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The New York Times

Estudantes americanos questionam se instituições famosas fazem diferença no futuro

Enquanto milhares de estudantes americanos correm para cumprir os prazos de inscrição das universidade do país, pode valer a pena perguntar-lhes: onde vocês passarão os próximos quatro anos de suas vidas realmente importa?

A estagnação da economia e o aumento nos custos das universidades apenas intensificaram as dúvidas sobre instituições famosas e caras fazerem alguma diferença. Será que as pessoas com diplomas dessas universidades ganham mais dinheiro? Será que elas conseguem mais espaço em programas profissionais melhores? Conseguem conexões melhores? E elas estão mais satisfeitas com suas vidas ou, pelo menos, com seus trabalhos?

Muitos conselheiros vocacionais das universidades vão dizer que sim, mas isso pode soar protecionista até mesmo para os pais e alunos mais distraídos.

Em geral, as respostas a tais perguntas não podem ser encontrados nos dados colhidos por rankings educacionais, que tendem a se concentrar nas médias dos exames de admissão ou taxas de rejeição das universidades. Pode ser difícil medir algo como a satisfação dos alunos cinco ou 10 anos após a conclusão do seu curso. Além disso, ao medir o sucesso ou a qualidade de vida de alguém, o que deve ser levado em consideração?

Mas economistas e sociólogos têm tentado resolver o problema. Sua pesquisa, ainda que limitada, sugere que escolas de elite podem fazer a diferença na renda e na colocação em cursos de pós-graduação. Mas felicidade na vida? Essa é uma pergunta para outro dia.

Entre as pesquisas mais citadas sobre o assunto está um estudo de economistas da Rand Corp e Brigham Young e da Universidades de Cornell, que descobriu "uma forte evidência de um retorno econômico significativo entre as pessoas que frequentaram uma instituição privada de elite e algumas evidências sugerem que esta recompensa aumentou ao longo do tempo".

Agrupando universidades pelas mesmas instâncias de seletividade utilizadas em um popular guia de instituições americanas, o Barron's, os pesquisadores descobriram que os alunos das faculdades mais seletivas ganhavam, em média, 40% mais ao ano do que aqueles que se formaram em universidades públicas, tal como calculado 10 anos depois que se formaram no colegial.

Os mesmos pesquisadores revelaram em um estudo separado que "frequentar uma universidade particular de elite aumenta significativamente a probabilidade do estudante concluir um curso de pós-graduação, mais especificamente em uma universidade de pesquisa importantes".

Uma ressalva importante: estes estudos, que acompanharam mais de 5.000 graduados, alguns por mais de uma década, já têm mais de uma década de idade. Durante esse período, é claro, o preço de uma educação em universidade de elite ultrapassou em muito o ritmo da inflação, para não falar do custo de suas concorrentes públicas (mesmo tendo em conta os altos preços de algumas universidades públicas, especialmente na Califórnia, que sofrem com as crises de orçamento do Estado).

Por exemplo, o ensino integral em Princeton custa mais de US$ 50.000 este ano, enquanto em Rutgers, a universidade do Estado, o valor pago por moradores do Estado é menos da metade disso. Os números são semelhantes para a Universidade da Pensilvânia e a Universidade Estadual da Pensilvânia.

Apesar da diferença entre preços de escolas públicas e privadas, Eric R. Eide, um dos autores desse estudo disse não ter visto qualquer indício que poderia convencê-lo a rever a conclusão a que chegou em 1998.

"A educação é um investimento a longo prazo", disse Eide, diretor do departamento de economia da Brigham Young, "Pode ser mais doloroso pagar por esse investimento agora. As pessoas podem estar mais hesitantes em entrar em dívida por causa da recessão. Na minha opinião, elas deveriam estar pensando a longo prazo na vida de seus filhos".

Ele acrescentou: "Eu não acho que os custos da faculdade estão aumentando mais rápido do que os retornos de uma formação em uma faculdade particular de elite".

Ainda assim, uma falha neste tipo de pesquisa sempre foi o fato de ser muito difícil separar o impacto da instituição das habilidades inatas e qualidades pessoais do indivíduo. Em outras palavras, se alguém tivesse sido aceito em uma universidade de elite, mas optado por ir para uma instituição mais comum, suas conquistas a longo prazo seriam as mesmas?

Em 1999, economistas de Princeton e da Fundação Andrew W. Mellon analisaram alguns dos mesmos dados usados por Eide e seus colegas, mas de uma maneira diferente: eles compararam estudantes em universidades mais seletivas e outros de "capacidade aparentemente comparável?, de acordo com a sua pontuação nos testes de admissão e classificação de classe, que estudaram em instituições menos seletivas, seja por opção ou por rejeição.

O salário dos graduados dos dois grupos eram parecidos ? talvez mudando a trajetória de prestígio que percorreram. (A única exceção foi a de filhos de "contextos familiares desfavorecidos" que pareciam ganhar mais ao longo do tempo, se frequentassem faculdades mais seletivas. Os autores, Stacy Berg Dale e Alan B. Krueger, não especulam o porquê, mas concluem: "Esses alunos parecem se beneficiar de uma universidade de elite").

A remuneração, e até mesmo a frequência escolar, é claro, são apenas duas das muitas medidas de sucesso pós- universidade.

No final, alguns pesquisadores ecoam a sabedoria de conselheiros de vocacionais: a maneira como uma pessoa aproveita a oferta educacional de uma instituição pode ser mais importante a longo prazo do que o nome dessa instituição.

Nesta análise, o curso ? e como ele se alinha com os pontos fortes de uma universidade ? pode ser mais significativo do que o lugar da instituição na hierarquia acadêmica.

"Tudo o que descobrimos após estudar as experiências de estudantes universitários é que há mais variabilidade dentro das universidades do que entre elas", disse Alexander C. McCormick, ex-funcionário de admissão na sua alma mater, a Faculdade Dartmouth, e agora professor adjunto de educação na Universidade de Indiana, em Bloomington.

"Esta é a ironia, dado o predomínio da mentalidade do ranking de quem é n º 5 ou n º 50", disse McCormick. "A qualidade da biologia ensinada na universidade n º 50 pode ser superior à da universidade n º 5".

iG São Paulo

Resultado da seleção para 40% das vagas da instituição sai em 14 de janeiro. Outros candidatos serão escolhidos pelo Enem ou cotas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou as notas dos candidatos que participaram do vestibular 2011, que seleciona 40% das vagas da instituição no próximo ano. A pontuação pode ser consultada no site da universidade. Os candiatos têm até o dia 5 de janeiro para pedir revisão dos conceitos, e o resultado final sai em 14 de janeiro.

Quem quiser contestar as notas deve se dirigir, das 9h às 16h, ao Campus da Ilha do Fundão, Prédio do CCMN (Avenida Athos da Silveira Ramos, Nº 274, Cidade Universitária, Rio de Janeiro). Os candidatos poderão solicitar revisão de, no máximo, duas provas.

Após a divulgação da lista de aprovados, as matrículas acontecem nos dias 18 e 19 do mesmo mês. A segunda chamada será em 4 de fevereiro.

Outros 40% das vagas da UFRJ serão preenchidas pela nota do Enem, e 20% estão reservadas a alunos das escolas municipais e estaduais do Estado do Rio.

Agência Brasil

Dinheiro de indenização será usado na consterução do novo prédio da entidade, que será erguido em área nobre do Rio de Janeiro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje (20) que podem ser liberados por meio de medida provisória, ainda este ano, os R$ 14 milhões que faltam ser pagos à União Nacional dos Estudantes (UNE) de indenização pelos danos sofridos pela entidade durante a ditadura militar. O Congresso Nacional aprovou uma reparação de R$ 44,6 milhões para instituição.

"Ou vou fazer uma medida provisória agora no final do ano ou a companheira Dilma Rousseff [presidente eleita] fará no começo do seu mandato. Vou conversar com ela, se ela quiser ter esse prazer, não vou tirar isso dela", afirmou Lula, durante o lançamento simbólico da pedra fundamental da nova sede da UNE e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Dos R$ 44 milhões da indenização, a entidade recebeu R$ 30 milhões. "A UNE nunca esteve tão rica", brincou o presidente.

 O dinheiro da indenização será usado na construção do novo prédio da entidade, que será erguido no número 132 da Praia do Flamengo, no Rio, onde a UNE funcionou desde a década de 1940 até a destruição pelo regime militar, em 1964. O terreno é um dos endereços mais caros do país e já havia sido doado pelo ex-presidente da República Itamar Franco, em 1994.

O novo prédio terá 13 andares e contará com salas de cinema, teatro e o Museu da Memória do Movimento Estudantil. O projeto é do arquiteto Oscar Niemeyer, cujo escritório está concluindo a parte executiva da obra. A previsão é que a construção comece no primeiro semestre de 2011 e termine em até dois anos.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, disse que o recebimento da indenização é um direito da entidade. "É uma restituição de direito e o nosso sentimento é de justiça.?

 

Guilherme Pichonelli, especial para o iG

Uma internação e dores não fizeram Leonardo Zanella desistir de vestibulares. Para a Unesp, candidato levou atestado e almofada

Um problema de hérnia de disco e uma operação na coluna quase fizeram com que Leonardo Zanella, de 20 anos, perdesse os vestibulares nos quais se inscreveu. Prestando engenharia mecânica na Unicamp e na Unesp, em que ficou em quinto lugar na primeira fase, e Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), ele passou por uma verdadeira via crucis para fazer todas as provas.

A trajetória começa em janeiro de 2010, quando ele vendeu um Celta 2008 para poder pagar o cursinho e se mudar para São José dos Campos. ?Fiz um pré-vestibular especial para o ITA e por isso fiquei desesperado quando quase perdi a prova?, conta.

Depois de ficar internado por 10 dias, ligou para a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) e explicou a situação. ?Imediatamente eles se prontificaram a resolver meu problema?, diz Zanella.

No dia 14 de novembro, data da primeira etapa do exame, um fiscal foi até o hospital em que ele estava e aplicou a prova normalmente, cumprindo o mesmo horário e regras de quem estava nas escolas. ?O grande problema eram as dores que sentia. Estava tomando uma medicação muito forte e isso complicou um pouco. Mesmo assim passei para a segunda fase?, conta animado.

Ainda com inchaços e dores, Leonardo deixou o hospital na segunda-feira passada, dia 13 de dezembro, e enfrentou a maratona de quatro dias de provas do ITA. Os organizadores do vestibular disponibilizaram uma cadeira especial, totalmente ergonômica e com ajuste especial nas costas, além de uma maca que ficava ao seu lado na sala de aula. ?Fico até emocionado ao lembrar. Todos os fiscais foram extremamente atenciosos comigo?.

Hoje, faltando apenas cinco minutos para os portões fecharem, Leonardo chegou mancando à Universidade Paulista (Unip) da Marquês de São Vicente, na zona oeste de São Paulo, abanando seu atestado, mostrando aos fiscais que estava com dificuldades para correr.

?Podia fazer a prova em pé, mas sentia dores em qualquer posição. Ainda bem que no geral achei a prova bastante tranquila e estou esperançoso. Quero muito entrar na Unesp porque o curso é noturno e poderia trabalhar durante o dia, mas meu grande sonho é entrar no ITA?. Sempre segurando seu travesseiro, ele termina dizendo que depois de tudo o que passou sabe que valeu a pena o esforço. ?Fiquei o ano todo lendo e estudando. Foi muita dedicação e espero que a recompensa venha em breve?, finaliza.

iG São Paulo

Presidente do Inep justifica queda por meio de dois fatores: maior rigor no censo escolar e redução do índice de repetência

O Censo Escolar 2010, publicado nesta segunda-feira, 20) no Diário da União, mostra que o número de matrículas na educação básica caiu cerca de um milhão, se comparado ao do ano passado. Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Joaquim Neto, a queda não é uma má notícia.

Na avaliação de Neto, a diminuição de matrículas tem duas explicações: a melhora do fluxo escolar, ou seja, a redução do número de crianças repetindo de ano, e o aumento do rigor técnico do Inep na coleta de informações do censo. ?Fazemos checagem de dados para evitar matrículas duplas?, explicou. Em 2011, segundo Joaquim Neto, o Inep fará também visitas a escolas para verificar a autenticidade das informações obtidas. 

O Censo Escolar 2010 aponta que o Brasil tem 51,5 milhões de estudantes matriculados na educação básica pública e privada. Em 2009, o mesmo estudo registrou 52,5 milhões de matrículas. 

A classificação ?educação básica? do Ministério da Educação (MEC) engloba: creche, pré-escola, ensino fundamental e médio, educação profissional, especial e de jovens e adultos.

As etapas que registraram baixa no número de matrículas foram a pré-escola e o ensino fundamental. No primeiro, a queda foi de 3,6%, enquanto no segundo a variação negativa foi de 2,2%, sempre em relação a 2009.

Creches e educação especial registram aumento 

Se, no geral, os números são menores em relação ao ano passado, algumas etapas tiveram crescimento. A creche, por exemplo, recebeu 9% de matrículas a mais, em comparação ao ano passado. Em números absolutos, são 168.290 novas inscrições. Em relação ao início dos anos 2000, o crescimento ultrapassa 79%, de acordo com o MEC. 

A educação especial também cresceu e o setor teve 10% a mais de matrículas, sempre em comparação a 2009. Segundo Joaquim Neto, o grande salto aconteceu no processo de inclusão de alunos com deficiência em escolas públicas regulares iniciado em 2007. Com a expansão de alunos especiais nas escolas regulares, caíram as matrículas nas escolas exclusivas. Isso, explica Joaquim Neto, evidencia o êxito da política de inclusão na educação básica.

Apesar de pequeno, no ensino médio também houve um aumento de matrículas: 0,2%, ou 20.515 novos alunos. No entanto, a imagem retratada pelo censo continua sendo a de um funil: o sistema escolar brasileiro tem quase o dobro de alunos nos anos iniciais do ensino fundamental em comparação com as matrículas no ensino médio. No total, o ensino médio registra 8.357.675 alunos. O ensino fundamental, por sua vez, conta com 16.755.708 matrículas nos anos iniciais, ou seja, mais que o dobro do ensino médio. Mesmo caindo para 14.249.633 nos anos finais, o número de estudantes que têm acesso ao ensino fundamental segue muito acima do número de alunos que conseguem ingressar no ensino médio.

Os dados do Censo Escolar são coletados pela internet (sistema Educacenso). Segundo o Inep, além de dados sobre matrícula, as escolas enviam informações sobre os professores em regência de aula, as condições físicas da escola e dados sobre cada um de seus alunos, incluindo: nome completo, data de nascimento, sexo, cor/raça, nome dos pais, naturalidade, endereço residencial, necessidades de atendimento escolar diferenciado, utilização de transporte público, necessidades educacionais especiais e rendimento escolar do ano anterior.

Rcardo Paes Carvalho/especial para o iG

Prova de Linguagens e Códigos apresenta textos bem elaborados, exige interpretação e tem questões com temas relacionados à redação

Apresentando textos bem elaborados e um tema que permeou as disciplinas de português, inglês e a própria redação, a prova da Unesp realizada nessa segunda-feira surpreendeu os professores do Cursinho da Poli. Os alunos tiveram que escrever uma dissertação sobre ?Grafites: entre o Vandalismo e a Arte?. O tema também apareceu em questões da prova de Linguagens e Códigos.

?Foi uma prova de um grau mediano de dificuldade, plenamente realizável. A escolha dos textos foi muito feliz, de Martin Luther King até uma entrevista de um grafiteiro canadense?, explica Alexandre Bacci, professor de inglês.

Não foi diferente com as questões de português. Renata Gonçalves, professora do Cursinho da Poli, também ficou satisfeita com a elaboração das questões. ?Foi uma prova interpretativa e não exigiu do aluno os conhecimentos de gramática e literatura?. O fato de algumas questões sobre a língua portuguesa dialogarem com outras de inglês e a redação também chamou a atenção da professora. ?Promoveu um crescente reflexivo do aluno, culminando na redação final?, avalia positivamente Renata. ?A prova procurou pelo aluno leitor, atualizado e capaz de uma análise crítica e também histórica?, resume.

 

iG São Paulo

7,9% dos alunos não compareceram à etapa final da segunda fase do vestibular deste ano, índice menor que os 8,9% do ano anterior

A organização do vestibular da Universidade Paulista (Unesp) divulgou nesta segunda-feira, dia 20, o índice de abstenção da última etapa da segunda fase do processo seletivo 2011. Dos 29.096 candidatos inscritos, 7,9% não compareceram à prova, ou seja, 2.503 alunos. O número é menor se comparado aos 8,9% do ano passado. Na primeira fase, o índice de ausências também foi de 8,9%.

Assim como aconteceu no primeiro dia de provas da segunda fase, as cidades paulistas que registraram os maiores índices de abstenção foram Ourinhos (17,8%), Dracena e Itapeva (ambas 13,7%). Em números absolutos, a campeã foi, como de costume, São Paulo, com 579 faltas entre os 5.937 inscritos. Atrás da Capital vêm, também repetindo o primeiro dia, Bauru e Campinas com, respectivamente, 168 e 155 ausências.

Fora do Estado, os índices seguiram a tradição e foram um pouco mais altos: 19% em Curitiba, 18,9% em Brasília e 18,1% em Belo Horizonte.
 

iG São Paulo

Matrícula deverá ser efetuada nos dias 4, 5 e 6 de janeiro de 2011

A Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo divulgou nesta segunda-feira, dia 20, a lista da primeira chamada dos candidatos aprovados no vestibular 2010 da instituição. Para consultá-la, basta acessar o site oficial da universidade e colocar o seu número de RG.

O candidato aprovado deve realizar a matrícula nos dias 4, 5 e 6 de janeiro de 2011. Maiores informações pelo telefone (11) 3670-3344 ou por e-mail: vestibular@pucsp.br . 
  

 

iG São Paulo

Vestibular acabou nesta segunda-feira. Candidatos tiveram que escrever redação sobre grafite, pichação e lambe-lambe

A Universidade Estadual de São Paulo divulgou a prova do último dia da segunda fase do vestibular. Nesta segunda, 20, os candidatos responderam 12 questões de Linguagens e Códigos e escrevem uma redação. No domingo (19), o vestibular aplicou provas com 12 questões dissertativas de Ciências Humanas e 12 de Ciências da Natureza e Matemática. O iG em parceria com professores do Cursinho da Poli faz a correção comentada das provas.

- Veja e imprima o caderno da prova de Linguagens e Códigos e Redação

Para a redação, a partir de dois textos, os estudantes precisaram escrever uma dissertação sobre grafite, pichação, lambe-lambe. A proposta era que os candidatos levantassem dois aspectos que refutam a afirmação segundo a qual ?a arte de rua é produto de desocupados, malandros e arruaceiros?.

A Unesp oferece 6.484 vagas em 155 cursos distribuídos em 19 cidades de todas as regiões paulistas (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã).

Além das 19 cidades com oferta de cursos, as provas são aplicadas também nas seguintes cidades paulistas: Americana, Campinas, Dracena, Guarulhos, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André e Sorocaba.

Os cursos mais concorridos são os de Medicina (128,9), Direito (50,2), Arquitetura e Urbanismo (40), Engenharia Civil (35,2) e Engenharia de Produção Mecânica (33,9).

O resultado final do vestibular será divulgado em 3 de fevereiro, nos sites da Unesp e da Vunesp.

Guilherme Pichonelli, especial para o iG

Prova pediu uma dissertação sobre grafite, arte e vandalismo. Candidatos acharam o tema atual

A redação da segunda fase do vestibular 2011 da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) pediu aos candidatos um texto dissertativo com o tema "Grafites: Entre o vandalismo e a Arte". O assunto foi considerado atual e leve pelos estudantes.

No campus da Avenida Marquês de São Vicente da Universidade Paulista (Unip), na Água Branca, zona oeste de São Paulo, Natalia de Mello, 17 anos, afirma que visitou recentemente uma exposição da dupla de grafiteiros Os Gêmeos e por isso dominou bem o tema. Para a estudante que quer prestar engenharia civil, a parte de inglês também estava bem fácil.

Cassio Freitas, de 17 anos, gostou do tema da redação e diz que prefere escrever sobre arte do que sobre política, ou temas mais densos. ?A arte se apoia no incômodo que ela gera no ser humano. Isso trabalhado no vestibular é muito legal?, afirmou.

A estudantes Ana Clara Fernandes, de 18 anos, gosta quando o vestibular traz "um tema popular" para a redação. "Muitas vezes os alunos acham que o tema será complicado, mas este foi bem tranquilo", afirmou a estudante que quer pretar medicina veterinária.

Thiago Akioka, de 18 anos, avalia o tema como "confortável", pois todos têm uma opnião sobre o assunto. O estudante afirma que a arte tem que ser praticada no lugar certo e acredita que os grafiteiros tem que respeitar quem não gosta de grafite. ?Se eu quiser ver uma obra de arte, vou a um museu. A rua não é o lugar ideal para o grafite", opina.

André Valente, professor do cursinho da Poli, também prestou o vestibular da Unesp. O professor lembra que o tema que estava em voga na Bienal de Arte deste ano. "É bastante pertinente. Quem se propôs a pensar o tema na época da exposição, dominou a redação." Segundo relatos dos vestibulandos, o grafite esteve em várias questões, inclusive em uma pergunta na prova de inglês.

Último dia

Hoje é o último dia da segunda fase da Unesp. No domingo (19) o vestibular aplicou provas com 12 questões dissertativas de Ciências Humanas e 12 de Ciências da Natureza e Matemática. O iG em parceria com professores do Cursinho da Poli faz a correção comentada da prova.

A Unesp oferece 6.484 vagas em 155 cursos distribuídos em 19 cidades de todas as regiões paulistas (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã).

Além das 19 cidades com oferta de cursos, as provas são aplicadas também nas seguintes cidades paulistas: Americana, Campinas, Dracena, Guarulhos, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André e Sorocaba.

Os cursos mais concorridos são os de Medicina (128,9), Direito (50,2), Arquitetura e Urbanismo (40), Engenharia Civil (35,2) e Engenharia de Produção Mecânica (33,9).

O resultado final do vestibular será divulgado em 3 de fevereiro, nos sites da Unesp e da Vunesp.

iG São Paulo

Projeto foi um presente do arquiteto Oscar Niemeyer; construção será bancada com recursos da União

Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa nesta segunda-feira, dia 20, a construção da nova sede da União Nacional dos Estudantes (UNE), na Praia do Flamengo, zona sul do Rio de Janeiro. O prédio será construído no local da antiga sede da entidade estudantil, destruída em 1964 durante a ditadura militar.

A pedra fundamental será colocada por Lula, que estará acompanhado de ministros e autoridades da prefeitura e do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, o projeto é um presente do arquiteto Oscar Niemeyer à UNE. O novo prédio terá 13 andares, que abrigarão ainda um centro cultural, um teatro e o museu da memória do movimento estudantil.

Os recursos para a construção da nova sede sairão do orçamento da União, uma vez que o Estado brasileiro, após disputa judicial, acabou por admitir a responsabilidade pela destruição do antigo prédio e se comprometeu a indenizar a entidade.

Durante a solenidade, um painel com a foto de Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE e um dos desaparecidos políticos durante o regime militar, irá homenagear a todos que lutaram contra a ditadura. A UNE também vai reeditar a exposição Memória do Movimento Estudantil, que retrata a participação dos estudantes em momentos importantes da história do país, como durante a campanha O Petróleo é Nosso, da década de 1950; a luta contra o regime militar de 1960 a 1985; o movimento Diretas Já, de 1984 e 1985 e a marcha dos Caras-Pintadas, durante o governo de Fernando Collor.

Histórico

O prédio na Praia do Flamengo, nº 132, foi doado pelo presidente Getúlio Vargas à UNE, em 1942. Tomado dos estudantes em 1964, o complexo foi demolido na década de 1980. Depois disso, o terreno foi invadido e passou a ser usado como estacionamento clandestino. Em fevereiro de 2007, a entidade recuperou o terreno, montou um acampamento no local e começou a campanha UNE de Volta para Casa.

Guilherme Pichonelli, especial para o iG

Estudantes enfrentam 12 questões dissertativas e uma redação. Resultado sai dia 3 de fevereiro

Foto: Bruno Zanardo/FotoArena

O último dia da segunda fase do vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) começou com sol forte e temperaturas acima dos 30 graus em São Paulo. Os candidatos que fazem a prova no campus da Avenida Marquês de São Vicente da Universidade Paulista (Unip), Água Branca, zona oeste de São Paulo, reclamam do calor e temem a redação ? hoje o vestibular aplica uma prova dissertativa com 12 questões, alem do texto.

Julia Baretta, de 18 anos, está preocupada com a redação e imagina que o tema será complexo. ?A Unesp sempre pega pesado e é uma das redações mais difíceis?, afirma a estudante que quer cursar engenharia civil na universidade pública.

A estudante Cecy Ayumi, de 20 anos, considera o vestibular o ?mais humano e mais honesto? entre as universidades públicas paulistas. Para ela o pior problema na prova de domingo não foi o calor, mais sim o barulho fora da sala de provas: ?Havia uma música alta tocando. Um axé que desconcentrou todo mundo?.

Por volta das 13h20 os alunos se aglomeram em frente ao posto da Unip da Marquês de São Vicente. "A ideia é não pensar no vestibular até a hora da prova", afirma o estudante Victor Fujimori Gravio, de 19 anos, que busca ingressar no curso de veterinária. Ele considerou a prova de domingo muito tranquila na parte de humanas e complicada em exatas. Hoje ele está ansioso para saber o tema da redação.

Pouco antes dos portões se abrirem Felippo Garofalo, de 17 anos, ainda revisava os últimos conceitos. "Estou prestando história e acabei de saber que fui para a segunda fase da Fuvest. Ou seja, não terei nem Natal, nem ano-novo. Vou dar uma folguinha só nas vésperas e pegar as apostilas no dia seguinte", afirma. Segundo ele, o intervalo entre os vestibulares é importante para organizar os estudos e focar em temas mais complicados.

Os amigos Eduardo Lopes, 18, que tenta uma vaga em Arte e Teatro, e Danielly Mello, 17, que quer estudar Artes Visuais, esperam ir bem na prova de hoje por causa de redação e inglês. "Teoricamente a Unesp é o vestibular mais fácil entre as públicas, então não vão cobrar nada muito específico", afirma Lopes. Danielly completa: "isso é ótimo, eles cobram apenas o que a gente realmente estudou, alguns vestibulares trazem fórmulas extremamente complexas e que você não sabe por onde começar".

Camilo Lellis de Carvalho, 22 anos, foi o único a chegar atrasado à Unip. O estudante que havia passado para a segunda fase e queria cursar história não foi liberado do trabalho. Pegou ônibus, metrô e demorou 1h30 para chegar ao local de prova. Ele culpou o trânsito de São Paulo pelo atraso.

No domingo (19) a Unesp aplicou provas com 12 questões dissertativas de Ciências Humanas e 12 de Ciências da Natureza e Matemática. O iG em parceria com professores do Cursinho da Poli fez a correção comentada da primeira prova e fará a resolução das questões aplicadas hoje também.

A Unesp oferece 6.484 vagas em 155 cursos distribuídos em 19 cidades de todas as regiões paulistas (Araçatuba, Araraquara, Assis, Bauru, Botucatu, Franca, Guaratinguetá, Ilha Solteira, Itapeva, Jaboticabal, Marília, Presidente Prudente, Rio Claro, Rosana, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, São Vicente e Tupã).

Além das 19 cidades com oferta de cursos, as provas são aplicadas também nas seguintes cidades paulistas: Americana, Campinas, Dracena, Guarulhos, Jundiaí, Ourinhos, Piracicaba, Registro, Ribeirão Preto, Santo André e Sorocaba.

Os cursos mais concorridos são os de Medicina (128,9), Direito (50,2), Arquitetura e Urbanismo (40), Engenharia Civil (35,2) e Engenharia de Produção Mecânica (33,9).

O resultado final do vestibular será divulgado em 3 de fevereiro, nos sites da Unesp e da Vunesp.
 


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