Leoleli Camargo, iG São Paulo Foto: Getty Images Os transtornos alimentares são caracterizados por alterações doentias do comportamento em relação aos alimentos e à alimentação. Estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o problema é mais comum em mulheres, e pode afetar entre 1% e 4% da população feminina mundial ao longo da vida. Uma estatística que pode pular para 15% se contados os casos menos intensos ? que não preenchem os critérios clássicos da doença ? marcados pela adoção apenas eventual de laxantes, diuréticos, moderadores de apetite, dietas malucas, vômito induzido e prática compulsiva de exercícios físicos. Parte dos casos menos intensos, infelizmente, evolui para um dos três transtornos alimentares mais frequentes: a anorexia, a bulimia ou a compulsão por comida. Em comum, além do elevado risco de morte, portadores destes transtornos compartilham uma intensa preocupação com o peso e uma imagem distorcida do próprio corpo. Na cartilha com informações e orientações sobre transtornos alimentares, a Associação Nacional de Distúrbios Alimentares (NEDA), dos Estados Unidos, esclarece mitos sobre este grupo de doenças. Veja a seguir os principais. Transtornos alimentares só afetam mulheres Homens com transtornos alimentares tendem a ser gays Anorexia é o transtorno alimentar mais grave Ninguém morre de bulimia Fazer dieta é um comportamento normal da adolescência Pessoas com anorexia nunca comem Transtornos alimentares estão relacionados apenas com aparência e beleza Menores de 15 anos não têm transtornos alimentares É impossível ter dois transtornos alimentares ao mesmo tempo
Parar de comer ou provocar vômitos são escolhas pessoais
As pessoas não optam por desenvolver transtornos alimentares. Bulimia, anorexia e compulsão por comida são doenças que se desenvolvem ao longo de um período de tempo e requerem tratamento apropriado.
O problema também afeta homens. Embora existam poucos dados estatísticos sobre o perfil masculino dos transtornos alimentares, aproximadamente 25% dos diagnósticos de anorexia são feitos em meninos, por exemplo.
As preferências sexuais não têm correlação alguma com o desenvolvimento de transtornos alimentares.
Todos os transtornos alimentares podem ter consequências físicas e psicológicas. Embora a perda de peso excessiva seja uma característica da anorexia, efeitos nocivos de outros transtornos alimentares podem ameaçar a vida ? como a desidratação aguda provocada pelo vômito induzido da bulimia.
Apesar das taxas de morte por bulimia serem menores do que as por anorexia, os portadores da primeira têm risco aumentado de morte súbita por conta dos vômitos induzidos ? eles interferem no equilíbrio entre a água e os sais minerais do corpo ? e também pelo uso frequente de laxantes e diuréticos.
É fato que a preocupação com a alimentação e com o próprio corpo virou um comportamento ?normal? da vida adolescente no mundo ocidental. No entanto, dar atenção excessiva a essas duas coisas pode aumentar o risco de desenvolvimento de transtornos alimentares. Monitorar qualquer dieta do adolescente e estimular uma alimentação com foco na saúde, no bem-estar e em uma imagem corporal saudável é o melhor caminho.
A maioria dos anoréxicos come. Entretanto, pessoas com a doença tendem a comer porções muito pequenas, alimentos com poucas calorias ou combinações estranhas entre alimentos. Alguns podem comer chocolates no café da manhã e não comer mais nada no resto do dia. Outros podem comer uma folha de alface com mostarda a cada duas horas. Os comportamentos alimentares da anorexia são muito individuais. A cessação total da alimentação é algo muito raro de acontecer, mas pode causar desnutrição e morte em apenas algumas semanas.
Doenças como anorexia e bulimia são problemas mentais e têm muito pouco a ver com aparência ou beleza. Isso é evidenciado pela continuação do problema mesmo depois que a pessoa alcança a meta inicial de peso. Transtornos alimentares normalmente estão associados a questões como controle e autoestima baixos, e frequentemente existem como parte de transtornos mentais maiores, como depressão, ansiedade ou transtorno obsessivo compulsivo (TOC).
Em geral, a anorexia é um transtorno que raramente tem início antes da puberdade. Já a bulimia é mais comumente detectada do final da adolescência até os 20 anos ou mais. Ainda assim, as duas doenças já foram diagnosticadas em crianças de sete e oito anos.
A associação de dois transtornos é comum. Alguns indivíduos vêm e vão entre a anorexia e a bulimia. Metade dos anoréxicos se transforma em bulímico ao longo da doença.
23/12/2010 10:28 AM
iG Saúde Foto: TV Globo/ Divulgação Não foi o assassino secreto de Passione que tirou a vida de Diana, a personagem vivida por Carolina Dieckmann. Ainda assim, a tal Hellp Síndrome, doença ligada à gravidez e responsável pela saída antecipada da atriz da trama do horário nobre da Globo, ganhou fama nacional e já é um dos temas mais buscados na internet. Quando são convidados a participar dos enredos retratados pelas televisões, os problemas de saúde mais diversos passam a frequentar as conversas na hora do jantar, o almoço com os colegas e também se transformam em dúvidas nos consultórios clínicos. Os médicos consideram que é um bom momento para discutir o tema, disseminar as técnicas preventivas e até esclarecer alguns mitos que envolvem as doenças. Por isso, o Delas relembra os transtornos de personalidade, as doenças neurológicas, os vírus e até as doenças crônicas que não perdoaram mocinhas, vilãs ou coadjuvantes. A novela Malhação tinha como uma das atrizes principais Samara Felippo. Na trama, a jovem descobriu o vírus da aids e a discussão foi sobre o aumento do número de mulheres jovens contaminadas pela doença. Saiba mais sobre aids no universo feminino: Para romper o silêncio da aids 2000: Camila e a leucemia A mocinha da novela, mais uma vez a atriz Carolina Dieckmann, sofria de leucemia e raspou a cabeça em rede nacional para retratar um dos possíveis efeitos do tratamento por quimioterapia. Saiba mais sobre leucemia: Médicos afirmam ter curado paciente com células-tronco: Saiba mais sobre o transplante de medula 2001: Mel e a dependência química Deborah Falabella, em O Clone, era uma das protagonistas da trama e sofria dependência química pelo uso de drogas. Saiba mais sobre dependência na mulher: Tempo de internação por álcool em mulher é maior Mulher usa mais cocaína na faculdade 2004: Laura e o Alzheimer A atriz Glória Menezes, em Senhora do Destino, interpretou Laura e o drama do Alzheimer, doença que compromete a memória. A enfermidade está em ascensão por causa do aumento da expectativa de vida nacional. Leia mais sobre o Alzheimer: Música para tratar o problema neurológico 2005: Haydée e a cleptomania A atriz Cristhiane Torloni, em América, era Haydée, mulher da alta sociedade que sofria de um distúrbio de comportamento chamado cleptomania, cuja principal característica é a dificuldade de se controlar para não furtar objetos de lojas e da casas de amigos. 2006: Gisele e a bulimia A adolescente Gisele, vivida por Pérola Faria, retratou em Páginas da Vida o drama da bulimia, transtorno alimentar em que a pessoa provoca vômitos ou diarreia depois de se alimentar. Conheça os principais sintomas da bulimia. Letícia Sabatella, na pele de Yvone, era uma vilã sem escrúpulos e sua maldade foi creditada a um distúrbio mental grave chamado de psicopatia. O transtorno é caracterizado por falta de emoção de seus portadores, ausência de vínculos sociais, comportamentos dúvidosos e incapacidade de se colocar no lugar do outro. 2009: Luciana e a tetraplegia Em Viver a Vida, Alinne Moraes interpretou uma tetraplégica Luciana. Na trama, ela ficou nesta condição depois de sofrer um acidente automobilístico. O tema trouxe à tona a necessidade de políticas inclusivas. Leia mais sobre o tema: Mais equilíbrio aos cadeirantes Na mesma trama, Bárbara Paz viveu Renatinha, modelo que não comia para emagrecer, mas exagerava na bebida, transtorno chamado pelos especialistas de drunkorexia. 2010: Stéfany e a depressão pós-parto Além da Hellp Síndrome, que matou Diana em Passione, este ano também será marcado por outra doença muito comum no universo feminino. Em Ti-ti-ti, Stéfany (Sophie Charlotti) vai começar a enfrentar o drama da depressão pós-parto. Leia mais:
1999: Erica e a aids
Yvone e a psicopatia
22/12/2010 11:20 AM
iG São Paulo Foto: Getty Images/44700.000000 As mulheres que sofrem violência sexual resistem em procurar ajuda médica, mostra uma pesquisa inédita realizada pelo Hospital Estadual de São Paulo Pérola Byington. Um levantamento feito com 936 vítimas de estupro concluiu que 88,9% delas não procuram unidades de saúde especializadas imediatamente após o crime. A demora em recorrer aos médicos especializados em violência sexual ? além de evidenciar o colapso enfrentado por estas mulheres ? também diminui o leque de opções para evitar uma gravidez pós estupro. Caso procurassem orientações clínicas nos primeiros cinco dias após o estupro, seria possível o uso de anticoncepção de emergência (pílula do dia seguinte). Depois deste período, pela legislação brasileira, estas mulheres têm garantido o direito de interromper a gestação por outros métodos, chamados de aborto legal. Ainda assim, de acordo com o estudo, 39% das vítimas não puderam fazer o procedimento pois estavam com tempo de gestação avançado (mais de 22 semanas ou com o feto pesando mais de 400 gramas). ?O dado sinaliza que o trauma faz com que a primeira reação das mulheres ainda seja a reclusão. Só depois, quando percebem a gravidez, é que elas passam a tomar atitudes e enfrentam o problema?, afirmou a psicóloga e mestre em Saúde Pública Daniela Pedroso, autora da pesquisa. Pelos cruzamentos feitos pelo estudo, foi identificado que um ponto em comum das mulheres que procuram ajuda tardia: o agressor é um conhecido da vítima. Em 5,2% dos relatos, os autores eram vizinhos. O ex-parceiro foi o autor da violência em 3,5% dos casos e o padrasto em 3,4%. Entretanto, das mulheres que engravidam, 62% foram estupradas por um desconhecido. O perfil traçado pelo Pérola apontou que a mulher vítima de abuso sexual que engravida tem idade média de 22,2 anos, cor branca (61,2%), solteira (76,3%), com ensino fundamental incompleto (37,4%) e com emprego formal ou informal (34,3%). ?Nos casos em que não houve aborto, em geral por demora na procura pelo atendimento, segundo apontou o estudo, os autores da violência eram conhecido, em sua maioria. Isso denota que a carga emocional faz com que as vítimas demorem mais para procurar ajuda?, afirmou Daniela. 
21/12/2010 12:34 PM
Bruno Folli, iG São Paulo Foto: Divulgação Os depoimentos postados em inúmeros blogs são mesmo comoventes. As mulheres que tiveram seus bebês em casas de parto descrevem a experiência em detalhes, sem poupar palavras nem parágrafos. A proposta das casas de parto é mesmo ser diferente dos hospitais. O ambiente é mais acolhedor, lembra uma residência e não uma sala de cirurgia. Sequer é obrigatório haver médicos nestes espaços, todo o trabalho pode ser realizado apenas por enfermeiras especializadas em obstetrícia e auxiliares de enfermagem. Mas antes de se entregar a este ambiente acolhedor e tão defendido por muitas mamães, é preciso saber algumas coisas. Primeiro, as casas de parto só aceitam gestações de baixo risco. ?A mulher não pode ter pressão alta, diabetes e gestação gemelar, entre outras condições?, afirma a enfermeira Najila Cristine Pinheiros Santos, do Centro de Parto Normal David Capistrano da Costa, em Belo Horizonte (MG). Segundo, é preciso ter um número mínimo de consultar pré-natal. Tais consultas são fundamentais para determinar o risco do parto, acompanhar a evolução da gravidez e para orientar a gestante. O pré-natal é visto como uma garantia de que a mulher realmente possui um risco reduzido de complicações durante o parto. Terceiro, faça ao menos uma visita à casa de parto antes da internação. ?É interessante conhecer o ambiente, as pessoas, o procedimento. Isso ajuda a mulher a já estar familiarizada com o processo quando chegar a hora do parto?, recomenda a enfermeira. Sem medicação As casas de parto praticam o chamado parto natural. O conceito é mais amplo do que simplesmente evitar o corte na região abdominal, característico das cesárias. A gestante não usa ocitocinas para acelerar o processo. Isso significa que ela estará sujeita a enfrentar muitas horas em trabalho de parto. ?Já tivemos uma paciente que ficou muito assustada com as contrações e pediu para ir ao hospital. Não havia nada de errado, ela só estava com medo?, recorda enfermeira Thais Talarico de Andrade, da Casa de Parto Sapopemba, na zona Leste de São Paulo. O caso ilustra a necessidade da mulher estar preparada psicologicamente para este tipo de parto. ?Não são raros os casos que passam de 15 horas?, afirma Thais. A única medicação utilizada é anestesia local para quando for preciso fazer uma pequena incisão no períneo (região entre vulva e ânus) para facilitar a saída do bebê. E se algo acontecer? Toda casa de parto precisa ter obrigatoriamente uma ambulância com motorista disponível, o tempo todo. ?Temos uma vaga sempre aberta para pacientes nossas no Hospital Vila Alpina, a cinco minutos daqui?, afirma Thais. Algumas casas de parto estão diretamente ligadas a hospitais, o que agiliza ainda mais a intervenção médica em situações de emergência. Pediatras o obstetras podem integrar equipes complementares em casas de parto, embora sua presença não seja obrigatória. Existem 27 centros de parto natural (CPN) no País, nome dado às casas de parto pelo Ministério da Saúde. Os espaços puderam ser criados a partir da portaria MS/GM nº 985, de agosto de 1999. Acompanhantes A maioria das casas de parto aceita mais de um acompanhante na sala. ?O número de pessoas não importa, mas recomendamos apenas quem vão contribuir, de alguma forma, com o processo do parto?, diz Thais. O tempo de trabalho de parto pode ser menor nos casos em que há acompanhantes presentes, de acordo com o Ministério da Saúde. O órgão reuniu 14 estudos científicos, nacionais e internacionais, para sustentar a recomendação. Há também menos risco de depressão pós-parto. As enfermeiras recomendam ainda outras estratégias bem simples para acelerar o trabalho de parto. ?Comer, andar, tomar banho morno de chuveiro?, enumera Thais. ?Dizem que fui corajosa? A professora de química Eliane Ogata, de 32 anos, teve sua primeira filha há cinco meses, em julho deste ano. Foram 16 horas para Sayuri nascer na Casa de Parto Sapopemba. ?Dizem que fui corajosa, mas tudo é mais simples e mais fácil do que se imagina?, afirma. A ideia do parto natural veio aos poucos. A princípio, Eliane resolveu evitar a cesariana, procedimento cirúrgico e três vezes mais arriscado. Uma pesquisa recente da Organização Mundial de Saúde (OMS) revela que a mortalidade materna, a necessidade de fazer transfusão de sangue e o encaminhamento dos bebês após o nascimento para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são 2,7 vezes maiores em cesarianas. Ao optar pelo parto normal, Eliane planejou o nascimento de sua primeira filha no hospital de sua confiança. Contudo, tal atendimento estava fora da cobertura do plano de saúde. Foi então que sua professora de ioga para gestantes recomendou uma visita a um grupo de grávidas, no qual eram compartilhadas informações sobre parto normal.
Lá, a gestante descobriu as casas de parto e o conceito do parto natural. ?Minha bolsa estourou às 6h, mas só tive minha filha às 22h15?, recorda. Mas vale à pena. Trinta minutos depois do parto, Eliane já havia tomado banho e resolveu jantar. Logo depois, foi dormir. ?Era tudo tranquilo. Só passei o segundo dia na casa de parto porque estava difícil a amamentação. Mas as enfermeiras passavam com milho, canjica, vinham oferecer mesmo estando fora do cardápio?, lembra-se. Essas longas horas em trabalho de parto somadas aquelas cenas tão propagadas pelo cinema, das mulheres berrando de dor ao dar à luz, são argumentos recorrentes entre as mulheres que optam pela cesariana. Tal procedimento representa cerca de 80% dos nascimentos no sistema privado de saúde na capital paulista.
20/12/2010 10:43 AM
iG São Paulo Foto: Getty Images Uma avaliação aplicada pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) aos alunos do sexto e último ano das faculdades médicas do Estado mostrou que os pacientes do sexo feminino correm riscos nas mãos dos futuros doutores. A prova ? que é voluntária e avalia conhecimentos gerais dos alunos ? teve índice de reprovação geral de 68%. As questões que reuniram o maior número de errantes foram as que perguntaram sobre gestação, exames ginecológicos e também condutas indicadas às mulheres com queixas cardiovasculares. Pelos dados divulgados nesta quinta-feira, 16, 85% dos futuros doutores não souberam interpretar um eletrocardiograma de uma mulher de 48 anos que deu entrada no pronto-socorro após 12 horas sofrendo de dor no peito. Também foi alta a quantidade de estudantes ? 78% - que errou a pergunta sobre qual o procedimento adequado para uma gestante de 23 anos e com quase nove meses completos de gestação que chegou à emergência com febre, dor de cabeça e batimento cardíaco alterado. Segundo os especialistas, pelo quadro descrito o indicado seria induzir o parto, mas em média oito em dez avaliados não souberam responder. Para o Cremesp, o resultado é alarmante já que pode ser traduzido como termômetro da qualidade dos profissionais que atendem em pronto-socorros e unidades de emergência. A formação ineficiente dos profissionais é creditada à abertura indiscriminada de cursos de medicina e à falta de hospitais universitários para a capacitação dos estudantes. Enquanto isso, segundo os números divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde, o índice de mortalidade materna brasileira permanece alto ? são 75 óbitos em 100 mil nascidos vivos, sendo que a meta traçada pelos especialistas é de 35 mortes no mesmo universo de pessoas. Apesar de ainda distante dos níveis considerados satisfatórios, este setor avançou no Brasil, já que em 1990 a razão era de 140 casos em 100 mil. 
18/12/2010 12:49 PM
The New York Times Foto: Getty Images/Thinkstock Novas pesquisas revelam que mulheres na menopausa com acumulo de gordura abdominal ou com a cintura grossa em comparação ao tamanho do quadril podem enfrentar riscos mais altos de tumores nas mamas com receptor estrógeno (ER) negativo. A equipe de pesquisa observou que tal distribuição de gordura corporal estava mais fortemente relacionada ao risco de desenvolver este tipo específico de câncer do que ao tipo ER positivo. Este tipo de distribuição de gordura corporal não foi associado a um risco mais alto de outros tipos de câncer, segundo dados do estudo publicado no dia 15 de dezembro no Journal of the National Cancer Institute. Quando o câncer de mama é do tipo receptor de estrógeno (ER) negativo quer dizer que o câncer não dispõe de receptores do hormônio feminino estrógeno, então o hormônio não estimula o câncer a crescer. A equipe de pesquisa, liderada por Holly R. Harris, do Brigham and Women?s Hospital and Harvard Medical School de Boston, ressaltou que pesquisas anteriores já haviam sugerido que a composição da gordura corporal (como indicado pelo Índice de Massa Corporal, IMC) tem uma relação complexa com o risco de câncer. Por exemplo, ter o IMC alto já foi relacionado a um aumento no risco de câncer de mamas pós-menopausa, mas não do tipo pré-menopausa. Por outro lado, os pesquisadores disseram que mulheres na menopausa com acúmulo de gordura em volta dos órgãos da região abdominal têm maior probabilidade de desenvolver condições de pré-diabetes conhecidas como hiperinsulinemia. Testes de laboratório mostraram que receptores de insulina podem promover o crescimento de células de câncer de mama. Nas mais recentes investigações, Harris e seus colegas se concentraram em dados de mais de 116.000 mulheres que participam do Nurses Health Study II desde 1989, dentre eles a circunferência da cintura e do quadril, registrada em 1993. Segundo os pesquisadores, o fato do câncer de mamas ER negativo ter sido mais fortemente relacionado à gordura abdominal e à proporção cintura-quadril do que o tipo ER positivo sugere que a forma que a distribuição da gordura corporal influencia nos riscos de câncer foge das trajetórias dos hormônios sexuais. ?As descobertas podem sugerir que um trajeto relacionado à insulina, por sua vez relacionado à gordura abdominal, esta envolvido no desenvolvimento de câncer de mamas na pré-menopausa?, escreveram os autores do estudo.
17/12/2010 12:04 PM
Bruno Folli, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Um recente estudo publicado por pesquisadores suíços confirma uma suspeita antiga dos médicos: substâncias presentes em alguns tipos de protetores solares são absorvidas pelo organismo e excretadas no leite materno. Como tais substâncias podem permanecer armazenadas na gordura do corpo durante semanas, especialistas sugerem evitar seu uso desde a gestação. A descoberta revela que bebês estão sendo expostos a composições químicas com potencial tóxico. ?Cérebro, órgãos sexuais, pulmões e inúmeras glândulas estão em formação nestas crianças, ainda muito novas. Não se sabe o que essa contaminação pode causar?, alerta o cosmetologista Maurício Pupo, consultor em desenvolvimento cosmético e coordenador da pós-graduação em cosmetologia da Unicastelo. A suspeita já existia porque estudos anteriores tinham verificado a presença de algumas substâncias de protetores na urina e no sangue de adultos. ?Se o produto penetra na pele e segue para o sangue, era razoável pensar que ele também poderia ir para o leite materno, em mulheres lactantes?, comenta Pupo. A taxa de contaminação das lactantes não é pequena. No estudo suíço, realizado com 54 mulheres na Universidade de Zurique, 85,2% das amostras de leite materno tinham algum resquício de protetor solar. ?O que chamamos de protetor solar é, na verdade, uma combinação de 20 a 30 substâncias químicas diferentes na formulação. Algumas requerem atenção?, adverte o especialista. Existem três substâncias que são particularmente problemáticas: 4-metilbenzilideno cânfora (4-MBC), 3-benzilideno cânfora (3-BC) e octocrileno (OC). Elas são chamadas de poluentes orgânicos persistentes (POPs), que podem permanecer acumulados nos tecidos gordurosos de organismos vivos, dentre eles os seres humanos. ?Essas substâncias estão presentes em cerca de 30% dos protetores comercializados no País?, afirma Pupo. E como os protetores são produtos cosméticos, na classificação da Anvisa, todos podem ser vendidos livremente, sem qualquer receita. Danos à reprodução O cosmetologista cita estudos mais antigos, nos quais ficou comprovado que as substâncias 4-MBC e 3-BC afetam o sistema reprodutor de animais. ?Elas podem desequilibrar o comportamento sexual feminino, alterar o tamanho da próstata e causar alguns desequilíbrios endocrinológicos?, aponta o especialista. ?Em ratos, o crescimento ficou mais lento e a puberdade, postergada?, acrescenta. Isso acontece, explica Pupo, porque os POPs agem sobre os mesmos receptores do estrógeno, o hormônio feminino. ?O organismo pode se confundir?, afirma. Estes efeitos danosos foram comprovados em animais, não em humanos. ?Os protetores são amplamente usados no Brasil e não há relatos de complicações por seu uso?, pondera o dermatologista Sérgio Schalka, tesoureiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD-SP). Como prevenir Na dúvida, o cosmetologista recomenda evitar os protetores com as substâncias suspeitas. ?Sei que os nomes são complicados para decorar, mas pessoas alérgicas são obrigadas a andar com listas enormes de substâncias que não podem usar?, comenta Pupo. Ele recomenda algo parecido às grávidas e lactantes. ?Anote o nome das substâncias e solicite ao farmacêutico um protetor solar livre delas?, orienta. Quanto usar Tendo em mãos um protetor solar adequado para gestantes e lactantes, a mulher deve ter cuidado para usá-lo corretamente. O ideal é aplicar cerca de 30 minutos antes da exposição ao sol, embora algumas marcas já tenham fórmulas mais modernas, com absorção quase imediata. Cerca de seis colheres de chá são suficientes para o corpo. Elas devem ser espalhadas de maneira homogênea e reaplicadas a cada duas horas. Se a pessoa passar menos protetor, o efeito dele passa a ser menor. Banhos de mar ou de piscina prolongados, com mais de 30 minutos, aceleram bastante a eliminação do protetor.
16/12/2010 11:20 AM
The New York Times Foto: Getty Images Mulheres mais velhas com baixos níveis de vitamina D no sangue podem ter maior risco de fraqueza muscular e óssea. Entretanto, constatou uma recente pesquisa, os altos níveis de vitamina D, recomendados por muitos especialistas, podem não oferecer nenhuma proteção. Ao acompanhar um grupo de 6.300 mulheres idosas durante 4,5 anos, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, descobriram que aquelas que no início do estudo apresentaram níveis de vitamina D relativamente baixos ? abaixo de 20 nanogramas por mililitro (ng/mL) ? de alguma forma eram mais propensas a desenvolver fraqueza do que aquelas com níveis altos da vitamina no sangue. Entretanto, não existe nenhuma evidência de qualquer benefício extra de ter níveis de vitamina D no sangue acima de 30 ng/mL ? nível recomendado por alguns pesquisadores para uma saúde exemplar. Mas, em relação ao risco de fraqueza, ela disse à Reuters Health: ?Não encontramos nenhuma evidência que este ?nível mágico? de vitamina D ofereça proteção?. As descobertas vieram logo depois da publicação de um relatório sobre a vitamina D bastante aguardado do Instituto de Medicina dos Estados Unidos (IOM), organismo científico independente que aconselha o governo federal sobre questões de saúde. Lançado em novembro, o relatório aumentou a dose recomendada de vitamina D para crianças e adultos, e não encontrou evidências suficientes de que a vitamina D, em qualquer nível, tenha benefícios para a saúde além da construção e manutenção de ossos fortes. Ensrud diz que as descobertas de sua equipe, relatadas na revista especializada Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, vão de encontro com as conclusões do IOM. ?A sociedade de certa forma se adiantou às evidências?, disse Ensrud, referindo-se à busca desenfreada pela vitamina D nos últimos anos, impulsionada por estudos que relacionaram a vitamina a de tudo um pouco ? desde as funções do sistema imunológico até a depressão e aos problemas cardíacos. Em relação à fraqueza, Ensrud explicou que alguns estudos já relacionaram baixos níveis da vitamina à fraqueza muscular e à desaceleração de movimentos, mas as evidências foram poucas e conflitantes. A equipe constatou que, no início, as mulheres com níveis relativamente baixos (abaixo de 20 ng/mL) ou altos (acima de 30 ng/mL) de vitamina D no sangue de alguma forma eram mais propensas a fraqueza ? limitações como fraqueza muscular, cansaço e ritmo lento ao caminhar ? do que aquelas com níveis moderados da vitamina (20 ? 29.9 ng/mL). Entretanto, quando os pesquisadores avaliaram o risco das mulheres se tornarem fracas com o passar do tempo, apenas os níveis baixos de vitamina D foram relacionados ao maior risco. Das mais de 4.500 mulheres que iniciaram o estudo em boas condições de saúde, 16% se tornaram fracas e quase 10% faleceram durante o período de acompanhamento. O risco de se tornarem fracas ou de morrer foi de 21% maior entre as mulheres cujos níveis iniciais de vitamina D estavam abaixo de 20 ng/mL, quando comparadas às colegas com níveis moderados. As mulheres que iniciaram o estudo com níveis acima de 30 ng/mL não mostraram nem aumento nem queda no risco de se tornarem fracas com o passar do tempo, quando comparadas às mulheres com níveis moderados. Por enquanto, Ensrud diz que a melhor aposta para as mulheres mais velhas ? e para todo mundo ? é seguir as recomendações de dosagem de vitamina D do IOM, ou seja, 800 IU por dia para adultos acima dos 70 anos e 600 IU para todos os outros a partir dos 12 meses de vida. A pesquisadora diz que o necessário no momento é a realização de testes clínicos que realmente avaliem se o uso de suplementos de vitamina D em idosos pode frear o risco de enfraquecimento. ?Você pode fazer qualquer observação sobre a vitamina D que quiser, mas se realmente quer saber se tal vitamina é útil, é necessário realizar testes clínicos?, disse ela. A Dr. Heike A. Bischoff-Ferrari, pesquisadora do Centro do Envelhecimento e da Mobilidade da Universidade de Zurique concordou com a necessidade de realizar mais testes para avaliar os efeitos da vitamina. * Por Amy Norton
?As pessoas costumam presumir que quanto mais, melhor?, disse a Dra. Kristine E. Ensrud, pesquisadora do Centro Médico VA e da Universidade de Minnesota, que liderou o estudo.
Mas, ainda não se sabe se a deficiência de vitamina D produz riscos excessivos em aspectos tão diversos da saúde ? tampouco se o uso de suplementos pode frear tais riscos.
Para testar se níveis baixos de vitamina D no sangue aumentavam o risco da mulher tornar-se fraca, Ensrud e sua equipe acompanharam 6.307 mulheres de idade acima dos 69 anos por uma média de 4,5 anos.
15/12/2010 11:05 AM
Lívia Machado, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Eles são feios, desconfortáveis, resistentes e podem provocar muitas doenças. Estão em todos os ambientes. No verão, aparecerem sorrateiramente na forma de micoses. Fugir deles é praticamente impossível. Os fungos "moram" na própria pele, nos animais, no solo e na água. Conviver com esse vegetal é uma atitude involuntária mas que pode ser pacífica. Para que a prevenção seja eficaz é preciso informação, higiene e cuidados. Embora a doença tenha variações, a pele, as unhas e os órgãos genitais são locais suscetíveis e fáceis de identificar a presença dos fungos. No indivíduo saudável, elas não representam riscos à saúde, mas o tratamento é indispensável: uma simples infecção nas unhas pode causar alterações nas funções dos outros órgãos do corpo e resultar em complicações sérias ao organismo. Elizabeth Leão, ginecologista do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, explica que tais vegetais têm peculiaridades que dificultam os tratamentos. ?É a forma de vida mais resistente do planeta, suportam desde as mais altas temperaturas até mesmo as mais baixas?, alerta. Quando atacam os órgãos genitais, provocam coceira e irritação. A doença não tem preferência de sexo, ataca vítimas de todas as idades e provoca coceira, vermelhidão e irritação da mucosa. Pode ser transmitida sexualmente, mas não deve ser confundida com uma DST (Doença Sexualmente Transmissível), pontua Elizabeth. Na pele, o processo é o mesmo. Tanto homens quanto mulheres são atingidos, mas hábitos e idade favorecem alguns tipos, ensina Elaine Marques, dermatologista do Hospital Sírio Libanês. ?Tirar a cutícula das unhas eleva as chances de desenvolver micoses nesses locais. Um tipo de micose do corpo chamada pitiríase versicolor (manchas brancas ou castanhas nas costas) prefere adolescentes e jovens que possuem a pele mais oleosa, que é alimento desse tipo de fungo." Vegetais tropicais Independentemente do foco atingido, três fatores aliados compõem o cenário perfeito para a proliferação de infecções. ?O aumento da umidade da pele, o tempo seco e abafado, desencadeiam as micoses. A queratina e a água propiciam ambiente ideal para essas doenças?, define Eliane. Tais coeficientes explicam a incidência dessas doenças nas épocas mais quentes do ano. ?A incidência das chamadas micoses de verão aumentam em dezembro e janeiro. Isso acontece porque a transpiração é elevada, as pessoas intensificam o contato com a água da piscina e do mar, o que faz com que a pele fique úmida por mais tempo. Essa umidade, aliada ao calor, debilita o organismo e favorece o aparecimento dos fungos.? Além dos fatores externos, o uso de antibióticos para o tratamento de outros problemas de saúde e o estresse - por provocar uma baixa no sistema imunológico - são outros dois gatilhos dessas doenças, ensina a especialista. Embora provoquem desconforto, as micoses tropicais, quando atacam a pele, são facilmente tratáveis. Cremes, pomadas, loções, shampoos, sprays e esmaltes antifúngicos listam o arsenal que pode ser prescrito pelos médicos. Alguns casos, porém, exigem a combinação de cremes com outros remédios. Alguns cuidados devem ser adotados para prevenir o aparecimento das micoses superficiais. A higiene é o primeiro passo, principalmente nas áreas preferidas pelos fungos. Vale ticar a lista preparada pelos médicos para manter-se longe das doenças: 1 - Não andar descalçado em pisos úmidos ou públicos;
?O tratamento é simples, mas requer disciplina. Em geral, o tempo mínimo é de 30 dias, porém quando o problema está nas unhas, o tratamento pode levar até um ano? explica a dermatologista.
2 - Não compartilhar toalhas;
3 - Procurar não utilizar lava-pés de piscinas e saunas;
4 - Evitar equipamentos profissionais de uso comum (botas, luvas, etc.);
5 - Não colocar roupas e calçados de outras pessoas;
6 - Só usar alicates de cutícula, tesouras e lixas esterilizados;
7 - Evitar meias que não sejam de algodão;
8 - Secar bem as regiões úmidas após o banho ou após o esporte;
9 - Não usar calçados fechados por muito tempo.
10 - Use luvas para realizar serviços domésticos (lavar louça, roupa).
11 - Os sabões e detergentes em excesso diminuem as barreiras de defesa naturais da pele e a umidade facilita aparecimento de micose nas mãos
14/12/2010 12:06 PM
Fernanda Aranda, iG São Paulo Foto: Getty Images O mal que o cigarro e a bebida alcoólica fazem ao bebê e a mãe nem sempre é argumento suficiente para as mulheres conseguirem abandonar os vícios durante a gravidez. Especialistas dizem que a mudança de hábito, por mais que seja desejada pelo sexo feminino, por vezes não é objetivo alcançado durante os nove meses de gestação e nem durante a amamentação. Um dado recente que reforça a dificuldade em deixar o tabagismo acaba de ser mapeado pela Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo. Levantamento feito com 65 mil grávidas atendidas na rede pública da cidade mostrou que 14,9% delas fumam. A taxa é muito próxima do número total de mulheres que fazem uso de cigarro sem estar gestantes: 16,9%, conforme pesquisa feita pelo Ministério da Saúde na capital paulista divulgada este ano. Da mesma forma, outros estudos já evidenciaram que o álcool permanece como um parceiro de risco da gravidez. Pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto apontou que 22% das gestantes consomem álcool regular ou esporadicamente. Esse número, concluiu o estudo, é maior do que o de gestantes com depressão. Segundo Hermann Grinfeld, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria e estudioso sobre os efeitos do álcool em grávidas, um trabalho feito nos Estados Unidos evidenciou que apenas 12% das mulheres dependentes de álcool e que engravidam reduzem drasticamente a quantidade etílica ingerida. ?Gostaria muito de dizer que 80% conseguem, mas os dados indicam minoria mesmo.? Danos Estes indicadores são provas de que a postura ?vou parar quando engravidar? é um comprometimento arriscado. O pneumologista pediátrico João Paulo Lotufo, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, acrescenta um outro perigo deste comportamento. Uma parte significativa das gestantes descobre a gravidez após a 5ª ou 6ª semana de gestação. Os cigarros fumados neste período de desconhecimento são suficientes para implicar negativamente no desenvolvimento uterino da criança. ?Há uma relação deste hábito com a má formação pulmonar e dos brônquios do bebê, além de maiores índices de asma e outros problemas respiratórios crônicos depois que a criança cresce?, diz ele ao completar que também há influência genética no processo. Hermann Grinfeld afirma que a influência do álcool ingerido pela mãe - mesmo que nas primeiras semanas de gestação ? é igualmente nociva. ?As principais evidências são de influência na formação do sistema nervoso da criança, com influência em comportamentos futuros, que podem causar tanto problemas cognitivos, como de relações pessoais.? A força da mulher Os indícios científicos de que o tabagismo e a ingestão de álcool afetam a formação do bebê não avaliam o impacto psicológico nas mulheres que tentam mas não conseguem largar o cigarro e a bebida alcoólica. Com exceção das dependentes crônicas de álcool e outras drogas ? que nestes casos não conseguem discernir na maior parte do tempo que fazem mal a si e a outros ? há um sofrimento reconhecido nas mulheres que tentam, não conseguem abandonar os hábitos e ainda têm a convicção de que a prática ameaça a sua família. Por este motivo, os especialistas afirmam que por mais que faltam instrumentos para avaliar os efeitos das medicações contra fumo e álcool na grávida e no bebê, este tratamento sempre é preferível do que o nenhum. A condição é que deve ser acompanhado por um médico de confiança. Para as mulheres que fumam e bebem, a orientação é repensar estes hábitos quando aparece a vontade de engravidar. Para as que fizeram o teste e o resultado foi positivo, algumas dicas são: - procure ajuda especializada e personalizada. Para as grávidas, é sempre bom contar com este apoio, além da vontade própria - o ideal é sempre parar bruscamente com o fumo e álcool. Se você é usuária crônica, defina um plano com o seu médico - Cuidado com as ?receitas caseiras?. A mistura de ervas e outros produtos que dizem ser ?boa para alguma coisa? pode prejudicar o bebê. 
13/12/2010 01:01 PM
Bruno Folli, iG São Paulo Foto: Getty Images Você sabia que perda ou ganho repentino de peso pode interferir na eficácia da pílula contraceptiva? E que a maioria dos antibióticos mais prescritos no País também reduz o efeito do anticoncepcional? Pois saiba que até o consumo de bebidas alcoólicas em excesso pode deixar o organismo em situações delicadas. ?Há risco de isso acontecer por causa da interação medicamentosa?, afirma o ginecologista Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). O termo interação medicamentosa diz respeito à interferência que um medicamento pode fazer sobre outro no organismo. Essa interação pode reduzir o efeito de uma ou das duas medicações, sendo que a combinação dos princípios ativos pode ainda gerar uma terceira reação. O efeito do contraceptivo oral é obtido por determinados hormônios e eles precisam ser metabolizados pelo fígado para serem disponibilizados no organismo. ?Em condições normais, o risco da pílula falhar é praticamente insignificante?, conta o médico. Isso porque seu uso diário mantém os níveis hormonais estáveis, evitando as oscilações típicas do ciclo menstrual que permitem a ovulação. No caso dos antibióticos, a interação medicamentosa acontece no trato gastrointestinal. É lá que os hormônios sintéticos da pílula, semelhantes à progesterona e ao estrogênio, sofrem a ação de enzimas produzidas por bactérias do intestino. O resultado desta ação é o estrogênio ativo, que é reabsorvido e assim garante o nível apropriado do hormônio no sangue. Mas os antibióticos destroem as bactérias intestinais e isso impede a formação adequada de enzimas para metabolizar a pílula a transformá-la em hormônios ativos, capazes de influenciar o ciclo menstrual. ?Logo, o efeito da pílula é menor?, resume o médico. O problema é que este efeito está previsto, de acordo com o ginecologista, em alguns dos antibióticos mais prescritos do País, como a amoxicilina, indicada para amidalite. O mesmo pode acontecer com ampicilina, eritromicina e rifampicina, indicada para tratamento da tuberculose. ?Todos alteram a produção de enzimas?, enfatiza. A descoberta desta interação medicamentosa começou a acontecer na década de 1970, com pacientes tuberculosas. Elas relataram sangramento acentuado no período menstrual e isso logo foi considerado um sinal clínico de que a pílula estava perdendo efeito. Anos depois, estudos foram realizados e constataram queda no índice de eficácia do contraceptivo oral quando ministrado junto ao antibiótico. O prejuízo vale apenas para o mês em que o medicamento é consumido. Antifúngicos e drogas anticonvulsivantes Os antifúngicos representam um problema quando são ministrados via oral. Isso acontece pelo menos motivo da interação com antibióticos, pois há perdas na produção de enzimas necessárias aos hormônios sintéticos da pílula. Na lista dos medicamentos capazes de interagir estão itraconazol, fluconazol, cetoconazol e griseofulvina. Já os medicamentos antifúngicos de uso tópico não representam risco de interação. Mas eles também podem ser menos eficazes, portanto menos prescritos. Os medicamentos tópicos, muitas vezes, permitem que alguns focos de fungos não sejam extintos. E isso favorece a recidivas, frequentes em casos de candidíase, por exemplo. A doença é causada por um fungo naturalmente presente na vagina, mas que prolifera de forma descontrolada quando há queda no sistema imunológico da mulher. Biquíni molhado, calcinha sintética são facilitares da doença. Efeito inverso O risco de engravidar mesmo tomando pílula anticoncepcional faz muitas mulheres suarem frio. Mas a interação medicamentosa também pode acontecer de outra maneira, com a pílula interferindo no efeito de alguns remédios usados contra doenças graves. É o caso dos ansiolíticos, prescritos contra ansiedade e distúrbios do humor. A pílula pode reduzir sua eficácia e permitir a progressão de quadros de estresse, aumentando o risco até de uma depressão se manifestar. ?Outra interação perigosa é com o clofibrato, medicamento usado para controle de triglicérides e colesterol?, afirma Fernandes. Com a eficácia reduzida, a paciente fica mais exposta ao risco de infarto e derrame cerebral. Outros problemas Variações repentinas de peso, seja para mais ou para menos, também podem ameaçar a eficácia das pílulas. O ginecologista Cláudio Joaquim Leite Boulhosa, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, explica que os hormônios do contraceptivo ficam fixados nas células de gordura. ?Se há variação brusca nestas células, pode ser preciso um certo período de adaptação do corpo para a pílula recuperar seu efeito pleno?, explica. Esse período não passa de dois ou três meses, sendo que apenas grandes variações de peso são capazes de alterar o efeito da pílula. ?Algo como o emagrecimento de pacientes que fizeram redução de estômago?, exemplifica. Além disso, os hormônios dos contraceptivos influenciam a metabolização de bebidas alcoólicas. Ela fica mais lenta. Naturalmente, o corpo da mulher já possui uma quantidade menor desidrogenase, enzima capaz de metabolizar o álcool. Com o uso da pílula, o processo das bebidas fica ainda mais prejudicado. ?É obrigação de todo médico, não apenas do ginecologista, perguntar quais medicamentos a pessoa está tomando, antes de prescrever qualquer coisa?, alerta Boulhosa. Mas a mulher também pode contribuir sempre alertando o médico sobre o fato de usar pílula, em qualquer consulta ou visita ao hospital.
11/12/2010 04:05 PM
Yara Achôa, iG São Paulo Foto: Thinkstock/Getty Images Uma pesquisa realizada no Brasil, com mais de 20 mil mulheres, revelou que 80% usam sutiãs em tamanhos inadequados, tornando o uso da peça extremamente desconfortável. Isso ocorre porque nem sempre a medida do contorno do tórax (costas) é proporcional ao volume dos seios (taças ou bojos). Os ajustes das alças também comprometem o conforto. ?Acreditando que a sustentação dos seios é feita exclusivamente pelas alças, muitas mulheres as encurtam ao máximo?, atesta Carolina Teixeira, gerente de marketing da marca de lingerie Liz, que organizou a pesquisa. O resultado desse desajuste é que o sutiã sobe nas costas e as tiras acabam marcando os ombros ? muitas vezes até machucando a pele! Mas além dos aspectos estético e de conforto existe uma questão de saúde. ?A alça, colocada bem em cima do músculo do trapézio, faz pressão nos ombros. Sendo uma ação repetitiva, em longo prazo pode levar a uma dor muscular localizada, a chamada dor miofascial, e até a um processo de inflamação muscular?, alerta a fisioterapeuta Gerseli Angeli, mestre e doutora em fisiologia do exercício pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretora científica do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (CEMAFE). Muitas mulheres optam pelo sutiã com tiras largas cruzando as costas, como um maiô de natação, pensando em maior sustentação - o que não corresponde à verdade. "E por ser bem justo ao corpo, também exerce grande a pressão no trapézio, podendo trazer as dores?, diz a especialista. Com o processo inflamatório instalado, a dor pode se agravar e irradiar ainda para a região cervical. Mais: esse quadro doloroso pode ser potencializado pelas atividades do dia a dia ? má postura ao sentar, altura inadequada do computador, tensão, etc. Daí que você sofre sem nem se dar conta da origem do problema. Abaixo as alças! Para saber se a lingerie é realmente o motivo do desconforto, primeiro procure deslocar as alças nos ombros de vez em quando ao longo do dia. ?Outra sugestão é abaixar as alças por um tempinho e perceber se o incômodo passa?, argumenta a fisioterapeuta. Se aliviar, o problema pode estar mesmo na peça íntima. Dependendo de quanto você deixou o quadro se agravar, o tratamento pode variar da simples troca de modelo de sutiã até o uso de relaxantes musculares e antiinflamatórios. Como acertar na escolha O sutiã deve ser bem ajustado ao tórax. ?Ao contrário do que se pensa, as alças não são as maiores responsáveis pela sustentação dos seios, e sim o bojo e aquela faixa que envolve o tórax, que devem ter o tamanho certo?, diz Carolina Teixeira, da Liz. Se as medidas da peça estiverem desproporcionais ao corpo da mulher, o sutiã sobe nas costas ou na frente, prejudicando a sustentação. E se as alças não podem ser muito justas, tampouco devem ser frouxas demais. ?Vale lembrar que quanto maior os seios, mais largas devem ser as alças?, explica Carolina. Para verificar se a lingerie está no tamanho adequado, faça o teste: vista a peça e coloque um dedo entre o sutiã e o tórax. Você deve sentir uma leve pressão - o dedo não deve ficar apertado nem folgado.
10/12/2010 01:11 PM


