Agência Brasil O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira (23) que a aviação civil continuará sendo coordenada pela sua pasta por enquanto, porque a presidenta eleita, Dilma Rousseff, entende que esse não é um ?momento ideal? para mudar. Ele reafirmou, no entanto, que, em algum momento, isso acontecerá. Jobim afirmou recentemente que o governo federal estuda criar uma Secretaria Nacional da Aviação Civil, nos moldes da Secretaria dos Portos, que é vinculada à Presidência da República e tem status de ministério. ?A presidenta entende que deve fazer isso, mas que não é o momento ideal, por causa da situação em que nos encontramos. Mas, em algum momento, a aviação civil se deslocará do Ministério da Defesa e irá para outro local a ser definido pela presidenta?, afirmou Jobim. O ministro disse ainda que áreas que hoje estão fora do Ministério da Defesa, como o Sistema Nacional de Defesa Civil e o Sistema de Vigilância da Amazônia, serão, com o tempo, incorporados à sua pasta. Ele também classificou como positiva a suspensão da greve dos aeroviários e aeronautas, marcada para hoje. O ministro disse que, durante as negociações salariais da categoria, faltou ?capacidade de diálogo? das empresas aéreas, o que poderia ter evitado a mobilização pela greve. A decisão de suspender a greve foi tomada depois que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% dos trabalhadores do setor mantenham-se em atividade até 2 de janeiro de 2011. Segundo o ministro, independentemente da greve, os passageiros deverão enfrentar algum desconforto nos aeroportos neste verão, devido ao grande fluxo de pessoas que procuram viagens aéreas no período.
23/12/2010 04:48 PM
Agência Brasil Foto: AE A presidenta eleita, Dilma Rousseff, garantiu nesta quinta-feira (23) que, em seu governo, os catadores de papel deverão ter a mesma política permanente de financiamento bancário que outras profissões. ?Uma política permanente de financiamento, apoio, assistência, integração aos serviços de educação e saúde?, disse ao participar da festa de Natal dos catadores de papel e moradores de rua em São Paulo. Dilma garantiu que ?a profissão de catador será um instrumento de trabalho e o catador será cidadão?, e afirmou que, assim como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ela participará da festa todo dia 23 de dezembro de seu mandato. ?Não descansarei enquanto não conseguir dar as melhores condições possíveis para que esse processo avance e os catadores, cada vez mais, saiam do lixão, organizem cooperativas, tenham seus caminhões, suas máquinas?, disse Dilma. No início de seu discurso, Dilma sorriu bastante e chegou a cantar, junto com uma dupla de artistas, um samba feito em homenagem ao evento. ?É época de Natal e temos de fazer duas coisas: a primeira é olhar o mundo e pensar o que fizemos nesse período para transformá-lo e o que devemos fazer para continuar essa transformação?, disse. Dilma ainda garantiu que o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida continuará em seu governo. ?É para essa população que se dirige o Minha Casa Minha Vida?, disse. ?A cidadania é algo que é direito de cada um?, completou. 
23/12/2010 04:21 PM
AE O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve decisão que suspendeu nomeações ou contratação de pessoal na Câmara Legislativa do Distrito Federal, por desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal. O ministro Cezar Peluso negou o pedido de suspensão de liminar apresentado pela Câmara Distrital. A ação popular foi ajuizada na 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal (DF) para tentar impedir a casa legislativa de contratar servidores enquanto os gastos com pessoal não fossem reduzidos a menos que o limite de 1,62% da receita líquida, conforme determina a Lei Complementar 101/2000. A Câmara Legislativa teria superado este limite no último quadrimestre de 2009. A Câmara Legislativa queria a suspensão da decisão com base no argumento de que a decisão causaria grave lesão à ordem pública. Isso porque um dos deputados distritais da Casa foi cassado pela Justiça Eleitoral, e seu substituto estaria impedido de contratar servidores para seu gabinete. Para a Câmara, a medida seria inconstitucional, por ferir o princípio da separação de poderes. Peluso diz que o desequilíbrio nas contas públicas, provocado pela superação dos limites com gasto de pessoal pode ser superado pelos parlamentares por medidas criativas na gestão de recursos humanos. A decisão não determinou que o Poder Executivo suspendesse contratações de pessoal do Legislativo, explicou o ministro, para quem a suspensão de contratação não violou a separação de poderes. De acordo com o ministro, a decisão apenas determinou que o DF cumpra a decisão no âmbito da Câmara Legislativa.
23/12/2010 04:09 PM
iG São Paulo Foto: Futurapress Na celebração de Natal dos catadores de papel e moradores de rua de São Paulo, na Vila Guilherme, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a gratidão e muitos elogios dos presentes, mas acabou invertendo o discurso dos que falaram antes dele. ?Em vez de vocês me agradecerem, eu vou agradecer porque vocês me ensinaram a governar este País?, disse. Acompanhado pela presidenta eleita Dilma Roussef , Lula prometeu manter o ritual que se repete há oito anos e comparecer, ?se for convidado?, à festa de Natal dos catadores no próximo ano. Dilma também assumiu o mesmo compromisso. A fala do presidente começou com uma oração para o vice José Alencar, internado ontem às pressas por conta de uma hemorragia. Lula contou que foi visitá-lo, junto com Dilma, no hospital. Segundo o presidente, Alencar está lutando para comparecer à posse da presidenta Dilma. ?Se depender da energia positiva que temos aqui, ele vai se recuperar muito mais rápido do que espera?, disse após a plateia entoar o pai nosso. Emocionado em mais uma despedida do cargo de presidente, Lula afirmou ainda que se orgulha de ter tratado os catadores com o mesmo respeito que teve com ?todo mundo?. ?Vocês entraram no Palácio do Planalto como qualquer empresário?, disse. O fato de a cerimônia de hoje contar com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e do Banco do Brasil (BB) demonstra esse respeito e que o Brasil mudou, segundo Lula. As instituições assinaram convênio com a Itaipu e a Petrobras para a entrega de carrinhos elétricos às cooperativas de catadores de material reciclado. ?Há pouco tempo, ninguém aqui imaginava que estaria sentado junto com dois presidentes ? um sainte e uma entrante?, disse. O presidente também aproveitou a ocasião para cobrar de prefeitos convênios de parceira com cooperativas de catadores de papel e alfinetou o gestor de São Paulo, Gilberto Kassab, que teria assumido tal compromisso sem ter cumprido. ?Cuida do pessoal da Granja Julieta com carinho, pelo amor de Deus?, pediu. Para a próxima semana, fez mais uma promessa de fim de governo: uma medida provisória garantindo incentivos fiscais para empregadores que comprarem material reciclado de cooperativas de catadores de papel.
Antes da fala de Lula, Dilma chegou a dançar e cantar um samba criado em sua homenagem e prometeu em seu discurso que continuará trabalhando para melhorar a vida dos catadores, como fez o presidente Lula.
23/12/2010 02:35 PM
Adriano Ceolin, iG Brasília O candidato a presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), afirmou em entrevista ao iG que não adianta acertar o apoio apenas com os líderes para conseguir vencer a eleição na Casa. ?Cada deputado tem sua opinião, a sua visão sobre o processo. Nós queremos e vamos conversar com todos os deputados?, disse Maia, que deu a declaração na última quarta-feira , mesmo dia em que recebeu apoio dos líderes da oposição (DEM e PSDB).
Maia disse também não temer a candidatura avulsa de um colega. Os deputados Aldo Rebelo (PC do B-SP) e Julio Delgado (PSB-MG) já disseram que têm intenção de disputar o comando da Câmara com Maia. ?É normal termos um debate que apresente outras propostas", afirmou. Gremista nascido em Canoas, caso seja eleito, ele assumirá seu terceiro mandato na Câmara. Confira principais trechos da entrevista:
iG ? O senhor não era favorito como candidato a presidente da Câmara...
Maia ? É importante a sua pergunta porque nunca houve favorito no PT. Todas as candidaturas que estavam colocadas eram favoritas. Tinham condições iguais de disputar com os parlamentares.
iG ? Mas a sua candidatura não foi gestada por um grupo que nos últimos tempos não estava prestigiada junto ao Palácio do Planalto?
Maia ? Isso não é verdade. Eu faço parte da tendência Construindo um Novo Brasil. Eu conversei com eles. Falamos todo o momento. Tanto que o campo apresentou o meu nome e do deputado Cândido Vaccarezza. Logo o que pesou foi a capacidade talvez de um ou de outro de articular um pouco melhor o conjunto da bancada. Não pesou questão ideológica, programática ou de insatisfação. A bancada do PT é governista. Vai apoiar o governo.
iG ? Está consolidado o apoio da oposição oficializado hoje (dia 22) - líderes do DEM e do PSDB anunciaram que partidos vão apoiar Marco Maia como candidato a presidente?
Maia ? Nós estamos trabalhando no sentido de conversar com todos os partidos. Além disso, precisamos conversar com todos os deputados. Cada deputado tem sua opinião, a sua visão sobre o processo. Nós queremos e vamos conversar com todos os deputados. Agora é lógico que é importante falar com os líderes.
iG ? Mas não adianta só acertar com os líderes.
Maia ? Todos nós temos claro que é preciso conversar com os líderes, com as direções partidárias e ao mesmo tempo com os deputados e lideranças intermediárias na Casa.
iG ? O senhor não teme adversários? O deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) quer ser candidato.
Maia ? Isso é legítimo. É normal neste momento termos um debate que apresente outras propostas. Temos 513 deputados. Cada um deles pode ser candidato a presidente da Câmara. Faz parte do processo democrático. Nós estamos empenhados em discutir e conversar com todos os aliados para mostrar que temos condições de fazer com que todos se sintam representados.
iG - O senhor é fundador do PT?
Marco Maia - Não. Entrei no partido em 1985. Antes militei no MDB (sigla que deu origem ao PMDB).
iG - Tem alguém do PMDB que o senhor admirava naquela época?
Maia ? A referência do MDB naquela época era o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Para meu pai, era Deus no céu e Simon na terra. Ele era o grande ícone da democratização, da resistência no Rio Grande do Sul.
iG ? O senhor tem algum ídolo político?
Maia ? Não um ídolo específico. Mas a minha geração conviveu muito tempo admirando o (presidente) Lula. Ele sempre foi o nosso ícone. Ele sempre nos representou. Esteve à frente das nossas esperanças de juventude.
iG ? Quando o senhor conheceu o Lula?
Maia ? Conheci o Lula no fim da década de 80, na época do sindicado.
iG ? Como o presidente Lula, o senhor também foi líder sindical. É uma experiência importante saber ouvir, negociar?
Maia ? Ouvir é sempre uma boa característica. Quando você ouve muito e se aconselha muito você tem menos chance de errar nas suas decisões. Eu tenho isso como característica e como método de trabalho. Todos os espaços por que passei eu sempre levei o diálogo ao extremo.
iG ? Mas tem muita pressão também?
Maia ? Eu acho que é normal. Você sofre pressão em qualquer espaço ou momento da sua vida. Quando está na escola estudando você tem a pressão da prova. Quando se está no movimento sindical você tem a pressão da disputa sindical. As pressões são normais e naturais na vida de qualquer cidadão. E tomar decisões é uma questão natural. Em 1988, eu cursava a universidade e tive de abandonar o curso para ser candidato a prefeito da minha cidade (Canoas).
iG ? Em que lugar o senhor ficou?
Maia ? Havia seis candidatos na disputa, eu fiquei em terceiro. Depois disso, eu passei um longo período atuando no movimento sindical, o que me proporcionou viajar o mundo inteiro e obter muitas experiências e oportunidades. Depois disso fui secretário da Administração do governo Olívio Dutra
iG ? Como foi sua experiência com o relator da CPI do Caos Aéreo?
Maia ? Foi uma experiência rica. Me colocou frente à frente com um setor importante na sociedade, que é o setor de transportes. Me deu a experiência de também ter vivido um momento de muita tensão.
iG ? Qual foi o momento de maior tensão?
Maia ? Acho que o momento mais triste foi quando ocorreu o acidente da TAM (17 de julho de 2007). Inclusive teve um colega nosso que estava envolvido (Julio Redecker, PSDB-RS, falecido na ocasião). Soube da notícia num dia que iríamos entrar em recesso. Estava exausto. Quando cheguei no hotel, soube que avião havia entrado num prédio em São Paulo. Foi momento mais tenso mais complexo.
iG ? O senhor foi colega de Dilma Rousseff no secretariado do governador Olívio Dutra (1998-2002)? O que o senhor achava dela?
Maia ? Ela sempre foi uma pessoa muito competente, dedicada e sempre incorporava sua tarefa com muita força. Sempre trabalhou, por isso que ela era uma mulher de destaque naquela oportunidade. Por isso, ela veio coordenar a área de energia na equipe de transição.
iG ? Mas o que chamava a atenção do senhor naquela época? Como era a Dilma secretária?
Maia ? Ela era dedicada, mas era uma secretária como tantos outros secretários. Não dava para imaginar que um dia ela seria presidenta da República.
iG ? E aqui, em Brasília, o senhor como deputado e ela como ministra, como foi retomar esse contato?
Maia ? Sempre tivemos contatos. Encontrávamos nas reuniões da bancada gaúcha aqui em Brasília. Ela participava. Várias vezes estive no ministério de Minas e Energia conversando com ela. E depois na Casa Civil também. Tínhamos contatos quase que permanentes. Sempre tivemos um relacionamento muito bom. Sem nenhum tipo de crise.
iG ? No entanto, agora como presidente da Câmara, o senhor deverá entrar em algumas divergências, porque estará representando um poder. Como pretende lidar com isso?
Maia ? Nós temos que sempre resguardar a autonomia entre os poderes. Uma coisa é o Executivo, outra coisa é o Legislativo e outra é o Judiciário. Portanto, a nossa responsabilidade é garantir a independência e autonomia do Legislativo. Nós vamos fazer isso de forma tranquila e clara. Queremos contribuir votando as matérias de interesse da sociedade. Vamos primar pela construção de acordos e consenso, que permitam a Casa transitar esses próximos dois anos com tranqüilidade e serenidade.
iG ? Logo no começo da legislatura haverá a votação da Proposta de Emenda Constitucional que estabelece o piso salarial dos policiais. O governo é contra a proposta porque envolve aumento nos gastos públicos. O senhor pretende colocá-la em votação assim mesmo?
Maia ? Nós trabalhamos a proposta de criar uma comissão que vai analisar o tema da segurança na sua integralidade. Nós não resolvemos a segurança apenas concedendo reajustes aos policiais. Precisamos também de programas e projetos que dialoguem com as áreas estratégicas de segurança. Por exemplo, como aumentar o efetivo. Melhorar a nossa área de inteligência. Nós estamos preocupados em apresentar para o País uma ação alternativa que contemple ações conjuntas na área de segurança. Aí entra a votação da proposta de emenda constitucional que pode ser um instrumento importante de valorização dos nossos policiais. Na minha opinião pessoal, precisamos estabelecer uma política salarial que valorize os policiais. Agora isso não pode ser a única alternativa para resolver o problema da segurança.
23/12/2010 01:35 PM
Daniela Almeida, iG São Paulo Foto: AE O governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi diagnosticado pela equipe médica coordenada por David Uip com esofagite, gastrite leve e refluxo. Alckmin foi internado nesta quarta-feira à noite, por volta das 23h, com quadro digestivo e permanece internado, segundo informou o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. De acordo com boletim médico, Alckmin passou por exames "laboratoriais endoscópicos" e dará início a um tratamento, o qual não foi especificado no comunicado à imprensa. Segundo a equipe médica responsável pelo tratamento do governador, Alckmin tem apresentado problemas estomacais desde sua campanha ao governo do Estado.
De acordo com o médico David Uip, o governador tem apresentado ainda soluços e distensão abdominal ocasionada pela manutenção de uma dieta irregular. No hospital, ele passou por uma endoscopia e uma colonoscopia. O governador foi medicado e deve ter alta ainda nesta quinta-feira à tarde.
23/12/2010 12:57 PM
iG São Paulo Foto: Ricardo Stuckert O vice-presidente José Alencar está lúcido e não respira mais com a ajuda de aparelhos. Segundo o médico da equipe, Roberto Kalil Filho, Alencar conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a presidenta eleita, Dilma Rousseff. Os dois estiveram no hospital Sírio-Libanês nesta quinta-feira para uma visita ao vice, que durou cerca de 40 minutos. Lula e Dilma Segundo informações da secretaria de imprensa da Presidência, o vice-presidente conversou por aproximadamente 20 minutos com Lula e Dilma sobre política, economia e os negócios de sua família. Durante a visita, o presidente Lula disse ter sentido falta de Alencar, ontem, na capital federal: "Foi uma pena você não estar ontem, em Brasília, para a sanção da partilha do pré-sal", disse o presidente. 
De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, Alencar permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o tratamento de uma ?hemorragia digestiva, atribuída a tumor sangrante no intestino delgado?.
Alencar chegou a ser submetido, ontem, a uma cirurgia de emergência que durou três horas e terminou por volta das 21 horas. Em entrevista, o cirurgião Raul Cutait afirmou à época que Alencar estava num "quadro delicado de hemorragia abdominal" e passava por seu "momento mais difícil".
Durante a noite, ainda segundo o boletim médico, o vice-presidente apresentou melhora do quadro, com redução importante do sangramento.
Em uma referência à festa da posse, no dia 1º, a presidenta eleita disse ao vice-presidente: "Estou te esperando lá". Com habitual bom humor, o vice-presidente respondeu afirmativamente. "Espero estar lá. E que os médicos me liberem para tomar um golinho", disse.
Alencar elogiou ainda os nomes escolhidos por Dilma na definição do Ministério, em especial a indicação de Alexandre Tombini para o Banco Central e a manutenção de Guido Mantega na Fazenda. Ele está acompanhado pelos filhos, netos e pela mulher, Marisa.
O vice-presidente, com 79 anos, luta contra um câncer na região do abdome há mais de 13 anos. Ontem, passou pela 17.ª cirurgia. Seu quadro de saúde tem se agravado nos últimos meses. Ele ficou internado por 24 dias, entre outubro e novembro. De acordo com informações do hospital, Alencar já está respirando sem a ajuda de aparelhos e não está mais sedado.
23/12/2010 12:29 PM
Agência Estado Numa sinalização ao PSB, partido que saiu descontente com a presidenta eleita, Dilma Rousseff (PT), na montagem de seu ministério, o futuro governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), convidou para seu secretariado o deputado Márcio França, chamado para a pasta do Turismo. Ontem, o parlamentar tendia a aceitar o convite. Presidente estadual do PSB, França mantém boa interlocução com o governo federal e foi cotado para assumir a Secretaria Especial de Portos do governo Dilma Rousseff, posto que acabou ficando com Leônidas Cristino, ligado ao governador Cid Gomes (PSB-CE). Um dos principais aliados do PT na esfera nacional, a direção do PSB ficou insatisfeita por não ter aumentado sua participação no governo Dilma - queria três pastas, mas ficou com duas. O partido indicou para o Ministério da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho, da cota do governador Eduardo Campos (PE). Os parlamentares do PSB, no entanto, queriam ter emplacado um nome da bancada. Embora o PSB seja da base governista do PSDB em São Paulo, a sinalização a França tem como objetivo fortalecer a relação do partido com tucanos paulistas. Há cerca de 15 dias, o senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) procurou Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, para afinar a interlocução com a sigla. Cotado para um cargo no primeiro escalão, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) também ficou de fora do ministério de Dilma. Orçamento Em sessão encerrada na madrugada de ontem, por conta das obstruções levantadas pelas bancadas do PT e do PSOL, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o Orçamento de 2011 com base no parecer do deputado estadual tucano Bruno Covas, sem alterações. A proposta atende os anseios de Alckmin, que toma posse na próxima semana, para seu primeiro ano de novo mandato. O montante destinado às despesas do Executivo foi fixado em R$ 140,6 bilhões. O valor é 12% superior ao do Orçamento atual, ainda da gestão José Serra/Alberto Goldman. Alckmin pediu aos deputados de sua base que fosse ampliada a capacidade de investimento da Secretaria de Transportes Metropolitanos, que terá R$ 4,6 bilhões à disposição. A pasta será comanda por Jurandir Fernandes, nome de confiança do governador eleito. A ideia é priorizar a expansão dos trens e do metrô na tentativa de sanar um dos piores problemas dos paulistanos, o trânsito caótico da Grande São Paulo e em todo seu entorno. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
23/12/2010 11:50 AM
Reuters O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará nesta quinta-feira seu último pronunciamento à nação e, além de apresentar um balanço de sua gestão, pedirá à população que apoie a sucessora Dilma Rousseff. Lula, que deixa o cargo em 1º de janeiro após dois mandatos, exaltará que sua origem popular o ajudou a fazer um governo que atendesse todas as camadas da população. "Mostramos que é possível e necessário governar para todos e quando isso acontece é um ganho para o País," discursará Lula, em rede nacional de rádio e TV, segundo relato de um assessor à Reuters. Numa aparição por volta das 20h, com duração de pouco mais de dez minutos, o presidente fará um depoimento carregado de emoção, e pedirá aos brasileiros que não o questionem sobre seu futuro, mas se questionem sobre o futuro do País. Lula dirá à nação que sua trajetória de vida - um operário pobre, com pouco estudo, que chegou à Presidência da República - serve para que todos possam alimentar seus sonhos e se superar. O pronunciamento foi gravado na segunda-feira, pouco antes de ele se reunir com a comissão executiva do PT. O presidente apresentará tabelas e estatísticas para falar dos avanços do governo, listará obras como a transposição do Rio São Francisco, as futuras hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, que estão sendo construídas no leito do Rio Madeira, e voltará a dizer que o Brasil conquistou seu "passaporte para o futuro" com a descoberta do pré-sal. Lula repetirá que seu governo não se preocupou apenas com a elite e que agiu pensando em todos os brasileiros. Apenas Dilma será citada nominalmente pelo presidente, e ele dirá que a sucessora tem "competência" para governar o Brasil e é a pessoa "que mais do que ninguém conhece o que foi feito no Brasil". "Agora, estamos provando ao mundo e a nós mesmos que o Brasil tem um encontro marcado com o sucesso", discursará Lula.
23/12/2010 11:43 AM
Agência Estado Foto: Ricardo Stuckert O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita, Dilma Rousseff, chegaram ao Hospital Sírio-Libanês às 10h42 para visitar o vice-presidente da República, José Alencar. O encontro durou cerca de 40 minutos. O vice-presidente foi submetido ontem a uma cirurgia de emergência na tentativa de conter uma hemorragia abdominal. Um dos médicos da equipe, Roberto Kalil, confirmou há pouco que Alencar passou a noite bem, que já respira sem aparelhos e não está mais sedado. Por volta das 9h30, o presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho caçula de Alencar, informou à Agência Estado que a hemorragia que acometeu o vice-presidente ontem e que motivou a internação às pressas para a realização de uma intervenção cirúrgica de emergência já havia sido estancada. 
Josué disse, ainda, que as notícias a respeito de seu pai são boas, que ele passou a noite entubado, porém, consciente, tanto que se comunicou com os médicos e familiares por escrito.
23/12/2010 11:32 AM
Agência Estado O presidente da Coteminas, Josué Gomes da Silva, filho caçula do vice-presidente da República, José Alencar, disse nesta manhã à Agência Estado que a hemorragia que acometeu o vice-presidente ontem e que motivou a internação às pressas para a realização de uma intervenção cirúrgica de emergência já foi estancada. A cirurgia de emergência a qual foi submetido ontem o vice-presidente durou três horas e terminou por volta das 21 horas. Em entrevista, o cirurgião Raul Cutait afirmou que Alencar estava num "quadro delicado de hemorragia abdominal" e passava por seu "momento mais difícil".
Ao deixar o hospital, por volta das 9h30, Josué disse que as notícias a respeito de seu pai são boas, que ele passou a noite entubado, porém consciente, tanto que se comunicou com os médicos e familiares por escrito.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta eleita, Dilma Rousseff, são aguardados nesta manhã no hospital.
Alencar, que tem 79 anos, luta contra um câncer na região do abdome há mais de 13 anos. Ontem, passou pela 17.ª cirurgia. Seu quadro de saúde tem se agravado nos últimos meses. Ele ficou internado por 24 dias, entre outubro e novembro. De acordo com informações do hospital, Alencar já está respirando sem a ajuda de aparelhos e não está mais sedado.
23/12/2010 10:55 AM
Agência Estado O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aguardado nesta manhã no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para uma visita ao vice-presidente da República, José Alencar, que voltou a ser internado ontem e passou por uma cirurgia de emergência. Alencar passou por uma cirurgia na tentativa de contenção de uma hemorragia no abdômen e seu caso é considerado pela equipe médica o mais delicado desde o início do seu tratamento contra o câncer. A presidenta eleita, Dilma Rousseff, acompanha Lula. Ambos partiram da Base Aérea de Brasília por volta das 8h45. Não foi divulgado nenhum novo boletim médico sobre o estado de saúde de Alencar desde a noite de ontem. A cirurgia de emergência a qual foi submetido ontem o vice-presidente durou três horas e terminou por volta das 21 horas. Em entrevista, o cirurgião Raul Cutait afirmou que Alencar estava num "quadro delicado de hemorragia abdominal" e passava por seu "momento mais difícil". Cutait contou que, durante a cirurgia, a equipe médica tentou estancar a hemorragia, mas não obteve sucesso. Nota distribuída à noite pelo hospital detalhou o quadro clínico. "O vice-presidente da República, José Alencar, foi submetido a uma cirurgia de urgência para tratar uma hemorragia digestiva grave atribuída a tumor sangrante no intestino delgado. Através de uma laparotomia exploradora, tentou-se chegar ao local do sangramento. Contudo, devido a intensas aderências entre as alças intestinais e a parede abdominal não foi possível abordar o tumor, conforme proposto. O paciente encontra-se em estado crítico, porém estável, e foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI)." Alencar, que tem 79 anos, luta contra um câncer na região do abdome há mais de 13 anos. Ontem, passou pela 17.ª cirurgia. Seu quadro de saúde tem se agravado nos últimos meses. Ele ficou internado por 24 dias, entre outubro e novembro.
23/12/2010 10:18 AM


