AFP Foto: AFP O cachorro chamado Rebel foi encontrado ganindo e com a cabeça aparecendo do outro lado da parede de 46 cm de espessura na região de Desert Hot Springs, a leste de Los Angeles, enquanto seu corpo se manteve firmemente do outro lado."Minha primeira reação foi, 'Uau, como ele se meteu ali?' e depois 'por quê há um buraco tão grande na parede?'", disse o sargento James Huffman, responsável pelo serviço de animais do Condado de Riverside, onde recebeu uma chamada pedindo ajuda para salvar o animal. "Foi uma situação muito rara. Não está claro se estava caçando outro animal ou se simplesmente é curioso", acrescentou o oficial. Após confirmar que Rebel estava respirando bem, Huffman e o oficial Hector Palafox se posicionaram em ambos os lados do muro para realizar o difícil resgate. "Um dos oficiais se localizou na parte do muro onde estava a cabeça, enquanto o outro trabalho no lado do corpo", indicou um comunicado do Departamento de Serviços de Animais de Riverside. Palafox "agarrou as orelhas para trás para garantir que não sofresse durante a tentativa de resgate" e depois de 30 minutos e um pequeno ferimento no cotovelo o cachorro saiu a salvo.Huffman disse que Rebel foi muito colaborador. "Ele não nos deixava saber se estávamos empurrando muito forte, mas esteve trabalhando o tempo todo conosco"."Sabia que estávamos ali para salvá-lo", acrescentou.
29/12/2010 11:20 PM
EFE WASHINGTON - Ativistas do Centro para a Diversidade Biológica distribuirão nesta sexta-feira nos Estados Unidos 50 mil preservativos com imagens de espécies em perigo de extinção para advertir sobre o impacto que a superpopulação humana tem nesses animais, informou nesta quarta-feira o grupo. Em comunicado, o grupo sem fins lucrativos explicou que a distribuição dos preservativos nos 50 estados dos EUA faz parte de uma campanha de conscientização para educar a opinião pública sobre o "impacto devastador da superpopulação humana" e do consumismo nas espécies em perigo de extinção e seus habitats. "Queremos que a superpopulação humana seja parte integral das discussões sobre a proteção do meio ambiente, porque com frequência é um assunto que fica ignorado", disse à Agência Efe em entrevista telefônica Randy Serraglio, coordenador da campanha do grupo. "Uma das razões da extinção das espécies é que existem muitas pessoas utilizando muitos recursos. Já há cerca de sete bilhões de pessoas em nosso planeta e esse excesso populacional tem um impacto nas demais espécies", explicou Serraglio. O grupo iniciou sua campanha de educação pública há dois anos, mas apenas em 2010 incorporou a doação de preservativos, acrescentou o coordenador. Mais de 600 voluntários distribuirão os preservativos em vários pontos dos Estados Unidos. O grupo escolheu o dia 31 de dezembro porque, segundo o comunicado, é uma das datas em que se registra o maior uso de preservativos.
29/12/2010 10:40 PM
canal azul
29/12/2010 06:31 PM
AFP Botânicos britânicos e americanos anunciaram nesta quarta-feira (29) ter inventariado 1,25 milhão de denominações de plantas, dando forma à lista mais ampla do mundo, que pode ser consultada no site www.theplantlist.org, em inglês. O banco de dados, considerado uma contribuição essencial para a preservação da flora global, contém os nomes científicos e comuns da maioria das espécies vegetais conhecidas, das ervas mais simples a legumes, passando pelas rosas, samambaias exóticas, musgos e coníferas. A "Plant List" comporta igualmente links de publicações científicas relacionadas às espécies em questão, para ajudar o trabalho de pesquisadores, tanto em botânica quanto em farmácia. A lista foi elaborada a tempo, para a conclusão do Ano Internacional da Biodiversidade, por cientistas do Royal Botanical Gardens (Kew Gardens) da Grã-Bretanha e do Missouri Botanical Garden americano. "É crucial para pesquisas, previsões, vigilância de programas de preservação das plantas no mundo inteiro", destacou o diretor dos Kew Gardens, Stephen Hopper, citado em comunicado. "Sem os nomes corretos, a compreensão e a comunicação sobre a vida dos vegetais se perderiam num caos, custariam somas faraônicas, além de colocar vidas em perigo, no caso de plantas utilizadas em medicina", segundo o comunicado dos Kew Gardens. Entre o milhão de nomes de espécies repertoriadas, cerca de um quarto (25,4%) dessas denominações são ainda consideradas não-resolvidas, não entrando nem nos sinônimos, precisaram os autores da lista. Os especialistas em botânica e em tecnologia de informação das duas instituições iniciaram suas pesquisas em 2008 para estabelecer esta lista como base de comparação entre famílias de plantas compiladas por Kew Gardens e o sistema Tropicos, um banco de dados alimentado desde 1982 pelo Missouri Botanical Garden. Em outubro, os 193 países membros da Convenção sobre a Diversidade Biológica reunidos em Nagoya no Japão, decidiram criar até 2020 um banco de dados on-line com toda a flora conhecida no mundo. Segundo um estudo divulgado em setembro pela União internacional de Conservação da Natureza, uma planta em cinco é ameaçada de desaparecimento.
29/12/2010 03:15 PM
AFP O próximo ano será marcante para o clima no espaço, pois o Sol despertará de uma fase de baixa atividade, dando início a um anunciado período de turbulência, possivelmente destrutivo. Muitas pessoas podem se surpreender ao saber que o Sol, ao invés de queimar com uma consistência ininterrupta, oscila em momentos de calmaria e agitação. Mas após dois séculos de observação das manchas solares - marcas escuras, relativamente frias na superfície do sol, vinculadas com poderosas forças magnéticas - revelaram que a nossa estrela obedece a ciclos de comportamento de cerca de 11 anos. O último começou em 1996 e por motivos ainda permanecem obscuros, levou mais tempo que o previsto para terminar. Agora, no entanto, há cada vez mais indícios de que o Sol está deixando o seu torpor e intensificando sua atividade enquanto avança para aquilo que os cientistas convencionaram chamar de "Solar Max" ou clímax cíclico, afirmaram especialistas. "A última previsão indica meados de 2013 como a fase pico do ciclo solar", antecipou Joe Kunches, do Centro de Previsões do Clima Espacial da Nasa. Mas há um período prolongado de alta atividade, "mais como uma estação, com duração de cerca de dois anos e meio" para cada fase do pico, alertou. Em seu período mais intenso, o sol pode lançar ondas de radiação eletromagnética e matéria carregada conhecida como ejeções de massas coronais (CMEs). Esta onda de choque pode levar alguns dias para alcançar a Terra. Quando chega ao nosso planeta, condensa seu campo protetor magnético, liberando energia visível em altas latitudes na forma de auroras boreal e austral - as famosas Luzes do Norte e do Sul. Mas as CMEs não são apenas belos eventos. Elas podem desencadear descargas estáticas e tempestades geomagnéticas capazes de romper ou até mesmo causar pane na infraestrutura eletrônica da qual depende nossa sociedade urbanizada e obsecada por se manter conectada. Menos temidos, porém igualmente problemáticos, são os flares solares ou erupções de prótons supercarregados que alcançam a Terra em questão de minutos. Na linha de frente estão os satélites de telecomunicações em órbita geoestacionária, a uma altitude de 36.000 km, e os satélites do Sistema de Posicionamento Global (GPS), dos quais dependem os aviões e os navios modernos para navegação e que orbitam a 20.000 km. Em janeiro de 1994, descargas de eletricidade estática provocaram uma pane de 5 meses no satélite de telecomunicações canadense Anik-E2, uma falha que custou 50 milhões de dólares. Em abril de 2010, a Intelsat perdeu o Galaxy 15, usado no serviço de comunicações na América do Norte, depois que o link com o controle de solo foi cortado, aparentemente devido à atividade solar. "Estas são falhas totais nas quais todos nós pensamos", disse Philippe Calvel, engenheiro da empresa francesa Thales. "Ambas foram causadas por CMEs", emendou. Em 2005, raios-X de uma tempestade solar cortaram a comunicação entre o satélite e o solo e os sinais de GPS por cerca de 10 minutos. Para dar conta da fúria solar, projetistas de satélites escolhem componentes robustos, testados e experimentados, bem como proteção para o equipamento, mesmo que isto o deixe mais pesado e volumoso, e portanto mais caro de se lançar, disse Thierry Duhamel, da fabricante de satélites Astrium. Outra precaução é a redundância, isto é, ter sistemas de backup para casos de mau funcionamento. Na Terra, linhas de transmissão, conexões de dados e até mesmo oleodutos e gasodutos são potencialmente vulneráveis. Um alerta remoto de risco remonta a 1859, quando a maior CME já observada ocasionou auroras avermelhadas, roxas e verdes mesmo em latitudes tropicais. A então recém-desenvolvida tecnologia do telégrafo enlouqueceu. Correntes induzidas geomagneticamente nos cabos deram choques em operações de telégrafos chegaram a incendiar os telegramas. Em 1989, um fenômeno bem mais sutil cortou a energia do gerador da canadense Hydro Quebec, provocando um blecaute de nove horas que afetou seis milhões de pessoas. "Há muito o que desconhecemos sobre o sol. Mesmo no suposto declínio ou fase de calmaria, podemos ter campos magnéticos no sol que são muito concentrados e energizados por um tempo, e podemos ter atividade eruptiva atípica. Para resumir, temos uma estrela variável", concluiu Kunches.
29/12/2010 02:56 PM
AE Foto: Agência Estado Já está funcionando o novo supercomputador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), capaz de realizar 258 trilhões de cálculos por segundo. Batizado de Tupã, o equipamento amplia em 50 vezes a capacidade do País no processamento de estudos climáticos, colocando o Brasil em destaque no cenário internacional.
Instalado em Cachoeira Paulista, a 206 quilômetros de São Paulo, o supercomputador permitirá que setores como transporte e agricultura possam trabalhar com planejamento, uma vez que o sistema atual não tem tanta precisão em relação a fenômenos extremos, como chuvas intensas, secas e geadas.
Com modelos de processamento que permitem a simulação aprofundada, o Tupã vai garantir aos pesquisadores respostas mais confiáveis e precisas. Segundo Gilvan Sampaio, pesquisador do Inpe, o novo sistema terá aplicação regional e atenderá toda a América do Sul, já que os centros de pesquisas climáticas do exterior não oferecem esse serviço. Para Carlos Henrique Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o Tupã é "o olhar global do ponto de vista dos brasileiros".
Novo supercomputador vai ampliar a capacidade do INPE
O supercomputador será útil em pesquisas sobre atmosfera, oceanos, superfície terrestre e química da atmosfera. "Será possível analisar, por exemplo, a temperatura da superfície do mar e a espessura do gelo na Antártida", explica Sampaio.
29/12/2010 01:08 PM
National Geographic Foto: National Geographic Uma mulher sami alimenta renas em uma fazenda no norte da Finlândia. Os Sami, às vezes chamado de lapões, são uma população indígena de pastores de renas árticas. Nos países nórdicos vivem menos de 100 mil lapões, dos quais 4.500 a 6.500, na Finlândia. Eles fazem a sua casa na parte mais alta da Escandinávia e algumas partes da Rússia.
29/12/2010 12:43 PM
BBC Brasil A imagem de um inseto capturado por uma gota de resina foi a vencedora do concurso espanhol Fotciencia 2010, criado pelo Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) e pela Fundação Espanhola para Ciência e Tecnologia (FECYT) na Espanha. Segundo o autor Pedro Ramos, a foto registra o início de um processo que dura milhões de anos e que tem uma importância fundamental para o conhecimento de alguns seres já extintos que tiveram seu DNA preservado pelo âmbar. O objetivo do concurso é aproximar a ciência e a tecnologia dos cidadãos comuns através da visão artística e estética presente nas imagens científicas. Qualquer pessoa maior de idade pode participar em duas categorias: Micro, quando a dimensão do objeto é menor ou igual a 1 mm ou a foto foi tirada com microscópio, ou Geral, para os demais casos.
29/12/2010 11:30 AM
The New York Times Foto: Getty Images Pesquisadores taiwaneses conseguiram codificar cerca de 16 mil neurônios, de um total de 100 mil, no cérebro de uma mosca de fruta, ou drosófila, e reconstruir o mapeamento de seu cérebro.
Em termos similares àqueles que definem computadores, a equipe descreve a arquitetura geral do cérebro da mosca como uma composição de 41 unidades de processamento local, 58 feixes que ligam as unidades a outras partes do cérebro e seis centros.
Biólogos veem esse atlas do cérebro da mosca como o primeiro passo para compreender o cérebro humano. Seis dos elementos químicos que transmitem mensagens entre neurônios são os mesmos nas duas espécies. E a estrutura geral _ dois hemisférios com inúmeras ligações cruzadas _ também é similar.
?Acho que esse é o começo de um novo mundo?, disse Ralph Grenspan, neurobiólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego. Agora os biólogos deverão ser capazes de comparar os comportamentos da mosca de fruta, detalhadamente estudados, com os circuitos cerebrais estabelecidos pelo novo atlas, disse ele.
O atlas é mantido num supercomputador em Taiwan, que pode ser consultado por biólogos de moscas do mundo todo. Eles também podem atualizar o atlas, subindo suas próprias imagens de neurônios de moscas. ?Acho que isso irá realmente acelerar o progresso?, afirmou Josh Dubnau, neurobiólogo do Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York.
A equipe de Taiwan é liderada por Ann-Shyn Chiang, que trabalha no projeto há uma década. Ele reuniu um grupo de 40 pessoas, que incluem programadores e engenheiros de computação, trabalhando num orçamento de aproximadamente US$1 milhão por ano.
A base do atlas é uma técnica para visualizar a estrutura tridimensional de neurônios individuais, além do núcleo da célula, seu longo axônio e as pequenas ramificações, ou dendritos, através dos quais é feito o contato com outros neurônios.
A complexa estrutura de um neurônio pode ser tornada aparente com uma proteína verde fluorescente, baseada numa usada por águas-vivas. O gene para a proteína é inserido no genoma da mosca de fruta, junto a outro gene que o reprime. Chiang desenvolveu uma técnica para suspender a repressão sobre o gene em apenas um neurônio a cada vez. Quando o gene se expressa, a proteína verde fluorescente chega a todas as partes do neurônio, definindo sua estrutura em detalhes impressionantes.
Ele também inventou um incrível solvente para tornar transparente o cérebro da drosófila. Isso é crucial para que o neurônio verde brilhante seja representado com precisão. O solvente é tão eficaz que, se um pesquisador não ficar de olho no cérebro dissecado enquanto ele está numa lâmina de microscópio, o cérebro simplesmente desaparecerá quando o solvente for adicionado, segundo Dubnau.
Cada cérebro de mosca tem tamanho e formato diferentes. Assim, a equipe de Chiang teve de definir as dimensões médias para macho e fêmea, criando um cérebro virtual com dimensões padronizadas. Em seguida, eles desenvolveram algoritmos para revisar a imagem 3-D de cada neurônio _ de forma a trazê-las ao registro com o cérebro padrão. Isso significa que todas as 16 mil imagens de neurônios, cada uma obtida de uma mosca diferente, podem ser comparadas entre si.
Em seguida, cada neurônio recebe um código de barras com as coordenadas de onde fica seu núcleo celular considerando-se o cérebro padrão da Drosophila, além de informações sobre as quais outras partes do cérebro o neurônio se conecta, e que tipo de transmissor químico ele usa.
Houve um grande contratempo quando o projeto já estava pela metade; Chiang descobriu que poderia coletar dados cinco vezes mais rápido se registrasse as imagens dos neurônios de outra maneira. ?Infelizmente?, disse ele por e-mail, ?tivemos de jogar todos os dados antigos fora?, embora mais de três mil neurônios já tivessem sido registrados.
Os códigos de barra dos neurônios são dados numéricos que podem ser manipulados por computador. Com 6 mil imagens em mãos, a equipe de Chiang foi capaz de analisar a arquitetura geral do cérebro da drosófila fêmea. O elemento básico, chamado por eles de unidade de processamento local, é um grupo de neurônios com interneurônios de conexão que não se estendem para além do grupo. Feixes de neurônios de maior alcance conectam as unidades de processamento local umas às outras.
As unidades de processamento local correspondem às regiões anatômicas conhecidas do cérebro da mosca. Elas são as mesmas em todos os indivíduos e lidam com tarefas específicas, como paladar ou movimento.
O cérebro da mosca acaba sendo ?um sistema híbrido entre a computação em grade e um supercomputador?, afirmou Chiang. ?Ele nos diz como um cérebro complexo é montado e como ele opera. Dadas as crescentes evidências de conservação em programas genéticos sustentando o desenvolvimento e as funções cerebrais, o cérebro humano tende a consistir de unidades de operações básicas similares?.
Até hoje, o único sistema nervoso explorado em mais detalhes é o do nematelminto C. elegans, outro organismo de laboratório. Mas o sistema do pequeno verme possui apenas 302 neurônios, e talvez não seja inteiramente merecedor de ser considerado um cérebro. O cérebro da mosca, com seus 100 mil neurônios, pode ser um melhor ponto de partida para compreender o cérebro humano, que possui estimados 100 bilhões de neurônios _ cada um com cerca de mil sinapses.
?A beleza deste artigo está na plenitude do que ele fez; está na presciência que foi necessária para desenvolver, ao longo de uma década ou mais, um grupo completo de novos métodos para resolver um problema visto como fundamental?, disse Dubnau, referindo-se ao trabalho da equipe de Chiang. O relato de Chiang foi publicado na última edição da ?Current Biology?.
?Ontem, quase caí da cadeira?, afirmou Olaf Sporns, que projeta modelos computacionais de circuitos neurais na Universidade de Indiana. A matriz exibindo a interligação do cérebro da mosca, no artigo de Chiang, atingiu Sporns como a matriz que ele havia recentemente construído para o córtex humano.
A construção do cérebro da mosca e dos mamíferos parece seguir o mesmo princípio de ?mundo pequeno?, aquele do alto agrupamento local de neurônios, reunidos com conexões de longo alcance. ?Então existe uma semelhança aqui, e acho que isso se relaciona com o fato de esses sistemas precisarem cumprir metas similares?, disse Sporns.
?Agora os pesquisadores podem apontar com exatidão como as informações fluem através da rede cerebral da mosca, na busca por certos resultados?, afirmou ele.
Chiang diz que continuará construindo seu atlas até ter imagens de todos os 100 mil neurônios do cérebro da mosca, e afirma ainda não pensar em mapear as sinapses _ as precisas conexões que um neurônio faz com os outros.
Mas Greenspan diz que seria possível _ em princípio _ mapear sinapses dividindo em duas a proteína verde fluorescente usada para delinear os neurônios. Os neurônios poderiam ser obrigados a exportar as meias-proteínas a suas sinapses, e quando as duas metades se fundissem, elas brilhariam em verde e permitiriam que a sinapse fosse lida e mapeada.
Com um diagrama completo dos neurônios da mosca e suas conexões sinápticas, os pesquisadores poderiam testar suas ideias sobre como a informação flui no cérebro _ e até mesmo computar o produto que deveria resultar de certa entrada.
?Se tivéssemos um mapa celular completo e um bom banco de dados, a criação de organismos virtuais não estaria fora de cogitação?, concluiu Sporns.
29/12/2010 10:39 AM
BBC Brasil A França está convocando caçadores para abater javalis que estão causando danos às plantações do país. E, além dos prejuízos em fazendas, nos últimos anos, os javalis têm invadindo áreas como cidades e jardins. Antes, a caça ao javali era restrita a certas épocas do ano, assim como todos os outros tipos de caça. Dorine Pasqualini, especialista do Departamento Florestal da França, afirma que quando as fêmeas estão com um ano de idade, elas já podem ter filhotes, o que antes só acontecia quando elas chegavam aos dois anos de idade. Ou seja: as fêmeas agora têm mais filhotes e mais cedo. Outra causa seria o plantio generalizado de milho, algo que os javalis adoram. Com isso, o prejuízo dos fazendeiros chega a milhares de euros por ano. Existe ainda outro problema: o número de caçadores está diminuindo na França. A maioria dos caçadores da região é de pessoas ricas com mais de 50 anos. Mas, com os centros de treinamento, as associações agora querem conquistar os mais jovens para a guerra contra o javali.
Só no ano passado, estes animais causaram mais de 20 mil acidentes nas estradas do país. Apenas no inverno passado, os caçadores mataram 560 mil javalis, um recorde no país e dez vezes mais do que se matava há 30 anos.
Com isso, o governo francês liberou a caça ao javali durante o ano todo, em áreas suburbanas e rurais, durante o dia e a noite.
População
Ainda não se sabe a razão para o aumento do número de javalis, mas acredita-se que uma das causas seria o clima mais ameno dos últimos anos.
Na região da Alsácia, no leste da França, as associações de caçadores investiram em um local de treinamento de tiro para encorajar os futuros caçadores de javali.
28/12/2010 06:34 PM
BBC Brasil Um grupo internacional de cientistas está tentando criar um simulador para recriar tudo o que acontece na Terra, desde os padrões do clima global à disseminação de doenças, passando por transações financeiras internacionais ou mesmo os congestionamentos nas ruas de uma cidade. ?Muitos problemas que temos hoje ? incluindo as instabilidades sociais e econômicas, as guerras, a disseminação de doenças ? estão relacionadas ao comportamento humano, mas há aparentemente uma séria falta de entendimento sobre como a sociedade e a economia funcionam?, afirma Dirk Helbing, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, que dirige o projeto FuturICT, que pretende criar o simulador. Graças a projetos como o Grande Colisor de Hádrons, o acelerador de partículas construído na Suíça pela Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), os cientistas sabem mais sobre o início do universo do que sobre nosso próprio planeta, diz Helbing. Segundo ele, necessita-se de um acelerador de conhecimento, para fazer colidir diferentes ramos do conhecimento. ?A revelação das leis e dos processos ocultos sob as sociedades constitui o grande desafio mais urgente de nosso século?, afirma. O resultado disso seria o LES. Ele seria capaz de prever a disseminação de doenças infecciosas, como a gripe suína, descobrir métodos para combater as mudanças climáticas ou mesmo identificar pistas de crises financeiras incipientes. Supercomputadores Ele também teria que ser movido pela montagem de supercomputadores que ainda estão para ser construídos, com a capacidade de fazer cálculos em uma escala monumental. Apesar de os equipamentos para o LES ainda não terem sido construídos, muitos dos dados para alimentá-lo já estão sendo gerados, diz Helbing. Por exemplo, o projeto Planetary Skin (Pele Planetária), da Nasa (agência espacial americana), verá a criação de uma vasta rede de sensores coletando dados climáticos do ar, da terra, do mar e do espaço. Para completar, Helbing e sua equipe já começaram a identificar mais de 70 fontes de dados online que eles acreditam que possam ser usadas pelo sistema, incluindo Wikipedia, Google Maps e bases de dados governamentais. A integração de milhões de fontes de dados ? incluindo mercados financeiros, registros médicos e mídia social ? geraria o poder do simulador. Pântano de dados Isso só será possível com a coordenação de cientistas sociais, especialistas em computação e engenheiros para estabelecer as regras que definirão como o LES vai operar. Segundo Helbing, esse trabalho não pode ser deixado para pesquisadores de ciências sociais tradicionais, que tipicamente trabalham por anos para produzir um volume limitado de dados. Também não é algo que poderia ter sido conseguido antes ? a tecnologia necessária para fazer funcionar o LES somente estará disponível na próxima década, observa Helbing. Por exemplo, o LES precisará ser capaz de assimilar vastos oceanos de dados e ao mesmo tempo entender o que significam esses dados. Isso só será possível com a maturação da chamada tecnologia de web semântica, diz Helbing. Hoje, uma base de dados sobre poluição do ar seria percebida por um computador da mesma maneira que uma base de dados sobre transações bancárias globais ? essencialmente apenas uma grande quantidade de números. Mas a tecnologia de web semântica será capaz de trazer um código de descrição dos dados junto com os próprios dados, permitindo aos computadores entendê-los dentro de seu contexto. Além disso, nossa abordagem sobre a coleta de dados deve enfatizar a necessidade de limpá-los de qualquer informação que se relacione diretamente a um indivíduo, explica Helbing. Segundo ele, isso permitirá que o LES incorpore grandes quantidades de dados relacionados à atividade humana sem comprometer a privacidade das pessoas. Uma vez que uma abordagem para lidar com dados sociais e econômicos em larga escala seja acertada, será necessário construir centros com supercomputadores necessários para processar os dados e produzir a simulação da Terra, diz Helbing. Capacidade de processamento Para Peter Walden, fundador do projeto OpenHeatMap e especialista em análise de dados, se olharmos a capacidade de processamento de dados do Google, fica claro que isso não será um problema para o LES. Apesar de o Google manter segredo sobre a quantidade de dados que é capaz de processar, acredita-se que em maio de 2010 o site usava cerca de 39 mil servidores para processar um exabyte (1.000.000.000.000.000.000 bytes) de dados por mês ? quantidade de dados suficientes para encher 2 bilhões de CDs por mês. Se aceitarmos que apenas uma fração das ?várias centenas de exabytes de dados sendo produzidos no mundo a cada ano seriam úteis para uma simulação do mundo, o gargalo do sistema não deverá ser sua capacidade de processamento?, diz Warden. ?O acesso aos dados será um desafio muito maior, além de descobrir como usá-los de forma útil?, afirma. Warden argumenta que simplesmente ter grandes quantidades de dados não é suficiente para criar uma simulação factível do planeta. ?A economia e a sociologia falharam consistentemente em produzir teorias com fortes poderes de previsão no último século, apesar da coleta de muitos dados. Eu sou cético de que grandes bases de dados farão uma grande mudança?, diz. ?Não é que não sabemos o suficiente sobre muitos dos problemas que o mundo enfrenta, mas é que não tomamos nenhuma medida a partir das informações que temos?, argumenta. Independentemente dos desafios que o projeto enfrenta, o maior perigo não é tentar usar as ferramentas computacionais que temos hoje e que teremos no futuro para melhorar nosso entendimento das tendências socioeconômicas, diz Helbing. ?Nos últimos anos, tem ficado óbvio, por exemplo, que necessitamos de indicadores melhores que o Produto Interno Bruto (PIB) para julgar o desenvolvimento social e o bem-estar?, argumenta. No seu âmago, ele diz, o objetivo do LES é usar métodos melhores para medir o estado da sociedade, o que poderia então explicar as questões de saúde, educação e ambiente. ?E por último, mas não menos importante, (as questões) de felicidade?, acrescenta.
Batizado de Living Earth Simulator (LES, ou Simulador da Terra Viva), o projeto tem como objetivo ampliar o entendimento científico sobre o que acontece no planeta, encapsulando as ações humanas que moldam as sociedades e as forças ambientais que definem o mundo físico.
Mas como funcionaria esse sistema colossal? Para começar, seria necessário inserir grandes quantidades de dados, cobrindo toda gama de atividades no planeta, explica Helbing.
O próximo passo é criar uma base para transformar esse pântano de dados em modelos que recriam com precisão o que está ocorrendo hoje na Terra.
A geração de capacidade de processamento para lidar com a quantidade de dados necessários para alimentar o LES representa um desafio significativo, mas está longe de ser um impedimento.
28/12/2010 05:26 PM
National Geographic Foto: National Geographic Uma cachoeira alimentada por geleiras cai sobre penhascos na água azul-turquesa em torno da ilha de Baffin, Canadá. A água em movimento está entre as mais poderosas ferramentas de alteração da paisagem.
28/12/2010 02:01 PM


