Severino Motta, iG Brasília Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entenderam que não existiu irregularidade no uso de imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na propaganda dos dias 19 e 21 do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra. Por isso, negaram pedido do PT, que queria subtrair tempo no horário eleitoral tucano. Por cinco votos a dois ficou entendido que na aparição de Lula não há explicitação de apoio do Presidente ao candidato tucano. Assim, não haveria a possibilidade de haver confusão para o eleitor, como alegou a coligação encabeçada por Dilma Rousseff (PT) em sua representação à Justiça Eleitoral. Os ministros destacaram que, no programa, Lula e Serra são apresentados como dois ?líderes políticos?, mas sem a apresentação de elementos que sugiram apoio mútuo - que, se acontecesse, poderia caracterizar uma infração à Lei eleitoral. ?Se eu fosse presidente da República e meus amigos e inimigos quisessem usar minha imagem eu ficaria até envaidecido?, disse o ministro Arnaldo Versiani em seu voto.
31/08/2010 08:41 PM
Nayanne Santana, iG Acre e Rondônia A TV Acre, afiliada da Rede Globo, divulgou no início da noite desta terça-feira (31), a segunda pesquisa IBOPE com intenções de votos para o governo do Acre. De acordo com a pesquisa estimulada ? quando o entrevistador cita o nome dos candidatos ? se as eleições fossem hoje o candidato da coligação Frente Popular do Acre, Tião Viana (PT), seria eleito com 58% dos votos. O candidato da coligação Liberdade e Produzir para Empregar, Tião Bocalom (PSDB) tem 25% das intenções votos. O instituto apontou ainda que 4% dos eleitores declararam que votariam em branco ou nulo e 12% dos eleitores declaram-se indecisos com relação ao voto para governador. Os pesquisadores entrevistaram 812 eleitores entre os dias 28 e 30 de agosto, com margem de erros de três pontos percentuais, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 26960/2010. E no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) com o número 8262/2010. Evolução dos candidatos Na primeira pesquisa encomendada pela TV Acre, divulgada em 30 de julho, Tião Viana (PT) apresentou 63% das intenções de votos. Se comparado os percentuais com a última pesquisa divulgada nesta terça-feira, o petista perdeu 5% das intenções de votos. Tião Bocalom apresentou na primeira pesquisa 21% das intenções de votos e agora está com 25%, ou seja, apresentou 4% de evolução. Os eleitores que declaravam votos brancos e nulos eram 5% e agora são 4%. Os eleitores indecisos eram 9%, mas agora chegam a 12%.
31/08/2010 08:40 PM
Severino Motta, iG Brasília Um princípio de tumulto foi registrado na entrada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pouco antes do início da sessão que deve julgar o registro de candidatura de Joaquim Roriz (PSC), que tenta disputar a eleição para governador do Distrito Federal. Cerca de 50 manifestantes que apoiam o político acuaram seis estudantes e um candidato do PPS a deputado distrital. Houve chutes e bandeiradas entre os grupos. A Polícia Militar evitou que o tumulto se espalhasse. De acordo com Rogério Arvate, candidato a deputado distrital, uma bandeirada atingiu seu rosto, por pouco não feriu seu olho. O motivo da agressão teria sido um pequeno caixão em que ele carrega exemplares de um livro contrário ao sistema judicial brasileiro. ?Eles viram o caixão e acharam que era para o Roriz, mas eu uso para carregar exemplares do meu livro, onde digo que o Direito morreu?. O candidato ainda disse que o pequeno caixão foi chutado pelos manifestantes pró-Roriz. ?O policial chegou e eles pararam, como não me machuquei não quis prestar queixa?, disse. Pelo menos dois dos estudantes também reclamaram de chutes por parte dos manifestantes e pediram que a polícia garantisse a segurança do grupo. Um soldado da Polícia Militar chamou reforços e pelo menos outros quatro carros devem se deslocar para o TSE, onde já estão dez policiais.
31/08/2010 08:35 PM
Piero Locatelli, iG São Paulo O candidato tucano à Presidência, José Serra, voltou a responsabilizar a campanha de Dilma pela quebra de sigilos do Imposto de Renda de pessoas ligadas ao PSDB durante entrevista ao telejornal SBT Brasil realizada hoje. Serra disse que o candidato ao Senado em Minas Gerais e amigo pessoal da candidata Dilma Rousseff, Fernando Pimentel, organizou todo o esquema. O candidato também falou que ?o PT tem muito blog sujo? e vários deles tiveram os sigilos com meses de antecipação. Na entrevista, Serra também comentou a declaração de Dilma de que, se fosse eleita, estenderia a mão para ele. ?Não fiquei bravo. Achei uma declaração sem pé nem cabeça. Ela fala o que o chefe de imprensa dela instrui pra ela falar. Ela raramente diz uma coisa mais espontânea?, diz Serra. Serra negou que candidatos ao governo estejam fazendo pouca campanha para ele. Ele disse estar sempre com Geraldo Alckmin, candidato tucano ao governo de São Paulo, e que ontem esteve ao lado do ex-governador Aécio Neves, candidato ao Senado em Minas Gerais. ?Tititi e fofoca é o que alimenta o noticiário?, diz o candidato. O tucano criticou o Governo Federal, afirmando que ele é omisso no combate contra o crime organizado. Ele argumenta que a fiscalização nas fronteiras é fraca e permite a entrada de armas e drogas. Ele também prometeu aumentar investimentos em portos. Segundo Serra, ?o porto em Salvador(BA) está praticamente falido? e os baianos tem que escoar a sua produção por outros Estados. Amanhã, Dilma deve ser entrevistada pelo jornal. Na quinta-feira será a vez de Marina Silva (PV).
31/08/2010 08:29 PM
Reuters Foto: AFP A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, deu início nesta terça-feira à tentativa dos EUA de promover a país no Oriente Médio, mantendo reuniões individuais com os líderes israelense e palestino, que vão se encontrar na quinta-feira para negociações diretas. Hillary foi ao hotel onde está hospedado o presidente palestino, Mahmoud Abbas, perto de Washington, e também tinha uma reunião marcada com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ela ainda tinha encontros previstos com os chanceleres de Egito e Jordânia, que enviarão seus líderes a Washington para apoiar as negociações, e com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, que representa o "quarteto" de mediadores do Oriente Médio: ONU, União Europeia, EUA e Rússia. Um dos principais entraves é o futuro dos assentamentos judaicos na Cisjordânia depois de 26 de setembro, quando expira a moratória israelense na construção de novas casas para colonos. Os palestinos ameaçam abandonar o diálogo se Netanyahu não prorrogar a moratória. Netanyahu diz que não aceita pré-condições, e que o futuro dos assentamentos deve ser resolvido durante as negociações.
Na quarta-feira, o presidente dos EUA, Barack Obama, oferecerá um jantar aos líderes visitantes, buscando impulsionar a reunião de quinta-feira, que marcará a primeira negociação de paz direta entre israelenses e palestinos em 20 meses.
A meta de Obama e de outros envolvidos é concluir o processo de paz dentro de um ano, mas o prazo é visto com ceticismo.
"Vamos esclarecer hoje onde as partes estão antes das reuniões que terão", disse o porta-voz do Departamento de Estado, P.J. Crowly, em entrevista coletiva. "Queremos ver não só um relançamento bem sucedido amanhã, mas uma compreensão de que, daqui para frente, os líderes vão se reunir regularmente". Crowley acrescentou ainda que os EUA esperam "discussões substanciais sobre as questões centrais no coração do processo."
Analistas políticos veem com cautela as perspectivas do novo processo de paz, que representa a mais audaciosa incursão de Obama na questão da paz no Oriente Médio - um objetivo que escapou a várias gerações de presidentes norte-americanos.
Ele não descartou, entretanto, uma prorrogação da moratória, embora vários partidos da sua coalizão tenham forte ligação com os colonos.
31/08/2010 08:26 PM
Agência Brasil Em menos de duas horas, os senadores aprovaram a pauta definida na tarde desta terça-feira para o esforço concentrado desta semana. Foram aproximadamente 40 matérias votadas, entre resoluções, indicações de autoridades e embaixadores, quatro projetos de lei e 11 autorizações de empréstimos para Estados. Uma das autorizações foi dada ao Ministério da Saúde para conseguir empréstimo de US$ 67 milhões com o Banco Mundial para aplicar em seu programa de DST/aids. Entre os projetos de lei, um dos aprovados revoga os decretos que regulamentavam os casos de invalidez e incapacidade física nas Forças Armadas. Por serem muito antigos, os decretos já não tinham mais validade, nem se enquadravam na realidade atual. O texto trata ainda da organização de comissão especial para cuidar de nova regulamentação sobre este assunto. Outro projeto aprovado nesta tarde é o que institui o pagamento de adicional de periculosidade para profissionais que atuam como vigilantes ou que façam a proteção pessoal ou patrimonial. Esse projeto volta para deliberação da Câmara dos Deputados. Foram aprovados ainda dois projetos. Um deles trata da criação de cargos em comissão no Ministério da Fazenda. O outro, cria o Dia Nacional do Rotariano - jovens entre 18 e 30 anos participantes de programa criado pelo Rotary Club International destinado à inserção de pessoas dessa faixa etária em projetos sociais para a criação de um ?mundo melhor?.
31/08/2010 08:16 PM
BBC Brasil Nas cidades da costa do Golfo do México localizadas no Estado americano do Mississippi, a lembrança dos cinco anos da passagem do furacão Katrina, nesta semana, foi agravada por um novo drama: o vazamento de petróleo na região.
O vazamento numa plataforma de petróleo, que começou em abril, levou as autoridades a fechar as águas do mar à pesca, uma das principais atividades econômicas da população local.
Hoje, boa parte das águas já foram liberadas, mas mesmo assim os pescadores relutam em voltar à atividade, devido à incerteza sobre a segurança dos frutos do mar- a principal característica culinária de uma região cercada de água.
"Os agentes do governo dizem que os frutos do mar são seguros para consumo. Pesquisadores independentes dizem que não. Não sabemos o que fazer", diz Keath Ladner, o segundo maior comprador de ostras do país, que fornece frutos do mar para 14 Estados americanos.
Assim como vários pescadores entrevistados pela reportagem da BBC Brasil no Mississippi, Ladner considera prematura a abertura das águas da região para pesca. "Quando perguntamos quem vai assumir a responsabilidade, caso haja algum problema com o consumo, não nos respondem. A responsabilidade não pode ser dos pescadores, se o governo diz que é seguro", afirma.
Contaminação
O biólogo marinho Ed Cake, especialista em ostras, vem monitorando a produção em toda a Costa do Golfo desde o início do vazamento, e diz que ainda é cedo para saber a totalidade do impacto ou para garantir que as ostras são seguras para consumo.
"Ainda não é possível saber se foram contaminadas pelo petróleo ou pelos produtos usados para dispersar a mancha de petróleo", diz Cake.
Diante da incerteza, os pescadores continuam em casa. No caso de Ladner, são 70 barcos que trabalham como seus fornecedores de ostras e camarões, muitos inclusive de outros Estados. Todos estão sem trabalho desde abril. "Tenho realmente medo de fazer algo que possa prejudicar meu negócio, ao vender frutos do mar que não sejam seguros para consumo. Prefiro não arriscar", diz Ladner, cuja família atua no ramo de comércio de frutos do mar desde 1940.
Segundo Linda Saint Martin, coordenadora do grupo Gulf Oil Disaster Responders, que luta contra os impactos do vazamento e pela responsabilização da BP pelos danos, cerca de 40% dos frutos do mar consumidos nos Estados Unidos vêm da Costa do Golfo. "Restaurantes em todo o país, de Nova York a Oklahoma, tiveram de reimprimir seus cardápios, para tirar a menção à Costa do Golfo", diz Saint Martin.
Virada frustrada
Depois de ter sido arrasada pelo furacão Katrina, a região começava a se reerguer quando ocorreu o vazamento. "Este seria o nosso grande ano da virada", diz Linda Saint Martin. "Mas sem o Golfo limpo, não somos nada. Não temos nada."
Ainda não há dados precisos sobre as perdas, mas, além dos pescadores estarem parados, os turistas desapareceram. Nos barcos turísticos que levam visitantes a ilhas da região, o movimento caiu 90%. Os poucos restaurantes que ainda servem frutos do mar têm de buscar fornecedores em outros Estados, o que aumenta seus custos, alem de lidar com a falta de clientes.
As perdas se espalham por outros setores da economia. "Perdemos pelo menos três importantes torneios de pesca", diz Danny Pitalo, que organiza as competições e é proprietário de um posto de combustível e uma loja de equipamentos para barcos em Biloxi. "Em cada um dos torneios, são cerca de 80 barcos, com seis competidores cada, mais suas famílias. Estamos falando de cerca de mil pessoas por torneio, ou 3 mil no total, fora o público, que deixaram de vir à região", afirma.
Incerteza
Biloxi é uma cidade acostumada a desastres naturais. Antes do Katrina, já havia sido devastada pelo furacão Camille, nos anos 1960. A cidade também sofreu com a recessão dos últimos anos, que atingiu esta parte do país com força. Mas no caso do vazamento de petróleo os moradores dizem que o pior é a incerteza.
"Com furacões, sabemos o que esperar. São um ou dois dias de devastação, depois você recolhe os pedaços e recomeça. Você sabe que chegou ao fim. Agora, com o vazamento, não temos ideia de quanto tempo vai levar", diz Ladner.
Segundo Alice Graham, diretora-executiva da Mississippi Coast Interfaith Disaster Task Force, grupo que coordena as ações de diversas organizações de ajuda a vítimas de desastres, o vazamento exacerbou traumas já presentes por causa do Katrina. "O Katrina já havia devastado completamente muitas das nossas áreas costeiras", diz Graham.
Em Biloxi, o Katrina matou 170 pessoas e destruiu milhares de casas. Muitos dos que foram desalojados ainda nem conseguiram voltar. "Mas antes do vazamento de petróleo, havia um sentimento de que iríamos conseguir nos recuperar, voltar melhores ainda do que antes do Katrina. O vazamento foi como um soco no estômago", afirma Graham. "O Mississippi já tem uma tradição de estar entre os últimos lugares em todos os indicadores econômicos. Com um desastre como esse (o vazamento), somos empurrados mais para trás ainda", diz.
31/08/2010 08:14 PM
Ricardo Galhardo, iG São Paulo Pedro Moreira Lula da Silva, terceiro neto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nasceu às 14h44 desta terça-feira na suíte presidencial da maternidade do hospital São Luís, em São Paulo, com 2,85 kg e o destino já traçado. ?Cumprimente o futuro presidente do Brasil?, disse alguém, no berçário, quando Lula tomou o neto em seu colo pela primeira vez. A brincadeira foi motivo de risos e alegria entre todos os presentes, entre eles o pai do garoto, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de 35 anos, um dos cinco filhos do presidente, fundador da empresa Gamecorp. Além dele estavam a avó, Marisa Letícia, parentes da mãe, Renata de Abreu Moreira, 40 anos, médico, enfermeiras e o fotógrafo da presidência, Ricardo Stuckert, que registrou o momento mas perdeu o parto pois chegou 30 minutos atrasado já que acompanhava Lula em um evento oficial. Foi Stuckert, que por coincidência é pai há uma semana de um menino nascido em Brasília, quem ligou para Lula e o colocou em contato com o filho. O presidente participava da entrega de um conjunto habitacional na favela de Paraisópolis, em São Paulo, quando recebeu a notícia mas, segundo assessores, estava apreensivo desde manhã, quando a nora foi para o hospital acompanhada de Fábio e Marisa. De acordo com o médico obstetra Renato Kalil, o parto ocorreu dentro da normalidade. Como o bebê estava na posição pélvica (sentado) com três voltas de cordão umbilical no pescoço, a opção foi uma cesariana. Renata é paciente de Kalil desde antes de engravidar. Como foi uma gestação de risco, devido à idade da mãe, Renata foi cercada de cuidados como um ultrassom morfológico e rastreamento bioquímico, exames de última geração que permitem prever, por exemplo, se a criança tem algum problema de formação ou Síndrome de Down. O parto aconteceu conforme programado, com 40 semanas e um dia de gestação e demorou 42 minutos. Fábio acompanhou tudo dentro da sala de cirurgia. Renata deve ficar pelo menos mais 48 horas. Todos os exames mostram que o menino é saudável. Depois do nascimento o pai deu um banho de 15 minutos em Pedro e a mãe o amamentou por outros 40 minutos. Tudo para amenizar o trauma da cesariana. A previsão dos médicos é que Pedro deixasse o berçário no início da noite rumo à suíte presidencial, formada por um quarto, duas salas e uma varanda, cujo custo diário é de R$ 2 mil (fora as despesas médicas).
31/08/2010 08:14 PM
iG São Paulo Foto: AP Uma das filhas do ex-prefeito de Nova York Rudolf Giuliani foi condenada nesta terça-feira a um dia de trabalho voluntário devido a um furto em uma loja de cosméticos, informou a promotoria. Caroline Giuliani, 21 anos, foi flagrada no início de agosto por funcionários de uma loja de cosméticos do Upper East Side quando furtava produtos das gôndolas.
A filha do ex-prefeito que se tornou famoso nos anos 1990 por ter combatido a criminalidade de Nova York com seu regime de "tolerância zero" foi condenada a um dia de trabalho comunitário pela juíza Jennifer Shecter de uma corte criminal de Manhattan.
31/08/2010 08:07 PM
iG São Paulo Foto: AP O famoso Salão Oval da Casa Branca passou por uma reforma que foi concluída nesta terça-feira. Dentre as novidades, estão pintura, cortinas, sofás, lâmpadas, papel de parede e carpetes novos. As mudanças escolhidas pelo presidente americano, Barack Obama, dão fim à decoração idealizada pela ex-primeira-dama Laura Bush para o gabinete do marido. 
Nas escolhas para o novo visual, Obama decidiu pelo tapete central, creme e azul, feito 25% de material reciclado. Além disso, foram eleitas frases de personalidades como Franklin Roosevelt, Martin Luther King e Theodore Roosevelt para o tapete.
As mudanças no novo Salão Oval, palco de pronunciamentos presidenciais, dificilmente serão percebidas pelo público, já que o protocolo permite que seja mostrado apenas o presidente sentado à sua mesa.
31/08/2010 07:48 PM
Kelly Martins, iG Cuiabá Na tentativa de levar para o segundo turno a disputa ao governo do Estado, Wilson Santos (PSDB) quer concentrar a campanha nos dois maiores colégios eleitorais: Cuiabá e Várzea Grande. O tucano quer reverter o atual quadro sucessório e o mal desempenho nas pesquisas de intenção de voto que o coloca atrás do governador Silval Barbosa (PMDB). A campanha corpo-a-corpo é uma das principais armas, segundo o tucano, que sinalizou também em aumentar o tom das críticas contra o adversário nos programas eleitorais de rádio e TV.
Para agravar ainda mais a situação, Santos tem hoje muito mais eleitores que o rejeitam na Capital do que os que votariam ou poderiam votar nele.
Segundo o Vox Populi, ele apresenta 42% de índice de rejeição, ao passo que seu maior adversário, Silval Barbosa é rejeitado por apenas 7% dos eleitores. A pesquisa foi realizada no período de 21 a 24 de agosto.
Wilson Santos ressalva querer "pontuar" ainda mais as falhas do governo de Silval Barbosa. Apesar disso, ele garante que a linha propositiva vai ser mantida.
O candidato do PSDB foi duas vezes prefeito de Cuiabá, tendo renunciado ao cargo para concorrer ao governo.
A administração municipal, no entanto, não tem sido aprovada pela população e Santos tenta acabar com a "imagem" desgastada.
"Quero passar por todos os bairros e ir de casa em casa. Acredito que o contato com a população é importante e pode mudar muita coisa, principalmente, acabar com as mentiras que plantam por aí", disse.
Pelos cálculos do TRE- MT, Cuiabá possui hoje 386.991 eleitores, que correspondem a 18,4% do eleitorado do Estado, enquanto Várzea Grande detém 8%.
Outro problema que o tucano enfrenta são os embates jurídicos.
Porém, Santos encontra respaldo no paracer concedido pela procuradora da República Sandra Cureau junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negando a impugnação de seu registro de candidatura.
O pedido foi feito pela coligação "Mato Grosso para Todos", que apoia Silval Barbosa (PMDB) e é formada pelo PC do B, PRB, PTN, PTC, PHS, PSC e PRP.
31/08/2010 07:40 PM
Priscilla Borges, iG Brasília Foto: Felipe Bryan Sampaio Flávio Dias e Diego Viot, ambos com 23 anos, passaram por uma experiência admirável para qualquer engenheiro. Os estudantes brasileiros ficaram cerca de 30 dias em um estágio de verão na Agência Espacial Americana (Nasa). O projeto piloto, financiado pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), ainda levou mais dois brasileiros a Maryland, nos Estados Unidos, durante o mês de julho. Essa é a primeira vez que brasileiros participam do programa de verão da agência norte-americana, o "Nasa Engineering Boot Camp". A missão deles era contribuir com as pesquisas do grupo de robótica do centro de pesquisa Goddard Space Flight, ajudando a montar protótipos de robôs e soluções para que eles explorem ambientes inóspitos. Cerca de 50 universitários de diferentes países participaram da experiência. Flávio cursa engenharia mecânica na Universidade de Brasília (UnB). Ele ainda está no 4º semestre e acredita que a experiência vai contribuir para melhorar o currículo. ?Não esperava ir. Foi muito rápido e intenso. Eles gostaram muito do nosso trabalho e há uma possibilidade de voltar. A experiência foi sensacional, a melhor da minha vida?, garante. Diego Viot faz engenharia de informática na Universidade Federal do Ceará e está participando de um programa de mobilidade acadêmica na UnB. Ficou sabendo em Brasília da oportunidade e, sem titubear, se candidatou. ?Não há matérias específicas sobre engenharia aeroespacial no meu curso. Nunca tinha pensado em trabalhar com algo nesta área, mas achei a experiência diferente?, conta. Ele se dedicou a criar programas que ajudassem o funcionamento dos robôs. O jovem cearense, que está no 8º semestre da graduação, ficou encantado com a área e espera a oportunidade de voltar. Segundo os estudantes, a proposta da Nasa é que os quatro brasileiros ? além da dupla, Janynne Lorenna Souza Gomes, de Governador Valadares, e Thomaz Gaio Santos Soriano, do Rio de Janeiro, participaram do programa de verão ? voltem no ano que vem. Para isso, novo convênio está sendo discutido com a Agência Espacial Brasileira e o MCT. Para os estudantes, as universidades também devem se engajar para que outros universitários tenham a oportunidade de contribuir com pesquisas e produzir conhecimentos. ?Essa parceria da Nasa já existe com muitos países e universidades estrangeiras há bastante tempo. Nossa experiência não foi acadêmica, foi prática e deve ser estimulada?, analisa Diego. Flávio conta que desenhou peças para robôs que tenham capacidade de explorar terrenos no espaço, como a Lua. Eles precisam ter capacidade de se locomover, registrar os ambientes e até coletar amostras de materiais. ?O programa também serve para descobrir talentos. Muitos empresários foram nos visitar. Acho muito bacana a oportunidade?, diz.
31/08/2010 07:33 PM




