto, ele se recusa a reduzir as sentenças.

A repórter da BBC afirma que, em teoria, Gladys poderá voltar para a prisão caso se recuse a doar o rim para a irmã mais velha. No entanto, o advogado das duas afirma que isto não deve acontecer, já que Gladys se ofereceu para doar o órgão para Jamie.

Jamie e Gladys Scott foram condenadas em 1994. Elas atraíram dois homens para uma emboscada, onde as vítimas foram agredidas e roubadas em US$ 11 (cerca de R$ 18,50). A sentença das irmãs foi duramente criticada por ativistas defensores de direitos humanos.

iG São Paulo

Moshe Katsav deve ser condenado a no mínimo quatro anos de prisão por abusar sexualmente de uma ex-funcionária

Foto: AFP

O ex-presidente de Israel Moshe Katsav foi considerado culpado nesta quinta-feira de duas acusações de estupro, segundo informou o tribunal de Tel Aviv. A sentença ainda não foi dada, mas Katsav deve ser condenado a no mínimo quatro anos de prisão por ter abusado sexualmente de uma de suas funcionárias em 1998, quando era ministro do Turismo de Israel.

Katsav também foi condenado por assediar sexualmente outras duas mulheres que trabalharam para ele após sua chegada à presidência, em 2000. O ex-presidente, que tem 65 anos e é pai de cinco filhos, renunciou ao cargo em junho de 2007 e foi indiciado em 2009.

O juiz George Kara, presidente do tirubal, afirmou que Katsav "produziu provas" para tentar se livrar das acusações, mas que seus "supostos álibis foram reduzidos a pó". Kara afirmou que o ex-presidente "aproveitou de sua autoridade e da força física" para abusar sexualmente da funcionária.

A renúncia de Katsav ocorreu após fortes pressões políticas que começaram um ano antes, quando ele mesmo denunciou ao procurador-geral do Estado que estava sendo extorquido por uma ex-funcionária. A denúncia levou outras nove mulheres a acusarem Katsav por diferentes delitos sexuais.

Os advogados do ex-presidente chegaram a um acordo com a Promotoria de Israel segundo o qual Katsav se declararia culpado de vários delitos de assédio sexual, mas não de estupro, o que impediria sua prisão. No entanto, dez meses depois, no momento de referendar o acordo, ele mudou de ideia e disse que queria limpar seu nome na Justiça.

"Katsav fez uma arriscada aposta acreditando que a Promotoria não tinha provas suficientes contra ele", explicou uma jornalista do Canal 2 de Israel, que transmitiu a sessão ao vivo.

Com EFE e AFP

AFP

Primeira-ministra de Queensland, Anna Bligh, advertiu que crise provocada por enchentes pode durar semanas

Foto: AP

Milhares de pessoas se preparam para abandonar suas casas e fugir das inundações sem precedentes que devastam o nordeste da Austrália.

A primeira-ministra do Estado de Queensland, Anna Bligh, advertiu que a crise pode durar vários dias e até semanas, depois que centenas de habitantes se abrigaram em centros de emergência.

"É um desastre de uma amplitude sem precedentes", declarou à imprensa. "A situação é muito difícil para muitas pessoas, que foram obrigadas a abandonar suas casas, e isto pode durar", completou.

As chuvas torrenciais nesta região agrícola e de mineração foram provocadas pelo ciclone Tasha, que cruzou a área na semana passada.

A gigante da mineração Rio Tinto declarou "estado de força maior" em quatro minas de carvão. As plantações de algodão e cana-de-açúcar ficaram alagadas. O estado de catástrofe natural foi declarado em várias regiões de Queensland.

iG São Paulo

Atentado causou danos à fachada do edifícios, estilhaçou vidros e destruiu pelo menos oito carros na cidade grega

Foto: Reuters

Uma bomba explodiu nesta quinta-feira em frente ao prédio de um tribunal em Atenas, na Grécia, causando danos materiais mas sem deixar vítimas, segundo a polícia.

O atentado ocorreu por volta das 8h20 do horário local (4h20 de Brasília). A polícia já havia retirado todos os funcionários do prédio porque, cerca de 40 minutos antes, meios de comunicação atenienses foram avisados de que o ataque ocorreria.

"Uma ligação anônima advertiu que um artefato explosivo em uma motocicleta estacionada do lado de fora do tribunal seria detonado dentro de 40 minutos", disse uma autoridade policial.

A explosão causou danos à fachada do edifício da corte, estilhaçou vidros, destruiu pelo menos oito carros e cobriu a área de uma grossa camada de fumaça. Foi a mais forte explosão na Grécia em pelo menos um ano.

"Foi uma enorme explosão. Eu estava na cozinha com meu neto quanto o edifício inteiro balançou. Vimos fogo e fumaça", disse à rádio Flash uma senhora que mora a cerca de 50 metros do tribunal.

Nenhum grupo assumiu responsabilidade pelo ataque, mas a polícia suspeita dos grupos anarquistas de extrema esquerda que intensificaram seus ataques nos últimos dois anos. A Grécia tem há décadas um histórico de ações de violência por parte de esquerdistas. Alguns grupos ficaram mais ativos depois de distúrbios em dezembro de 2008, que irromperam depois que um adolescente foi morto pela polícia. Eles normalmente atacam prédios governamentais, delegacias de polícia e bancos, geralmente à noite, e antes fazem ligações telefônicas de alerta.

Em 17 de janeiro, 13 suspeitos de integrar um grupo anticapitalista de guerrilha urbana vão a julgamento. O grupo assumiu a responsabilidade pelo envio de pacotes-bomba para embaixadas em Atenas e órgãos de governos estrangeiros, no exterior, em novembro.

Com EFE e Reuters

iG São Paulo

Decisão é tomada após Hugo Chávez se recusar a aceitar Larry Palmer como embaixador americano em Caracas

O Departamento de Estado americano anunciou ter revogado o visto do embaixador venezuelano nos Estados Unidos, Bernardo Álvarez Herrera. A decisão foi tomada após o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ter se recusado a aceitar o indicado de Washington para o cargo de embaixador em Caracas, Larry Palmer.

Washington diz que as ações contra Herrera foram "apropriadas, proporcionais e recíprocas". "Avisamos que haveria consequências quando o governo venezuelano rescindiu o acordo em relação a nosso indicado, Larry Palmer", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano Mark Toner.

Chávez havia se irritado com comentários feitos por Palmer sobre o país este ano. O diplomata americano disse que o moral das Forças Armadas da Venezuela estava baixo e disse temer que rebeldes das Forças Revolucionárias da Colômbia (FARC) estivessem se abrigando em território venezuelano.

Na terça-feira, Chávez confirmou ter negado permissão ao candidato a embaixador Larry Palmer e disse que os Estados Unidos estavam ameaçando retaliar.

"Eles podem fazer o que eles quiserem, mas aquele homem não vai vir aqui como embaixador. Qualquer um que venha para cá como embaixador tem que demonstrar respeito. Este é um país que precisa ser respeitado", disse o presidente venezuelano à televisão estatal. "Se os Estados Unidos querem expulsar nosso embaixador de lá, que o façam. Se quiserem cortar relações diplomáticas, que o façam."

Estados Unidos e Venezuela já haviam retirado seus respectivos embaixadores entre setembro de 2008 e junho de 2009, em meio a complicações diplomáticas.

Na ocasião, Álvarez também era o embaixador em Washington, e foi declarado persona non grata em setembro de 2008, após a expulsão do representante americano em Caracas. Álvarez regressou aos Estados Unidos em junho de 2009, mas aguardava o 'agreement' de seu homólogo americano.

Apesar das diferenças políticas com Washington, a Venezuela continua sendo o quinto maior fornecedor de petróleo bruto para os Estados Unidos.

Segundo o departamento de Estado, o governo americano não tem a intenção de nomear um substituto para Palmer, que deve ser confirmado pelo Senado nos próximos dias.

Com BBC e Reuters


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