The New York Times Foto: The New York Times Dois casais do albatroz de cauda curta, espécie que supostamente vive apenas em duas ilhas japonesas, foram encontrados em ninhos na Ilha Kure e no Atol Midway, dois refúgios da vida selvagem nas ilhas havaianas.
Até hoje, acreditava-se que as últimas colônias reprodutivas desses pássaros estavam nas ilhas japonesas. A população adulta total da espécie não ultrapassa os 3 mil.
A nova descoberta traz esperanças de que o pássaro possa se propagar além do Japão, afirmou Jessica Hardesty Norris, diretora do Programa de Aves Marinhas da Preservação Americana de Pássaros, uma organização ambiental.
?Seu local de procriação no Japão é um habitat bastante decente, mas há um vulcão muito ativo e perigoso?, explicou ela. ?Isso poderia acabar com a espécie, então ficamos animados com a possibilidade de outra colônia viável?.
O albatroz de cauda curta é um pássaro de ataque, com um lustroso bico rosado, corpo branco e nuca e coroa num tom de dourado.
Embora o pássaro já tenha prosperado nas ilhas do Oceano Pacífico, o uso de suas penas para chapéus e outras finalidades decorativas levou a uma queda populacional no final do século 19.
Algumas áreas de procriação em Torishima, no Japão, foram danificadas numa erupção vulcânica em 1939, e o número de casais se reproduzindo caiu para cerca de dez.
Os pássaros que foram recentemente encontrados incluem um par macho-fêmea, com um ovo fecundado, e um par fêmea-fêmea com dois ovos. Ainda não ficou claro se os ovos do par de mesmo sexo foram fecundados.
26/12/2010 02:03 PM
The New York Times Foto: The New York Times Pesquisadores descobriram uma forma de calcular matematicamente a singularidade de uma impressão digital.
Embora as impressões digitais sejam únicas a cada indivíduo, impressões de cenas de crime são, geralmente, padrões incompletos obtidos em maçanetas ou pedaços de vidro.
Conhecer a singularidade de uma impressão parcial pode ser útil a cientistas forenses que tentam determinar o valor de uma impressão digital como prova, explicou Sargur Srihari, um cientista de computação da Universidade de Buffalo que está conduzindo a pesquisa.
A singularidade já é usada como ferramenta de avaliação.
?Imagine um caso simples, onde um crime foi cometido por alguém com 2 metros de altura?, disse Srihari. ?Essa é uma estatura bastante rara; assim, essa característica se torna uma valiosa evidência para ajudar a identificar o suspeito?.
Outro exemplo é o DNA. Analistas forenses podem determinar o grau de singularidade de um padrão específico de DNA, e depois escolher usar essa informação para identificar possíveis culpados.
Srihari e o estudante universitário Chang Su dizem ter feito o mesmo para as impressões digitais.
?É puramente matemático?, afirmou Srihari. ?Estamos simplesmente dizendo: ?Acabamos de achar algo que é incomum, e isso se torna uma importante prova criminal??.
Para fazer a pesquisa, os cientistas definiram as impressões digitais como uma série de pontos, compostos pelas pontas e bifurcações dos sulcos. Então eles usaram um banco de dados de quatro mil impressões digitais, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, e criaram um sistema de computação que consegue ler padrões de impressões. Com base nos pontos de uma impressão, o sistema pode determinar matematicamente sua singularidade.
Atualmente, os cientistas forenses tomam essa decisão sem o apoio da tecnologia.
?Podem ser encontradas centenas de impressões numa cena de crime, e hoje a análise é feita intuitivamente por peritos humanos?, disse Srihari. ?Mas nós podemos calcular isso?.
A pesquisa foi apresentada na semana passada em Vancouver, na Columbia Britânica, durante a conferência anual de Sistemas de Processamento de Informações Neurais.
26/12/2010 01:11 PM
National Geographic
26/12/2010 11:57 AM
National Geographic Foto: National Geographic O rosto sereno do sacerdote egípcio Iufaa cumprimenta o mundo dos mortais pela primeira vez em 2500 anos. Enterrado nas areias do desertos, arqueológos da Universidade Charles, da República Tcheca, descobriram uma raridade: uma tumba que não foi saqueada, contendo centenas de artefatos. 
25/12/2010 02:16 PM
BBC Brasil A viagem de 6 mil km de uma pata que foi de Hong Kong ao Ártico e voltou revelou a pesquisadores mais informações sobre migrações de pássaros. O animal foi um dos 20 monitorados pelo grupo ambientalista WWF ao longo de um ano. O WWF usou a ferramenta Google Earth para identificar a rota até a reserva ambiental Mai Po, em Hong Kong. Outro pássaro alcançou a velocidade recorde de 114 km/h. A diretora da reserva, Bena Smith, disse que a pata monitorada frequentemente viajava a uma velocidade de 50 km/h. Um dos pássaros monitorados foi abatido sobre a Rússia, provavelmente por um caçador. O WWF e seus parceiros, incluindo o US Geological Survey (o serviço geológico dos Estados Unidos), estudam migrações e doenças aviárias.
24/12/2010 09:46 PM
iG São Paulo Foto: AP As crianças e todo o mundo podem acompanhar a trajetória de Papai Noel em tempo real durante toda a noite do dia 24 de dezembro, na qual estará dando presentes e saltará de continente para continente graças à ajuda de suas renas. 
Como todos os anos, o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês) habilita o site www.noradsanta.org, na qual as crianças podem seguir onde está Papai Noel em cada momento através de um mapa do Google. Também é possível seguir o serviço pelo Twitter @noradsanta.
O mapa indica sua posição exata com um ícone de Papai Noel, assinalando onde ele deu brinquedos, mostrando-o com um pacote vermelho com uma fita amarela.
A página, que está disponível em sete idiomas - inglês, japonês, chinês, alemão, espanhol, francês e italiano -, também inclui um vídeo com sua saída e indica qual será sua próxima parada. Veja no vídeo em inglês, a capitã do NORAD contando como foi a passagem do Papai Noel pelo Japão:
O Norad e seu antecessor, o Comando de Defesa Aérea Continental (Conad, Continental Air Defense Command), seguem a viagem de Papai Noel há mais de 50 anos, explica o site.
A tradição começou em 1955 quando a empresa Sears Roebuck & Co. publicou um anúncio no qual convidava as crianças a telefonarem para Papai Noel, mas em vez de seu número de telefone deu o da linha direta do comandante-em-chefe do Conad.
"O coronel Harry Shoup pôs seu pessoal para comprovar os sinais de radar que indicavam a rota de Papai Noel rumo ao Sul desde o Polo Norte", conta a Norad, e as crianças que ligavam tinham informação atualizada sobre sua localização.
Em 1958, os Governos do Canadá e dos Estados Unidos criaram um comando conjunto de defesa aérea e marítima para a América do Norte, o Norad, que herdou esta importante missão.
Algo que as novas tecnologias facilitou, mas que não deixa de ser uma árdua tarefa na qual participam membros da Norad e voluntários. A página inclui uma lista de perguntas mais frequentes como se realmente o Papai Noel existisse, algo que, "segundo os dados e a informação dada pelo Norad durante os últimos 50 anos, acredita-se que Papai Noel está bem vivo nos corações das crianças de todo o mundo".
Também lembram que durante sua longa viagem da noite do dia 24 de dezembro Papai Noel faz paradas para comer os doces que as crianças lhe deixam nas casas e, graças à informação privilegiada do Norad, há um contador das bolachas que vai comendo. Mais de 13 milhões de pessoas visitaram no Natal passado este popular site, que conta com mais de 470 mil admiradores na rede social Facebook e 30 mil seguidores no Twitter.
(Com informações da EFE)
24/12/2010 02:42 PM
BBC Brasil
A tripulação da Estação Espacial Internacional (na sigla em inglês, ISS) divulgou uma mensagem desejando feliz Natal e boas festas a todos no Planeta Terra.
Na mensagem de fim de ano, os três astronautas alertaram para a importância de valorizar o nosso planeta. O comandante Scott Kelly começou a saudação e foi seguido pela engenheira de voo, Cady Coleman.
O astronauta Paolo Nespoli ajudou os outros dois membros da tripulação a desejar feliz Natal na sua língua materna, o italiano. Os astronautas têm com eles uma pequena árvore de Natal e um boneco de Papai Noel.
24/12/2010 02:19 PM
National Geographic Foto: National Geographic
24/12/2010 01:06 PM
BBC Brasil Um protótipo de gerador que pode transformar a luz do sol em combustível foi demonstrado com sucesso em laboratório por pesquisadores dos Estados Unidos e da Suíça. Em um processo semelhante à fotossíntese, a máquina usa raios solares e o metal cério para quebrar as moléculas de dióxido de carbono ou água e transformá-las em combustíveis líquidos que podem ser armazenados e transportados.
A pesquisa, que foi publicada na revista Science, explica que o novo dispositivo é diferente dos painéis fotovoltaicos (que aproveitam a luz para gerar energia) normais. Os painéis fotovoltáicos convencionais só podem usar a eletricidade que geram no mesmo local em que estão instalados e não conseguem gerar combustível à noite.
O novo reator de energia solar, no entanto, consegue gerar combustível que pode ser armazenado e transportado. E também poderia continuar funcionando no fim do dia.
Modelo
A máquina tem uma janela feita de quartzo e uma cavidade que concentra a luz do sol e a direciona para um cilindro revestido com óxido de cério, um metal de terra rara.
O cério tem uma propensão natural a liberar oxigênio quando aquece e absorvê-lo quando esfria. Depois que o metal é aquecido pela luz do sol, dióxido de carbono ou água são bombeados para dentro do recipiente. O cério retira o oxigênio presente nestes elementos enquanto esfria, em uma reação química que cria monóxido de carbono ou hidrogênio.
O hidrogênio produzido pode ser usado para abastecer células de hidrogênio em carros, enquanto a combinação de hidrogênio e monóxido de carbono pode ser usada para criar uma espécie de "gasolina sintética.
Segundo os inventores do reator solar, o aproveitamento das propriedades do cério é o grande avanço científico da pesquisa. Por ser o metal de terra rara mais abundante que há, o cério torna a fabricação do dispositivo mais barata e sua produção mais viável.
Melhorias
No entanto, os pesquisadores dizem que o protótipo ainda é ineficiente, já que o combustível criado aproveita somente entre 0,7% e 0,8% da energia solar que entra no recipiente. A maior parte da energia é perdida pela parede do reator ou pelo desvio da luz solar para fora do aparelho, através da abertura.
Mas eles acreditam que a eficiência pode chegar a 19% com melhor isolamento de calor e redução da abertura. Nesse momento, a máquina já poderia ser produzida comercialmente, segundo a professora Sossina Haile do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, que chefiou a pesquisa.
"A química do material é perfeita para este processo", diz. Ela afirma que o reator pode ser usado para criar combustíveis para transporte ou ser adotado em usinas de energia, onde o combustível criado com energia solar poderia ficar disponível também à noite. No entanto, ela acredita que o destino deste e de outros dispositivos em desenvolvimento dependerá de os países adotarem uma política de baixo carbono.
"Se tivéssemos uma política de baixo carbono, uma pesquisa desse tipo avançaria muito mais rapidamente", disse ela à BBC.
Fotossíntese
Foi sugerido que o dispositivo imita as plantas, que também usam dióxido de carbono, água e luz do sol para criar energia como parte do processo de fotossíntese, mas a professora Haile diz que a analogia é muito simplista. "No sentido mais genérico, há semelhanças, mas elas acabam por aí", afirmou.
Daniel Davies, o chefe de tecnologia da companhia fotovoltaica britânica Solar Century, envolvida na pesquisa, diz que o processo foi "muito empolgante". "Acho que a pergunta é onde colocá-lo. Você colocaria seu reator solar no telhado ou seria melhor mantê-lo como uma grande indústria no deserto do Saara e transportar o combustível por navios?", disse.
Haile acredita que um reator no telhado poderia produzir até aproximadamente 14 litros de combustível por dia. Apesar do rápido avanço de dispositivos de energia solar, a eficiência, a economia e o armazenamento destes dispositivos ainda são problemas.
Outra tentativa de contorná-lo são as usinas solares de nova geração, que foram construídas na Espanha e nos Estados Unidos. Elas utilizam um conjunto de espelhos para concentrar a luz solar em receptores em forma de torres. A luz do sol que entra nas torres movimenta turbinas a vapor. Um novo projeto espanhol usará sais derretidos para armazenar o calor do sol por até 15 horas, para que a usina possa potencialmente operar à noite
24/12/2010 12:34 PM
iG São Paulo Foto: Divulgação/Science Objetivos e crenças são uns dos estados internos que guiam humanos em suas jornadas pela vida. A habilidade de deduzir intenções e crenças de outras pessoas, conhecida como ?Teoria da Mente?, é a base das interações sociais, desde caça coletiva até justiça criminal. É assim que Agnes Melinda Kovács e colaboradores começam artigo que foi publicado hoje na revista especializada Science, mostrando que bebês com sete meses de idade são capazes de automaticamente codificar as crenças alheias. Embora estudos anteriores, usando uma variedade de métodos, tenham sugerido que crianças bastante pequenas poderiam ter as habilidades da teoria da mente, o consenso até pouco tempo era que só depois dos três ou quatro anos tais habilidades se consolidavam. Os participantes tinham a tarefa de assistir a uma série de vídeos animados, com um personagem que lembra os azulados Smurfs entrando em cena, colocando a bola em cima de uma mesa. Em seguida, a bola rola para trás de uma parede baixa. Na presença do ?Smurf?, a bola ou sai de trás da parede, ou rola e sai de cena, para que o personagem forme sua crença sobre o paradeiro da bola. Depois, na ausência do ?Smurf?, a realidade ou permanece como está, ou muda. As condições sem mudança são chamadas de crenças verdadeiras: a bola que ficou atrás da parede continua lá e a bola que tinha saído de cena não volta. Já nas condições chamadas de falsas crenças, ou a bola que tinha ficado sai de cena ou a que tinha saído, volta. Tudo isso ainda sem o Smurf por perto. Na etapa final, o personagem volta, a parede abaixa, mostrando se a bola está lá ou não e os pesquisadores medem, por exemplo, o tempo que os bebês olhavam para as cenas. Em cada experimento, a condição na qual o bebê e/ou o personagem acreditavam que a bola estava atrás da parede foi comparada à condição na qual nem o participante nem o agente acreditavam que a bola lá estava. Os pesquisadores estudaram também o comportamento de adultos em resposta aos mesmo filmes. O tempo de reação tanto de adultos quanto de bebês era mais rápido quando a ?crença? do smurf sobre a localização da bola batia com o paradeiro real da bola. Isso aconteceu mesmo quando o personagem deixou a cena. Kovács e colegas concluem que a mera presença de um agente - personagem nesse caso ? dispara processos poderosos de computação de crenças que devem ser parte crucial de sociedades humanas.
23/12/2010 06:16 PM
The New York Times Foto: The New York Times As vendas de árvores falsas devem atingir o recorde de 13 milhões este ano, conforme a qualidade melhora e elas se tornam mais convenientes com recursos como luzes embutidas e fechamento fácil. Ao todo, mais de 50 milhões de árvores de Natal artificiais irão enfeitar salas de estar americanas nesta temporada, segundo o principal grupo de comércio do setor, em comparação com cerca de 30 milhões de árvores reais. Kim Jones, que comprava uma árvore em uma loja Target no bairro do Brooklyn esta semana, está convencida de estar fazendo um favor ao planeta ao comprar um pinheiro de plástico por US$200, fabricado na China, em vez de comprar um pinheiro cortado em nome de uma temporada de folia. "Eu tenho muita consciência sobre o meio ambiente", disse Jones. "Vou manter essa árvore por 10 anos e com isso 10 árvores de verdade não serão cortadas". Mas Jones e as outras milhões de pessoas que compraram árvores falsas podem não estar fazendo nenhum favor ao meio ambiente. No estudo mais definitivo sobre as perenes árvores reais versus as falsas, uma empresa de consultoria ambiental em Montreal descobriu que uma árvore artificial teria de ser reutilizada por mais de 20 anos para ser mais ecológica do que comprar uma árvore recém cortada. Os cálculos incluíram as emissões de gases causadores do efeito estufa, o uso de recursos e os impactos na saúde humana. "A árvore natural é a melhor opção", disse Jean-Sebastien Trudel, fundador da empresa Ellipsos, que divulgou o estudo independente no ano passado. As emissões anuais de carbono associadas à utilização de uma árvore verdadeira todos os anos representam apenas um terço das emissões de uma árvore artificial ao longo de um ciclo de vida típico de seis anos. A maioria das árvores falsas também contém cloreto de polivinila, ou PVC, que produz agentes cancerígenos durante sua fabricação e descarte. A Ellipsos estudou especificamente o mercado de árvores de Natal em Montreal, que são cultivadas em Quebec ou fabricadas na China. Trudel disse que os resultados provavelmente são diferentes para outras cidades e regiões. O excesso de condução motorizada por parte dos consumidores para comprar árvores verdadeiras poderia inclinar a balança em favor das árvores artificiais, pelo menos em termos de emissões de carbono. Em geral, o estudo constatou que o impacto ambiental das árvores de Natal reais é muito pequeno e significativamente menor do que o das árvores artificiais ? uma conclusão partilhada por grupos ambientalistas e alguns cientistas. "Você não faz nada de errado ao cortar uma árvore de Natal", disse Clint Springer, botânico e professor de biologia na Universidade Saint Joseph, na Filadélfia. "Muitas pessoas pensam que as árvores artificiais são melhores porque você está preservando a vida de uma árvore. Mas neste caso, você tem uma plantação feita só para isso". Os fabricantes de árvores falsas argumentam que as evidências não são tão claras. "Se você comprar uma árvore de Natal artificial e reutilizá-la por pelo menos cinco anos, certamente estará agindo de maneira ecológica", disse Thomas Harman, fundador e executivo-chefe da Balsam Hill, fabricante de árvores artificiais de primeira linha. Harman, disse que a quantidade de viagens de carro feitas pelos consumidores para comprar uma árvore de Natal real compensam a energia e poluição de comprar uma árvore artificial da China. A Associação Americana de Árvores de Natal, grupo comercial de fabricantes e vendedores de árvores artificiais, diz que o seu próprio estudo descobriu que foram necessários 10 anos de uso antes de uma árvore falsa se tornar melhor para o meio ambiente do que uma real, pelo menos em termos de emissões de carbono. No entanto, os benefícios não são imediatamente aparentes tanto para consumidores quanto para produtores de árvores. Numa tarde de muito frio no Mercado de Inverno em Nova York, esta semana, Lizza Stanley buscava sua árvore de Natal com seu marido, Brian. Eles ponderavam se uma árvore artificial seria melhor para o meio ambiente, porque poderia ser reutilizada. O vendedor de árvores, Rob Rodriguez, da Fazenda Van Houten de Orangeville, Pensilvânia, foi de pouca ajuda. "Eu não sei ao certo", disse Rodriguez. "Eu acho que a natural?" A balança pende a favor de árvores de Natal naturais por causa da maneira como são cultivadas e colhidas. Cerca de 400 milhões de árvores agora crescem em fazendas de árvores de Natal nos Estados Unidos, segundo a Associação Nacional de Árvores de Natal, que representa os produtores e vendedores de árvores reais. Cerca de 30 milhões de árvores são colhidas anualmente. As árvores reais produzem oxigênio, ajudam a fixar o carbono em seus galhos e no solo e fornecem habitat para aves e animais, disse Springer. Fazendas de árvores de Natal também ajudam a preservar os espaços verdes e campos agrícolas, particularmente perto de zonas urbanas densamente povoadas, onde a pressão para a construção é intensa. "Isso permite que pessoas que tem terras que podem não ser boas para cultivo consigam plantar e lucrar, e não se sintam obrigadas a vender para construtoras", disse Mike Garrett, proprietária e operadora de uma fazenda de árvores de Natal em Sussex, Nova Jersey. Após as férias, as árvores reais podem continuar a servir a um propósito. Nova York, por exemplo, oferece a reciclagem gratuita das árvores, que são transformadas em adubo. Em 2009, cerca de 150 mil árvores foram transformadas em adubo pela cidade. As árvores artificiais, pelo contrário, são quase exclusivamente fabricadas na Ásia a partir de plástico e metal e não podem ser recicladas pela maioria dos programas de reciclagem municipais. Depois de seis a 10 anos de uso, a maioria vai parar em um aterro sanitário. Melly Garcia, que comprou um pinheiro no bairro de Upper East Side de Manhattan esta semana, disse estar certa de que a árvore real é a escolha correta para ajudar o meio ambiente. "As árvores são provenientes de um local sustentável e se você descartá-las corretamente serão recicladas", disse ela. "Então, eu fico bem com isso". Jami Warner, diretor-executivo da Associação Americana de Árvores de Natal, o grupo que promove as árvores artificiais, disse que nenhum dos dois tipos de árvore teve muito impacto sobre o meio ambiente ? "especialmente quando comparado com algo que a maioria de nós faz todos os dias, como dirigir um carro", ela escreveu em um e-mail. Sobre este ponto, Trudel da Ellipsos concorda. "Quando você realmente considera a questão, se você deixar o carro em casa alguns dias por semana e pegar caronas ou andar de bicicleta, você vai compensar completamente o impacto ambiental da sua árvore", disse ele. "Não é algo tão grande. Aproveite a sua árvore, seja qual for a que você preferir".
23/12/2010 04:46 PM
AFP Foto: AFP Um extraordinário observatório subterrâneo de partículas subatômicas foi concluído dentro de um enorme cubo de gelo com um quilômetro de extensão em cada face, no subterrâneo no Polo Sul, informaram cientistas. 
A construção do IceCube, o maior observatório de neutrino dos mundo, levou uma década de trabalho na tundra antártica e ajudará os cientistas a estudar as partículas espaciais na busca da matéria negra, material invisível que integra a maior parte da massa do universo.
Segundo a Fundação Nacional de Ciências (NSF), dos Estados Unidos, o observatório, situado 1.400 metros sob a superfície, próximo à estação americana Amundsen-Scott, no Pólo Sul, custou mais de 270 milhões de dólares.
O cubo consiste de uma rede de 5.160 sensores ópticos, cada um do tamanho de uma bola de basquete, suspensos por cabos em 86 buracos no gelo, feitos com uma perfuratriz de água quente especialmente projetada.
A NSF informou que o último sensor foi instalado no cubo, que tem um quilômetro de cumprimento em cada direção, em 18 de dezembro. Quando estiver posicionado, ficará para sempre enterrado no permafrost, enquanto os buracos perfurados se encherão de gelo.
O interesse é estudar os neutrinos, partículas subatômicas que viajam a uma velocidade próxima à da luz, mas são tão pequenas que podem atravessar matéria sólida sem colidir com suas moléculas.
Os cientistas acreditam que os neutrinos tenham sido criados primeiro durante o Big Bang e ainda são gerados por reações nucleares em sóis e quando uma estrela morre, gerando uma supernova.
Trilhões deles passam por todo o planeta o tempo o todo, sem deixar vestígios, mas o IceCube busca detectar a luz azul emitida quando um neutrino ocasional colide com um átomo no gelo."O gelo polar antártico se revelou um meio ideal para detectar neutrinos", destacou a NSF em um comunicado no qual anunciou a conclusão do projeto."É excepcionalmente puro, transparente e livre de radioatividade", completou o comunicado.
Os cientistas afirmam que o IceCube é uma pedra fundamental para a pesquisa internacional e dizem que o estudo dos neutrinos os ajudará a entender as origens do Universo. "Deste ponto privilegiado nos confins do mundo, o IceCube fornece um meio inovador de se investigar as propriedades de partículas fundamentais que estão na origem de alguns dos fenômenos mais espetaculares do Universo", acrescentou a NSF.
A maior parte do financiamento do IceCube veio da NSF, com contribuições de Alemanha, Bélgica e Suécia.Cientistas de Canadá, Japão, Nova Zelândia, Suíça e Barbados também trabalharam no projeto, que é operado pela Universidade do Wisconsin em Madison.
23/12/2010 04:13 PM


