Reuters Foto: Reuters O México finalmente retirou de uma caverna inundada um esqueleto de um jovem que teria vivido há mais de 10 mil anos, um dos mais antigos do continente, e que pode dar pistas sobre o povoamento da América, disse o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah) na terça-feira (25). O "Jovem de Chan Hol", assim chamado pelo pouco desgaste no esmalte dos dentes (o que indica uma morte prematura) e pelo nome da caverna onde estava, havia sido encontrado há quatro anos, na península do Yucatán. A ossada foi resgatada a 8,3 metros de profundidade, numa caverna à qual só se chega por meio de intrincados labirintos, também submersos e completamente escuros, segundo nota do Inah. "Foi recolhido em 60 por cento na sua totalidade, com ossos representativos das quatro extremidades, vértebras, costelas e crânio, assim como vários dentes, o que para os antropólogos físicos é estupendo", disse o texto. "Quando se trata de exemplares de 10 mil anos, geralmente só se encontra o crânio ou a mandíbula, com sorte 20 ou 30 por cento da ossada", explicou o informe. Os pesquisadores disseram que provavelmente se trata de um jovem do sexo masculino, que estava com as pernas flexionadas para a esquerda e os braços estendidos ao lado do corpo. A descoberta, segundo os especialistas, fortalece a tese de que o continente americano foi povoado a partir de várias migrações oriundas da Ásia. Outros três esqueletos --a Mulher de Naharon, a Mulher das Palmas e o Homem do Templo-- foram achados nos últimos anos em cavernas submersas próximas a Tulum, na região turística conhecida como Riviera Maia. Essas ossadas "revelam migrações procedentes do Sudeste Asiático anteriores às conhecidas até agora como grupo Clovis, que teria cruzado pelo norte da Ásia, também pelo estreito de Bering, ao final da Era do Gelo", disse o paleobiólogo Arturo González. O novo esqueleto, que continuará sendo submetido a estudos, foi descoberto em 2006 por um casal de espeleólogos alemães que faziam um reconhecimento na caverna de Chan Hol, expressão que significa "buraquinho" em maia.
25/08/2010 06:34 PM
BBC Brasil Foto: BBC Brasil Quatro meses depois do início do vazamento de petróleo no Golfo do México, a areia de quartzo da praia de Panama City, na Flórida, permanece "branca como açúcar", como dizem os moradores. Apesar de sua costa intocada pelo vazamento, a cidade calcula os prejuízos da temporada de verão que chega ao fim no Hemisfério Norte. Mesmo sem ter sido afetada diretamente pelas manchas de petróleo que invadiram outras áreas do litoral da região, Panama City acabou atingida pelo temor dos turistas, que evitaram viajar a qualquer lugar relacionado ao vazamento. Segundo Dan Rowe, presidente do Convention & Visitors Bureau, que coordena a área de turismo da cidade, no mês de junho - o último com dados disponíveis - a arrecadação de taxas pagas pelos hóspedes por cada diária nos hotéis de Panama City, que costumava aumentar ano a ano, foi 3,1% menor do que a do mesmo mês do ano passado. Rowe disse que o único sinal de petróleo avistado na praia foram algumas manchas de piche esparsas, que surgiram ainda em junho, e logo em seguida desapareceram. No entanto, as constantes imagens do vazamento transmitidas pela TV, aliadas à menção geográfica da costa do Golfo do México, acabaram influenciando turistas, que decidiram reprogramar suas férias para destinos considerados menos arriscados. "Tivemos de lutar contra a percepção dos turistas de que a praia foi afetada. Isso foi um problema maior do que o vazamento de petróleo em si", diz Rowe. Temporada Essa região guarda mais semelhanças culturais e históricas com o Sul dos Estados Unidos do que com a Flórida peninsular e é famosa por suas praias de areias brancas, que atraem principalmente famílias em período de férias escolares. O ponto alto da temporada são os meses de junho e julho, que respondem por 40% da receita do ano. O vazamento ? iniciado em 20 de abril, quando uma plataforma operada pela petroleira britânica BP explodiu e afundou no Golfo do México ? chegou no início da temporada. "Nossa temporada dura cem dias. O vazamento nos atingiu imediatamente antes da temporada", afirma Pam Anderson, diretora de operações da Captain Anderson´s Marina, que aluga barcos para pesca recreativa. Pesca A marina comandada por Anderson tem 25 barcos que transportam até 20 pessoas e outros cinco, maiores, com capacidade para 60 passageiros. O vazamento, no entanto, afetou até mesmo a quantidade de embarcações recreativas disponíveis, já que a petroleira BP alugou barcos de marinas da região para auxiliar nos trabalhos de limpeza da mancha de óleo. "Houve um momento em que apenas seis dos barcos menores e dois dos maiores não estavam sendo usados pela BP", diz Anderson. Além disso, o fechamento das águas federais criou desconfiança a respeito da segurança e qualidade dos frutos do mar da região, afastando a clientela dos restaurantes locais. "Muitas pessoas ficaram com medo de comer frutos do mar", diz Mike Bennett, proprietário do hotel e restaurante Sea Haven. O vazamento também chegou no momento em que a região esperava finalmente se recuperar dos danos causados pela crise econômica mundial. "Este era para ser o ano em que iríamos quebrar recordes em faturamento", diz Rowe. "Eu comparo (o vazamento) com um furacão", diz Pam Anderson. "Com a diferença que um furacão, vem, faz o estrago, e vai embora. Então você se levanta e recomeça. Mas neste caso, estamos vivendo um furacão há cem dias." Campanha Em determinado momento, quando ainda se temia que a praia fosse realmente atingida pela mancha de petróleo, chegou a se estimar uma queda de 20% na arrecadação dos hotéis. "Em junho, não era uma questão de se o petróleo ia chegar aqui, mas de quando ia chegar", diz Rowe. Para combater o temor dos turistas e convencer as famílias de que a cidade era um destino seguro foram lançadas diversas campanhas ao longo deste verão. Uma das iniciativas foi oferecer a garantia de que, caso o petróleo afetasse as férias na cidade, o turista receberia seu dinheiro de volta ou crédito para uma visita futura. Também começaram a ser aceitos cancelamentos de reservas de última hora, para dar mais tempo aos visitantes de decidir sobre a viagem. Cartões de presente no valor de US$ 25 foram distribuídos aos turistas, como sinal de agradecimento por sua visita. Outra campanha colocou fotos diárias da praia, mostrando a água limpa naquele dia, em painéis eletrônicos de cidades da região. "Em vez de competir uns com os outros, os comerciantes e proprietários de estabelecimentos de lazer se uniram para trazer os turistas", diz Felicia Robinson Cook, diretora do Pier Park, um centro comercial que reúne 220 lojas, restaurantes e outros estabelecimentos. Segundo Rowe, esse esforço evitou que a cidade sofresse prejuízos ainda maiores. O esforço, diz ele, deve continuar mesmo após o fim da temporada de verão. "Ainda vamos ter de lidar com os efeitos do vazamento por um bom tempo."
A praia de Panama City é a maior atração do chamado Panhandle da Flórida, região situada no oeste do Estado, na divisa com a Geórgia e o Alabama.
No início de julho, as águas federais (além de 9 milhas náuticas) na região de Panama City foram fechadas para a pesca, impossibilitando a ida dos barcos para águas profundas e afetando não só o negócio de aluguel de barcos, mas o próprio suprimento de frutos do mar que, se não ficaram em falta, tiveram seus preços aumentados nos restaurantes locais.
Apesar do impacto negativo do vazamento de petróleo sobre a economia da cidade, Rowe e alguns comerciantes e proprietários de estabelecimentos com quem a reportagem da BBC Brasil conversou afirmaram que o estrago poderia ter sido ainda pior, caso a comunidade não houvesse se mobilizado.
25/08/2010 06:16 PM
EFE Um grupo de biólogos equatorianos descobriu 25 novas espécies de árvores, algumas de até 30 metros, em um lugar da Amazônia que, segundo seus estudos, é o canto com maior diversidade biológica do mundo. O achado é o resultado de 15 anos de pesquisa em uma pequena porção do Parque Natural Yasuní, localizado ao leste do país, na fronteira com o Peru. De acordo com o vice-decano da Faculdade de Ciências Exatas e Naturais da Pontifícia Universidad Católica do Equador, Renato Valencia, é comum encontrar espécies animais, como insetos ou rãs, mas é raro identificar árvores desconhecidas. Veja o vídeo:
25/08/2010 06:15 PM
EFE A companhia petrolífera BP tem entre 24 e 36 horas de atraso em sua operação para impedir que a pressão em seu poço danificado no Golfo do México se descontrole, informou hoje (25) o encarregado da resposta do Governo dos Estados Unidos ao vazamento, Thad Allen.
Allen explicou que os "problemas de obstrução" que as equipes da BP encontraram no tampão do poço não lhes permitirão dar continuidade ao fechamento definitivo do poço até "sexta-feira ou sábado". Nesse momento, disse Allen, a empresa deve começar uma complexa operação para substituir o sistema de prevenção de derrames (BOP, na sigla em inglês) que falhou em abril, desencadeando o pior desastre ecológico da história dos Estados Unidos.
Trata-se do penúltimo passo para fechar e abandonar o poço, um objetivo que deve ser alcançado em setembro, quando a base do depósito será tapada com uma mistura de cimento e lodo pesado. A operação de substituição do BOP se atrasou no sábado quando as equipes detectaram que três fragmentos de encanamento estavam obstruindo a entrada do poço.
Conforme Allen, os engenheiros calcularam que conseguiriam retirar os encanamentos até quinta-feira, mas encontraram "um acúmulo de cristais" que bloqueavam o caminho das câmaras submarinas e de uma ferramenta especialmente desenhada para recolher os fragmentos. Os cristais, formados por uma combinação de água gelada e hidrocarbonetos, já foram retirados e as equipes "têm claras as condições do poço", assegurou.
"O passo seguinte é retirar os dois fragmentos menores de encanamento", acrescentou Allen, que espera que esta etapa seja concluída entre hoje e amanhã. Os engenheiros avaliarão depois como retirar um terceiro cano de quase um quilômetro de comprimento, que atravessa o BOP e se dirige rumo ao fundo do poço.
O Departamento de Justiça exigiu dispor do BOP como parte das provas em suas investigações sobre as causas do acidente. Essa semana devem ser realizadas audiências a respeito em Houston (Texas). O vice-presidente da BP para as operações de prospecção, Harry Thierens, disse hoje que os engenheiros que executaram os esforços de contenção descobriram, há semanas, que o sistema de conexões do BOP não estava funcionando como deveria.
"Isso significaria que as válvulas dos encanamentos (do BOP) não podiam se fechar em caso de emergência", disse na audiência Thierens, segundo o "Washington Post". O Departamento do Interior dos EUA confirmou na quarta-feira que a moratória às explorações petrolíferas que operam no Golfo do México, ativada no dia 13 de julho, se estenderá pelo menos até outubro.
25/08/2010 05:27 PM
Reuters Foto: © AP Arqueólogos encontraram no oásis de um deserto ruínas de um assentamento egípcio de 3.500 anos, que antecede outras cidades antigas por um milênio, informou nesta quarta-feira (25) o Ministério da Cultura. Realizando escavações no oásis Um El-Kharga, um dos cinco desertos ocidentais do Egito -- a cerca de 200 quilômetros ao sul do Cairo --, uma missão da universidade de Yale fez a descoberta enquanto trabalhava em um mapa de rotas antigas do Deserto Ocidental. O assentamento possui rotas ligando o Vale do Nilo, no Egito, com o oásis ocidental, se estendendo até a região de Darfur, no Sudão, disse o comunicado. O local atingiu seu auge no Reino Médio (1786 a 1665 antes de Cristo) As ruínas de uma padaria, assim como dois fornos e um torno de oleiro usado na produção de formas de cerâmica, onde o pão era assado, também foram encontrados, sugerindo que o local seria um importante centro gastronômico, informou o chefe da missão, John Darnell.
25/08/2010 05:10 PM
Reuters Foto: AP Um enorme detector de partículas que será montado na Estação Espacial Internacional poderá encontrar evidências de um antiuniverso, frequentemente evocado na ficção científica, afirmaram físicos na quarta-feira. Em uma entrevista coletiva concedida enquanto o espectrômetro magnético Alpha (AMS, na sigla em inglês), de 8,5 toneladas, era colocado em um avião de carga da Força Aérea dos Estados Unidos no aeroporto de Genebra, eles disseram que o programa de pesquisa de 20 anos de duração trará um enorme avanço para a compreensão do cosmos. "Se existe um antiuniverso, talvez para além da extremidade de nosso universo, nosso detector baseado no espaço poderá ser capaz de nos trazer sinais de sua existência", afirmou na entrevista Samuel Ting, cientista norte-americano laureado pelo prêmio Nobel. "O cosmos é o laboratório supremo." Ting, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT) de 73 anos, é o investigador principal do projeto, que envolve cerca de 500 cientistas e técnicos de todo o planeta. Os cosmólogos afirmam que o Big Bang, ocorrido há 13,7 bilhões de anos, deve ter produzido quantidades iguais de matéria e antimatéria - que se aniquilam uma a outra quando em contato, liberando energia. O universo que surgiu, no entanto, é feito predominantemente de matéria. Os cientistas esperam que o AMS encontre pistas do que aconteceu à antimatéria, e se há outros locais formados por antimatéria existindo na extremidade do universo conhecido, sendo uma imagem espelhada dele e de tudo o que há dentro dele, incluindo a vida. O objetivo primeiro do detector, que tem um magneto superpotente em seu centro, é outro: a misteriosa matéria "escura", ou invisível, cuja energia escura forma quase 95 por cento do universo conhecido. Os cientistas também esperam que o AMS forneça informações detalhadas sobre os raios cósmicos - um campo inexplorado de pesquisa que pode ser feito apenas no espaço. Mas é possível que também responda a questões que ainda não foram feitas. "Ele poderá apresentar muitas surpresas", disse o físico italiano Roberto Battiston, integrante da equipe. "Nunca estivemos tão conscientes de nossa ignorância - sabemos que não sabemos nada sobre o que forma tudo do nosso universo, com a exceção de 5 por cento." 
25/08/2010 04:52 PM
Reuters Foto: Reuters Cientistas descobriram uma rã do tamanho de uma ervilha, a menor já encontrado na Ásia, na África ou na Europa, na ilha de Bornéu, no sudeste asiático. Os machos adultos da nova micro-espécie variam entre 10,6 e 12,8 milímetros de tamanho e o anfíbio recebeu o nome de Microhyla nepenthicola, em homenagem à planta de Bornéu onde vive o animal, de acordo com a revista de taxonomia Zootaxa. O pesquisador Indraneil Das, do Instituto de Biodiversidade e Conservação Ambiental na Universiti Malaysia Sarawak, disse que a subespécie havia sido identificada anteriormente de forma errada nos museus. "Os cientistas devem ter pensado que eram exemplares mais jovens de outras espécies, mas eles são adultos dessa microespécie recém-descoberta", afirmou. As rãs foram encontradas na beira de uma estrada que leva ao cume da montanha de Gunung Serapi, no Parque Nacional Kubah, no Estado malaio de Sarawak. Os cientistas afirmaram que rastrearam as rãs pelo seu barulho, que começava com o pôr-do-sol. Depois, fizeram as rãs pularem num pedaço de pano branco para estudá-las. O achado foi parte de uma pesquisa global conduzida pela Conservation International e pelo grupo especialista em anfíbios da União Internacional para a Conservação da Natureza do Grupo Especialista para "redescobrir" 100 espécies de anfíbios perdidos (www.conservation.org/lostfrogs).
25/08/2010 04:43 PM
Alessandro Greco, especial para o iG Foto: Divulgação/Nature Há cerca de 13 bilhões de anos, um fenômeno de proporções épicas tomou de assalto o jovem universo que havia acabado nascer: a formação dos primeiros buracos negros supermassivos, que têm uma massa milhões e até bilhões de vezes maior que a do Sol e de onde nada escapa ? nem mesmo a luz. Até hoje os cientistas não sabiam como este fenômeno havia ocorrido, uma lacuna história da infância do nosso universo que parece ter sido desvendada agora. Um estudo publicado na revista Nature desta quarta-feira (25) mostra simulações computacionais que levam à conclusão que os buracos negros supermassivos nasceram basicamente da colisão e junção de galáxias existentes no início do universo ? um deles, inclusive se encontra no centro da Via Láctea, a galáxia onde fica a Terra. Big Bang no computador As simulações começaram com duas galáxias gigantes com estrelas com massas até 300 vezes maiores do que o Sol ? o tipo de estrela que os astrônomos imaginavam existir naquela época. Em um dado momento, os pesquisadores criaram a colisão de uma contra a outra para ver o que aconteceria. Daí supercomputadores fizeram o serviço de mostrar em detalhe o nascimento dos buracos negros supermassivos. Primeiro, os astrônomos puderam ver os gases e a poeira das galáxias se condensando e formando um disco apertado. Com o passar do tempo, o disco se tornava instável e depois gás e poeira se contraiam novamente formando uma nuvem ainda mais densa e, de repente, um buraco negro supermassivo se formava rapidamente. ?Se estivermos certos, eles crescem mais rápido que as galáxias em que estão?, explicou Lucio ao iG. E completou: ?Nosso modelo implica que as primeiras galáxias foram muito mais afetadas pela energia deles do que se esperava em outros modelos nos quais eles cresciam pouco a pouco a partir de pequenas sementes?. Provar que a hipótese está correta ainda deve demorar um pouco -- embora ela se encaixe perfeitamente nas previsões feitas pelos cientistas. Será necessário esperar os dados coletados, por exemplo, pelo Laser Interferometer Space Antenna (LISA) que deve ser lançado ao espaço em 2020 e será capaz de detectar as ondas gravitacionais geradas pelo buracos negros supermassivos, e assim, comprovar como foram os momentos iniciais da criação do universo e como eles ajudaram a criar o mundo em que vivemos.
Para chegar à esta conclusão uma equipe de cientistas liderada por Lucio Mayer, do Instituto de Física Teórica da Universidade de Zurique, criou modelos de evolução do universo nos primeiros bilhões de anos após o Big Bang.
25/08/2010 04:28 PM
BBC Brasil Foto: BBC Brasil Nos meses mais movimentados do verão americano (inverno no Brasil), o restaurante Captain Anderson´s, instalado há meio século na praia de Panama City, no noroeste da Flórida, costumava servir até 2 mil clientes por noite. Este ano, porém, o movimento poucas vezes passou de 1,7 mil pessoas, uma queda de 300 clientes. A menor clientela reflete o menor fluxo de turistas após o vazamento de petróleo que, desde abril, despejou cerca de 5 milhões de barris na Costa do Golfo do México. "Nesta temporada, os números estão caindo como nunca vimos antes", disse à BBC Brasil um dos proprietários do restaurante, Yonnie Patronis. "Depois da crise econômica mundial, havia perspectivas muito positivas para 2010. Mas este foi o pior (verão) nos últimos 20 anos, pelo menos", afirma. "Antes disso, éramos menores, não é possível comparar." Imprensa "Nosso dano não foi causado pelo petróleo. Foi causado pela imprensa", diz Patronis. ?Em meados de junho, algumas poucas manchas de piche foram vistas na praia. Logo desapareceram. Mas quando a notícia chegou às TVs, nosso movimento caiu 15%. E continuou a cair?, afirma. O Captain Anderson´s foi fundado em 1953. Em 1967, a família de Patronis comprou o restaurante, que foi sendo ampliado até se transformar em um dos mais populares da praia de Panama City, com capacidade de 725 lugares. Segundo Patronis, 20% do faturamento anual está concentrado no mês de julho, o auge da temporada de verão. O restaurante fecha em novembro, dezembro e janeiro, inverno no hemisfério norte. Localizado ao lado de uma marina, o estabelecimento é especializado em frutos do mar. Neste ano, além da queda no número de clientes, o empresário teve de lidar com o aumento dos preços de sua matéria-prima. ?Com a proibição de pesca em águas federais na região, os pescadores tiveram de buscar os peixes mais longe, e aumentaram os custos de transporte?, diz.
O fato de o petróleo não ter chegado à praia de Panama City não impediu que os turistas, temerosos, resolvessem reprogramar suas férias para outros destinos.
25/08/2010 03:39 PM
AE Foto: Agência Estado A cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, continua revelando detalhes da história 478 anos após a sua fundação. Foram encontradas três ossadas humanas praticamente inteiras durante escavações para uma obra . O mais surpreendente da descoberta é que embora os corpos estejam enterrados bem ao lado da Igreja Matriz - onde comumente eram enterrados os leigos cristãos -, provavelmente os corpos são de uma população pré-colonização, de índios tupis ou tupi-guaranis. "Esses corpos são de 500 anos para trás. Mais recente não pode ser, pois há um tratamento diferencial no sepultamento de um cristão para um indígena", explicou o arqueólogo Manoel Mateus Gonzalez. "O corpo do cristão geralmente está estendido e, no caso do indígena, ele está na posição fetal." No entanto, só exames de DNA e carbono 14 vão determinar exatamente a etnia e a datação dos indivíduos. "Mas tem mais de 90% de chance de serem indígenas, pela curvatura dos pés."
A descoberta foi feita dois meses após o início da construção do Boulevard Ana Pimentel (mulher de Martim Afonso, fundador da cidade). Orçada em R$ 500 mil, a obra de drenagem e pavimentação de uma via ao lado da Matriz é monitorada desde o início pela equipe de Gonzalez. "Nessa escavação, para nossa surpresa, encontramos esses esqueletos inteiros e começamos a encontrar vestígios de sambaquis, que seriam sítios pré-históricos de 3 mil anos atrás, e também algumas cerâmicas tupis." Já foram retiradas mais de 1,5 mil peças do local.
25/08/2010 12:24 PM
EFE O diretor do sucesso de bilheteria "Avatar", James Cameron, uniu-se a uma campanha a favor da ciência lançada nesta terça-feira (24) pela Nasa para criar consciência ambiental e promover estudos de nosso planeta. Veja o vídeo abaixo:
Em breve vídeo no qual são misturadas as imagens de "Avatar" e as oferecidas pelos satélites da agência espacial americana, Cameron descreve algumas das contribuições da Nasa a favor do meio ambiente. "A missão da Nasa é vigiar constantemente nossa casa", assinala o cineasta, que destaca que a frota de satélites que orbitam ao redor da Terra "mostra todo o planeta: seus lugares mais remotos, seus mistérios e a poderosa influência dos seres humanos".
Cameron, que em seu histórico filme em 3D narra a história de um belo planeta fictício, Pandora, ameaçado pelos homens que querem explorar seus recursos naturais, pede aos espectadores que cuidem do planeta, pois "todos somos parte de uma rede global chamada Terra".
A agência espacial começou nesta terça a divulgar os anúncios, a fim de promover seu programa científico de estudo da Terra, que conta com uma série de missões de observação criada para analisar e entender as mudanças do planeta. A Nasa tem em órbita 14 satélites de observação terrestres que estudam a atmosfera, os oceanos, a superfície terrestre e fenômenos como a neve e o gelo.
25/08/2010 12:04 PM
BBC Brasil Os animais quebram janelas e portas e invadem carros. Segundo especialistas, o comportamento dos babuínos na península está relacionado ao isolamento geográfico dos animais em relação a outras regiões do país. A península tem de um lado o mar, de outro, a Cidade do Cabo. Confinados a um espaço cada vez menor, muitos descobriram que o lixo dos moradores da cidade é uma boa fonte de alimentos. O convívio entre os animais e os moradores virou um tema polêmico na África do Sul. Muitos questionam se os animais e humanos deveriam viver lado a lado. Houve protestos quando autoridades locais matarem alguns babuínos e muitos defendem a transferência para outras áreas dos animais que se aproximam dos centros urbanos e cometem roubos.
Babuínos na península do Cabo, na África do Sul, se tornaram um problema na região urbana por causa do hábito de roubar comida da população local.
25/08/2010 11:49 AM




