EFE Um grupo armado sequestrou Erika Gándara, a única agente policial de Guadalupe, Distrito de Bravos, na fronteira com os Estados Unidos, informou neste domingo a Procuradoria Geral do Estado de Chihuahua, ao qual pertence este município. Erika de 28 anos, foi atacada na quinta-feira passada de manhã quando um grupo armado entrou em sua casa no mesmo povoado e a levou à força, explicou o porta-voz da Promotoria estatal, Carlos González. Neste município, Erika era a única policial interina desde junho, porque ninguém se apresentou para o posto por causa do medo de ser assassinado. Atualmente são cinco as mulheres que dirigem as delegacias de Polícia de vários municípios conflituosos neste estado, norte do país. Chihuahua é um dos estados mais violentos do México que foram castigados pelo narcotráfico, especialmente Ciudad Juárez, na fronteira com a americana El Paso (Texas) e onde foram registrados mais de 3.100 assassinatos neste ano.
26/12/2010 10:03 PM
BBC Brasil Partidos políticos leais ao candidato presidencial Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como o vencedor do pleito de novembro na Costa do Marfim, convocaram uma greve civil a partir desta segunda-feira para pressionar o presidente Laurent Gbagbo a deixar o poder. "Confirmo que convocamos uma greve geral pelo país a partir de amanhã", disse o porta-voz de Ouattara, Patrick Achi, neste domingo. Um comunicado emitido pelo partido de Ouattara confirmou a medida. "Não devemos permitir que eles roubem nossa vitória", disse o comunicado. O correspondente da BBC em Abidija Jophn James disse que a maioria dos funcionários públicos já vem faltando ao trabalho por causa da confusão que está imersa o país desde o início da crise política. Avião Neste domingo, um porta-voz de Gbagbo disse que qualquer intervenção militar no país poderia deflagrar uma guerra civil. Em entrevista ao jornal francês Le Figaro, Gbagbo disse que uma intervenção militar abriria um perigoso precedente. "Seria a primeira vez que países africanos começariam uma guerra porque uma eleição deu errado", disse ele, afirmando ser vítima de uma conspiração internacional, liderada por França e EUA. Neste domingo, a chancelaria suíça disse que um avião pertencente a Gbagbo foi impedido de deixar o aeroporto de Basel-Mulhouse, que é administrado por Suíça e França. O ministério das Relações Exteriores francês disse que a medida foi tomada atendo a pedido das "autoridades legítimas" da Costa do Marfim.
26/12/2010 09:55 PM
EFE A República Dominicana reportou neste domingo 23 novos casos de cólera, o que eleva para 105 o número de afetados pela doença no país. O ministro da Saúde Pública local, Bautista Rojas, informou ao jornal "Listín Diario", que 11 dos afetados estão internados em vários centros de saúde. O funcionário reiterou que até o momento não aconteceu a primeira morte, embora tenha admitido que as autoridades averiguam a morte de um agricultor no sul do país, que apresentava sintomas de cólera. As autoridades de Saúde Pública intervieram nos rios Artibonito, que divide o país com o Haiti, San Juan, e em toda a bacia do rio Yaque del Sur, o segundo maior do país. Segundo suas declarações, o presidente dominicano, Leonel Fernández, liderará na próxima terça-feira um ato para incorporar 5.000 voluntários aos trabalhos de prevenção da cólera.
26/12/2010 09:43 PM
EFE O presidente venezuelano, Hugo Chávez, utilizou neste domingo pela primeira vez os poderes especiais que recebeu recentemente da Assembleia Nacional ao decretar uma lei orgânica que cria o Fundo Simón Bolívar para a Reconstrução, dotado de 10 bilhões de bolívares (US$ 2,325 bilhões) e destinado às vítimas das enchentes no país. O presidente fez uso dessa faculdade depois de, no último dia 17, a Assembleia Nacional aprovar a Lei Habilitante que permite a Chávez governar por decreto durante os próximos 18 meses sem estar sujeito ao controle do Parlamento. No entanto, por se tratar de uma lei orgânica, o decreto ainda deve ser enviado ao Tribunal Supremo de Justiça para que o texto seja analisado e considerado de acordo com os requisitos de uma lei dessa natureza. "Agora é preciso enviá-la ao Tribunal Supremo para que ele determine o caráter orgânico. Que a burocracia não complique o assunto", declarou Chávez. O presidente venezuelano assinou o primeiro decreto-lei em presença do governante boliviano, Evo Morales, que fez uma breve visita à Venezuela para se solidarizar com as vítimas das recentes inundações no país.
26/12/2010 09:10 PM
EFE Os Estados Unidos "ainda vão demorar um tempo" para fechar a prisão na base militar de Guantánamo, na ilha de Cuba, uma das promessas do presidente Barack Obama ao chegar à Casa Branca, reconheceu neste domingo o porta-voz da Presidência americana, Robert Gibbs. "Certamente, não vai ser fechada no próximo mês. Vai demorar um tempo. Parte da possibilidade de seu fechamento depende da vontade dos republicanos de trabalhar com a Administração neste assunto", explicou Gibbs em entrevista ao canal de notícias "CNN". Obama terá pela frente no ano que vem um novo Congresso onde os republicanos terão a maioria na Câmara dos Representantes. Por isso, é de se esperar que será mais complicado aprovar leis sobre o fechamento de Guantánamo, medida à qual os republicanos já se opuseram várias vezes. O porta-voz da Presidência americana reiterou o interesse da Administração Obama em julgar alguns dos prisioneiros de Guantánamo em tribunais federais, em vez de fazê-lo em tribunais militares, mas reconheceu que existem problemas "legais" para a transferência dos detentos. "Alguns seriam julgados em tribunais federais, como vimos acontecer no passado. Outros serão julgados por comissões militares, e provavelmente vão passar o resto de suas vidas em uma prisão de segurança máxima da qual ninguém, inclusive terroristas, pôde escapar", acrescentou Gibbs. "E outros, infelizmente, deverão permanecer detidos indefinidamente. Não vamos colocá-los novamente no campo de batalha", destacou.
26/12/2010 09:02 PM
AFP O presidente da Venezuela Hugo Chávez lamentou neste domingo a morte do ex-presidente Carlos Andrés Pérez, firme opositor de seu governo, e assegurou que sua família tem o direito de enterrá-lo em seu país. "Isto não deve alegrar ninguém. Nós recebemos com pesar a morte de qualquer venezuelano", declarou Chávez em um ato público junto com seu colega boliviano Evo Morales, de visita a Venezuela.Chávez comentou que uma das filhas de Pérez ligou para uma pessoa do governo para pedir que os restos de seu pai possam ser repatriados para a Venezuela. A família tem nosso sentimento e tem todo o direito de trazê-lo para cá, e dar a ele uma sepultura cristã", afirmou."Que descanse em paz", acrescentou."Mas que com ele descanse em paz e se vá para sempre a forma que ele encarnou de fazer política, essa forma de fazer política atropelando os direitos dos povos", disse ainda. A família de Pérez informou que o ex-presidente seria enterrado na quarta-feira, em Miami, onde vivia e faleceu. Segundo o jornal El Universal deste domingo, Pérez pediu, antes de morrer, que seus restos fossem levados para a Venezuela "sempre e quando houver liberdade".Pérez, que morreu no sábado aos 88 anos, vítima de um ataque cardíaco, marcou a política da Venezuela na segunda metade do século XX com a nacionalização do petróleo em seu primeiro mandato e com crise social conhecida como "Caracazo" no segundo, o que abriu caminho político para o atual presidente Hugo Chávez. Seu primeiro governo, entre 1974 e 1979, foi caracterizado pela nacionalização do petróleo e pela fundação da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), que permitiu a seu país favorecer-se dos altos preços do bruto e ganhar o apelido de "Venezuela saudita".Ele tomou posse pela segunda vez em 2 de fevereiro de 1989, mas, antes que terminasse esse mês, ele teve de enfrentar o "Caracazo", a maior revolta popular que esse país viveu na era moderna democrática.Em muitas oportunidades, o presidente Chávez disse que este protesto e as fortes desigualdades sociais foram o germe do que hoje ele chama "revolução bolivariana". Três anos depois do "Caracazo", em 1992 Pérez derrotou duas tentativas de golpe, uma encabeçada pelo então desconhecido tenente-coronel Hugo Chávez, que, apesar de pegar mais de dois anos de prisão pela rebelião militar, projetou-se como líder sobre as cinzas dos partidos tradicionais.O segundo golpe, de 27 de novembro de 1992, foi encabeçado por generais e almirantes, e também derrotados pelas tropas leais a Pérez. Em 1996, o ex-presidente foi processado e condenado dois anos e quatro meses de prisão por malversação agravada de fundos secretos. Saiu em liberdade em 18 de setembro de 1996, mas não interrompeu sua atividade política, sendo eleito em novembro de 1998 senador por seu estado natal de Táchira, apesar de estar em prisão domiciliar por um novo caso de corrupção que envolvia sua esposa Cecilia Matos.Pérez recobrou sua liberdade para exercer como senador, mas em 1999 o congresso foi substituído pela Assembleia Constituinte, e o ex-governante se lançou como constituinte, mas não foi eleito, e pouco depois abandonou o país para evitar um novo julgamento. Foi morar nos Estados Unidos, de onde periodicamente publicava notas com suas críticas quanto aos rumos do governo de Chávez e também manifestou seu desejo de voltar à Venezuela para passar seus últimos dias, depois de ter a saúde debilitada por dois acidentes cardiovasculares em 2003 e 2004.nr/cn
26/12/2010 08:55 PM
Nahum Sirotsky É provável que o mais difícil trabalho é o de Primeiro Ministro e chefe de governo de Israel. Ele se defronta às 24 horas do dia com a questão das relações com os árabes em geral e palestinos em particular. Cada gesto e cada palavra dele são analisados pelos seus vizinhos que sempre encontram com o que discordar. O mínimo desagrado precipita reações negativas que chegam aos quatro cantos. Não há hipótese de agradar. Pior, porém, é a política interna. O homem é de circo. Nunca se sabe se é mesmo a favor ou pelo contrário, quais suas intenções. As oposições se empenham em pegá-lo como quem não diz nunca a verdade. O seu gabinete, ministros, fora as rotinas de seus ministérios vivem na maior confusão. Ele tem genial jogo de corpo. O sistema é parlamentar o que implica em que todas as resoluções que não sejam as rotineiras têm de ser aprovadas por uma maioria dos ministros para poderem ser encaminhadas a voto com segurança de serem aprovadas. Acontece que o Ministério é integrado de partidos de todas as tendências. São desde extrema direita à esquerda. São tão compatíveis quanto o azeite e a água. Mas é a salvação. Todos amam seus cargos e vantagens. Dizem o mais atrevido do que pensam a jornalistas, porém como anônimos, sem por em risco suas posições. Mas se podem ser lidos e reforçam sua imagem perante seu eleitorado afirmam e assumem. Preferem preservar a Coligação. Eleição é sempre um risco que é melhor evitar. Benjamin ?Bibi? Netanyahu está sempre navegando por mares perigosos, porém como um peixe dentro da água. Hoje foi dia que poderia ser de tempestade. Avigdor Lieberman, emigrante do desaparecido império soviético, criou um partido do nada e é seu,?Israel, Nossa Casa?, tem o apoio dos que viveram sob o sistema soviético e tem ojeriza pelo comunismo. São tantos que tem suas emissoras de rádio, canal de televisão, imprensa diária fortíssima, tudo em russo. São ultranacionalistas. Lieberman é um líder que não admite dúvidas sobre o que decide. Tem 15 votos no Parlamento. É ministro do Exterior sem muitas delicadezas diplomáticas. Boas relações entre Israel e a Turquia são fundamentais. Existem diferenças desde que Israel impediu que navio de bandeira turca rompesse o bloqueio marítimo de Gaza à custa das mortes de vários que nele viajavam. A Turquia quer pedido de desculpas de |Israel. O caso voltou à tona quando o navio foi devolvido aos turcos hoje. Lieberman com seu notório estilo declarou que os turcos são muito atrevidos em sua exigência. E aproveitou para reafirmar sua pública falta de fé no processo de paz com os palestinos. Usou linguagem pouco adequada e ideias que diplomata algum jamais assume de público. Diplomacia é para resolver conflitos. Bibi não demorou a falar: ?Apenas o Primeiro Ministro quando fala representa a posição do governo?, declarou a turcos e palestinos, aos árabes e ao mundo ao desautorizar seu Ministro do Exterior que começou a vida como leão de chácara de uma boate em Tel Aviv. Amanhã, de Lieberman, se saberá se ele se ofendeu. Conveniência é sempre fator de peso. Ficar fora do poder não é vantagem.
26/12/2010 08:51 PM
AFP O presidente proclamado da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, denunciou um complô da França e dos Estados Unidos para afastá-lo do poder e disse que as ameaças africanas de intervenção militar em seu país devem ser levadas a sério, segundo entrevista divulgada neste domingo pelo jornal francês Le Figaro on-line. Gbagbo questiona a atuação dos embaixadores da França e dos Estados Unidos nos dias seguintes à polêmica eleição de 28 de novembro."Eles foram buscar Youssouf Bakayoko, o presidente da Comissão Eleitoral Independente, para conduzi-lo ao Hotel do Golf, que é o quartel-general de meu adversário" (Alassane Ouattara, reconhecido vencedor pela maioria da comunidade internacional), afirma Gbagbo." Então nos inteiramos de ele disse a uma televisão que meu adversário havia sido eleito. Durante esse tempo, o Conselho Constitucional trabalhava e disse que Laurent Gbagbo foi eleito", contou."A partir daí, franceses e americanos disseram que foi Alassane Ouattara (que venceu as eleições). Tudo isso é o que chamamos de complô", afirmou. Gbagbo se encontra, além disso, sob a ameaça de uma intervenção militar de seus vizinhos, reunidos dentro da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO)."Todas a ameaças devem ser levadas a sério. Mas na África seria a primeira vez que países africanos estariam dispostos a entrar em guerra contra outro país porque as eleições saíram mal", declarou ainda.
26/12/2010 07:53 PM
AFP Seis pessoas de uma mesma família foram encontradas mortas no estado de Chihuahua (norte), considerado o mais violento do México, três meses depois de terem sido sequestradas, informou a promotoria estatal. As vítimas tinham entre 17 e 34 anos e pertenciam a uma mesma família, indicou a promotoria, sem detalhar o parentesco. Os seis foram sequestrados há três meses por um comando armado.Os corpos foram encontrados boiando num arroio perto de uma mina abandonada do município serrano de Urique. As autoridades atribuem crimes como este a uma disputa entre os carteis narcotraficantes de Juárez e Sinaloa pelo controle das rotas de droga para os Unidos e pelos mercados locais.Em Ciudad Juárez, de 1,2 milhão de habitantes, foram cometidos 3.100 homicídios no correr do ano.
26/12/2010 07:15 PM
EFE A Justiça iraniana condenou à morte uma pessoa acusada de "espionar para Israel", informou neste domingo o procurador-geral de Teerã, Abbas Jaafari Dolatabadi, quem, no entanto, evitou identificar o réu. O responsável se limitou a assinalar que a sentença foi ditada por um tribunal revolucionário da capital e que a identidade do suposto "espião do regime sionista" será revelada assim que a condenação for ratificada. Dolatabadi, citado pela agência de notícias local "Mehr", revelou também que a Justiça iraniana tem outros três processos parecidos em aberto, os quais estão sob investigação. No final de outubro, dois cidadãos iranianos foram detidos por suposto vínculo com o serviço secreto israelense. A República Islâmica do Irã não reconhece a existência do Estado de Israel, o qual considera seu maior inimigo.
26/12/2010 06:56 PM
EFE As autoridades da Holanda libertaram cinco dos 12 somalis detidos na última sexta-feira por suposta participação no planejamento de um ataque terrorista, informou neste domingo a Procuradoria do país em comunicado. O Ministério Público explica que não há provas contra essas cinco pessoas, mas os outros sete detidos continuam presos após passarem por interrogatório neste sábado. Dos cinco libertados, três deles - homens de entre 30 e 40 anos - foram transferidos às autoridades de imigração por não terem permissão para residir na Holanda. Os outros dois, que estavam com toda a documentação regularizada, foram postos em plena liberdade, explicou a Procuradoria. As 12 prisões realizadas na sexta-feira em Roterdã (sul do país) ocorreram após um aviso dos serviços Inteligência da Holanda, que temiam um ataque terrorista iminente no país. Por enquanto, não se sabe o possível alvo dos supostos terroristas. Apesar do receio de terrorismo, as autoridades holandesas decidiram manter o nível de alerta "limitado", pois consideram que as possibilidades de um atentado no país são reduzidas.
26/12/2010 06:43 PM
Reuters Israel tratou com escárnio neste domingo a exigência da Turquia para que o Estado judaico peça desculpas pelo ataque a um navio de ajuda humanitária em Gaza como condição para o restabelecimento das relações entre os dois países. "Acho que a questão de um pedido de desculpas chega a ser uma provocação", disse o ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, a diplomatas israelenses em um discurso com a presença de meios de comunicação internacionais. "Na verdade, nós estamos à espera de um pedido de desculpas do governo turco, e não o contrário", acrescentou. Lieberman respondia a um pedido da Turquia, reiterado pelo ministro das Relações Exteriores Ahmet Davutoglu no sábado, para que Israel se desculpe e ofereça compensações pela morte de nove turcos, em confrontos a bordo do navio de ajuda Mavi Marmara em maio. O incidente, após meses de censura turca à política israelense contra os palestinos, deteriorou as relações entre o Estado judaico e seu antigo aliado muçulmano e membro da Otan. Representantes dos dois países mantiveram conversações para uma reaproximação em Genebra neste mês. Autoridades israelenses dizem ter proposto um acordo que implicaria em seu país expressar "remorso" pela violência no navio e pagar indenizações às famílias dos mortos e aos feridos, em troca de um compromisso da Turquia de liberar o pessoal da Marinha de ações judiciais. "Um pedido de desculpas formal de Israel só serviria para alimentar tais ações judiciais", disse o vice de Liberman, o deputado Danny Ayalon. A imprensa turca cita Davutoglu, uma figura de liderança no partido do primeiro-ministro Tayyip Erdogan, o AK, de raízes islâmicas, como tendo colocado em dúvida a credibilidade do governo de Israel, no sábado. "O fato de termos a vontade de fazer a paz não significa que outros também tenham essa vontade. Então, isso cria dificuldades. É muito difícil estabelecer uma vontade política em Israel", disse Davutoglu. Ele disse que a Turquia enviou rapidamente aviões para ajudar no combate a um incêndio florestal em Israel neste mês, e sugeriu que, se a situação fosse invertida, os israelenses teriam levado dias para fazer a mesma coisa. Lieberman classificou os comentários como "mentiras", lembrando o apoio em transporte aéreo de Israel à Turquia após o terremoto de 1999. Israel diz que seus fuzileiros abriram fogo contra o barco em legítima defesa, o que é contestado pelos ativistas pró-palestinos que estavam no barco com ajuda humanitária. Israel recusou-se a retirar o bloqueio naval à Faixa de Gaza, alegando que carregamentos de armas podem chegar até os militantes do Hamas, contra quem o país trava uma guerra há dois anos. Lieberman acusou o governo de Erdogan de cumplicidade com a organização islâmica turca IHH, que patrocinou o navio Marmara Mavi e outros navios que tentaram romper o bloqueio. Ancara quer que as fronteiras de Gaza sejam liberadas, mas distanciou-se da missão IHH. "Se alguém deveria pedir desculpas, deveria ser o governo turco a Israel sobre a cooperação com elementos terroristas, seu apoio ao terrorismo, apoio ao IHH, o Hamas e o (libanês) Hezbollah. Não haverá desculpas (israelenses)", disse Lieberman.
26/12/2010 04:54 PM


