Agência Estado Foto: Divulgação A exposição "Maldicidades - Marco Zero", que Miguel Rio Branco inaugura amanhã no Museu da Imagem e do Som (MIS), é apenas o primeiro de uma série de eventos em torno do artista, colocando-o em posição de destaque no circuito paralelo e oficial da 29ª Bienal de São Paulo. Com fotografias, vídeos e instalação, a mostra do MIS se debruça sobre as cidades, revelando um olhar plural, ao mesmo tempo poético e crítico. Rio Branco, que vê as metrópoles "como casos terminais", registrou-as de forma tão intensa e distinta ao longo de décadas que planeja transformar todo esse material em livro, a ser editado em breve pela Cosac Naify. "É uma forma de me libertar dessa temática, de colocar um ponto final nessa produção toda, criando algo que faça sentido", afirma. Também por isso o artista ? que há anos mudou-se para a região serrana do Rio de Janeiro ?, considera que a abertura de um pavilhão dedicado à sua obra em Inhotim, Minas Gerais, previsto para acontecer em 23 de setembro, seja de longe o fato mais importante de sua trajetória recente. A possibilidade de exibir um conjunto amplo e denso de trabalhos, de forma orquestrada e num centro de excelência que se encontra afastado dos eixos metropolitanos é para ele motivo de contentamento. "Desde os anos 70 que sonho com coisas feitas fora das grandes metrópoles caindo aos pedaços", afirma. No pavilhão serão expostos diversos trabalhos inéditos ou raramente vistos, como "Diálogos com Amaú" (mostrado na Bienal de 1983); "Entre os Olhos o Deserto" e "Tubarões de Seda" (este último exibido apenas na Holanda). Algumas peças serão permanentes e outras trocadas de tempos em tempos. "Gostaria muito que fosse uma coisa viva", afirma Rio Branco sobre Inhotim. Quanto à sua participação na Bienal, com a exibição do filme "Nada Levarei quando Morrer, Aqueles que me Devem, Cobrarei no Inferno" ? que também estará em Inhotim ?, pode-se afirmar que ela é pontual porém bastante simbólica, levando em consideração a ênfase dada pelo evento à relação entre arte e política. Maldicidades - Marco Zero. MIS (Av. Europa, 158). Tel. (011) 2117-4777. 12h/19h (dom., 11h/18h; fecha 2ª). R$ 4 (dom., grátis). Até 31 de outubro de 2010. Abertura para o público na quarta-feira, 1º de setembro.
30/08/2010 11:27 AM
Agência Estado Mais de 6 mil contribuições depois, termina amanhã a consulta pública que colhe sugestões para a reforma da Lei do Direito Autoral. Pelo menos num ponto o governo vai recuar: vai mudar a redação (ou extinguir) do artigo que trata das licenças não voluntárias ? a possibilidade de o uso de uma determinada obra (literária ou de artes visuais) ser liberada à revelia do autor, com a autorização do presidente da República. José Luiz Herência, secretário de políticas culturais do MinC, disse que, assim que o ministério tiver em mãos um "texto de qualidade", o governo vai enviá-lo ao Congresso. Isso deve ocorrer ainda este ano, entre outubro e novembro. "Foram 80 reuniões públicas para a gente fazer a minuta ? note bem que é uma minuta que está em consulta pública, não é um anteprojeto. Depois disso, foram cerca de 80 dias de debate público", argumentou. Os balanços não são convergentes. O principal adversário da proposta governamental, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos (Ecad), informou que sua assessoria de imprensa monitorou desde o início da consulta pública as sugestões à lei, no site do MinC, e que o balanço até a semana passada era desfavorável à intenção de mudar: 79% das manifestações eram totalmente contrárias ao projeto, concluiu o balanço do Ecad. "Como vai ao Congresso um projeto de lei com essa falta de aceitação?", indagou Gloria Braga, superintendente do Ecad (entidade cuja sobrevivência, temem os afiliados, estaria comprometida com a manutenção da redação). Já o governo tem análise diferente. Disse que setores que tradicionalmente não são afeitos ao debate, e que são desfavorecidos pela atual lei, entraram na discussão. "Apesar das tentativas ideológicas de interditar o debate, a necessidade de mudança foi reafirmada e consagrada", afirmou Herência. "O que dá qualidade ao debate é justamente tudo isso que chega como crítica, como sugestão." A nova legislação deve propor a regulação das cópias de obras de arte, descriminalizando o uso individual e organizando a cobrança de cópias de livros, por exemplo. Atualmente, se um professor exibe um DVD para a sua classe está na ilegalidade. A cópia de conteúdo musical para iPods também é ilegal. A nova lei pretende regularizar essa situação.
30/08/2010 11:03 AM
Daniella Franco, especial de Paris Foto: Daniella Franco Foi com uma performance épica, sob uma chuva torrencial, que Arcade Fire fechou, ontem à noite (30), um dos festivais de música mais importantes da Europa, o Rock en Seine, na França. Realizado anualmente desde 2003, na região parisiense de Domaine de Saint-Cloud, o evento contabilizou 105 mil espectadores em três dias. ?Você canta no chuveiro? Essa noite havia 35 mil pessoas no box?, define Samuel Degasne, responsável pelo blog do festival. Se o mau tempo interrompeu a apresentação do Arcade Fire por cerca de dez minutos graças à chuva intensa, o público se manteve impassível ao dilúvio. Como recompensa, a volta da trupe canadense transformou o hit ?Wake Up? em uma performance que uniu grupo e espectadores, num momento único que entra para a história dos grandes espetáculos musicais da Europa. O encerramento do Rock em Seine esteve de acordo com o desenrolar de um evento de grandes bandas, apresentações memoráveis e ótimas descobertas ? tentativa de definir uma edição que trouxe Queens of the Stone Age, Massive Attack, Blink 182, Cypress Hill, The Kooks, Foals e, em uma só noite, Eels, Beirut, Ting Tings e Arcade Fire. No total, foram quase 50 shows divididos entre os três palcos dos 460 hectares do parque. Quando um ingresso vale ouro Na tarde de sexta-feira, uma multidão de jovens já lotava as saídas das linhas do metrô parisiense nos arredores. Nas cercanias do evento, cambistas procuravam sem sucesso por ingressos à venda na massa que se movimentava em direção aos portões. Busca em vão, já que há duas semanas a lotação do Rock en Seine chegou ao limite. Na fila para a entrada, uma confusão. ?Segurem essa pessoa! Ela roubou o meu ingresso?, um jovem grita desesperadamente, correndo atrás de uma garota que, numa ágil fuga, desaparece na multidão. Nesse clima de ansiedade e de intensa energia começa o primeiro dia do Rock en Seine 2010. Funcionários amarram nos braços dos espectadores as pulseiras que dão acesso ao espaço do festival, ?porque uma dessas está valendo mais que ouro agora?, se justifica uma das organizadoras. Efetivamente, nesse momento de ânimos acirrados e lotação esgotada, um ingresso está valendo muito mais que os 99 euros cobrados pelos três dias do festival: é a entrada para um dos eventos mais disputados da Europa. Kele Okereke, vocalista do Bloc Party, inaugura a programação à tarde. Num show iluminado pelos únicos momentos de sol e calor de um dia chuvoso, o cantor mostra a razão da insistência de dar continuidade a sua antiga banda ? na estreia de seu primeiro álbum solo, The Boxer, Kele prova que sozinho pode ser um showman. No final, uma multidão corre para outro lado: é a vez do grupo Foals monopolizar as atenções. O quinteto inglês é uma das promessas do rock atual com uma musicalidade tão original quanto a qualidade de sua performance. ?Cassius? encanta o público até o final do show, que tem ?Olimpic Airways? e ?Red Socks Pugie? como o ápice de uma das melhores atrações da primeira noite. Uma voz metálica ecoa pelo Domaine de Saint Cloud: é a vocalista Deborah ?Skin? Dyer que chama os espectadores para o palco principal a fim de presenciar o rock incomparável de Skunk Anansie ? a melhor surpresa da sexta-feira. Em seguida, os ingleses do The Kooks fazem um show um tanto óbvio, que nada difere das outras performances do grupo nos últimos anos. De toda a forma, as baladas pop do primeiro álbum, Inside in/Inside out, como ?Naive? e ?She Moves in Her Own way? e do segundo, Konk, como ?Do you wanna? e ?Always where I need to be?, são suficientes para animar a plateia majoritariamente adolescente. Cypress Hill assume o festival logo depois e divide o publico entre o seu respeitável hip-hop e o rock do Black Rebel Motorcycle Club. No entanto, à parte da qualidade do show dessas duas atrações, o Blink 182 é a grande atração da primeira noite. ?O Rock en Seine desse ano é do Blink 182?, afirma, eufórico, o fã Maxime Grizzard, que diz ter vindo para o festival especialmente para acompanhar a recente volta do grupo de punk rock norte-americano. De fato, o trio é a unanimidade dos adolescentes aos adultos presentes. O palco principal lota rapidamente e o público vai ao delírio com o hit ?What's my age again??. O sábado na idade da pedra Se o Blink 182 monopolizou o primeiro dia, o sábado se dividiu entre Queens of the Stone Age e Massive Attack. Anunciado como uma das principais atrações do evento, foi impossível ficar alheio ao stoner rock do quinteto norte-americano. ?Little Sister? e ?No One Knows? agitaram o início da noite dos roqueiros. A francesa Joy Reznik assiste à performance do grupo pela quinta vez e explica que a apresentação Queens of the Stone Age é típica de um festival: ?Eles tocaram todos os clássicos da banda e souberam fazer um show que agrada tanto os grandes admiradores como quem não é fã?. Para ela, que acompanha a banda pelos shows e festivais na Europa, a sugestão aos brasileiros que assistirão à banda no dia 11 de outubro, no festival SWU, em São Paulo, é a faixa ?Burn the Witch?. Massive Attack, outro destaque da noite, fez seu show tradicionalmente engajado às causas político-sociais. Com uma zelosa adaptação ao público francês, as mensagens de protesto geralmente difundidas em inglês nos luminosos da cena foram traduzidas para a língua dos anfitriões. Do célebre álbum Mezzanine, o grupo de trip hop selecionou as unânimes ?Teardrop?, ?Angel?, ?Inertia creeps? e ?Risingson?. Já do novo disco, Heligoland, apareceram ?Splitting the atom?, ?Girl, I love you? e ?Atlas air?. A vocalista Martina Topley-Bird ainda apresentou uma faixa inédita e a atração contou também com a voz elástica de Deborah Miller, presente em algumas turnês do grupo. A grande decepção do dia ficou por conta do Stereophonics, que só conseguiu levantar a plateia nos sucessos ?Maybe Tomorrow? e ?Mr. Writer?. O espectador Rémy Juliat abandonou o palco principal no meio do show porque achou a apresentação muito apagada. Ele não foi o único: uma boa parte do público preferiu guardar seu lugar para ver Two Door Cinema Club no outro palco. De fato, quem apostou nos jovens irlandeses não se decepcionou. O grupo de indie rock tocou quase todas as músicas do seu primeiro álbum, Tourist History, que conquistou a crítica francesa. Mas o Rock en Seine também viveu seus momentos de nervosismo. Quando o empresário de Jónsi, cantor e guitarrista do grupo islandês Sigur Rós, subiu ao palco minutos antes do show começar, a plateia se agitou temendo mais um cancelamento. Afinal, o histórico do festival já registra a baixa de Amy Winehouse em 2008; e o fim do Oasis, depois de uma violenta briga dos irmãos Noel e Liam Gallagher no ano passado. Felizmente, o aviso do empresário não foi tão catastrófico: por conta de um imprevisto, o equipamento de Jónsi foi parar em Portugal, o que deu origem a um improvisado, mas impecável show acústico. O rock à prova d'água O último dia de festival começou fervendo ao som do blues rock do Eels e pela briga por espaço entre os espectadores do palco principal: todos queriam garantir o melhor lugar para a sequência de shows que reunia Beirut, Ting Tings e Arcade Fire. Zach Condon acalmou a ansiedade do público com as melodiosas canções de Beirut. Impossível não balançar ao som de ?Gulag Orkestar?, ?Nantes? e ?Postcards from Italy?, as mais aplaudidas da apresentação. ?Vocês estão ansiosos para o show do Arcade Fire?? ? e Condon reinstala o clima de impaciência no Domaine de Saint-Cloud. A partir desse momento, a multidão se nega a sair do lugar. Na sequência, o duo inglês The Ting Tings mostra o quanto evoluiu em termos de mise-en-scène. Se há um ano Jules De Martino e Kate White pouco interagiam com a plateia, no palco do Rock en Seine nem o tombo que a cantora levou a intimidou. De presente, os espectadores ainda ganharam a performance de ?Hands?, single do novo álbum da dupla, previsto ainda parte esete ano. Às 22h, o Arcade Fire finalmente entrou em cena, sob uma rajada de vento que não assustou os fãs, transformados em uma imensa massa compacta que se aglomerava até onde os limites do parque permitiam. Foi em estado de êxtase que os espectadores cantaram ?No Cars Go?, ?Neighborhood #2? e ?Keep the Car Runing?. Do álbum lançado esse ano, os canadenses também apresentaram ?The Suburbs?, ?Ready to Start? e ?We used to wait?, momento em que o dilúvio lavou Paris. Os membros da banda ainda tiveram a nobre atitude de não interromper a faixa e terminá-la, encharcados, lamentando uma inevitável pausa para não causar um acidente. Após uma impaciente espera, ?Wake Up? finalizou precocemente o espetáculo, com menos de uma hora de duração. O momento de angústia e euforia para os fãs que protagonizaram um coral de 35 mil vozes foi também o encerramento sublime de um festival à prova d'água.
30/08/2010 10:26 AM
Guss de Lucca, iG São Paulo Foto: Getty Images Apesar de não levar o prêmio principal, Glee colocou todo mundo para dançar na abertura da 62ª edição do Emmy. Além de membros da série e do apresentador Jimmy Fallon, o número musical contou com a participação de astros de outros seriados como Tina Fey, de 30 Rock, John Hamm, de Mad Men, e Jorge Garcia, de Lost, além de uma breve aparição do consultor de moda Tim Gunn, que reproduz em Fallon o visual de Bruce Springsteen no álbum Born in the USA. Considerado o Oscar da televisão nos Estados Unidos, o Emmy se difere da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas por dividir as categorias principais em duas: comédia e drama. Campeão em indicações de drama desta edição, Mad Men levou o prêmio principal em sua categoria, enquanto Glee, principal indicado aos Emmys de série cômica, perdeu para o seriado Modern Family ? que ainda levou o prêmio de melhor ator coadjuvante com Eric Stonestreet. Na categoria comédia, Jim Parsons ficou com o troféu de melhor ator por seu papel em Big Bang Theory, enquanto Edie Falco foi eleita melhor atriz pela comédia Nurse Jackie. Já na categoria drama os Emmys principais ficaram com Bryan Cranston, por Breaking Bad, e Kyra Sedgwic, por The Closer. Entre os prêmios para filmes feitos para a televisão os grandes vencedores foram as cinebiografias. Temple Grandin, que retrata a vida da cientista autista Temple Grandin, levou os Emmys de melhor filme, atriz (Claire Danes), ator coadjuvante (David Strathairn) e atriz coadjuvante (Julia Ormond), enquanto You Don't Know Jack, que retrata o polêmico médico Jack Kevorkian (conhecido como Dr. Morte), ficou com os troféus de melhor ator (Al Pacino) e melhor roteiro. O prêmio de melhor minissérie foi entregue para The Pacific, que retrata a batalha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. O Emmy foi recebido por um de seus produtores, o ator Tom Hanks. Das 24 indicações que havia recebido, The Pacific ficou com oito, principalmente em categorias técnicas. Na mesma noite, o ator George Clooney ganhou o prêmio humanitário Bob Hope pelo seu trabalho de ajuda ao Haiti. Em seu discurso, o galã lembrou a importância da TV não esquecer as vítimas de tragédias. "Quando um desastre acontece todo mundo quer ajudar, mas meses depois todos esquecem e isso significa que nós falhamos", disse. No momento In Memoriam do Emmy, em que atores e atrizes que morreram recentemente são lembrados, a cantora Jewel apresentou a canção "The Shape of You", escrita para um amigo que morreu de câncer, enquanto imagens dos homenageados foram transmitidas ? entre estes estavam Corey Haim, Peter Graves, Gary Coleman e Dennis Hopper. Veja abaixo os vencedores nas principais categorias: Série - comédia Série - drama Melhor atriz em série - comédia Melhor ator em série - comédia Melhor atriz coadjuvante em série - comédia Melhor ator coadjuvante em série - comédia Melhor atriz em série - drama Melhor ator em série - drama Melhor atriz coadjuvante em série - drama Melhor ator coadjuvante em série - drama Filme feito para a televisão Minisséries
Curb Your Enthusiasm
Glee
Modern Family
Nurse Jackie
The Office
30 Rock
Breaking Bad
Dexter
The Good Wife
Lost
Mad Men
True Blood
Lea Michele, Glee
Julia Louis-Dreyfus, The New Adventures of Old Christine
Edie Falco, Nurse Jackie
Amy Poehler, Parks and Recreation
Tina Fey, 30 Rock
Toni Colette, The United States of Tara
Jim Parsons, Big Bang Theory
Larry David, Curb Your Enthusiasm
Matthew Morrison, Glee
Tony Shalhoub, Monk
Steve Carell, The Office
Alec Baldwin, 30 Rock
Jane Lynch, Glee
Julie Bowen, Modern Family
Sofia Vergara, Modern Family
Kristen Wiig, Saturday Night Live
Jane Krakowski, 30 Rock
Holland Taylor, Two and a Half Men
Chris Colfer, Glee
Neil Patrick Harris, How I Met Your Mother
Jesse Tyler Ferguson, Modern Family
Eric Stonestreet, Modern Family
Ty Burrell, Modern Family
Jon Cryer, Two and a Half Men
Kyra Sedgwick, The Closer
Glenn Close, Damages
Connie Britton, Friday Night Lights
Julianna Marguilies, The Good Wife
Mariska Hargitay, Law & Order: Special Victims Unit
Bryan Cranston, Breaking Bad
Michael C. Hall, Dexter
Kyle Chandler, Friday Night Lights
Hugh Laurie, House
Matthew Fox, Lost
Jon Hamm, Mad Men
Sharon Gless, Burn Notice
Christine Baranski, The Good Wife
Christina Hendricks, Mad Men
Rose Byrne, Damages
Archie Panjabi, The Good Wife
Elisabeth Moss, Mad Men
Aaron Paul, Breaking Bad
Martin Short, Damages
Terry O'Quinn, Lost
Michael Emerson, Lost
John Slattery, Mad Men
Andre Braugher, Men of a Certain Age
Masterpiece Daybreak
Georgia O'Keeffe
Moonshot
The Special Relationship
Temple Grandin
You Don't Know Jack
The Pacific
Return to Cranford
30/08/2010 12:02 AM
Agência Estado Foto: Divulgação O dramaturgo Ary Fernandes, autor da série televisiva dos anos 1960 O Vigilante Rodoviário, morreu em São Paulo na manhã deste domingo. Ele estava internado no hospital estadual do Mandaqui, mas o centro médico não quis informar a causa do falecimento. Em entrevista em dezembro, quando uma caixa de DVDs do programa foi lançada, Fernandes conversou com o iG. "Achavam-me um sonhador, idealista", recordava ele. "O que eu recebia para produzir um episódio da minha série era o mesmo que era pago como cachê de um único capítulo ao protagonista de uma série americana. Uma vez, durante as filmagens, um diretor de cinema de lá veio ver nosso trabalho. Ao deparar-se com a nossa realidade, me disse: 'Vocês não fazem cinema. Vocês fazem milagres!'" O corpo de Fernandes está sendo velado no cemitério Chora Menino, em Santana, na zona norte da capital paulista. O evento é aberto para familiares e fãs. O enterro está marcado para as 11h desta segunda-feira.
29/08/2010 08:53 PM
Reuters Foto: Divulgação O longa O Último Exorcismo superou a estréia de Takers e encerrou sua segunda semana de reinado sobre Os Mercenários, de Sylvester Stallone, nas bilheterias do final de semana dos Estados Unidos neste domingo. Com a lucrativa temporada de verão norte-americana para o cinema chegando ao fim, os blockbusters têm cedido os holofotes para gêneros de baixo orçamento. O terror O Último Exorcismo, filmado em estilo de documentário com um grupo de atores desconhecidos, faturou estimados 21,3 milhões de dólares durante os primeiros três dias de estréia, disse a distribuidora Lionsgate. O longa bateu o filme Takers, da Sony Pictures, que ficou com 21 milhões de dólares. Os números podem mudar nesta segunda-feira, quando os resultados finais forem anunciados. Os filmes ficaram acima das expectativas e rapidamente se tornaram lucrativos. Mulheres contabilizaram 52 por cento da audiência para ambos. O Último Exorcismo foi produzido de maneira independente, com cerca de 2 milhões de dólares, e adquirido pela distribuidora Lionsgate por um valor similar. Mas o filme ganhou uma fraca nota "D" em pesquisas conduzidas pela Cinemascore, empresa responsável por monitorizar a reacção do público às produções de Hollywood, de acordo com a Lionsgate. "Estamos chocados", disse David Spitz, presidente da distribuidora local da companhia, observando que o longa obteve boas críticas. Takers, cujo elenco inclui Matt Dillon, Paul Walker e Idris Elba, custou cerca de 32 milhões de dólares. Uma novidade foi o relançamento de Avatar, maior filme de bilheteria da história, que ficou na 12a colocação com, 4 milhões de dólares em um circuito limitado de 862 salas 3D. A ficção científica da 20th Century Fox, com mais nove minutos de filme, foi "estritamente para os fãs", disse uma autoridade do estúdio. O total arrecadado já chega a 753,8 milhões de dólares. Enquanto isso, Os Mercenários, da Lionsgate, escrito, dirigido e estrelado por Sylvester Stallone, escorregou para o terceiro lugar na América do Norte com 9,5 milhões de dólares, para um valor total de 82 milhões de dólares depois de três semanas. 
29/08/2010 07:26 PM
iG São Paulo Em sua primeira passagem pelo país, o cantor Lionel Richie não quis saber de novidades e montou uma apresentação digna de seus fãs, que compareceram na noite de sábado para assistí-lo no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Deixando de lado as canções de seu mais recente trabalho, Just Go, lançado em 2009, o artista de 61 anos brindou a plateia com sucessos como "Easy", "My Love", "Hello" e a cultuadíssima "All Night Long", que só surgiu no bis, que também contou com uma versão mais animada de "We Are The World". Hoje o músico se apresentar no HSBC Arena do Rio de Janeiro.
29/08/2010 11:04 AM
BBC Brasil Um vaso sanitário que pertenceu a John Lennon foi leiloado na noite do sábado por 9.500 libras (cerca de R$ 25.750) em Liverpool, na Grã-Bretanha. O vaso de porcelana foi usado pelo ex-Beatle durante os três anos em que ele viveu em Tittenhurst Park, no condado de Berkshire (centro-sul da Grã-Bretanha), entre 1969 e 1972. Lennon havia dado a privada ao pedreiro John Hancock, após ele instalar um novo vaso em sua casa, sugerindo a ele que o usasse como "um vaso para plantas". Antes do leilão, esperava-se que o vaso sanitário fosse vendido por cerca de mil libras (R$ 2.710). A privada havia sido guardada na garagem de Hancock por quase 40 anos, até sua morte recentemente. Álbum raro Outros itens leiloados no sábado no Paul McCartney Auditorium, em Liverpool, incluem um dos mais raros discos de Lennon. Uma cópia do álbum Two Virgins, gravado em mono em parceria com Yoko Ono, foi vendido por 2.500 libras (R$ 6.775). O álbum, lançado em novembro de 1968, ficou famoso por ter sido vendido dentro de um saco de papel marrom para cobrir a polêmica capa que mostrava Lennon e Yoko nus. Uma gaita que pertenceu ao filho de Lennon, Julian, também foi vendida por 2.500 mil libras. Lennon também havia dado a gaita a Hancock, dizendo que o filho pequeno o deixava louco tocando-a o tempo todo pela casa.
29/08/2010 08:50 AM
Guss de Lucca, iG São Paulo Foto: Luciano Trevisan Um descampado a perder de vista e poeira, muita poeira. Essas foram as principais características que marcaram a visita monitorada que a organização do SWU Music and Arts Festival concedeu à imprensa nesta quinta-feira (26.08), detalhando o local onde se apresentarão bandas como Rage Against The Machine, Linkin Park e Queens of the Stone Age, para um público esperado de 180 mil pessoas em três dias. Localizado a 15 quilômetros do centro de Itu, no interior de São Paulo, o Pesqueiro e Pousada Maeda já tem em seu currículo eventos musicais, mas nenhum com a dimensão do festival que abrigará nos dias 9, 10 e 11 de outubro. De acordo com Milkon "Mac" Chriesler, diretor geral do SWU, a fazenda foi escolhida por atender requisitos importantes, como a proximidade com grandes centros e a capacidade de abrigar um evento desse porte. Apesar de pouco alterada, a paisagem que ocupa grande parte das terras do Pesqueiro Maeda começam a passar por mudanças na próxima semana, tendo início com as estruturas hidraulicas e elétricas. "O tempo de montagem da estrutura do festival deve durar 30 dias. Além dos palcos, tendas e demais espaços, estamos abrindo três novas entradas e teremos três pontos de estacionamentos", explica. Música, comunidade e imaginação Enquanto caminha, Mac aponta os locais onde estarão dispostas as três arenas que formam o SWU. Quem pisa no local pela primeira pode ter dificuldade em imaginar o enorme descampado tomado pelas 60 mil pessoas esperadas por dia. Aqueles que optarem por chegar pela entrada principal da fazenda Maeda, localizada no quilômetro 18 da rodovia Santos Dumont (SP 75), vão se deparar com o Palco Oi Novo Som, em que serão apresentadas bandas do cenário da música independente no país, as tendas de música eletrônica e o "village", um espaço dedicado a exposições de arte e atividades ligadas a sustentabilidade, tema principal do festival - é nessa área que, de acordo com o diretor do evento, os participantes poderão carregar seus aparelhos de telefone celular em uma ilha de energia solar, além de usufruir de um centro de reciclagem e uma praça de alimentação vegetariana. Os palcos principais serão demarcados por uma cerca natural, cada um com 80 metros quadrados. Do outro lado do espaço, a mata fechada servirá de entrada para quem deixar o carro no estacionamento premium. "Planejamos algumas ações especiais nesse caminho", conta Mac. Comparações com o SWU e o festival de Woodstock não deixam de ter algum fundamento. Além do camping e da mescla de artistas diferentes, o evento brasileiro conta com a curadoria do norte-americano Michael Lang, um dos quatro organizadores do cultuado festival sessentista. De acordo com Mac, apesar da semelhança de conceito, o festival de 1969 tentou criar um movimento diferente do SWU, que é focado na consciência ecológica - fator que inclusive foi decisivo na escolha de suas atrações. Serviço SWU
"Estamos fazendo um festival de música, não de rock ou pop. A música está em primeiro lugar. E o ambiente permite que o cara assista ao show da banda que gosta e dê uma volta para aproveitar outras coisas enquanto espera por outra atração", diz o organizador.
Quem optar por se hospedar no camping da Fazenda Maeda, com capacidade para 8 mil barracas, terá direito a desfrutar de outras atrações do local, como o jardim japonês, cujo acesso aos visitantes só será permitido por um teleférico.
"O legal é que as pessoas acampadas fazem o seu próprio evento: sempre aparece alguém com uma bola, um violão, e por alguns dias você acaba ganhando novos vizinhos, conhecendo gente interessante. É uma experiência única que eu recomendo", conta Mac, que já participou de diversos campings em festivais no exterior.
Mas o camping da pousada Maeda não é o único destino dos participantes do festival. Outros
campings da cidade de Itu e região devem receber mais 30 mil pessoas, cujo acesso ao evento será facilitado por translados diretos, que visam minimizar o uso de carros na região.
Woodstock brasileiro
"Num primeiro momento abordamos diretamente os artistas e explicamos a mensagem do festival, caso do Rage Against the Machine, cujos integrantes decidiram que era o momento para tocar no Brasil e pela primeira vez permitiram que seu show seja transmitido via broadcast ao vivo ", explica.
Num segundo momento a organização foi atrás de músicos que tivessem disponibilidade na agenda, e apesar do sucesso nas buscas, Mac revela que um deles foi descartado por não se interessar pelo tema e exigir um destaque maior dentro do festival - o que não inviabilizou sua vinda ao país no período (Rush? Bon Jovi?).
Mas foram nomes como Dave Matthews Band, Linkin Park e Queens of the Stone Age que chamaram a atenção de outros festivais, como o norte-americano Coachella, cuja organização enviou um e-mail parabenizando a equipe do SWU pela repercussão alcançada, e o britânico Glastonbury, que garantiu a participação de seus integrantes no evento brasileiro.
Apesar de já ter divulgado a maior parte de suas atrações, Mac garantiu que em breve mais um artista internacional de peso será anunciado, assim como uma atração nacional de grande importância.
Local: Pesqueiro e Pousada Maeda
Rodovia SP 75 (Santos Dumont) Km 18 - Itu /SP
Data: 9, 10 e 11 de outubro de 2010
Abertura dos portões: 12h00
Encerramento das atividades: 02h00
Atrações já confirmadas
Dia 09: Rage Against the Machine, The Mars Volta, Mutantes, Infectious Groove e Black Drawing Chalks. Tenda eletrônica: DJ Marky, The Twelves, Killers on the Dance Floor e Glocal.
Dia 10: Dave Matthews Band, Kings of Leon, Regina Spektor, Sublime with Rome, Joss Stone, O Teatro Mágico, Capital Inicial e Jota Quest. Tenda eletrônica: DJs Sharam, Roger Sanchez, Markus Schulz, Life is a Loop, Mario Fischetti, Sander Kleinenberg e Nick Warren.
Dia 11: Queens of the Stone Age, Linkin Park, Incubus, Pixies, Avenged Sevenfold, Cavalera Conspiracy, Yo La Tengo, Rahzel e Gloria. Tenda eletrônica: DJ Erol Alkan, Gui Boratto, Anderson Noise. Palco Oi: Cansei de ser Sexy.
Ingressos:
Pista Comum
R$ 105,00 (meia entrada)
R$ 210,00 (inteira)
Área Premium
R$ 290,00 (meia entrada)
R$ 580,00 (inteira)
Passaportes:
Pista Comum (para os 3 dias de evento)
R$ 285,00 (meia-entrada)
R$ 570,00 (inteira)
Pista Premium (para os 3 dias de evento)
R$ 840,00 (meia-entrada)
R$ 1.680,00 (inteira)
Vendas pela internet (Ingresso Rápido - www.ingressorapido.com.br), telefone (4003-1212 - de segunda a sábado, das 9h às 22h e domingos e feriados das 11h às 19h) e nos pontos credenciados por todo o Estado de São Paulo e nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói (RJ), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Joinville (SC), Belo Horizonte (MG), Juiz de Fora (MG), Uberlândia (MG), Uberaba (MG), Brasília (DF), Goiânia (GO, Salvador (BA), Lauro de Freitas (BA), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).
Classificação etária: 14 a 15 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais, a partir de 16 anos desacompanhados.
28/08/2010 01:09 PM
Guss de Lucca, iG São Paulo Foto: Luciano Trevisan No ano em que comemora seu quarto centenário a cidade de Itu, no interior de São Paulo, se prepara para receber o maior evento de música que o país já abrigou. Com expectativa de público de 180 mil pessoas em três dias de evento, o SWU Music and Arts Festival tem mobilizado toda a região, que deve usufruir do aumento de turistas nos dias 9, 10 e 11 de outubro. De acordo com Milkon "Mac" Chriesler, diretor geral do SWU, existe a expectativa que esse seja apenas o primeiro de muitos, mas isso só o tempo dirá. Os governantes e comerciantes de Itu torcem para que isso aconteça.
De acordo com Osmar Barbosa, secretário de turismo de Itu, a expectativa é que o evento aqueça em 15% a economia local, cuja rede hoteleira já desfruta de ganhos provenientes do festival - todos os hoteis e grande parte dos campings da região não têm mais vagas, mesmo com o aumento selvagem de suas diárias, que chegam a custar 300% a mais de seu preço habitual.
"Se pensarmos em 60 mil pessoas por dia, é quase como ter outra cidade vindo para cá", explica o secretário, revelando que a procura tem até estimulado moradores a alugar suas casas para os turistas.
O diretor da Secretaria de Turismo, Benedito Ramos, afirmou que eles têm recebido telefonemas de diversos locais do país em busca de ajuda para conseguir hospedagem. "Hoje ligou um grupo de Florianópolis. A cidade foi privilegiada pelo evento", diz.
O preço alto afastou o taxista Marcos Vinicius Bahia Rodrigues dos hoteis de Itu. Morador de Betim, em Minas Gerais, ele comprou um ingresso para o primeiro dia do SWU, para assistir ao show da banda Rage Against the Machine. "O preço dos hoteis estava muito acima do esperado então eu e meus amigos preferimos nos hospedar em Campinas", conta.
Mas não é apenas com os hóspedes que a economia de Itu promete se aquecer. O taxista Edésio de Souza, da Itu Radio Taxi, concorda com a importância do festival para a cidade. Trabalhando próximo a organização do evento, ele costuma fazer de cinco a seis corridas longas em noites desse tipo.
Edésio conta que para levar um cliente da Fazenda Maeda, onde ocorrerá o SWU, até a cidade de São Paulo, o valor cobrado é de R$ 250,00. "Às vezes a pessoa chega desacordada e precisamos pedir para a mãe pagar", revela.
Outra que não se incomoda com o surgimento desse tipo de festa é a comerciante Edna Maria Fullas, que trabalha na banca de souvenires Lembranção do Carmo, no centro de Itu, vendendo objetos em tamanhos avantajados que fazem a fama da cidade - Itu é conhecida pelos objetos de tamanho exagerado, dos quais se destacam um semáforo e um telefone público.
Ao lado da filha, Ivy Branco, ela disse não se preocupar caso o volume de eventos desse porte ocorra com mais frequência na cidade. "O mito de que em Itu é tudo grande atrai gente de todos os lugares. Eu sequer compreendo o idioma que muitos turistas falam", comenta
Indagada sobre a procura por hospedagem, a dona da banca afirma que não se incomodaria em abrigar alguém em sua própria casa. "Se bobear eu hospedo. Pagando bem ofereço até o quintal", afirmou a animada Ivy.
28/08/2010 01:02 PM
AE Foto: Divulgação Alfred Hitchcock tornou-se o mestre do suspense graças a um recurso simples e, ao mesmo tempo, engenhoso: em boa parte de seus filmes, um homem, apesar de inocente, é apontado como culpado por algum crime e só lhe resta a alternativa de provar a inocência. A primeira vez que o diretor exercitou tal estratégia foi em um filme de 1935, ainda em sua fase britânica, chamado Os 39 Degraus. O longa inspirou duas refilmagens e uma adaptação de sucesso para a Broadway, cuja versão nacional estreia neste sábado, no Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo. "Quando assisti à montagem em Nova York, há alguns anos, fiquei fascinado, mas duvidava que a produção pudesse chegar ao Brasil graças à sua complexidade", comenta o ator Dan Stulbach, que vive o protagonista Richard Hannay. De fato, apesar de contar com apenas quatro atores em cena (os demais são Danton Mello, Fabiana Gugli e Henrique Stroeter), a peça tem mais de 30 personagens, todos envolvidos na trama em que Richard Hannay é acusado de assassinar a linda agente secreta, com sotaque alemão, Annabela Schimit. "Isso exige um trabalho de grande precisão, envolvendo contrarregras e técnicos de iluminação", observa Stulbach. "Foi justamente essa mecânica, aliada a uma história engraçada, que me motivou a aceitar a direção", conta Alexandre Reinecke, que também viu a versão na Broadway, ficando igualmente empolgado. A peça exige, de fato, uma produção complexa. Ao tentar provar sua inocência, Richard Hannay foge para a Escócia, onde pretende investigar as informações passadas por Annabela. No caminho, cruza com diversas pessoas, especialmente Pamela, moça que desenvolve uma estranha forma de relacionamento com ele, pois ora o denuncia para a polícia, ora o ajuda na fuga. "Nessa correria, interpreto 13 personagens, o que me obriga a trocar de roupa em alguns segundos", conta Henrique Stroeter, que interpreta homens e mulheres. "É tudo tão maluco que, às vezes, eu assumo um personagem que já foi vivido por ele, instantes atrás", diverte-se Danton Mello, que também assume outra dúzia de papéis. A peça revive um gênero que marcou o cinema americano nos anos 1930 e 40, a screwball comedy, ou a comédia maluca, em que os diálogos são disparados como metralhadora. "Na verdade, apesar de manter até 80% dos diálogos do filme de Hitchcock, a peça é uma grande homenagem ao teatro", observa Reinecke. "É um desafio, pois apresenta várias técnicas e gêneros de cena, como o melodrama, a dupla de clowns, teatro de sombra, mímica e muita expressão corporal." Os 39 Degraus - Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569). Tel. (011) 3472-2229. 6ª, 21h30; sáb., 21h; dom., 19h. R$ 70/R$ 80. Até 28/11.
27/08/2010 07:48 PM
AE O diretor Mauro Vedia admite: sua relação com Mike Leigh já é quase obsessão. Primeiro, o uruguaio radicado em São Paulo montou A Festa de Abigaiu, mais famoso dos textos teatrais do diretor e autor britânico. Depois, em abril deste ano, adaptou Êxtase. E, agora, apresenta sua versão para Os Penetras. Com apresentação para convidados marcada para amanhã, e estreia para o público a partir de domingo, a peça é um dos textos mais cômicos do cineasta de Segredos e Mentiras. Foi escrita em 1988 e marca uma incursão do dramaturgo por dois gêneros clássicos: o vaudeville e a farsa. "Na verdade, a peça é uma paródia de tudo isso", explica Vedia. "Mike Leigh parte de uma situação pretensamente simples, da comédia mais rasteira, para tratar de conflitos ideológicos profundos." Conflitos que surgem no alvorecer da sociedade de consumo, durante os anos 1980. Na Inglaterra, durante a era Thatcher, alguns operários ascendem socialmente, cria-se uma classe de novos-ricos. Enquanto isso, o velho proletariado, que permaneceu estático em seu lugar, assiste deslumbrado a tudo aquilo que o dinheiro pode comprar e que lhes será sempre negado. Assim como nas obras anteriores de Leigh, o mote não poderia ser mais prosaico: um empregado de uma empresa de dedetização resolve invadir a casa do patrão durante as festas de fim de ano. Não contava com o retorno do chefe, que resolvera voltar antes da hora da estação de golfe, nem com o aparecimento súbito de seu filho, que roubara as chaves de casa para um encontro furtivo com a namorada. A situação serve para disparar uma série de encontros e desencontros, com direito a muitas entradas e saídas de dentro dos armários, como em uma ligeira comédia de variedades francesa. Os Penetras - Teatro Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71). Tel. (011) 3255-4380. 6ª, 21h30; sáb., 21 h; dom., 19 h. R$ 50/R$ 60. Até 28/11.
27/08/2010 03:58 PM




