AE O orçamento dos investimentos das empresas estatais em 2011 será de R$ 107,548 bilhões, ante R$ 94,910 bilhões previstos para este ano. A estimativa consta do projeto de lei orçamentária 2011 enviado hoje pelo governo ao Congresso Nacional. De acordo com o documento, o principal montante dos investimentos ficará com o grupo Petrobras, no valor de R$ 78,694 bilhões. Para este ano, a previsão do que será investido por este grupo de empresas é de R$ 63,285 bilhões. Apenas são considerados os investimentos dessas empresas realizados no País nesta soma. Já o grupo Eletrobras deverá investir no próximo ano um montante similar ao previsto para este ano, já que o projeto de lei revela uma soma de R$ 8,129 bilhões em 2010 e R$ 8,164 bilhões para 2011. Levando-se em consideração as demais empresas (que investirão R$ 4,653 bilhões), o setor produtivo estatal investirá R$ 91,511 bilhões no próximo ano. Já o setor financeiro das estatais ficará responsável por investir R$ 3,453 bilhões em 2011. O valor é inferior ao projetado para este ano, de R$ 3,707 bilhões. Os destaques vão para o Banco do Brasil (que contará com investimentos de R$ 2,179 bilhões em 2011 ante R$ 2,134 bilhões em 2010) e Caixa Econômica Federal (R$ 951 milhões de investimentos em 2011 ante R$ 1,097 bilhão em 2010). As demais instituições serão responsáveis por R$ 323 milhões, volume inferior aos R$ 477 milhões previstos para este ano. Com todos esses recursos, as aplicações no País no próximo ano somarão R$ 94,964 bilhões ante R$ 78,899 bilhões previstos para 2010. A diferença para se chegar aos R$ 107,548 bilhões deve-se aos investimentos do grupo Petrobras no exterior, que deverão ser de R$ 12,584 bilhões, volume inferior aos R$ 16,011 bilhões projetados para este ano.
31/08/2010 08:06 PM
AE Como psicólogo, Bruno Grossman se saiu um grande sorveteiro. Ele não entendia nada de sorvetes, mas, aos 26 anos, já fazia alguma ideia de como gerir o próprio negócio. Afinal, vinha se aventurando pelo mundo do empreendedorismo desde os 22 anos, quando abriu uma consultoria de marketing. Em 2008, ele inaugurou a primeira unidade de uma rede de sorveterias de iogurte, a Yoggi, e este ano já espera faturar R$ 97 milhões, com 25 pontos espalhados pelo Brasil. Grossman é considerado no mercado um exemplo de sucesso de uma geração que inicia o negócio próprio cada vez mais jovem. Pesquisa divulgada recentemente pelo Sebrae-SP mostra que a participação de empresários de até 24 anos de idade na abertura de novos negócios subiu de 4% para 14% em uma década. "É resultado de uma estatística que não fecha: a quantidade de jovens que deixam as universidades não bate com a de empregos ofertados pela economia", explica o diretor superintendente do órgão, Ricardo Tortorella. Soma-se a isso o alto nível de informação (e de inquietação) da chamada geração Y, formada por nascidos após a década de 80. A Yoggi, de Grossman, é resultado dessa combinação. Não é fácil provar ao mercado que um "garoto" pode administrar milhões. Foram os contratos da consultoria de marketing e o investimento de terceiros que garantiram a ele ter seu próprio negócio. "Já estou até calejado, apesar de ser tão novo", conta. Os jovens também têm se destacado nas franquias. Na Franchising Store, consultoria que gerencia 70 marcas nesse segmento e seleciona franqueados, mais de 60% dos candidatos têm até 35 anos de idade. "Apesar de terem pouca experiência, esses jovens estão muito linkados ao mercado", diz a sócia diretora Filomena Garcia. Segundo ela, a maioria desses jovens empresários costuma abrir o negócio em consórcios com amigos ou com recursos da família. Mortalidade. A Yoggi, com sede no Rio, passou há pouco tempo por um dos períodos mais complicados de uma empresa: o primeiro ano. E já tem planos ousados de expansão que preveem a abertura de 300 lojas até 2012. Segundo o estudo do Sebrae, as chances de sobrevivência no mercado independem da faixa etária dos proprietários. Em 2007, por exemplo, pessoas entre 18 e 24 anos foram responsáveis por 15% da abertura de empresas e por 15% do fechamento. Entre empreendedores com mais de 50, o índice foi de 14%. O catarinense Rui Luiz Gonçalves, hoje com 45 anos, criou aos 22 uma empresa de software para engenharia civil, a AltoQi, que detém atualmente 70% do mercado brasileiro. Além de contratar jovens, ele lidera projetos sociais que incentivam o empreendedorismo no campo da tecnologia. "Esse é o melhor período da vida para se abrir um negócio porque é quando podemos correr mais riscos."
31/08/2010 08:03 PM
AE A Orteng comunicou à Agência Nacional do Petróleo (ANP) ter encontrado indícios de gás natural no bloco exploratório SF-T-132, na Bacia do São Francisco. Trata-se da primeira descoberta na região, em área licitada pela agência na 10ª Rodada de Licitações, em 2008. Não há detalhes sobre a comercialidade da descoberta, que foi feita por meio do poço 1ORT1MG, a uma distância entre 150 e 200 quilômetros a noroeste de Belo Horizonte, que tinha previsão de chegar a 2.480 metros de profundidade. A Orteng é sócia de Codemig, Imetame Energia e Delp Engenharia no projeto. Ainda sem grande atividade exploratória, a Bacia do São Francisco é considerada de grande potencial para descobertas de gás natural.
31/08/2010 07:59 PM
AE O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou hoje os críticos à política de fomento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras e programas públicos e privados no País. "Os que hoje criticam a capitalização pelo BNDES não sabem que (sem o banco) certamente não teria sido criado o Proálcool, em 1975. Se dependesse deles (críticos), não teríamos criado o biodiesel, não teríamos a usina de Belo Monte, não teríamos salvaguardas para garantir a exportação do pré-sal", afirmou Lula na abertura da Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho (interior de SP). O presidente também voltou a criticar as restrições colocadas pelos órgãos de fiscalização para a liberação de obras de infraestrutura no País, bem como empecilhos que causam paralisações durante a execução dos projetos. "Criamos muitas instituições de fiscalização e hoje uma obra para porque se descobriu uma borboleta ameaçada de extinção, uma pedra que parece machadinha, uma perereca, um osso", disse. "As obras ficam paralisadas e ninguém assume responsabilidade pelo prejuízo", completou Lula. Além de citar a hidrelétrica de Belo Monte como exemplo de financiamento do BNDES, Lula citou a usina para atacar a "covardia de políticos que tinham medo dos que gritavam", numa referência ao atraso de 30 anos na obra, e aos protestos de índios e agricultores que terão terras invadidas pela água do reservatório da hidrelétrica. "Precisamos mostrar aos irmãos índios que não precisam pescar de flecha, podem criar em tanques", disse. De acordo com o presidente, o Estado brasileiro teve de assumir a responsabilidade social e investir para garantir a obra na usina. As críticas de Lula se estenderam ainda aos peritos do INSS, em greve pela redução da jornada de trabalho. Afirmando estar chateado com a paralisação, Lula afirmou que os peritos "ganhavam R$ 2 mil e agora ganham R$ 14 mil" e que "daqui a pouco vão querer ganhar sem trabalhar". Ainda de acordo com Lula "agora virou mania: todo mundo quer trabalhar 30 horas, enquanto o presidente trabalha 18 por dia", completou. Na opinião de Lula, o Brasil vive momento "quase que como mágico de sua história" o mais prolongado período de democracia contínua, com o processo de consolidação das instituições. "Damos exemplo extraordinário da consolidação das instituições; não acredito que tenha no mundo imprensa mais livre que a nossa, como citou recentemente o The New York Times num artigo, o parlamento age e funciona abertamente", exemplificou.
31/08/2010 07:56 PM
iG São Paulo A América Latina Logística (ALL) anunciou a troca do seu comando executivo, com a saída de Bernardo Hees da presidência da empresa dona de concessões ferroviárias. Em seu lugar, assumirá Paulo Basílio, atual diretor superintendente. Basílio, que está na empresa desde 2000, assumirá no dia 10 de setembro de 2010. Hees, apontado como um executivo apto a exercer cargos para os donos da AB-Inbev, dos bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, vai ocupar assento no conselho de administração da ALL.
31/08/2010 07:54 PM
AE Embora os anúncios de grandes fusões e aquisições recentes tenham sido acompanhados de cifras bilionárias, a maior parte do movimento de consolidação da economia é formada de transações de valores bem mais modestos. Segundo levantamento da PricewaterhouseCoopers, a maior parte dessas operações envolve de US$ 50 milhões a US$ 60 milhões no País. De acordo com o estudo, 434 negócios desse tipo foram realizados no Brasil nos sete primeiros meses do ano - o maior patamar a essa altura do ano desde 2002. O resultado já supera os do mesmo período de 2007 (407) e 2008 (409), considerados os melhores para esse tipo de movimento. E é 34% maior do que registrado entre janeiro e julho de 2009 (325), período marcado pela crise financeira global. Apenas 124 transações deste ano (29% do total) tiveram o valor divulgado, somando US$ 34 bilhões. A média dessas operações, no entanto, é de US$ 274 milhões, indicando a disparidade entre os grandes negócios e as pequenas operações. Para chegar a um número mais próximo da realidade, Pierantoni separou as dez maiores transações de valor conhecido, que somaram US$ 23,9 bilhões, dos outros negócios. Chegou à conclusão de que 86% das operações com valores conhecidos somaram US$ 5,1 bilhões entre janeiro e julho, o que resulta em valor médio de US$ 49 milhões. "Não é um número preciso, já que a maioria das empresas não divulga os valores envolvidos. Entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões é um número mais confortável para dar uma noção desses negócios", diz Alexandre Pierantoni, sócio da consultoria.
31/08/2010 07:52 PM
AE O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que as centrais sindicais estão se precipitando quando dizem que pedirão ao governo que mude o critério de reajuste do salário mínimo. "Fica parecendo casuístico", afirmou. Pelo critério de aumento do salário são considerados a inflação e o resultado do PIB de dois anos anteriores. A reclamação dos sindicatos é porque o crescimento da economia brasileira foi prejudicado pelo impacto da crise financeira internacional. Bernardo argumentou, no entanto, que a escolha pelo PIB de dois anos atrás foi porque é o dado disponível, que está em mãos. Isso porque que, apesar do resultado da economia em 2009 já ter sido calculado pelo IBGE, o instituto costumeiramente revisa os dados. No caso do PIB de 2009, isso se dará em novembro próximo. "O aumento de 2012 (do salário mínimo) já está garantido que será parrudo", afirmou o ministro, lembrando que a projeção do Ministério da Fazenda para o PIB de 2010 e que será usada como referência para daqui a dois anos é de 7%. Bernardo acredita que o melhor que o governo tem a fazer é insistir no critério que tem sido usado nos últimos cinco anos. "Quando está bom (o crescimento do PIB), está ótimo (o aumento do salário). Quando está ruim, queremos mudar?", questionou. De qualquer forma, ele salientou que está prevista a realização de uma revisão dos critérios a partir do próximo ano. Para o ministro, elevar o salário mínimo para R$ 550,00 é uma arbitrariedade. "Parece que querem fazer uma bondade", comentou. Ele salientou ainda que dificilmente o salário a ser aprovado pelo Congresso será o da proposta calculada pelo governo, que é de R$ 538,15. "É evidente que não vai ficar desse jeito. Nem tem como pagar pela maquininha", disse, acrescentando que, segundo ele, será de bom senso se o parlamentar decidir arrendondar esse número. Judiciário O ministro Paulo Bernardo considerou "esquisito" o projeto do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite que os próprios ministros da Corte reajustem seus salários. A avaliação foi feita em entrevista após o anúncio do projeto de lei orçamentária para 2011. Segundo Bernardo, o projeto da lei orçamentária enviado hoje ao Congresso não prevê novos reajustes para o funcionalismo público. O Ministério do Planejamento informou também que, em termos nominais, o déficit da Previdência para 2011 será de R$ 41,258 bilhões, o equivalente a 1,1% do PIB.
31/08/2010 07:48 PM
AE Sem alarde, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) elegeu o combate ao uso de informação privilegiada como um dos principais focos da autarquia. O recém-divulgado relatório anual da CVM mostrou que, entre 2008 e 2009, subiu de 3 para 22 o número de acusações de uso de "inside information" na Superintendência de Processos Sancionadores. A estimativa no órgão, que funciona como xerife do mercado de capitais, é que o resultado cresça neste ano. A CVM prevê ainda o aumento da atuação em casos com repercussão criminal - hoje quase incipientes no País. Já há investigações correndo em sigilo dentro da autarquia. "A tendência é de que, nos próximos anos, a gente tenha um aumento da atuação, até mesmo criminal", afirmou o chefe da Procuradoria Federal Especializada, Alexandre Pinheiro dos Santos. "Posso afirmar que existem procedimentos já em curso nesta área que vão resultar em novas denúncias." A mudança se deve em grande parte a um convênio assinado em março passado entre a CVM e a Polícia Federal, que se somou ao acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Desde março de 2008, investigadores da CVM e procuradores do MPF atuam lado a lado na sede do órgão regulador, no Rio. Assim, indícios apurados pelos técnicos da CVM ganham respaldo jurídico dos procuradores, com repercussão judicial mais frequente. De acordo com a autarquia, a aproximação de promotores e inspetores gerou casos como o da Construtora Tenda - que optou por confessar a irregularidade. Um dos controladores negociou ações da companhia antes do anúncio ao mercado da incorporação de outra empresa, o que configura informação privilegiada. O controlador acabou perdendo R$ 130 mil na operação, mas, ciente da ilegalidade, procurou a CVM e fechou acordo para pôr fim à história por R$ 200 mil. O processo nem foi aberto. Os convênios deram fôlego aos esforços, iniciados há mais de cinco anos, para acelerar o andamento dos processos com os chamados termos de compromisso - uma espécie de acordo, geralmente com o pagamento de uma indenização à CVM, para encerrar as ações. Punição branda. Até o momento, não houve prisão no País por esse tipo de crime, embora operar no mercado financeiro com informação privilegiada seja crime passível de encarceramento há oito anos. "Os casos nem chegam ao Judiciário. Os crimes são muito parecidos com uma infração administrativa", diz Thiago Bottino, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), autor de um estudo sobre o assunto. Bottino levantou 19 casos em que a CVM encontrou indícios de crimes no mercado de capitais entre março de 2002, quando entrou em vigor a Lei das S/A, e março de 2009. Apenas cinco viraram inquéritos criminais - geralmente, o processo é suspenso com termos de compromisso. O especialista não encontrou casos de informação privilegiada julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou em tribunais regionais federais. O chefe da Superintendência de Processos Sancionadores da CVM, Fábio Galvão, reconhece que o mercado tinha a percepção de que o crime ficaria impune. "O insider investia muito na dificuldade de comprovar um caso e achava que era uma conduta que valia a pena", explica. Paulo Di Blasi, professor de Finanças do Ibmec, diz que o modelo local está bem atrás da Securities and Exchange Comission (SEC), a CVM americana, que tem regras mais maduras e rigorosas. "Estamos nos aperfeiçoando, mas os casos não se concretizam e acabam tendo um caráter mais educativo que punitivo."
31/08/2010 07:40 PM
AE A Medida Provisória (MP) 500, publicada hoje no Diário Oficial da União, que abre caminho para o processo de capitalização da Petrobras, é bem mais ampla do que a MP 487 de abril deste ano, que também permitiu operações semelhantes com ações de empresas estatais e facilitou a operação de capitalização do Banco do Brasil. Na MP 487, o Tesouro Nacional, em nome da União, foi autorizado a permutar ações de empresas estatais excedentes ao controle do capital com outras empresas da administração pública federal indireta, inclusive os bancos públicos. A União também foi autorizada com a MP 487 a deixar de exercer o seu direito de preferência para a subscrição de ações em aumentos de capital de empresas de economia mista federais, desde que mantido o controle do capital votante. Essa possibilidade foi também incluída na MP 500 publicada hoje no Diário Oficial. A MP 487 também já permitia a União ceder o seu direito de preferência para a subscrição de ações em aumento de capital de empresas de economia mista para o Fundo Soberano do Brasil (FSB). A novidade da MP 500 é que ela amplia as possibilidades ao permitir a reciprocidade, ou seja, as empresas estatais, os bancos públicos e até mesmo o FSB para todos os casos. A MP 487 permitia a União realizar aumento de capital em empresas públicas e sociedades de economia mista federais, mediante a transferência de direitos decorrentes de adiantamentos efetuados para futuro aumento de capital (Afac). Com a MP 500, a União e o outros entes da administração pública federal poderão ceder créditos entre si decorrentes de Afac.
31/08/2010 07:36 PM
Aline Cury Zampieri, iG São Paulo O ranking de aplicações mais rentáveis de agosto confirmou as previsões de analistas para o comportamento do mercado de ações durante todo o ano: forte volatilidade. A falta de direção continuou imperando na Bovespa, que se guiou por sinais inconstantes nas principais economias mundiais. Seu principal índice ? o Ibovespa ? fechou agosto com a maior perda entre os investimentos, de -3,51%. Em julho, foi a melhor aplicação, com alta de 10,80%. Nessa gangorra, o ouro faz a contraparte. De pior aplicação em julho (-3,91%), passou à melhor em agosto, com rentabilidade de 3,58%. Analistas lembram que essa é uma característica de mercados estressados. Quando não conseguem prever o rumo da Bolsa ou perdem demais com ações, os investidores buscam refúgio no ouro. No ano, o ouro lidera os rendimentos, com 18,71% de alta até agosto. O Euro é a pior aplicação, com -10,93%. Números de agosto, em variação % Fabio Colombo, administrador de investimentos, diz que agosto trouxe de volta o pessimismo, com temores de crescimento aquém das expectativas para a economia americana e de seus efeitos para o restante do mundo. Como resultado, as bolsas ao redor do mundo apresentaram queda, com perdas, em dólares, de até 10%. E no Brasil não foi diferente. ?Ouro é sinal de pânico, é um recurso extremo?, complementa José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator. ?Essa alta do metal reflete um mês no qual todos os investidores começaram a descontar todo o otimismo gerado por alguns dados de recuperação no segundo trimestre e das bolsas da Europa.? Na opinião dele, agosto mostrou correção em relação a um ?oba-oba? do mês anterior. ?Começaram a perceber que as perspectivas para as bolsas estão longe de ser brilhantes e houve uma movimentação em direção à renda fixa.? Números de 2010, em variação % Títulos de renda fixa e DI foram as opções mais rentáveis após o ouro. A faixa de alta dos fundos de renda fixa ficou entre 0,80% e 1,15%, e os DI ficaram entre 0,60% e 0,95%. ?A queda de juros vista no mundo todo faz com que as pessoas comprem mais esses títulos. Seus preços sobem e as remunerações caem?, explica Gonçalves. Já o mercado de câmbio ficou entre as piores opções, junto com as ações. Para o economista-chefe do Fator, as perspectivas não são positivas para o Euro. ?Os países da zona do Euro anunciaram que farão políticas fiscais contracionistas, o que limita o crescimento das economias e afeta sua moeda.? Setembro A expectativa é de mais nervosismo nos mercados mundiais de ações. ?Até o final do mês não vejo muita chance de grandes mudanças no cenário, mesmo porque as perspectivas dependem muito dos números dos Estados Unidos, que não estão se mostrando favoráveis?, afirma Gonçalves. Para Colombo, os fundos DI continuam a opção mais segura, com juro real em torno de 5% a 6% ao ano, devido às incertezas sobre o comportamento da inflação futura e da política de juros a ser efetuada pelo Banco Central nos próximos meses. Em setembro, o rendimento bruto será na faixa de 0,60% a 0,90%, dependendo da taxa de administração do fundo e da "marcação a mercado". O ouro, na visão de Colombo, continuará sendo uma opção conservadora para diversificação.Confira o ranking dos investimentos
Confira o ranking dos investimentos
31/08/2010 07:04 PM
EFE Caracas, 31 ago (EFE).- Os valores negociados hoje na bolsa de Caracas fecharam o dia inalterados, o que mantém o índice da bolsa em 64.768,77 pontos. Foram efetuadas três operações e o giro financeiro foi de 179.787,60 bolívares (US$ 41.810). EFE nc/dm
31/08/2010 07:03 PM
EFE Montevidéu, 31 ago (EFE).- O índice Imebo da Bolsa de Valores de Montevidéu fechou hoje em baixa de 0,23%, aos 3.324,43 pontos. O giro financeiro foi de 67,525 milhões de pesos uruguaios (US$ 3,238 milhões). EFE amr/sa
31/08/2010 07:00 PM




