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National Geographic

O truque usado pela lagarta havaiana para caçar insetos é dissimular sua presença entre as folhas da samambaia

Foto: National Geographic

Quase não dá para perceber que entre o marrom das folhas da samambaia há uma lagarta. A ondulação e a cor das folhas da samambaia dão a cobertura perfeita para a lagarta havaiana que se esconde enquanto espera por insetos mais desavisados.

BBC Brasil

Camundongos que receberam a proteína GM-CSF tiveram desempenho melhor em testes de memória

Foto: Getty Images

Uma pesquisa feita por cientistas americanos afirma que uma proteína produzida pelo corpo em casos de artrite reumatóide pode ajudar a combater o surgimento do Alzheimer.

No estudo, publicado na revista científica Journal of Alzheimer's Research, camundongos que receberam a proteína GM-CSF tiveram desempenho melhor em testes de laboratório envolvendo a memória.

A proteína GM-CSF é uma das substâncias produzidas pelo sistema imunológico em pessoas com artrite reumatóide. Uma versão sintética da proteína já é usada atualmente em tratamentos contra o câncer.

Uma pesquisa já havia identificado que pessoas com artrite reumatóide têm menos tendência a desenvolver o Alzheimer. No entanto, se acreditava que isso acontecia devido ao uso de antiinflamatórios não-esteroides (AINEs).

'Catadores de lixo'
O novo estudo contesta esta tese. Na pesquisa, os cientistas da University of South Florida usaram camundongos geneticamente alterados, com problemas de memória semelhantes ao dos pacientes com Alzheimer.

Os camundongos receberam tratamento com a proteína. Outros ratos receberam um tratamento com placebo, sem efeito algum.

Ao final de 20 dias de pesquisa, os animais que receberam GM-CSF tiveram desempenho consideravelmente melhor em testes de memória e aprendizagem. Camundongos que receberam o placebo não tiveram mudança no seu desempenho.

Os pesquisadores acreditam que a proteína ajuda a formar células especiais - chamadas de microglias - no sangue ao redor do cérebro. Estas células seriam responsáveis pelo combate a placas comumente encontradas em pessoas com Alzheimer.

As microglias funcionam como "catadores de lixo", indo a áreas inflamadas ou danificadas e retirando todas as substâncias tóxicas.

Os cérebros dos camundongos tratados com a proteína GM-CSF tiveram 50% a menos de beta-amiloide, uma substância que forma as placas características do Alzheimer.

Os pesquisadores também observaram um aumento nas conexões das células nervosas do cérebro nos camundongos tratados com GM-CSF, o que poderia explicar o bom desempenho deles nos testes.

Testes com pessoas
O pesquisador Huntington Potter, que liderou a pesquisa, afirma que as conclusões do estudo trazem uma "explicação convincente" sobre por que pessoas com artrite reumatóide têm risco menor de desenvolver Alzheimer.

A leukine, uma versão sintética da proteína usada atualmente em tratamentos contra o câncer, já foi aprovada pela autoridade de saúde americana. Os cientistas defendem agora que a substância seja testada também contra o Alzheimer.

"Nosso estudo e o histórico seguro do remédio sugerem que a leukine deveria ser usada em testes em pessoas como tratamento potencial contra o Alzheimer", afirma Potter.

Especialistas britânicos, que também estudam a doença, afirmam que a experiência é "um passo importante" na pesquisa sobre Alzheimer. No entanto, eles afirmam que é preciso testar se o método funciona em pessoas.

"Resultados positivos em camundongos são o primeiro passo importante em qualquer tratamento novo. É animador ver que a equipe já está planejando o próximo passo crucial, que é o teste com pessoas", afirmou Simon Ridley, diretor de pesquisa da fundação britânica Alzheimer's Research Trust.

Para Susanne Sorensen, da Sociedade de Alzheimer da Grã-Bretanha, o estudo pode ajudar a responder algumas questões que há muito tempo intrigam os cientistas.

 

BBC Brasil

Segundo Seth Shostak, cientistas deveriam buscar por tecnologias alienígenas, ao invés de procurar por rastros biológicos

Foto: NASA

Um astrônomo que trabalha em um centro de pesquisa voltado para achar vida fora da Terra disse que a comunidade que procura por extraterrestres deveria voltar suas atenções para "máquinas pensantes".

Para o astrônomo Seth Shostak, que trabalha no instituto Search for Extraterrestrial Intelligence (Seti, em inglês), na Califórnia, em vez de procurar por sinais biológicos de vida alienígena, os cientistas deveriam buscar indícios de inteligência artificial.

Alguns cientistas do Seti argumentam que em outros planetas, a vida pode ter se desenvolvido seguindo padrões químicos e biológicos completamente distintos dos encontrados na Terra.

No entanto, para outros pesquisadores, algumas leis de bioquímica seriam universais, e os extraterrestres teriam um ciclo de vida semelhante ao humano, com nascimento, procriação e morte. Para esta corrente, também haveria evolução de espécies entre os extraterrestres, exatamente como acontece com a vida na Terra.

Máquinas pensantes
No entanto, para o astrônomo Seth Shostak, em vez de procurar rastros biológicos de vida extraterrestre, os cientistas deveriam concentrar seus esforços na busca por tecnologias alienígenas. Shostak defendeu a ideia em um artigo publicado na revista Acta Astronautica.

"Se você examinar as escalas de tempo no desenvolvimento de tecnologias, em um determinado ponto se inventa o rádio e logo em seguida já se está transmitindo. A partir disso, há uma chance de você ser encontrado por alguém", disse Shostak à BBC.

"Mas cerca de cem anos depois de inventar o rádio ? pelo menos se nós formos nos usar como exemplo ? você inventa máquinas pensantes. Nós provavelmente faremos isso neste século."

Para John Elliott, pesquisador da universidade britânica Leeds Metropolitan University, o artigo de Shostak segue uma linha de pensamento que é cada vez mais comum entre os pesquisadores do Seti.

"Depois de procurar por sinais por 50 anos, o Seti está percebendo que a forma como a nossa tecnologia evoluiu é provavelmente um bom indicador de como outras civilizações ? se elas existem lá fora ? estariam progredindo", disse Elliott.

Tanto Shostak como Elliott concordam que encontrar sinais de "máquinas pensantes" pode ser mais difícil do que rastros biológicos extraterrestres, mas eles indicam que há novos caminhos a serem buscados.

Shostak afirma que a inteligência artificial teria uma tendência a se voltar para lugares com muita matéria e energia, as únicas coisas de potencial interesse aos extraterrestres no universo.

Com isso, o Seti deveria voltar seus esforços para estudar o centro das galáxias ou as proximidades de estrelas novas e muito quentes.

"Eu acho que nós poderíamos gastar pelo menos uma porcentagem do nosso tempo buscando em novas direções, que talvez não sejam as mais atraentes em termos biológicos, mas onde talvez algumas máquinas pensantes estejam presentes", escreve Shostak.

National Geographic

Navegue na galeria e conheça as mais recentes descobertas espaciais da Nasa

EFE

Estudo em ratos mostra que ALDH-2, associada ao consumo de álcool, inibe o consumo da droga e previne recaídas

A inibição de uma enzima produzida de forma natural pelo corpo humano, a ALDH-2, poderia ajudar no tratamento da dependência à cocaína, segundo estudo publicado nesta semana pela revista Nature Medicine.

Apesar da grande quantidade de estudos realizados sobre dependência de drogas, ainda não existe um tratamento efetivo contra o vício em cocaína. A enzima ALDH-2 (aldeído desidrogenase-2) é conhecida por sua capacidade de reduzir o nível de acetaldeído, uma molécula que é acumulada com o consumo de álcool.

Um grupo de pesquisadores americanos demonstrou agora que um inibidor de ALDH-2 faz com que os ratos consumam menos cocaína. O inibidor atua indiretamente reduzindo a produção e libertação de dopamina, uma molécula fundamental para os efeitos da cocaína e de outras substâncias.

Além de reduzir o consumo de cocaína, o inibidor ajuda a prevenir futuras recaídas após um período de melhora. As recaídas costumam causar problemas de saúde tão sérios como a dependência original, e por isso os pesquisadores recomendam seguir investigando o potencial terapêutico do inibidor de ALDH-2 para tentar descobrir um possível tratamento efetivo da dependência de cocaína.

National Geographic

Estudo descobre as razões do fenômeno e afirma que a situação pode se reverter muito em breve

Foto: National Geographic

Especialista em clima desvenderam a razão pela qual o gelo na Antártida conseguiu aumentar apesar das mudanças climáticas ? mas os resultados de um novo estudo sugerem que a tendência pode se reverter rapidamente.

Dados de satélite mostraram que, enquanto nos últimos 30 anos, o gelo no Ártico diminuía, o gelo no Polo Sul misteriosamente se expandiu, de acordo com Jiping Liu, pesquisador da Georgia Tech, em Atlanta. ?Sabíamos deste paradoxo, mas não achávamos uma explicação,? disse Liu.

As novas análises foram baseadas em modelos matemáticos e observações da temperatura da superfície marinha e da precipitação na região entre 1950 e 2009. Eles mostram que, durante o século 20, o aquecimento global aumentou a chuva nas camadas da mais altas da atmosfera da região Antártida, que caiu como neve.

Mais neve fez a parte superior do oceano ficar menos salgada, e portanto, menos densa. Ela ficou mais estável, prevenindo que correntes oceânicas mais quentes e profundas chegassem ao topo e derretessem o gelo.

Aquecimento global vai aumentar o degelo antártido?
Os dados mostram que o crescimento do gelo na Antártida neste século pode ter sido ditado em sua maioria por processos naturais, Liu ressaltou.

Mas não vai ser o caso no século 21, já que se prevê que as mudanças climáticas causadas pela ação humana vão dominar o clima do continente e aumentar a velocidade de derretimento do gelo.

De acordo com o estudo de Liu, publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), se os gases-estufa continuarem a aquecer o oceano antártido, a precipitação cairá como chuva, que derrete neve e gelo rapidamente.

À proporção que o gelo derrete, aumenta também a absorção dos raios solares no oceano, em vez de serem refletidos de volta à atmosfera, de acordo com o estudo. Isso cria um círculo vicioso de mais aquecimento e mais derretimento polar.

Liu prevê que a transição de variabilidade natura para aquecimento provocado pelos gases-estufa deve começar logo: ?Eu não posso dizer um ano exato, mas definitivamente acontecerá ainda neste século,? disse.

O oceano da Antártida é um dos mais biologicamente produtivos do mundo, e a diminuição do gelo marinho pode ter um impacto substancial no ecossistema marinho do continente, afirma Liu. Por exemplo, muitas espécies dependem do gelo para caçar e sobreviver de maneira geral ? pingüins, que correm sério risco com o aquecimento global, são um dos grupos de animais em risco, afirmam conservacionistas.

A perda de gelo também pode afetar nas correntes marítimas globais, pois o oceano antártido contém as águas mais frias e densas do planeta, que influenciam fortemente os padrões de circulação marinha que fornecem nutrientes para três quartos da fauna marinha da Terra.

Falta o buraco de ozônio
Os resultados não foram surpresa, diz Walt Meier do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve da Universidade do Colorado. ?Os dados confirmam previsões anteriores, mas esta é a primeira vez que um estudo traz cálculos que confirmam esta ideia,? disse.

A pesquisa também ajuda a desfazer um equívoco comum, que é o de considerar que o aumento do gelo antártico ?compensa? a diminuição dele no Ártico, de acordo com Meier. ?Não é o caso, porque são dois ecossistemas polares muito diferentes,? explica. O gelo no norte é mais perene, persistindo durante as estações enquanto na Antártida o gelo se forma e derrete a cada ano e sempre foi mais influenciado por vento e circulação oceânica do que a temperatura do ar.

Isso não quer dizer que os efeitos do aquecimento global não vão ser sentidos no Polo Sul; eles só demorarão mais para aparecer, segundo Meier.

Mas Kevin Trenberth, um cientista do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica, em Boulder, no Colorado, apontou uma falha no estudo: a influência do buraco na camada de ozônio.

As nuvens brilhantes de verão provocadas pelo buraco agiram como um escudo contra as mudanças climáticas, dizem cientistas. Pesquisas recentes sugerem que o buraco pode finalmente estar fechando, após o banimento dos clorofluorocarbonetos (CFC). E, conforme as nuvens refletoras de luz se dissiparem, as temperaturas no Hemisfério Sul podem aumentar mais do que o previsto pelos modelos atuais.

O buraco de ozônio foi a razão pela qual ?a Antártida não aqueceu da mesma maneira que em outras partes do mundo,? Trenberth explicou por email. ?A recuperação do buraco de ozônio é um fator importante, mas este aspecto não é abordado no estudo de Liu,? escreveu o pesquisador.

Liu concorda que o buraco de ozônio influencia o gelo antártido, mas não está certo se este papel é significativo na variação de seu volume ou tamanho no continente.

EFE

Substância usada em experiências genéticas pode abrir caminho para tratamentos contra Ebola e Marburg, doenças atualmente fatais

Análogos de ácido nucleico empregados normalmente para modificar a expressão genética conseguem imunizar os primatas dos letais efeitos do vírus ebola, segundo estudo publicado esta semana na revista Nature Medicine.

Trata-se das substâncias conhecidas como oligômeros de morfolino e embora não tenham sido ainda testadas em voluntários humanos, este achado abre as portas para futuros tratamentos em pessoas.

Não existem vacinas nem tratamentos terapêuticos contra um vírus tão patogênico como o Ebola e o de Marburg, que causam uma febre hemorrágica com taxas elevadas de mortalidade.

Um grupo de pesquisadores do Instituto Militar de Pesquisa Médica de Doenças Infecciosas dos Estados Unidos descobriu que a injeção desses oligômeros para atacar os genes virais evitava a morte dos símios nos quais foi aplicado o tratamento.

Os animais ficaram protegidos de uma eventual infecção inclusive se o tratamento fosse fornecido uma hora após sua exposição ao vírus, o que indica o potencial dessa substância como tratamento de emergência.

National Geographic

Olímpiadas escocesas, lindas paisagens e flagrantes da vida animal são os destaques das fotos da National Geographic desta semana

EFE

Equipamento (também conhecido como BOP) falhou e causou a explosão da DeepWater Horizon em abril

O governo dos Estados Unidos exigiu da BP a entrega de um plano no qual detalhe o procedimento para retirar e substituir o sistema de prevenção de vazamentos que falhou na explosão e afundamento da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, em abril.

O almirante da reserva Thad Allen, que coordena a resposta do Governo americano ao vazamento, autorizou ontem a BP a começar com a substituição do sistema de prevenção de vazamentos, conhecido como Blow Out Preventer (BOP, na sigla em inglês) no poço Macondo, no qual operava a plataforma que explodiu.

A empresa informou hoje que já iniciou a operação.

Segundo a BP, a análise da pressão no poço durante as últimas 48 horas foi positiva, o que indica que a substituição do BOP pode ser feita sem risco de um novo vazamento.

No entanto, Allen exigiu da BP que lhe entregue amanhã um plano no qual detalhe o procedimento e o calendário da substituição do sistema de prevenção.

Em carta, Allen também pede que a empresa permita às equipes "acesso ilimitado" para observar e informar sobre todo o processo e que transmita o procedimento ao vivo.

Os engenheiros estão preocupados com a possibilidade de que o cimento com o qual selaram a boca do poço há duas semanas tenha prendido "até mil barris de petróleo".

A BP conseguiu vedar com sucesso a parte superior do poço. Agora, precisa finalizar a operação com o fechamento da parte inferior, uma operação que será feita por meio de um poço auxiliar.

A substituição do sistema de prevenção atrasará esta última fase da operação para fechar o poço, que está prevista para o dia 6 de setembro.

The New York Times

Pesquisa usa tecnologia de rastreamento ocular para entender como os bebês interagem com o ambiente ao seu redor



As crianças e bebês parecem cyborgs, enquanto perambulam e engatinham ao redor da sala de brinquedos com mochilas carregando transmissores wireless e câmeras presos a suas cabeças. Cada um tem uma câmera mirada em seu olho direito e outra no campo de visão ? ambas enviam vídeos a monitores próximos. Com os vídeos combinados, o resultado é uma gravação onde traços vermelhos ? como numa mira telescópica ? marcam o alvo do olhar de uma criança.

Cientistas estão usando a estrutura de rastreamento ocular para aprender como as crianças enxergam o mundo enquanto descobrem como interagir com ele. No laboratório, bebês com 5 meses ou mais engatinham e andam, atravessando um curso de obstáculos ajustáveis com declives, intervalos e degraus. Para agregar ao desafio, algumas vezes os participantes são vestidos com calçados revestidos por teflon ou roupas com contrapesos de chumbo.

Isso pode parecer o cenário de um novo reality show da televisão, mas não há prêmios, exceto talvez para os pesquisadores. Eles esperam entender o que faz uma criança reagir a outra, como os bebês coordenam seu olhar com suas mãos e pés para navegar ao redor de obstruções ou manusear objetos, e como essas crianças muito jovens se adaptam a mudanças ? como aquelas trazidas por um calçado escorregadio.

Rapidez

Até agora, as descobertas proporcionadas por esses rastreadores oculares (os primeiros leves o bastante para uso em crianças) sugerem que os bebês podem ser mais capazes de compreender e agir sobre o que eles veem do que se imaginava. ?Rápidos olhares a obstáculos na frente deles ou nos rostos de suas mães pode ser tudo de que precisam para obter a informação desejada. Eles parecem ser surpreendentemente eficientes?, disse John Franchak, candidato a doutorado em psicologia do desenvolvimento na Universidade de Nova York (NYU).

Embora a visão possa parecer algo basicamente fácil, na verdade nós escolhemos ativamente o que olhamos, realizando de dois a quatro movimentos oculares por segundo e atingindo 150 mil em um dia, explicou Karen Adolph, também psicóloga do desenvolvimento na NYU. ?A visão não é passiva?, disse ela. ?Nós coordenamos ativamente nossos movimentos oculares com as ações de nossas mãos e corpos?.

Estudos de rastreamento ocular já existem há mais de um século, mas os instrumentos envolvidos eram geralmente máquinas de mesa. Os rastreadores usáveis que Adolph, Franchak e seus colegas utilizam se baseiam em dispositivos criados ao longo da última década pela Positive Science, uma empresa de Nova York, com verba do Laboratório de Pesquisa Naval dos EUA. Eles foram projetados para ajudar cientistas a descobrir coisas como a visualização de alvos camuflados por combatentes no campo. Atualmente, rastreadores oculares estão sendo usados em estudos sobre as diferenças de como geólogos amadores e profissionais mapeiam paisagens, e como as pessoas examinam sinais ao procurar uma saída durante emergências.

Equipamento adaptado
Para adaptar os rastreadores para crianças, cujos narizes e orelhas são pequenos demais para as versões adultas, o fundador da Positive Science, Jason Babcock, usou testeiras acolchoadas, gorros de lycra e etiquetas em velcro para manter as câmeras afixadas. O aparato pesa apenas 45 gramas, aproximadamente o peso de um bolso cheio de trocados. Como os bebês geralmente caem primeiro com a cabeça, observadores seguram correias ligadas às suas roupas para evitar que eles se machuquem com as câmeras. Mesmo assim, as crianças são livres para se movimentar.

Os cientistas recrutam pais e crianças para seu trabalho em alas de maternidade. Embora alguns bebês não pudessem ser convencidos a vestir os rastreadores, até agora os pesquisadores já testaram cerca de 70 crianças.

?A beleza deste trabalho é como ele ajuda a capturar o que as crianças estão pensando durante o comportamento natural. Como o que eles olham está relacionado às suas ações em andamento, rastrear o movimento dos olhos permite uma leitura bastante direta do que pode estar se passando em suas mentes?, explicou Mary Hayhoe, psicóloga da Universidade do Texas, em Austin, que não participou da pesquisa.

Em estudos com seis crianças de 14 meses, que podiam vagar por uma sala de brinquedos no laboratório de Adolph ? repleta de bolas coloridas, bichos de pelúcia e carros de brinquedo ?, os pesquisadores descobriram que, em aproximadamente um quarto dos encontros com obstáculos, os bebês conseguiam ultrapassá-los sem centrar o olhar sobre eles. ?Os adultos só fixam em obstáculos por cerca de um terço do tempo, e crianças entre 4 e 8 anos focam em obstáculos durante 60% do tempo. Porém, é impressionante que os bebês consigam navegar sem olhar?, disse Franchak.

Independência da mamãe
Os pesquisadores também descobriram que, durante os estudos, os bebês olhavam para suas mães em apenas 16% do tempo. Isso é incrivelmente baixo, segundo Adolph, dada a importância que um grande estudo anterior aferiu ao fato de as crianças olharem os rostos de adultos enquanto dão nomes a objetos e aprendem a linguagem.

?Essas descobertas sugerem que as crianças podem não precisar olhar por tanto tempo para obter a informação necessária, seja para pessoas ou objetos?, disse Jeffrey Lockman, psicólogo do desenvolvimento da Universidade Tulane, que não participou dos estudos. ?Isso traz novas percepções sobre quanta informação eles precisam, ou a rapidez com que as crianças podem processar essas informações?.

Esses experimentos preliminares apenas arranham a superfície do que os cientistas podem descobrir a respeito das crianças com os rastreadores oculares. Por exemplo, segundo Hayhoe, aprender com que idade os bebês começam a olhar para o chão quando alguém derruba uma bola pode ajudar a entender quando as crianças se tornam capazes de prever as prováveis consequências das ações, um passo importante no desenvolvimento cognitivo.

Estudos sobre quais dicas visuais atraem a atenção de crianças com autismo, ou sobre como crianças com deficiências motoras interagem com o mundo poderiam ser úteis para acompanhar seu progresso ou desenvolver intervenções terapêuticas, disse Lockman.

?Esta é uma forma totalmente nova de fazer perguntas limitadas somente por sua imaginação?, concluiu Adolph.

(Por Charles Q. Choi)

The New York Times

Estudo diz que a diversidade física entre raças de cachorro é determinada por sete regiões genéticas

Foto: The New York Times

Spaniels possuem orelhas notavelmente frouxas, basset hounds têm pernas bastante curtas e são- bernardos são grandes e de ossatura larga. Para não falar no tamanho diminuto dos chihuahuas.

Os humanos cruzaram cachorros para produzir uma enorme variedade. Porém, um novo estudo relata que a variância física entre raças de cachorros é determinada por diferenças em apenas sete regiões genéticas.

Esses sete locais no genoma do cão explicam cerca de 80% das diferenças em altura e peso entre raças, disse Carlos Bustamante, geneticista da Universidade Stanford e um dos autores do estudo. As descobertas, publicadas no periódico PLOS Biology, são resultado da maior classificação de genoma canino até hoje, envolvendo mais de mil cachorros e 80 raças.

?Estamos tentando identificar os genes que podem ser importantes em administrar as diferenças entre cachorros?, explicou Bustamante. O projeto foi conduzido conjuntamente por pesquisadores de Stanford, da Universidade Cornell e do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos EUA.

Um maior entendimento dos genomas caninos pode explicar melhor como os genes são envolvidos em processos de doenças, disse Elaine Ostrander, geneticista do Instituto e outra autora do estudo. Por exemplo, foi sugerido que o osteossarcoma, um tipo de câncer nos ossos, é uma doença comum em raças de pernas compridas, segundo ela.

?Agora temos um glossário muito mais profundo para quais genes são realmente importantes?, disse ela, acrescentando que as descobertas podem ajudar pesquisadores a investigar a validade de tais afirmações.

As descobertas sobre genomas caninos podem, por sua vez, ajudar pesquisadores a compreender o papel da genética em doenças humanas.

?O cachorro ainda é o melhor amigo do homem?, disse ela, ?mas agora de uma forma completamente nova?.

EFE

Tese surgiu após análise dos restos minerais contidos em um meteorito achado na África

LONDRES - A análise dos restos minerais contidos em um meteorito achado no noroeste da África revelou que o Sistema Solar poderia ter se originado quase dois milhões de anos antes do que se pensava até agora, segundo um artigo publicado na revista "Nature".

Os minerais do meteorito - chamados inclusões minerais - são os restos sólidos mais antigos encontrados até agora e acredita-se que se formaram pouco depois do nascimento do Sol, por isso que a análise de sua idade pode proporcionar dados mais precisos sobre a data da formação do Sistema Solar.

Segundo esta pesquisa da Universidade do Arizona (EUA), a formação do Sistema Solar teria acontecido há 4,568 bilhões, entre 300 mil e 1,9 milhão de anos antes do que se pensava até o momento.

Para averiguar a antiguidade das inclusões minerais, Audrey Bouvier e Meenaskshi Wadhwa, chefes da pesquisa, utilizaram a técnica dos isótopos, empregada amplamente em geologia para determinar os anos de um resto fóssil.

* Com EFE


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