Agência Estado "Verão", o último volume da trilogia "Cenas da Vida na Província", é mesmo o livro do ano, graças à capacidade do Nobel sul-africano J.M. Coetzee de se expor à radiação de um novo gênero que ameaça a supremacia do romance nesta segunda década do século 21: a autoficção. O livro começa onde termina "Juventude" (2002), a sequência de "Infância" (1997). Em "Verão", um pesquisador inglês escreve a biografia de John Coetzee consultando suas anotações e entrevistando seus amigos. Detalhe: Coetzee está morto quando o estudioso começa a pesquisa, o que dá liberdade ao vivo Coetzee de fazer um balanço de sua experiência existencial e escrever ficção, adotando a si mesmo como modelo. Essa tendência de usar a história particular para refletir sobre a vida pública marcou a literatura da primeira década do novo milênio, em especial o livro mais polêmico publicado no período, "As Benevolentes", escrito por Jonathan Littel há seis anos - justamente no ano em que nascia o Facebook, website em que a vida privada dá seus últimos suspiros. O autor resume seu livro como um conto moral edificante sobre um personagem sombrio, o de um oficial nazista. O narrador (que se confunde com Littel, escritor judeu) tenta entender a cabeça do carrasco, colocando-se no seu lugar. Coetzee também cria sua persona em "Verão", a de um escritor contraditório que, na vida real, não bebe, não fuma, não consome drogas, não come carne e luta contra as injustiças, e que, na autobiografia transformada em ficção, aparece como um autor 40 anos mais jovem, vivendo na década de 1970, acomodado, avesso a mudanças e visto com reservas por seus familiares. O romance do novo milênio, como se vê, é o do autoconhecimento. Não é impossível que reapareçam famílias como a dos irmãos Karamazov ou adúlteras como Bovary, mas outros exemplos reforçam a tendência de "Verão", como o da trilogia "Seu Rosto Amanhã", escrita pelo espanhol Javier Marías - hoje o maior autor de seu país, seguido por Enrique Vila-Matas, que em "Doutor Pasavento", um dos grandes lançamentos do ano, esgota todas as desgraças do romance numa única história, a de um homem abandonado pela mulher que perde também a filha, morta de overdose, e os pais, que se matam, e ainda tenta desaparecer ao inventar um passado fictício para colegas de ofício. Marías, a exemplo de Littel e Coetzee, usa o alter ego para concluir que a traição move o mundo. Seríamos todos caimitas? Cabe novamente responder com a tese de Littel, a de que todo escritor é, no fundo, seu biógrafo ficcional e se trai, considerando que os papéis de autor e personagem são intercambiáveis. Afinal, não foi Flaubert que dizia ser ele mesmo madame Bovary?
27/12/2010 06:17 PM
iG São Paulo com Reuters Foto: Getty Images A atriz Natalie Portman está noiva de um dançarino de balé e o casal aguarda seu primeiro filho, informou a revista People nesta segunda-feira. A atriz, de 29 anos, conheceu o coreógrafo francês Benjamin Millepied durante a produção de seu novo filme, "Cisne Negro", que já é alvo de comentários sobre o Oscar. Millepied, nascido em 1977 na cidade de Bordeaux, na França, é o dançarino principal e coreógrafo do New York City Ballet. O artista tanto treinou Portman como aparece em cenas de "Cisne Negro". No filme, a atriz interpreta uma bailarina de Nova York cuja obsessão com a perfeição técnica acaba virando um peso para sua mente e seu corpo.
27/12/2010 05:03 PM
BBC Brasil Foto: Divulgação Menos conhecido do que os seus vizinhos da Argentina, do Brasil e do México, o cinema equatoriano começou a despontar em 2010 com ajuda do governo e focalizando um tema comum: a imigração. O fenômeno é tratado em três filmes em cartaz no país, que contam histórias de imigrantes equatorianos que tentam viver em países europeus ou nos Estados Unidos. No entanto, trazem pontos de vistas diferentes sobre a situação que atinge 3 milhões de equatorianos ? ou 22% da população do Equador, segundo dados do governo. Em parte, os filmes são baseados em experiências dos próprios diretores e produtores. O filme "Prometeu Deportado", de Fernando Mieles, começa com um avião do Equador chega à Europa. Na fila de passaportes, os equatorianos são detidos, interrogados e revistados. Por fim, têm seus passaportes confiscados e são levados a uma sala de espera. Uma situação semelhante foi vivida pelo diretor do filme em 1993, quando estava a caminho de Portugal para participar de um workshop de roteiristas. Na Espanha, após um exaustivo interrogatório, Mieles foi deportado porque não tinha uma passagem de volta para seu país. Mieles disse à BBC que colocou no processo de filmagem elementos da situação que viveu. Segundo ele, não há fontes de luz natural na sala de espera para onde os passageiros equatorianos são levados para transmitir a sensação que teve de aprisionamento e confusão. "A única impressão que você tem em uma situação dessas é a de que você não é uma pessoa, e sim um número em um passaporte", diz. "Se seu passaporte desaparece, você pode desaparecer também." Mundo paralelo O fenômeno da imigração em larga escala no Equador teve início após uma grave crise financeira que atingiu o país no final dos anos 1990, quando milhares de equatorianos foram tentar a sorte em países como Estados Unidos, Espanha e Itália. A imigração continua sendo um fator importante no país, mas o fenômeno só começou a ser debatido de forma mais ampla no Equador recentemente, e o sucesso dos três filmes é um reflexo disso. Em termos de estilo, os filmes se contrastam. "Rabia" é um thriller que conta a história de um imigrante latino-americano que trabalha em uma construção na Espanha e mata seu chefe durante uma briga. Com medo, o personagem se esconde na mansão em que sua namorada trabalha como empregada doméstica, sem que ela saiba. O filme já ganhou diversos prêmios e seu diretor, Sebastian Cordero, diz que o personagem retratado vive nas sombras, em paralelo a outra sociedade. "Algo que sempre chama minha atenção na Europa e nos Estados Unidos é que você tem dois mundos co-existindo. Na Espanha, por exemplo, há cidadãos de primeira classe e um mundo quase invisível em paralelo a este." Histórias trágicas Já "Zuquillo Express", de Carl West, é uma comédia, uma adaptação de uma série de TV popular no país, em que quatro personagens tentam chegar aos Estados Unidos pela fronteira com o México com ajuda de um coiote, como são chamados os contrabandistas especializado em conduzir pessoas na travessia ilegal entre os países. Apesar de ser tratado no filme com bom humor, o assunto ganhou contornos trágicos após o massacre de 72 imigrantes ilegais ? que estavam a caminho dos Estados Unidos ? no México em agosto de 2010, entre eles vários equatorianos. Segundo a repórter da BBC em Quito Irene Caselli, o crescimento dos filmes sobre imigração no Equador se deve também a incentivos financeiros que o governo de Rafael Correa dá, desde 2007, a produções sobre o tema. Correa criou a Secretaria Nacional de Migrantes (Senami), que iniciou uma campanha chamada "Somos Todos Imigrantes", que, por sua vez, ajudou a financiar filmes como "Prometeu Deportado". A diretora da Senami, Lorena Escudero, diz que o cinema tem um papel crucial na promoção do diálogo sobre o tema imigração. "O fenômeno da migração é tão profundamente humano que, para melhorar a situação destas pessoas, não podemos abordá-lo somente do ponto de vista político", diz. "Precisamos falar sobre quem faz parte dele e o cinema nos ajuda a fazer isso." O produtor de "Prometeu Deportado", Oderay Game, diz que a imigração é o acontecimento sociológico, cultural, emocional e econômico mais importante do Equador nos últimos 15 anos. "Não temos falado muito disso, mas é uma realidade. Em determinado momento, a Sérvia estava fazendo filmes sobre a guerra e a Colômbia, sobre violência. Chegou a hora de falarmos sobre a imigração aqui."
27/12/2010 04:07 PM
Agência Estado Foto: Tricia Vieira O cantor Roberto Carlos mal poderia imaginar que inspiraria radicais metaleiros. Demorou, mas essa turma aderiu à onda dos cruzeiros temáticos. Após o rei transformar sua turnê anual pelos mares em evento obrigatório no calendário de shows, agora é a vez de empresários de bandas de rock pesado entrarem no roteiro dos cruzeiros. Programado para o fim do próximo mês, o Motorcycle Rock Cruise seria, a princípio, um evento para apreciadores de rock em geral e de motocicletas possantes. Até que a empresária Monika Cavalera, da Base 2 Promoções - que administra os negócios do Sepultura e é ex-mulher do ex-baterista da banda, Iggor Cavalera -, teve a ideia de transformar o evento numa espécie de Cruzeiro do Metal, com 2 mil fãs do som pesado em alto-mar. Além do Sepultura, está escalada a banda Big Noize, formada por ex-integrantes de bandas para tocar versões de clássicos do rock. O grupo conta com o vocalista Joe Lynn Turner (ex-Deep Purple e Rainbow), o baterista Vinnie Appice (ex-Dio e Black Sabbath), o guitarrista Carlos Cavazo (ex-Quiet Riot) e o baixista Phil Soussan (ex-Ozzy Osbourne e Vince). Todos eles executarão hits do Deep Purple, AC/DC, Ozzy Osbourne, Black Sabbath e Led Zeppelin. Monika ainda tenta confirmar a vinda do Hail!, outro grupo de heavy metal, com grandes nomes em sua formação, como Tim "Ripper" Owens (ex-Judas Priest, Yngwie Malmsteen, Iced Earth), o guitarrista Andreas Kisser (Sepultura), o baixista David Ellefson (Megadeth) e o baterista Jimmy DeGrasso (Alice Cooper e ex-Megadeth). "A ideia é fazer uma grande celebração do rock pesado. Por mais inusitados que sejam o evento e seu formato, tem tudo a ver com entretenimento de qualidade", diz a empresária, que promove o Motorcycle Rock Cruise em parceria com a CVC Turismo. A mesma proposta foi usada num cruzeiro que parte de Miami, nos EUA. Trata-se do "70.000 tons of Heavy Metal", com 40 bandas tocando durante viagem pelo Caribe. 
27/12/2010 02:51 PM
Reuters Foto: Getty Images A cantora e compositora de R&B Teena Marie, conhecida pelo hit dos anos 1980 "Lovergirl" e "Ooo La La La", morreu na sua casa em Los Angeles no domingo. Ela tinha 54 anos. A causa da morte não era conhecida e sua porta-voz não estava imediatamente disponível para comentar. A amiga e percussionista Sheila E disse no Twitter que Teena Marie tinha um histórico de convulsões. Teena Marie, nome artístico de Mary Brockert, era uma das únicas cantoras brancas a fazer sucesso nas paradas norte-americanas de black music. Apadrinhada pelo cantor de funk Rick James, ela entrou para a Motown Records em 1975 e lançou seu primeiro álbum quatro anos depois. O disco, escrito em grande parte por James, fez os fãs acreditarem que Teena Marie era negra, já que não tinha uma foto dela. O dueto com James em "I'm a Sucker For You" chegou à oitava posição da Billboard na categoria de black music. "Eu sempre fui aceita pela comunidade negra e eu acho que isso é uma coisa linda", disse Teena Marie à revista Jet em 2006. Ela lançou um total de 13 álbuns. Seu último trabalho foi "Conga Square", de 2009, um tributo a influências do jazz como Sarah Vaughan e Billie Holiday. A carreira de Teena Marie recuperou a força em 2004, quando a cantora assinou com uma gravadora de Nova Orleans e fez o primeiro álbum em uma década. "La Dona" estreou e atingiu a sexta posição na Billboard 200, a primeira vez de Marie no top 20. Um single do álbum, "Still in Love", levou-a para os Hot 100 singles pela primeira vez desde 1988. Dois dos seus álbuns, "It Must Be Magic" (1981) e "Starchild" (1984), conseguiram o disco de ouro nos Estados Unidos ao excederem 500 mil unidades cada, de acordo com a Recording Industry Association of America. "Starchild", lançado após Marie deixar a Motown por uma disputa judicial, gerou o hit "Lovergirl", que atingiu a quarta posição no Hot 100. "Ooo La La La" chegou ao primeiro lugar na parada de black music em 1988. Teena Marie deixou uma filha, Alia Rose. (Reportagem de Dean Goodman) 
27/12/2010 01:27 PM
Agência Estado Este foi o ano do livro digital. Ao menos na teoria. Estatísticas divulgadas em novembro apontaram que apenas 7% dos adultos acostumados a utilizar a internet em todo o mundo leram um livro digital. Mesmo assim, as vendas dos chamados e-books devem chegar a US$ 966 milhões neste fim de ano. Até 2015, serão US$ 3 bilhões em vendas por ano. "Há menos condenação e desalento agora", atestou Peter Ginna, diretor da Bloomsbury Press, braço americano da britânica Bloomsbury. "A maioria dos editores teve grandes ganhos com livros eletrônicos neste ano, em detrimento de uma ligeira queda na venda das obras em papel." Os números foram realmente animadores. Em julho, a Amazon.com, uma das maiores livrarias virtuais do mundo, garantiu que já vendia mais livros digitais que em papel. Segundo dados da empresa, no segundo trimestre de 2010, para cada 100 livros impressos, a livraria vendeu 143 livros digitais. O auge aconteceu em junho, quando foram vendidos 180 obras digitais para cada 100 impressos. A euforia, no entanto, é localizada, pois as cifras se referem ao mercado americano. No Brasil, as editoras adotaram a cautela, preferindo descobrir primeiro o rumo do vento para então içar velas. Em junho, seis delas (Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta) se uniram para criar a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), uma empresa de fornecimento de conteúdo específico para e-readers, com previsão de faturamento de até R$ 12 milhões até o final de 2011. As negociações começaram no final de 2009 e a DLD só surgiu depois de o grupo avaliar os tropeços sofridos pelas colegas americanas, especialmente com pirataria (as brasileiras utilizam tecnologia adequada) e restrições comerciais (nos EUA, as editoras bateram de frente com imposições da Amazon que domina o mercado).
27/12/2010 12:31 PM
Reuters Foto: Divulgação "Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família", o criticado terceiro filme da série de comédias, ficou em primeiro lugar nas bilheterias do fim de semana do feriado de Natal na América do Norte, mas ganhou muito menos do que o seu predecessor, de acordo com estimativas dos estúdios divulgadas neste domingo. O mais recente filme com Ben Stiller e Robert De Niro conseguiu apenas 34 milhões de dólares em ingressos durante os três dias, começando na sexta-feira, segundo a distribuidora Universal Pictures. O filme tem uma vantagem de dois dias na semana, registrando 48,3 milhões dólares desde sua estreia em 22 de dezembro. O estúdio disse que esperava cerca de 60 milhões de dólares em cinco dias, mas estava confiante de que o filme ainda vá pegar durante as férias. Exatamente seis anos atrás, a primeira sequência de "Entrando numa Fria" arrecadou 46 milhões dólares durante seu primeiro fim de semana e 70,5 milhões de dólares em seus primeiros cinco dias. Neste caso, o filme também abriu em uma quarta-feira, e o Natal também caiu em um sábado. Apenas 11% dos críticos mais respeitados do site Rotten Tomatoes gostaram do novo filme. A Universal é parceira no projeto de 100 milhões de dólares com a distribuidora Paramount Pictures e a financeira Relativity Media. Os próximos dois filmes do ranking contam com Jeff Bridges, em papéis bem diferentes. "Bravura Indômita", uma atualização do velho oeste de John Wayne dirigido agora pelos irmãos Coen, ficou em 2º lugar, com 25,6 milhões de dólares no fim de semana, e 36,8 milhões de dólares desde quarta-feira. Bridges assume o papel que foi de Wayne como um norte-americano grisalho que ajuda uma jovem a vingar o assassinato de seu pai. A Paramount é responsável pelo lançamento do filme. O campeão da semana passada, "Tron: O Legado", caiu para o 3º lugar, com 20,1 milhões de dólares no fim de semana. O total de 10 dias para o filme de ficção científica da Walt Disney aumentou para 88,3 milhões de dólares. Bridges reprisa seu papel no obscuro filme "Tron" de 1982, como um desenvolvedor de videogames aprisionado em um ambiente virtual. Há ainda um novo filme entre os dez primeiros. O lançamento do dia de Natal "As Viagens de Gulliver" ficou em 7º lugar, com 7,2 milhões de dólares em dois dias. A 20th Century Fox, que lançou o filme carregado de efeitos especiais com Jack Black, disse que a estreia foi "muito promissora". 
27/12/2010 12:05 PM
Reuters Foto: Reprodução A polícia está procurando ajuda para recuperar obras de arte de Roy Lichtenstein e Andy Warhol que foram furtadas de um apartamento arrombado em Nova York. Os ladrões entraram no imóvel após quebrarem uma parede. Além das peças, eles também levaram uma pintura a óleo de Carl Fudge e outros objetos de valor durante o feriado de Ação de Graças, no fim de novembro. A polícia não havia divulgado o crime até que resolveu pedir ajuda da população, na noite de quinta-feira. "Um suspeito desconhecido entrou no apartamento através de uma parede num corredor e retirou os objetos de arte, relógios e outras joias. Um gravador de imagens ligado a câmeras de observação dentro do apartamento também foi levado", informou a polícia em um comunicado. O prejuízo total é estimado em cerca de 750 mil dólares, segundo o jornal The New York Post, que citou fontes não identificadas. As obras de Warhol levadas foram "Superman", "The Truck" e "Camouflage", composta de oito peças. De Lichtenstein foram furtados "Thinking Nude" e "Moonscape". A pintura de Carl Fudge é intitulada "Live Cat." 
26/12/2010 04:00 PM
EFE Foto: Divulgação "A Rede Social", que trata da criação do Facebook, é para muitos o filme favorito na corrida pelo Oscar, mas Hollywood, indústria que nunca escondeu seu afeto pelos britânicos, já indica um provável duelo com "O Discurso do Rei", um retrato do monarca George VI. As associações de críticos dos Estados Unidos falaram primeiro. Para elas, "A Rede Social", dirigido por David Fincher e com Jesse Eisenberg, Andrew Garfield e Justin Timberlake no elenco, era uma obra de referência, "o filme do ano, que também define brilhantemente a década", nas palavras de Peter Travers, crítico da revista "Rolling Stone". Depois chegou o Globo de Ouro, a antessala do Oscar, e aí o favoritismo pendeu para "O Discurso do Rei", de Tom Hooper, com Colin Firth, Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush como protagonistas. O filme, que narra a peculiar relação entre o rei George VI (Firth) e o logopedista (profissional que trata de distúrbios da fala, Rush) que o ajudou a superar a gagueira para se transformar no líder que o Reino Unido precisava às vésperas da Segunda Guerra Mundial, foi indicado para sete prêmios, contra seis do rival "A Rede Social". A queda-de-braço entre a modernidade e a História era selada. "Parece que temos como companhia filmes que tratam de temas contemporâneos vibrantes", disse Rush à revista "The Hollywood Reporter", em alusão à obra sobre o Facebook e às demais produções que concorrem a Melhor Filme: "Cisne Negro", de Darren Aronofsky; "O Vencedor", de David O. Russell, e "A Origem", de Christopher Nolan. "O Vencedor" se igualou a "O Discurso do Rei" no número de indicações aos prêmios do Sindicato de Atores dos EUA. "Esta indicação em particular significa mais para mim do que a do Globo de Ouro, porque vem de gente que quero que me aprove: outros atores", afirmou Helena Bonham Carter. Não há dúvida de que os membros da Academia de Hollywood sentem uma particular atração pelos britânicos, como pode ser demonstrado pelas estatuetas entregues nos últimos cinco anos a Daniel Day-Lewis ("Sangue Negro"), Kate Winslet ("O Leitor"), Helen Mirren ("A Rainha"), Tilda Swinton ("Conduta de Risco"), Rachel Weisz ("O Jardineiro Fiel") e Danny Boyle ("Quem Quer Ser um Milionário?"). Este último conseguiu em 2008 oito estatuetas, o que fez com que o então primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, qualificasse a cerimônia como uma "grande noite" para o Reino Unido. Nos últimos anos, também conseguiram indicações ao Oscar como Melhor Filme as produções britânicas (ou com financiamento britânico) "Educação", "O Leitor", "A Rainha" e "Assassinato em Gosford Park", além do êxito fulgurante de "Shakespeare Apaixonado" na edição de 1999, com sete prêmios da Academia de Hollywood. As incógnitas serão desfeitas quando forem anunciados os vencedores do Oscar no dia 14 de janeiro, e se comprovará então se a fascinação dos acadêmicos americanos pela monarquia anglo-saxônica continua vigente. Em 1999, "Elizabeth" recebeu sete indicações, enquanto Charles Laughton ganhou o Oscar por seu trabalho em "Os Amores de Henrique VIII", e Kenneth Brannagh e Nigel Howthorne conseguiram candidaturas por seus retratos em "Henrique V" e "As Loucuras do Rei George", respectivamente. Entre as apostas, Colin Firth já é favorito para o Oscar de Melhor Ator por "O Discurso do Rei". Algumas tradições se mantêm em pleno século XXI.
26/12/2010 10:52 AM
Claudio Marçal, especial para o iG Copacabana mais uma vez foi o palco escolhido para abrigar um grande show. O "Rei" Roberto Carlos mostrou sua imensa popularidade e levou pouco mais de 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, ao trecho da praia que já abrigou outros grandes shows, como o dos Rolling Stones. ?Fazer este show é o meu maior presente de Natal?, disse o Rei, após abrir seu show com ?Emoções?. ?Todo mundo abre a boca e o queixo cai. Quando eu cheguei aqui, meu sonho era morar em Copacabana",revelou o cantor antes de emendar com ?Além do Horizonte?, já regravada pelos mineiros do Jota Quest. Sentado durante a maioria do show, Roberto explicou sua situação física. ?Depois dos 35 anos, a gente tem que ter cuidado com motocicleta. Por causa de uma moto não está dando para fazer o show todo em pé,? disse, sem entrar em detalhes se tinha sofrido um acidente de moto. Roberto continuou homenageando a ?princesinha do mar? e cantou ?Copacabana? para logo em seguida mais uma vez elogiar o bairro carioca. ?Fico orgulhoso em ver que tudo isso é do Brasil.? Seguiram ?Eu te Amo?, ?Amor Perfeito? e ?Cama e Mesa?, que fez o público gritar ?Rei, Rei, Rei! Roberto é o nosso Rei!?. Logo em seguida, ele chamou a primeira participação especial de seu show, a cantora revelação Paula Fernandes. Eles cantaram juntos um medley com alguns sucessos do cantor e logo em seguida, ela cantou ?Tocando em frente?, da trilha sonora de ?Araguaia?. ?Ninguém nunca vai confundir a voz dela com a de ninguém. Ela tem um estilo inconfundível e ainda é linda,? derreteu-se o Rei. Ao violão, ?Detalhes? emocionou a todos, mostrando que a música de Roberto Carlos, que ano que vem completará 70 anos de idade, atinge todas as classes sociais. ?Lady Laura? o fez lembrar de sua mãe, que faleceu em abril deste ano. ?Hoje faço esta canção com mais amor e com mais saudade?, disse ele. A dupla Bruno e Marrone subiu ao palco para cantar com ele seu maior sucesso, ?Dormi na praça?, para depois cantarem sozinhos ?Desabafo?, um dos grandes sucessos do Rei. Depois, Roberto abriu seu baú de sucessos e vieram ?Mulher Pequena?, ?Proposta? e ?Côncavo e Convexo?, antes de apresentar sua banda comandada pelo maestro Eduardo Lages. ?Como é grande o meu amor por você? antecedeu ?Todos estão loucos?, que trouxe o grupo Exaltasamba, a bateria da Beija-flor e sua rainha Raíssa, para cantar o samba composto por Erasmo Carlos, Eduardo Lages e Paulo Sérgio Vale, que não foi o escolhido pela escola. Em seguida, sobe ao palco Neguinho da Beija-flor cantando o samba que vai para Sapucaí ano que vem. Após beijar a bandeira no dia do aniversário da escola, o Rei recebe o coral da Escola de Música da Rocinha e fecha o show com ?Jesus Cristo? em ritmo de samba, para a alegria dos cariocas.
26/12/2010 03:26 AM
EFE O financista de Wall Street e colecionador de arte contemporânea Roy Neuberger morreu em Manhattan aos 107 anos de idade , informou neste sábado o jornal "The New York Times". Neuberger, cofundador da companhia de investimentos Neuberger Berman, morreu na sexta-feira em seu apartamento no Hotel Pierre, em Nova York, confirmou seu neto, Matthew London. Grande amante da arte, criou em 1974 o Neuberger Museum of Art, no norte de Nova York, onde são expostas centenas de pinturas e esculturas de artistas como Milton Avery, Georgia O'Keeffe, Edward Hopper Willem de Kooning e Jackson Pollock, entre outros. Desde então, sua coleção se estendeu pelos EUA e pôde ser contemplada em mais de 70 instituições de 24 estados. Nascido em Bidgeport, Conneticut, em 1903, Neuberger era considerado um dos principais colecionadores de arte contemporânea e, em 2007, recebeu a Medalha Nacional das Artes dos EUA. Após estudar arte um ano na universidade de Nova York, se lançou ao mundo dos negócios. Segundo escrito em sua autobiografia, publicada em 1997, sentiu que "poderia aprender muito mais no mundo dos negócios". Em 1939, fundou a Neuberger Berman com seu sócio Robert Berman, uma das firmas de investimento mais bem-sucedidas de Nova York. Neuberger foi um dos poucos financistas que viveram três crises em Wall Street, a de 1929, a de 1987 e a de 2008.
25/12/2010 08:07 PM
Reuters O musical "Spider-Man" (Homem-Aranha) voltou a ser encenado com segurança na Broadway em uma apresentação gratuita na quinta-feira, 23, à noite, restabelecendo a confiança na habilidade da produção de garantir a saúde do elenco, mas não, talvez, o futuro financeiro da peça. A produção, orçada em 65 milhões de dólares e com as músicas de Bono, do U2, e The Edge, teve duas apresentações suspensas por causa de questões de segurança, depois que na segunda-feira um ator caiu de uma altura de quase nove metros. Ele fraturou costelas e teve de passar por uma cirurgia. "Spider-Man: Turn Off the Dark" voltou a ser encenada sem acidentes, embora um dos "homens-aranha" voando sobre a plateia tenha precisado de ajuda para retomar seu percurso. Ferimentos no elenco e grandes atrasos antes do início da fase de pré-estreia, em 28 de novembro, fizeram com que as atenções se concentrassem no musical, a mais cara produção da história da Broadway, o que fez surgirem especulações de que a peça, dirigida por Julie Taymor, possa se tornar um fiasco épico. Duas apresentações marcadas para quarta-feira foram canceladas enquanto autoridades federais e estaduais reavaliavam o sistema de cabos e cintos usados por atores e dublês. Segundo o New York Times, houve perda de cerca de 400 mil dólares em venda de ingressos.
25/12/2010 02:44 PM


