Nesta terça-feira (31), os EUA darão fim à "Operação Liberdade Iraquiana", que começou com a invasão no Iraque há mais de sete anos, e dará início à missão de transição "Novo Amanhecer", que prepara a retirada completa das tropas, prevista para o final de 2011.
Veja alguns dos principais números desde o início do conflito, em 2003.
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Leia mais (31/08/2010 - 02h47)
31/08/2010 03:35 AM
O presidente americano, Barack Obama, discursará em horário nobre na TV nesta terça-feira para anunciar o fim dos combates e a retirada da maior parte das tropas americanas no Iraque. Ainda candidato, ele defendia encerrar o conflito de sete anos para dedicar homens e verbas para onde efetivamente está o terrorismo: o Afeganistão.
Comparado por alguns ao presidente morto John F. Kennedy por seu carisma e pela campanha por mudança, Obama decretou o fim da Guerra do Iraque pouco após assumir e estabeleceu uma agenda não apenas de retirada das tropas, mas de construção dos alicerces necessários para uma democracia sustentável no país.
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Jim Young-27fev.09/Reuters

Diante de militares, o presidente dos EUA, Barack Obama, anuncia seu plano para a retirada de tropas do Iraque
31/08/2010 03:35 AM
O primeiro-ministro do Iraque, Nouri Al Maliki, enfrenta um dos momentos mais difíceis de sua carreira. Sua aliança, a Estado de Direito, foi derrotada por apenas duas cadeiras nas eleições legislativas e ele não consegue apoio para formar uma coalizão e continuar como líder.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos retiram todas as tropas de combate e deixam para os iraquianos a responsabilidade de enfrentar a ameaça da violência sectária e do terrorismo.
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Alex Brandon-20out.09/AP

Presidente americano, Barack Obama, se reúne com o premiê iraquiano, Nouri Al Maliki (dir.), em Washington
31/08/2010 03:35 AM
Considerado um dos maiores responsáveis pelo avanço das tropas dos EUA no Iraque, o general de quatro estrelas graduado pela academia de West Point --que forma a elite do Exército americano--, é tido como um "professor de guerra" que revolucionou o estilo de combate de seu país. À frente dos soldados dos Estados Unidos a partir de 2007, David Petraeus foi o "cérebro" por trás do aumento de tropas enviados ao Iraque naquele ano e o controle da guerra sectária que assolava o país desde 2003. A resistência do oficial foi testada em 1991, quando recebeu um tiro de um soldado por acidente, e no ano de 2000, quando teve um acidente com seu pára-quedas e quebrou a pélvis. Anos mais tarde, Petraeus venceu com sucesso o tratamento a um forte e agressivo câncer. Leia mais (31/08/2010 - 02h44)
31/08/2010 03:35 AM
O jornalista Ahmed diz estar "desesperado" para deixar Bagdá, depois que radicais islâmicos ameaçaram matá-lo e a seus filhos por ele ter trabalhado para a imprensa ocidental depois da invasão do Iraque, em 2003. Com a saída das tropas de combate dos EUA, iraquianos que ajudaram os americanos e seus aliados dizem temer pela sua segurança. Ele espera obter um visto de refugiado dos Estados Unidos para escapar das bombas, tiroteios e ameaças de morte em sua terra natal --junto aos outros 4,7 milhões que deixaram suas casas desde 2003, no que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) chama de pior crise no Oriente Médio desde 1948 (quando cerca de 700 mil palestinos fugiram após a criação do Estado de Israel). "Fundamentalistas me disseram no telefone: 'Se você não desistir do trabalho, nós ou o mataremos ou mataremos um de seus filhos', disse Ahmed, que tem um filho e duas filhas. Leia mais (31/08/2010 - 02h43)
31/08/2010 03:35 AM
Elas foram guerras diferentes em regiões diferentes e com desafios diferentes. Mas, quando os Estados Unidos anunciam o fim de suas operações de combate no Iraque, há muitas lições para as tropas aprenderem e aplicarem no Afeganistão, desde como lidar com as empresas contratadas a quando fazer a retirada. Muitas práticas ainda precisarão ser adaptadas ao terreno afegão, rural, montanhoso e de governo descentralizado. Mas o Pentágono já mudou algumas das estratégias no país asiático espelhando-se nas experiências iraquianas --como a escolha do general David Petraeus, o herói da contrainsurgência, para comandar as tropas americanas na guerra contra o Taleban. "Você precisa que a população acredite que será protegida", disse o general Ray Odierno, comandante das forças americanas no Iraque. "Como você faz isso no Afeganistão é provavelmente diferente de como faz no Iraque. Mas a tarefa é a mesma". Leia mais (31/08/2010 - 02h42)
31/08/2010 03:35 AM
Iniciada após a invasão das tropas americanas em março de 2003, a Guerra do Iraque foi marcada por graves violações de direitos humanos, cujos responsáveis em grande parte permanecem protegidos pelo governo dos Estados Unidos.
Embora alguns casos tenham recebido maior destaque na mídia, como o escândalo na prisão de Abu Ghraib e o uso de tortura e detenções de inocentes em Guantánamo, os mais de sete anos de combate registraram um número recorde de sistemáticos abusos, indicam instituições que monitoram o conflito.
Leia mais (31/08/2010 - 02h41)
AP/Washington Post

A soldada Lynndie England abusa de presos com coleiras caninas nas imagens vazadas pela imprensa dos EUA
31/08/2010 03:35 AM
O diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello estava há apenas três meses no Iraque como representante especial da ONU (Organização das Nações Unidas) quando se transformou em mais uma das milhares de vítimas da guerra no país. Aos 55 anos, em 19 de agosto de 2009, o brasileiro morreu vítima de um carro-bomba que explodiu perto do prédio da organização, em Bagdá.
Nascido em 15 de março de 1948, no Rio de Janeiro, Vieira de Mello era filho do embaixador Arnaldo Vieira de Mello e acompanhou seu pai em missões pelo mundo. Por mais de 30 anos, ele trabalhou na resolução de conflitos, ajudando na restauração da ordem em Kosovo em 1999 e a transição do Timor Leste para a independência da Indonésia, em 2002.
Leia mais (31/08/2010 - 02h40)
Vincent Thian/AP - 05.abr.00

O brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em ataque à antiga sede da ONU em agosto de 2003
31/08/2010 03:35 AM
No comando da maior potência mundial, o republicano George W. Bush defendeu piamente que o Iraque mantinha armas de destruição em massa escondidas e liderou a invasão ao país árabe em março de 2003. A empreitada marcou o início da decadência da popularidade de Bush, não apenas nos Estados Unidos, mas também no cenário internacional.
Veja 18 fotos que marcaram o governo de Bush
Lembre algumas frases que marcaram o governo Bush
Confira os fatos que marcaram a era Bush
Leia mais (31/08/2010 - 02h39)
Kevin Lamarque/Reuters - 6.jan.09

George W. Bush, aos 62, durante discurso em seu último mês como presidente "conservador com compaixão"
31/08/2010 03:35 AM
Os EUA conseguiram reduzir suas tropas no Iraque a menos de 50 mil até 31 de agosto, mas há dúvidas de que o presidente Barack Obama conseguirá cumprir a promessa de retirar todas as tropas americanas do país até o fim de 2011. O então presidente americano George W. Bush lançou a invasão liderada pelos EUA em 2003, que derrubou o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein. Mas a Guerra do Iraque tornou-se cada vez mais impopular entre os americanos, com o aumento das baixas entre soldados dos EUA. Em 18 de agosto deste ano, o Departamento de Defesa informou que 4.419 soldados americanos tinham sido mortos desde a invasão em 2003. Leia mais (31/08/2010 - 02h38)
31/08/2010 03:35 AM
O ex-ditador iraquiano Saddam Hussein comandou um regime de terror e violência contra seus inimigos e empreendeu guerras contra os países vizinhos. Cultuado como "grande dirigente" pelos sunitas e seus aliados, ele passou meses escondido em um sótão no Iraque após ser deposto. Após ser capturado pelas forças americanas, foi condenado à morte e enforcado.
Saddam nasceu em 28 de abril de 1937 no vilarejo de Al Awja, próximo à cidade de Tikrit (150 km de Bagdá), às margens do rio Tigre. Ficou órfão de pai e foi criado pelo tio materno. Ajudava a mãe como pastor, antes de se mudar para Bagdá na adolescência, onde iniciou sua vida política ainda aos 19 anos, ao se filiar ao partido socialista árabe Baath --banido após sua queda.
Leia mais (31/08/2010 - 02h37)
Lazim Ali-91/Reuters

Fotografia mostra o ditador Saddam Hussein na região de Anbar (Iraque), no fim da Guerra do Golfo
31/08/2010 03:35 AM
Cinco meses depois de uma eleição que deveria marcar o caminho rumo à democracia, a população iraquiana ainda não sabe quem será seu primeiro-ministro. Após consecutivas promessas de apoio e rompimentos, as alianças políticas do Iraque não conseguiram superar as profundas diferenças étnicas para formar uma coalizão de governo. Os legisladores já cancelaram ao menos duas sessões previstas no Parlamento em julho passado por não haver acordo sobre os principais postos do gabinete e continuam sem aprovar nenhuma medida até que se defina o cenário. O primeiro-ministro interino, Nouri al Maliki, disse querer ficar no poder e desafiou as outras alianças a encontrar um candidato melhor. Leia mais (31/08/2010 - 02h35)
31/08/2010 03:35 AM




