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Cobertura completa das Eleições 2010: notícias, fotos e vídeos dos candidatos, pesquisas, guia do eleitor, apuração dos resultados da eleição e muito mais.



Mário Bentes, iG Amazonas

Coligação de Alfredo aguarda decisão do TRE-AM sobre pedido de ?subtração? de tempo da propaganda de Omar Aziz

A coligação ?Amazonas melhor para todos?, liderada por Alfredo Nascimento (PR), candidato ao Governo do Amazonas, aguarda decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) sobre o pedido de ?subtração? do tempo de propaganda eleitoral do adversário Omar Aziz (PMN). A decisão pode sair hoje até o início da noite.

Aziz é governador e candidato à reeleição. A informação é do advogado Júnior Fernandes. Ele explicou que o pedido de subtração de tempo da propaganda eleitoral majoritária de Aziz foi feita por conta de descumprimento da Resolução 23.191/2009, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A resolução do TSE fixa regras e datas para exibição dos programas ?proporcionais? e os ?majoritários?.

No primeiro caso, explicou o advogado do ex-ministro dos Transportes, apenas podem ser exibidos programas de candidatos a deputados estaduais e federais. No segundo caso são exibidos os programas dos candidatos ao Governo e ao Senado. A decisão está nas mãos do juiz Wellington Araújo, relator do processo no TRE.

Fernandes disse que coligação de Aziz ?descumpriu a regra e usou o tempo da propaganda destinadas aos candidatos proporcionais,? E que o tempo foi usado apenas para fazer propaganda do candidato à reeleição ao Governo e dos candidatos ao Senado, o ex-governador Eduardo Braga (PMDB) e a deputada federal Vanessa Graziottin (PCdoB), que usaram o tempo dos proporcionais.

?Ação ilegítima?

O assessor jurídico da coligação ?Avança Amazonas?, Daniel Nogueira, afirma que a ação movida pela chapa de Alfredo Nascimento é ?ilegítima? e ?equivocada.? E citou o Partido Humanista da Solidariedade, que não faz parte da coligação proporcional.  ?Eles protocolaram a ação, mas citaram o PHS como sendo da coligação proporcional, mas este partido pertence apenas à coligação majoritária,? concluiu.
 

Wilson Lima, iG Maranhão

Até mesmo adesivos para carros estão sendo vendidos pela coordenação de campanha para angariar fundos

O candidato ao governo do Estado, Jackson Lago (PDT), admitiu ao iG sérias dificuldades financeiras em sua campanha. Segundo informações do próprio PDT, a coordenação de campanha do ex-governador tenta arrecadar fundos até mesmo com a venda de adesivos automotivos pró-Lago.

Segundo Jackson Lago, a falta de recursos chega a tal ponto que "tem muita gente perguntando quando vamos começar". "A nossa campanha é assim mesmo, é limitada", admitiu o ex-governador. "Mas é isso mesmo, eu não tenho nada. As nossas campanhas sempre foram assim. Dessa vez a crise está maior ainda", complementou o pedetista.

Questionado sobre a venda de adesivos, o pedetista sorriu, tentou desconversar, mas afirmou. "É importante que cada um pague o seu adesivo. Nós entregamos ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a declaração do pouco que arrecadamos. Mas sempre fomos acostumados a (fazer) campanha com poucos recursos", ressaltou.

Na declaração parcial de bens, o pedetista afirmou que teve uma arrecadação de R$ 30 mil. Já Roseana Sarney (PMDB) levantou R$ 645 mil, 20 vezes mais que o ex-governador. Outros 16 candidatos a deputado estadual e 12 candidatos a deputado federal recolheram valores acima dos R$ 30 mil declarados pelo ex-governador.

Nas ruas de São Luís, as limitações da campanha de Lago são visíveis. Enquanto Flávio Dino e Roseana espalham cartazes, faixas e usam vários carros de som para divulgar os jingles de campanha; poucos são os cartazes com a foto do pedetista pela capital maranhense. Carros de som com jingles de Lago também são raros. Candidatos a deputado estadual e federal da própria base do ex-governador têm feito campanhas maiores que o pedetista.

Surgiram até mesmo boatos de que as empresas responsáveis pela produção dos programas de TV de Jackson Lago teriam se negado a gravar a propaganda do ex-governador sem pagamento antecipado pelo serviço. A coordenação do PDT no Maranhão nega essa informação.
 

Ana Paula Prado, iG São Paulo

Propaganda eleitoral de José Serra se baseia em reportagens na imprensa para dizer que Dilma e Lula divergem nos bastidores

No programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, nesta terça-feira, um pequeno vídeo veiculado ao final da apresentação de propostas do tucano para a educação mostra que, com base em reportagens divulgadas na imprensa nas últimas semanas, a presidenciável petista Dilma Rousseff e o presidente Lula estariam divergindo nos bastidores do governo.

Uma das reportagens faz menção a uma suposta discórdia entre Lula e Dilma em relação ao nome a ser indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Federal (STF). O mesmo vídeo destaca com narração em tom de alerta que o ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, e o ex-ministro da Fazenda da mesma gestão, Antônio Palocci, podem integrar um eventual governo Dilma Rousseff.

Já a propaganda do PT na televisão continuou vinculando a imagem de Dilma à do presidente Lula. Desta vez, as menções foram feitas ao comício realizado ontem na porta de uma fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, berço da trajetória política de Lula. Em seguida, depoimentos de populares procuraram mostrar o avanço do País nas áreas social e econômica graças ao governo do PT.

O programa destacou ainda que em todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas nas últimas semanas, Dilma Rousseff lidera a disputa, com possibilidade de ganhar no primeiro turno. Segundo a pesquisa VoxPopuli/Band/iG, divulgada no dia 17/08, a petista está 16 pontos à frente do candidato do PSDB, José Serra.

Já Marina Silva (PV) reprisou o programa de TV em que divulga nomes que compõem sua equipe de campanha, entre eles Eduardo Jorge (médico), Luis Eduardo Soares (sociólogo), Maria Alice Setúbal (educadora) e Ricardo Paes de Barros (economista).

iG Rio de Janeiro

Além do ex-governador, Álvaro Lins e mais oito pessoas foram consideradas culpadas por diversos crimes

O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, por formação de quadrilha. A pena de dois anos e meio de prisão foi convertida em serviços à comunidade e suspensão de direitos. O ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, foi condenado a 28 anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens.

A 4ª Vara Federal Criminal sentenciou os réus a partir da denúncia do Ministério Público Federal em maio de 2008. Os policiais Outras oito pessoas também foram condenadas por cometerem crimes de corrupção e lavagem de bens por meio da polícia do Rio de Janeiro.

O processo é resultado de apurações da operação Gladiador, desencadeada pela Polícia Federal. Todos os réus podem apelar da decisão em liberdade.

Os outros condenados são: Alcides Campos Sodré Ferreira, cinco anos e nove meses de prisão por corrupção passiva; Daniel Goulart, dois anos de reclusão por formação de quadrilha; Fábio Menezes de Leão, quatro anos e meio de reclusão por corrupção passiva; Francis Bullos, quatro anos e meio de prisão e multa por lavagem de bem; Luciana Gouveia, três anos de reclusão e multa por lavagem de bem; Mario Franklin Leite de Carvalho, 11 anos e três meses de prisão e multa por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de bem; Ricardo Hallak, sete anos e nove meses de prisão e multa por formação de quadrilha e corrupção passiva; Sissy Toledo de Macedo Bullos Lins, três anos e dez meses de prisão por lavagem de bem.

Francisco Camargo, iG Paraná

15 representantes do Norte, Oeste e Sul do Estado querem "governo conciliador"

Quinze prefeitos, ex-prefeitos e vereadores do Norte, Oeste e Sul do Estado estiveram em Curitiba para manifestar apoio a Beto Richa (PSDB). Ismael Ibrahim Fouani, prefeito de Mandaguaçu, disse que as pequenas prefeituras precisam da parceria com o governo estadual. ?A gente precisa trabalhar em conjunto e ser tratado como respeito?, disse. ?Com Beto, teremos um governo conciliador?.

O candidato reafirmou que tem um forte compromisso com a interiorização do governo. ?O governo estará mais próximo dos municípios, das pessoas, trabalhando em parceria para transformar o Paraná.? E detalhou que em seu governo serão criadas 22 Regiões de Desenvolvimento do Paraná (REDES), que cobrirão todo o Estado. ?Cada uma terá uma Administração Regional, para levar o governo para mais perto do cidadão. Cada Região terá como instância deliberativa um Conselho Regional de Desenvolvimento, formado por prefeitos, presidentes de Câmaras, representantes da sociedade e das Polícias Civil e Militar?, prometeu. As reuniões do Conselho serão itinerantes nos municípios da região e abertas à comunidade.

O governador participará das reuniões, realizando Audiências Públicas Regionais, despachando com toda sua equipe. Para o prefeito de Lindoeste, Silvio de Souza Santana, Beto Richa está mostrando que existe uma nova maneira de governar o Paraná. ?O que todos os paranaenses querem é um Estado forte, que torne o Paraná uma referência para o Brasil.?

Nara Alves, iG São Paulo

Depois de subir o tom em entrevista ao iG, vice de Serra volta a dizer que petista ameaça a democracia

Na dianteira dos ataques comandados pela campanha tucana na eleição presidencial deste ano, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ), vice na chapa encabeçada por José Serra (PSDB), voltou a dizer nesta terça-feira que a presidenciável petista Dilma Rousseff representa uma ameaça à democracia no Brasil. Em visita ontem ao iG, Indio disse que a rival ?oferece ao Brasil uma nova ditadura?.

?As pessoas não sabem quem é a Dilma. Ela pode fazer, a partir de 1º de janeiro, o que ela bem entender com a caneta na mão?, disse Indio, na manhã de hoje. Ele aproveitou para rebater fala do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, que o chamou de ?besta? ao ser confrontado com as declarações feitas por ele ao iG. ?Ontem, o ministro Franklin Martins disse que sou uma besta (...). Eles estão vivendo no século passado?, declarou.

As novas afirmações foram feitas durante debate de candidatos a vice-presidente, organizado pelo Grupo Folha. O PSDB já discutia há algum tempo qual seria o melhor momento para adotar um discurso mais agressivo e Indio recebeu aval para assumir a linha de frente nas críticas.

No debate desta terça-feira, Indio disse ainda que Franklin concorda com o que considera tentativas do governo de controlar a mídia. Disse, por exemplo, que foi encaminhado um projeto de lei ao Congresso Nacional em agosto de 2004, para a criação de um conselho federal para ?calar a boca da imprensa?. Citou também o Plano Nacional de Direitos Humanos, apresentado em dezembro de 2009, além das diretrizes do programa de governo da campanha petista.

Indio também criticou a ausência de Dilma no debate promovido ontem à noite por emissoras de TV católicas e ironizou a candidata do PT: ?Ela deixou de respeitar o eleitor para ir a um show de rock. Qualquer um pode ir depois das eleições. Nem me parece que seja seu programa predileto, mas ela está fazendo qualquer negócio para fugir do debate?, afirmou, em referência ao fato de Dilma comentar a performance da banda Pato Fu em seu Twitter enquanto ocorria o debate.

Também presente no debate de hoje, o deputado Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa de Dilma, fez uma defesa da candidata petista. Disse que ele próprio, Serra e Dilma lutaram pela liberdade de imprensa. ?Nós combatemos a falta de liberdade de expressão no passado?, afirmou.

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre

Candidato do PT e governadora têm buscado formas diferentes de fazer campanha

Foto: Edu Andrade/Divulgação

Com Yeda Crusius (PSDB) inaugurando comitê e Tarso Genro (PT) conversando com eleitores, a segunda-feira seguiu a tendência observada desde o início da campanha. A governadora tem participado de muitos eventos desse tipo, enquanto o petista tem deixado claro, inclusive em seu site de campanha, que quer aprofundar a campanha nas ruas.

Além das caminhadas que regularmente realiza pelo Centro de Porto Alegre, Yeda participa constantemente de eventos para a militância mais efetiva, os chamados ?multiplicadores?, geralmente no horário do almoço ou à noite, momentos em que deixa. Impossibilitada de trabalhar muito na campanha por conta da decisão de continuar normalmente suas atividades de governo, Yeda tem buscado fortalecer sua candidatura através dos multiplicadores.

Eventos com prefeitos, inaugurações de comitês e as ?Superquartas? do PSDB têm sido recorrentes e fortalecido esse tipo de abordagem.

Na segunda-feira, Yeda participou da inauguração do Comitê Porto Alegre da campanha da Coligação Confirma Rio Grande, na Rua Pelotas. A governadora e seu candidato a vice, Berfran Rosado (PPS) discursaram. Yeda assegurou que o Rio Grande do Sul está fortalecido após seu governo, e que ?não vai mais a Brasília com pires na mão?. A festa teve até fogos de artifício.

Militância de rua
Pela manhã, Tarso Genro também seguiu a linha que vem adotando nesse início de campanha. O petista vem buscando recuperar a militância de rua do PT, tradicional força do partido no Rio Grande do Sul. Caminhadas, panfletagens e comícios têm dividido a agenda de Tarso com eventos oficiais, como reuniões com sindicatos e entidades representativas.

A segunda-feira foi dia de panfletagem em frente ao Hospital Conceição, em Porto Alegre. Tarso conversou com pacientes e funcionários do hospital, e prometeu investir alto na Saúde, inclusive através de parcerias com o governo federal. O Programa de Saúde da Família, as Unidades de Pronto Atendimento e os Hospitais Regionais são o foco do programa do PT nesse sentido.

Falando em um encontro com auditores e servidores do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o candidato do PMDB, José Fogaça, defendeu, segunda-feira, o fortalecimento dos serviços públicos no Rio Grande do Sul, e criticou a governadora Yeda Crusius e sua principal bandeira, o déficit zero: ?Não é possível que se reduzam despesas contratando menos funcionários?, disse Fogaça.

Pollyanna Bastos, iG Pará

Rádio e blog são retirados do ar por criticas a candidatos. São mais de 10 ações contra veículos de imprensa no Estado

Faltando mais de um mês para as eleições, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) contabiliza mais de uma dezena de ações contra veículos de imprensa por ?criticas indevidas? a candidatos. A lei eleitoral proíbe que os meios de comunicação de massa sejam utilizados durante as campanhas eleitorais para criticar políticos envolvidos na disputa.

O elevado número de processos, entretanto, está provocando a revolta dos jornalistas paraenses, que utilizam principalmente a internet, através de blogs e twitter, para criticar o controle exagerado por parte do TRE, que também nesse caso age pressionado pelos candidatos. Os candidatos, aliás, querem que os meios de comunicação de massa falem apenas bem deles.

No último sábado (21) a Rádio Tabajará FM foi retirada do ar por uma equipe da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e agentes da Polícia Federal. Durante a operação os equipamentos de produção de conteúdo e transmissão foram apreendidos. Com dois anos de funcionamento, a rádio está em processo de registro.

Atualmente a Tabajará FM funcionava com outorga do Ministério Público do Estado em nome da Fundação Metrópole, que vai operar a emissora em caráter educativo. Dois dias antes da apreensão a coligação "Acelera Pará," que apoia a reeleição da governadora Ana Júlia Carepa (PT), impetrou ação contra a rádio no TRE.

O motivo seriam as críticas feitas em um dos programas de maior audiência da emissora contra o aluguel de 450 viaturas pela Policia Militar do Pará em um processo sem licitação pública, a poucos dias do início da campanha eleitoral. De acordo com a assessoria de imprensa de Ana Júlia, a intervenção não tem relação com o processo.

Outras ações

O processo contra a emissora exigia apenas a aplicação de multa e direito de resposta, conforme previsto na legislação eleitoral. As outras seis ações encaminhadas pela coligação à Justiça Eleitoral são contra o jornal Diário do Pará, a Rádio Clube e a TV RBA, do grupo de comunicação de propriedade do candidato ao Senado Jader Barbalho (PMDB).

O candidato do PSDB, Simão Jatene, também esteve envolvido em um ato polêmico de censura. Os tucanos conseguiram que a justiça tirasse do ar uma matéria publicada no blog da jornalista Franssinete Florezano, que trazia uma pesquisa sem registro no TRE, na qual Jatene aparecia em empate técnico com Ana Júlia.

Os dados faziam parte de uma pesquisa interna do PT. A ação também pedia multa de R$ 100 mil contra a jornalista. Diante da repercussão negativa do caso, o candidato tucano disse desconhecer o episódio, que considerou "lamentável". Jatene disse que o processo foi movido legalmente pela assessoria jurídica da campanha, mas prometeu retirar a ação.
 

Francisco Camargo, iG Paraná

?Eu tenho vários carimbos nela, ele não tem nenhum?, disse candidato do PDT

Em reunião no Sindicato dos Metalúrgicos, em Curitiba, Osmar Dias pediu aos trabalhadores que comparem a carteira de trabalho dele com a do seu principal adversário (Beto Richa) para identificar quem tem melhor histórico. ?Eu tenho vários carimbos nela, ele não tem nenhum?, afirmou, em tom de desafio.

Seis centrais sindicais anunciaram apoio à candidatura do pedetista. Segundo Sérgio Butka, da Força Sindical, é a primeira vez na história das eleições no Paraná que um candidato a governador consegue apoio unânime de todas as centrais sindicais, ?que se uniram para garantir as conquistas obtidas durante os últimos anos?.

Capital e trabalho
Para Sérgio Butka, no governo Lula os trabalhadores aprenderam a exigir sua parte no desenvolvimento econômico. ?Não queremos privilégio nenhum. O capital tem que ter lucro, mas os trabalhadores não podem ficar de fora dele.?

Osmar disse que as eleições deste ano estão definidas por dois projetos políticos distintos: dos governos de direita, representados por Fernando Henrique Cardoso e Jaime Lerner; e o de Lula e Requião. ?No governo do PSDB eles escutavam o Delfim Neto, que dizia para primeiro fazer o bolo crescer para depois dividir. Mas enquanto o bolo crescia ia sendo comido pelos tubarões.?

E garantiu aos trabalhadores que não vai abrir mão do salário mínimo regional, apesar das críticas que recebe. Disse que os empresários estão argumentando que o piso onera as empresas. ?Até já me perguntaram se eu teria coragem de continuar com o piso. Eu disse que não tenho coragem é de acabar com ele. É bom para todo mundo, inclusive para os empresários porque aumenta o mercado consumidor?, completou.

No encontro, os trabalhadores anunciaram o início de um verdadeiro ?arrastão? nas portas das fábricas de Curitiba e da Região Metropolitana na busca de votos. Ficou definido que nas terças-feiras das próximas semanas, até a eleição, farão mobilização na CIC (Cidade Industrial de Curitiba); nas quartas em São José dos Pinhais e Pinhais; e nas quintas nas empresas de Fazenda Rio Grande, Araucária, Campo Largo e outras cidades da RMC.

?Vamos mostrar que para os sindicatos não existe bola perdida, nós dividimos todas e vamos virar o jogo em Curitiba e na Região Metropolitana?, prometeu Butka.

Wilson Lima, iG Maranhão

Deputado Edvaldo Holanda (PTC) alegou erro técnico para falta de citação do ex-governador

O líder da oposição ao governo Roseana Sarney (PMDB) e candidato à reeleição na Assembleia Legislativa, Edvaldo Holanda (PTC), não fez nenhuma referência ao ex-governador Jackson Lago (PDT) nas suas primeiras propagandas na televisão. Integrantes do PDT alegaram que houve desavenças entre Holanda e a coordenação de campanha do ex-governador. O líder da oposição nega.

Edvaldo Holanda afirmou ao iG que a falta de referências a Lago em sua propaganda eleitoral foi fruto de um problema técnico ocasionado pela produtora de sua propaganda. "Não existe conflito. Em meu material impresso existe o nome do Jackson. Além disso, tenho apenas 35 segundos e não tenho como fazer maiores referências a Lago. Somente para citar meu nome e número de campanha, são necessários seis segundos", justificou o deputado estadual.

Interlocutores do PDT afirmaram, entretanto, que existe um conflito entre Holanda e o ex-secretário de Planejamento do governo pedetista, Aziz Santos, antigo aliado do ex-governador e que isso teria feito que o líder da oposição não fizesse referência ao candidato do PDT ao governo do Estado nas primeiras propagandas na TV. Holanda, no entanto, classificou essa versão como "invenção da mídia ligada ao grupo Sarney". "Lago é a salvação do Maranhão abaixo de Deus", finalizou Holanda.
 

Gilson Cavalcante, iG Tocantins

Candidato a Vice-Presidente da República participa de programa do horário eleitoral no Tocantins

?O governador Carlos Gaguim é de uma agilidade administrativa extraordinária. Ele estabeleceu uma forma de governar que está dando certo. Esteve várias vezes comigo para reivindicar em favor do Tocantins, por isso eu peço ao povo que vote em Gaguim pela competente e extraordinária administração que ele está fazendo no Tocantins?.

O pedido de votos acompanhado de elogios para Gaguim (PMDB) é do deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara dos Deputados e candidato a Vice-Presidente da República na chapa da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). Temer participou do programa do horário eleitoral gratuito do governador e candidato à reeleição segunda-feira (23) à noite.

Gaguim garantiu que a eleição de Dilma será de ?grandes e bons frutos? para o Estado. ?Nossa parceria se fortalece a cada dia. Assim como Lula sempre foi um grande parceiro do Tocantins, Dilma também é. Quem vai ganhar com a eleição dela é o povo tocantinense, que não quer ver parar tudo o que construímos e ainda vamos construir,? avaliou o candidato peemedebista.
 

Severino Motta, iG Brasília

Levantamento mediu efeito dos primeiros programas do horário eleitoral gratuito na televisão

A pesquisa encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao Instituto Sensus mostra que 56% dos entrevistados que assistiram a propaganda eleitoral consideram o programa da candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, como o melhor. Outros 34,3% têm tal opinião sobre o filme criado pela campanha do candidato tucano José Serra (PSDB). O horário eleitoral de Marina Silva (PV) é preferido por 7,5%.

De acordo com o Sensus, 42,9% dos entrevistados assistiram à propaganda eleitoral. Destes, 13,2% disseram ter assistido a todos os programas de candidatos à presidência e 29,7% afirmaram ter assistido em parte.

De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, o horário eleitoral é um dos três pontos que levam Dilma à liderança nas pesquisas. ?A primeira questão é o voto do Lula, muitos dizem que vão votar na mulher que o Lula apóia, o segundo ponto é evolução da economia, a vida das pessoas melhorando e os programas sociais. O terceiro é o fato da Dilma estar se colocando bem na campanha e ter grande aprovação no horário eleitoral?.
 


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