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Notícias, matérias e especiais sobre Política com cobertura exclusiva do Último Segundo - iG.




iG São Paulo

Um dos nomes mais influentes da política paulista e nacional, ex-governador enriqueceu, enfrentou processos e nunca foi condenado

Morreu hoje aos 72 anos o ex-governador Orestes Quércia, vítima de câncer na próstata, de acordo com o hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. Ele havia tratado da doença há 10 anos, mas o tumor reincidiu, o que o levou a desistir da candidatura ao Senado. Presidente estadual do PMDB, Quércia deixa a mulher, Alaíde, e quatro filhos, além de R$ 117 milhões em patrimônio declarado ao Tribunal Superior Eleitoral, muitas suspeitas de corrupção e nenhuma condenação em última instância na Justiça.

Natural de Pedregulho, pequeno município no interior paulista, Quércia foi para Campinas estudar jornalismo, direito e administração de empresas. Na cidade, iniciou sua carreia política como líder estudantil e vereador pelo então Partido Libertador. Com 28 anos, já no MDB, foi eleito deputado estadual e, dois anos depois, prefeito de Campinas. Neste período, surgiram as primeiras denúncias de corrupção, nunca comprovadas.

Elegeu-se senador em 1974, ano em que o MDB teve uma vitória expressiva ? a legenda elegeu 16 senadores e aumentou a bancada na Câmara de 87 para 160 deputados. Era o primeiro sinal de descontentamento da população com a ditadura. Em Brasília, Quércia teve uma postura crítica ao governo de Ernesto Geisel. Em depoimento dado à Justiça em 1994, Geisel disse ter informações de que Quércia negociou com o governo militar para não ser cassado sob a acusação de sonegação e enriquecimento ilícito. Ele negou o fato ao jornal Folha de S.Paulo em 2002.

Na década de 80, com o retorno do pluripartidarismo, ajudou a fundar o PMDB e, pelo partido, foi eleito vice-governador de São Paulo na chapa de Franco Montoro. Apoiou as Diretas Já e a condução de Tancredo Neves à Presidência no processo de redemocratização. Em 1986, sucedeu Montoro impulsionado pelo movimento apelidado de ?quercismo?, onda de apoio por parte de eleitores fiéis a Quércia, principalmente no interior de São Paulo.

À frente do governo paulista, enfrentou uma série de acusações de enriquecimento ilícito, estelionato e importação superfaturada de equipamentos de Israel para universidades, fraude em licitação e contratação sem concurso público pelo extinto Banespa e pela Cetesb. Foi responsabilizado, ainda, pela quebra financeira do Estado por diversos setores da sociedade. Quércia, cujo mandato terminou em 1991, nunca foi condenado em última instância em nenhum processo.

As frequentes denúncias de corrupção que recaíam sobre Quércia motivaram a ruptura com lideranças do partido. Foi assim que Franco Montoro, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas e José Serra, entre outros, fundaram em 1988 o PSDB, legenda que anos mais tarde voltaria a ser apoiada por Quércia. A exceção foi Ulysses Guimarães, que permaneceu fiel ao PMDB até sua morte, em 1992. A disputa interna na legenda, então, passou a ser contra Michel Temer, presidente nacional da sigla e vice-presidente eleito na chapa de Dilma Rousseff.

Depois de deixar o governo de São Paulo, Quércia tentou, mas nunca mais conseguiu se eleger a um cargo público. Mesmo assim, viu seu patrimônio crescer 562% entre 1998 e 2002 com suas empresas no ramo imobiliário (shoppings e fazendas) e das comunicações (rádios, jornal e emissoras de TV. Na declaração de bens publicada pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2010, o então candidato ao Senado disse possuir R$ 117.479.196,24.

Em 2002, o então pré-candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva ganhou o apoio de Quércia e, com isso, do PMDB paulista, ao dizer que desconhecia qualquer condenação por corrupção do ex-governador. Depois de muitas brigas ? perdidas ? por mais espaço no governo, Quércia rompeu com o presidente Lula e passou a chefiar a ala oposicionista do PMDB em São Paulo.

Em um acordo com o PSDB nas eleições de 2008, Quércia apoiou o candidato de José Serra à prefeitura de São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab, do DEM. Com isso, pôde se candidatar ao Senado na chapa tucana nas últimas eleições, em outubro. Seus planos, porém, foram interrompidos e ele retirou sua candidatura para se dedicar ao tratamento contra o câncer.

AE

Ele é suspeito de participar do assassinato do ex-prefeito da cidade paulista; ex-secretário municipal também foi preso

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (23) mais um suspeito pela morte do ex-prefeito de Jandira, Braz Paschoalin. O detido é ex-policial e seu nome não foi divulgado.

Até agora, sete suspeitos de envolvimento com a morte de Paschoalin já foram detidos.

O secretário da Segurança Pública do Estado, Antonio Ferreira Pinto, se reuniu na tarde desta quinta-feira (23) com a prefeita da cidade, Anabel Sabatine, na sede do município, e anunciou que o policiamento em Jandira será reforçado nos próximos dias. Ferreira Pinto declarou estar otimista com a atuação da polícia e espera que seja possível esclarecer não só este, como outros crimes políticos ocorridos na cidade.

iG São Paulo

Em tom emocional, presidente disse em seu último discurso que governou bem porque "conseguimos nos livrar da maldição elitista"

Em seu último e mais longo discurso como presidente, veiculado na TV na noite desta quinta-feira (23), Luiz Inácio Lula da Silva, pediu aos brasileiros que não perguntem sobre seu futuro, usem sua trajetória como exemplo e ainda solicitou apoio a sua sucessora, Dilma Rousseff.

?Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil. E acreditem nele. Porque temos motivos de sobra para isso?, disse Lula.

Apenas Dilma foi citada nominalmente pelo presidente, ao dizer que a presidenta eleita tem "competência" para governar o Brasil e é a pessoa "que mais do que ninguém conhece o que foi feito no Brasil".

"É profundamente simbólico que a faixa presidencial passe das mãos do primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta. Será um marco no belo caminho que o nosso povo vem construindo para fazer do Brasil, se Deus quiser, um dos países mais igualitários do mundo", discursou.

Lula afirmou que sua trajetória de vida - um operário pobre, com pouco estudo, que chegou à Presidência da República - serve para que todos possam alimentar seus sonhos e se superar.

"Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular, do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho a gente supera qualquer dificuldade. Quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho nem sua capacidade de superar desafios", disse. 

O presidente apresentou tabelas e estatísticas para falar dos avanços do governo, listou obras como a transposição do Rio São Francisco, as futuras hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas no leito do Rio Madeira, e voltou a dizer que o Brasil conquistou seu "passaporte para o futuro" com a descoberta do pré-sal.

Para Lula, o governo obteve sucesso porque "conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande país governassem apenas para um terço da população e se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos".

Lula finaliza o pronunciamento dizendo que "saio do governo para viver a vida das ruas".

O pronunciamento foi gravado na segunda-feira, pouco antes de ele se reunir com a comissão executiva do PT. A fala foi escrita pelo publicitário João Santana, responsável pela campanha de Dilma. Lula se emocionou e chegou a chorar durante as gravações, que tiveram que ser interrompidas por algum momento.

Veja a íntegra do discurso:

"Queridas brasileiras e queridos brasileiros,
Dentro de poucos dias deixo a Presidência da República. Foram oito anos de luta, desafios e muitas conquistas, mas, acima de tudo, de amor e de esperança no Brasil e no povo brasileiro. Com muita alegria, vou transmitir o cargo à companheira Dilma Rousseff, consagrada nas urnas em uma eleição livre, transparente e democrática, um rito rotineiro neste país que já se firmou como uma das maiores democracias do mundo.

É profundamente simbólico que a faixa presidencial passe das mãos do primeiro operário presidente para as mãos da primeira mulher presidenta. Será um marco no belo caminho que o nosso povo vem construindo para fazer do Brasil, se Deus quiser, um dos países mais igualitários do mundo. País que já realizou parte dos sonhos dos seus filhos, mas que pode e fará muito mais para que este sonho tenha a grandeza que o brasileiro quer e merece.

Minhas amigas e meus amigos,

Hoje cada brasileiro e brasileira acredita mais no seu país e em si mesmo. Trata-se de uma conquista coletiva de todos nós. Se algum mérito tive, foi o de haver semeado sonho e esperança. Meu sonho e minha esperança vêm das profundezas da alma popular, do berço pobre que tive e da certeza que, com luta, coragem e trabalho a gente supera qualquer dificuldade. Quando uma pessoa do povo consegue vencer as dificuldades gigantescas que a vida lhe impõe, nada mais consegue aniquilar o seu sonho nem sua capacidade de superar desafios. E quando um país como o Brasil, cuja maior força está na alma e na energia popular, passa a acreditar em si mesmo, nada, absolutamente nada detém sua marcha inexorável para a vitória.

Foi com essa energia no peito que nós, brasileiros e brasileiras, afugentamos a onda de fracasso que pairava sobre o país quando assumimos o governo. Agora estamos provando ao mundo e a nós mesmos que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso.

Se governei bem foi porque, antes de me sentir presidente, me senti sempre um brasileiro comum que tinha que superar suas dores, vencer os preconceitos e não fracassar. Se governei bem foi porque, antes de me sentir um chefe de Estado, me senti sempre um chefe de família, que sabia das dificuldades dos seus irmãos para colocar comida na mesa, para dar escola para seus filhos, para chegar em casa todas as noites a salvo dos perigos e da violência. Se governamos bem foi, principalmente, porque conseguimos nos livrar da maldição elitista que fazia com que os dirigentes políticos deste grande país governassem apenas para um terço da população e se esquecessem da maioria do seu povo, que parecia condenada à miséria e ao abandono eternos.

Mostramos que é possível e necessário governar para todos, e quando isso se realiza, o grande ganhador é o país.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil venceu o desafio de crescer econômica e socialmente, e provou que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Construímos, juntos, um projeto de nação baseado no desenvolvimento com inclusão social, na democracia com liberdade plena e na inserção soberana do Brasil no mundo. Fortalecemos a economia sem enfraquecer o social, ampliamos a participação popular sem ferir as instituições, diminuímos a desigualdade sem gerar conflitos de classes, e imprimimos uma nova dinâmica política, econômica e social ao país sem comprometer uma sequer das liberdades democráticas.

Ao receber ajuda e apoio, o nosso povo deu uma resposta dinâmica e produtiva, trabalhando com entusiasmo e consumindo com responsabilidade, ajudando a formar uma das economias mais sólidas e um dos mercados internos mais vigorosos do mundo. Em suma: governo e sociedade trabalharam sempre juntos com união, equilíbrio, participação e espírito democrático.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil demonstra, hoje, sua pujança em obras e projetos que estão entre os maiores do mundo e vão mudar o curso da nossa história. Me refiro às obras das hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte; às refinarias de Pernambuco, Rio de Janeiro, Maranhão e Ceará; às estradas que vão abrir rotas inéditas e estratégicas, como as ligações com o Pacífico e o Caribe; e às ferrovias Norte-Sul, Transnordestina e Oeste-Leste; além do projeto em licitação do trem de alta velocidade, que vai ligar São Paulo e Rio.

Também estamos fazendo os maiores investimentos mundiais no setor de petróleo, principalmente a partir da descoberta do pré-sal, que é o nosso passaporte para o futuro. Ele vai gerar milhões de empregos e uma riqueza que será, obrigatoriamente, aplicada no combate à pobreza, na saúde, na educação, na cultura, na ciência e tecnologia, e na defesa do meio ambiente. Estamos, ainda, realizando um dos maiores projetos de combate à seca do mundo: a transposição das águas do São Francisco, que irá matar a sede e diminuir a pobreza de milhões e milhões de nordestinos.

Ao mesmo tempo em que realiza grande obras, o Brasil, acima de tudo, cuida das pessoas, em especial das pessoas mais pobres. Temos, hoje, os maiores e mais modernos programas de transferência de renda, segurança alimentar e assistência social do mundo. Entre eles, o Bolsa Família, que beneficia quase 13 milhões de famílias pobres e é aplaudido e imitado mundo afora.

Nosso modelo de governo também permitiu que o salário-mínimo tivesse ganho real de 67% e a oferta de crédito alcançasse 48% do PIB em 2010, um recorde histórico. O investimento em agricultura familiar cresceu oito vezes e assentamos 600 mil famílias, metade de todos os assentamentos realizados no Brasil até hoje.

Com o Luz para Todos, levamos energia elétrica a 2 milhões e 600 mil pequenas propriedades, e, através do Minha Casa Minha Vida, estamos construindo 1 milhão de moradias, e as famílias que recebem até 3 salários-mínimos serão as mais beneficiadas. Na área da saúde, tivemos vários avanços como o Samu, o Brasil Sorridente e as Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, que estão sendo construídas Brasil afora. Triplicamos o investimento em educação, elevando a qualidade de ensino em todos os níveis. Inauguramos 214 escolas técnicas federais, mais do que foi feito em cem anos, e implantamos 14 novas universidades e 126 novas extensões universitárias em todas as regiões do país. O ProUni beneficiou 750 mil jovens de baixa renda com bolsas universitárias.

Meus amigos e minhas amigas,

Há muitos outros motivos que reforçam nossa confiança no futuro do Brasil. Temos quase US$ 300 bilhões de reservas internacionais próprias, dez vezes mais do que tínhamos no início do nosso governo. Nossa taxa média anual de crescimento dobrou. Agora, em 2010, por exemplo, vamos ter um crescimento recorde de quase oito por cento, um dos maiores do mundo. E outras quatro grandes conquistas provam, com força simbólica e concreta, que nosso país mudou de patamar e também mudou de atitude. Geramos 15 milhões de empregos, um recorde histórico, e hoje começamos a viver um ciclo de pleno emprego. Promovemos a maior ascensão social de todos os tempos, retirando 28 milhões de pessoas da linha da pobreza e fazendo com que 36 milhões entrassem na classe média. Zeramos nossa dívida com o Fundo Monetário Internacional, e agora é o Brasil que empresta dinheiro ao FMI. Ao mesmo tempo, reduzimos, como nunca, o desmatamento na Amazônia.

A minha maior felicidade é saber que vamos ampliar todas essas conquistas. Minha fé se alicerça em três fundamentos: as riquezas do Brasil, a força do seu povo e a competência da presidenta Dilma. Ela conhece, como ninguém, o que foi feito e como fazer mais e melhor. Tenho certeza de que Dilma será uma presidenta à altura deste novo Brasil, que respeita seu povo e é respeitado pelo mundo. Este país que, depois de produzir seguidos espetáculos de crescimento e inclusão, vai sediar os dois maiores eventos do Planeta: a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Este país, que reduziu a desigualdade entre as pessoas e entre as regiões, e vai seguir reduzindo-a muito mais. Este país, que descobriu que não há maior conquista do que recuperar a autoestima do seu povo.

Queridas brasileiras e queridos brasileiros,

Quero encerrar com um pedido enfático e um agradecimento profundo. Peço a todos que apoiem a nova presidenta, assim como me apoiaram em todos os momentos. Isso também significa cobrar, na hora certa, como vocês souberam me cobrar. A cobrança foi um estímulo para que a gente quisesse fazer sempre mais, e o amor de vocês foi a minha grande energia e o meu principal elemento.

Agradeço a vocês por terem me ensinado muitas lições e por terem me fortalecido nas horas difíceis, e ampliado a minha alegria nas horas alegres. Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta.
Não me perguntem sobre o meu futuro porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil e acreditem nele porque temos motivo de sobra para isso. Minha felicidade estará sempre ligada à felicidade do meu povo. Onde houver um brasileiro sofrendo, quero estar espiritualmente ao seu lado; onde houver uma mãe ou um pai com desesperança, quero que minha lembrança lhes traga um pouco de conforto; onde houver um jovem que queira sonhar grande, peço-lhe que olhe a minha história e veja que na vida nada é impossível. Vivi no coração do povo e nele quero continuar vivendo até o último dos meus dias. Mais que nunca, sou um homem de uma só causa e essa causa chama-se Brasil. Um feliz Natal e um próspero Ano Novo, e muito obrigado por tudo."


 

AE

Alckmin havia sido internado na noite desta quarta-feira em razão, segundo o médico David Uip, de uma crise de soluço

O governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu alta e deixou o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 18h30 desta quinta-feira (23), informou a assessoria de imprensa do hospital. Alckmin havia sido internado ontem à noite em razão, segundo o médico David Uip, de uma crise de soluço.

O governador foi submetido a exames clínicos - endoscopia e colonoscopia - e o diagnóstico indicou "esofagite e gastrite leves e sinais de refluxo gastroesofagiano". Alckmin deixou o Sírio-Libanês de carro e não falou com jornalistas.

O vice-governador eleito, Guilherme Afif Domingos (DEM), também não chegou a se encontrar com Alckmin. Afif foi ao hospital para um check-up de rotina e esperava conversar com o governador eleito, mas quando chegou Alckmin já havia recebido alta.

iG São Paulo

De acordo com nota, o tucano não pretende incluir orientações do PV em seu governo

Depois de ter recusado secretarias no governo de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, o PV divulgou nesta quinta-feira (23) nota oficial de esclarecimento sobre as razões que levaram a legenda a declinar dos convites. De acordo com a nota, o tucano não pretende incluir orientações do PV em seu governo.

A nota afirma que o partido entregou a Alckmin 43 pontos programáticos sobre "São Paulo do Futuro", com o conceito de sustentabilidade como eixo do projeto. Depois, a direção do PV em São Paulo aguardou manifestação do governo eleito e na última segunda-feira foi informada por meio de representantes de Geraldo Alckmin de que a atuação da Secretaria do Meio Ambiente, a partir de 2011, não comportaria as orientações sugeridas pelo PV".

Veja a íntegra da nota:

"PV ESCLARECE RECUSA A PARTICIPAR DO GOVERNO DE GERALDO ALCKMIN


A Direção Estadual do Partido Verde em São Paulo esclarece à opinião pública paulista as razões que levaram a legenda a encerrar o processo de discussões com o Governo Eleito de Geraldo Alckmin (PSDB) para integrar sua equipe de governança.

1) Após o final das eleições estaduais deste ano o PV foi procurado pelo PSDB para discutir a participação no futuro governo;

2) A Direção Estadual do PV elaborou documento com 43 pontos programáticos como base na plataforma liderada pelo então candidato verde ao Palácio dos Bandeirantes, Fábio Feldmann;

3) Os 43 pontos programáticos foram entregues ao governador eleito, Geraldo Alckmin, em encontro que contou com a presença de todos os deputados estaduais e federais eleitos do PV no Estado de São Paulo, bem como dos nossos ex-candidatos ao Senado e ao governo local, Ricardo Young e Fábio Feldmann, respectivamente, e do Presidente Nacional do partido, José Luiz de Franca Penna;

4) A maioria das 43 propostas visam discutir São Paulo do Futuro, tendo o conceito de Sustentabilidade como eixo do projeto de governança. Dessa forma, a Direção Estadual do PV comunicou ao Governo Eleito que o melhor espaço na administração estadual para colocar em prática essa visão programática seria a gestão da Secretaria do Meio Ambiente;

5) Por 40 dias, a Direção Estadual do PV-SP aguardou manifestação do Governo Eleito. Na última segunda-feira, dia 20 de dezembro, foi informada por meio de representantes de Geraldo Alckmin de que a atuação da Secretaria do Meio Ambiente, a partir de 2011, não comportaria as orientações sugeridas pelo PV no encontro já citado;

6) Posteriormente, em reunião promovida pela Direção Estadual do PV-SP com a bancada eleita pelo partido em São Paulo, deliberou-se, por unanimidade, recusar o convite para participar de um governo que não se comprometeu com os 43 pontos programáticos apresentados. A deliberação contou com o apoio da Direção Nacional do PV;

7) Tal decisão foi levada ao conhecimento do Governo Eleito. Assim, o PV deu por encerrada sua participação no processo de debate sobre integração à futura administração paulista;

8) A Direção Estadual do Partido Verde reafirma, dessa forma, seu compromisso com a construção de uma nova forma de fazer política, que implica construir alianças em bases programáticas e não pragmáticas, com o objetivo de construir um país socialmente justo e desenvolvido por uma economia pautada pela Sustentabilidade.

São Paulo, 23 de dezembro de 2010


Maurício Brusadin
Presidente Estadual do Partido Verde em São Paulo"



 

 

 


 

AE

Ele conversou com médicos sobre o estado de saúde de Quércia, que disseram ser "crítico e preocupante"; família não quer boletim

O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) deixou na tarde desta quinta-feira (23) o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado desde a última terça-feira por causa de dores lombares. Garibaldi disse que os resultados dos exames foram satisfatórios, mas ele deve voltar ao hospital daqui a dois meses para uma nova avaliação e análise da necessidade de uma intervenção cirúrgica na coluna.

De acordo com boletim médico divulgado nesta quinta-feira, o senador passou por exames de rotina, que tiveram resultados normais, e recebeu tratamento para "um sintoma de lombociatalgia (dor na região lombar irradiada para as pernas)".

Garibaldi embarca ainda nesta quinta-feira para Natal, onde passa as festas de fim de ano. Ele afirmou que no hospital conversou com dona Mariza, mulher do vice-presidente da República, José Alencar. Mariza se disse animada com os sinais de recuperação de Alencar nas últimas 15 horas. "Dona Mariza contou que Alencar voltou a dizer que quer participar da posse de Dilma", afirmou.

Outro motivo que anima Alencar é que no sábado, dia de Natal, faz aniversário seu filho caçula, Josué Gomes da Silva, presidente da Coteminas. Josué deve comemorar a data ao lado do pai. O senador disse ainda ter conversado com médicos do Sírio-Libanês sobre o estado de saúde do ex-governador e ex-senador Orestes Quércia, internado para tratamento de um câncer na próstata.

Segundo ele, os médicos disseram que o estado de saúde Quércia é "crítico e preocupante". A família do ex-governador, no entanto, mantém a decisão de que o hospital não divulgue nenhum boletim médico.

AE

De acordo com o hospital, futuro ministro da Previdência está com "protusão do disco intervertebral da coluna lombar"

O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), confirmado para o comando do Ministério da Previdência Social no governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, deu entrada, por volta das 8 horas de terça-feira, no Hospital Sírio-Libanês, informou boletim médico divulgado pela instituição. Ele realizou exames de rotina, que tiveram resultados normais, e trata "um sintoma de lombociatalgia (dor na região lombar irradiada para as pernas)", segundo o boletim. 

De acordo com o hospital, a "dor foi por conta de uma protusão do disco intervertebral da coluna lombar". Um bloqueio localizado foi feito pela equipe médica, liderada pelo médico Tarcísio de Barros. Garibaldi deve ter alta no início da noite de hoje. A equipe médica que o acompanha é coordenada pelos médicos David Uip e Tarcísio de Barros.

AE

Em entrevista a site, o presidente também comparou o mensalão ao caso da Escola Base, em que inocentes foram acusados

Nos seus últimos dias à frente do comando do País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a grande estrela do site Porradão de 20 (http://www.celsoathayde. com.br/2010/), de Celso Athayde, um dos fundadores da Central Única das Favelas (Cufa), presente hoje em 26 Estados brasileiros, além do Distrito Federal (DF), e coautor dos best-sellers Falcão - Mulheres e o tráfico, Falcão - Meninos do Tráfico e Cabeça de Porco.

Em entrevista exclusiva, classificada pelo autor do site como muito especial, "pois trata-se da despedida do Porradão em 2010 e também da despedida do metalúrgico que se tornou o político, e porque não dizer, o homem mais importante da história desse país", Lula ataca duramente o DEM, dizendo que este é um partido que tem a ditadura no seu DNA, fala do mensalão, de sua gestão e diz que o maior desafio de sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), é "fazer mais e melhor do que o que já foi feito".

Ao falar das críticas que já dirigiu ao DEM, como, por exemplo, a de que a legenda deveria ser extirpada da política brasileira, o presidente fez um mea-culpa, argumentando que estava referindo-se às urnas, no jogo democrático de uma eleição.

Entretanto, voltou a criticar duramente a legenda, destacando: "Esse partido, ou melhor, seu antecessor, o PFL, que não consegue se viabilizar nas urnas, em 2005 tentou o tapetão, o que é natural porque é um partido que tem a ditadura no seu DNA. É sempre assim - partido que não tem apoio do eleitorado, apela. Um de seus dirigentes chegou a dizer que iria se ver livre dessa 'raça do PT' por pelo menos 30 anos". Além disso, ironizou a mudança de nome da legenda, salientando que não adiantou o partido mudar de nome (já foi Arena, PDS e PFL) porque eles não enganam mais ninguém.

Ao falar de sua sucessora e afilhada política, Lula disse que Dilma participou de todos os principais programas de sua gestão e, pelos cargos que ocupou, tem um conhecimento profundo da máquina pública federal. "Eu creio que, diante de tudo isso, o principal desafio que ela vai encontrar é fazer mais e melhor do que o que já foi feito. E eu estou convencido e tenho fé de que ela vai conseguir. Sua capacidade de trabalho, sua dedicação e sua energia já foram testadas nesses oito anos e ela foi aprovada com méritos. Realizar mais e melhor é um desafio e ao mesmo tempo uma necessidade, diante de tudo o que falta fazer para termos um país realmente próspero e igualitário".

Mensalão

Questionado sobre o mensalão, o presidente voltou a dizer que essa é uma das muitas histórias que ainda não estão devidamente esclarecidas e explicadas. "Quando estiver fora do governo, eu vou me dedicar a estudar o caso até entender o que realmente aconteceu", prometeu. E comparou o caso com o da Escola Base: "Esse caso me lembra o linchamento de inocentes. Muita gente entra na onda, fica cega e surda para qualquer argumento contrário. Comparo também com o caso da Escola Base, de São Paulo, em que os donos foram acusados de molestarem sexualmente as crianças. Eram absolutamente inocentes, mas começaram a ser bombardeados e a ser conhecidos em praticamente todos os veículos de comunicação como "os monstros da Escola Base". Diante da execração pública pela imprensa, houve saque e depredação do prédio da escola.

Além de reclamar desse fato, Lula diz que houve outros casos - classificados por ele - de injustiça, como o do acidente com o avião da TAM. "Enquanto a aeronave e o prédio ainda estavam em chamas, portanto muito tempo antes de se abrir a caixa preta, apresentadores de televisão diziam que o governo havia matado 200 pessoas. Outros diziam que era mais um crime do governo Lula. Fui julgado e condenado sumariamente, sem direito de defesa, por quem não tem poderes para isso. E muita gente embarcou nessas acusações. Hoje já se sabe que a razão do acidente foi um dos manetes estar em posição errada, de aceleração, por erro humano ou por falha técnica". Na entrevista ao Porradão de 20, Lula criticou mais uma vez a mídia, dizendo que "boa parte da imprensa, em determinados momentos não investiga nada, e só dá ouvidos a quem diga o que ela quer ouvir".                            

Agência Brasil

De acordo com ministro, Dilma entende que esse não é "momento ideal" para mudar

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira (23) que a aviação civil continuará sendo coordenada pela sua pasta por enquanto, porque a presidenta eleita, Dilma Rousseff, entende que esse não é um ?momento ideal? para mudar. Ele reafirmou, no entanto, que, em algum momento, isso acontecerá.

Jobim afirmou recentemente que o governo federal estuda criar uma Secretaria Nacional da Aviação Civil, nos moldes da Secretaria dos Portos, que é vinculada à Presidência da República e tem status de ministério.

?A presidenta entende que deve fazer isso, mas que não é o momento ideal, por causa da situação em que nos encontramos. Mas, em algum momento, a aviação civil se deslocará do Ministério da Defesa e irá para outro local a ser definido pela presidenta?, afirmou Jobim.

O ministro disse ainda que áreas que hoje estão fora do Ministério da Defesa, como o Sistema Nacional de Defesa Civil e o Sistema de Vigilância da Amazônia, serão, com o tempo, incorporados à sua pasta.

Ele também classificou como positiva a suspensão da greve dos aeroviários e aeronautas, marcada para hoje. O ministro disse que, durante as negociações salariais da categoria, faltou ?capacidade de diálogo? das empresas aéreas, o que poderia ter evitado a mobilização pela greve. A decisão de suspender a greve foi tomada depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% dos trabalhadores do setor mantenham-se em atividade até 2 de janeiro de 2011.

Segundo o ministro, independentemente da greve, os passageiros deverão enfrentar algum desconforto nos aeroportos neste verão, devido ao grande fluxo de pessoas que procuram viagens aéreas no período.

Agência Brasil

A presidenta eleita afirmou que a categoria terá "financiamento bancário, apoio, assistência, educação e saúde"

Foto: AE

A presidenta eleita, Dilma Rousseff, garantiu nesta quinta-feira (23) que, em seu governo, os catadores de papel deverão ter a mesma política permanente de financiamento bancário que outras profissões. ?Uma política permanente de financiamento, apoio, assistência, integração aos serviços de educação e saúde?, disse ao participar da festa de Natal dos catadores de papel e moradores de rua em São Paulo.

Dilma garantiu que ?a profissão de catador será um instrumento de trabalho e o catador será cidadão?, e afirmou que, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela participará da festa todo dia 23 de dezembro de seu mandato.

?Não descansarei enquanto não conseguir dar as melhores condições possíveis para que esse processo avance e os catadores, cada vez mais, saiam do lixão, organizem cooperativas, tenham seus caminhões, suas máquinas?, disse Dilma.

No início de seu discurso, Dilma sorriu bastante e chegou a cantar, junto com uma dupla de artistas, um samba feito em homenagem ao evento.

?É época de Natal e temos de fazer duas coisas: a primeira é olhar o mundo e pensar o que fizemos nesse período para transformá-lo e o que devemos fazer para continuar essa transformação?, disse.

Dilma ainda garantiu que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida continuará em seu governo. ?É para essa população que se dirige o Minha Casa Minha Vida?, disse. ?A cidadania é algo que é direito de cada um?, completou.

 

AE

Ação busca impedir casa legislativa de contratar servidores enquanto os gastos com pessoal não forem reduzidos a menos que 1,62%

O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decisão que suspendeu nomeações ou contratação de pessoal na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. O ministro Cezar Peluso negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela Câmara Distrital.

A ação popular foi ajuizada na 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal (DF) para tentar impedir a casa legislativa de contratar servidores enquanto os gastos com pessoal não fossem reduzidos a menos que o limite de 1,62% da receita líquida, conforme determina a Lei Complementar 101/2000. A Câmara Legislativa teria superado este limite no último quadrimestre de 2009.

A Câmara Legislativa queria a suspensão da decisão com base no argumento de que a decisão causaria grave lesão à ordem pública. Isso porque um dos deputados distritais da Casa foi cassado pela Justiça Eleitoral, e seu substituto estaria impedido de contratar servidores para seu gabinete. Para a Câmara, a medida seria inconstitucional, por ferir o princípio da separação de poderes.

Peluso diz que o desequilíbrio nas contas públicas, provocado pela superação dos limites com gasto de pessoal pode ser superado pelos parlamentares por medidas criativas na gestão de recursos humanos.

A decisão não determinou que o Poder Executivo suspendesse contratações de pessoal do Legislativo, explicou o ministro, para quem a suspensão de contratação não violou a separação de poderes. De acordo com o ministro, a decisão apenas determinou que o DF cumpra a decisão no âmbito da Câmara Legislativa.

iG São Paulo

Presidente e presidenta eleita Dilma Roussef participaram de festa de Natal de moradores de rua em São Paulo

Foto: Futurapress

Na celebração de Natal dos catadores de papel e moradores de rua de São Paulo, na Vila Guilherme, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a gratidão e muitos elogios dos presentes, mas acabou invertendo o discurso dos que falaram antes dele. ?Em vez de vocês me agradecerem, eu vou agradecer porque vocês me ensinaram a governar este País?, disse. Acompanhado pela presidenta eleita Dilma Roussef , Lula prometeu manter o ritual que se repete há oito anos e comparecer, ?se for convidado?, à festa de Natal dos catadores no próximo ano. Dilma também assumiu o mesmo compromisso.

A fala do presidente começou com uma oração para o vice José Alencar, internado ontem às pressas por conta de uma hemorragia. Lula contou que foi visitá-lo, junto com Dilma, no hospital. Segundo o presidente, Alencar está lutando para comparecer à posse da presidenta Dilma. ?Se depender da energia positiva que temos aqui, ele vai se recuperar muito mais rápido do que espera?, disse após a plateia entoar o pai nosso.

Emocionado em mais uma despedida do cargo de presidente, Lula afirmou ainda que se orgulha de ter tratado os catadores com o mesmo respeito que teve com ?todo mundo?. ?Vocês entraram no Palácio do Planalto como qualquer empresário?, disse. O fato de a cerimônia de hoje contar com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e do Banco do Brasil (BB) demonstra esse respeito e que o Brasil mudou, segundo Lula. As instituições assinaram convênio com a Itaipu e a Petrobras para a entrega de carrinhos elétricos às cooperativas de catadores de material reciclado.

?Há pouco tempo, ninguém aqui imaginava que estaria sentado junto com dois presidentes ? um sainte e uma entrante?, disse.

O presidente também aproveitou a ocasião para cobrar de prefeitos convênios de parceira com cooperativas de catadores de papel e alfinetou o gestor de São Paulo, Gilberto Kassab, que teria assumido tal compromisso sem ter cumprido. ?Cuida do pessoal da Granja Julieta com carinho, pelo amor de Deus?, pediu. Para a próxima semana, fez mais uma promessa de fim de governo: uma medida provisória garantindo incentivos fiscais para empregadores que comprarem material reciclado de cooperativas de catadores de papel.

Antes da fala de Lula, Dilma chegou a dançar e cantar um samba criado em sua homenagem e prometeu em seu discurso que continuará trabalhando para melhorar a vida dos catadores, como fez o presidente Lula.


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