Reuters A Noble Group, maior trading de commodities da Ásia, informou nesta segunda-feira que assinou um acordo para a compra de duas usinas do grupo brasileiro de açúcar e álcool Cerradinho, em um negócio avaliado em US$ 950 milhões (R$ 1,6 bilhão). Pelo acordo, a Noble assumirá cerca de US$ 600 milhões (R$ 1,025 bilhão) em dívidas da Cerradinho e pagará o restante em dinheiro, segundo a assessoria de imprensa da companhia brasileira. A companhia listada na bolsa de Cingapura informou que as duas usinas vão aumentar a sua capacidade total de moagem de cana para 17,5 milhões de toneladas ao ano. As duas unidades adquiridas, situadas em Catanduva e Potirendaba, no Estado de São Paulo, estão localizadas estrategicamente a 100 quilômetros de uma instalação da Noble, disse a companhia asiática em comunicado. Na semana passada, jornais no Brasil informaram que o negócio havia sido fechado. A usina de Catanduva possui uma capacidade de moagem de cana de 4,6 milhões de toneladas, enquanto a de Potirendaba processa 3,4 milhões de toneladas por ano. A produção combinada das duas usinas deve chegar a 600 mil toneladas de açúcar, 300 mil metros cúbicos de etanol, além de uma oferta de mais de 300 mil megawatts hora de energia no Brasil. A Cerradinho prosseguirá no setor com a usina Porto das Águas, em Goiás. Fusões e aquisições no setor sucroalcooleiro no Brasil têm aumentado desde a crise financeira global de 2008, a qual deixou muitas usinas brasileiras endividadas em meio a programas ambiciosos de expansão. No início deste mês, a trading suíça de commodities Glencore comprou uma fatia da usina brasileira de etanol Rio Vermelho, seu primeiro investimento no setor de cana. A Noble possui duas usinas de cana em São Paulo, uma processadora de café em Minas Gerais, além de armazéns. Em outubro, a companhia inaugurou um terminal de grãos no porto de Santos.
20/12/2010 02:21 PM
AE As projeções otimistas da indústria de bens duráveis puxaram as estimativas positivas da indústria da transformação como um todo para o ano que vem, na análise do coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo. Hoje, a fundação anunciou os resultados da Sondagem de Investimentos da Indústria da Transformação, que ouviu 829 empresas entre os meses de outubro e novembro, sendo que 55% informaram intenção de elevar investimentos em 2011, contra 2010. Para Campelo, a indústria de bens duráveis está otimista com o atual aquecimento no mercado interno brasileiro, bem como confiante na trajetória de continuidade do crescimento da economia do País. "Tivemos bom desempenho das estimativas de faturamento, investimento e pessoal ocupado em bens duráveis. Creio que podemos dizer que a indústria de bens duráveis está bem otimista", afirmou o especialista. Um dos segmentos que está puxando as boas perspectivas é o de material de transportes, no qual está inserida a cadeia automotiva. Na indústria de material de transporte, 74% das companhias pesquisadas estimam alta de faturamento em 2011 contra 2010; 67% esperam elevar o número de pessoas contratadas no ano que vem; e 71% projetam elevar investimentos em 2011, em comparação com o ano anterior. "Notamos que este desempenho é puxado mais pela cadeia automotiva, cuja demanda está ainda bastante aquecida", acrescentou Campelo. As altas nas estimativas de investimentos e pessoal ocupado na indústria de bens duráveis podem estar relacionadas a uma intenção de aumentar produtividade e barrar a concorrência dos importados, na avaliação do especialista. Ele comentou que as melhoras em investimento podem ser alocadas para expansão de capacidade produtiva, o que eleva a competitividade, de uma maneira geral. Mesmo com resultados positivos na média das estimativas da indústria da transformação como um todo, Campelo fez uma ressalva. A indústria de bens de capital, isoladamente, não apresenta um cenário tão otimista quanto o da indústria de bens duráveis. Nas estimativas para o mercado de trabalho de 2011, 52% das empresas de bens de capital pesquisadas no levantamento informaram que vão contratar mais pessoal no ano que vem - sendo que o porcentual, para esta mesma resposta, era mais otimista, de 53% no ano passado. Campelo lembrou que este segmento foi muito afetado pela crise global, cujo período mais agudo começou em setembro de 2008. "A indústria de bens de capital demora um pouco mais a se recuperar mesmo. Mas ela pode estar sendo afetada pela concorrência externa, devido à entrada maior de importados no mercado", avaliou Campelo.
20/12/2010 02:17 PM
AE As produtoras russas de fertilizantes de potássio Uralkali e Silvinit anunciaram hoje a tão aguardada fusão, que criará uma empresa com capitalização de mercado de quase US$ 24 bilhões. A Uralkali informou que está adquirindo uma fatia de 20% na Silvinit por US$ 1,4 bilhão, que é cerca de 15% abaixo do valor da ação no fechamento de sexta-feira. O restante será comprado por meio da emissão de novas ações.
A nova companhia, que assumirá o segundo lugar no ranking das maiores fabricantes de potássio do mundo - atrás somente da canadense Potash - avaliará "com grande interesse" as atividades de fusão e aquisição no mercado global de fertilizantes, mas por enquanto "se limitará à observação apenas", disse o presidente e diretor-geral da Uralkali, Pavel Grachyov. "Nós não recebemos e não estamos considerando nenhum tipo de oferta para comprar ativos no setor, já que estamos nos concentrando no atual acordo", disse Grachyov.
A Uralkali considerou desafiar a oferta BHP Billiton pela Potash, mas decidiu não fazê-lo. Mais tarde, o governo canadense bloqueou a proposta de aquisição no valor de US$ 39 bilhões feita pela mineradora australiana.
A Uralkali e a Silvinit, cujos conselhos aprovaram a fusão, entrarão com um pedido de liberação do acordo no conselho antitruste do país até o final da semana. As informações são da Dow Jones.
20/12/2010 02:11 PM
Valor Online A Caixa Econômica Federal lançou nesta segunda-feira um cartão para pagamento de aluguel sem a necessidade de fiador ou garantia adicional. O produto, chamado Cartão Aluguel Caixa, será comercializado em todo território nacional após o término da fase piloto do projeto, que está previsto para fevereiro. A expectativa é distribuir 100 mil cartões no primeiro ano de funcionamento pleno do produto. O vice-presidente de pessoa física da Caixa, Fábio Lenza, ressaltou, em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, que, em cinco anos, a instituição pode atingir a marca de 1 milhão de cartões. Por meio do cartão, a Caixa vai garantir que a imobiliária receba até 12 parcelas de aluguéis não pagos. "A análise de risco será feita na venda do cartão e o risco será assumido pela Caixa. Assim, o locador poderá ficar mais tranquilo", afirmou Lenza. A instituição financeira fará a cobrança mensalmente do aluguel. O cartão será oferecido nas bandeiras MasterCard e Visa, na modalidade internacional. Além de oferecer a linha de aluguel, ele funcionará como um cartão de crédito comum, podendo ser utilizado para a realização de compras em estabelecimentos comerciais. O custo do cartão será de R$ 8 reais por mês. Caso o usuário ative a linha do aluguel, terá de pagar também uma taxa de manutenção de 6,67% ao mês. "Para garantir 12 meses de pagamento, o cliente pagará no total 0,8 do valor de um aluguel. Em média, no seguro fiança, ele paga de 1,3 a 1,5 do valor de um aluguel", explicou o executivo. O cliente terá dois limites distintos no cartão, um para a linha de aluguel e outro destinado ao pagamento de compras no varejo. O cartão é o primeiro com essa finalidade no mercado brasileiro. Inicialmente, sua implantação vai se dar por meio de projeto piloto. Com quatro imobiliárias credenciadas, sendo duas da capital paulista, e outras duas de Goiânia (GO). O processo de locação por meio do cartão será realizado obrigatoriamente em imobiliárias credenciadas pela Caixa. Em 60 dias, o banco deve credenciar 300 imobiliárias. Com relação às quatro imobiliárias selecionadas para a fase piloto, Lenza afirmou que, por meio delas, serão testadas as funcionalidades do cartão para que sejam realizadas as melhorias necessárias.
20/12/2010 02:07 PM
BBC Brasil Foto: Andre Gomes de Melo A instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) abriram caminho para um processo gradual de formalização de serviços e da economia local nas favelas do Rio. Além de contribuir para a regularização da chegada de água, luz e serviços como TV a cabo, projetos vêm incentivando a regularização de empresas, a qualificação da mão-de-obra local e o ingresso dos moradores no mercado de trabalho formal. O projeto Empresa Bacana formalizou desde agosto mais de mil empresas na Cidade de Deus, no Morro do Borel, no Morro da Providência e no Complexo do Alemão (este último só terá UPP a partir do segundo semestre de 2011, mas está ocupado pelo Estado desde o fim de novembro). "Na Cidade de Deus, só em um fim de semana 270 empresas foram formalizadas. Vêm desde o dono da birosca ao cara que tem uma vendinha em casa, ou a mulher do cabeleireiro", exemplifica Silvia Ramos, subsecretária de Ações Integradas no Território e coordenadora das ações do programa UPP Social. Preparação Já uma parceria da UPP com o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes do Rio vem recrutando mão de obra para estabelecimentos do setor nas favelas com UPPs. O SindRio vai às comunidades, cadastra o currículo dos interessados e encaminha os candidatos para entrevistas de emprego. Desde novembro, o projeto passou por quatro favelas e cadastrou o currículo de mais de 308 pessoas, encaminhando 158 delas para entrevistas. Antes, elas assistem a uma palestra com dicas para se sair bem. "Damos dicas básicas de como se vestir, como se comportar, que atitude ter", diz Kátia Watts, coordenadora de comunicação do SindRio. "Como conhecemos a expectativa dos empregadores, passamos alguns 'truques' para que as pessoas consigam dar esse salto." No projeto Empresa Bacana, os microempresários são atendidos por consultores que cuidam de sua papelada e dão dicas para a expansão dos negócios. A partir da regularização da empresa, eles passam a ter CNPJ, alvará, acesso a créditos e podem contratar funcionários com carteira assinada. O projeto é uma parceria entre Prefeitura do Rio, Sebrae e Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescon/RJ). Pacote exclusivo O aquecimento da economia interna das comunidades com UPPs é reforçado pela gradual entrada de grandes empresas. Após a recente expulsão do tráfico, o Complexo do Alemão deve ganhar filiais dos bancos Bradesco, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. Na semana após a operação do Alemão, a rápida entrada de vendedores de operadoras de telefonia e TV a cabo, oferecendo aos moradores serviços de TV por assinatura, foi um bom exemplo do efeito-enxurrada que se dá após a "abertura" das favelas com o fim do controle do tráfico. De olho no novo mercado, a Sky lançou em setembro um plano exclusivo para as favelas pacificadas: o "Sky UPP" tem mensalidade de R$ 44,90 e oferece 89 canais. A empresa não divulga números, mas o diretor de vendas, Sérgio Ribeiro, fala em "ótimos resultados". "Antes da parceria, tínhamos uma pequena base de clientes nessas comunidades. Agora, em um mês, chegamos a ver o ritmo de vendas crescer cerca de dez vezes", conta. "Para a SKY, é uma oportunidade de atingir consumidores que utilizavam serviços ilegais e agora podem optar por sair da ilegalidade." Antes da entrada das TVs pela via oficial, a maioria dos moradores das comunidades recorria ao chamado "gatonet", a TV a cabo clandestina. Os "gatos" também valiam para a luz e para a água, e agora estão sendo gradualmente erradicados. A Light, por meio do programa Comunidade Eficiente, já refez sua rede em cinco favelas com UPPs, e até o fim do mês inaugura a nova rede de outras duas. No processo, lâmpadas incandescentes são trocadas pelas econômicas, geladeiras mais antigas são substituídas por novas e todos os domicílios passam a ter relógios para medir o consumo de energia elétrica. No Santa Marta, antes da UPP, eram cerca de 80 domicílios cadastrados. Hoje, são 1,7 mil, segundo o superintendente de Relacionamento com as Comunidades, Mario Guilherme Romano. "Com o advento das UPPs, tivemos uma oportunidade imensa. Com o tráfico, não havia o que fazer. Fomos ameaçados várias vezes", acrescenta. Esgoto A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) também vem regularizando sua rede em 111 favelas por meio do programa Água para Todos. De acordo com o presidente Wagner Victer, a presença das UPPs facilita o recadastramento dos moradores e a melhoria do abastecimento. "A pacificação favorece que os moradores caminhem para a formalidade", diz. "Mesmo nas favelas, a nossa cobertura era de quase 100%. Mas as pessoas não recebiam água de maneira rotineira e os ramais levavam a perdas de água extremamente elevadas." Para Silvia Ramos, esse processo de regularização de serviços e atividades econômicas é essencial para que as favelas se tornem "bairros integrados à vida normal da cidade". "Para isso, é muito importante que a atividade empresarial e comercial se multiplique. As favelas não podem continuar sendo trabalhadas como espaços da carência. Queremos pensar numa favela como um espaço que pode dar lucro", afirma a subsecretária do governo do Rio.
20/12/2010 02:05 PM
AE A Eletronuclear informou em nota que a usina nuclear Angra 1, no litoral sul do Rio de Janeiro, retomou as operações após paralisação para manutenção preventiva em equipamento acoplado ao gerador elétrico principal. A unidade voltou a gerar energia para o sistema elétrico brasileiro ontem, às 13h09, informou a estatal. Segundo a nota, a usina está na fase final do processo de elevação de potência nesta manhã, seguindo cronograma estabelecido com o Operador Nacional do Sistema (ONS). Às 7 horas de hoje, Angra 1 gerava 620 megawatts.
20/12/2010 02:04 PM
Valor Online . No acumulado de 2010, houve elevação de 16,2%, para 1,281 bilhão de toneladas métricas. Os números são da World Steel Association (Worldsteel).
Considerando o confronto anual, o Brasil produziu 2,6 milhões de toneladas de aço bruto em novembro, declínio de 2,8%. A China, por sua vez, verificou aumento de 4,8%, para 50,2 milhões de toneladas métricas.
Na Europa, a Alemanha registrou alta de 8%, somando 3,8 milhões de toneladas métricas. A Itália anotou avanço de 19,3%, com uma produção de 2,3 milhões de toneladas métricas. Quanto aos Estados Unidos, as 6,5 milhões de toneladas métricas de aço bruto produzidas significaram crescimento de 13% ante novembro de 2009.
(Juliana Cardoso | Valor)
20/12/2010 02:03 PM
AE O Ministério Público Estadual de São Paulo determinou a instauração de um inquérito para investigar uma operação realizada pela administração da massa falida do Banco Santos com um posto de gasolina de Juiz de Fora (MG). Alvo de uma ação impetrada na Justiça por um dos devedores do banco quebrado, o assunto foi revelado pelo Estado no início de setembro.
O caso foi distribuído para o 1.º Distrito Policial da Capital. "A ação relata fatos que, em tese, tipificam crimes", disse a promotora Maria Cristina Martins Panattoni. "É dever a apuração."
Segundo ela, em casos como esse, a polícia tem inicialmente 30 dias para concluir o inquérito. No entanto, em razão do excesso de trabalho nos distritos, o prazo pode ser prorrogado até que a investigação termine.
A promotora quer esclarecer os detalhes de um acordo fechado entre os donos do posto de gasolina São José e um dos devedores do Banco Santos. A operação, que rendeu ao posto R$ 1,061 milhão, foi intermediada pela administração da massa falida do banco, comandada por Vânio Aguiar.
Poucos dias antes da intervenção do Banco Central (BC) no Banco Santos, em novembro de 2004, o posto recebeu cessões de crédito em um total de R$ 7 milhões (o valor atualizado se aproxima de R$ 50 milhões).
A ação questiona 1) o fato de a cessão ter ocorrido praticamente às vésperas da intervenção, o que a tornaria suspeita e 2) a intermediação da administração da massa falida no caso.
O advogado Luiz Eugênio Müller Filho, do escritório Lobo & Ibeas, que representa 28% dos credores do Banco Santos, considerou as cessões "suspeitas". Para ele, o posto deveria entrar na fila como qualquer outro credor.
Com a operação executada, argumenta, é como se tivesse furado a fila. Por isso, ele defende a destituição do presidente do Comitê de Credores da massa, Jorge Queiroz (ler mais abaixo).
O BC interveio no Banco Santos no dia 12 de novembro de 2004. O caso acabou culminando na falência da instituição, que deixou um passivo de aproximadamente R$ 3,4 bilhões, distribuídos entre 1.969 credores.
No dia 30 de junho deste ano, Aguiar efetuou o primeiro ressarcimento, em um valor equivalente a 10% das perdas (sem considerar a correção monetária). Aguiar e Queiroz prometem efetuar em breve um segundo pagamento, que pode chegar a 15% do valor da dívida (sem a correção monetária do período).
Mansão. Semana passada, a Justiça determinou o despejo do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e de sua mulher, Márcia de Maria Costa Cid Ferreira, da mansão em que vivem no Morumbi, bairro nobre da capital paulista. A ordem terá de ser cumprida até sábado, dia 25. A mansão, que tem área construída de 4 mil metros quadrados, teria custado cerca de R$ 140 milhões. As informações são de O Estado de S. Paulo.
20/12/2010 02:02 PM
AE Sob ameaça da invasão de importados, capital e trabalho deixaram as diferenças de lado para juntar forças numa cruzada em defesa do produto brasileiro. A aliança entre representantes das indústrias e das centrais sindicais começou a ser articulada nas mesas de negociação salarial, avançou em reuniões setoriais conjuntas e deve ganhar força no início de 2011, com a posse do governo Dilma Rousseff.
Empresários e sindicalistas pretendem convencer o novo governo a adotar medidas de proteção contra as importações e de incentivo fiscal e tributário a setores afetados pelo avanço do processo de substituição da produção local por estrangeiros. Entre eles, estão a cadeia de abastecimento do setor automotivo, bens de capital, eletroeletrônicos, calçados e têxteis.
"Queremos falar com a presidente Dilma, a equipe econômica e os parlamentares para mostrar o mal que isso está causando à economia ", diz o presidente da Força Sindical e deputado federal, Paulo Pereira da Silva.
A ideia é ter um diagnóstico sobre a situação e identificar os setores afetados, além da apresentação de propostas. Nesse sentido, os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, e da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e Região, Miguel Torres, vão propor hoje ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, eventos para debater a competitividade da indústria nacional.
"Estamos pensando em promover, entre janeiro e fevereiro, um debate com esse tema reunindo a visão dos trabalhadores, dos empresários e do governo", conta Nobre. "Num momento como este, não dá para cada um ter a sua agenda. É necessário ter uma agenda única, um diagnóstico comum das medidas importantes para reverter o quadro."
A atuação conjunta do capital e do trabalho faz sentido. Nas negociações salariais deste ano, os trabalhadores chegaram a conquistar aumentos superiores a 6% além da inflação. Mas o ganho poderia ter sido maior. "As empresas alegam que perdem competitividade com o aumento dos salários", afirma Torres.
Os sindicalistas temem que, no caso de uma eventual reviravolta no mercado interno, as empresas, além de importar, passem a demitir. Há preocupação ainda sobre os novos investimentos e a criação de empregos.
Um exemplo é o da Usiminas, que desistiu de construir uma usina no Vale do Aço, em Minas Gerais. A unidade, que estava embargada desde a crise internacional, teria capacidade para produzir 5 milhões de toneladas por ano e exigiria investimentos de US$ 6 bilhões. "Se somar a importação direta e indireta de aço este ano, estamos falando de 10 milhões de toneladas, o que representa quase duas Usiminas", afirma o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr), Marco Polo de Mello Lopes.
20/12/2010 02:00 PM
Valor Online . Após movimentação no terreno positivo, os indicadores acionários americanos mudaram de direção.
Os investidores estão de olho nas flutuações dos papéis de empresas do setor de tecnologia e acompanham a situação econômica internacional.
Minutos atrás, o Dow Jones recuava 0,14% e estava em 11.475,41 pontos. O Nasdaq também declinava 0,14% e se encontrava em 2.639,33 pontos. O S&P 500 verificava, no entanto, leve avanço, de 1.244,30 pontos.
(Juliana Cardoso | Valor, com agências internacionais)
20/12/2010 01:51 PM
AE A inflação medida pelo ??ndice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) está caminhando para encerrar o ano de 2010 com a maior taxa desde 2004. A avaliação é do coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Salomão Quadros. Ele fez a observação comentar a taxa de 12 meses do indicador, que até a segunda prévia de dezembro atingiu alta de 11,39%. Sem fazer previsões numéricas, o técnico admitiu que, na comparação com outros resultados de taxas anuais, o IGP-M deste ano já superou o desempenho de anos anteriores. A taxa acumulada do indicador este ano já se posiciona acima das de 2005 (1,21%); 2006 (3,83%); 2007 (7,75%); 2008 (9,81%); e 2009 (-1,72%). O acumulado só não é maior do que o desempenho anual de 2004, quando o indicador fechou o ano com alta de 12,41%. "Creio ser possível fechar o ano com uma taxa que só não supere a de 2004", comentou o especialista. Caso termine o ano com a maior taxa desde 2004, o IGP-M seguirá o mesmo curso do IGP-10, anunciado na semana passada e que finalizou o ano com avanço de 11,16%, também o maior resultado anual desde 2004 (12,42%).
20/12/2010 01:48 PM
Valor Online . Hoje, o valor do aumento de capital seria de R$ 5,084 bilhões, mas esse montante terá correção pela Selic até a data da assembleia. Pelos valores de hoje, o capital da empresa passaria de R$ 26,15 bilhões para R$ 31,24 bilhões.
O aumento de capital, porém, não significa caixa para a empresa. Isso porque se trata de uma subscrição particular, na qual a União e o BNDES, os dois maiores acionistas da Eletrobras, vão integralizar suas fatias com a conversão de créditos detidos na forma de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (Afacs). Os Afacs foram concedidos para investimentos realizados na aquisição de participação acionária na CEEE e CGTEE, ambas elétricas do Rio Grande do Sul, em linhas de transmissão no Ceará e Bahia e para a hidrelétrica de Xingó, que começou a ser construída em 1987. Como remuneração pelos recursos aportados, a União recebe a taxa Selic, hoje em 10,75% ao ano. Segundo a Eletrobras, uma das vantagens da capitalização será eliminar as despesas financeiras provocadas por essa atualização pela Selic, que vêm tendo impacto negativo sobre o resultado da empresa.
De acordo com comunicado distribuído ao mercado, o número de ações a serem emitidas vai equivaler ao montante dos Afacs dividido pela média das cotações médias registradas na BM&FBovespa nos 30 pregões anteriores ao dia da assembleia (11 de janeiro), ponderada pela quantidade de ações negociadas. A emissão será proporcional à composição do capital social, ou seja, 79,93% em ON e 20,07% em PNB. As ações serão emitidas sem valor nominal e não haverá parcela destinada à reserva de capital.
(Paula Cleto e Cláudia Schüffner | Valor)
20/12/2010 01:42 PM


