EFE Nova York, 21 dez (EFE).- O preço do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) subiu 0,50% nesta terça-feira na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), em um dia que os principais índices de Wall Street se colocaram em terreno positivo e no qual o dólar se fortalecia frente a outras divisas. Ao término do pregão em Nova York, os contratos de futuros do WTI (159 litros) para fevereiro aumentaram US$ 0,45 em relação ao preço de fechamento de segunda-feira. Os contratos de gasolina para entrega em janeiro subiram US$ 0,02, cotados a US$ 2,39, enquanto os de gasóleo, para o mesmo mês, somaram US$ 0,03, em US$ 2,51 por galão (3,78 litros). Já os contratos do gás natural com mesmo vencimento caíram US$ 0,18, terminando a sessão negociados a US$ 4,05 por cada mil pés cúbicos. O avanço dos preços do petróleo e alguns de seus derivados se produzia uma jornada na qual os principais índices de Wall Street se colocavam em terreno positivo estimulados pelas boas notícias procedentes do âmbito empresarial nos Estados Unidos. Entre essas notícias estão os bons resultados empresariais da tecnológica Adobe, que revelou receita superiores a US$ 1 bilhão no quarto trimestre de 2010. EFE tme/dr
21/12/2010 07:24 PM
AE A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) recuperou terreno nesta terça-feira e fechou aos 68.214,86 pontos, em alta de 1,41%, estimulada pelo avanço das matérias-primas (commodities), espelhando o bom desempenho das bolsas internacionais. O volume negociado somou R$ 6,910 bilhões. O avanço de hoje (1,41%) foi o segundo maior registrado em dezembro, ficando atrás da elevação de 2,42% (aos 69.345,85 pontos) do dia 1º deste mês. Ao longo do dia, a Bolsa rompeu, ainda que por alguns instantes, a resistência dos 68.400 pontos. Na máxima, o índice Bovespa atingiu 68.461 pontos, em alta de 1,78%. Na mínima, o índice ficou em 67.261, com variação zero. A Bolsa brasileira acompanhou o ânimo de Nova York e das bolsas europeias, que foram favorecidas pela declaração de apoio do vice-primeiro-ministro chinês, Wang Qishan, às medidas dos governos europeus para lidar com a crise do endividamento soberano. A interpretação feita pelo mercado é de que, desta forma, a China continuará disposta a comprar títulos públicos europeus. As renovações de máximas do Ibovespa, comentaram operadores, também foram alimentadas por um relatório internacional elevando a recomendação para o mercado acionário brasileiro. Beneficiada pela alta do petróleo, a Petrobras PN fechou em alta de 0,78%, a R$ 25,77, e a Petrobras ON subiu 0,42%, para R$ 28,45. Em Nova York, o petróleo para janeiro subiu 0,50%, fechando a US$ 89,82. A Vale PNA teve elevação de 1,10%, a R$ 50,35, e a Vale ON avançou 1,22%, a R$ 57,19. Os metais básicos fecharam em alta na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), capitaneados pelo cobre, que teve suporte, batendo recordes ao longo do dia. Os papéis de construtoras e de siderúrgicas ficaram entre as maiores altas do índice. Na outra ponta, a OGX figurou entre as maiores baixas do índice.
21/12/2010 07:14 PM
AE Depois de uma prolongada pausa de quinze anos a Mercedes Benz voltará a produzir caminhões na Argentina a partir de maio de 2011. O anúncio foi realizado por Roland Zey, presidente da empresa no país. Zey indicou que o novo produto montado pela Mercedes Benz na Argentina será o "Frontal 1720", um caminhão semi-pesado. As estimativas da empresa indicam uma produção de mil unidades anuais. A retomada da produção da empresa no país conta com o respaldo do governo da presidente Cristina Kirchner, que criou o "Plano de renovação da frota do transporte de caminhões de carga". Porta-vozes da empresa - que investiu US$ 13,25 milhões para a nova linha de produção - ressaltaram que a nova montagem dos caminhões implicará na substituição de US$ 300 milhões em importados. Segundo a ministra da Indústria, Débora Giorgi, "o fato de que uma companhia de liderança mundial como a Mercedes Benz decida voltar a fabricar na Argentina é um dado categórico da confiança que a Argentina está gerando na área dos grandes investimentos". A ministra destacou que o mercado argentino é "demandante" e está em meio a um "crescimento sustentado".
21/12/2010 06:32 PM
Valor Online O dólar comercial teve um pregão de desvalorização nesta terça-feira. O diretor da Global Hedging, Wolfgang Walter, explica que o mercado de câmbio interno sofreu influência do fluxo de recursos. Além disso, os investidores buscaram ativos de maior risco e rentabilidade. Os agentes do mercado repercutiram, nesta sessão, a projeção do Banco Central do Brasil para o ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED) em dezembro, de US$ 4,9 bilhões. No acumulado do mês até hoje, a cifra já é de US$ 4,6 bilhões. O dado surpreendeu analistas do mercado e indica um forte fluxo de recursos ao país. No fim da jornada, o dólar comercial registrava queda de 0,58%, cotado a R$ 1,696 na compra e a R$ 1,698 na venda. Na roda de "pronto" da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar caiu 0,61%, para R$ 1,6968. O volume subiu de US$ 147,75 milhões ontem para US$ 206,750 milhões nesta terça-feira. Os negócios no interbancário, por sua vez, aumentaram de US$ 1,7 bilhão para US$ 3 bilhões, no mesmo período. No mercado futuro, o dólar para janeiro apontava desvalorização de 0,64%, a R$ 1,700, antes do ajuste final de posições. Segundo Walter, o preço do dólar também foi afetado pela migração de recursos de investidores estrangeiros do mercado de câmbio interno para a bolsa de valores brasileira. Há pouco, o Ibovespa tinha alta de 1,47%. No mercado internacional de moedas, o cenário foi misto, nas palavras do diretor da Global Hedging. O dólar perdeu de algumas das principais moedas rivais, mas ganhou de outras. O euro, por exemplo, mudou de direção e passou a registrar queda ante a moeda americana, chegando a US$ 1,3083 na mínima do dia. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, também reverteu e passou a subir ligeiramente. Mesmo assim, Walter opina que o cenário foi positivo hoje no exterior. Em Wall Street, os investidores demonstravam otimismo. Instantes atrás, os índices Dow Jones e S&P 500 registravam alta de 0,42% e 0,53%, respectivamente. Já as commodities subiram neste pregão, dando força ao real. Por fim, o operador de mesa da Hencorp Commcor, Alberto Orsovay, lembra que o volume de negócios é baixo, com a proximidade das festas de fim de ano. "Podemos dizer que o ano acabou. Quem ganhou não quer arriscar o que ganhou e quem perdeu não quer perder mais", diz. (Karin Sato | Valor)
21/12/2010 06:16 PM
Reuters LISBOA (Reuters) - O governo português disse nesta terça-feira que fará o que for possível para conter os riscos citados pela Moody's de que pode rebaixar o rating "A1" do país nos próximos três meses. "Esse (esforço) será refletido, acreditamos, na decisão resultante da análise da Moody's no primeiro trimestre de 2011", afirmou o ministro de Finanças português em comunicado enviado à Reuters. A agência de classificação de risco dissera mais cedo que pode rebaixar a nota de crédito de Portugal em um ou dois níveis após uma revisão, citando preocupações com as fracas perspectivas de crescimento e com os elevados custos de financiamento. (Reportagem de Shrikesh Laxmidas e Sérgio Gonçalves
21/12/2010 05:45 PM
Valor Online SÃO PAULO - Depois do descolamento do mercado externo visto nos últimos dias, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) segue a melhora de humor vista na Europa e em Wall Street nesta jornada, e ainda com maior força.
Perto das 17h, o Ibovespa subia 1,63%, para 68.360 pontos, com volume negociado de R$ 4,1 bilhões.
Em Wall Street, no mesmo momento, o índice Dow Jones avançava 0,44%, o S&P 500 tinha alta de 0,57% e o Nasdaq se apreciava em 0,66%.
O maior preço das commodities estimula ações de empresas ligadas a elas no mercado brasileiro. Há instantes, Vale PNA subia 1,38%, para R$ 50,49, enquanto Petrobras PN avançava 1,21%, a R$ 25,88.
As principais altas do Ibovespa ainda estavam com os papéis Cyrela ON (7,27%, a R$ 19,90), Rossi ON (5,36%, a R$ 13,95) e Lojas Renner ON (5,11%, a R$ 56,97).
Já as maiores contribuições negativas do índice pertenciam às ações das elétricas Cteep PN (-1,41%, a R$ 55,21), Copel PNB (-2,32%, a R$ 41,12) e Cesp PNB (-2,54%,a R$ 27,19).
(Beatriz Cutait | Valor)
21/12/2010 05:45 PM
EFE São Paulo, 21 dez (EFE).- A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou nesta terça-feira um estudo que revela que o déficit público vai aumentar mais rápido que o Governo acredita. O déficit externo irá disparar de 50 bilhões de dólares para até 67 bilhões no ano que vem, segundo o relatório da Febraban, número que supera em 4,7% os cálculos do Governo. A deterioração das contas externas se deverá em parte ao vigor do real, que continuará em níveis altos frente ao dólar, e pelo aumento do pagamento dos juros, entre outros motivos. "O mercado é mais pessimista que o Banco Central, embora este déficit externo seja plenamente financiado", resumiu o economista- chefe da Febraban, Rubens Sardenberg, em entrevista coletiva. A balança comercial reduzirá seu superávit dos atuais 17,1 bilhões de dólares a 7,8 bilhões do ano que vem, segundo a Febraban. O estudo destaca que o crescimento da economia se situará cerca dos 4,6% em 2011, um cálculo similar ao oficial, enquanto a inflação continuará acima dos 5%. EFE mp/ar
21/12/2010 05:44 PM
AE A Fitch Ratings colocou os ratings de default de emissor (IDR) da Grécia em observação para possível rebaixamento. A revisão deverá ser completada durante o mês de janeiro de 2011 e, segundo a Fitch, "vai focalizar uma avaliação da sustentabilidade fiscal da Grécia depois das medidas que as autoridades tomaram neste ano sob o programa União Europeia/FMI, a perspectiva da economia grega e também a vontade política e a capacidade do Estado grego de levar as medidas requeridas pelo programa UE/FMI a uma conclusão bem sucedida". Os ratings (classificação) da dívida de longo prazo em moeda local e em moeda estrangeira da Grécia foram mantidos inalterados em BBB-; qualquer rebaixamento colocará a Grécia na faixa de grau especulativo e não mais na de grau de investimento. A Moody's Investors Service e a Standard & Poor's já haviam colocado os ratings da Grécia em observação para possível rebaixamento. As informações são da Dow Jones.
21/12/2010 05:41 PM
Valor Online A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) elevou suas projeções sobre a inflação e a taxa Selic para 2011. Segundo pesquisa apresentada hoje pela instituição, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar no patamar de 5,2% em 2011, sendo que suas últimas projeções apontavam para 4,9%. O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), por sua vez, deverá alcançar a taxa de 5,5%, ante os 5,2% anteriormente projetados. "O mercado, em geral, acredita que haverá pressões sobre a inflação no Brasil. O cenário internacional deverá continuar exercendo pressão sobre os preços das commodities", afirmou o economista-chefe da Febraban, Rubens Sardenberg. Quanto à taxa básica de juro, as estimativas da instituição apontam para 12,25% ao ano em 2011. Em novembro, a Febraban acreditava que a Selic ficaria no patamar dos 11,25% ao ano. "Há uma expectativa de que o juro vai subir ano que vem, mas não há consenso de quando e em quanto isso vai acontecer", explicou o economista. Hoje, a Selic vale 10,75% ao ano. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a federação manteve suas projeções de crescimento no patamar dos 4,5% em 2011. A única alteração nas estimativas dos componentes do PIB ocorreu na expansão do PIB industrial, que passou de 4,7% para 4,8%. Já as projeções para o avanço da produção industrial saíram de 5,4% para 5,3%.
21/12/2010 05:27 PM
Valor Online A telefonia celular no Brasil cresceu 1,6% em novembro e atingiu o total de 197,5 milhões de assinantes, de acordo com dados divulgados hoje pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mês passado, o segmento contou com a adição de 3,09 milhões de novos acessos em relação a outubro. Nos últimos 12 meses, o mercado de telefonia móvel expandiu sua base de assinantes em 17,55%. Em novembro do ano passado, o país possuía 168 milhões de linhas móveis. Atualmente, há 101,96 celulares por grupo de 100 habitantes no Brasil, com maior concentração nas regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul. A Vivo permaneceu no mês de novembro na liderança do mercado de telefonia móvel do país com fatia de 29,8% (58.857.437 acesos), seguida pela Claro, com 25,55% (50.462.421); Tim, com 24,91% (49.207.109), e pela Oi, com 19,38% (38.280.078). As demais empresas do mercado são a CTBC (0,32%), Sercomtel (0,04) e Unicel (0,01%). Dos acessos em operação no país, 90,35% são pré-pagos. O restante (9,65%) são pós-pagos, linhas com planos considerados mais rentáveis. Há estados em que a modalidade de cobrança pré-paga é a preferida por mais de 92% dos usuários, como o Maranhão e o Piauí.
21/12/2010 05:18 PM
Valor Online O Hyatt adquiriu participação majoritária em um terreno de 46 mil metros quadrados de frente para o mar na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a intenção de construir um hotel Grand Hyatt de 408 quartos. A unidade contará com dois restaurantes, academia e spa e um grande salão, entre outros serviços. "O Grand Hyatt Rio de Janeiro será uma ótima adição à nossa seleção de 36 hotéis Grand Hyatt no mundo hoje e um forte complemento ao Grand Hyatt de São Paulo, com 470 quartos", comentou o vice-presidente sênior para Hyatt Hotels & Resorts na América Latina, Myles McGourty. A rede notou que o Rio de Janeiro é a segunda maior cidade do Brasil e um destino internacional importante tanto para trabalho como para lazer. "Expandir a presença no Brasil é um componente crítico na nossa estratégia de expansão internacional", comentou o vice-presidente sênior para o setor imobiliário e desenvolvimento para o Hyatt Hotels & Resorts na América Latina, Caribe e México, Pat McCudden. O atual portfólio do Hyatt na America Latina inclui hotéis na Argentina, no Chile e no México, além do Brasil. Vale notar que o Brasil vai sediar a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
21/12/2010 05:10 PM
Valor Online SÃO PAULO - O fechamento do mercado de juros futuros nos negócios desta terça-feira mostrou uma divisão dos Depósitos Interfinanceiros (DIs), com os contratos de vencimentos em até três anos apontando para cima e os de prazos mais longos, para baixo.
Em pauta nesta jornada, a inflação medida pelo IPCA-15 mostrou desaceleração de novembro para dezembro, ao passar de 0,86% para 0,69%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano, o indicador subiu 5,79%, ultrapassando os 4,18% de 2009.
O resultado final de 2010 foi mais fraco do que o esperado, mas o mercado segue preocupado com o núcleo de inflação, que permanece elevado, e com o desempenho de alguns grupos, como serviços.
De toda forma, embora a maior parte dos economistas acredite no aumento dos juros básicos brasileiros em 2011, o momento de atuação do Banco Central ainda é uma incógnita. A instituição já avisou que quer analisar os efeitos das chamadas medidas "macroprudenciais" adotadas sobre a economia, mas o mercado se pergunta se janeiro já será suficiente para poder enxergá-los.
Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o contrato de DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava leve ajuste, para 10,65%; abril de 2011 ganhava 0,06 ponto, a 11,04%; julho de 2011 subia 0,08 ponto, para 11,48%; e janeiro de 2012 apontava taxa de 11,99%, alta de 0,09 pon
Entre os mais longos, janeiro de 2013 também tinha aumento de 0,07 ponto, a 12,40%, e janeiro de 2014 subia 0,01 ponto, a 12,33%. A partir de então, janeiro de 2015 cedia 0,01 ponto, a 12,27%; janeiro de 2016 tinha queda de 0,03 ponto, a 12,16%; e o DI de abertura de 2017 perdia 0,05 ponto, a 12,18%.
Até as 16h10, foram negociados 1,753 milhão de contratos, equivalentes a R$ 161 bilhões (US$ 94,283 bilhões), mais de cinco vezes maior que o registrado no pregão passado. O vencimento abril de 2011 foi o mais negociado, com 518.475 contratos, equivalentes a R$ 50,342 bilhões (US$ 29,471 bilhões).
O diretor de tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer, assinala que, apesar das preocupações com a inflação, o movimento do mercado nesta sessão também pode ter razões puramente técnicas.
"O mercado está confuso, bem dividido sobre o que pode acontecer nas próximas reuniões do Copom, principalmente em janeiro. Não dá para creditar a trajetória de hoje apenas aos números de inflação. Neste período do ano cujo volume de negócios é menor vemos que qualquer posição de entrada e saída causa estresse no mercado", comentou.
Em sua avaliação, o Relatório Trimestral de Inflação, a ser divulgado nesta quarta-feira, deverá conter alguma indicação sobre o que o Banco Central fará nas próximas reuniões.
"Na última ata, o BC ressaltou que as medidas macroeconômicas têm um topo de maturação. E do dia em que foram tomadas até a próxima reunião do Copom, em janeiro, ainda é um espaço pequeno para saber se as medidas foram efetivas para conter um pouco a demanda, o que pesa mais para a manutenção dos juros no início de 2010", afirmou Knauer.
(Beatriz Cutait | Valor)
21/12/2010 04:55 PM


