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Alessandro Guimarães, especial para o iG São Paulo

11 composições com plantas e amuletos para afastar o mau-olhado e atrair boas energias na virada do ano


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alessandro Guimarães, especial para o iG São Paulo

Descubra como combinar flores, plantas e seus patuás preferidos para manter o olho gordo bem longe de casa nesse começo de ano

Foto: Eduardo Cesar / Fotoarena

Você já cozinhou a lentilha, comprou as uvas e, se estiver na praia, treinou bastante para pular as sete ondinhas. Agora é hora de garantir a presença de alguns elementos de sorte ou contra mau-olhado também em casa. E para não destoar da decoração, que tal valer-se das plantas para atrair esses bons fluidos?
?A beleza das flores já é suficiente para dissipar energias negativas?, garante Monique Bourganos, da A Florista. O sucesso depende da localização. O ideal é mantê-las nas portas de acesso, como a entrada principal, e nas áreas de convívio social. ?As plantas ? como o lírio-da-paz e lança-de-Ogum - devem estar do lado de fora e onde as pessoas mais circulam ou ficam?, orienta a florista Sandra Françoso.

Uma das combinações mais tradicionais para a época é o vaso de sete ervas, composto por alecrim, arruda, comigo-ninguém-pode, espada-de-São-Jorge, guiné, manjericão e pimenta. ?Mas esses elementos podem ser associados a outras espécies, inclusive flores, e não precisam aparecer necessariamente todos juntos?, diz a florista Corina Wai.

Além dessas, outras opções também conhecidas por repelir o mau-agouro causam um ótimo impacto. ?Arnica, arruda, louro, folha de limão, flor de camomila e alho são alguns exemplos?, conta Monique.

Na hora de escolher as flores faça a composição com base nas espécies e cores que mais lhe agradam. ?Não há um exemplar específico. Dê preferência àquelas que mais combinam com as ervas ou outras plantas e seus patuás prediletos?, afirma Corina.

Quem deseja inovar, pode optar por folhas de manga e girassóis. ?Os indianos consideram a folhagem da fruta um símbolo de prosperidade, mesmo significado que a flor tem para os gregos?, explica Monique.

O sal grosso, um dos mais conhecidos para afastar o olho gordo, não pode faltar na receita. Mas como misturá-lo às plantas sem que elas ressequem? Basta usar um cachepô maior para colocar os cristais e depois inserir potes menores, que ficarão disfarçados no arranjo, com água.

Outra forma de driblar a situação é optar por elementos separados. ?É possível colocar uma flor em um vaso, outra espécie em outro e o sal destacado, apesar de isolados, formam um conjunto?, afirma Corina.

Serviço:

A Florista
Tel: (11) 9759-3072

Corina Wai
Tel: (11) 9115-7303

Sandra Françoso
Tel: (11) 2601-2962 / 8141-7554

Uemura Flores e Plantas
Avenida Engenheiro Roberto Zuccolo, 284
Tel: (11) 3641-7940
 

 

 

 


 

Esse ano, uma queima de calcinhas foi meu ritual escolhido para renovação de ano novo. Crie o seu

Todo final de ano eu reúno as amigas para um jantar e invento ritos e mandingas para registrar nossos projetos naquela roda, onde os corações batem compassados há tanto tempo. Já lavei os pés de cada uma daquelas peregrinas guerreiras para que pudesse sair o peso e o cansaço da jornada que prossegue, trocamos presentes que inspirassem a paz, juntamos intenções para o mundo e fizemos promessas de cuidados e mimos pela vida.

Neste ano convidei-as para uma queima de calcinhas. A fogueira de sutiãs dos anos 60 representou a liberdade e o fim das amarras. Calcinha tem mais a ver com intimidade e era para as profundezas internas que cada uma iria olhar, nesse ritual. Minha proposta era que trouxessem uma calcinha para queimar e começava com a escolha da peça: uma trouxe a velha calcinha da vida toda ? era um ?basta?; outra trouxe uma linda, mas desconfortável - valores errados; outra trouxe aquela sexy ? símbolo de um amor terminado ? para ver se ajudava a cremar a dor.

Acendi o fogo num clássico caldeirão de ferro num canto do fundo do jardim e nos sentamos em roda, longe o suficiente para não sufocar com o cheiro do elastano queimado ? menina, a gente queima uma calcinha de renda tão bonita e delicada e a fumaça recende a pneu de borracha. Recomendo distância!
Na roda, uma de cada vez, com uma tesoura na mão, pensava naquilo que gostaria de eliminar e ia cortando pedaços da calcinha enquanto dizia a todas o que estava sendo cortado, firmando um compromisso mais forte do que o firmado no silêncio consegue ser. Ali foram cortados: a ilusão do controle, os amores de ausência, bloqueios da criatividade, o medo de amar, abusos, comportamentos viciosos, excessos de concessão, as idealizações, tiranos e sabotadores, os nós com o passado e os vínculos com a mocidade ? não os que remetem ao frescor, à ousadia e à curiosidade, mas os que aprisionam num tempo eterno na terra do nunca. Cortado o medo de envelhecer e a ausência de si. Cortada a ideia de que o melhor já foi.

Ao terminar de cortar o que não queria mais, a mulher atravessava o jardim e jogava os pedaços no caldeirão (ao som de, acredite, um tambor!) e assistia aquilo tudo, literalmente, virar fumaça. Em seguida, de volta na roda, o convite era para expressar desejos e decisões e, de lá do seu íntimo, cada uma, trouxe ovos, gemas e seiva para gerar mais vida sua. Paciência, tranquilidade, desfrute das bênçãos que a vida dá. Mais prontidão nas respostas e mais confiança no pronto reconhecimento de si. Equilíbrio no fluxo do dinheiro para que a prosperidade se materialize com mais estabilidade. Autocontrole, que a irritação passe ao largo, ou que haja espaço interno para contê-la. Dizer menos nãos. Tecer mais laços de amor de parceria. Presença, discernimento, sentido e confiança.

As resoluções de ano novo servem para firmar esse compromisso com a vida ? convido você a olhar a prateleira dos seus sonhos e verificar se algum pode virar um projeto. E dirigir-se a ele todos os dias, mesmo que não tenha prazos a cumprir, nem data marcada para terminar. Um passo de cada vez, um gesto por dia naquela direção. Assim se consegue uma viagem, uma casa nova ou um jeito diferente de reagir e se comportar ? tudo começa com uma decisão interna, continua por determinação e se concretiza no final.

E ninguém disse que isso só pode ser feito nos Dezembros ? crie sua cadência, invente sua data ? comece o ano com seus novos planos e desejos ou recicle os antigos, o importante é a lealdade interna sempre assegurada e a evolução na avenida da vida!
 

BBC Brasil

Casais que adiam as relações íntimas tenderiam a uma vida sexual satisfatória no casamento

Foto: Thinkstock/Getty Images

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

Religiosidade
Apesar de o estudo ter sido feito pela Universidade Brigham Young, financiada pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecida como Igreja Mórmon, o pesquisador Dean Busby diz ter controlado a influência do envolvimento religioso na análise do material.

"Independentemente da religiosidade, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", diz ele.

"Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais são mais satisfeitos com o aspecto sexual de seu relacionamento."

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento.

"Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges honestos e confiáveis."

 

 

Renata Losso, especial para o iG São Paulo

Estimular os filhos a brincar de boneca e as filhas a pilotar carrinhos incentiva a igualdade entre os gêneros no futuro

Foto: Alexandre Carvalho - Fotoarena

Meninas devem gostar mais de bonecas e meninos, de carrinhos. Embora seja mais comum que isso aconteça, não existe uma regra. Mas por que ainda incomoda, para muitos pais, ver seu menino brincando de boneca?

De acordo com Teresa Helena Schoen-Ferreira, psicopedagoga responsável pelo setor de Psicopedagogia do Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente (CAAA) da Unifesp, a partir dos dois anos de idade da criança a sociedade já começa a dizer do que ou com o que o menino e a menina devem brincar. ?Até esta faixa etária os brinquedos estão ligados ao desenvolvimento da criança. O que muda é a cor deles, como um chocalho rosa para menina e um azul para menino. Depois disso, você não costuma ver pai dando panelinha para o filho ou carrinho para a filha?, diz a especialista. E os meninos que por acaso gostam de bonecas ou de brincar de cozinhar com panelinhas? Eles acabam sendo os mais prejudicados.

?Nós estamos numa sociedade que sempre enfatiza o heterossexual, mas a mulher tem muito mais liberdade neste quesito do que o homem. Não tem problema se ela trabalha e é dona de casa, se ela usa ou não maquiagem, se ela escolhe estudar Engenharia ou Medicina. Mas não aceitam muito bem homens estudando Pedagogia ou Letras, por exemplo?, explica Teresa.

O problema dos brinquedos começa no medo que os pais ? na maioria das vezes, principalmente o pai ? têm do filho crescer e se descobrir homossexual. Mas os brinquedos de uma criança não irão influenciar na sexualidade dela. E, embora racionalmente muitos pais entendam isso, poucos se sentem confortáveis ao ver o filho brincando de boneca, preferindo constrangê-los ? ou mesmo proibi-los.

É proibido proibir

Segundo Birgit Mobus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, muitos pais acreditam que incentivar ou simplesmente deixar os filhos brincarem com brinquedos dirigidos ao sexo oposto é como influenciá-los a serem homossexuais no futuro. No máximo, acontece o contrário: a criança já tem uma tendência à homossexualidade ? o que poderá fazer com que ela se identifique mais com o sexo oposto e, consequentemente, prefira os brinquedos e atividades direcionados a tal. Qualquer que seja o caso, proibir não é nada saudável.

?Não podemos ensinar que o que é prazeroso é proibido. Pode ser que uma menina seja boa em jogar futebol, se sobressai nesta habilidade, e a mãe vai puni-la por isso??, questiona Birgit. Segundo ela, esse veto pode afetar a formação da identidade da criança. Maria Cristina Capobianco, psicóloga especialista em comportamento infantil e adolescente, explica que o importante não é o brinquedo que é utilizado, mas a relação que seu filho ou filha terá com ele. Por isso, os pais precisam estar preparados para conversar com as crianças sobre o tipo de brinquedo que elas pedem: é importante saber porque elas querem aquele brinquedo e o que será feito com ele.

?É importante que as crianças possam explorar todo tipo de brinquedos e se imaginar nas mais variadas situações possíveis?, afirma Maria Cristina. Segundo ela, a atividade lúdica permite criar, pensar e sentir também aquilo que é vivido pelos outros e, assim, trabalhar os sentimentos conflitantes que são naturais no desenvolvimento. ?A criança, quando brinca, cria situações imaginárias em que se comporta como se estivesse agindo no mundo adulto. Desta forma, seu conhecimento sobre o mundo vai se ampliando?, completa.

Hoje vou de carrinho, amanhã de cozinha

Para isso, os pais podem sim proporcionar um repertório amplo de brinquedos, independentemente do gênero ao qual eles são direcionados. É o que faz a psicóloga Larissa Carpintéro, de 33 anos. Mãe de Elis e João, ela conta que, quando a filha de seis anos era mais nova, costumava pedir que dessem a ela carrinhos e brinquedos que fogem do estereótipo feminino. ?Eu queria que ela tivesse acesso a coisas diferente de bonecas, panelinhas e vassourinhas?. A iniciativa da mãe encontrava eco na menina: segundo Larissa, Elis vira e mexe se interessava por brinquedos designados aos meninos quando estava na escola ou quando ia visitar algum amiguinho.

O mesmo aconteceu com João, hoje com dois anos. Ele já se interessou pelo esmalte da irmã. E a mãe deixa que ele passe, sem problema algum: ?Ele fica livre para brincar com o que tiver, seja de menino ou menina, e eu só vejo coisas positivas nisso?. Com João agora também brincando de boneca assim como brinca de carrinho, Larissa comenta ver na atividade uma maneira de ele exercitar um lado mais carinhoso e sensível, assim como Elis irá exercitar um lado mais objetivo ao se divertir com brinquedos tidos como masculinos.

Para Teresa, essa desmistificação dos brinquedos vai além. Com o passar dos anos, os papéis sociais do homem e da mulher apresentaram algumas mudanças. Atualmente, mulher também trabalha fora de casa e homem também ajuda nos afazeres domésticos. Como, então, proibir um menino de brincar de boneca se é algo que, no futuro, poderá colaborar para o sucesso dele com os próprios filhos? Vetar as possibilidades da criança crescer com diferentes brincadeiras é um péssimo começo para uma época em que se luta pela igualdade de gêneros em diversos países. ?Você tem que educar para a igualdade, então precisa existir a possibilidade de conhecer outros lados?, acredita a psicopedagoga.
Enaltecendo as diferenças

A bibliotecária Ana Marchesini tem o exemplo desta mudança dentro de casa. Ela e o marido se ajudam na cozinha e nos cuidados com o filho Guilherme, entre outras atividades. Portanto, ela não vê problema se o menino, hoje com seis anos, brinca de carrinho com o pai e, ao mesmo tempo, brinca de cozinha com panelas e fogãozinho. Mas ainda há quem veja: ?Nunca me incomodei com isso, mas um amigo de meu marido nos visitou uma vez e, quando viu a cozinha de brinquedo do meu filho, disse que menino não brinca com isso?.

Segundo ela, proibir o filho de brincar do que gosta é criar problema onde não tem. O que a incomoda, no entanto, é a maneira como os outros vão ver a criança. ?De vez em quando ele também brinca de Barbie com a prima e, por ser Barbie, me incomoda um pouco. Mas mais pelo preconceito que ele pode sofrer do que por qualquer outra coisa?, explica a mãe. E com razão. Fora de casa, a criança pode sofrer preconceito não só de outros adultos, mas principalmente de crianças da mesma idade. Se um menino que tem entre 10 e 12 anos não gosta de futebol, ele pode acabar sendo zombado pelos colegas da escola.

Para Teresa, a melhor forma de diminuir o preconceito em relação aos brinquedos é apresentar aos filhos todos os tipos de atividades ? independentemente do gênero ao qual elas são direcionadas. Oferecer opções, sejam elas rosas ou azuis, não é condenável ? muito pelo contrário. ?É preciso enaltecer as diferenças?, afirma.

 

Conheça os sistemas de aquecimento solar e economize energia elétrica

O curso de design da Universidade Mackenzie me convidou para participar da banca do aluno RafaelFranchin, cujo trabalho de graduação foi sobre otimização do desempenho de aquecedores solar e montagem com baixo custo para comunidades carentes. Achei a pesquisa tão interessante e significativa, que pedi permissão para apresentar a vocês, como importante dado para estimular a mudança de comportamento da sociedade.

O Brasil é um País privilegiado em relação à incidência solar, energia sem custo, que não se esgota, não polui e pode ser reaproveitada em sua totalidade. Dentro desta realidade, pode ser bem aproveitada como alternativa de geração de energia para aquecer a água.

Hoje podemos encontrar diferentes sistemas de aquecimento no mercado, desde os mais eficientes e custosos, até sistemas disponibilizados online, seguindo a linha ?faça você mesmo?. Todos, com investimento inicial que se paga com a economia de energia no curto ou médio prazo.

Seguindo a pesquisa de Franchin, fiquei sabendo que no século XVII, cientistas concentraram raios solares por meio de lentes com as quais conseguiram derreter metais. Isso me fez sentir vergonha: como é que 300 anos depois, ainda dependemos de energia elétrica para algo tão simples como aquecer água. O que aconteceu nesses anos todos que perdemos a oportunidade de desenvolver uma sociedade mais próxima da natureza?

Apresento, agora, os tipos de sistemas de aquecimento solar:

Aquecedor Solar tradicional ? É o modelo mais encontrado e fabricado industrialmente no Brasil. Comercializado com um boiler para armazenamento de água quente, pode reduzir os gastos com energia elétrica em 40%. Utiliza materiais como o alumínio, o cobre, que proporcionam garantia e durabilidade para altas temperaturas. Entretanto, não atinge todas as classes sociais devido ao seu preço, que em média é de R$ 2.000,00 para quatro pessoas. O retorno de investimento fica em torno, aproximadamente, de dois anos.

Aquecedor solar de baixo custo ? este projeto é desenvolvido pela Sociedade do Sol, para livre utilização da população e seu manual construtivo se encontra disponível online. Os materiais necessários são simples, como placa de forro de PVC e tubos de PVC entre outros, encontrados facilmente nas lojas de materiais de construção. Este sistema tem economia de, pelo menos, 30% do valor gasto com energia elétrica e o custo do equipamento para atender a quatro pessoas é de, aproximadamente, R$ 400,00.

Aquecedor solar de garrafas PET ? com o propósito de diminuir os impactos ambientais gerados pelo descarte irresponsável de embalagens e atendendo as camadas mais amplas da sociedade, José Alcino Alano, morador da cidade de Tubarão, em Santa Catarina, desenvolveu um aquecedor solar feito com garrafas PET, caixas de leite e materiais hidráulicos comuns. O autor abriu mão dos direitos de autor e disponibilizou o manual para montagem do produto no seu site. O sistema proporciona uma economia de 30% na conta de energia elétrica e o custo do produto fica em torno de R$ 100,00.

Aquecedor solar de tubos a vácuo  ? este tipo de sistema possui uma eficiência de 90% da energia solar incidente. Tem perdas de calor reduzidas em relação aos demais sistemas, devido ao vácuo entre os tubos de vidro que minimizam a troca de calor com o ambiente. A manutenção necessária é a limpeza periódica dos tubos de vidro e não há perigo de quebra destes em dias chuvosos ou com granizo. O preço deste equipamento para atender de quatro a seis pessoas é, em média, de R$ 3.000,00

Aquecedor solar a gás ? este sistema conta com gás de geladeira - que é muito sensível a qualquer tipo de movimento e fricção - circulando pelo sistema com a ajuda de um compressor. Isso faz o gás ganhar temperatura, que é transferida indiretamente à água no boiler, por meio de uma serpentina. Este sistema não necessita necessariamente do sol para o aquecimento de água, basta o compressor estar ligado. O sol atua como um auxiliar; quanto mais sol o painel receber, mais rápido o gás será aquecido e menos tempo de energia serão gastos com o compressor ligado. O equipamento é composto por placa evaporadora, boiler com compressor, e termostato, sendo comercializado, em media, a R$ 5.500,00 para atender quatro pessoas.

O sistema proposto por Franchin está em fase de desenvolvimento e se caracteriza por otimizar os sistemas mais populares para aumentar seu rendimento e diminuir seu preço, para atingir as camadas de baixa renda da sociedade, colaborando com a redução de consumo de eletricidade. O projeto conta com painel composto somente de alumínio com forma diferenciada para melhor captação solar, óleo como condutor do calor e uma serpentina para transferência do calor dentro da caixa d?água. Os interessados em maiores informações sobre esse projeto podem entrar em contato direto com ele.

A pesquisa desenvolvida tem uma grande variedade de opções, oportunidades e referências para o desenvolvimento e tomadas de decisões corretas para compra ou desenvolvimento de um projeto para um sistema de aquecimento solar. Parabéns a todos por enxergar esta nova fase do design, onde o significativo e relevante é pensar e desenvolver sistemas e produtos que atendam as reais demandas da sociedade.

Selo Qualisol Brasil
Quando procurar um sistema de aquecimento solar procure pelos produtos que possuam o selo Qualisol Brasil, Programa de Qualificação de Fornecedores de Sistemas de Aquecimento Solar, que engloba fabricantes, revendedores, projetistas, instaladoras e empresas de manutenção. Fruto de um convênio entre a Abrava, o Inmetro e o Proce/Eletrobrás.
 

 

 

 

 

Calendário criativo criado por designer alemão torna a contagem do tempo ainda mais poética

Foto: Reproduçao

Faltam poucos dias para começar 2011, e também a hora de trocar seu calendário antigo por um novo. Criação do designer alemão, Patrick Frey, o Gregor Calendar é moderno e diferente de tudo que você já viu. De malha, é feito para as pessoas que querem fugir das tradicionais ?folhinhas? e para aqueles que não gostam de se preocupar com o habitual ?x? no calendário, conforme os dias e meses passam.

O Gregor Calendar permite que sua "folhinha" seja desfiada, um dia de cada vez, até o fim do mês. Com design inovador, foi criado de baixo para cima. Conforme é desfiado, vai ficando mais curto. E assim acontece até acabar o ano...

Além de sua utilidade comum, o calendário serve de lenço ou pode-se usar a linha dos ?dias passados? para fazer outra peça coringa de vestuário, na cor cáqui. Pode ser encontrado no site Design3000.

Além desta invenção, Patrick Frey está sempre inovando em suas criações, trazendo um ar moderno e até mesmo curioso aos seus produtos. Por exemplo, uma cadeira feita para a marca Vial, na qual optou por usar um tipo de plástico de alta tecnologia nunca antes utilizado em nenhum mobiliário de design. Ou até mesmo em uma simples mesa de escritório, transformada em uma mesa equipada com um prático declive no tampo, ideal para arrumar livros e arquivos. É a peça ideal para um espaço de trabalho caseiro ou para um escritório mais informal.

E assim são suas criações: repletas de produtos originais, funcionais, sempre com um toque poético e moderno, fazendo com que os objetos mais habituais e tradicionais sejam vistos e usados de outra maneira. Vale a pena conferir esse trabalho e, claro, começar o ano de 2011 com um produto coringa no nosso dia a dia, que é o calendário.

 

 

 

 


 

Bia Amorim, iG Rio de Janeiro

Conheça os desenhos mais pedidos em cada região do Rio de Janeiro

Foto: Léo Ramos

Bastam os primeiros raios de sol anunciarem que o verão chegou para que as roupas de quem mora no Rio comecem a ?cair? e a deixar à mostra mais que a pele. Já há algum tempo não é necessário ir à praia para apreciar as tatuagens - outrora pequenas e em lugares estrategicamente escondidos - pelo corpo das mulheres de biquíni.

Hoje, ao contrário, é raro não perceber pelas ruas, no dia a dia, uma carioca que não exiba orgulhosa um desenho, como um acessório que ganha cada vez mais destaque no visual.

O Rio de Janeiro é um lugar conhecido por lançar tendências de verão para o Brasil ? e para o mundo. A chegada da estação foi propícia para revelar que a tatuagem está crescendo em número e extensão pelo corpo das mulheres que vivem na cidade.
 

E, percebendo essa mudança gradativa no comportamento, a reportagem do iG se propôs a um desafio de verão. De norte a sul da cidade, percorremos vários estúdios descolados, falamos com tatuadores celebrados e encontramos histórias curiosas sobre quem se submeteu ao processo de marcar a pele para sempre. Ou até que o laser os separe.
 

Copacabana ? Zona Sul
Desenhos mais pedidos: letras, flores e motivos orientais gigantes.
Preço: Pequenas a partir de R$ 120; grandes a partir de R$ 400 a sessão, dependendo do desenho

É dentro da Galeria River, reduto de surfistas, que está localizado o Caio Tattoo Studio, a loja de tatuagem mais antiga em funcionamento no Rio. Caio é tatuador há 33 anos e percebe, sem esconder a alegria, a diminuição do preconceito em relação a quem tem desenhos pelo corpo. "A tatuagem começou a ser feita em portos, o que atraia um público de marinheiros e prostitutas principalmente. O tempo foi passando e ela foi sendo disseminada entre surfistas e suas namoradas?, lembra Caio. ?Hoje as pessoas já aceitam a tatuagem como arte e isso fez crescer o número de mulheres no estúdio. Posso dizer que tenho mais clientes do sexo feminino que do masculino?, completa.

A premissa de Caio é corroborada por uma de suas clientes. A vendedora Ana Luiza Lins, 36 anos, há dez fez uma pequena estrela no pé. Um tipo de teste para saber se iria enjoar do desenho e se teria resistência à dor. Aprovada em suas proposições, o número de tatuagens foi aumentando e o tamanho também, a ponto de há poucos meses ter fechado as costas com uma flor e um dragão em estilo oriental. ?A mulher atual é mais aberta e quem olha a tatuagem de fora também. Tenho clientes mais velhas que me perguntam sobre a tattoo e que mostram interesse em ter uma. Estou totalmente satisfeita por ter aberto o meu corpo para que se fizesse arte nele?, conta Ana Luiza.

Caio, responsável pelo trabalho nas costas de Ana Luiza, faz sua análise sobre a evolução da tatuagem feminina. ?Nos anos 80, a mulher queria uma coisinha pequena em um lugar escondido. A partir de 2000, os desenhos foram ficando maiores e em lugares menos fechados. A tendência que se percebe agora são tatuagens gigantes, que cobrem costas ou braços?, conta Caio, que se orgulha de ter tatuado juízas, promotoras e policiais.

Barra da Tijuca ? Zona Oeste
Desenhos mais pedidos: escritas e formas artísticas
Preço: Pequenas a partir de R$ 100. Médias a partir de R$ 300 a sessão, chegando até R$ 1200 para cobrir um braço

No andar de baixo você encontra um bar e uma mesa de bilhar. Mas... Uma grande placa à entrada deixa claro que o ambiente esconde um pouco mais do que aquilo que revela a priori: ?Cia da Tattoo?. É no andar de cima onde a mágica do trabalho de Daniel Levi, um carioca de 29 anos, acontece. ?Por aqui passam mulheres de 18 a 40 anos, normalmente. Cada pessoa vem com uma ideia e nós trabalhamos a criatividade em cima. Tatuagem também é uma assinatura e cada um quer deixar a sua da melhor forma possível. A melhor propaganda está na pele?, conta ele, que já viu circular pelo estúdio famílias inteiras e achou interessante um caso de uma filha, mãe e avó que foram fazer o desenho juntas.

Um dos destaques da visita do iG à Cia da Tattoo foi perceber a presença da família buscando referências e ideias. A estudante de Artes Plásticas Thamires Ferreira, 18 anos, chegou ao local acompanhada pelo pai, o aeronauta Alexandre Ferreira, 51 anos. Ela estava pronta para fazer a sua primeira tatuagem: um ideograma japonês que significa ?arte?, rodeado por flores. ?Vou fazer nas costas, porque é um lugar que você pode esconder ou revelar de acordo com a ocasião. O preconceito já é menor, mas ele ainda existe. Não lá em casa! Tanto é que o meu pai está aqui comigo?, diz a estudante. ?Sou o ?paitrocinador??, brinca Alexandre. ?Não vejo problema, mas queria estar junto para ela não fazer algo que ficasse exagerado. Agora a minha mulher também quer uma?, conta ele, achando graça da situação.

Daniel conta que gosta de conversar muito com as clientes antes que elas tomem a decisão final. Não foram raros os casos de chegar alguém arrependida de ter tatuado o nome de um namorado na pele. Muitas têm que passar por sessões de laser para que um novo desenho seja realizado. ?Existem lugares que eu também me recuso a tatuar, por exemplo, a boca. Não é um lugar esteticamente simples e a mucosa da boca está sempre se renovando, o que faz com que a tattoo suma rapidamente. Sou também criterioso com partes sexuais, mão, pé e rosto?, explica Daniel, contando que atualmente a parte que mais pedem para tatuar é a lateral do corpo.

Tijuca ? Zona Norte, no meio do caminho entre as praias da zona oeste e zona sul
Desenhos mais pedidos: a borboleta é o desenho imbatível e representa mais de 1/3 dos pedidos entre todas as tatuagens, masculinas e femininas, do local. Nos trabalhos grandes os motivos são orientais.
Preço: A partir de R$ 100, 00, sendo que a média de gastos gira em torno de R$ 400,00. Um braço inteiro já saiu por R$ 5 mil.

Localizado em frente a um shopping de grande circulação, o Supernova Tattoo e Piercing faz de tudo para ver e ser visto na disputa pela atenção de quem passa. E consegue. O lugar tem a melhor estrutura entre os estúdios visitados e o tatuador Luga Motta, 41 anos e 19 na profissão, recebe os clientes como velhos amigos entre sofás e pufes. ?Na época do verão a frequência feminina aumenta em 50% a 60%. Quando uma mulher vai à praia e vê que várias outras possuem tatuagem, elas acabam se empolgando e criando coragem para fazer a sua?, explica Luga, que ressalta que os cuidados são simples nessa época do ano. ?Quem faz a tattoo tem que deixar de ir à praia por uma semana a dez dias. E sempre que sair de casa é necessário usar o protetor solar para que as cores não esmaeçam?, ensina.

A estudante Isa Meyer, 21 anos, acaba de fazer a sua sétima tatuagem. E mais que um desenho comum, ela colocou no braço tudo que ela mais gosta: flores, sorriso, a palavra amor... ?Queria algo bem humorado e que remetesse aos Anos 60. E não fiquei com medo de me arrepender, porque a tatuagem é algo que passa a fazer parte de você, não é como um acessório que você tira e coloca conforme a ocasião?, explica Isa. Eduarda Gaia, 20 anos, estudante de Desenho Industrial, foi mais comedida. Fez a primeiro desenho como uma homenagem e tatuou quatro corações vazados na parte interna do braço. ?São os meus quatro amores: mãe, pai, irmã e namorado. Mesmo que um dia a gente termine, ele foi o meu primeiro amor e então achei válida a homenagem?, disse Eduarda, que já estava na fila para o segundo trabalho. O novo, desenhado por ela.

Méier - Zona Norte, um pouco mais distante da praia
Desenhos mais pedidos: tribais em estilo polinésio e flores.
Preço: A partir de R$ 80,00 e trabalhos maiores passam a ser cobrados por sessões que custam entre R$ 300 a R$ 600,00 reais cada, com tudo combinado antes.

Quem mora um pouco mais longe da praia também gosta de tatuagem. Por que não? É isso o que garante Marcão, 38 anos e há 18 anos no ramo, dono de um estúdio homônimo no bairro do Méier. Ele, aliás, é um dos poucos profissionais que cravam a ideia de que existe sim diferença entre os estilos pedidos pelos clientes de cada bairro. ?Trabalhei na Barra da Tijuca durante algum tempo e lá era comum chegar alguém pedindo uma tatuagem igual a de uma modelo ou atriz. Quando começava O BBB então o movimento de pedidos era certo?, conta Marcão. ?Aqui no Méier as pessoas pedem mais desenhos estilizados?, completa.

A estudante de Nutrição Natalia Castro, 23 anos, não foi tão criativa assim de início. Sua primeira tatuagem foi uma âncora no pé. ?É porque tem um significado: por mais que eu me afaste, sempre tenho a chance de voltar ao meu lugar de origem?, conta ela, que em seguida se rendeu às flores que cobriram costas e lateral.

A psicóloga Maria Goulart, 31 anos, também investiu no segmento floral. ?Ninguém nunca me deu flores, então, eu resolvi tatuar duas orquídeas na costela como presente eterno para mim mesma?, conta ela, que tem outros símbolos espalhados pelo corpo, alguns iguais ao da irmã , a pedagoga Luciana Goulart, 30 anos. ?Tatuagem e homenagem caminham lado a lado como uma forma de eternizar momentos?, reflete Luciana.

Júlia Reis, iG São Paulo

Uma retrospectiva colorida dos produtos de maior sucesso do ano

Foto: Reprodução

Tão importantes como acessórios e maquiagens, os esmaltes mantiveram uma presença marcante nos looks em 2010. O espaço conquistado nas mãos das brasileiras por esses produtos se multiplicou com cores vibrantes, tons pastel, acabamentos foscos e efeitos brilhantes holográficos e flocados.
Para a difícil missão de eleger os melhore esmaltes do ano, convidamos algumas blogueiras especializadas no assunto. Donas de enormes coleções de esmaltes, elas apontaram os seus favoritos de 2010:

Bad Romance da marca Deborah Lippmann foi o escolhido por Bia Lombardi, do blog Mão Feita. ?Os glitters são inéditos e incríveis, dão um efeito metalizado na unha como nunca antes visto?, diz ela.

?Meu eleito é o Azul Celeste da Colorama. Ele é o azul mais bonito do mercado e tendência total para esse verão?, aponta Simone Pena, do Blog Esmaltadas.

O Flirty/Shy da Claire's Mood muda de cor de acordo com a temperatura. ´´É o meu preferido dessa coleção de esmaltes. Eles fazem qualquer uma voltar para a infância e ficar encantada com a transformação dos tons? - Sassá, do blog Tudo sobre Esmaltes.

?O Congo, da Panvel. Sou fã dos esmaltes escuros e quando todos estavam enjoados do efeito matte e da febre dos cinzas, surge um chumbo fosco de destruir qualquer argumento. E para quem não curte o efeito fosco ele fica ainda mais bonito com cobertura brilhante?, indica Iracema Sydronio, do blog Mão Feita.

Particulière lançado pela Chanel foi um sucesso internacional e ganhou as mãos de Marcela, do blog Esmaltes da Ana.

?O Covered in Diamonds da Color Club é uma cobertura. Parece celofane picado e dá um efeito super diferente nos esmaltes. Na foto, está por cima do Hippie Chic, da Colorama?, diz Eveline Castro, do blog Tudo sobre Esmaltes.

Keks Pucci, do blog Mão Feita, assume sua paixão: ?Com o Nfu Oh 51 foi amor à primeira vista. É o esmalte flocado mais bonito do mundo, tem base jelly roxa e flocos que mudam de cor de acordo com o ângulo da luz. Nenhum chegará aos pés dele?.



 ?O Urano da Big Universo é um azul metálico com prateado. Combina com todos os tons de pele e é incrivelmente lindo, luxuoso e por um preço acessível?, diz Camila Rocha, do blog Mão Feita.

?O Absinto da Colorama é no mesmo tom de verde lançado pela Chanel no desfile de outono de 2009. Foi a cor mais copiada de 2010. Todo mundo quis, todo mundo usou!?, diz Ana Gláucia Chiyo, do blog Esmaltes da Ana.


A cor 679 da Speciallità foi escolhida por Isadora Vergara, do blog Nós Amamos Esmaltes, e por Letícia, do Mão Feita, que relata: ?É um azul petróleo com brilhos que às vezes fica esverdeado. E a durabilidade é excelente?. 

Agradecimentos: www.maofeita.com.br / www.esmaltadas.com.br / www.tudosobreesmaltes.com / www.esmaltesdaana.com / www.nosamamosesmaltes.com / www.9ml.com.br

Regina Navarro Lins fala sobre a relação das mulheres com o sexo sem amor

Sandra, uma engenheira de 31 anos, chegou deprimida à sessão de terapia. Há muito tempo busca conhecer um homem com quem pudesse desenvolver uma relação estável e duradoura. O motivo da sua depressão foi mais uma frustração amorosa. ?Semana passada fui a uma festa na casa de uma amiga. Lá conheci Paulo, amigo do marido dela. Ficamos juntos a noite toda. Houve abraços e beijos, mas eu me propus a resistir...só que não deu: dormimos num motel. Como ele não me ligou no sábado nem no domingo, fiquei arrasada. Eu tinha jurado pra mim mesma que não ia mais transar sem amor....depois fica esse horrível sentimento de vazio!?

Muitas mulheres, apesar das evidências em contrário, ainda se esforçam para se convencer de que sexo e amor têm que caminhar sempre juntos. Os homens nunca pensaram assim e jamais isso foi cobrado deles. Quando uma mulher diz que não consegue transar com um homem se não houver amor entre eles, na maioria das vezes ela está apenas repetindo o que lhe ensinaram, impossibilitada de perceber os seus próprios desejos. Não há motivo para o sexo não ser ótimo quando praticado por duas pessoas que sentem atração e desejo uma pela outra. No caso de Sandra a frustração e o vazio têm muito mais a ver com uma expectativa não satisfeita do que com o sexo em si. A questão é que, como o sexo não é visto como natural, costuma-se misturar as coisas e se busca algo mais do que prazer: continuidade da relação, namoro ou casamento. Mas isso não é à toa.

Desde que o homem descobriu que participa da procriação, mantém sob controle a sexualidade da mulher. E isso aconteceu há cinco mil anos, quando ele ficou obcecado pela certeza da paternidade, para só deixar a herança para os filhos legítimos. No século XIX chegou-se a criar teorias para sustentar que a mulher não gostava de sexo, que seu único prazer era satisfazer o marido e cuidar dos filhos. É claro que, da década de 1960 para cá, com todo o movimento de liberação sexual, essas idéias caíram por terra. Hoje, todos sabem que homens e mulheres têm a mesma necessidade de sexo, e que a mulher pode ter tanto prazer quanto seu parceiro. Contudo, curiosamente, a maioria das pessoas finge não saber.

Se uma mulher foge ao padrão de comportamento tradicional, ou seja, não esconde que gosta de sexo, é inacreditável, mas ainda corre o risco de ser chamada de ?fácil?. As próprias mulheres participam desse coro, ajudando a recriminar as outras, que conseguiram romper a barreira da repressão e exercem livremente sua sexualidade. Não é nenhuma novidade, mais uma vez os próprios oprimidos lutando para manter a opressão. Entretanto, para o homem, fazer sexo com uma mulher no mesmo dia em que a conhece é considerado natural, ele até se valoriza por isso. Há os que se dizem liberais, sem preconceitos, nada moralistas. Será? Para se ter certeza, é só perguntar o que eles acham da mulher que transa no primeiro encontro.

O sexo, quando vivido sem medo ou culpa, pode levar a uma comunicação profunda entre as pessoas. A maioria das mulheres se recusa a fazer sexo no primeiro encontro, mas não por falta de desejo. É a submissão ao homem, ou seja, a crença de que tem que corresponder à expectativa dele. A partir daí inicia-se uma encenação, onde o script é sempre o mesmo: o homem pode fazer sexo, a mulher não. Ele insiste, ela recusa.

O desejo que os dois sentem é igual, mas ele continua insistindo e ela continua dizendo não. Ela acredita que, se ceder, ele vai desvalorizá-la e não vai se dispor a dar uma continuidade à relação. Vai sumir logo depois do orgasmo. E o pior é que há os que somem mesmo. A luta interna entre os antigos e os novos valores não está concluída. Alguns se sentem obrigados a depreciar a mulher, que sentiu tanto desejo quanto eles, e não fingiu. ?Ora, ela deveria saber resistir mais bravamente?, pensam. Submissos ao modelo imposto, funcionam como robôs aceitando que valores equivocados determinem com que mulheres devem namorar ou casar.

Afinal, em que encontro a mulher pode fazer sexo com um homem? No segundo, terceiro, sexto? Qual? O grau de intimidade que você sente na relação com uma pessoa não depende do tempo que você a conhece. Além disso, o prazer sexual também independe do amor ou do conhecimento profundo de alguém. Para um sexo ser ótimo basta haver muito desejo e vontade de obter e dar prazer. E uma camisinha no bolso, claro.

Estamos vivendo um momento de transição, em que os antigos padrões de comportamento estão sendo questionados, mas novas formas de pensar e viver ainda causam medo pelo desconhecido. Há os que sofrem por se sentir impotentes para fazer escolhas livres, mas acredito que o fim de muitos tabus a respeito do sexo seja só uma questão de tempo.

Acompanhe Regina Navarro Lins no Twitter

Fernanda Aranda, iG São Paulo

Pesquisa indica que em mulheres acima do peso o perigo de morrer é até 2,5 vezes maior

Foto: Getty Images

O excesso de peso já ganhou fama por elevar a probabilidade de doenças cardiovasculares e câncer. Uma pesquisa recém publicada no New England Journal ? uma das publicações mais importantes do meio médico ? acaba de concluir que cada quilo extra aumenta o risco de morte por qualquer causa, incluindo acidentes, doenças infecciosas, parto e todas as outras.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores revisaram 19 estudos, publicados nos últimos 10 anos e envolvendo 1,46 milhões de pessoas entre 19 e 84 anos. Foram feitos ajustes para idade e hábitos de vida, como prática de atividade física, consumo de álcool, tabaco e outras drogas.

Nas mulheres, a relação entre obesidade e morte ficou ainda mais evidente. Os pesquisadores dividiram as mulheres por faixas de Índice de Massa Corporal (o IMC é calculado pelo peso dividido pela altura ao quadrado) e em cada grupo chegaram a um coeficiente de mortalidade. Segundo a publicação, naquelas que tinham IMC considerado normal ? entre 21 e 24,95 ? o coeficiente encontrada foi 1,13. Já nas que tinham IMC entre 25 e 29,9 (considerado sobrepeso) o índice subiu para 1,44. Entre as obesas (de IMC entre 30 e 34,9) o coeficiente encontrado ficou em 1,88. Entre as obesas mórbidas (IMC igual ou superior a 35), ele chegou a 2,51? mais do que o dobro das magras.

Não é o primeiro estudo que sugere a obesidade como uma condição reveladora de um descuido geral com a saúde. Um estudo realizado no início de 2010 por pesquisadores da França evidenciou que as gordinhas, por exemplo, usavam menos camisinha e outros métodos contraceptivos quando comparadas às mulheres com peso adequado à altura.

Outra hipótese, já aventada por especialistas em doenças crônicas, é que o excesso de peso deixa o organismo mais fragilizado e facilita as infecções virais e bacterianas. No Congresso Mundial de Diabetes, realizado em julho de 2010, foi alertado que há relação entre vulnerabilidade à tuberculose e HIV/Aids e síndrome metabólica.

New York Times

Pediatras devem orientar os pais sobre os efeitos nocivos da substância, consumida pelas crianças através de refrigerantes

Foto: Getty Images

Nova pesquisa americana constata que 75% das crianças consomem cafeína diariamente, especialmente em refrigerantes. E quanto maior a quantidade de cafeína consumida, mais curto é o período de sono destas crianças.

Pesquisadores do Centro Médico da Universidade de Nebraska entrevistaram os pais de mais de 200 crianças, entre os 5 e os 12 anos de idade, durante consultas a uma clínica pediátrica. Eles foram questionados quanto aos tipos e à quantidade de lanches consumidos por seus filhos diariamente.

As crianças entre os 8 e os 12 anos de idade consumiram, em média, 109 miligramas de cafeína diariamente, o equivalente a 3 latas de refrigerante de 350 ml. Embora as crianças menores consumissem menor quantidade de cafeína, o consumo de algumas delas na faixa dos 5 anos de idade foi o equivalente a uma lata de refrigerante ao dia.

?Apesar de associada a problemas de sono, a cafeína não foi relacionada à enurese noturna (fazer xixi na cama durante o sono), mesmo que a substância seja diurética?, disse Shelby Evans, uma das autoras do estudo, em um boletim.

?Os pais devem estar atentos à influência potencialmente negativa da cafeína na qualidade do sono e no funcionamento diário da criança?, disse no mesmo boletim o médico William Warzak, principal autor do estudo.

Warzak e seus colegas sugerem que os pediatras orientem os pais quanto aos efeitos potencialmente nocivos da cafeína.

(Tradução: Claudia Batista Arantes)
 


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