AFP Foto: Reprodução O cineasta francês de origem grega Nico Papatakis, que foi marido da atriz Anouk Aimée, faleceu no dia 17 de dezembro em Paris, aos 92 anos, mas sua morte só foi anunciada no obituário da imprensa nesta quarta-feira. Nascido no dia 19 de julho de 1918 em Addis-Abeba (Etiópia), onde combateu Mussolini, Nico Papatakis foi obrigado a se exilar e encontrou refúgio primeiramente no Líbano e, depois, na Grécia. Em 1939, mudou-se para Paris. Lá, frequentou a "intelligentsia" parisiense da época, junto dos escritores Jean-Paul Sartre e Jean Genet ou ainda dos poetas André Breton, Jacques Prévert e Robert Desnos. Em 1947, criou o cabaré "La Rose Rouge", trampolim para inúmeros artistas. Depois, se casou com a atriz Anouk Aimée, com quem teve uma filha, Manuela. Em 1950, ele produziu e financiou o filme "Un Chant d'Amour", de Jean Genet, com fotografia assinada por Jean Cocteau, mas a única obra cinematográfica do cáustico escritor foi censurada e estreou apenas em 1975. Em 1957, deixou a França e partiu para os Estados Unidos. Em Nova York, conheceu a modelo alemã Christa Päffgen, que pegou emprestado seu nome - ela tornou-se a lendária Nico, musa de Andy Warhol e do Velvet Underground. De volta a Paris, Papatakis realizou em 1962 seu primeiro filme, "Les Abysses", sobre "Les Bonnes", peça de Genet inspirada na história real das irmãs Papin. O filme foi apresentado no festival de Cannes no mesmo ano e causou escândalo. Em 1967, ele rodou "Os Pastores da Desordem", que denunciou o regime dos coronéis gregos. Mas o filme, que estreou em 1968, foi um fracasso. Papatakis, nesta época marido da atriz grega Olga Karlatos, estreou na política, ao se opor à ditadura dos coronéis na Grécia. Em 1975, seu filme explosivo "Gloria Mundi", que falava da tortura na Argélia, foi retirado de cartaz após um atentado a bomba ao cinema Marbeuf. Com , em 1991, um retrato amargo de Jean Genet, encarnado por Michel Piccoli, ele enfureceu os admiradores do autor. "Papatakis era um homem universal. Ele construiu sem cessar pontes entre a África e a Europa, entre a Grécia e a França, entre a França e os Estados Unidos", declarou o ex-ministro francês da Cultura Jack Lang. "Homem de coragem, ele era um criador refinado e audacioso", acrescentou.
22/12/2010 07:21 PM
Reuters O primeiro álbum póstumo de Michael Jackson gravado em estúdio foi o número um de vendas em todo o mundo em sua primeira semana nas lojas, disse a gravadora do cantor na quarta-feira, mas alcançou a modesta terceira posição nos Estados Unidos. Intitulada simplesmente "Michael," a coleção de gravações inacabadas foi nº 1 na Alemanha, na Itália, na Holanda e na Suécia, disse a Epic Records, pertencente à Sony Corp. O disco ficou entre os Top 5 das paradas da Bélgica (nº 2), Canadá (2), Japão (3), Grã-Bretanha (4), França (4) e Dinamarca (4). Na Alemanha, "Michael" foi o maior lançamento do ano, vendendo 85 mil cópias, segundo a Epic. Sua estreia britânica, com 113 mil exemplares vendidos, foi a melhor para Jackson desde "Dangerous," de 1991. Nos Estados Unidos, o maior mercado musical do mundo, "Michael" vendeu 228 mil cópias na semana que terminou em 19 de dezembro. A publicação do setor musical "Billboard" escreveu no mês passado que a Epic projetava vendas de cerca de 400 mil exemplares na primeira semana. "Michael" perdeu para "Speak," de Taylor Swift, que foi a número um pela terceira semana não consecutiva, com vendas de 259 mil cópias, e para "The Gift," de Susan Boyle, com 254 mil cópias vendidas. O lançamento anterior de Jackson, a trilha sonora de "This Is It," estreou como número um nos Estados Unidos um ano atrás, com 373 mil unidades vendidas. Jackson foi o artista de maiores vendas nos EUA no ano passado, tendo vendido 8,3 milhões de álbuns, principalmente após sua morte, em junho, aos 50 anos. Sua sorte já estava em baixa havia muito tempo nos EUA, onde sua carreira foi prejudicada por seus comportamentos bizarros e alegações de contatos inapropriados com meninos. Seus fãs estrangeiros eram mais tolerantes, e Jackson planejava uma série de concertos em Londres, que marcariam sua volta aos palcos, quando sucumbiu devido a uma overdose acidental de medicamentos. "Michael" é o primeiro do que se prevê que sejam muitas investidas no tesouro de gravações inéditas de Jackson a ser feita pelos executores de seu espólio. Produtores famosos foram contratados para terminar as faixas e, em alguns casos, tiveram que usar tecnologia digital para recriar a voz de Jackson.
22/12/2010 06:27 PM
Vicente Seda, iG Rio de Janeiro Foto: Vicente Seda/iG Irmã de Chico Buarque, que declarou apoio a Dilma Rousseff durante sua campanha à presidência, Ana de Hollanda afirma que o parentesco com um dos maiores nomes da música brasileira nada teve a ver com a sua escolha para o cargo. Em entrevista concedida no BNDES, no Rio, ela passou a impressão de ainda estar pouco ambientada à nova função. Indagada sobre temas em discussão no Congresso, como a questão dos direitos autorais, ela evitou tomar posições, reconhecendo precisar se atualizar antes de apontar a direção que o Ministério da Cultura adotará. Apesar de ter sido sondada há cerca de dez dias para o cargo, ela disse que só conseguiu pensar efetivamente no ministério há dois dias, quando o convite oficial foi feito, segundo ela, diretamente por Dilma, por telefone. Ela preferiu não apontar possíveis nomes para o ministério e deu a entender que pode aproveitar boa parte dos funcionários que trabalham ao lado de Juca Ferreira no governo Lula. Porém, para o amigo e ator Antonio Grassi, as portas estão abertas: ?Nem sei para qual função, mas ele é uma loucura, puxa tudo para a frente?, disse a ministra, que já atuou em órgãos como a Funarte (convidada por Grassi) e o Museu da Imagem e do Som. ?Fui convidada há dois dias e só a partir daí pude pensar efetivamente em ministério. Antes disso, com sondagens, era uma possibilidade vaga. Então preciso me inteirar mais e conversar com as pessoas, pois só pude fazer isso a partir de ontem (terça-feira). Conversei com o Juca Ferreira, já marcamos encontro e vamos ver como dar prosseguimento a alguns projetos atuais do ministério. Não quero interromper muita coisa boa que vem acontecendo, mas cada gestor tem a sua visão e vai colocar também algumas prioridades?, explicou Ana. Ministra evita polêmicas nos temas em discussão em Brasília Ana de Hollanda evitou polemizar sobre a nova lei de direitos autorais que está em discussão no Congresso. ?É uma questão bastante polêmica, e realmente o direito do autor é uma garantia que tem de ser revista de uma forma muito delicada. O Brasil é signatário de convenções internacionais e vamos ver o que pode ser melhorado. Chamarei especialistas na área para ver aonde podemos atualizar a lei?, disse a ministra, descartando a possibilidade de subordinar o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que coleta e repassa direitos autorais, ao MinC: ?É uma associação de autores, compositores, não vejo essa possibilidade de subordinar uma entidade representativa ao governo. Não sei nem se legalmente existe essa possibilidade. Vou ter de buscar uma assessoria?, afirmou. Sobre a lei de incentivo à cultura, ela também preferiu não se posicionar. ?Essa questão da lei de incentivo é muito polêmica e essas mudanças eu li por cima. Já ouvi queixas raivosas e grandes elogios. Nós temos de tomar uma posição, sim. Mas não posso dizer exatamente, tem de ver quem vai atingir, quem vai prejudicar, se vai democratizar mais ou não. Com certeza não vamos agradar todos. Mas vamos rever a lei Rouanet?. Sem medo de rejeição A ministra não se abalou ao ser abordado o almoço que reuniu cerca de 150 artistas no início do mês em apoio à permanência do atual ocupante da pasta, Juca Ferreira. Questionada se sentiu rejeição ao seu nome, disse: ?Não, nenhuma. Muita gente até que tinha se manifestado, já se colocou à disposição. Uma coisa é você ter preferências, outra é trabalhar com quem está e trazer as suas propostas. Quero manter esse diálogo muito intenso com a classe artística. Estava muito dividida, uns se manifestaram mais, outros menos. Não sinto nenhuma resistência aberta da classe ao meu nome. Pode haver, mas não sei?. Ela pretende insistir na cultura como meio de inserção social e, sobre o orçamento da pasta, disse já ter comentado com Dilma que a ?verba é pequena?. Uma das soluções que cogita para aumentar o seu poder de investimento é se aproximar das estatais, pela receita dessas empresas para o investimento na área cultural. ?Não pode haver um grande número de políticas autônomas, tudo tem de ser integrado. Eu reconheço na gestão do Gilberto Gil e do Juca um trabalho de penetração, de disseminação, e agora vou dar continuidade. O Ministério da Cultura precisa se relacionar com todas as outras áreas: educação, saúde...?. Ana de Hollanda nega influência do irmão na sua escolha para o cargo Sobre uma possível influência de Chico Buarque na sua escolha para o cargo, ela respondeu: ?Não tem nada a ver. Tenho uma história, e a presidenta foi muito clara comigo: disse [que o convite] que foi pelo meu trabalho nessas áreas todas da cultura. Foi uma conversa muito boa, muito clara e sei que ela vai cobrar, bem como a sociedade. Não tem nada de troca de gentilezas. Vou falar o seguinte: o meu irmão sabia que estava sendo sondada, quem não vê jornal? O meu nome entrou em uma lista de 20, mas como nem eu tinha certeza de nada, ficou na brincadeira. Ele sabe do meu trabalho, estou tendo o apoio da família toda, estão torcendo, vou para Brasília?. Ao comentar o próprio currículo, ela exaltou o trabalho na Funarte, como diretora de música entre 2003 e 2007, além de atuações na área pública, como na secretaria de Cultura de Osasco, quando era governada pelo PT, e no primeiro governo de Mário Covas, no início da década de 1980, também em São Paulo. Na Funarte, Antonio Grassi, que a convidara para o cargo, foi demitido pelo então ministro Gilberto Gil e, em função disso, Ana de Hollanda também deixou o órgão. ?Saí da Funarte porque o Grassi foi demitido, e havia sido convidada por ele. A gente, por questão até ética, tem de colocar o cargo à disposição. Se o trabalho do Grassi tinha sido mal avaliado, eu me sentia responsável também. A cultura sempre foi uma presença muito forte na minha vida. Há 30 anos estou discutindo cultura." Atenção especial à criação Ana de Hollanda defendeu uma maior atenção à criação. ?O centro da cadeia produtiva da cultura está na criação. Quero dar grande atenção a essa área. É um fator essencial do povo brasileiro, que é a criatividade. A gente vê isso muito no futebol. E a produção que vejo é na música, no cinema, na dança, no circo, no design, no teatro, em todas as áreas a criatividade é muito rica. Então a difusão dessa área, não só no Brasil, mas fora, é muito importante. Fico lembrando a música do Maurício Carrilho e Aldir Blanc, que diz que o Brasil não conhece o Brasil?.
22/12/2010 04:37 PM
Reuters Foto: Divulgação Ela não revela quantos quilos perdeu, mas a cantora e atriz Jennifer Hudson diz que, nos nove meses desde que se tornou porta-voz dos Vigilantes do Peso, nunca se sentiu melhor. Ela está até mesmo cantando sobre isso em uma música nova, "Feeling Good," que faz parte de uma campanha publicitária que a empresa de dietas vai lançar em 26 de dezembro para coincidir com seu novo programa nutricional, PointsPlus. A Vigilantes do Peso disse que cerca de 11% da participação anual em suas reuniões acontece em janeiro, quando os norte-americanos procuram recuperar-se dos excessos alimentares do fim do ano. "Basicamente, esta canção é a maneira perfeita de descrever esta jornada e dizer como me sinto depois dela," disse Hudson à Reuters. "Se eu pudesse resumir tudo o que sinto por dentro e dizer a outras pessoas para ajudar a motivá-las, seria isto." Hudson e sua voz de cantora gospel encontraram lugar no cardápio de criação de estrelas de Hollywood em 2004, quando foi finalista do programa "American Idol," e ao receber um Oscar por seu papel coadjuvante no musical "Dreamgirls," de 2006. Mas, em um setor obcecado por mulheres magras, Hudson teve problemas devido a sua corpo grande. Em abril, Hudson anunciou que se tornaria a nova porta-voz da Vigilantes do Peso. Sete meses tinham se passado desde o nascimento de seu filho, David Jr., e ela já tinha perdido parte do peso ganho. Em agosto, ela disse à revista "InStyle Makeover" que tinha caído do tamanho 16 para o tamanho 6. Hudson escreve um blog no site da Vigilantes do Peso e ela disse que o fato de ter criado uma rede de amigas e seguidoras na comunidade das pessoas que fazem regime lhe dá tanto prazer quanto perder peso. 
22/12/2010 02:12 PM
Reuters Foto: Divulgação A mais famosa faixa de pedestres da música popular, diante do estúdio Abbey Road, na zona norte de Londres, foi designada local de importância nacional pelo governo britânico na quarta-feira. Beatlemaníacos de todo o mundo costumam ir à rua para posar para fotos imitando a foto da capa do álbum "Abbey Road," que mostra Paul, John, George e Ringo atravessando a faixa. "Esta faixa de travessia de pedestres em Londres não é nenhum castelo ou catedral, mas, graças aos Beatles e a uma sessão fotográfica feita em dez minutos numa manhã de agosto de 1969, tem direito igual a fazer parte de nosso legado nacional," disse em comunicado John Penrose, ministro britânico do Turismo e do Patrimônio Histórico e Cultural. A partir de agora a faixa de pedestres só poderá ser modificada com a aprovação das autoridades locais, que teriam que tomar uma decisão com base no significado histórico do local, sua função e sua condição. O próprio estúdio Abbey Road ganhou status de patrimônio nacional protegido em fevereiro deste ano.
22/12/2010 01:44 PM
iG São Paulo Foto: Reuters Um abaixo-assinado contra a prisão do cineasta iraniano Jafar Panahi foi criado na internet. A petição pede a libertação do diretor e afirma que seu único crime foi "querer exercer sua profissão de forma livre no Irã". Encabeçam o documento diversas entidades do cinema europeu, entre elas o Festival de Cannes e a revista Cahiers du Cinema. O texto pede que atores, diretores, roteiristas e "todas pessoas que amam a liberdade" se unam em apoio a Panahi. O diretor iraniano foi condenado a seis anos de prisão por um tribunal iraniano por agir e fazer propaganda contra o governo do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Panahi também foi proibido de fazer filmes, viajar ao exterior e conversar com a mídia local ou estrangeira por 20 anos. Panahi apoiou o oposicionista Mirhossein Mousavi na eleição presidencial do ano passado. O diretor já havia sido preso em março deste ano, permanecendo detido por 88 dias.
22/12/2010 10:34 AM
Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo Foto: George Magaraia Lançado em grande evento pelo presidente Lula em dezembro de 2009, o Vale-Cultura ainda está parado na pauta do Congresso e só deve ser votado em 2011, segundo o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT). Faltando menos de dois dias para o fim das atividades parlamentares de 2010, o governo e a oposição não chegaram a um acordo sobre a votação do projeto, que depende apenas do voto dos deputados federais para entrar em vigor. ?As sessões dessa semana são destinas apenas para a votação do orçamento de 2011. Tem muitas medidas provisórias trancando a pauta e não há garantias de que haverá acordo para que o projeto do Vale-Cultura entre no pacote de final de ano?, disse Vaccarezza. O Vale-Cultura é um benefício de R$50 que as empresas poderão disponibilizar aos empregados que ganhem até cinco salários mínimos, para que eles invistam na aquisição de bens culturais como livros, DVD?s, CD?s, ingressos para cinema, teatro e museus. As empresas que aderirem ao programa poderão abater o valor do benefício do imposto de renda, o que gera renúncia fiscal de R$ 7 bilhões ao ano. Nos cálculos do governo, o projeto injetaria R$ 600 milhões por mês no mercado cultural, aquecendo o setor com novas produções. O projeto ainda não está regulamentado, mas o vale deve ter formato magnético semelhante ao vale-refeição e ao vale-alimentação, podendo ser gasto em locais credenciados. O atraso na aprovação do projeto, no entanto, tem irritado entidades do setor artístico. ?É um absurdo que um projeto tão importante como esse esteja tanto tempo parado. É mais um exemplo do descaso com que a classe política trata os artistas?, diz Luciana Pegorer, presidente da Associação Brasileira de Música Independente (ABMI). ?Há mais de três anos que o mercado musical luta para que a PEC da Música seja aprovada, dando os meus subsídios dos livros para a produção musical. Mas os deputados ignoram essa demanda. O mínimo que eles poderiam fazer era aprovar o Vale-Cultura, porque é a única chance de dar sobrevida a esse mercado. Nosso setor sofre muito para se manter e não há nenhuma ajuda adicional do governo para evitar a falência generalizada dos independentes?, completa Pegorer. O presidente da Cooperativa Paulista de Teatro (CPT), Ney Piacentini, também lamenta a lentidão do legislativo na aprovação do projeto. Ele diz que os produtores esperavam contar com esse fomento já em 2011, na expectativa de gerar novas receitas para novas produções. ?O teatro brasileiro precisa de políticas rápidas de formação de plateia. O Vale-Cultura é importante para isso, mas o Congresso e o governo precisam criar urgentemente novas políticas de incentivo cultural. Esse atraso na votação de políticas para o setor mostra o total descaso com que a Cultura é tratada pelos políticos?, disse Piacentini. O presidente da CPT afirma que o Vale-Cultura não resolve sozinho a defasagem cultural do Brasil. Ele defende a destinação maior de verbas para a Cultura, principalmente para o mercado independente. ?O Vale-Cultura é uma boa iniciativa, mas pode incentivar o aquecimento dessa indústria de cultura duvidosa, de filmes norte-americanos de violência e cantores produzidos apenas para vender. É uma iniciativa inovadora, mas precisa vir acompanhada de programas de incentivo a grupos independentes, a produção de cultura nas escolas e associações regionais?, aponta. Paralisação A demora na aprovação do Vale-Cultura não é prejudicial apenas do ponto de vista do fomento, mas também da aceitação das empresas ao novo benefício. Os próprios cálculos do governo admitem que apenas 10% das empresas deverão aderir ao programa no primeiro ano de implantação, segundo informações do site do Ministério da Cultura. Mesmo assim, o órgão calcula que o projeto injetará mais de R$60 milhões no mercado cultural só no primeiro ano. ?Quanto mais o projeto é postergado, maior o prejuízo para os trabalhadores?, argumenta a deputada Manuela D?ávila (PCdoB-RS), autora do projeto substitutivo que aguarda votação na Câmara A deputada comunista lamentou a falta de acordo para votação do projeto neste ano e disse que vai batalhar até o último dia de trabalhos legislativos para conseguir aprovação do projeto. ?A bancada está tentando fazer um esforço final para que consigamos emplacar o projeto ainda esse ano. A ideia é que as empresas comecem 2011 com o modelo de benefício já formatado, pronto para ser oferecido para os empregados. Mas a medida que o ano legislativo se aproxima do final, está cada vez mais difícil incluir o programa na pauta de votação?, afirma a parlamentar. Segundo o Ministério da Cultura, o projeto do Vale-Cultura deve beneficiar 12 milhões de trabalhadores diretamente. O projeto já passou pela primeira votação na Câmara em outubro de 2009, mas o projeto recebeu mudanças no Senado, sendo obrigado a retomar ao plenário da Câmara para aprovação definitiva. O deputado João Almeida (PSDB), líder da oposição na Câmara, disse que a demora é reflexo da agenda eleitoral que paralisou o Congresso, o excesso de medidas provisórias enviadas pelo governo para a Câmara e a falta de empenho do governo na tramitação do projeto. ?A oposição não foi e nem é contra o projeto. Se o governo tivesse realmente colocado o Vale-Cultura como prioridade, ele já tinha sido aprovado há tempos?, afirmou Almeida, por meio da assessoria.
22/12/2010 10:17 AM
Reuters Foto: Divulgação Não é fácil superar uma dependência química, e para Gwyneth Paltrow, que interpreta uma viciada em seu novo filme, "Country Strong", a dificuldade foi simplesmente compreender por que as pessoas abusam das drogas e do álcool. "Eu simplesmente não conseguia entender como você pode ficar tão bêbado a ponto de arruinar a vida das pessoas, e aí acordar no dia seguinte e fingir que está tudo bem", disse a atriz de 38 anos à Reuters. Para essa preparação, Gwyneth - que no filme também canta e toca guitarra, sem dificuldades - contou com a ajuda do colega Robert Downey Jr., que passou por um processo de desintoxicação e retomou sua carreira. "Perguntei ao Robert: 'Como isso funciona?'. Ele foi realmente articulado a respeito do vício e da psicologia por trás dele. Ele realmente me ajudou muito." "Country Strong" estreia nos Estados Unidos esta semana, com Paltrow no papel da cantora decadente Kelly Canter, que passa por uma clínica de reabilitação para se livrar do álcool e das drogas. O prblema é que a moça é dispensada antes de estar curada e embarca numa turnê concebida por seu marido (vivido por Tim McGraw). Mas o afeto que ela sente por seu patrocinador (Garrett Hedlund) e a inveja da estrela ascendente Chiles Stanton (Leighton Meester) complicam a jornada da protagonista. 
22/12/2010 10:15 AM
EFE Foto: Divulgação "Avatar", o filme de maior bilheteria da história, é também o filme mais baixado de 2010 na internet, com mais de 16 milhões de downloads, segundo o site especializado TorrentFreak. A obra de James Cameron, que arrecadou cerca de US$ 2,8 bilhões no mundo todo desde sua estreia nos Estados Unidos em 18 de dezembro de 2009, registrou 16,5 milhões de downloads este ano através da tecnologia bit torrent. O dado representa um aumento de 33% em relação ao filme mais baixado de 2009, que foi "Jornada nas Estrelas", com pouco menos de 11 milhões de downloads. Na lista deste ano, após "Avatar", estão "Kick Ass - Quebrando Tudo", de Matthew Vaughn, com 11,4 milhões de downloads; "A Origem", de Christopher Nolan, com cerca de 10 milhões; "Ilha do Medo", de Martin Scorsese, com quase 9,5 milhões, e "Homem de Ferro 2", com 8,8 milhões. A lista das dez obras mais baixadas é completada por "Fúria de Titãs", de Louis Leterrier, com algo mais de 8 milhões de downloads; "Zona Verde", de Paul Greengrass, com 7,7 milhões; "Sherlock Holmes", de Guy Ritchie, com 7,1 milhões; "Guerra ao Terror", de Kathryn Bigelow, com 6,8 milhões; e "Salt", de Phillip Noyce, com 6,7 milhões. "Guerra ao Terror" venceu o Oscar de Melhor Filme na última cerimônia de gala do prêmio da Academia de Hollywood.
22/12/2010 08:45 AM
AFP Foto: AP Um ator que ensaiava para o musical "Spider-Man" (Homem-Aranha), em Nova York, caiu de uma plataforma localizada a vários metros de altura na segunda-feira à noite, no último de uma série de acidentes envolvendo o espetáculo mais caro da história da Broadway. "Um ator ficou ferido após cair de uma plataforma minutos antes do fim do espetáculo (ensaio aberto), que foi suspenso", anunciou Rick Miramontes, porta-voz da produção de "Spider-Man: Turn Off the Dark", com música e letra de Bono e The Edge, vocalista e guitarrista do U2, respectivamente. Um vídeo filmado por um espectador com seu telefone celular e publicado em vários sites mostra um ator que, em plena escuridão e entre gritos dos que assistiam ao ensaio, cai de uma plataforma instalada entre cinco e dez metros de altura. Aparentemente, o ator caiu no fosso da orquestra. Miramontes não informou a identidade do ferido, mas afirmou que não se trata de Reeve Carney, o ator principal que encarna nesta obra o Spider-Man, o famoso homem-aranha da história publicada em 1962. Natalie Mendoza, uma atriz que também ficou ferida durante outro ensaio, mandou uma mensagem pela rede social Twitter, na qual pedia para "rezar por Chris", confirmando assim as informações de que se tratava de Christopher Tierney, um acrobata que realiza as cenas de perigo do espetáculo. Trata-se do quarto ferido desde o início dos ensaios públicos, onde os espectadores pagam ingressos a preços reduzidos. Estava previsto que o espetáculo Spider-Man, o mais caro da história da Broadway, com um orçamento de produção de 65 milhões de dólares, começasse nestes dias, mas a estreia foi adiada para 7 de fevereiro de 2011.
22/12/2010 03:18 AM
iG São Paulo A Comissão Europeia entrou na discussão sobre a validade da arte moderna. O órgão considerou que as esculturas do americano Dan Flavin, famoso por usar luzes tubos de luzes fluorescentes em suas obras, não são arte. Segundo a decisão, o trabalho "tem as características de acessórios luminosos e, como tal, devem ser tratados como acessórios luminosos". O efeito prático: qualquer galeria ou museu da União Europeia que queira importar um trabalho do artista agora terá que pagar o Imposto de Valor Agregado (VAT) integral. O VAT subirá para 20% em 1º de janeiro. Obras de arte são taxadas em apenas 5% de VAT. De acordo com o veredicto da Comissão, a obra de arte não é a instalação, e sim seu efeito - ou seja, as luzes ligadas. O trabalho do americano Bill Viola, que faz vídeos em camera extremamente lenta, também será afetado pela decisão. Com isso, a catedral de St Paul pode ser uma das primeiras afetadas, já que havia encomendado duas peças de Viola para uma exposição no próximo ano. A atual discussão sobre as obras dos dois artistas começou em 2006, quando a galeria de Londres Haunch os Venison, que os representava, importou seis obras de vídeos de Viola e uma escultura de luz de Flavin. O governo britânico tentou mudar a classificação dos trabalhos e cobrar um imposto de 36 mil libras. Dois anos depois, a galeria ganhou o processo no tribunal de impostos britânico, mas agora perdeu a apelação na Comissão Europeia. Pierre Valentin, advogado que ganhou a causa para a Haunch of Venison em 2008, classificou como ridícula a decisão. "Dizer que o trabalho de Dan Flavin só se torna uma obra de arte quando ligado na tomada é uma piada", declarou ao jornal Art Newspaper. A galeria Blain Southern, que agora representa os artistas, vai recorrer da decisão. Há um precedente famoso que pode nortear o processo. Em 1926, o colecionador americano Edward Steichen importou uma escultura de bronze de um pássaro do artista romano Constantin Brancusi. A receita dos Estados Unidos, no entanto, considerou o trabalho como apenas um metal manufaturado, e o taxou em 40%. Steichen pagou o imposto, mas recorreu da decisão. Em 1928, o juiz do processo deu ganho de causa ao colecionador, declarando que "apesar da associação com uma ave ser difícil, a obra é bastante ornamental".
21/12/2010 03:23 PM
Reuters James Franco, que mal estava na lista dos atores de mais prestígio de Hollywood antes de ser chamado para o trabalho cobiçado de co-apresentar a próxima cerimônia de entrega do Oscar, disse em entrevista que o convite o pegou de surpresa. O ator de 32 anos disse à revista "Entertainment Weekly" que quando o produtor do Oscar Bruce Cohen o convidou para ser o apresentador da entrega dos prêmios mais importantes do cinema, ao lado de Anne Hathaway, em 27 de fevereiro, sua primeira reação foi dizer "não". "Fiquei espantado, e minha reação inicial foi dizer 'não'", contou Franco. "Mas depois refleti melhor e pensei: 'Por que não? Por que não ficarei bem? Não me importo'". A hesitação por parte de seus representantes e outros que acharam má ideia, pelo fato de Franco ser visto como possível indicado ao Oscar de melhor ator (por sua atuação em "127 Horas"), o incentivou mais ainda. "Então falei: 'Topo, é claro'. Porque a reação que os outros tiveram é baseada na visão convencional sobre o que gera uma carreira boa. E isso pode ser chato, realmente chato", disse o ator à revista. James Franco se tornou amplamente conhecido no papel de um vilão em "Homem-Aranha 3", antes de ser indicado ao Globo de Ouro de melhor ator em 2008 por "Segurando as Pontas" e ser elogiado no mesmo ano pelo papel do namorado do personagem de Sean Penn, Harvey Milk, em "Milk - A Voz da Igualdade".
21/12/2010 01:10 PM


