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iG São Paulo

Publicados pelo Wall Street Journal, mapas confidenciais da ONU mostram deterioração da segurança em 2010

Foto: AFP

A insurreição taleban se espalhou nos últimos meses para regiões do Afeganistão que nunca haviam sido afetadas. De acordo com Kieran Swyer, alto funcionário da ONU em Cabul, ?paralelamente à intensificação do conflito em certas partes do país, vimos surgir grupos insurgentes em distritos que anteriormente não haviam sido um alvo".

Nesta segunda-feira, o Wall Street Journal publicou dois mapas confidenciais das Nações Unidas que mostram uma clara deterioração da segurança durante 2010, especialmente nas regiões norte e noroeste do país.

"Em certas partes do país tornou-se incrivelmente difícil trabalhar em 2010, em consequência da insegurança que afeta principalmente os trabalhadores humanitários e os funcionários do governo responsáveis pelos serviços prestados à população", completou Dwyer, que disse não ter lido a reportagem do jornal americano e que não estava autorizado a fazer comentários sobre os mapas publicados.

Segundo os mapas, a situação permanece de "risco muito alto" no sul e parte do leste, onde se concentram grande parte das operações das forças internacionais. Em 16 distritos do norte e noroeste, o nível de risco passou de "baixo" ou "médio" para "alto", enquanto em apenas dois - nas províncias de Kunduz e Herat - caiu de "alto" para "médio".

Carro-bomba

No sul do país, nesta segunda-feira, um suicida em um carro-bomba matou ao menos três policiais afegãos que estavam na fila de um banco para recolher seus salários, na cidade de Candahar.

Cerca de 14 policiais ficaram feridos e oito estavam desaparecidos após o agressor detonar os explosivos no carro estacionado perto do banco.

A explosão destruiu parcialmente lojas, alguns prédios e vários veículos da polícia e do Exército. Vários membros das forças de segurança afegãs dispararam para o alto em pânico após a explosão. Nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

*Com AFP e Reuters

EFE

Declaração de Juan Manuel Santos foi feita em entrevista ao jornal "The Washington Post"

Foto: Getty Images

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, considera seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, seu "novo melhor amigo", segundo uma entrevista publicada nesta segunda-feira pelo jornal "The Washington Post", que afirma que a aproximação entre os países vizinhos beneficia os Estados Unidos.

Santos, de 59 anos, "adotou uma série de posições que contrastam com as de seu antecessor, Álvaro Uribe, um firme aliado dos Estados Unidos", acrescenta o jornal em artigo no qual resume duas entrevistas com o líder colombiano, que assumiu o cargo em agosto.

Colômbia recebeu cerca de US$ 9 bilhões de ajuda dos Estados Unidos na última década e Chávez chegou a qualificar Santos, que foi ministro da Defesa no Governo de Uribe, como "o pró-americano número um".

"Em suas entrevistas recentes com o 'Post', Santos disse que percebeu que suas ações causaram perplexidade tanto na Colômbia como em Washington, que foi um parceiro na luta da Colômbia contra os traficantes de drogas e os rebeldes marxistas", disse no artigo.

De fato a vitória eleitoral arrasadora de Santos na eleição de junho foi avaliada como, segundo o jornal, uma mensagem de apoio para as políticas de Uribe.

"Pensaram que eu ia ser um substituto do presidente Uribe e que, simplesmente, continuaria suas políticas", disse Santos para reforçar que "isso foi um absurdo desde o princípio".

"Uribe é Uribe, e Santos é Santos, e Santos tem um enfoque diferente", acrescentou.

Mas, afirmou o "Post", "alguns políticos americanos acreditam que a mudança do Governo na Colômbia deixou os Estados Unidos em melhor posição porque muitos líderes sul-americanos desconfiavam de Uribe e o achavam muito militarista".

A decisão de Santos de superar a prolongada disputa entre Colômbia e Venezuela teve o apoio do Governo do presidente Barack Obama que identifica um benefício para os EUA, apontou o artigo.

O ex-embaixador americano na Colômbia Myles Frechette disse ao jornal que "Santos está fazendo algo que é absolutamente fantástico".

"Santos está levando a Colômbia diplomaticamente ao século XXI, dialoga com os brasileiros e todos os demais,", acrescentou o ex-diplomata.

iG São Paulo

Criança na China, inverno e neve nos EUA, protestos na Bolívia e mais...

AFP

Ex-premiê foi morta em 27 de dezembro de 2007, em atentado após comício que fazia em Rawalpindi

Milhares de paquistaneses se reuniram nesta segunda-feira para lembrar a morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, há três anos em um atentado, e cobrar justiça pelo assassinato que continua impune. 

Partidários de Bhutto de todo o país homenagearam a ex-primeira-ministra em seu túmulo, no vilarejo de Garhi Khuda Bakhsh, no sul do Paquistão. Eles batiam no próprio peito em sinal de luto, e cantavam "Bhutto estava viva ontem, Bhutto está viva hoje".

Primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra de um país muçulmano, Benazir Bhutto foi morta em 27 de dezembro de 2007 quando participava de um comício eleitoral em Rawalpindi, perto da capital Islamabad.

Na semana passada, dois policiais foram presos, acusados de não cumprir seu dever no momento em que ela foi assassinada. Além disso, cinco supostos militantes do Taleban paquistanês foram presos por quase três anos acusados de participação no atentado, mas ainda não foram indiciados.

O atual presidente Asif Ali Zardari, viúvo de Bhutto, prometeu ser leal às políticas de sua mulher no governo. Além disso, comprometeu-se com a luta contra os grupos radicais, responsabilizados pela morte de mais de 4 mil pessoas no Paquistão desde julho de 2007.

"Construiremos um novo Paquistão", disse Zardari, prometendo transformar o país, afundado na corrupção endêmica. "Este governo completará seu mandato de cinco anos e então organizará eleições transparentes, porque queremos que a democracia floresça no Paquistão", concluiu o presidente, que visitou a sepultura de Bhutto no domingo acompanhado das duas filhas e do primeiro-ministro Yousuf Raza Gilani.

Comoção

Na manhã desta segunda-feira, homens, mulheres e crianças choravam e recitavam trechos do Alcorão junto à lápide.

Liaquat Mughal, 55 anos, disse ter vindo de bicicleta de Sambaryal, perto da fronteira com a Índia, para homenagear Bhutto. Ele disse que os assassinos da ex-primeira-ministra devem ser levados à justiça. "Eu não quero nada mais. Quero apenas ver os assassinos de minha líder pendurados em uma forca", afirmou.

A segurança foi reforçada no cemitério por milhares de policiais e tropas paramilitares. Dezenas de pessoas faziam discursos, enquanto outras carregavam imagens de Bhutto.

Segundo estimativa do policial Asraf Leghari, mais de 100 mil pessoas visitaram o túmulo desde domingo.

EFE

Grupo nacionalista diz querer evitar novo conflito como o ocorrido entre 2008 e 2009 na região

O movimento nacionalista Fatah pediu nesta segunda-feira ao rival Hamas uma reconciliação para evitar uma nova ofensiva de Israel em Gaza, como a que entre 2008 e 2009 terminou com a morte de 1,4 mil palestinos. "A necessidade de reconciliação é mais urgente e importante, especialmente devido às ameaças israelenses de lançar uma nova guerra na faixa", disse o negociador-chefe palestino e membro do Comitê Central do Fatah, Saeb Erekat, em entrevista à rádio pública "A voz da Palestina".

O diplomata fez as declarações no segundo aniversário da ofensiva "Chumbo Fundido", que Israel desencadeou em 2008 como resposta ao lançamento de foguetes e bombas por parte das milícias islamitas da faixa, que buscavam com isso forçar a anulação do bloqueio a esse território.

Além das mortes, metade delas de civis, a operação militar israelense deixou uma destruição em massa da qual Gaza ainda não se recuperou. Treze israelenses morreram durante o conflito, no qual a comunidade internacional, por meio de um relatório do juiz Richard Goldstone, nomeado pela ONU, acusou tanto Israel como o Hamas de terem violado o direito internacional de guerra e cometido possíveis crimes contra a humanidade.

Controlada pelo Hamas desde 2007, quando esse movimento se rebelou contra a autoridade do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, a Faixa de Gaza viu nos últimos meses um levantamento parcial do bloqueio comercial, mas ainda segue fechada tanto por Israel como pelo Egito.

Nos últimos dez dias, os lançamentos de foguetes por parte das milícias islamitas e os bombardeios israelenses aumentaram, até gerar uma escalada da violência e das ameaças mútuas. Em entrevista coletiva em Gaza, o porta-voz do grupo armado do Hamas, Abu Obeid, alertou Israel de "estar brincando com fogo", e que seus "homens lutarão ferozmente se for iniciada uma nova guerra".

iG São Paulo

Caixa com cabos, baterias e antenas não continha detonador; na semana passada, embaixadas foram alvos de ataques na cidade

Foto: AP

A polícia italiana desarmou um pacote com explosivos encontrado nesta segunda-feira na Embaixada da Grécia em Roma, capital da Itália. Pacotes suspeitos também foram encontrados nas representações diplomáticas de Venezuela e Dinamarca, mas especialistas afirmaram se tratar de alarmes falsos.

Segundo a polícia, o pacote enviado à embaixada grega é semelhante ao encontrado no metrô de Roma na semana passada. Os dois continham cabos, baterias e antenas, mas não continham um detonador.


Também nesta segunda-feira, falsos alarmes de bombas foram registrados nas embaixadas da Finlândia no Vaticano e da Albânia. Pouco depois de anunciarem que uma bomba havia sido desativada na embaixada grega, funcionários das embaixadas da Finlândia e da Albânia suspeitaram dos pacotes recebidos. Os especialistas isolaram a área e investigaram os pacotes, descobrindo que o enviado à legação finlandesa era uma agenda de 2011 e o da sede albanesa era um calendário.

Pouco depois, outros falsos alarmes foram registrados nos escritórios do Egito e na Eslovênia, que também foram isolados, pois os especialistas descobriram que os pacotes suspeitos continham três livros enviados à embaixada eslovena e um calendário recebido na representação egípcia.  Houve falsos alarmes também nas embaixadas do Principado de Mônaco, Venezuela, Dinamarca e Kuwait.

Anarquistas

Na semana passada, ataques com pacotes-bombas feriram duas pessoas nas embaixadas da Suíça e do Chile em Roma. O grupo anarquista italiano FAI (Federação Anarquista Informal) assumiu a autoria dos ataques.

"Decidimos fazer nossa voz ser ouvida com palavras e com fatos, vamos destruir o sistema de dominação, viva a FAI, viva a Anarquia", dizia um bilhete encontrado pela polícia.

O incidente tem semelhanças com um episódio no mês passado na Grécia, onde militantes de extrema esquerda enviaram pacotes-bombas a governos estrangeiros e a embaixadas em Atenas.

A FAI é bem conhecida das autoridades italianas. Serviços de inteligência disseram em um relatório enviado no ano passado ao Parlamento que o grupo é "a principal ameaça terrorista nacional do tipo anarco-insurrecionista". Em dezembro de 2009, o mesmo grupo havia reivindicado o atentado a bomba em um túnel sob a Universidade Bocconi, em Milão. A explosão, às 3h da madrugada, não deixou vítimas.

Os ataques ocorreram num momento de tensão na Itália. Na semana passada, uma manifestação estudantil contra uma reforma universitária terminou em violência e várias prisões no centro de Roma, no mais grave distúrbio na cidade em vários anos.

Medidas de austeridade fiscal adotadas em vários países por causa da crise financeira na Europa têm desencadeado grandes manifestações no continente, e especialistas anteveem uma onda de violência política por parte de grupos de extrema esquerda.

Com AP, EFE e Reuters

BBC Brasil

Mohammed Bellazrak não conseguiu encontrar o caminho de volta para casa nem se comunicar com a família

Um homem de 72 anos foi resgatado por policiais após passar três dias dirigindo por uma rodovia nos arredores de Londres, na Inglaterra.

Segundo jornais britânicos, Mohammed Bellazrak tentava chegar a sua casa, em Wiltshire, cerca de 150 km a oeste da capital britânica, após deixar sua mulher no aeroporto de Gatwick, ao sul de Londres, em 23 de dezembro. Ela partiria do aeroporto de Heathrow para visitar a família do casal no Marrocos, mas o voo foi transferido para Gatwick por causa da neve.

Bellazrak deixou do aeroporto por volta das 18h (16h em Brasília) e, como não tinha celular, não conseguiu encontrar o caminho de volta para casa nem se comunicar com a família. Ele foi dado como desaparecido pelos filhos, que pediram a ajuda da polícia.

Através de câmeras de segurança em estradas, a polícia descobriu que o veículo passou por uma série de cidades nos arredores de Londres. Bellazrak disse que passou por Londres três vezes.

Ele dormia no carro e parava para comprar café e pedir orientação. No entanto, ninguém parecia entender direito sua pergunta, e ele acabava voltando para a estrada. "Quando voltei para casa fiquei muito feliz por estar vivo", disse, ao ser resgatado.

Ele havia levado suprimentos para se proteger do frio em caso de uma pane no veículo, mas não tinha levado o remédio que toma para diabetes. Segundo o jornal The Guardian, Bellazrak disse que levará um dos filhos quando for buscar a mulher no aeroporto, e que nunca mais sairá sem o telefone celular.

BBC Brasil

Ex-magnata que chegou a ser considerado o homem mais rico da Rússia entrou em conflito com Putin após financiar oposição

Foto: AP

O ex-magnata russo Mikhail Khodorkovsky foi considerado culpado das acusações de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro por um tribunal em Moscou nesta segunda-feira, segundo agências de notícia russas.

Este é o segundo julgamento de Khodorkovsky, que cumpre pena de oito anos por fraude e evasão de impostos. Seus simpatizantes dizem que as acusações são motivadas por razões políticas.

Khodorkosky, que chegou a ser tido como o homem mais rico da Rússia, entrou em rota de colisão com o ex-presidente e atual premiê russo Vladimir Putin por financiar partidos de oposição.

Prisão estendida

O ex-magnata, de 47 anos, foi preso em 2003 e deveria ser libertado no ano que vem, mas a nova condenação pode mantê-lo na prisão até 2017. Neste novo caso, Khodorkovsky e seu sócio Platon Lebedev são acusados de roubar centenas de milhões de toneladas de petróleo de sua própria empresa, a Yukos, e de lavar o dinheiro proveniente do roubo entre 1998 e 2003.

Os acusados foram levados ao tribunal algemados e escoltados por policiais armados. Centenas de manifestantes protestavam do lado de fora pedindo liberdade e dizendo "Coloquem Putin (primeiro-ministro russo) na cadeia!". A polícia realizou várias prisões.

Protestos

Khodorkovski rechaçou as acusações e disse que um Estado que destrói suas melhores empresas e confia apenas na burocracia e no serviço secreto é um Estado doente.

Muitos críticos acreditam que o governo quer manter o ex-magnata atrás das grades pelo maior tempo possível porque ele desafiou o primeiro-ministro Vladimir Putin financiando a oposição. Em uma entrevista televisada na semana passada, Putin se referiu a Khodorkovsky dizendo que "um ladrão tem que ficar na prisão".

Os advogados do ex-magnata disseram que as declarações de Putin "dissiparam qualquer dúvida sobre quem pressiona o tribunal" e afirmaram que os comentários poderiam ajudar num apelo caso o veredicto considerasse Khodorkovsky culpado.

BBC Brasil

Presos em operação policial são acusados de conspirar para provocar explosão e preparar atentados entre outubro e dezembro

Nove homens foram indiciados pela polícia britânica por acusações de conspirar para provocar explosões na Grã-Bretanha e de preparar ataques terroristas.

Segundo a polícia do condado de West Midlands, os nove homens, com idades entre 19 e 28 anos, deverão depor nesta segunda-feira à Justiça. Três deles são de Cardiff, no País de Gales, dois são de Londres e quatro são de Stoke-on-Trent, no centro da Grã-Bretanha.

Os nove foram presos em uma operação policial coordenada pela Unidade de Anti-Terrorismo de West Midlands no dia 20 de dezembro. Outros três homens foram presos na operação, mas acabaram soltos sem serem indiciados.

Os homens, que continuam presos, foram acusados de conspirar entre os dias 1º de outubro de 20 de novembro para provocar uma explosão. Eles também são acusados de se envolver em condutas para preparar atos terroristas entre as datas de 1º de outubro e 20 de dezembro.

O lorde Alex Carlile, revisor independente das leis anti-terror britânicas, afirmou após as prisões que havia indícios "significativos" de um plano terrorista.

iG São Paulo

Na província de Guizhou, sudoeste do país, engavetamento com mais de cem veículos matou sete e feriu 15

Foto: AFP

Dois graves acidentes de trânsito deixaram pelo menos 21 mortos nesta segunda-feira na China. Entre as vítimas estão 14 crianças que estavam a caminho da escola.

O primeiro acidente, um enorme engavetamento com mais de cem carros e caminhões, ocorreu em meio à forte névoa na autoestrada de Guizhou, sudoeste da China, anunciou a imprensa oficial chinesa. Sete pessoas morreram e 15 ficaram feridas. O acidente provocou um engarrafamento de 20 quilômetros.

Em outro acidente, 14 estudantes morreram quando o veículo em que viajavam saiu da estrada na província de Hunan. Outras seis crianças ficaram feridas.

A malha rodoviária chinesa é considerada uma das mais perigosas do mundo. Em 2009, 70 mil pessoas morreram, uma média de 190 mortes diárias, segundo estatísticas oficiais.

Com AFP

BBC Brasil

Inverno rigoroso provoca cancelamento de mais de 2 mil voos e complicam transporte ferroviário e trânsito nas estradas

Fortes nevascas na Costa Leste dos Estados Unidos causaram o cancelamento de mais de 2 mil voos e geraram caos no transporte ferroviário e nas estradas.

Os principais aeroportos de Nova York - JFK, LAGuardia e Newark Liberty - fecharam, deixando milhares de passageiros presos durante o movimentado período entre Natal e Ano Novo.

Voos também foram cancelados em outros aeroportos do Nordeste do país, assim como em Washington, Baltimore e Chicago. A operadora de ferrovias Amtrak suspendeu os serviços entre Nova York e Boston, onde a previsão era de 20 a 40 centímetros de neve.

Novos cancelamentos

O porta-voz da companhia aérea Delta Kent Landers disse esperar novos cancelamentos nesta segunda-feira no nordeste do país, mas "certamente até terça de manhã nosso objetivo é normalizar as operações em toda a Costa Leste".

Outras empresas também declararam esperar mais cancelamentos de voos, enquanto as operadoras tentam remarcar as passagens de quem ficou preso. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, alertou para o perigo trazido pelos fortes ventos, mas disse que 1,7 mil veículos removedores de neve já estão preparados e cerca de 2,4 mil funcionários foram chamados para limpar as ruas da cidade.

Estado de emergência

Os estados de Maryland, Nova Jersey, Carolina do Norte e Virgínia declararam estado de emergência. "Pedimos cautela extrema durante as viagens. Tente estar cedo em casa e, se viajar não for necessário, não viaje", disse o governador da Virgínia, Bob McDonnell, que afirmou ainda que a neve levada pelos fortes ventos tornaria dirigir ainda mais perigoso.

No Sul, Geórgia e Carolina do Sul tiveram neve durante o Natal pela primeira vez em mais de cem anos, enquanto a capital Washington DC aparentemente escapou da nevasca mais forte. Autoridades no Canadá estão se preparando para enfrentar a tempestade de neve.

EFE

São as piores inundações desde 1974, quando uma série de tempestades fez transbordar os rios e moradores morreram

As fortes inundações que afetam o leste da Austrália após a passagem do ciclone "Tasha" deslocaram os crocodilos para áreas urbanas situadas perto do litoral, informa nesta segunda-feira a emissora de rádio "ABC".

Vários destes enormes répteis foram avistados nas últimas horas no povoado de Ingham, 2.000 quilômetros ao norte de Sydney no estado de Queensland. A cidade foi uma das mais prejudicadas pelas enchentes e está isolada desde o Natal.

O prefeito de Ingham, Andrew Lancini, espera que não se repita a tragédia de 1999, quando em uma tempestade similar uma criança de cinco anos desapareceu e provavelmente foi devorada por um crocodilo.

Após anos de seca, as intensas chuvas de dezembro arrasaram o sudeste da Austrália, onde milhares de pessoas foram evacuadas e dezenas permaneceram semanas incomunicáveis.

Os serviços de resgate percorrem a região em navios para recolher os ocupantes de automóveis que ficaram presos no lodo e proteger com sacos de areia casas e negócios.

São as piores inundações desde 1974, quando uma série de tempestades fez transbordar os rios e dezenas de moradores morreram na região de Queanbeyan.

Os especialistas acreditam que estas tempestades são causadas pelo fenômeno "La Niña", que esfria as correntes marinhas do Oceano Pacífico e aumenta a intensidade das chuvas.


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