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BBC Brasil

Parentes dos 33 mineiros presos fizeram filas para usar uma cabine especial de telefone

Parentes dos 33 mineiros presos fizeram filas para usar uma cabine especial de telefone. Cada um teve cerca de um minuto para conversar com os familiares.

Psicólogos que acompanham os trabalhadores presos desde o dia 5 na mina San José, no deserto do Atacama, pediram para os parentes dos mineiros que passassem mensagens otimistas.

O ministro da Mineração do Chile, Laurence Golborne, confirmou que o resgate dos mineiros deve durar entre três e quatro meses.

O início das operações de perfuração de um túnel que permitirá o resgate está marcado para ser iniciado nesta segunda-feira.

Ânimos 'fortalecidos'

O ministro da Saúde, Jaime Manalich, disse que o ânimo dos mineiros presos foi "fortalecido" graças aos telefonemas com os parentes.

Cada mineiro pode falar com um familiar por um período de um minuto.
"Foi muito emocionante ouvir a voz dele, forte e nítida, ele está animado. Mas foi uma das conversas mais curtas da minha vida", disse à BBC Antenor Barrios, pai do mineiro Carlos.

"Sinto felicidade, não dá para explicar...que felicidade depois de tanta espera e angústia", disse Maria Segovia, uma da irmãs de Dario.

Carola Narvaez, esposa de Raul, afirmou que seu marido se mostrou bem disposto e que os psicólogos aconselharam a ela e outros familiares a permanecerem calmos e não parecer tão emocionados durante as rápidas conversas.

Até agora, a troca de informações entre os mineiros e seus familiares vinha sendo feitas apenas através de cartas e alguns vídeos. Os mineiros estão soterrados há 24 dias.

Os contatos em tempo real foram feitos graças a um cabo telefônico enviado através de um dos três tubos introduzidos da superfície e que chegam até o espaço a 700 m de profundidade em que se encontram confinados os mineiros.

A linha foi recebida pelos mineiros e posta em funcionamento uma hora depois.

Perfuração
A máquina perfuradora de 30 toneladas, a Strata 950, que abrirá o buraco para o resgate, já está montada em cima do abrigo onde estão os mineiros, segundo e enviada especial da BBC à mina de San José Valeria Perasso.

Mas, ainda falta a chegada de uma parte do motor, que está na Alemanha e o transporte desta peça é demorado.

Golborne admitiu que o início das operações da perfuradora sofreu um atraso de pelo menos 12 horas.
"A instalação da máquina (perfuradora) foi completada, ela foi montada e esperamos começar a perfuração amanhã (segunda-feira)", explicou o ministro.

A máquina deverá perfurar um túnel que terá entre 60 e 70 centímetros de diâmetro e que deve percorrer os quase 700 metros de distância entre a superfície e o abrigo onde estão os 33 trabalhadores presos desde o dia 5 de agosto.

Os trabalhadores então seriam levados um a um em um cesto para a superfície.

Tédio

O governo do Chile decidiu enviar aos 33 trabalhadores novos instrumentos para aliviar o tédio: videogames, DVDs e tocadores de música em MP3 para entretê-los e mantê-los com o moral elevado.

A lista de objetos que os mineiros receberão nos próximos dias é bastante ampla, e vai desde consoles de PlayStation e projetores de filmes a meias com fios de cobre que protegem contra infecções de fungos e bactérias.

As autoridades acreditam que o envio dos produtos poderá ser um método para que os mineiros lutem contra sintomas de depressão ou moral baixo.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Jaime Mañalich, afirmou que cinco dos 33 mineiros apresentavam sinais de depressão. No sábado, porém, Mañalich afirmou que os sinais de depressão entre os cinco haviam diminuído.

Golborne confirmou que os engenheiros estão trabalhando para ampliar o diâmetro do terceiro túnel vertical de acesso pelo qual se enviam os objetos aos mineiros, dos atuais 10,2 centímetros para 30,5 centímetros, para que se possa baixar à mina objetos maiores.

Neste momento existem três sondas em operação para o envio de produtos básicos ? uma para oxigênio e as outras duas para alimentos, remédios, produtos de higiene pessoal e mudas de roupa.

Sobrevivência

Os mineiros estão presos desde o dia 5 de agosto, quando o principal acesso ao túnel da mina ruiu. Eles conseguiram se abrigar em um refúgio, com acesso limitado a água e comida, a quase 700 metros de profundidade.

A sobrevivência dos 33 mineiros só foi descoberta mais de duas semanas após o acidente, quando uma sonda chegou ao local onde eles estavam e voltou com um bilhete dos trabalhadores.

Segundo o correspondente da BBC James Reynolds, que está na entrada da mina San José, os parentes dos mineiros foram convocados a escrever mensagens aos seus familiares presos com a maior frequência possível, numa tentativa de manter seus ânimos em alta até o resgate.

Os mineiros também foram orientados a seguir um programa especial de exercícios e recreação nesse período para mantê-los fisicamente e mentalmente preparados para a longa espera.

Eles também receberam instruções para usar luzes para diferenciar o dia e a noite.

Na próxima semana, médicos da Nasa, a agência espacial americana, especialistas em manter astronautas com boa saúde durante longas missões em espaços confinados, devem chegar ao Chile para ajudar os médicos que acompanham os mineiros.

iG São Paulo

Neste sábado, foram identicados o corpo de um brasileiro e o documento de um outro brasileiro no local da chacina

Foto: AP

O prefeito do município mexicano de Hidalgo, no estado de Tamaulipas (nordeste), onde na terça-feira ocorreu o massacre de 72 imigrantes, foi assassinado neste domingo. "Acabam de matar o presidente municipal (prefeito) de Hidalgo", Marco Antonio Leal García, disse o funcionário da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Tamaulipas. Neste sábado, foram identicados o corpo de um brasileiro e o documento de um outro brasileiro no local da chacina.

Leal García, 49 anos, foi morto a tiros quando se deslocava por uma estrada de Hidalgo procedente de seu rancho. O prefeito viajava com sua filha, de quatro anos, que ficou gravemente ferida.

No dia 12 de agosto passado, o ex-prefeito de Hidalgo Cesareo Rocha Villanueva foi gravemente ferido em um atentado. Em 18 de março, a sede da prefeitura de Hidalgo sofreu um atentado com granadas que matou um policial. Hidalgo, cidade de 24 mil habitantes, está no centro do estado de Tamaulipas, a 90 km da capital, Ciudad Victoria.

O grupo de 72 imigrantes teria sido executado pelo Cartel Los Zetas, que tentou recruta-los para o narcotráfico. Após o massacre dos 72 imigrandes o governo federal deflagrou uma grande operação militar e policial em Tamaulipas.

Bombas 

Uma série de ataques com bombas atingiu o Estado de Tamaulipas. Quatro dispositivos explodiram na região num intervalo de apenas 24 horas deixando 17 feridos.

As explosões pareciam ter como alvo locais ligados a investigação das mortes dos imigrantes e, de acordo com correspondentes, a aparência é de que criminosos estão tentando paralisar os trabalhos para recolhimento de provas dos crimes.

Três bombas caseiras explodiram no sábado na cidade de Reynosa, onde fica a fazenda na qual os 72 corpos foram encontrados. Uma das bombas explodiu perto de uma igreja onde ocorria uma missa em homenagem às vítimas.

Segundo o repórter da BBC Greg Morsbach, quando as pessoas se reuniam para a missa, ouviram a explosão. Outras duas bombas foram detonadas perto do necrotério onde especialistas tentam identificar os imigrantes. A explosão feriu um policial e um civil além de ter destruído uma guarita em frente ao prédio.

De acordo com Morsbach, no último ataque, um homem foi visto atirando uma granada contra uma delegacia de polícia, que ficou muito danificada. Ainda na sexta-feira, outras duas bombas explodiram na capital do Estado de Tamaulipas, Ciudad Victoria, tendo como alvo a sede de um canal de televisão e os escritórios da autoridade responsável pelos transportes. Ninguém ficou ferido.

Los Zetas
A polícia afirma que os ataques tem todas as marcas registradas de ataques realizados pelo grupo de narcotraficantes Los Zetas, um dos cartéis mais violentos do México e apontado como o responsável pelas mortes dos imigrantes.

Até o momento, as autoridades mexicanas conseguiram identificar apenas 31 entre os 72 mortos. De acordo com a Procuradoria Geral de Justiça do México, foram identificados um brasileiro, 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos. As autoridades mexicanas também encontraram o passaporte de um brasileiro entre os objetos das vítimas. E, no sábado, o Itamaraty divulgou o nome do brasileiro identificado e o nome que consta no documento encontrado.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado entre as vítimas. Os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados na fazenda em Reynosa, onde ocorreu o massacre. No entanto, o corpo desta segunda vítima ainda não foi identificado. U

m sobrevivente da chacina, o equatoriano identificado apenas como Freddy, afirmou à polícia que os 58 homens e 14 mulheres estavam tentando ir para os Estados Unidos quando foram sequestrados pelo grupo de criminosos e mortos a tiros quando se recusaram a trabalhar para eles.

O sobrevivente está sob proteção em um hospital militar da Cidade do México. No entanto, um promotor que liderava a investigação sobre as mortes está desaparecido desde a quarta-feira. Promotores mexicanos afirmam que temem pela segurança do promotor Roberto Suarez desapareceu junto com um policial que o acompanhava.

*com informações da AFP e BBC Brasil

iG São Paulo

Perfuração destinada a resgatar os mineradores começa a ser feita nesta segunda-feira

Foto: AFP/ARIEL MARINKOVIC

Os 33 trabalhadores que desde o dia 5 de agosto estão presos em uma mina no norte do Chile "se mudaram" neste domingo para um setor mais seco e profundo da jazida, informou o ministro da Mineração, Laurence Golborne. O novo assentamento dos mineradores está a cerca de 300 metros do anterior, em um setor mais profundo, porém mais seco.

A 700 metros de profundidade os mineradores dispõem de um espaço de aproximadamente 1,5 quilômetros para se movimentar, podendo organizar adequadamente sua estadia na mina San José, com lugares para comer e se divertir e outros para dormir e guardar mantimentos.

As imagens que mostraram os soterrados em um vídeo gravado por eles mesmos, onde apareciam sem camisa e sujos de lodo, revelaram que o ambiente anterior era quente e muito úmido. Alguns, inclusive, apresentavam fungos em algumas partes do corpo e feridas que, embora tenham sido tratadas rapidamente, com remédios enviados da superfície, recomendavam a mudança para um local mais seco.

Johnny Barrios, um dos trabalhadores que tem conhecimentos de enfermagem, vacinou seus companheiros contra o tétano e a difteria. Nesta segunda-feira, serão imunizados contra pneumococos e na próxima quarta-feira contra todos os tipos de gripes, disse o Secretário de Saúde de Atacama, Raúl Martínez.

Pelo canal que são enviados os remédios foram enviados equipamentos para melhorar a qualidade de vida dentro da mina. Colchões infláveis, que permitirão isolar o solo úmido para dormir, meias soquetes com fios de cobre, que protegem de infecções por fungos e bactérias, xampu e tocas de banho foram alguns dos artigos enviados aos mineradores. Em breve, além de alimentos e água, serão enviados aparelhos para entretê-los, como videogames, MP3 players, um projetor de vídeos - com gravações de partidas de futebol - e jogos de dados.

Resgate

A perfuração para tentar resgatá-los começará na madrugada desta segunda-feira (30). As autoridades tinham o objetivo de iniciar as perfurações no sábado, mas os trabalhos atrasaram porque foi necessário reforçar o terreno onde está sendo colocada a máquina de 30 toneladas que será utilizada na escavação. "Estamos fazendo um reforço e pretendemos começar a operar com essa máquina já na segunda-feira", disse Andrés Sougarret, responsável pelo equipamento, a jornalistas.

Sougarret indicou que o conduto descerá 702 metros em linha reta até a galeria da mina San José, próxima a Copiapó (norte do Chile), na qual estão os mineradores presos. Segundo Sougarret, o resgate deverá se estender por um período que pode variar de três a quatro meses.

O ministro de Mineração, Laurence Golborne, confirmou que o governo analisa "ao menos dez opções diferentes" para o resgate, por instruções do presidente Sebastián Piñera, a fim de reduzir o prazo para a evacuação. "O presidente (Piñera) nos pediu para vermos outras opções para resgatar aos mineradores. Isto já está sendo analisando e há ao redor de dez opções", disse Golborne aos jornalistas.

"Os prazos de resgate são de três a quatro meses; no entanto, estamos olhando outras opções porque mais importante do que os prazos é que não podemos falhar. Se for possível acelerar, bem-vindo seja e será uma opção que será adotada", acrescentou.

 

Recado do Papa

O Papa Bento XVI expressou votos neste domingo de que os 33 mineiros conservem sua serenidade na expectativa de "uma feliz conclusão" das operações de socorro. "Quero lembrar com uma afeição particular os mineiros que estão presos na mina de San José", disse o papa, em espanhol, após a oração do Angelus da janela de sua residência de verão de Castel Gandolfo.

"Eu os recomendo, e a suas famílias, à intercessão de São Lorenço, assegurando-lhes minha proximidade espiritual e minhas preces contínuas, para que mantenham a serenidade na esperança de uma feliz conclusão dos trabalhos de resgate empreendidos".

Depressão

Na sexta-feira, o ministro da Saúde do Chilel Jaime Mañalich, afirmou que 5 dos 33 mineiros aparentam sinais de depressão. Eles não estariam se alimentando bem e se recusaram a aparecer no vídeo de 45 minutos no qual os mineiros foram filmados com mensagens às suas famílias, na noite de quinta-feira.

Segundo Mañalich, psicólogos tentarão tratar os mineiros com depressão a partir da superfície por meio da comunicação por um sistema de interfone.

Os mineiros estão presos desde o dia 5 de agosto, quando o principal acesso ao túnel da mina ruiu. Eles conseguiram se abrigar em um refúgio, com acesso limitado a água e comida, a quase 700 metros de profundidade.

* Com informações da BBC, AFP e da EFE

BBC Brasil

Cinco funcionários trabalhavam para Fauzia Galani, que está tentando a reeleição nas eleições parlamentares afegãs de setembro

Os corpos de cinco pessoas que trabalhavam para uma candidata a uma vaga do Parlamento do Afeganistão foram encontrados na província de Herat, oeste do país. Os funcionários trabalhavam para Fauzia Galani, que está tentando a reeleição nas eleições parlamentares afegãs de setembro.

Os cinco estavam em um grupo de dez pessoas que foram sequestradas por homens armados na quarta-feira. Cinco foram libertados depois do sequestro.

O Talebã informou que eles foram os responsáveis pelos sequestros e assumiu também as mortes.

Os insurgentes são contra as eleições no Afeganistão, contra candidatas em particular e já foram responsabilizados pelo assassinato de vários candidatos.

Eleições e mortes
Os Estados Unidos enviaram mais 30 mil soldados para o Afeganistão desde dezembro de 2009, em um esforço para derrotar o Talebã.

Mas, de acordo com o correspondente da BBC no país Quentin Sommerville, fora dos centros urbanos a campanha de intimidação dos insurgentes parece estar funcionando, com muitos eleitores em potencial afirmando que estão assustados demais para votar no dia 18 de setembro.

Mais de 2.5 mil candidatos estão competindo pelas 249 cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento afegão.

O chefe de polícia Nisar Ahmad Popal informou que os corpos dos funcionários da candidata foram encontrados em uma área montanhosa do distrito de Adriskan.

Segundo informações, as vítimas estariam com as mãos amarradas e receberam tiros na cabeça.

No sábado o candidato Haji Abdul Manan foi morto a tiros quando saía de uma mesquita.

O Talebã também foi responsabilizado pelo sequestro de quatro mulheres que trabalhavam em um centro de recuperação para viciados em drogas na província de Faryab, norte do Afeganistão. As autoridades estariam negociando a libertação das quatro.
 

Reuters

Socialista Elio Di Rupo disse que os dois partidos de Flandres, de idioma flamengo, não estão cooperando com a negociação

 

O político belga que lidera as negociações para a formação de um novo governo entregou sua renúncia no domingo, mas o rei pediu que ele permanecesse na posição para evitar uma crise política dois meses depois das eleições parlamentares.

O socialista francófono Elio Di Rupo, que está na liderança da formação do novo governo a pedido do rei Albert, disse em nota em os dois partidos de Flandres, de idioma flamengo, não estão cooperando com a negociação.

Depois de mais de três horas de negociações com o monarca belga, o palácio disse que Di Rupo tentou se demitir, mas o rei rejeitou e pediu que ele continuasse com o trabalho.

"O Sr. Di Rupo aceitou," disse o palácio em nota.

Di Rupo está tentando equilibrar as exigências dos flamengos de obter mais poder para Flandres e a apreensão dos falantes de francês, que temem que a região mais pobre vai sofrer com a mudança e que o processo vai acabar levando à divisão da Bélgica.

Di Rupo é o segundo conselheiro nomeado pelo rei para o posto. O líder do partido separatista flamengo N-VA, que liderou as eleições de junho, abandonou a missão em julho, dizendo que não havia acordo em questões fundamentais.

Di Rupo disse que o N-VA e os Democratas Cristãos (flamengos) foram os responsáveis pelo fim das negociações.

Um colapso das negociações poderá levar a Bélgica a uma crise política. Di Rupo é considerado um candidato favorito ao cargo de primeiro-ministro. Não há outro candidato óbvio nem sinal de que os partidos possam fechar um acordo de coalizão.

A Bélgica tem uma dívida nacional que equivale ao seu PIB anual, portanto não tem condições de passar por uma paralisia política no momento em que especuladores financeiros estão evitando economias com problemas orçamentários.

 

BBC Brasil

Um mês depois do início das enchentes, os esforços ainda estão concentrados no resgate e retirada dos moradores das áreas afetadas

A organização de caridade britânica Oxfam alertou que poderá ocorrer falta de alimentos no Paquistão devido às enchentes, não apenas nas próximas semanas mas também no próximo ano. Mais de 17 milhões de pessoas foram afetadas pelas inundações, que atingiram áreas do país correspondentes quase ao tamanho da Inglaterra.

Um mês depois do início das enchentes, os esforços ainda estão concentrados no primeiro estágio, ou seja, resgate e retirada dos moradores das áreas afetadas.

Os fazendeiros do país tem apenas um curto período de tempo para plantar, visando a próxima colheita, e este tempo está se esgotando rapidamente, aumentando o temor de fome no país. Além disso, lavouras inteiras foram afetadas e as águas invadiram grandes áreas cultiváveis.

"O Paquistão não pode se dar ao luxo de esperar o fim dos trabalhos de emergência para iniciar a reconstrução", afirmou Neva Khan, diretor da Oxfam no país.

Orla Murphy, porta-voz da Oxfam, acrescentou que o planejamento precisa começar agora para que os milhões de pessoas que tiveram que abandonar suas casas possam sobreviver não apenas nas próximas semanas, mas também em 2011.

"Estamos entrando na principal estação de plantio no meio de setembro, as pessoas não conseguirão plantar na escala necessária", disse.

Sul
As águas da enchente tomaram uma cidade na província de Sindh, no sul do país e agora ameaçam mais cidades que estão sendo usadas como postos para entrega de ajuda.

A cidade de Sujawal, de cerca de 250 mil habitantes, foi tomada pelas águas. A cidade próxima, Thatta, também foi afetada.

As autoridades ainda estão tentando reconstruir os diques em volta de Thatta, que foi atingida pelas águas quando o rio Indus transbordou. No entanto, a inundação ainda avança pela cidade abandonada.

"Fugimos com tanta pressa que não pegamos nem o que era nosso", afirmou Amena Bibi, mãe de quatro filhos, à BBC.

"Estamos sentados aqui neste cemitério, debaixo do sol forte, procurando por sombra aqui e ali. Não temos nada para comer. A enchente levou nossas vacas e búfalos", disse.

De acordo com a correspondente da BBC no Paquistão Jill McGivering, a falta de saneamento e as más condições de vida no país, podem levar a epidemias. Além disso, a quantidade de ajuda disponível ainda está muito abaixo da necessária.

As enchentes no país deixaram cerca de 8 milhões de pessoas esperando por ajuda com urgência.
 

iG São Paulo

"Meu governo está com vocês, e lutará com vocês até que o trabalho tenha terminado", disse o presidente dos EUA

Foto: Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu neste domingo que seu governo vai terminar a reconstrução da cidade de Nova Orleans, devastada pelo furacão Katrina há cinco anos.

O presidente encerrou suas férias com uma viagem a cidade onde fez um discurso na Universidade Xavier, cujas instalações ficaram destruídas pelas águas e se tornou um dos exemplos de perseverança da cidade.

"Queria vir até aqui para dizer à população desta cidade diretamente: meu governo está com vocês, e lutará com vocês até que o trabalho tenha terminado", destacou o presidente em Nova Orleans.

Antes, o presidente aproveitou para visitar negócios locais e desfrutar com sua família de um "po'boy", sanduíches tradicionais na região.

O restaurante onde almoçou ficou dois metros debaixo d'água quando o impacto do Katrina fez com que se rompessem os diques de contenção e alagasse a cidade.

No desastre morreram 1.800 pessoas, 180 mil casas e edifícios ficaram destruídos, e foram registrados prejuízos de mais de US$ 75 bilhões.

Cinco anos depois, e apesar do impacto que teve o recente vazamento de petróleo no Golfo do México, Nova Orleans recuperou pouco a pouco o pulso econômico e voltou a ser o principal destino turístico dos americanos.

Em seu discurso em Xavier, e diante de um auditório cheio de estudantes e moradores locais, Obama lembrou a série de eventos que agravaram a catástrofe, entre eles o "vergonhoso mal funcionamento" do Governo da época, presidido por George W. Bush, que demorou dias para tomar uma atitude, deixando "um grande número de homens, mulheres e crianças sozinhos e abandonados".

Na mesma linha, o prefeito da cidade, Mitch Landrieu, se pronunciou hoje em um programa de televisão e se queixou da falta de ajuda governamental após a catástrofe que atingiu a cidade, que segue necessitando de fundos federais para se recuperar.

"É um fato inegável que o ocorrido há cinco anos não foi uma catástrofe natural, foi causada por erros humanos, por falhas nos diques", disse o prefeito à "NBC".

Acrescentou que "o Governo federal era o responsável pelo desenho e construção das comportas, por isso deve ser responsável pela reconstrução e por pagar o prejuízo".

Por outro lado, Obama quis passar uma mensagem diferente aos cidadãos, ao lembrar os programas de ajuda iniciados no seu Governo e assegurar que lutará com eles até que "o trabalho de reconstrução esteja finalizado".

O presidente explicou que depois do panorama desolador deixado pelo Katrina, Nova Orleans podia ter se transformado em um "símbolo de destruição e deterioração", mas se transformou em um "símbolo de resistência, de sentido comunitário, e da responsabilidade de se ajudar uns aos outros".

Agora, disse, Nova Orleans é "uma das cidades que cresce mais rápido nos Estados Unidos", com uma grande proliferação de pequenos negócios. Mas lembrou que ainda existe muito trabalho a ser feito.

A cidade segue padecendo com os altos índices de pobreza e criminalidade, e a administração sofre os efeitos da "corrupção e ineficiência", afirmou.

Para lutar contra estes obstáculos, Obama assegurou que seu Governo realizou novos investimentos para melhorar o sistema educacional e sanitário da região, e estabeleceu uma intensa colaboração com as autoridades locais para reduzir a violência.

Além disso, para evitar a ameaça de novas inundações, o Governo trabalha em um novo sistema de diques que protegerá a cidade de novas inundações.

"Juntos trabalharemos para que o legado do ocorrido após o Katrina não seja o abandono nem a indiferença, mas a ação, a empatia e o trabalho de uma comunidade que luta junta para enfrentar os desafios", disse Obama.

*com informações da EFE e AFP
 

iG São Paulo

Abbas fez tal declaração quatro dias antes da retomada das conversações diretas de paz com Israel

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, afirmou neste domingo que Israel será totalmente responsável pelo fracasso das negociações de paz caso retome a colonização na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém oriental.

"Devo dizer isto hoje, com toda clareza e franqueza, o que já afirmamos a todas as partes, incluindo aos Estados Unidos, que promovem as negociações: o governo de Israel assumirá a plena responsabilidade pelo fracasso nas negociações se persistir com a colonização nos territórios palestinos ocupados em 1967", advertiu Abbas em mensagem na TV oficial palestina.

Abbas fez tal declaração quatro dias antes da retomada, em Washington, das conversações diretas de paz com Israel, suspensas há 20 meses.

Netanyahu

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, assegurou em seu último conselho de ministros antes de reiniciar nos Estados Unidos as negociações com os palestinos, que viaja para Washington com a intenção de "alcançar uma paz duradoura e não só um cessar-fogo temporário".

"Estou convencido de que a liderança palestina levará as negociações tão a sério como nós, poderemos alcançar um acordo estável e não só um pacto para cessar-fogo tático entre duas guerras", disse aos ministros o chefe do Governo, segundo um comunicado de seu escritório.

O objetivo dele diante das conversas de paz, que serão relançadas na próxima quinta-feira após um ano e meio de estagnação, será o de: "alcançar uma paz baseada no reconhecimento, na segurança, na estabilidade e na prosperidade econômica entre os dois povos, para nós e para nossos filhos", declarou.

Netanyanhu reiterou os três pontos principais das negociações: o reconhecimento de Israel como estado nacional do povo judeu, o final definitivo do conflito e, portanto, de todas as reivindicações a Israel e o estabelecimento de medidas que garantam a segurança do estado.

Isso exigirá medidas que assegurem que "não vai se repetir em Judéia e Samaria (Cisjordânia) o que ocorreu no Líbano e na Faixa de Gaza", em referência às retiradas unilaterais desses territórios em 2000 e em 2005.

Em ambos os casos, duas organizações armadas hostis a Israel e classificadas como terroristas neste país e também para os Estados Unidos e a União Europeia (Hisbolá e Hamas, respectivamente) assumiram o controle do território evacuado, o que depois se traduziu em inúmeras hostilidades fronteiriças.

O chefe do Executivo israelense e líder do partido conservador Likud não fez referência alguma à demanda palestina sobre paralisar as construções nas colônias judias na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, primeiro empecilho ao diálogo de paz.

Em 26 de setembro, poucas semanas após Netanyahu sentar à mesa de negociação com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, conclui a pausa parcial na ampliação dos assentamentos na Cisjordânia declarada por Israel há nove meses para criar um clima que conduzisse ao reinício do diálogo.

Netanyahu se mostrou publicamente contrário à renovação da moratória e não apoiou a proposta de seu vice-primeiro-ministro Dan Meridor que defendeu a paralisação das construções nas colônias fora dos três grandes blocos de assentamentos que Israel mantém sob sua soberania em qualquer acordo de paz e onde vivem a maioria de colonos.

O primeiro-ministro é totalmente contrário a qualquer prorrogação da moratória e o mesmo foi sustentado por vários ministros do Likud e do partido ultranacionalista Israel Beiteinu.

Temendo decisões não pactuadas com os demais ministros, Silvan Shalom, vice-primeiro-ministro e contrário à prorrogação, exigiu hoje a Netanyahu que mantenha atualizado o Governo sobre "qualquer desenvolvimento" nas conversas de Washington.

Os palestinos advertiram que deixarão a mesa das negociações se Israel não renovar a cessação das construções, que, sem ser absoluto nem incluir Jerusalém Oriental, desacelerou nos últimos meses o crescimento dos mais de 200 assentamentos em território palestino ocupado.

"É um compromisso assumido por Israel em acordos anteriores... e tem de ser cumprido", considerou o presidente palestino em entrevista concedida ontem à TV iemenita.

Como parte dos preparativos para a reativação do diálogo de paz, o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, foi hoje a Amã para reunir-se com o rei da Jordânia, Abdullah II, que a convite de Washington participará do relançamento das negociações, junto com o presidente egípcio, Hosni Mubarak.

O encontro é "uma tentativa de avançar no processo de paz nas complexas relações entre Israel e seus vizinhos", diz um comunicado do escritório de Barak, que destaca que a paz é "um objetivo estratégico" e espera que os palestinos cheguem às negociações "com os corações abertos".

Um comunicado da casa real jordaniana informa que "as discussões serão centradas nos meios para garantir o êxito das conversas diretas" e que "sejam abordadas todas as questões sobre o estatuto definitivo.. para levar a cabo a solução dos dois Estados".
 

*com informações da EFE e AFP

Reuters

"A guerra não vai acabar. A guerra contra o terrorismo continua aqui", disse um morador de Bagdá

A mensagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de que o Iraque irá "traçar seu próprio curso" feita neste fim de semana pode ter sido bem recebida por seus compatriotas cansados da guerra, mas aumentou a ansiedade quanto ao futuro para os iraquianos.

"A guerra não vai acabar. A guerra contra o terrorismo continua aqui", disse Nuri al-Moussawi, 51 anos, morador de Bagdá.

Obama anunciou no sábado o fim das operações de combate dos Estados Unidos na terça-feira, com uma redução do número de soldados no Iraque para 50 mil, cumprindo a promessa que ele fez durante a campanha presidencial de 2008 de dar fim à guerra que foi iniciada pelo seu predecessor, George W. Bush.

Entretanto, como os líderes iraquianos ainda não formaram um governo seis meses depois das eleições e os ataques dos rebeldes persistem, a confiança dos iraquianos está em baixa.

"A retirada dos Estados Unidos é precipitada. Nosso Exército ainda não tem capacidade", disse Moussawi.

A violência em geral teve uma queda drástica desde seu nível mais alto de massacres sectários em 2006 e 2007. No entanto, como muitos iraquianos, Moussawi não acredita na capacidade de proteção da polícia e do Exército do país, que juntos têm 600 mil homens.

As poderosas Forças Armadas do ex-ditador Saddam Hussein foram dissolvidas pelos administradores norte-americanos pouco depois que a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003. O Exército, polícia, Marinha e Aeronáutica do Iraque foram montados do zero.

Rebeldes sunitas colocaram as forças de segurança domésticas à prova, matando 57 homens em um centro de recrutamento do Exército em 17 de agosto e mais de 60 pessoas em atentados de carro-bomba contra delegacias de polícia em todo o país em 25 de agosto.

A declaração de Obama foi considerada uma prévia de um comunicado pela televisão que ele fará na terça-feira, do Salão Oval da Casa Branca. A Casa Branca está tentando enfatizar as vitórias de Obama antes das eleições de novembro, quando o Partido Democrata enfrentará eleitores preocupados com a guerra e a crise econômica.

Porém, 50 mil soldados continuarão no Iraque até o prazo de 2011, em cumprimento do pacto bilateral que Bush assinou com o governo do Iraque antes do fim de seu mandato.

"Quem diz que a guerra do Iraque está acabando está cometendo um erro," disse Hassan bin Hachim, 62, um trabalhador iraquiano. "A guerra não vai terminar a menos que um governo de coalizão real, que inclua todos os partidos, sem marginalizar nenhum, seja formado", disse ele.

 

BBC Brasil

Pais do sobrevivente vivem nos Estados Unidos e ele planejava se encontrar com

As autoridades federais mexicanas apenas aguardam a recuperação de Freddy para levá-lo de volta para o Equador, onde vai se reunir com sua esposa e outros familiares. Os pais do sobrevivente vivem nos Estados Unidos e ele planejava se encontrar com eles.   

O sobrevivente, de 18 anos, apontou o grupo de narcotraficantes Los Zetas, um dos cartéis mais violentos do México, com o responsável pelas mortes.

Ameaças e identificações
Os familiares do sobrevivente, que moram em uma comunidade rural ao sul do Equador chamada Ger, disseram à BBC que sofreram ameaças do traficante de pessoas que levou Freddy de sua comunidade com o objetivo de chegar aos Estados Unidos.

Até o momento, as autoridades mexicanas conseguiram identificar apenas 31 entre os 72 mortos. De acordo com a Procuradoria Geral de Justiça do México, foram identificados um brasileiro, 14 hondurenhos, 12 salvadorenhos e quatro guatemaltecos.

Para conseguir identificar as 41 vítimas restantes, os investigadores estão analisando as impressões digitais, fazem fotografias das vítimas e retiram amostras de DNA.

As autoridades mexicanas também encontraram o passaporte de um brasileiro entre os objetos das vítimas. E, no sábado, o Itamaraty divulgou o nome do brasileiro identificado e o nome que consta no documento encontrado.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o corpo do brasileiro Juliard Aires Fernandes, de 20 anos, foi identificado entre as vítimas. Os documentos de Hermínio Cardoso dos Santos, de 24 anos, foram encontrados na fazenda em Reynosa, onde ocorreu o massacre. No entanto, o corpo desta segunda vítima ainda não foi identificado.

Os dois eram do Estado de Minas Gerais e o Itamaraty já entrou em contato com as duas famílias.
 

iG São Paulo

Até então, comunicação de grupo soterrado era feita somente por cartas. Perfuração deve começar na segunda

Foto: AFP/ARIEL MARINKOVIC

Os 33 mineiros presos há 24 dias em mina no norte do Chile poderão falar neste domingo com as famílias, por meio de uma espécie de intertelefone que os comunicará diretamente com o exterior. Segundo o ministro da Mineração, Laurence Golborne, cada um terá cerca de um minuto para conversar com a família. Até agora, a comunicação era feita somente por cartas envidas por um pequeno duto.

Pelo canal também foram enviados equipamentos para melhorar a qualidade de vida dentro da mina, que fica a 830 quilômetros ao norte de Santiago, na região do Atacama. Colchões infláveis, que permitirão isolar o solo úmido para dormir, meias soquetes com fios de cobre, que protegem de infecções por fungos e bactérias, xampu e tocas de banho foram alguns dos artigos enviados aos mineradores. Em breve, além de alimentos e água, serão enviados aparelhos para entretê-los, como videogames, MP3 players, um projetor de vídeos - com gravações de partidas de futebol - e jogos de dados.

Resgate

A perfuração para tentar resgatá-los começará na madrugada desta segunda-feira (30). As autoridades tinham o objetivo de iniciar as perfurações no sábado, mas os trabalhos atrasaram porque foi necessário reforçar o terreno onde está sendo colocada a máquina de 30 toneladas que será utilizada na escavação. "Estamos fazendo um reforço e pretendemos começar a operar com essa máquina já na segunda-feira", disse Andrés Sougarret, responsável pelo equipamento, a jornalistas.

Sougarret indicou que o conduto descerá 702 metros em linha reta até a galeria da mina San José, próxima a Copiapó (norte do Chile), na qual estão os mineradores presos. Segundo Sougarret, o resgate deverá se estender por um período que pode variar de três a quatro meses.

O ministro de Mineração, Laurence Golborne, confirmou que o governo analisa "ao menos dez opções diferentes" para o resgate, por instruções do presidente Sebastián Piñera, a fim de reduzir o prazo para a evacuação. "O presidente (Piñera) nos pediu para vermos outras opções para resgatar aos mineradores. Isto já está sendo analisando e há ao redor de dez opções", disse Golborne aos jornalistas.

"Os prazos de resgate são de três a quatro meses; no entanto, estamos olhando outras opções porque mais importante do que os prazos é que não podemos falhar. Se for possível acelerar, bem-vindo seja e será uma opção que será adotada", acrescentou.

Recado do Papa

O Papa Bento XVI expressou votos neste domingo de que os 33 mineiros conservem sua serenidade na expectativa de "uma feliz conclusão" das operações de socorro. "Quero lembrar com uma afeição particular os mineiros que estão presos na mina de San José", disse o papa, em espanhol, após a oração do Angelus da janela de sua residência de verão de Castel Gandolfo.

"Eu os recomendo, e a suas famílias, à intercessão de São Lorenço, assegurando-lhes minha proximidade espiritual e minhas preces contínuas, para que mantenham a serenidade na esperança de uma feliz conclusão dos trabalhos de resgate empreendidos".

Depressão

Na sexta-feira, o ministro da Saúde do Chilel Jaime Mañalich, afirmou que 5 dos 33 mineiros aparentam sinais de depressão. Eles não estariam se alimentando bem e se recusaram a aparecer no vídeo de 45 minutos no qual os mineiros foram filmados com mensagens às suas famílias, na noite de quinta-feira.

Segundo Mañalich, psicólogos tentarão tratar os mineiros com depressão a partir da superfície por meio da comunicação por um sistema de interfone.

Os mineiros estão presos desde o dia 5 de agosto, quando o principal acesso ao túnel da mina ruiu. Eles conseguiram se abrigar em um refúgio, com acesso limitado a água e comida, a quase 700 metros de profundidade.

* Com informações da BBC, AFP e da EFE

EFE

Outras 11 pessoas estão hospitalizadas com ferimentos graves. Veículo caiu em um precipício

Pelo menos 42 pessoas morreram na queda de um ônibus em um precipício na área da lagoa de Yambo, na região andina do Equador, informou a Cruz Vermelha Equatoriana (CRE).

Outras 11 pessoas estão hospitalizadas com ferimentos graves, precisou à Agência Efe uma fonte da CRE, após informar que o acidente aconteceu por volta das 03h30 no horário local (04h30 no horário de Brasília).

Segundo as primeiras investigações, aparentemente o ônibus virou em uma curva e caiu no abismo na região de Yambo, localizada cerca de 30 quilômetros ao norte da cidade de Ambato.

O ônibus pertence à cooperativa de transporte de passageiros Turismo Oriental, fazia a rota entre as cidades de Cuenca (sul) e Quito (norte) e estava ocupado por 53 pessoas.
 


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