Reuters ZURIQUE (Reuters) - O governo da Suíça e líderes dos principais bancos do país se reuniram para discutir formas de proteger as exportações suíças devido à valorização da moeda local, o franco suíço, disse o jornal Sonntag neste domingo. Os objetivo das conversas era incentivar os bancos a adotarem um seguro de risco cambial, acrescentou o jornal, sem citar qualquer fonte. O Banco Nacional da Suíça alertou que as exportações do país podem sofrer por conta da valorização do franco, que já subiu mais de 15 por cento este ano em comparação ao euro, enquanto o relatório trimestral do banco central suíço mostrou que a valorização da moeda prejudicou um grande número de empresas no quarto trimestre. No início desta semana, o presidente do Swatch Group, Nick Hayek, pediu aos bancos do país que resistissem à tentação de especular para obter lucros no curto prazo, o que pode acabar prejudicando a Suíça. Uma pesquisa com presidentes de 40 empresas suíças realizada pelo jornal SonntagsZeitung mostrou que 70 por cento acreditam que a moeda valorizada significa um grande risco. (Por Katie Reid)
26/12/2010 11:46 AM
AE A cortina de poeira que se levanta com o vaivém frenético das máquinas e trabalhadores virou chamariz para os curiosos que passam pelo quilômetro 13,7 da rodovia CE-293, no Ceará. De carro ou a pé, eles não resistem à tentação de espiar a transformação do Cerrado, com toneladas de aço, cimento e pedra. "É a Transnordestina, uma obra bilionária que vai trazer muito dinheiro para a região", afirma Francisco, um morador de Missão Velha, que tem muitas expectativas com a chegada da ferrovia. Ao lado do amigo Gabriel, ele usou a hora do almoço para conferir o estágio das obras, que seriam inauguradas pelo presidente Lula, no dia 14 de dezembro. Os dois foram ver de perto os primeiros 20 quilômetros prontos da estrada de ferro, concedida à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) durante a privatização, em 1997. Hoje, o projeto está entre as três maiores obras privadas do Brasil, ao lado das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO). Quando estiver toda concluída, em 2013, a ferrovia terá 1.728 quilômetros de extensão e ligará os portos de Pecém (CE) e Suape (PE) ao sertão do Piauí. Transportará cerca de 25 milhões de toneladas por ano de grãos, minérios e gesso, além de uma série de outros produtos. Até lá serão necessários 3 milhões de dormentes (viga de cimento que sustenta o trilho), 1,5 milhão de metros cúbicos (m³) de concreto e 90 milhões de m³ de escavações. Por enquanto, porém, apenas 1% de toda a obra está concluída, em quatro anos de trabalho. Hoje, 800 quilômetros da ferrovia estão em construção. Alguns em estágio avançado, com a instalação dos trilhos, caso do trecho de Missão Velha. Mas a maioria ainda está em fase de terraplenagem e construção de pontes e bueiros, a parte mais complicada do projeto. No total, a Transnordestina custará R$ 5,42 bilhões - quase R$ 1 bilhão a mais que o previsto no orçamento inicial. Da mesma forma, a data de término da obra também foi revista. Era para estar totalmente concluída este ano, mas o primeiro trecho - entre Eliseu Martins (PI) e Suape (PE) - só ficará pronto em outubro de 2012 e a parte do Ceará, em 2013. Segundo o presidente da Transnordestina, Tufi Daher, a lentidão da obra nos primeiros quatro anos foi decorrente de uma série de contratempos, como a dificuldade na desapropriação das áreas e no financiamento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
26/12/2010 11:31 AM
AE Este ano, pela primeira vez, a venda de computadores portáteis ultrapassou a de modelos de mesa no País. Isso tem trazido mudanças ao mercado. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), devem ser vendidos 7,15 milhões de notebooks este ano, comparados a 6,85 milhões de desktops. "O mercado de desktops não vai acabar, mas não tem tendência alguma de crescimento", disse Ivair Rodrigues, diretor de Estudos de Mercado da IT Data e responsável pelos dados da Abinee. Em 2009, haviam sido comercializados 5,15 milhões de PCs portáteis e 6,85 milhões de computadores de mesa. Um efeito claro dessa mudança de perfil do mercado brasileiro foi o fortalecimento dos grandes fabricantes, principalmente das empresas internacionais. "Os fabricantes menores ficaram numa situação complicada", afirmou Rodrigues. Isso porque, no caso dos portáteis, as empresas normalmente importam kits, no lugar de trazer as peças em separado. Eles precisam ser comprados em quantidade maior, com pagamento à vista. "A empresa precisa de fluxo de caixa", explicou o diretor da IT Data. No caso dos desktops, normalmente as peças são compradas no Brasil, sendo algumas delas, como placas, gabinetes e discos rígidos, de fabricantes locais. A nova configuração acabou concentrando o mercado, com os pequenos fabricantes praticamente restritos aos desktops. Ela também colocou pressão na Positivo Informática, maior fabricante brasileira de computadores. No terceiro trimestre, a Positivo registrou queda de 74,1% em seu lucro líquido, que somou R$ 15,3 milhões. As vendas da companhia caíram 1,3%, para 521,8 mil unidades. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
26/12/2010 11:04 AM
AE Principal executivo do Grupo Silvio Santos até o mês passado, Luiz Sandoval aponta, pela primeira vez, os nomes de dois supostos responsáveis pela fraude bilionária no Panamericano: o ex-vice-presidente financeiro Wilson Roberto de Aro e o contador Marco Antônio Pereira da Silva. Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado de S. Paulo, Sandoval conta que, quando o caso foi descoberto pelo Banco Central (BC), em setembro, o contador admitiu ter maquiado os balanços do banco para esconder um rombo de R$ 2,5 bilhões e disse ter agido a mando de Aro. Ao ser confrontado sobre a acusação, afirma Sandoval, o ex-vice admitiu ter dado a ordem "para salvar o banco". O ex-vice e o contador podem não ser os únicos responsáveis pela fraude contábil. Mas foram os únicos, na versão de Sandoval, a admitir participação no episódio, durante reunião com a presença de outras pessoas. Procurado, Aro não quis se pronunciar. Pereira da Silva não foi localizado. Na última quinta feira, antevéspera do Natal, Sandoval depôs na Polícia Federal. Foi espontaneamente, apresentou sua versão e abriu mão dos sigilos bancário e fiscal. Sandoval deixou a presidência do Grupo Silvio Santos, depois de 40 anos, por causa da crise no Panamericano. Amargurado, diz que não teve como evitar a fraude. "Eu era presidente do conselho do banco. Isso foi um ato de gestão." O executivo relatou os dias de grande tensão que a cúpula da instituição viveu em setembro, culminando numa reunião extraordinária com o dono do SBT. "Isso é brincadeira, não pode ser verdade", reagiu Silvio, perplexo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
26/12/2010 11:01 AM
Reuters CIDADE DO MÉXICO, 25 de dezembro (Reuters) - A GE Capital vai vender seu portfólio de 2 bilhões de dólares em hipotecas no México para o banco espanhol Santander. A GE Capital trabalha com hipotecas no México desde 2002, mas a crise financeira desacelerou o crescimento do setor. "Esta venda é consistente com nossa estratégia de sair de negócios não estratégicos que precisam de escala, enquanto investimos em nossas principais plataformas financeiras industriais e comerciais", disse a GE em comunicado. A GE não informou os termos financeiros da operação, que deve ser concluída no primeiro semestre de 2011. Esta é o segundo anúncio de aquisição no setor financeiro do México em pouco mais de um mês. Em meados de novembro, o Banorte anunciou a compra do grupo financeiro IXE em troca de ações avaliada em cerca de 1,3 bilhão de dólares. O Santander é o quarto maior banco do México e com a aquisição dos ativos de hipoteca da GE espera avançar no setor, conforme os mexicanos recuperam lentamente da recessão que abalou a indústria imobiliária do país. (Por Cyntia Barrera Diaz)
25/12/2010 05:11 PM
EFE Nova Délhi, 25 dez (EFE).- A Índia recebeu 4,93 milhões de turistas estrangeiros nos primeiros 11 meses deste ano, o que representa um aumento de 10,4% em relação ao número registrado no mesmo período de 2009, informou neste sábado o Governo indiano. Em comunicado, o Ministério de Turismo do país indicou que, entre janeiro e novembro de 2010, visitaram o país 4,93 milhões de estrangeiros, enquanto nesta faixa do ano passado o número de visitas de estrangeiros foi de 4,46 milhões. Segundo a nota, este aumento de visitas se traduziu também em um aumento (20,7%) de divisas estrangeiras que entraram na Índia. Foi um total de 578,5 bilhões de rúpias nos primeiros 11 meses de 2010 (R$ 21,659 bilhões) em comparação às 479,18 bilhões de rúpias (R$ 17,94 bilhões) do período anterior. Em 2009, na Índia, houve uma ligeira queda em relação a 2008 na chegada de turistas (5,1 milhões), algo que os analistas atribuíram à crise financeira mundial e ao temor do terrorismo, depois de um atentado em Mumbai ocorrido um ano antes. EFE igb/sa
25/12/2010 05:08 PM
Reuters BERLIM (Reuters) - A Câmara de Comércio da Alemanha, a DIHK, prevê que o país crescerá 2,4 por cento em 2011, o que seria o dobro da taxa dos últimos 15 anos, disse seu presidente, Hans Heinrich Driftmann, em entrevista à Reuters. "Eu assumo que teremos em 2011 uma expansão de 2,4 por cento", afirmou. "A recuperação é autossustentável, especialmente conforme as empresas estão investindo consideravelmente na Alemanha novamente." Ele disse que isso irá beneficiar o mercado de trabalho e o gasto do consumidor. "Em 2011, devemos voltar ao nível pré-crise, e o desemprego em nível inferior a 3 milhões será o menor desde a reunificação." A previsão do governo para o crescimento é de 1,8 por cento em 2011, após alta de 3,4 por cento em 2010, mas o ministro da Economia, Rainer Bruederle, deve revisar para cima o número do ano que vem.
25/12/2010 02:08 PM
AE A companhia aérea estatal Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral receberam nesta semana os dois últimos aviões da Embraer - de um total de nove - que a empresa havia planejado incorporar à sua frota em 2010. Segundo a companhia anunciou, até junho de 2011 chegam outros onze aparelhos Made in Brazil. No total, segundo o acordo que o governo da presidente Cristina Kirchner assinou no ano passado, a Argentina comprará duas dezenas do modelo E190AR. O presidente da Aerolíneas, Mariano Recalde, anunciou que a empresa receberá de um a dois aparelhos por mês até meados de 2011. Segundo o governo argentino, a compra total dos 20 aviões da Embraer foi realizada por intermédio de um crédito do BNDES. Do total de US$ 698 milhões, segundo as autoridades em Buenos Aires, 85% são financiados pelo BNDES a 12 anos, com juros anuais de 8%. Os 15% restantes do valor a pagar são desembolsados pela companhia aérea argentina ou Tesouro Nacional na hora da entrega dos aparelhos. Reestatização No dia 21 de maio do ano passado, em uma cerimônia com toda pompa na Casa Rosada, a presidente Cristina anunciou a assinatura do acordo de compra dos 20 aviões da Embraer. Ela destacou que a aquisição de novos aviões tinha a intenção de "revitalizar" a companhia aérea Austral, subsidiária da Aerolíneas Argentinas, reestatizada em 2009 em meio a grande polêmica, denúncias de desvios de fundos e diversas irregularidades. A Aerolíneas e a Austral - cujos atuais aparelhos são definidos por especialistas como "sucatas voadoras" - não compravam aviões novos desde 1992. Além da compra de aviões da Embraer, a presidente assinou um entendimento entre a Embraer e o governo argentino para o apoio ao desenvolvimento e capacitação tecnológica da Aérea Material Córdoba (AMC), a ex-Fábrica Militar de Aviões argentina, em processo de reestatização. O plano é que a AMC, no futuro, forneça serviços e peças para aeronaves da Embraer.
25/12/2010 01:46 PM
iG São Paulo A multinacional canadense Bombardier, empresa da área de transportes, abriu duas novas vagas: uma para engenheiro civil e outra para gerente de projetos, na fábrica de Hortolândia (SP). É requisição para a função de gerente de projetos experiência de 5 anos na área (preferencialmente no setor ferroviário); formação em Engenharia; MBA ou equivalente; conhecimento prático no desenvolvimento e administração de planos de recursos e orçamentos; experiência com as ferramentas de avaliação de riscos e oportunidades; e gerenciamento de recuperação de custos e gestão de projetos (incluindo processos e procedimentos, relacionamento com o cliente, gestão de agenda, gerenciamento de escopo, gestão comercial, administração de pessoal e negociação). Para a vaga de engenheiro civil é necessária formação em Engenharia Civil, fluência em inglês, disponibilidade para viagens nacionais e internacionais, e no mínimo, 8 anos de experiência em gerenciamento de projetos e execução de obras. Os interessados podem se candidatar pelo site da Monster, empresa responsável pelo processo seletivo.
25/12/2010 12:16 PM
Reuters A economia global pode lidar com o preço do petróleo a US$ 100 o barril, disse o ministro do Petróleo do Kuweit neste sábado, enquanto outros países exportadores indicaram que a produção global não deve aumentar em 2011, argumentando que o mercado está bem suprido. O petróleo tipo Brent fechou a sexta-feira a US$ 93,46 o barril, logo após ter atingido US$ 94,74, o maior patamar desde outubro de 2008. Mas os exportadores arábes, que reúnem-se no Cairo neste fim de semana, não veem necessidade de aumentar a oferta, já que os estoques encontram-se elevados e os preços foram inflados temporariamente pelo clima frio na Europa. Questionado pela Reuters se a economia mundial pode administrar um patamar de US$ 100 por barril, o ministro do Kuweit Ahmad al-Abdullah al-Sabah disse que "sim, pode". O ministro do Petróleo do Iraque e o diretor da libanesa Corporação Nacional do Petróleo disseram à Reuters que o valor de 100 dólares é um preço justo, enquando o ministro do Catar Abdullah al-Attiyah afirmou não prever que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) eleve a produção no ano que vem. "Eu não espero uma reunião da Opep antes de junho porque os preços do petróleo estão estáveis", disse ele.
25/12/2010 11:12 AM
Reuters e Agência Estado O banco central da China elevou sua taxa básica de juro neste sábado, pela segunda vez em pouco mais de dois meses, em sua campanha para combater a inflação. O BC chinês disse que aumentará a taxa em 0,25 ponto percentual, para 5,81%. A taxa de depósito também será elevada, em 0,25 ponto, para 2,75%. Em 17 de dezembro, o presidente do Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês), Zhou Xiaochuan, afirmou que o país iria gradualmente tornar as taxas de juros mais determinadas pelo mercado e que a liberalização das taxas poderia melhorar a alocação de recursos. As declarações se somaram a pedidos de outras autoridades por uma mudança no rígido regime de juros do país. Em um fórum financeiro, Zhou afirmou que as taxas precisam refletir as necessidades de controle macroeconômico e que a China deve criar condições para reformas de mercado nas taxas, o que ajudará a tornar a política monetária mais eficiente. A autoridade também disse esperar que as companhias que atendem a certos padrões possam ter poder de preço sobre os juros antes de outras empresas. "O mercado deve ter o poder de decidir o preço dos empréstimos e dos depósitos", afirmou. Diferentemente dos EUA e de alguns outros países, onde o banco central influencia as taxas de mercado ajustando o custo dos fundos de curto prazo que empresta para os bancos, o PBOC determina taxas de referência oficiais para empréstimos e depósitos. A reforma nas taxas de juros da China foram paralisadas nos últimos anos, com o governo tentando manter um forte controle do sistema financeiro para melhorar sua capacidade de combater os efeitos da recessão global. A liberalização gradual das taxas de juros é uma meta do 12º plano quinquenal da China, para o período de 2011 a 2015. A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês) afirmou que a mudança para uma política monetária "prudente" em 2011, de "moderadamente frouxa" neste ano, não é simplesmente uma medida de aperto monetário. Segundo a rede de televisão estatal chinesa, o presidente da NDRC, Zhang Ping, disse que a mudança busca garantir ofertas "razoáveis" de crédito e dinheiro.
25/12/2010 10:42 AM
EFE México, 24 dez (EFE).- O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou nesta sexta-feira em baixa 0,13%, aos 38.081,07 pontos. O giro financeiro foi de 489 milhões de pesos (US$ 40 milhões). EFE jrm/mm
24/12/2010 06:13 PM


